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Estabilidade integral com ingredientes funcionais e valor real
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Estabilidade integral com ingredientes funcionais e valor real

3A BIOTECH e o valor real: não se compra, se protege
O valor de uma matéria-prima não é definido apenas pela sua ficha técnica, mas pela sua capacidade de se manter estável ao longo do tempo. O alimento para animais de companhia é um sistema vivo, exposto a alterações químicas, mudanças sensoriais e riscos microbiológicos durante o processamento, o armazenamento e o transporte—e, por fim, quando a embalagem é aberta em casa. Ao longo desse percurso, a estabilidade determina se a formulação cumpre o que promete.
  Como evitar a perda de valor real diante da oxidação
Gorduras e óleos, farinhas e proteínas são pilares da energia metabolizável, da palatabilidade e do aporte de nutrientes essenciais. Ao mesmo tempo, são os componentes mais vulneráveis à degradação. A oxidação lipídica gera radicais livres e peróxidos que degradam vitaminas e outros compostos lipossolúveis, alteram o aroma e reduzem a biodisponibilidade real do alimento. Estes processos começam assim que a matéria-prima é exposta ao ar e continuam ao longo de toda a vida útil.

As consequências são diretas: queda do aporte energético real, perda de palatabilidade, formação de compostos secundários indesejáveis e menor estabilidade aromática. Na prática, o perfil lipídico que o animal consome pode deixar de corresponder ao declarado. Por isso, a estabilidade oxidativa é um parâmetro central do valor real: se um ingrediente oxida facilmente, o seu valor nutricional e funcional diminui muito antes de chegar ao consumidor.

Além disso, a oxidação não é apenas um problema sensorial. Certos compostos resultantes do ranço podem contribuir para desequilíbrios digestivos. Em pet food—onde a tolerância e o microbioma importam—proteger contra a oxidação é também proteger a experiência nutricional.
  3A BIOTECH e a segurança microbiológica: o outro pilar do valor real
À perda oxidativa soma-se a instabilidade microbiológica. Matérias-primas de origem animal e determinados cereais podem favorecer a proliferação de fungos e bactérias se não forem devidamente controlados. O desafio agrava-se com a possível presença de micotoxinas termoestáveis, capazes de sobreviver ao processamento e comprometer a segurança do produto final.

Mesmo cargas microbianas moderadas podem acelerar degradações e reduzir a vida útil de forma pouco visível. Por isso, a qualidade microbiológica é um componente crítico do valor real: condiciona a inocuidade, a estabilidade e o desempenho da formulação, além de influenciar a consistência entre lotes.    Para além do preço - eficiência tecnológica e valor funcional
Num mercado que historicamente competiu pelo custo, cada vez mais fabricantes compreendem que a diferença não está apenas no preço de compra, mas no valor funcional real: o que um ingrediente entrega, o que preserva e o que garante. A avaliação deixa de ser '€/tonelada' e passa a incluir estabilidade, digestibilidade, controlo de perdas, consistência sensorial e redução de incidências.

Esta evolução reflete um consumidor final mais exigente, que procura produtos premium, naturais e com benefícios concretos. E impulsiona a indústria a desenhar sistemas integrados que, além de proteger a matéria-prima, aportem funcionalidade tecnológica e biológica.   Ingredientes funcionais 3A BIOTECH: proteger, complementar, otimizar
Um ingrediente funcional—habitualmente natural, derivado de plantas, microrganismos ou extratos bioativos—aporta benefícios adicionais ao organismo ou à própria formulação. Em pet food, isso traduz-se em melhorias como suporte da saúde intestinal, reforço do sistema imunitário, estabilização oxidativa, modulação da microbiota, proteção celular contra o stress oxidativo e melhoria da digestibilidade.

No plano tecnológico, os ingredientes funcionais prolongam a estabilidade do alimento, preservam a integridade organoléptica e reduzem a degradação durante o armazenamento. Podem ainda ajudar a otimizar textura, estabilizar emulsões, minimizar reações indesejadas e sustentar a conservação—reduzindo variabilidade e suportando alegações nutricionais mais consistentes.
  Estabilidade integral com 3A BIOTECH: antioxidantes + conservantes, com design
Para preservar o valor real, a indústria depende de sistemas antioxidantes e conservantes cuidadosamente desenhados. Os antioxidantes atuam prevenindo a formação de radicais livres e protegendo a integridade lipídica. Em paralelo, conservantes à base de ácidos orgânicos ajudam a manter a carga microbiana sob controle, evitando deteriorações que reduziriam o valor nutricional inicial.

Quando estes sistemas são formulados com uma abordagem integral—sinergia, dosagem adequada e compatibilidade com o processo—deixam de ser 'aditivos' e tornam-se ingredientes funcionais: influenciam a estabilidade, a segurança e o desempenho global da fórmula.   3A BIOTECH em secos e úmidos: dois retos, o mesmo objetivo
Em alimentos secos, o risco de ranço aumenta quando farinhas suscetíveis à oxidação são combinadas com óleos aplicados como revestimento. O processamento e o tempo de armazenamento podem intensificar a degradação, afetando aroma, sabor e aceitação pelo animal.

Em alimentação úmida, embora o recobrimento com ceras possa minimizar o ressecamento—particularmente relevante em gatos devido ao padrão de consumo fracionado—continua a ser essencial estabilizar emulsões e controlar a degradação oxidativa e microbiológica. Aqui, a estabilidade física da emulsão é crucial para manter textura, aparência e palatabilidade: pequenas variações podem desencadear defeitos visíveis para o consumidor.   TOCOTYROSOL 3A BIOTECH: estabilidade + funcionalidade numa única solução
Uma combinação equilibrada de proteção antioxidante e suporte funcional está presente em formulações como a gama TOCOTYROSOL da 3A BIOTECH. Trata-se de uma solução desenvolvida com antioxidantes naturais—tocoferóis e extratos de alecrim, oliveira e chá verde—concebida para se integrar de forma eficiente em processos produtivos tanto de alimentos secos como úmidos.

A sua sinergia antioxidante contribui para preservar a estabilidade sensorial e nutricional desde a produção até o consumo, ajudando a manter a integridade do perfil lipídico, a palatabilidade e a consistência do produto. Além disso, incorpora uma vertente prebiótica que apoia a microbiota intestinal e a eficiência digestiva, alinhando-se com a crescente procura por formulações mais funcionais.

Do lado do fabricante, estas soluções geram valor na fase tecnológica (controle da oxidação, estabilidade, conservação e redução de variabilidade) e ajudam a sustentar o desempenho da formulação ao longo do tempo. Em outras palavras, permitem que o produto final cumpra a promessa da marca—lote após lote.   Conclusión: materia prima, valor real
A indústria pet food já não compete para ser a mais barata, mas para ser a mais eficiente, estável e funcional. Num setor em que cada ingrediente representa um investimento, garantir que a matéria-prima preserva o seu valor real é uma decisão estratégica: melhora a qualidade final, reduz incidências e reforça a confiança do consumidor.

Na 3A BIOTECH, ajudamos as marcas a proteger esse valor com soluções naturais baseadas em ingredientes funcionais e sistemas de estabilidade integral. Quer validar na sua própria linha? Solicite uma avaliação técnica ou um piloto com TOCOTYROSOL e confirme como uma proteção bem desenhada pode traduzir-se em maior estabilidade, melhor experiência de consumo e um produto mais consistente. Por 3A BIOTECH
Fonte: All Pet Food Magazine

Adsorvente de odor: como utilizá-los de forma estratégica em produtos pet food
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7+ MIN

Adsorvente de odor: como utilizá-los de forma estratégica em produtos pet food

Por Ludmila Barbi T. Bomcompagni

Dentre as opções de adsorventes de odor utilizados em pet food atualmente, três se destacam por estarem frequentemente presentes em diversas marcas e categorias de alimentos para pets: a zeólita, a bentonita e o extrato de yucca, cada um com suas próprias características e modos de ação. Conhecer melhor cada um deles pode ser muito importante na otimização do desenvolvimento de um produto e sua estratégia de posicionamento no mercado.
  A zeólita com benefícios comprovados para pet food são as do tipo clinoptilolita. Ela é um mineral natural cristalino, com uma estrutura cheia de cavidades formadas por ligações químicas, o que confirma uma grande área superficial e alta capacidade de adsorção. Uma das propriedades mais importantes da zeólita é sua maior capacidade de adsorção por troca catiônica (CTC) comparado a todos outros adsorventes de odor utilizados. A troca catiônica é um processo pelo qual os íons presentes na superfície da zeólita são trocados por outros presentes na solução circundante. Sua estrutura contém espaços vazios que podem ser preenchidos por íons, água e outras moléculas. Isso confere à zeólita uma alta capacidade de adsorção de íons, especialmente de cátions. Quando adicionada aos alimentos para cães e gatos, a zeólita pode adsorver compostos em formas de cátions presentes na digestão, entre eles amônia, responsáveis pelo odor indesejado nas fezes. Além disso, a capacidade da zeólita de absorver umidade melhora a formatação das fezes dos animais, e também pode ajudar a prolongar o shelf-life dos alimentos, evitando a deterioração por alta umidade e contaminação por toxinas uma vez que ela também é um adsorvente de micotoxinas.
  A bentonita, uma argila constituída essencialmente de minerais do grupo das esmectitas e mortmorilonita. É conhecida por sua grande capacidade de inchar quando misturada com água, pois possui uma estrutura química lamelar com carga superficial entre 0,2 e 0,6 por fórmula unitária, e apresentam afastamento das lamelas quando em presença de água, agindo como uma esponja. Assim, quando adicionada à ração animal, a bentonita é capaz de absorver a umidade presente nas fezes com muita eficiência. O mecanismo de ação da bentonita em relação à redução de odor, envolve sua capacidade de adsorção também ligando à compostos, como a amônia, por troca catiônica, secundária à sua ação de inchamento. No entanto, é importante notar que a eficácia da bentonita especificamente à redução de odor fecal de cães e gatos, ainda não é bem elucidada, e sua eficiência pode variar dependendo de vários fatores, incluindo a sua pureza, tipo e finalidade de sua inclusão na fórmula. 
  O extrato de yucca é extraído da planta Yucca schidigera comumente encontrada em desertos e tem como um dos componentes a saponina, que vem sendo estudada em animais de companhia a algumas décadas. Um dos mecanismos pelos quais o extrato de yucca diminui o odor das excretas é pela inibição da urease, enzima que converte a ureia, produto do metabolismo do nitrogênio, em amônia. Assim, quanto menor a ação da urease, menor quantidade de amônia presente nas fezes, e consequente redução do odor fecal. Uma outra hipótese, diz sobre a ação dos glicocomponentes, a parte solúvel em água do extrato de yucca, que possuem afinidade pela amônia e transformá-las em nitrato e nitrito.
  A tabela abaixo mostra a comparação das principais propriedades e benefício de cada adsorvente de odor descrito.     De acordo com a tabela, a zeólita possui maior capacidade de troca iônica, maior remoção de nitrogênio amoniacal e capacidade de remoção de água ligeiramente inferior, pois a bentonita, por ser lamelar, incha e consegue absorver mais água. Levando em consideração as propriedades físico-químicas dos aditivos, podemos inferir que a zeólita tem maior eficiência em remover amônia por sua maior capacidade por troca catiônica comparado aos demais aditivos avaliados para o odor fecal.

No desempenho de testes in vivo, encontramos diversos estudos que avaliaram a inclusão de zeólita clinoptilolita e extrato de yucca em diferentes níveis de inclusão em dietas para cães e para gatos, e que também compararam esses dois aditivos entre si. Para a bentonita, não foi encontrado nenhum estudo de suporte à avaliação de inclusão em diferentes níveis, dificultando a compreensão de qual seria o nível ótimo de utilização para a redução de odor fecal em alimentos para animais de estimação. Por esse motivo, produtos que usam a bentonita como aditivo, normalmente são de categoria econômica ou Standart, a utilizam para melhoria do escore fecal e não visando redução de odor.

Em um estudo Maia et al. (2010) que avaliou o odor fecal de cães em diferentes níveis de zeólita de 0,50; 0,75 e 1,00% e YSE na concentração de 125, 250 ou 375 ppm na dieta de cães saudáveis. As dietas com zeólita nos níveis de 0,75 e 1,00%, respectivamente, tiveram melhor classificação na análise sensorial, que indicam significativa redução no odor do material avaliado. Dessa forma, os níveis de 0,75 e 1,0% do aditivo zeólita proporciona substancial redução no odor das fezes na análise sensorial. Esse resultado é consequência da alta capacidade de troca catiônica e adsorção de gases da zeólita, que adsorveu os gases normalmente produzidos durante a digestão, carreando-os para fora do trato gástrico intestinal do animal sem liberá-los para o meio ambiente. 

Roque et al. (2011), adicionaram a um alimento comercial as mesmas concentrações de zeólita e extrato de yucca para gatos. A dieta com 1,0% de zeólita foi considerada semelhante ao controle e inferior quando comparada aos demais tratamentos. Em contrapartida as doses 0,5 e 0,75% de zeólita apresentaram, melhores valores de odor fecal que a dieta controle. 

Na prática, vemos com maior frequência a utilização da zeólita nas formulações de alimentos de categoria high e super premium, justificada pelos estudos de avaliação aqui mencionados e pela sua eficiência na remoção de odor e ajuste de escore fecal, sendo a primeira escolha para produtos de alto valor agregado. O extrato de Yucca possui ação sobre o odor fecal como foi demonstrado, e por ter um nível de inclusão ótimo entre 0,0125% e 0,035%, ele costuma estar presente em alimentos desde as categorias Standart à super premium, uma vez que o nível de inclusão menor pode reduzir pressão de custo da fórmula. Porém se faz necessário uma avaliação detalhada, pois o extrato de Yucca chega a custar até mais de 10 vezes o valor da zeólita clinoptilolita. 

Com certa frequência, nos deparamos com alimentos comerciais que utilizam zeólita com extrato de yucca na fórmula para pets. Ao usar esses aditivos juntos em rações para cães e gatos, os fabricantes visam oferecer uma abordagem abrangente para o bem-estar digestivo e geral dos animais. A zeólita ajuda a controlar o odor das fezes, e em associação com o extrato de yucca, podem promover efeitos benéficos a saúde intestinal, contribuindo para o conforto e a saúde a longo prazo dos animais de estimação.     Por Ludmila Barbi Trindade Bomcompagni