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Das algas ao prato: astaxantina na saúde dos pets
Ingredientes à base de plantas

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Das algas ao prato: astaxantina na saúde dos pets

Impulsionados pela crescente humanização dos pets, os tutores têm avaliado com mais atenção a forma como alimentam seus companheiros. Assim como buscam para si uma nutrição mais saudável e rótulos mais limpos — além de considerarem cada vez mais os impactos ambientais —, procuram refletir esses mesmos critérios na alimentação de seus animais. Esse movimento se traduz na valorização de alimentos mais frescos e na preferência por produtos naturais ou orgânicos.

De modo geral, o setor pet food continua a se expandir. O mercado europeu foi estimado em 55 bilhões de dólares até 2024 e está projetado para ultrapassar 78 bilhões de dólares até 2029 (com uma taxa composta anual de crescimento próxima de 7%).1 Junto com ingredientes tradicionais, como grãos ou carne, ingredientes funcionais inovadores estão ganhando destaque neste mercado em desenvolvimento. Muitos desses componentes podem ser incorporados tanto em alimentos quanto em nutracêuticos. Um exemplo são os carotenoides, conhecidos não apenas por suas cores amarelo, laranja ou vermelho, mas também por suas propriedades antioxidantes. Entre elas, a astaxantina se destaca por seu alto poder antioxidante, que é até 110 vezes maior que o da vitamina E.

Na natureza, a microalga Haematococcus pluvialis é a principal fonte de astaxantina. Embora esse ingrediente tenha uma longa história em suplementos humanos, seus benefícios foram inicialmente identificados no ambiente marinho, especialmente na sobrevivência e reprodução do salmão. A pesquisa em aquicultura foi a base dos negócios da empresa sueca AstaReal, pioneira na produção industrial de astaxantina natural e responsável pela marca mais estudada do mercado, apoiada por mais de 70 estudos clínicos em humanos e animais.
Pesquisa por espécie
"Queríamos entender o que isso significava para diferentes espécies, então começamos a usar o ingrediente em estudos com cães e gatos", explica Peter Ahlm, diretor de marketing e vendas da AstaReal. Pesquisas espécie específicas são fundamentais para desenvolver produtos seguros e eficazes, pois os efeitos podem variar entre animais e otimizar as doses dos ingredientes é fundamental.

Há um corpo crescente de evidências sobre os efeitos positivos da astaxantina natural na saúde dos pets, muitos semelhantes aos observados em humanos. Por exemplo, contribui para a mobilidade, resistência e recuperação muscular em cães, assim como para o sistema cardiovascular, função cognitiva, atenção e, no nível celular, para o funcionamento das mitocôndrias.2-5 Da mesma forma, a suplementação com astaxantina natural em cães e gatos pode fortalecer seus sistemas de defesa e melhorar tanto a resposta imune celular quanto a humanal.6,7 Também demonstrou potencial para melhorar problemas de visão relacionados à idade, como a opacidade ocular em cães.8

"Os efeitos na saúde podem parecer diversos, mas todos são explicados pela estrutura molecular única da astaxantina. Graças à sua configuração linear polar-nãopolar-polar, ela pode atravessar efetivamente membranas celulares e mitocondriais e neutralizar espécies reativas de oxigênio (ROS) tanto nas superfícies hidrofóbicas quanto hidrofílicas. Além de proteger melhor as células contra o estresse oxidativo, possui efeitos anti-inflamatórios que beneficiam múltiplos órgãos e sistemas", explica Behnaz Shakersain, diretora de assuntos científicos da AstaReal.
Opções Naturais de Astaxantina  
Como nem humanos nem animais podem produzir astaxantina naturalmente, eles só podem colher seus benefícios através da alimentação. Para atingir níveis efetivos, recomenda-se uma dose aproximada de 1 mg/10 kg de peso corporal em cães, o que equivale ao consumo diário de dois filés de salmão selvagem para um beagle ou três para um golden retriever. Nesse sentido, alimentos ou petiscos enriquecidos com astaxantina representam uma solução mais prática e sustentável.

Versões naturais derivadas de algas oferecem vantagens adicionais, como aumento do poder antioxidante. Além disso, as algas desempenham um papel essencial no ecossistema e são reconhecidas como um recurso renovável, que conecta com consumidores cada vez mais conscientes. Quando cultivadas em sistemas fechados, podem se proteger melhor contra contaminantes ambientais e obter uma biomassa rica em astaxantina com perfil de qualidade superior.

Desenvolver uma fórmula com ingredientes saudáveis é apenas o primeiro passo, segundo Peter Ahlm: "Os fabricantes também devem garantir que o produto mantenha sua estabilidade e valor nutricional durante toda a sua vida útil. Substâncias bioativas podem interagir com outros compostos em formulações complexas ou se degradar durante processos exigentes, como extrusão ou pelletização."
Para minimizar esses riscos, a AstaReal utiliza tecnologias de encapsulamento em sua  linha de nutrição animal NOVASTA®. Seu lançamento mais recente, NOVASTA® EB15, pode ser incorporado a alimentos ou suplementos para pets e contém farinha de algas (32%) encapsulada em óleo de canola, com uma concentração final de astaxantina de 1,5%. Graças à encapsulação, o ingrediente é melhor integrado em formulações exigentes, como pellets, blends ou mastigáveis, que geralmente são mais expostos ao ar em temperatura ambiente.
Os fabricantes estarão melhor posicionados se responderem às novas demandas dos consumidores e combinarem saúde com sustentabilidade. Nesse cenário, a astaxantina pode desempenhar um papel fundamental. Graças à sua ação antioxidante e multifuncional, ele contribui naturalmente para o bem-estar dos pets e, além disso, vem de uma fonte alinhada com o futuro da indústria.
Comida visionária
Um dos grandes desafios de hoje é a alimentação sustentável. Na busca por fontes de origem vegetal tanto para humanos quanto para animais, as algas estão ocupando o centro das atenções. São relativamente fáceis de cultivar, altamente nutritivas e consideradas mais sustentáveis do que várias culturas tradicionais. Entre seus compostos mais valiosos está a astaxantina. A AstaReal obtém esse carotenoide da microalga Haematococcus pluvialis, cultivada em sistemas fechados usando fotobiorreatores especialmente projetados. Além disso, a empresa implementa um sistema para reutilizar o calor residual gerado durante o processo de cultivo, que é usado para aquecer 2500 residências próximas, contribuindo assim para reduzir sua pegada de carbono. Por AstaReal
Fonte: All Pet Food Magazine
  Referências
1.    Mordor Intelligence. 'Europe Pet Food Market SIZE & SHARE ANALYSIS - GROWTH TRENDS & FORECASTS UP TO 2029.' https://www.mordorintelligence.com/industry-reports/pet-food-market-in-europe-industry. Accessed Feb. 23, 2024. 
2.    B.M. Zanghi, et al., 'Effects of Postexercise Feeding of a Supplemental Carbohydrate and Protein Bar with or without Astaxanthin from Haematococcus pluvialis to Exercise-Conditioned Dogs,' Am. J. Vet. Res. 76(4), 338–350 (2015). 
3.    T. Murai, et al., 'Effects of Astaxanthin Supplementation in Healthy and Obese Dogs,' Veterinary Medicine: Research and Reports 10, 29–35 (2019). 
4.    National Center for Biotechnology Information. 'PubChem Patent Summary for US-9820497-B2, Astaxanthin-containing pet foods.' https://pubchem.ncbi.nlm.nih.gov/patent/US-9820497-B2. Accessed Feb. 23, 2024. 
5.    J.S. Park, et al., 'Astaxanthin Modulates Age-Associated Mitochondrial Dysfunction in Healthy Dogs,' Journal of Animal Science 91(1), 268–275 (2013). 
6.    B.P. Chew, et al., 'Dietary Astaxanthin Enhances Immune Response in Dogs,' Veterinary Immunology and Immunopathology 140(3–4), 199–206 (2011). 
7.    J.S. Park, et al., 'Astaxanthin Stimulates Cell-Mediated and Humoral Immune Responses in Cats,' Veterinary Immunology and Immunopathology 144, 455–461 (2011). 
8.    W. Wang, et al., 'Antioxidant Supplementation Increases Retinal Responses and Decreases Refractive Error Changes in Dogs,' Journal of Nutritional Science 5, E18 (2016). 

Potencial de Inovação na Formulação de Alimentos Úmidos para Pets com a Proteína de Fava
Proteínas

5+ MIN

Potencial de Inovação na Formulação de Alimentos Úmidos para Pets com a Proteína de Fava

A demanda por alimentos úmidos para pets continua crescendo, impulsionada por tutores que buscam produtos premium, nutricionalmente equilibrados e altamente palatáveisi. Ao mesmo tempo, os consumidores estão cada vez mais exigindo escolhas plant-based que reflitam seus próprios valores em sustentabilidade. Em resposta, a BENEO realizou uma série de ensaios técnicos para estudar o potencial de seu concentrado de proteína de fava como ingrediente funcional de origem vegetal para formulações de alimentos úmidos para pets.
Explorando alternativas ao plasma animal
Manter a qualidade consistente é fundamental em alimentos úmidos premium e super premium. Esses produtos normalmente contêm uma base úmida de 50% e são padronizados em qualidade pela adição de plasma animal atomizado (ABP). Esse ingrediente oferece excelentes propriedades texturizantes e emulsionantes, mas pode ter um custo alto. Por causa de sua origem animal, é cada vez menos aceito pelos consumidores que buscam opções de ingredientes à base de plantas para seus pets.

Para enfrentar esses desafios, a BENEO iniciou uma série de testes técnicos em colaboração com a Passion4Food, fornecedora especializada na indústria de alimentos para pets. O objetivo era avaliar se o concentrado de proteína de fava poderia funcionar como uma alternativa viável e custo-efetiva ao ABP em formulações de dietas úmidas.
Testes técnicos confirmam forte desempenho funcional
Os primeiros ensaios analisaram o comportamento do concentrado de proteína de fava da BENEO em substituição parcial (50%) ou total (100%) do ABP em alimentos úmidos ricos em proteína (formato patê). Foi demonstrado que o ingrediente pode ser usado tanto para substituições parciais quanto totais, sem gerar mudanças significativas no peso ou na textura do produto final. Isso permite que os fabricantes mantenham a qualidade desejada e gerem economias consideráveis em comparação ao uso de plasma. Com base nesses resultados positivos, a BENEO avançou com testes adicionais usando uma receita piloto para expansão industrial.

Nesse segundo estágio, as mesmas proporções de reposição com proteína de fava foram avaliadas em comparação com uma formulação com substituição parcial de ABP (50%) por concentrado de proteína de ervilha.

Os dados mostraram que o concentrado de proteína de fava atua como um aglutinante altamente eficaz e econômico, não gerando mudanças significativas na altura, peso, dureza ou aderência do produto. Em contraste, o uso parcial da proteína da ervilha gerou uma redução significativa na dureza, indicando que a proteína da fava tem maior capacidade de ligação nesse tipo de aplicação, tornando-a uma solução fundamental para manter a textura desejada do produto final e, assim, reduzir a dependência de ingredientes de origem animal.  
Inovação apoiada  
Após esses resultados, a BENEO entrou com um pedido internacional de patente para o uso de concentrado de proteína de fava como alternativa ao plasma animal em alimentos úmidos para pets. A solicitação foi publicada em agosto de 2025, reforçando o compromisso da empresa com a inovação baseada em pesquisa e desenvolvimento de ingredientes funcionais para a indústria de alimentos para pets.
Vantagens nutricionais e de formulação
Além de seus benefícios técnicos e econômicos, o concentrado de proteína de fava da BENEO oferece alto valor nutricional. Com um teor proteico de 61g a cada 100 g na materia seca e digestibilidade ileal próxima a 90%, é uma fonte de proteína altamente digestível. Seu perfil de aminoácidos, rico em lisina, permite complementar proteínas de cereais, como proteína de arroz ou glúten de trigo, alcançando um perfil completo de aminoácidos essenciais.

Da mesma forma, o ingrediente oferece flexibilidade no posicionamento do produto. Está incluído no Catálogo de Matérias-Primas da União Europeiaii  e pode ser usado em formulações "grain free".
Desenvolver soluções sustentáveis e de origem local
A sustentabilidade tornou-se um fator-chave tanto para consumidores quanto para fabricantes. O concentrado de proteína de fava da BENEO possui atributos fortes nesse aspecto, ligados tanto ao cultivo da fava quanto aos processos locais de obtenção e produção na Alemanha. A produção local na moderna planta de processamento de leguminosas em Obrigheim possibilita reduzir distâncias de transporte, garantir o suprimento e diminuir o impacto ambiental em comparação com ingredientes mais intensivos em recursos.

Dra. Maygane Ronsmans, Gerente de Produto de Nutrição Animal na BENEO, comenta:

"Com dois em cada três tutores considerando proteínas de origem vegetal melhores para o meio ambienteiii, a demanda por ingredientes proteicos de origem vegetal, sustentáveis e locais cresceu significativamente. Como demonstram os testes técnicos, o concentrado de proteína de grão da BENEO oferece um cenário vantajoso para todos: os fabricantes podem reduzir os custos de formulação, garantir o fornecimento e atender às expectativas dos consumidores, sem comprometer a qualidade do produto final."
Impulsionando a próxima geração de inovação em alimentos úmidos
Os resultados dos ensaios confirmam que o concentrado de proteína de fava combina funcionalidade, qualidade nutricional e sustentabilidade. Ele atua efetivamente como aglutinante em rações úmidas, oferece alto nível de digestibilidade e representa uma alternativa viável ao plasma animal em aplicações onde consistência e textura são fatores críticos.

Para os fabricantes, isso oferece novas oportunidades de formulação que equilibram desempenho técnico, eficiência de custos e responsabilidade ambiental. À medida que o mercado continua a evoluir, ingredientes como o Concentrado de Proteína de Fava da BENEO podem responder à crescente demanda por produtos de origem vegetal, produzidos localmente e de alta qualidade.

Interessado em saber mais sobre os ingredientes da BENEO? Encontre mais detalhes aqui.
Por BENEO
Fonte: All Pet Food Magazine
Fontes
i Wet Pet Food Market Analysis - Size, Share, and Forecast Outlook 2025 to 2035, Future Market Insights Inc, 2024. 
ii Commission Regulation (EU) No 68/2013 of 16 January 2013 on the Catalogue of feed materials – Faba bean protein concentrate is listed under entry 3.7.5: 'Horse bean protein' 
iii BENEO Consumer Research On Pet Care 2025. FMCG Gurus conducted a quantitative online survey in 2025 with 2.500 pet owners in the US, Brazil, UK, Germany, and China (250 cat and 250 dog owners per country).

Estudo aponta boa aceitação de alimentos úmidos à base de insetos por cães
A base de insetos

3+ MIN

Estudo aponta boa aceitação de alimentos úmidos à base de insetos por cães

Ingredientes derivados de insetos vêm sendo explorados como fontes alternativas de proteína na nutrição pet.    Além do potencial funcional, essas matérias-primas têm despertado interesse da indústria por sua versatilidade em formulações úmidas e secas.
  Um estudo recente avaliou a aceitação de alimentos úmidos para cães contendo ingredientes à base de insetos comercializados sob as marcas PureeX e ProteinX, desenvolvidas pela Protix. 
  Os resultados indicaram que tanto a dieta totalmente à base de insetos quanto a formulação híbrida — combinando inseto e frango — foram prontamente consumidas pelos animais participantes.   Como o estudo foi conduzido
O ensaio incluiu 170 cães de pequeno e médio porte, todos domiciliados. Segundo o resumo técnico, essas categorias foram selecionadas por serem frequentemente consideradas mais seletivas em relação à alimentação.
  Foram avaliadas duas dietas. A primeira era composta exclusivamente por ingredientes derivados da larva de mosca-soldado-negra (Hermetia illucens), combinando PureeX — descrito como ingrediente minimamente processado — e ProteinX, uma farinha de inseto. 
  A segunda era uma formulação híbrida que unia os mesmos ingredientes de inseto a frango fresco.
  Cada responsável ofereceu uma das dietas por dois dias consecutivos e, em seguida, realizou a troca para a outra formulação por mais dois dias. 
  Durante o período do teste, os participantes não foram informados sobre a composição dos produtos.
  Ao final de cada etapa, os responsáveis avaliaram o consumo dos cães. Segundo o relatório, ambas as formulações foram consideradas altamente aceitas, sem diferença estatisticamente significativa na ingestão entre a dieta 100% inseto e a híbrida.   Avaliação comportamental e percepção sensorial
Além do volume consumido, o estudo analisou o comportamento dos cães antes, durante e após as refeições. 
  Entre as respostas associadas à aceitação positiva estavam abanar o rabo antes da oferta do alimento, consumir toda a porção e lamber os lábios após a refeição. Esses comportamentos foram registrados em ambas as dietas.
  Os responsáveis também avaliaram atributos sensoriais como textura, aroma e aparência. As duas formulações receberam nota média sete, em uma escala de zero a dez, para esses critérios.
  Quando questionados sobre recomendação, 82% afirmaram que indicariam a dieta totalmente à base de insetos, enquanto 81% disseram que recomendariam a formulação híbrida com frango.
  Segundo a fabricante, o PureeX é indicado para aplicações em alimentos úmidos e também pode ser incluído em formulações extrusadas secas, estando disponível nas versões fresca e congelada. Já o ProteinX é comercializado como ingrediente protéico em forma de farinha.   Proteína alternativa em expansão
Proteínas de insetos têm sido estudadas como alternativas às fontes tradicionais, com potencial para contribuir em formulações que buscam diversificação de ingredientes. 
Além do perfil nutricional, fabricantes destacam aspectos funcionais e de sustentabilidade como diferenciais desse tipo de matéria-prima.   FAQ sobre alimentos úmidos com proteína de inseto
Cães aceitam bem alimentos com proteína de inseto?
Segundo o estudo, tanto a formulação 100% inseto quanto a híbrida com frango foram prontamente consumidas.
  Houve diferença de consumo entre as dietas testadas?
Não. O relatório aponta que não foi observada diferença significativa na ingestão.
  Proteína de inseto pode substituir proteínas tradicionais?
Ela vem sendo estudada como fonte alternativa, mas a escolha da dieta deve sempre considerar orientação durante consulta veterinária. Fonte: Cães & Gatos

Ração para cães à base de insetos: segura, saudável ou simplesmente estranha?
A base de insetos

7+ MIN

Ração para cães à base de insetos: segura, saudável ou simplesmente estranha?

Acontece que seu instinto de sentir nojo pode estar ultrapassado. Insetos não são mais apenas petiscos acidentais. Eles estão aparecendo como ingrediente principal em rações para cães. Ração à base de grilos. Receitas à base de larvas. E não, isso não é um experimento marginal. Ração para cães à base de insetos está se tornando uma opção legítima para donos de animais de estimação nos EUA e no Canadá.
  Mas será que é seguro? Será que o seu cão realmente receberá os nutrientes de que precisa? E, mais importante ainda, será que ele vai sequer comer?   O que é, de fato, a ração para cães à base de insetos?
Para que fique claro: você não está despejando um monte de grilos vivos na tigela do seu cachorro. A ração para cães à base de insetos utiliza grilos ou larvas como principal fonte de proteína, processados ​​e formulados para atender às necessidades nutricionais dos cães em diferentes fases da vida.
  Os filhotes precisam de cerca de 22% de proteína na dieta. Os adultos precisam de cerca de 18%. Proteína em excesso, acima de 30%, pode causar problemas. Os insetos são ricos em proteínas o suficiente para atingir essas metas, mas a alimentação ainda precisa ser balanceada com gorduras, carboidratos, vitaminas e minerais. Um grilo sozinho não é uma refeição completa. Uma ração seca bem formulada à base de grilos pode ser.   A proteína de insetos é realmente segura?
Sim, com uma ressalva. Estudos sugerem que grilos e larvas fornecem proteína de alta qualidade que os cães conseguem digerir e com a qual se desenvolvem bem. Para a maioria dos cães, a proteína de insetos é uma alternativa viável à carne bovina, de frango ou de cordeiro.
  A ressalva? As pesquisas de longo prazo ainda estão em andamento. Ainda não temos décadas de dados sobre o que acontece quando os cães se alimentam com dietas à base de insetos durante toda a vida. Mas, com base no que sabemos agora, a proteína de insetos é geralmente segura e nutricionalmente adequada para cães saudáveis.
Por que as pessoas estão optando por alimentos à base de insetos?
O apelo vai além de simplesmente "funciona". Existem alguns motivos pelos quais a proteína de insetos está ganhando popularidade.
  É muito mais sustentável. A criação de insetos requer uma fração da água, da terra e dos recursos necessários para a criação de gado ou aves. Se o impacto ambiental é importante para você, esta é uma das fontes de proteína mais ecológicas disponíveis.
  Isso contorna as preocupações éticas. Alguns donos de animais de estimação não se sentem confortáveis ​​com as práticas convencionais de criação de animais. Os insetos oferecem uma maneira de alimentar seus cães sem apoiar esses sistemas.
  Funciona para cães com alergias. Cães alérgicos a carne bovina, frango ou peixe podem tolerar a proteína de insetos sem problemas. É uma proteína verdadeiramente nova — o que significa que a maioria dos cães nunca foi exposta a ela antes, reduzindo a probabilidade de desencadear uma reação.
  Resumindo, a ração para cães à base de insetos pode ser mais amigável ao planeta e menos agressiva para estômagos sensíveis.   As desvantagens que você precisa conhecer
A ração para cães à base de insetos não está isenta de desvantagens. Para começar, é cara e nem sempre fácil de encontrar. Muitas marcas só estão disponíveis online e são vendidas em embalagens menores, o que aumenta o custo em comparação com a ração tradicional.
  Seu cachorro também pode detestar. Cães têm preferências, e alguns vão rejeitar alimentos à base de insetos, não importa o quão nutritivos sejam. O paladar importa, e nem todos os cachorros vão gostar.
  Também existe uma preocupação potencial para cães com alergia a frutos do mar. As proteínas dos insetos compartilham algumas semelhanças com as proteínas dos frutos do mar, portanto, reações alérgicas são possíveis. Se o seu cão tem histórico de sensibilidade a frutos do mar, proceda com cautela e consulte o veterinário primeiro.
  Por fim, ainda estamos aprendendo sobre os riscos a longo prazo. Questões relacionadas à contaminação bacteriana, resistência a antibióticos e outros impactos na saúde ainda não foram totalmente respondidas. Isso não significa que o alimento seja inseguro — significa apenas que a pesquisa está em andamento.
Como mudar a alimentação do seu cão para uma dieta à base de insetos
Se você decidir experimentar, não troque a ração do seu cachorro de uma hora para outra. Mesmo cães saudáveis ​​podem ter problemas estomacais com mudanças repentinas na dieta. A abordagem mais segura é uma transição gradual ao longo de 5 a 7 dias.   Comece devagar: No primeiro dia, misture 25% de alimento à base de insetos com 75% da ração atual do seu cão.
  Aumente gradualmente: Nos próximos dias, aumente lentamente a proporção de alimentos à base de insetos até que seu cão esteja consumindo 100% deles.
  Fique atento às reações: Monitore a energia, a qualidade das fezes e o apetite do seu cão durante todo o período de transição.
  E antes de fazer qualquer alteração na dieta, especialmente se o seu cão tiver problemas de saúde ou histórico de sensibilidade alimentar, consulte primeiro o seu veterinário.   É adequado para o seu cão?
A proteína de insetos faz parte de uma categoria crescente de proteínas inovadoras que também inclui carne de veado, bisão e até mesmo jacaré. É particularmente útil para cães com alergias alimentares, mas tem um preço mais elevado.
  Se você está pensando em mudar para uma ração diferente, procure marcas que sigam as diretrizes da AAFCO ( Associação Americana de Oficiais de Controle de Alimentos para Animais ). Esses padrões garantem que o alimento atenda às necessidades nutricionais básicas dos cães. Faça a transição gradualmente. E converse com seu veterinário, principalmente se tiver alguma dúvida sobre as necessidades de saúde específicas do seu cão.
  Muitos cães se adaptam muito bem a dietas à base de insetos. É seguro, sustentável e, para alguns filhotes, resolve problemas que as proteínas tradicionais não conseguiam solucionar.   Conclusão
Alimentos para cães à base de insetos podem parecer estranhos à primeira vista, mas são uma opção legítima e aprovada por veterinários para muitos cães. Com a orientação adequada, uma introdução gradual e atenção à qualidade, seu cão pode desfrutar de uma dieta rica em proteínas e que também é benéfica para o planeta.

Experimentar algo novo não precisa ser arriscado. Às vezes, é apenas o próximo passo para descobrir o que funciona melhor para o seu cão e para o mundo em que ele vive.
  Fonte: dogster

Insetos no Pet Food: uma alternativa nutricional e sustentável
A base de insetos

4+ MIN

Insetos no Pet Food: uma alternativa nutricional e sustentável

O interesse na utilização de farinhas de insetos nas formulações de alimentos para cães e gatos, como fonte alternativa de proteínas e gorduras tem crescido significativamente.
  Esse fenômeno é impulsionado não apenas pelos benefícios nutricionais desses ingredientes, mas também pelo crescimento populacional de cães e gatos, a expansão do mercado pet e as limitações associadas às proteínas convencionais de origem animal que muitas vezes competem com a alimentação humana.
  Assim, a inclusão de insetos em formulações pode trazer benefícios nutricionais, melhorar a palatabilidade e promover o desenvolvimento sustentável do mercado de pet food.
  Nesse contexto, os insetos surgem como alternativa viável. Regulamentados no Brasil pela Instrução Normativa nº 10/2020 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), estão aprovadas para uso em dietas animais espécies como Hermetia illucens (mosca-soldado-negra), Tenebrio molitor (tenébrio comum), Zophobas morio (tenébrio gigante), Acheta domesticus (grilo doméstico), Gryllus assimilis (grilo preto), Nauphoeta cinerea (barata cinérea) e crisálidas desengorduradas.
  Além dos benefícios nutricionais, a formulação de pet foods à base de proteína de insetos pode promover o desenvolvimento sustentável deste mercado (Foto: Reprodução)   PERFIL NUTRICIONAL DOS INSETOS 
Os insetos apresentam características nutricionais vantajosas para cães e gatos, sendo capazes de atender às suas necessidades nutricionais.
  Esses ingredientes possuem um elevado teor de proteína de alto valor biológico, com um perfil de aminoácidos balanceado, que frequentemente se assemelha ou até supera o das fontes protéicas convencionais, como pode ser visto no gráfico. 
  Diversos autores conduziram estudos que evidenciam que a digestibilidade in vivo para alimentos à base de farinha da larva da mosca-soldado-negra (FLMSN), por exemplo, apresenta percentuais excelentes entre 73,4% e 83,9% (Bosch e Swanson, 2021), apresentando excelente digestibilidade.
   O perfil lipídico dos insetos é influenciado principalmente pelo ambiente em que são criados, pela espécie e pela composição da sua dieta. Na literatura é possível encontrar variações de 4 a 39% de extrato etéreo na matéria seca (MS). Sendo geralmente mais elevados nas larvas do que nos insetos adultos. 
  Segundo Kępińska-Pacelik et al., (2022), a larva da mosca soldado negra contém cerca de 40% de C12:0, um valor superior ao encontrado em fontes convencionais de proteína. 
  Além disso, ácidos monoinsaturados como o ácido oleico, são encontrados nos óleos extraídos de insetos, contribuindo para a estabilidade oxidativa. Já os ácidos graxos poli-insaturados, como os ômegas 3 e 6, são encontrados em larvas de tenébrios e de grilos, porém, as larvas de mosca-soldado-negra são a fonte mais significativa de ácido eicosapentaenoico – EPA e ácido docosahexaenóico – DHA, dois componentes essenciais para a manutenção da função neurológica e o equilíbrio do sistema imunológico. 
  Os insetos também são fontes de minerais essenciais, incluindo ferro, zinco, cobre, manganês e selênio. As lavas da mosca soldado-negra, por exemplo, possuem um exoesqueleto calcificado, proporcionando maiores teores de cálcio e fósforo (Kępińska-Pacelik et al., 2022), o que pode ser benéfico em uma formulação para cães e gatos em crescimento.    EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS DOS EFEITOS BENÉFICOS PARA CÃES E GATOS
É possível encontrar na literatura estudos que evidenciam os benefícios da inclusão da farinha da larva da mosca-soldado-negra (FLMSN) nas dietas de cães e gatos, favorecendo a saúde e contribuindo para uma aplicação na clínica de pequenos animais.
  A proteína da larva da mosca-soldado-negra (LMSN) apresenta uma quantidade significativa de peptídeos de baixo peso molecular, um estudo cruzado desenvolvido por Carvalho et al., (2024), evidenciou como o uso da farinha desengordurada da LMSN em dietas para cães pode contribuir para promover a saúde cutânea. 
  Através do embasamento científico e do potencial benéfico em se ter a inclusão da farinha da larva da mosca-soldado-negra em formulações para cães e gatos, a Special Dog Company lançou no mês de julho de 2025 o primeiro produto brasileiro formulado com esse ingrediente, o Bionatural Sensitive. Fonte: Cães e Gatos
Por Viviane Priscila Moura, médica-veterinária, pós-graduada em clínica médica de cães e gatos e nutrição de pequenos animais e analista de comunicação científica sênior na Special Dog Company.

INSETOS NA ALIMENTAÇÃO DE CÃES E GATOS: COMPOSIÇÃO, APLICAÇÕES E BENEFÍCIOS FUNCIONAIS
A base de insetos

7+ MIN

INSETOS NA ALIMENTAÇÃO DE CÃES E GATOS: COMPOSIÇÃO, APLICAÇÕES E BENEFÍCIOS FUNCIONAIS

Por Erika Stasieniuk

COMPOSIÇÃO QUÍMICA E PERFIL NUTRICIONAL DE INSETOS
O crescente interesse pelo potencial proteico dos insetos tem impulsionado estudos que revelam dados relevantes sobre sua composição nutricional (Tabela 1).
  Tabela 1: Composição de algumas farinhas de espécies de insetos utilizados na alimentação animal. A composição das farinhas de insetos depende da espécie, fase de desenvolvimento, dieta e origem (Reilly et al., 2022), sendo, em geral, ricas em proteína bruta e gordura.

Quanto ao perfil de aminoácidos, a larva de BSF apresenta altos teores de ácido glutâmico (3,49%), ácido aspártico (2,70%), alanina (2,47%) e leucina (2,15%), mas baixos níveis de metionina (0,47%), lisina (1,67%) e histidina (0,70%) (Astuti; Komalasari, 2020). Já a farinha de grilos (Gryllus bimaculatus) é rica em aminoácidos essenciais como metionina (1,80%), valina (6,28%), histidina (11,10%), lisina (6,59%) e leucina (7,49%), além de não essenciais como glutamina (13,00%), alanina (8,13%), arginina (6,90%) e glicina (6,36%) (Jayanegara et al., 2018).

A BSF também se destaca pelo teor de ácido glutâmico, enquanto a pupa do bicho-da-seda apresenta altos níveis de ácidos graxos insaturados, como linoleico e linolênico (Astuti; Komalasari, 2020).

A quitina, presente no exoesqueleto dos insetos, é um polissacarídeo que contém entre 6% e 7% de nitrogênio não proteico, o que pode superestimar o teor de proteína bruta quando se utiliza o fator padrão de 6,25 no método de Kjeldahl. Novas metodologias vêm sendo propostas para mensurar o teor real de proteína (Janssen et al., 2017; Homska et al., 2022).   APLICAÇÕES EM DIETAS PARA CÃES E GATOS
Diversas espécies de insetos e níveis de inclusão já foram avaliadas em dietas para cães e gatos, com foco em palatabilidade, digestibilidade e saúde. Reilly et al. (2022) testaram a inclusão de 4% de barata de Madagascar, barata cinérea e tenébrio gigante em alimentos extrusados para gatos. Lisenko (2017) avaliou até 15% de farinhas de insetos em dietas para gatos adultos e não encontrou diferenças significativas na digestibilidade aparente da matéria seca, matéria orgânica, proteína bruta, extrato etéreo e energia metabolizável, exceto para matéria mineral. Também foram observadas alterações nos níveis fecais de valerato e 4-metilfenol, sem impacto no pH ou na microbiota intestinal. A estabilidade dos parâmetros sanguíneos reforça que a inclusão de até 15% é segura para gatos adultos. 

Em cães, Areerat et al. (2021) testaram até 20% de grilo doméstico e 14% de pupa de bicho-da-seda em dietas extrusadas, concluindo que ambas as inclusões são seguras. Freel et al. (2021) avaliou 20% de farinha desengordurada e 5% de óleo de larva de BSF, enquanto Penazzi et al. (2021) testaram 36,5% de farinha desengordurada de BSF em comparação a dieta com carne de cervídeo, sem diferenças significativas entre os grupos. Os estudos analisaram consumo, digestibilidade, escore fecal, hemograma e perfil bioquímico, sem alterações relevantes, indicando segurança das concentrações testadas. 

Kara et al. (2025) também observaram redução no teor de matéria mineral com a inclusão de farinha de insetos, o que pode ser útil em formulações com menor densidade mineral. Esse achado é consistente com Seo et al. (2021), que registraram menor teor de fósforo em dietas com farinha de BSF e aveia fermentada, em comparação àquelas com arroz e farinha de aves.   BENEFÍCIOS FUNCIONAIS E TECNOLÓGICOS DA INCLUSÃO DE INSETOS
Diversos estudos investigaram os efeitos do uso de farinhas de insetos em parâmetros hematológicos, microbiota intestinal e metabólitos fecais.

Do ponto de vista ambiental, proteínas de insetos exigem menos espaço, água e recursos, além de emitirem menos gases de efeito estufa comparadas a fontes proteicas convencionais. Por isso, seu uso pode estar associado a apelos de sustentabilidade, atraindo tutores dispostos a investir em alimentos com menor impacto ambiental.

Insetos também se destacam pelo teor de ácido láurico, um ácido graxo de cadeia média com ação antimicrobiana e imunomoduladora, eficaz contra patógenos como E. coli, Salmonella spp. e Clostridium perfringens (Skřivanová et al., 2006).

A microbiota intestinal de cães saudáveis é composta principalmente por Bacteroidetes, Fusobacteria, Firmicutes e Proteobacteria. Nos gatos, predominam Actinobacteriota, Bacteroidota, Campilobacterota, Desulfobacterota, Firmicutes, Fusobacteriota e Proteobacteria (Jarett et al., 2019; Reilly et al., 2022). Desequilíbrios na composição microbiana estão associados a condições como obesidade, diarreia e doença inflamatória intestinal, reforçando o papel da modulação da microbiota na prevenção de doenças (Jarett et al., 2019).
Nesse contexto, a inclusão de insetos na dieta de cães e gatos tem demonstrado efeitos positivos na saúde intestinal, atribuídos à quitina, um polissacarídeo estrutural do exoesqueleto, com potencial prebiótico no intestino grosso (Cardoso, 2024).

A quitosana, derivada da quitina, mostrou benefícios em gatos nas doses de 500 e 2.000 mg/kg, com diminuição da diarreia, aumento da capacidade antioxidante e redução de marcadores inflamatórios. Também foram observados maiores níveis de ácidos graxos voláteis, como acetato e butirato, sugerindo maior atividade fermentativa microbiana e modulação benéfica da microbiota (Mo et al., 2023).   CONSIDERAÇÕES FINAIS
A utilização de insetos na formulação de alimentos para cães e gatos oferece vantagens nutricionais, funcionais e ambientais. Estudos indicam boa digestibilidade, efeitos positivos na microbiota intestinal e presença de compostos bioativos. Apesar do alto custo e da baixa disponibilidade limitarem seu uso em larga escala, os insetos surgem como uma alternativa promissora e sustentável frente aos desafios da produção de proteína animal.

  Por Caroline Deleffe, Murilo Marques e Erika Stasieniuk
Fonte: All Pet Food Magazine

Sobre o autor
Caroline Deleffe é Médica Veterinária, formada pela USP. Já atuou na área de regulamentação de alimentos, e também na área de treinamento e desenvolvimento de equipes veterinárias, com foco na indústria de alimentos para cães e gatos.
Contato: carolinedeleffe@gmail.com

Murilo Marques é Zootecnista, formado pela UFLA. Possui Mestrado em Nutrição Animal pela UFMG e atualmente é Doutorando pela mesma universidade. Possui experiência nas áreas de nutrição de cães, gatos e animais silvestres.
Contato: mrulomarques1406@gmail.com

Erika Stasieniuk é Zootecnista, Doutora em Nutrição e Alimentação de Cães e Gatos pela UFMG, sócia-fundadora da SFA Consultoria e atua como consultora técnica no desenvolvimento de alimentos e ingredientes para cães e gatos.
Contato: erika_stasieniuk@sfa-consultoria.com | Instagram: @erikastasieniuk
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AREERAT, Sathita et al. Possibility of using house cricket (Acheta domesticus) or mulberry silkworm (Bombyx mori) pupae meal to replace poultry meal in canine diets based on health and nutrient digestibility. Animals, v. 11, n. 9, p. 2680, 2021.
ASTUTI, Dewi Apri; KOMALASARI, Kokom. Feed and animal nutrition: insect as animal feed. In: IOP Conference Series. Earth and Environmental Science. IOP Publishing, 2020.
CARDOSO, Rayssa Kelly Nóbrega et al. Avaliação nutricional da farinha de larva da mosca soldado-negro em dietas extrusadas para cães e efeito na saúde intestinal. 2024.
FREEL, Tarra A.; MCCOMB, Alejandra; KOUTSOS, Elizabeth A. Digestibility and safety of dry black soldier fly larvae meal and black soldier fly larvae oil in dogs. Journal of Animal Science, v. 99, n. 3, p. skab047, 2021.
HOMSKA, Natalia et al. Dietary fish meal replacement with Hermetia illucens and Tenebrio molitor larval meals improves the growth performance and nutriphysiological status of ide (Leuciscus idus) juveniles. Animals, v. 12, n. 10, p. 1227, 2022.
JANSSEN, Renske H. et al. Nitrogen-to-protein conversion factors for three edible insects: Tenebrio molitor, Alphitobius diaperinus, and Hermetia illucens. Journal of agricultural and food chemistry, v. 65, n. 11, p. 2275-2278, 2017.
JAYANEGARA, Anuraga et al. Lowering Chitin Content of Cricket (Gryllus assimilis) Through Exoskeleton Removal and Chemical Extraction and its Utilization as a Ruminant Feed in vitro. Pakistan journal of Biological Sciences: PJBS, v. 20, n. 10, p. 523-529, 2017.
KĘPIŃSKA-PACELIK, Jagoda; BIEL, Wioletta. Microbiological hazards in dry dog chews and feeds. Animals, v. 11, n. 3, p. 631, 2021.
LISENKO, K. G. Valor nutricional de farinhas de insetos para cães e gatos. 2017. Tese (Doutorado em Zootecnia) – Universidade Federal de Lavras, Lavras.
MO, Ruixia et al. Chitosan enhances intestinal health in cats by altering the composition of gut microbiota and metabolites. Metabolites, v. 13, n. 4, p. 529, 2023.
PENAZZI, Livio et al. In vivo and in vitro digestibility of an extruded complete dog food containing black soldier fly (Hermetia illucens) larvae meal as protein source. Frontiers in Veterinary Science, v. 8, p. 653411, 2021.
REILLY, Lauren M. et al. Chemical composition of selected insect meals and their effect on apparent total tract digestibility, fecal metabolites, and microbiota of adult cats fed insect-based retorted diets. Journal of animal science, v. 100, n. 2, p. skac024, 2022.
SEO, Kangmin et al. Evaluation of fermented oat and black soldier fly larva as food ingredients in senior dog diets. Animals, v. 11, n. 12, p. 3509, 2021.
SKŘIVANOVÁ, Eva et al. Susceptibility of Escherichia coli, Salmonella sp and Clostridium perfringens to organic acids and monolaurin. Veterinární medicína, 2006.


 

INGREDIENTES E TENDÊNCIAS PARA O SETOR DE ALIMENTOS PARA ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO EM 2025
A base de insetos

7+ MIN

INGREDIENTES E TENDÊNCIAS PARA O SETOR DE ALIMENTOS PARA ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO EM 2025

Por Josiane Volpato

Reflexo do crescimento populacional desses animais e da humanização que fazem com que os consumidores pesquisem sobre o que vai na comida de seus animais de estimação e os tornam cada vez mais exigentes quanto à qualidade dos produtos. Com isso, o setor de alimentos para cães e gatos, está em constante transformação, impulsionado por tendências globais e mudanças de hábitos que influenciam no comportamento do consumidor.
  Assim, o mercado Pet Food tende a caminhar baseados nos resultados de procura por produtos dentro do próprio mercado, através de avanços tecnológicos e pela busca constante por inovação e transformações graduais no comportamento dos consumidores. Para 2025, a expectativa está voltada na sustentabilidade, não somente em relação ao alimento em si, como também em embalagens biodegradáveis e renováveis, com isso, um crescimento de alimentos formulados com proteínas de insetos e alimentos embalados em embalagens ecológicas tende aumentar. Mas será que essa tendência do uso de insetos em alimentos para animais de estimação é apenas uma tendência emergente ou uma tendência duradoura? 
  Conforme informações da ONU, a população global está crescendo de modo que, até 2050, estima-se uma população de aproximadamente 9 bilhões de pessoas, com isso, novas estratégias para atender à crescente necessidade global de proteína para os animais de estimação estão sendo implementadas, como as fontes de proteínas de insetos que visa reduzir a competitividade de proteínas com a alimentação humana. Assim, com a boa aceitabilidade pelos cães e gatos de alimentos formulados com proteínas de insetos, acredita-se que a busca por essas proteínas tende a aumentar fazendo com que a criação de insetos seja um caminho longo e duradouro, até mesmo por ser uma fonte de proteína sustentável devido ao modelo de criação dos insetos e ao baixo uso de recursos hídricos.
  Aliado a isso vem a importância da reciclagem, do aproveitamento de nutrientes e a luta em atender as necessidades de proteínas da população, que faz da farinha de vísceras de aves um ingrediente muito utilizado nas formulações de alimentos para cães e gatos como principal fonte proteica, justamente por ser um ingrediente rico em proteínas, minerais, ácidos graxos essenciais e ainda por ser sustentável devido o aproveitamento das partes não comestíveis que seriam descartadas no meio ambiente. 
  Com isso, os fabricantes de farinha de vísceras de aves buscam constantemente melhorar a qualidade dessas farinhas para atender as exigências nutricionais das empresas fabricantes de alimentos para animais de estimação, e a hidrólise enzimática é uma alternativa que vem sendo muito utilizada, pois quebra a proteína em tri, di e peptídeos, os quais melhoram a absorção e o aproveitamento dessas moléculas pelo organismo do animal.
  Assim, para 2025 a expectativa é que a quantidade de alimentos fabricados utilizando farinhas de vísceras de aves hidrolisada enzimaticamente aumente, visando os vários benefícios que os peptídeos dessas farinhas fornecem à saúde dos animais que por possuírem baixo peso molecular são facilmente absorvidos e aproveitados pelo organismo. Essa disponibilidade dos peptídeos bioativos favorece o sistema imunológico que confere várias funcionalidades como: atividade antioxidante, antimicrobiana, anti-inflamatória, dentre outras, como a mais reconhecida que é a característica de ser hipoalergênica. 
  Devido a essas características, a farinha de vísceras hidrolisada com o uso de enzimas possuem peptídeos com atividades bioativas fazendo com que esse produto seja um dos principais ingredientes a ser escolhido para alimentos coadjuvantes utilizadas em dietas clínicas, atuando no tratamento dos animais com distúrbios gastrointestinais ou com hipersensibilidade e intolerância alimentar, assim, sua utilização tende a aumentar ainda mais, fazendo com que as proteínas hidrolisadas juntamente com a farinha de insetos sejam uma das alternativas mais promissoras do mercado para alimentos pet em 2025.
  Com uma visão voltada a sustentabilidade, além do uso das proteínas de insetos que contribuiu para uma formulação sustentável, se o alimento não for empacotado em embalagem que prioriza minimizar o impacto ambiental não faz sentido. Assim, muitas empresas estão escolhendo embalagens fabricadas com materiais sustentáveis e processos de produção menos poluentes, que se decompõem naturalmente no ambiente, reduzindo a quantidade de lixo plástico por serem feitas de materiais orgânicos, como papel reciclado ou bioplásticos, que não prejudicam o ecossistema do planeta ao serem descartados, mostrando comprometimento com a sustentabilidade e conscientização ambiental.
  Outra expectativa para o setor Pet Food em 2025 é o aumento no consumo de suplementos para animais de estimação que inclui vitaminas para cães e gatos, óleo de peixe e os probióticos, principalmente os petiscos probióticos que podem ajudar os animais de estimação que sofrem de problemas digestivos e alergias alimentares. Assim, devido a maior proximidade dos animais de estimação com seus donos que querem ver seus bichinhos bonitos e saudáveis, há um aumento na procura pelos diversos suplementos existentes no mercado com benefícios relacionados a saúde da pele, do pelo, ansiedade e envelhecimento. De acordo com a pesquisa da Packaged Facts dos Estados Unidos mostrou que os suplementos para mobilidade/quadril e articulações são os tipos de suplemento mais comprados, revelando que a saúde e bem-estar dos animais de estimação são  prioridades para seus donos.
  As Startups que avaliam a qualidade dos alimentos para cães e gatos em home office vem como tendência para 2025, pois como as empresas necessitam avaliar seus produtos com testes de aceitabilidade, palatabilidade e digestibilidade, e sabendo que nem todas as empresas conseguem testar a palatabilidade e digestibilidade de seus produtos em canis e gatis de pesquisa, as Startups utilizam protocolos validados cientificamente com o qual os alimentos para cães e gatos podem ser testados de forma confiável em casa, sendo possível fornecer aos fabricantes informações importantes sobre o desempenho de seus produtos na prática, visto que os animais utilizados geralmente são de diferentes raças, idades e sexos e, portanto, proporcionam uma imagem representativa da população variada de cães e gatos para avaliação do alimento teste.
  Aliado tudo isso, vem o desafio da indústria pet para 2025 de incluir as práticas sustentáveis e manter a qualidade dos alimentos produzidos com custo competitivo para que possam garantir uma vantagem significativa, pois os consumidores estão cada vez mais conscientes do impacto ambiental dos produtos que oferecem aos seus animais de estimação e buscam por marcas que compartilhem de seus valores, afinal, como essas tendências adequam o mercado de alimentos pet quem realmente tende a ganhar são os cães e gatos, que assim seja.
  Por Josiane Volpato, Ingrid Caroline da Silva e Isabela Bogo
Fonte: All Pet Food Magazine

Referencias
Bassi Scarpim, L., de Ramos, E.C., Graziele Pacheco, L., Goloni, C., de Souza Theodoro, S., de Souza Ávida de Castro, T., Carciofi, A.C., 2024. Hydrolysed poultry byproduct meal in extruded diets for cats. Arch. Anim. Nutr. 78, 45–59. https://doi.org/10.1080/1745039X.2024.2312700
Perez-Velazquez, M., Millanes-Mora, M.A., González-Félix, M.L., 2024. Avaliação da hidrólise de farinha de larvas de mosca soldado negra parcialmente desengordurada em dietas para tilápia do Nilo Oreochromis niloticus. Anim. Feed Sci. Technol. 307, 115831. https://doi.org/10.1016/j.anifeedsci.2023.115831
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Zóia Miltenburg, T., Uana da Silva, M., Bosch, G., Vasconcellos, R.S., 2021. Effects of enzymatically hydrolysed poultry byproduct meal in extruded diets on serum angiotensin-converting enzyme activity and aldosterone in cats. Arch. Anim. Nutr. 75, 64–77. https://doi.org/10.1080/1745039X.2020.1849899