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Transformando fornecedores em aliados de inovação na indústria pet food
Bem-estar animal

6+ MIN

Transformando fornecedores em aliados de inovação na indústria pet food

Por Ludmila Barbi T. Bomcompagni

Matérias-primas como origem dos principais riscos   Nos últimos anos, muitos países registraram diversos episódios de recall em produtos destinados à alimentação animal, e a literatura científica confirma um padrão que o setor já conhece bem: a maioria das contaminações em pet food tem origem em matérias-primas mal monitoradas ou adquiridas sem histórico técnico adequado (Witaszak et al., 2020; Cheli et al., 2020). 
  A ocorrência crescente de micotoxinas como aflatoxinas, DON, fumonisinas e zearalenona, ou outros contaminantes em rações para cães e gatos demonstra que ingredientes agrícolas e subprodutos animais representam riscos concretos para a segurança e a qualidade do alimento (Witaszak et al., 2020). Esses dados reforçam algo essencial: não existe planta conectada sem fornecedor conectado.   Os limites do controle isolado nas fábricas   Quando um fabricante, especialmente industria menor, tenta construir um sistema de controle de qualidade isolado, sem colaboração técnica upstream, rapidamente encontra seus limites. Isso ocorre porque a variabilidade natural de ingredientes como milho, farinhas proteicas, subprodutos animais e óleos não pode ser completamente controlada apenas com inspeção no recebimento. 
  A literatura de segurança alimentar mostra que a especificação das matérias-primas é um dos pilares da prevenção de riscos, embora ainda seja negligenciada especialmente por fábricas menores (Cheli et al., 2020). Muitos fabricantes operam com descrições simplificadas das matérias-primas, sem limites analíticos, sem histórico estatístico e sem compreensão dos riscos específicos de cada origem ou safra.   O fornecedor como elo inteligente da cadeia   É justamente nesse ponto que o fornecedor se transforma não apenas em um vendedor de insumos, mas em verdadeiro elo inteligente da cadeia. Fornecedores tecnificados têm acesso a bancos de dados internos, análises por lote, curvas de variação, registros de safra, monitoramentos sazonais e processos industriais certificados. 
  Quando esses dados são compartilhados, o fabricante ganha acesso imediato a uma camada de inteligência que dificilmente conseguiria construir sozinho. E é essa troca estruturada de informações que caracteriza a planta verdadeiramente conectada, não apenas integrada internamente, mas estendida a toda a cadeia produtiva (Integrated Mycotoxin Management System, 2021; Aung & Chang, 2014).   Construção conjunta de especificações técnicas    A construção conjunta de especificações técnicas é um bom exemplo de como essa conexão muda o cenário. Especificações baseadas em dados históricos são significativamente mais eficazes na redução de desvios do que modelos genéricos aplicados a todas as origens (Cheli et al., 2020). 
  Um fornecedor preparado pode ajudar o fabricante a entender:
  a variabilidade natural dos ingredientes os limites de micotoxinas e outros contaminantes esperados por região as tendências de umidade e composição ao longo do ano os métodos analíticos adequados para cada risco
  Essa colaboração reduz rejeições desnecessárias, minimiza variações no processo e diminui custos de formulação.   Micotoxinas: um exemplo de parceria estratégica   No caso das micotoxinas, um dos contaminantes críticos para pet food, essa parceria se torna ainda mais estratégica. O BIOMIN Mycotoxin Survey e outros estudos demonstram que a ocorrência de aflatoxinas, DON e fumonisinas varia intensamente entre safras, regiões e condições climáticas, reforçando a necessidade de monitoramento contínuo e compartilhado (Cheli et al., 2020; Witaszak et al., 2020). Ou seja, um fabricante que analisa apenas o que chega à sua porta está sempre atrasado. Programas de monitoramento baseados em tendências sazonais são muito mais eficazes do que análises pontuais (Cheli et al., 2020). E quem melhor conhece essas tendências do que o próprio fornecedor, que acompanha desde o campo até o beneficiamento?   Rastreabilidade que nasce no fornecedor   A conectividade também se manifesta na rastreabilidade. Cada lote que chega à fábrica leva consigo uma história: origem, data de produção, tempo de estocagem, rota logística, análises laboratoriais e condições de processamento. 
  Quando o fornecedor disponibiliza esses dados de forma estruturada, seja por QR codes, relatórios digitais ou sistemas integrados,o fabricante passa a operar com velocidade e segurança muito superiores. A rastreabilidade upstream é um dos pontos mais frágeis da cadeia global de pet food, e a maneira mais eficiente de fortalecê-la é garantir que o fluxo de informações nasça no fornecedor (Aung & Chang, 2014).   Treinamento e capacitação como parte da conexão   Essa relação não se limita a documentos; ela se expande para a capacitação técnica. Muitos dos erros que levam pequenas fábricas a aceitar lotes irregulares são resultado de amostragem inadequada, interpretação errada de laudos ou desconhecimento dos riscos mais prováveis. Estudos mostram que treinamentos simples para equipes de recebimento já reduzem significativamente a entrada de matéria-prima fora de especificação (Integrated Mycotoxin Management System, 2021). 
  Quando o fornecedor oferece esse suporte, seja com treinamentos, consultorias ou visitas técnicas, ele está, na prática, elevando o nível de maturidade da planta, ajudando-a a operar como um sistema conectado mesmo sem grandes investimentos em tecnologia.   Ferramentas analíticas híbridas   Outro ponto em que a conectividade entre fornecedor e fabricante se traduz em inovação realista é o uso de ferramentas analíticas híbridas. Kits rápidos para triagem de micotoxinas, quando validados, apresentam boa correlação com métodos confirmatórios e são recomendados como parte de sistemas de triagem (Cheli et al., 2020). Pequenas fábricas podem adotar uma combinação eficiente: triagem rápida no recebimento, validação periódica em laboratório acreditado e relatórios analíticos contínuos fornecidos pelo parceiro upstream. Isso reduz desperdícios, acelera a tomada de decisão e permite uso mais inteligente dos recursos.   Conclusão   A literatura também evidencia que fábricas que operam com dados compartilhados de fornecedores têm melhor previsibilidade produtiva e menor variabilidade de custos (Integrated Mycotoxin Management System, 2021). 
  Quando fornecedor e fabricante operam como uma única rede de informações, a indústria ganha em segurança, previsibilidade, inovação e competitividade. O mercado global de pet food, cada vez mais exigente e sensível a riscos, depende exatamente dessa integração inteligente, que começa muito antes da linha de produção e termina no alimento seguro, rastreável e estável que chega ao comedouro. Por Ludmila Barbi Trindade Bomcompagni – All Pet Food
Fonte: All Pet Food Magazine
  Referências • Aung, M. M., & Chang, Y. S. (2014). Traceability in a food supply chain: Safety and quality perspectives. Food Control, 39, 172 184. https://doi.org/10.1016/j.foodcont.2013.11.007 • Cheli, F., Campagnoli, A., Dell'Orto, V. (2020). Mycotoxin contamination management tools and efficient strategies in feed industry. Toxins, 12(8), 480. https://doi.org/10.3390/toxins12080480 • Witaszak, N., Waśkiewicz, A., Bocianowski, J., & Stępień, Ł. (2020). Contamination of Pet Food with Mycobiota and Fusarium Mycotoxins—Focus on Dogs and Cats. Toxins, 12(2), 130. https://doi.org/10.3390/toxins12020130 • Integrated Mycotoxin Management System in the Feed Supply Chain: Innovative Approaches. (2021). Toxins, 13(8), 572. https://doi.org/10.3390/toxins13080572

O bem-estar animal definirá o ano de 2026: mais saúde emocional, tecnologia e consumo responsável
Cães

4+ MIN

O bem-estar animal definirá o ano de 2026: mais saúde emocional, tecnologia e consumo responsável

Até 2026, o cuidado e a convivência com animais de estimação evoluirão para uma abordagem mais consciente, inovadora e responsável em todos os níveis. Nesse sentido, a Tiendanimal antecipa as tendências que se consolidarão no próximo ano, marcadas por uma visão mais holística do bem-estar, a busca por produtos premium e personalizados, a integração da tecnologia no cotidiano e um firme compromisso com a sustentabilidade.
  Caroline Arrú, Diretora de Marketing e Atendimento ao Cliente e copatrocinadora do Comitê ESG da Tiendanimal, afirma que essas tendências refletem uma relação cada vez mais próxima entre pessoas e animais, onde qualidade, inovação e respeito se tornam os pilares da convivência. Esse vínculo está se expandindo nos lares espanhóis, estando presente em mais de 50% deles.   BEM-ESTAR FÍSICO E EMOCIONAL: UMA PRIORIDADE CRESCENTE   Até 2026, o bem-estar será o foco central em nossa relação com os animais. Não se trata apenas de atender às necessidades básicas, mas de garantir uma vida plena e equilibrada, onde nutrição especializada e funcional, suplementos específicos, rotinas de exercícios adaptadas às necessidades individuais e medicina preventiva desempenharão um papel fundamental.
  Nessa mesma linha, destaca-se a importância contínua da saúde emocional, que se traduz na busca por brinquedos interativos, espaços seguros e serviços voltados para a redução do estresse e da ansiedade.
  "Cada vez mais pessoas entendem que a saúde emocional é tão importante quanto a saúde física e, portanto, em 2026 veremos um aumento nas soluções que promovem a calma e a estimulação positiva ", afirma Arrú a esse respeito.   PREMIUMIZAÇÃO E PERSONALIZAÇÃO: PRODUTOS FEITOS SOB MEDIDA   Por outro lado, a tendência de premiumização também continuará a crescer, com o aumento da procura por produtos de alta qualidade, feitos com ingredientes naturais e processos sustentáveis. Neste contexto, a personalização será fundamental, com dietas adaptadas à idade, tamanho e necessidades específicas, acessórios concebidos para cada estilo de vida e serviços exclusivos que fortalecem o vínculo entre humanos e animais.   TECNOLOGIA: INOVAÇÃO A SERVIÇO DO CUIDADO   Ao longo do próximo ano, a digitalização transformará significativamente a forma como as pessoas cuidam e interagem com seus animais de estimação. Veremos um aumento no uso de ferramentas como dispositivos inteligentes de monitoramento de saúde, aplicativos que simplificam o gerenciamento de rotina e serviços de consulta veterinária online.
  "A tecnologia não só proporcionará conveniência, mas também a segurança e a prevenção necessárias para o bem-estar dos animais de estimação, oferecendo muitos benefícios que não poderíamos alcançar de outra forma. Entre eles, a antecipação de problemas de saúde e a melhoria da qualidade de vida ", afirma Arrú, que insiste que "a tecnologia aplicada ao mundo animal não é apenas mais uma moda passageira, mas uma ferramenta perfeita para melhorar significativamente o bem-estar e a qualidade de vida dos animais".   SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL: UM COMPROMISSO INEVITÁVEL   Em 2026, a consciência ambiental também será essencial na escolha de produtos e serviços para ajudar a minimizar o impacto ambiental. Fatores como o uso de materiais reciclados, embalagens biodegradáveis ​​e processos de produção ecologicamente corretos farão a diferença e serão decisivos nas decisões de compra.
  "O compromisso ambiental é inegociável, e cada vez mais setores estão se comprometendo com a economia circular e a redução de resíduos. Isso não é, e não deveria ser, algo estranho ao mundo dos animais de companhia, porque querer o melhor para o nosso planeta é também querer o melhor para todos nós: humanos e animais ", conclui Arrú.

  Fonte: IM VETERINARIA

Estudo revela que 94% das dietas caseiras para cães não oferecem nutrição completa
Cães

3+ MIN

Estudo revela que 94% das dietas caseiras para cães não oferecem nutrição completa

Uma análise conduzida pelo Dog Aging Project, iniciativa científica de longo prazo liderada pela Universidade de Washington e pela Texas A&M University, revelou que apenas 6% das 1.726 dietas caseiras avaliadas tinham potencial para atender às necessidades nutricionais mínimas de cães adultos.
  O estudo, publicado no American Journal of Veterinary Research, reforça a preocupação crescente com a popularidade das refeições preparadas em casa, que muitas vezes não entregam o equilíbrio essencial de nutrientes para a saúde animal.
   'Como nosso estudo não incluiu a quantidade exata dos ingredientes, é possível que uma porcentagem ainda menor fosse realmente completa do ponto de vista nutricional', afirmou Janice O'Brien, co-autora do estudo e pesquisadora de doutorado no Virginia-Maryland College of Veterinary Medicine, da Virginia Tech.
  A pesquisa utilizou relatos fornecidos por tutores sobre ingredientes e métodos de preparo, incluindo dados do próprio Dog Aging Project, que reúne informações de mais de 50 mil cães. Todo o material foi analisado no Balance It, ferramenta alinhada às recomendações da Food and Drug Administration (FDA) e da Association of American Feed Control Officials (AAFCO), órgãos que regulam e definem os parâmetros de nutrição animal nos Estados Unidos.   Erros comuns em dietas caseiras elevam riscos nutricionais para cães
Os pesquisadores apontaram que alterações feitas pelos tutores, como trocar tipos de óleo, omitir ingredientes ou deixar de incluir suplementos obrigatórios, especialmente cálcio, comprometem diretamente o equilíbrio nutricional das dietas caseiras.
  Desajustes entre cálcio e fósforo podem gerar problemas ósseos e renais, e cães com doenças pré-existentes estão ainda mais expostos a riscos quando seguem dietas desbalanceadas. O grupo também reforçou a importância de evitar ingredientes perigosos, lembrando que alimentos como uvas são tóxicos para cães e que ossos inteiros representam ameaças sérias, já que fragmentos podem perfurar ou obstruir o trato gastrointestinal.   Alimentação caseira cresce, mas exige supervisão profissional
Embora a alimentação caseira continue crescendo em popularidade, especialmente entre tutores que buscam uma rotina mais natural e personalizada para seus pets, o estudo alerta que esse tipo de dieta exige acompanhamento profissional rigoroso.
  Os pesquisadores recomendam que qualquer tutor que opte por cozinhar para seu cão trabalhe diretamente com um médico veterinário ou nutricionista veterinário certificado, siga a receita exatamente como prescrita e, sempre que possível, envie amostras para análise laboratorial em programas de monitoramento nutricional.

  Fonte: Panorama Pet&Vet

Por que é tão comum que gatos tenham problemas urinários?
Gatos

5+ MIN

Por que é tão comum que gatos tenham problemas urinários?

Discretos por natureza, os gatos são especialistas em esconder sinais de dor e desconforto, o que torna os problemas urinários ainda mais perigosos quando não identificados precocemente.    Consideradas uma das queixas mais frequentes nos consultórios veterinários, as doenças do trato urinário inferior dos felinos afetam, principalmente, gatos adultos e estão diretamente ligadas a fatores como falta de hidratação, alimentação, ambiente e estresse crônico. Segundo a médica-veterinária Paolla Dias, do Hospital Veterinário Polipet, as particularidades do organismo dos gatos explicam, em parte, essa alta incidência.    'O sistema urinário dos felinos é extremamente sensível a alterações no consumo de água, na dieta e na rotina. Pequenos desequilíbrios já podem levar a inflamações, formação de cristais e até obstruções, que são quadros graves e potencialmente fatais', explica.   As doenças urinárias mais comuns em gatos   Entre os principais problemas estão a cistite idiopática felina (CIF), a formação de cristais e cálculos urinários e as obstruções uretrais — estas últimas mais comuns em gatos machos, por conta da anatomia da uretra, que é mais estreita. Os sinais clínicos costumam incluir esforço para urinar, idas frequentes à caixa de areia com pouco volume de urina, dor ao urinar, vocalização, presença de sangue, além de lambedura excessiva da região genital.    Em muitos casos, os tutores percebem mudanças comportamentais, como isolamento, apatia ou agressividade. 'É muito comum que os tutores achem que o gato está apenas com um problema comportamental ou 'birra' por estar urinando fora da caixa, quando, na verdade, ele está sentindo dor intensa', alerta Paolla.   A relação direta entre hidratação, alimentação e saúde urinária   A baixa ingestão de água é apontada como um dos principais gatilhos para problemas urinários em felinos.  Diferentemente dos cães, os gatos possuem baixa sensação de sede, uma herança de seus ancestrais desertícolas, que obtinham grande parte da água a partir das presas. Na rotina doméstica, quando a alimentação é baseada exclusivamente em ração seca, o consumo hídrico muitas vezes se torna insuficiente.    'A alimentação tem papel central na saúde do trato urinário. Dietas com baixo teor de umidade e desequilíbrio de minerais favorecem a formação de cristais e cálculos. Além disso, a urina mais concentrada aumenta a chance de inflamações', explica a profissional. Por isso, a combinação entre ração seca de qualidade e alimento úmido, além do estímulo constante à ingestão de água, é fortemente recomendada. Fontes de água corrente, potes espalhados pela casa e recipientes de vidro ou inox ajudam a aumentar o consumo.   O estresse como fator silencioso das doenças urinárias   Outro vilão frequente, e muitas vezes subestimado, é o estresse. Mudanças de ambiente, chegada de novos animais, ausência de enriquecimento ambiental, disputas por recursos, rotina instável e até ruídos constantes podem desencadear crises, especialmente nos casos de cistite idiopática felina.   'O estresse provoca alterações hormonais e neurológicas que afetam diretamente a bexiga do gato. Em muitos casos, não há infecção bacteriana, mas sim um processo inflamatório ligado ao desequilíbrio emocional do animal', afirma a médica-veterinária. Ambientes pouco estimulantes, com poucas opções de arranhadores, esconderijos, brinquedos e alturas, também favorecem o surgimento desses quadros, sobretudo em gatos que vivem exclusivamente dentro de casa.   Obstrução urinária é emergência veterinária   A obstrução da uretra é o quadro mais grave dentro das doenças urinárias felinas e ocorre, principalmente, em machos.  Nessa situação, o gato simplesmente não consegue eliminar a urina, o que pode causar intoxicação no organismo, insuficiência renal aguda e até levar à morte em poucas horas. 'A obstrução urinária é uma emergência absoluta. O tutor deve procurar atendimento imediato ao perceber que o gato faz força para urinar e não consegue, apresenta dor intensa ou está prostrado', alerta Paolla Dias.   Prevenção começa na rotina do tutor A boa notícia é que muitos problemas urinários podem ser prevenidos com cuidados simples no dia a dia.  Alimentação adequada ao perfil do animal, incentivo ao consumo de água, manejo correto da caixa de areia, enriquecimento ambiental e acompanhamento veterinário regular fazem toda a diferença. 'A prevenção é sempre o melhor caminho. Quando o problema é identificado no início, as chances de resposta ao tratamento são muito altas e evitam sequelas mais graves', reforça a profissional.   A recomendação geral é que cada gato tenha pelo menos uma caixa de areia, sempre limpa e posicionada em local tranquilo, além de acesso facilitado à água e alimento.  Mudanças na rotina devem ser feitas de forma gradual, respeitando o comportamento do animal.   Atenção aos sinais e acompanhamento contínuo Por serem silenciosas no início, as doenças urinárias exigem atenção redobrada dos tutores.  Qualquer alteração no padrão urinário, no comportamento ou no apetite deve ser investigada o quanto antes. O acompanhamento veterinário periódico, mesmo em gatos aparentemente saudáveis, é essencial para a detecção precoce de alterações e para manter a qualidade de vida dos felinos ao longo dos anos.   Fonte: Cães e Gatos

Nutrição de pets na velhice precisa mudar, alerta especialista
Bem-estar animal

4+ MIN

Nutrição de pets na velhice precisa mudar, alerta especialista

A veterinária especialista em medicina esportiva e reabilitação Dr. Kelly Fishman alerta sobre como as necessidades nutricionais dos animais idosos estão mudando e por que as dietas sênior tradicionais podem não ser as mais adequadas. De acordo com a especialista, o envelhecimento varia conforme o porte do animal.    Cães de pequeno porte entram na meia-idade por volta dos 10 anos e se tornam idosos entre 11 e 13 anos. Já os cães grandes chegam à meia-idade aos sete anos e passam à fase sênior entre oito e 11 anos.  Os gatos seguem um padrão semelhante ao dos cães pequenos, tornando-se idosos por volta dos 11 a 13 anos.   Apesar de muitos tutores associarem o envelhecimento a doenças internas, a principal preocupação atualmente é a fragilidade física.  'Os cães começam a apresentar dificuldades de mobilidade: têm mais dificuldade para entrar no carro, subir e descer escadas, escorregam em pisos lisos e já não conseguem fazer caminhadas como antes. Internamente, muitas vezes, eles estão perfeitos', afirma a Dra. Kelly Fishman.   Com a maior longevidade, novas doenças também vêm sendo observadas. Um exemplo é a GOLPP — paralisia laríngea de início geriátrico associada à polineuropatia — comum em cães de grande porte, como labradores e golden retrievers.  'É uma doença que nós, veterinários, quase não víamos há cerca de 10 anos, mas que hoje observo com frequência nos meus pacientes de grande porte', relata a especialista.   A veterinária também faz um importante alerta sobre os alimentos formulados para pets idosos. Segundo ela, a redução de proteína nesses produtos pode ser prejudicial.  'Quando as pessoas acham que estão fazendo a coisa certa ao oferecer uma ração sênior, acabam reduzindo proteína e gordura. Ao mesmo tempo, esse cão idoso está perdendo músculo. Ele tem sarcopenia. Na prática, estão fazendo exatamente o oposto do que deveriam', explica.    De acordo com a especialista, cães idosos saudáveis podem precisar de até o dobro de proteína em relação aos adultos. Quando o assunto é suplementação articular, o destaque vai para os ácidos graxos ômega 3.  'Os ômega 3 têm comprovação científica muito sólida no auxílio à mobilidade de cães com artrite e também de gatos. É o suplemento número um que eu recomendo', afirma a Dra. Kelly.    Para pets sensíveis ao óleo de peixe, o mexilhão de lábios verdes, da Nova Zelândia, surge como alternativa natural. A nutricionista veterinária ressalta ainda que diferentes condições articulares exigem abordagens distintas.    Enquanto o ômega 3 é indicado para animais com artrite, o colágeno tipo 2 é mais apropriado para cães ativos sem doença articular, auxiliando na prevenção da inflamação da cartilagem.  Já o colágeno bovino pode beneficiar tanto articulações quanto a saúde da pele. O suporte à musculatura também é essencial na velhice. Ingredientes como o fortetropin, segundo a especialista, têm comprovação científica na preservação e no ganho de massa muscular em cães e gatos idosos, ajudando a minimizar a fragilidade.   Outro ponto de atenção destacado é a falta de regulação do mercado de suplementos para pets.  'Um suplemento pode dizer qualquer coisa. Eles podem fazer praticamente qualquer alegação. Ao mesmo tempo, nem sempre o que está no rótulo corresponde ao que realmente está no produto', alerta. Por fim, a veterinária defende que a classe veterinária esteja mais aberta ao diálogo sobre diferentes tipos de alimentação, além da ração tradicional.    'Como comunidade veterinária, eu espero que a gente não descarte tanto dietas frescas, congeladas, levemente cozidas ou liofilizadas. Muitas pessoas querem discutir alternativas além da ração, e é nosso papel aprender mais sobre o que devemos, de fato, oferecer aos nossos cães', conclui.   Fonte:  Cães & Gatos

"Porque é que o meu cão sofre de obstipação?" e outras perguntas de natureza gastrointestinal
Bem-estar animal

3+ MIN

"Porque é que o meu cão sofre de obstipação?" e outras perguntas de natureza gastrointestinal

"O que define a obstipação?" e "Porque é que o meu cão tem obstipação?" são perguntas muitas vezes feitas pelos tutores de animais de companhia. No extremo oposto do espetro gastrointestinal (GI) encontra-se a diarreia, e ambas podem ser desagradáveis e ter muitas causas subjacentes. Ambos os problemas gastrointestinais podem causar letargia, edema e desconforto extremo em cães. Embora proporcionar ao seu cão uma alimentação nutricionalmente equilibrada e evitar uma gastroenterite (como comer algo do lixo, ingerir brinquedos ou restos de comida) possa minimizar os problemas gastrointestinais, a obstipação e a diarreia são condições comuns a que os tutores de animais de companhia devem estar atentos e saber quando é altura de consultar o veterinário. O seu veterinário pode ajudar a identificar a causa da obstipação ou diarreia do seu cão e a melhor forma de a tratar.   O que é a obstipação? A maioria dos cães tem um padrão diário habitual de movimentos intestinais. Provavelmente já conhece bem este padrão pelo número de sacos que o seu animal de companhia utiliza quando o leva a passear. Manter um registo dos hábitos normais do seu cão pode ajudá-lo a identificar quando existe algo errado. Antes de perguntar "Porque é que o meu cão sofre de obstipação?", deve saber identificar os sinais. A obstipação refere-se à eliminação pouco frequente ou difícil das fezes. As fezes são frequentemente duras e secas e podem conter sangue. Um cão que defeca ocasionalmente uma ou duas vezes menos do que o habitual geralmente não é motivo de alarme, mas se o seu cão não defecar há mais de um dia e mostrar sinais de esforço ou falta de apetite, contacte o seu veterinário.   Porque é que o meu cão sofre de obstipação?   A pergunta relativamente ao motivo pelo qual o seu cão sofre de obstipação pode ter muitas respostas. Um exame físico realizado pelo veterinário, bem como exames complementares como raio-X, podem ajudar a descobrir ou a excluir os seguintes problemas: Ingestão de corpos estranhos (roupa, brinquedos, ossos, pedras, erva, pelo, cabelo humano) Movimento intestinal lento Desidratação Bolas de pelo a bloquear o ânus Aumento da glândula prostática em cães machos Hérnias (quando uma lesão ou esforço empurra uma pequena parte de um órgão interno através do músculo que o envolve) Tumor ou massa no trato intestinal Sacos anais infetados ou impactados Efeito secundário de medicamentos Condições ortopédicas e neurológicas, como artrite, que afetam a capacidade do cão se agachar   Fonte: Hill's Pet

4 formas de ajudar o seu gato a manter o peso ideal
Gatos

3+ MIN

4 formas de ajudar o seu gato a manter o peso ideal

Aqui estão algumas dicas sobre como assegurar que o seu gato alcança o peso ideal e mantém um peso saudável durante toda a vida.   Acompanhe a perda de peso do seu gato
Perder peso pode promover a saúde do seu gato, mas apenas se o peso for perdido de forma saudável e controlada. Para assegurar que o seu gato está a perder peso a um ritmo saudável, certifique-se de que o pesa regularmente e avalia o seu índice de condição corporal. O veterinário ou a equipa clínica podem explicar-lhe o processo e indicar-lhe o índice de condição corporal do seu gato. O ideal é começar de duas em duas semanas e depois mensalmente. A maior parte das clínicas veterinárias têm uma balança disponível de utilização gratuita, mas se o seu gato não tiver problemas em pesar, também pode utilizar uma balança de casa de banho. Basta pesar-se com o gato ao colo e depois subtrair o seu peso para determinar o dele.   Inclua uma atividade saudável
Se lhe oferecer um alimento completo e equilibrado para redução de peso, saberá que o seu gato mantém uma alimentação saudável. No entanto, o programa de controlo de peso do seu gato não está completo sem uma quantidade saudável de atividade física. Certifique-se de que o seu gato realiza a atividade física de que necessita para se manter saudável. Jogar jogos com o seu gato reforça o vínculo e promove o exercício de forma estimulante.   Visite o veterinário com frequência
As visitas frequentes ao veterinário ajudam a assegurar que o programa de controlo de peso corre excecionalmente bem. O veterinário sabe qual é o peso ideal do seu gato, com que velocidade deve perder peso e que alimentos são melhores para cada fase do plano de controlo de peso. Também lhe pode dar dicas sobre como dividir a ingestão de alimento ao longo do dia para ajudar o gato a sentir-se saciado durante mais tempo.   Mantenha o peso ideal ao longo da vida
O plano de controlo de peso não deve ser temporário. Quando o seu gato alcançar o peso ideal, converse com o seu veterinário para decidir se mantém o mesmo alimento, talvez em numa quantidade superior, ou se deve mudar para algo diferente. Não se esqueça de continuar a fazer exercício e de pesar o seu gato todos os meses, para confirmar que não há oscilações. O seu gato pode aumentar ou voltar a aumentar o peso com maior facilidade do que os outros. A raça, a idade, a seleção do alimento, a saúde e uma grande variedade de fatores podem determinar com que rapidez um gato aumenta o peso e que tipo de nutrição é necessária para o controlar. Se considera que o seu gato pode precisar de um programa de controlo de peso, aconselhe-se com o veterinário.   Fonte: Hill's Pet