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Estratégias para sustentabilidade no mercado pet food
Sustentabilidade

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Estratégias para sustentabilidade no mercado pet food

O que torna um alimento para pets sustentável?
Atributos de soluções sustentáveis
  Minimizar os impactos negativos sobre o meio ambiente e os animais Proteger os ecossistemas e as economias locais Reduzir a geração de resíduos
  Ao discutir sustentabilidade, consideramos uma série de questões ambientais, sociais e econômicas. O objetivo é atender às necessidades do presente sem limitar a capacidade das futuras gerações de suprir suas próprias necessidades. Embora não exista uma definição abrangente de ingrediente ou prática sustentável, podemos usar a tabela acima para orientar nossas decisões.
Uso de ingredientes sustentáveis
A sustentabilidade começa dentro da embalagem do alimento para pets. Cada vez mais, os ingredientes utilizados em alimentos para animais de companhia são obtidos por meio de métodos de produção sustentáveis, com o objetivo de minimizar impactos negativos sobre o equilíbrio ecológico, o meio ambiente e o bem-estar humano.
Abastecimento Sustentável e Agronomia
Fabricantes de alimentos para pets podem estabelecer parcerias com fornecedores que adotam práticas de abastecimento sustentável. A Kemin Industries é um dos fornecedores mais verticalmente integrados de ingredientes de origem vegetal. Ao longo de toda a cadeia produtiva, a empresa controla etapas como melhoramento genético, seleção de plantas, cultivo, colheita e extração de suas culturas especiais. As culturas de alecrim e hortelã-verde da Kemin são produzidas de acordo com alguns dos mais rigorosos padrões operacionais do mundo. Essas culturas são utilizadas na produção dos antioxidantes naturais da empresa.
Proteínas Sustentáveis
O uso de proteínas alternativas pode reduzir a dependência de fontes proteicas tradicionalmente destinadas à alimentação humana. Opções de proteínas de origem sustentável incluem certas variedades de peixes, nozes e sementes, que também fornecem ácidos graxos ômega-3 benéficos para pets. O uso de espécies invasoras como fonte proteica também pode trazer benefícios ambientais, ao contribuir para o controle dessas populações nos ecossistemas onde são removidas. Muitos fabricantes de alimentos para pets também vêm explorando proteínas de insetos, que representam uma fonte proteica para animais sem competir diretamente com a cadeia alimentar humana.
Produtos de Rendering Outra fonte de proteínas sustentáveis, frequentemente pouco reconhecida, são os produtos provenientes de rendering. O processo de rendering gera gorduras e proteínas valiosas, ricas em vitaminas e minerais importantes para os pets. O rendering pode ser considerado uma forma de reciclagem, pois aproveita cerca de 56 bilhões de libras de matérias-primas por ano nos Estados Unidos e no Canadá que, de outra forma, seriam descartadas em aterros sanitários.
Embalagens Sustentáveis
Grande parte do que consumimos vem embalado, e a maioria das embalagens plásticas pode levar de 10 a 1.000 anos para se decompor. No entanto, novas soluções inovadoras podem ser utilizadas para economizar espaço em aterros sanitários. Algumas soluções de embalagens sustentáveis na indústria de alimentos para pets incluem:
  Papelão, papel ou plástico reciclados Opções biodegradáveis inovadoras, como bioplásticos Recipientes reutilizáveis para transporte a granel
  A tendência de pequenas porções de alimento para pets embaladas individualmente não é tão sustentável quanto incluir múltiplas porções em uma única embalagem. Fabricantes de alimentos para pets podem otimizar os tamanhos de porção utilizando antioxidantes e ingredientes de segurança alimentar para ajudar a manter a vida útil de embalagens maiores de alimento para pets.
Certificações de Qualidade
A indústria de alimentos para pets é constantemente impactada por novas tendências e mudanças na percepção dos consumidores. Por isso, os consumidores estão atentos a práticas de 'greenwashing', quando empresas tentam parecer sustentáveis sem comprovação de práticas verificadas ou certificadas. Há uma variedade de certificações que os fabricantes de alimentos para pets podem utilizar para certificar como seus produtos são produzidos, incluindo:
  Certificações para ingredientes Frutos do mar sustentáveis (MSC – certificado – Marine Stewardship Council) Cultivo Sustentável (SCS Global) RSPO ou RTRS (Roundtable for Sustainable Palm Oil & Roundtable for Responsible Soy) Não OGM Orgânico USDA   Certificações dentro da produção e operações: Certificações de cadeia de suprimentos que avaliam rastreabilidade, integridade dos ingredientes e abastecimento ético e transparente Certificação de Bem-Estar Animal Energia renovável e emissões líquidas zero Embalagens sustentáveis e recicláveis Certificado vegano
Sustentabilidade na Kemin
A sustentabilidade é uma área-chave de foco na Kemin, conforme refletido em sua declaração de visão. Além de práticas agronômicas sustentáveis, a Kemin possui iniciativas de sustentabilidade voltadas para energia, resíduos, conservação e biodiversidade. Saiba mais sobre sustentabilidade na Kemin aqui: https://www.kemin.com/na/en-us/company/sustainability
  Fonte: Kemin Nutrisurance

Processamento de alimentos para cães e gatos: desafio “nosso” de cada dia
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Processamento de alimentos para cães e gatos: desafio “nosso” de cada dia

Por Josiane Volpato

Atualmente, os alimentos para cães e gatos são classificados em três categorias: completos, coadjuvantes e específicos, podendo ser seco ou úmido. Dentro de cada uma delas, as empresas desenvolvem subcategorias para atender diferentes perfis de animais, como sêniores, atletas, obesos entre outras. Tem crescido de forma consistente a busca por alimentos alternativos, ingredientes funcionais e soluções mais sustentáveis. Esse movimento tem impulsionado pesquisas intensas para que os alimentos ofereçam não apenas nutrição adequada, mas também benefícios adicionais à saúde, maior qualidade de vida e menor impacto ambiental.

Para entregar tudo isso, a indústria já não depende apenas de equipamentos robustos ou somente formulações genéricas para cães e gatos. Agora, mais do que nunca, a empresa precisa estar conectada em tempo real a cada etapa do processo, com cada setor responsável pela elaboração daquele alimento. Assim, máquinas, sensores, softwares e pessoas precisam operar de forma integrada para que a produção seja ajustada ao processo e melhore continuamente. Com isso, ao combinar automação, dados e conhecimento técnico, uma fábrica automatizada transforma a produção em um processo dinâmico, inteligente e capaz de evoluir continuamente.   Inovação que se fabrica todos os dias   Um exemplo prático de como isso se aplica à produção de alimentos secos para cães e gatos está no ganho de precisão em cada etapa do processo, como extrusão, secagem e recobrimento. Um sistema automatizado permite:
  Dosagem precisa e automática de microingredientes, especialmente em alimentos coadjuvantes, que exigem alto nível de precisão. Controle automático e inclusão de carne fresca, farinhas e óleos. Laboratórios altamente tecnificado permitindo análise de todos as matérias-primas no recebimento. NIRs em linha com resultados just in time, permitindo ajustes imediatos quando necessário. Minimização de variações que afetam digestibilidade e palatabilidade. Rastreabilidade completa e digital, desde o recebimento até o produto acabado. Indicadores automáticos de eficiência (OEE), ajudando a identificar gargalos e oportunidades de melhoria.
  Na extrusão, etapa central na fabricação de kibbles, é profundamente otimizada com a automação:
  Controle de temperatura e pressão em cada zona do extrusor. Controle de velocidade da rosca. Adição de vapor e água conforme necessidade. Maior consistência no cozimento, impactanto positivamente a digestibilidade, textura e durabilidade do kibble. Densidade e expansão do kibble mais homogêneos, com melhor gelatinização do amido e redução de desperdícios. Registro automático dos parâmetros do processo, garantindo rastreabilidade e padronização entre lotes.
A etapa de secagem é essencial para a retirada de água e o controle da atividade de água, fatores que contribuem diretamente para a segurança microbiológica do produto. Além disso, a umidade interfere na palatabilidade: cães tendem a preferir alimentos ligeiramente mais úmidos, enquanto gatos costumam aceitar melhor alimentos mais secos. Por isso, a integração de sensores e softwares inteligentes nos secadores é fundamental, evitando o sub ou super processamento e garantindo que cada lote atinja exatamente a umidade desejada. Esse controle preciso assegura estabilidade, segurança e a palatabilidade adequada ao perfil de cada espécie.
  Outra etapa importante é o recobrimento, etapa sensível na fabricação de alimentos secos. Hoje, o mercado conta com sistemas de recobrimento muito mais modernos, como os equipamentos batelada com vácuo, que permitem uma aplicação altamente precisa dos ingredientes. Esse nível de controle influencia diretamente a palatabilidade, a estabilidade oxidativa e a aceitação final do produto, garantindo maior desempenho sensorial e qualidade ao alimento.
  Além disso, a automação permite uma rastreabilidade muito mais robusta e acessível. Com sistemas integrados, é possível acompanhar cada lote, desde a matéria-prima até o produto acabado, o que garante:
  Identificação rápida de não conformidades. Respostas mais eficientes em casos de recall. Maior transparência para o consumidor. Histórico completo e auditável de cada etapa do processo.
  Essa rastreabilidade é especialmente crítica na produção de alimentos coadjuvantes e terapêuticos, onde qualquer variação nutricional pode comprometer a eficácia do produto. Com controles digitalizados, a indústria assegura precisão, consistência e total segurança do lote ao consumo pelos cães e gatos.
A importância da rotulagem   Outra etapa igualmente essencial é a elaboração da rotulagem do produto, fundamental para garantir que todas as informações obrigatórias estejam presentes e corretas, conforme a legislação de cada país.
  Nessa etapa, é essencial envolver representantes de todas as áreas da cadeia produtiva, como: Regulatório, Garantia da Qualidade, Pesquisa e Desenvolvimento de Produtos e Embalagem e Marketing. Essa integração assegura que a rotulagem e a embalagem sejam construídas de maneira segura, eficiente e sem retrabalhos, sendo compatível com a linha de envase e atraente para o consumidor final. A tecnologia também tem um papel cada vez mais relevante nesse processo. Atualmente, muitas empresas utilizam softwares especializados que realizam a conferência automática das descrições dos rótulos a cada versionamento, comparando informações, destacando inconsistências e reduzindo significativamente o risco de erros humanos. Essa automação traz maior segurança documental, agilidade na revisão e confiabilidade na aprovação final da rotulagem.
  Outro assunto que ganha cada vez mais espaço dentro da indústria pet food e que impacta diretamente toda a cadeia produtiva é a sustentabilidade. Mais do que uma tendência, ela se tornou um pilar estratégico que orienta decisões desde a escolha de matérias-primas até o desenvolvimento de embalagens e o desenho dos processos industriais. Implementar sustentabilidade na indústria pet food é desafiador porque envolve equilibrar eficiência produtiva, custos, regulamentações e, ao mesmo tempo, atender às expectativas de consumidores cada vez mais atentos ao impacto ambiental dos produtos que compram. A cadeia é complexa: depende de ingredientes de origem animal e vegetal, exige grande volume de água e energia e utiliza embalagens com alta barreira, muitas vezes difíceis de reciclar.
  Ainda assim, o setor tem avançado de forma consistente. Cada vez mais empresas incorporam matérias-primas inovadoras, como as chamadas super proteínas entre elas as farinhas de larvas de insetos que possuem pegada ambiental reduzida e excelente valor nutricional. Paralelamente, cresce o movimento interno de reduzir o consumo de água e energia, reaproveitar recursos, monitorar e mitigar emissões de CO₂ e desenvolver embalagens monomateriais 100% recicláveis, que facilitam a reinserção no ciclo produtivo e diminuem o impacto ambiental.
  Um passo ainda mais estratégico é a adoção da Avaliação do Ciclo de Vida (AVC), uma ferramenta que quantifica os impactos ambientais de um produto desde a origem dos ingredientes até o destino final. Empresas que já realizam esse estudo se destacam por tomar decisões baseadas em dados reais, identificando pontos críticos e direcionando esforços de forma assertiva, seja na escolha de matérias-primas, na eficiência dos processos ou na sustentabilidade das embalagens. A ACV é vista como uma das principais tendências para o futuro da indústria pet food, e um diferencial competitivo das organizações que realmente se comprometem com a redução de impactos ambientais em todas as etapas da cadeia.
  Com isso, ao reunir inovação, responsabilidade e visão de longo prazo, a indústria Pet Food demonstra que sustentabilidade não é apenas um discurso, mas um caminho sem volta e uma oportunidade concreta de construir produtos melhores, processos mais eficientes e um futuro mais equilibrado para o planeta e para as próximas gerações. Isso mostro que o desafio de produzir alimentos para cães e gatos vai muito além da formulação ou da escolha dos ingredientes. Ele envolve uma cadeia complexa que depende de tecnologia, integração, controle rigoroso e inovação contínua.
  Por Josiane Volpato e Juliana Soares Brazorotto
Fonte: All Pet Food Magazine

ANDRITZ: tecnologia para alimentar o futuro
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ANDRITZ: tecnologia para alimentar o futuro

Nos últimos anos, algo mudou nos corredores das fábricas de produção de ração para pets: a indústria de alimentos para pets não é mais movida apenas pelo volume, mas pela inovação. E nesse campo, a ANDRITZ Feed & Biofuel se estabeleceu como um parceiro tecnológico chave.

A transformação é evidente à medida que a humanização dos pets aumentou a demanda dos consumidores: aqueles que antes compravam "ração para cães" agora buscam produtos funcionais com benefícios digestivos, hipoalergênicos ou feitos com proteínas alternativas. Nos pontos de venda, a embalagem destaca conceitos como ômega 3, antioxidantes, proteína de insetos ou fórmulas premium sem aditivos artificiais. Por trás dessa nova narrativa de bem-estar, há uma mudança profunda na forma como produzimos.'O consumidor atual busca para seus animais de estimação o mesmo que para si próprio: bem-estar, variedade e sustentabilidade', destacam na ANDRITZ Chile. 'Isso obriga as plantas a serem mais flexíveis,  inovar com maior eficiência e a incorporar tecnologias que permitam responder rapidamente às tendências do mercado'.

A equipe resume uma revolução silenciosa: a da ração para pets como produto tecnológico. Um extrusor potente ou um secador eficiente não são mais suficientes; Hoje, são necessárias linhas completas capazes de garantir rastreabilidade, controle energético, precisão nutricional e, acima de tudo, consistência.
Soluções abrangentes e tecnologia de precisão
Na indústria de ração para pets, cada detalhe conta. Moer, misturar, cozinhar e recobrir determinam não só o sabor ou a textura, mas também a digestibilidade e o valor nutricional. Por esse motivo, a ANDRITZ não oferece equipamentos isolados, mas soluções abrangentes turnkey que cobrem todo o processo, desde a recepção das matérias-primas até a embalagem final.

O equipamento é tão diversificado quanto os produtos processados: o Moinho de Martelos Multimill garante uma moagem precisa e homogênea; Misturadores Optimix garantem a uniformidade de cada fórmula; Secadores Combi-Zone proporcionam texturas estáveis e vida útil mais longa; e extrusores da série EX combinam baixo custo operacional com a capacidade de se adaptar a diferentes tipos de alimentos, desde ração seca até petiscos funcionais.

"Buscamos ser um fornecedor abrangente que garante total compatibilidade entre os equipamentos. O cliente não precisa se preocupar em ajustar interfaces ou desempenhos: tudo é projetado para funcionar em harmonia", explicam os especialistas da ANDRITZ.

O resultado é um processo mais limpo, eficiente e confiável, uma planta onde cada fase está conectada à próxima, sem perdas ou falta de coordenação, um ecossistema tecnológico no qual energia, qualidade e produtividade estão alinhadas a partir do projeto.

"Cada máquina que desenvolvemos é projetada para operar com o menor consumo de energia possível e com máxima confiabilidade. Sustentabilidade não é uma opção: faz parte do design." 

A inovação da ANDRITZ também se manifesta no controle inteligente de seus processos. Seu  sistema FLEXTEX permite monitoramento e ajuste em tempo real da energia mecânica específica (EME) aplicada durante a extrusão, sem interromper a linha ou modificar as configurações. Isso permite que o operador ajuste a densidade do produto, textura ou expansão com precisão milimétrica enquanto a planta ainda está em operação.

"O controle da EME é fundamental para a qualidade do produto final. O FLEXTEX oferece ao operador uma ferramenta precisa e dinâmica para inovar sem afetar a estabilidade do processo." 

Graças a essas tecnologias, os fabricantes podem desenvolver alimentos específicos para cada segmento: desde kibbles leves para raças pequenas, até petiscos energéticos para cães esportivos, ou fórmulas digestivas para gatos idosos.
Inovação e sustentabilidade como motores de crescimento
A ração para pets também reflete as preocupações sociais de uma era marcada pela sustentabilidade. Hoje, os donos de pets exigem rastreabilidade, ingredientes naturais e processos limpos. O que antes era um valor agregado agora é uma condição essencial.

As tendências mais recentes apontam para proteínas alternativas, como insetos ou leguminosas; lanches funcionais com propriedades digestivas ou odontológicas; e fórmulas vegetais altamente digeríveis. Em todos eles, a tecnologia de processamento desempenha um papel decisivo.

"O desafio não é mais apenas produzir mais, mas produzir melhor. As plantas precisam ser capazes de se adaptar rapidamente a novas receitas e matérias-primas sem perder eficiência ou qualidade", diz a equipe da ANDRITZ.

Nesse contexto, a tecnologia ANDRITZ atua como uma ponte entre a criatividade do formulador e a realidade industrial. Ela permite que uma ideia, um novo snack odontológico ou ração vegetariana, seja transformada em um produto escalável, seguro e consistente.

Além disso, a empresa possui uma rede global de suporte e um serviço local próximo. Na América Latina, sua equipe trabalha ao lado dos produtores, fornecendo manutenção preditiva, peças de reposição originais e treinamento contínuo.

"A proximidade com o cliente faz parte do nosso DNA. Trabalhamos lado a lado com os produtores, garantindo que cada planta mantenha seu desempenho ideal ao longo do tempo." 

O compromisso da ANDRITZ com a sustentabilidade vai além da eficiência energética. Suas plantas integram automação, monitoramento remoto e soluções de rastreabilidade digital que permitem controlar cada parâmetro do processo e reduzir o desperdício de matérias-primas.

"As plantas do futuro serão mais inteligentes, eficientes e sustentáveis. Nossa missão é que cada cliente esteja preparado para esse salto tecnológico" (sem mudança atribuível).     Expertise Global, Suporte Local
Com mais de 180 anos de experiência industrial e presença estabelecida nos principais mercados mundiais, a ANDRITZ Feed & Biofuel combina engenharia de precisão, suporte global e conhecimento local para impulsionar os fabricantes de alimentos para pets em uma nova era produtiva.

A empresa não apenas entrega máquinas: compartilha conhecimento, experiência e apoio. Também participa do projeto das plantas até a operação diária, adaptando cada solução às particularidades do mercado e do meio ambiente.

A indústria de alimentos para pets está vivenciando um dos momentos mais dinâmicos de sua história. Impulsionada por consumidores mais exigentes e conscientes, está caminhando para um modelo onde tecnologia e sustentabilidade são inseparáveis. Nessa jornada, ANDRITZ não é apenas mais um fornecedor: é um parceiro que entende que, por trás de cada kibble, cada snack  e cada fórmula inovadora, há mais do que apenas engenharia, há ciência, compromisso e visão de futuro.

"Na ANDRITZ não fabricamos apenas equipamentos; Ajudamos a construir uma indústria mais eficiente, sustentável e pronta para alimentar o futuro."

ANDRITZ: Inovação, sustentabilidade e precisão industrial para uma nova era na produção de alimentos para pets. Por ANDRITZ
Fonte: All Pet Food Magazine

O Papel da Inteligência Artificial na Comunicação entre Indústria de Pet Food e Consumidores
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O Papel da Inteligência Artificial na Comunicação entre Indústria de Pet Food e Consumidores

Por Josiane Volpato

O mercado pet está em constante crescimento, demandando soluções que aliem inovação, qualidade nutricional e sustentabilidade e impulsionado a exigência dos tutores em relação à qualidade e transparência dos alimentos oferecidos. A inteligência artificial, já consolidada em áreas como saúde humana e agricultura, ganha espaço na nutrição animal. No pet food, a IA pode auxiliar desde o desenvolvimento de dietas mais precisas até a otimização de processos produtivos e da cadeia de suprimentos (Sudersanadas 2021; Tedeschi, 2022; Siad, 2023). De acordo com Zhang et al. (2023), a inteligência artificial tem avançado também como ferramenta para melhorar o bem-estar animal, com aplicações que vão desde monitoramento até suporte nutricional.

Nesse contexto, a IA surge como uma ferramenta estratégica, capaz de aproximar a indústria dos consumidores por meio de soluções digitais que fortalecem a confiança e personalizam a experiência de compra. A comunicação entre marcas e tutores, antes restrita a propagandas tradicionais e informações de rótulo, hoje é mediada por sistemas inteligentes que oferecem recomendações individualizadas, suporte em tempo real e análise de preferências. Essa mudança representa uma nova etapa na relação entre indústria e consumidor, trazendo benefícios para ambos os lados. Além disso, a IA permite que a indústria esteja mais conectada às demandas do mercado. Por meio da análise de dados de consumo, comentários em redes sociais e preferências de compra, é possível identificar tendências de forma mais rápida e precisa, trazendo vantagem competitiva para as empresas que adotam essas ferramentas (Tyler, 2021; Garcia et al. 2025; Petfood Forum News, 2025).

Portanto, a inteligência artificial surge como um pilar estratégico para o futuro da indústria de pet food. Mais do que uma tecnologia, trata-se de uma aliada para garantir qualidade, inovação, sustentabilidade e personalização em um setor que cresce e se torna cada vez mais exigente.
Aplicações da IA no Relacionamento com Tutores
A inteligência artificial fortalece o vínculo entre indústria e consumidores ao oferecer ferramentas digitais que orientam na escolha da dieta ideal para cada pet. Os chatbots baseados em IA permitem que tutores tenham acesso a informações a qualquer momento, sem a necessidade de contato humano imediato. Esses sistemas respondem dúvidas sobre ingredientes, indicam rações adequadas de acordo com idade, peso e porte do animal, e até lembram o tutor da hora de repor o alimento. O atendimento contínuo aumenta a conveniência e transmite segurança.

A IA também está presente em e-commerces e aplicativos, oferecendo recomendações de produtos com base em dados de perfil do pet e no histórico de compras. Isso reduz a indecisão do tutor diante da variedade de opções disponíveis e aumenta a assertividade na escolha da dieta mais adequada para o animal.

Ferramentas de IA conseguem processar milhares de comentários e avaliações em plataformas digitais, identificando padrões de preferência ou insatisfação. Esses insights ajudam a indústria a compreender melhor as demandas dos tutores, antecipar tendências de consumo e realizar ajustes em produtos ou estratégias de marketing. Uma das barreiras entre indústria e tutor é a linguagem técnica usada na formulação das rações. A IA pode atuar como um 'tradutor', explicando em termos simples a função de cada ingrediente. Dessa forma, o tutor entende que a presença de determinados componentes, como fibras ou antioxidantes, tem um papel funcional no bem-estar do animal, e não apenas um 'enchimento' (Klein e Martínez 2022; BSM PARTNERS, 2024; Yang et al. 2024).

O uso da IA no relacionamento com tutores gera benefícios tanto para a indústria quanto para os consumidores, para indústria gera mais fidelização, melhor posicionamento de marca, maior precisão em campanhas de marketing e desenvolvimento de produtos alinhados à demanda real do mercado. Para os tutores, reflete mais confiança, conveniência e segurança na escolha da ração, além da percepção de cuidado personalizado com seu animal de estimação.

Assim, a inteligência artificial está redefinindo o relacionamento entre tutores e a indústria de pet food. Ao oferecer ferramentas de atendimento inteligente, recomendações personalizadas, análise de feedback e clareza na comunicação, a IA fortalece a confiança, melhora a experiência de consumo e aproxima marcas e consumidores. Esse movimento representa não apenas uma inovação tecnológica, mas uma estratégia essencial para atender a um mercado cada vez mais exigente e orientado pela personalização.   Por Karla Gabriela Memare e Josiane Volpato
Fonte: All Pet Food Magazine

Referências
BSM PARTNERS. Understanding the Role of AI in Pet Nutrition: How Technology Is Shaping the Future of Pet Food. 2024. Disponível em: https://bsmpartners.net/insights/understanding-the-role-of-ai-in-pet-nutrition-how-technology-is-shaping-the-future-of-pet-food/ Garcia, R. G., Naas, I. A., Burbarelli, M. F. C., Caldara, F. R., Komiyama, C. M., Valentim, J. K., & Sgaviolo, S. (2025). Aplicações de inteligência artificial para otimização do bem-estar e sustentabilidade em sistemas de produção animal. In Nutrição animal: Novas perspectivas e avanços para a sustentabilidade e otimização dos sistemas de criação - Vol. 2 (pp. 8–34). Editora Científica. https://doi.org/10.37885/250619568

KLEIN, Katharina; MARTÍNEZ, Luis F. O impacto da antropomorfização na satisfação do cliente no comércio eletrônico: um estudo experimental no setor alimentício. Electronic Commerce Research, 16 maio 2022. DOI: https://doi.org/10.1007/s10660-022-09562-8. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9108695/. Acesso em: 4 set. 2025.

TYLER, J. Donos de animais de estimação mais jovens estão mais interessados em ração personalizada para cães. Pet Food Processing, 26 ago. 2021. Disponível em: https://www.petfoodprocessing.net/articles/15034-younger-pet-owners-more-interested-in-personalized-dog-food. Acesso em: 04 set. 2025.

Petfood Forum News. AI in pet food marketing: Strategies, challenges and future trends. Publicado em 6 de março de 2025. Disponível em: https://www.petfoodindustry.com/news-newsletters/petfood-forum-news/article/15739303/ai-in-pet-food-marketing-strategies-challenges-and-future-trends Petfood Industry. (2025). Pet food industry split on AI adoption; marketing emerges as top priority. Retrieved September 4, 2025, from https://www.petfoodindustry.com/pet-food-market/article/15753686/pet-food-industry-split-on-ai-adoption-marketing-emerges-as-top-priority SUDERSANADAS, Kavita. Application of artificial intelligence on nutrition assessment and management. European Journal of pharmaceutical and medical research, v. 8, n. 6, p. 170-174, 2021. TEDESCHI, Luis O. ASAS-NANP Symposium: Mathematical Modeling in Animal Nutrition: The progression of data analytics and artificial intelligence in support of sustainable development in animal science. Journal of Animal Science, v. 100, n. 6, p. skac111, 2022. SIAD, Oussama; BOUZID, Chaima. Biotech meets Artificial Intelligence to Enhance the Value of By-Products in Animal Nutrition. Biological Sciences, v. 3, n. 1, p. 353- 365, 2023. YANG, Zhongqi; KHATIBI, Elahe; NAGESH, Nitish; ABBASIAN, Mahyar; AZIMI, Iman; JAIN, Ramesh; RAHMANI, Amir M. ChatDiet: Empowering Personalized Nutrition-Oriented Food Recommender Chatbots through an LLM-Augmented Framework. arXiv, 18 fev. 2024. Disponível em: https://arxiv.org/abs/2403.00781 Zhang, L., Guo, W., Lv, C., Guo, M., Yang, M., Fu, Q., & Liu, X. 2023. Avanços na tecnologia de inteligência artificial para melhorar o bem-estar animal: aplicações atuais e progresso da pesquisa. An. Res. One Health. 2(1):93–109. https://doi.org/10.1002/aro2.44

Desafios na produção de de Alimentos autoclavados para Pets
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Desafios na produção de de Alimentos autoclavados para Pets

Por Ludmila Barbi T. Bomcompagni

Nesse contexto, a autoclavagem surge como uma tecnologia promissora para a produção de alimentos naturais, seguros e com maior vida útil, sem a necessidade de conservantes artificiais. Este artigo explora o potencial da autoclavagem na indústria pet food latino-americana, abordando aspectos técnicos do processo, tipos de embalagens, desafios na formulação de produtos naturais, investimentos necessários e oportunidades logísticas e comerciais.
O que é a Autoclavagem?
A autoclavagem é um processo de esterilização térmica amplamente utilizado nas indústrias alimentícia, farmacêutica e médica. No contexto do pet food, trata-se de uma tecnologia que permite a produção de alimentos úmidos e naturais com alta segurança microbiológica, sem a necessidade de conservantes artificiais.

O processo ocorre em um equipamento chamado autoclave, onde os alimentos já embalados são submetidos a temperaturas elevadas (geralmente entre 115 °C e 130 °C) sob pressão controlada por um determinado tempo. Esse tratamento térmico é capaz de eliminar microrganismos patogênicos e deteriorantes, garantindo a estabilidade do produto por vários meses — mesmo em temperatura ambiente.

Comparada a outros métodos como a extrusão (comum em rações secas), a autoclavagem permite a preservação de características sensoriais e nutricionais mais próximas dos alimentos frescos. Isso é especialmente valorizado no segmento de produtos 'naturais', onde há uma busca por fórmulas mais simples, ingredientes reconhecíveis e mínima interferência industrial.

Além disso, a autoclavagem é compatível com diferentes tipos de embalagens, o que amplia as possibilidades de apresentação e posicionamento de mercado dos produtos.
Tipos de Embalagens Utilizadas
A escolha da embalagem é um fator crítico no processamento de alimentos autoclavados, especialmente quando se trata de produtos naturais para pets. A embalagem precisa resistir às altas temperaturas e pressões do processo de esterilização, ao mesmo tempo em que preserva as características sensoriais e nutricionais do alimento.

Entre os formatos mais utilizados, destacam-se:
  Pouches (sachês flexíveis): São leves, de fácil armazenamento e oferecem boa barreira contra oxigênio e umidade. Além disso, permitem uma apresentação mais moderna e prática, muito valorizada por consumidores urbanos.
  Latas metálicas: Tradicionalmente usadas em alimentos úmidos, oferecem excelente resistência térmica e longa vida útil. No entanto, são mais pesadas e podem ter maior impacto ambiental, dependendo do sistema de reciclagem local.
  Bandejas termoformadas (com tampas seladas): Combinam rigidez e praticidade, sendo ideais para porções individuais. Podem ser feitas de materiais recicláveis ou biodegradáveis, alinhando-se à proposta 'natural' e sustentável.
  A escolha do material deve considerar não apenas a compatibilidade com a autoclavagem, mas também aspectos como custo, apelo visual, sustentabilidade e logística. Embalagens com barreiras inteligentes, como filmes multicamadas ou válvulas de liberação de vapor, também vêm ganhando espaço no setor.
Desafios na Formulação de Produtos Naturais
A formulação de alimentos naturais autoclavados para pets apresenta uma série de desafios técnicos e regulatórios, especialmente devido à dificuldade na inclusão de aditivos. O apelo 'natural' exige rótulos limpos, com ingredientes reconhecíveis e mínima interferência química — o que limita o uso de conservantes, estabilizantes e realçadores de sabor comumente utilizados em produtos convencionais.

Um dos principais obstáculos é a estabilidade dos ingredientes durante o processo térmico. A autoclavagem, embora eficaz na esterilização, pode degradar compostos sensíveis como vitaminas, antioxidantes naturais e certos aminoácidos. Isso exige uma seleção criteriosa de matérias-primas e, em alguns casos, a necessidade de suplementação.

Além disso, a ausência de conservantes artificiais aumenta a importância do controle de pH, atividade de água (Aw) e da qualidade microbiológica dos ingredientes. Estratégias como o uso de extratos vegetais com propriedades antimicrobianas (ex: alecrim, chá verde), fibras funcionais e óleos essenciais vêm sendo exploradas como alternativas naturais.

Um ingrediente que tem ganhado atenção nesse contexto é a zeólita natural, um mineral microporoso com alta capacidade de adsorção. Seu uso pode contribuir para a redução da umidade livre, melhoria da estabilidade microbiológica e até redução de odores fecais, além de ser termicamente estável — o que a torna compatível com o processo de autoclavagem. No entanto, seu uso deve ser cuidadosamente avaliado quanto à regulamentação local, tipo e pureza da zeólita e percepção do consumidor, especialmente em produtos com forte apelo natural.

A formulação, portanto, deve equilibrar naturalidade, estabilidade e palatabilidade, respeitando os limites impostos pela legislação e pelas expectativas do mercado.
Investimentos e Infraestrutura
A implementação de uma linha de produção para alimentos naturais autoclavados exige planejamento cuidadoso e investimentos específicos, especialmente para empresas que desejam ingressar nesse nicho com diferenciação e qualidade.

O principal equipamento necessário é a autoclave industrial, que pode variar em capacidade, nível de automação e tipo de operação (lotes ou contínua). Além disso, são indispensáveis sistemas de envase asséptico, selagem térmica de embalagens, controle de temperatura e pressão, e monitoramento microbiológico rigoroso.
Outros investimentos incluem:
  Infraestrutura de cozinha industrial para preparo e homogeneização das fórmulas. Equipamentos de envase compatíveis com os formatos escolhidos (pouches, latas, bandejas). Sistema de rastreabilidade e controle de qualidade, essencial para garantir segurança alimentar e conformidade regulatória. Treinamento de equipe técnica, especialmente em boas práticas de fabricação (BPF) e controle térmico.

  O custo inicial pode ser elevado, mas há alternativas como a terceirização da produção (co-manufacturing), que permite testar o mercado com menor risco. Outra possibilidade é a adoção gradual da tecnologia, começando com pequenos lotes e escalando conforme a demanda.

Empresas que investem nesse modelo ganham não apenas em valor agregado, mas também em flexibilidade logística, já que os produtos autoclavados são estáveis à temperatura ambiente, dispensando cadeia de frio — o que reduz custos de distribuição e amplia o alcance geográfico.
Logística e Distribuição
Uma das grandes vantagens dos alimentos naturais autoclavados é sua estabilidade em temperatura ambiente, o que simplifica significativamente a logística e reduz custos com refrigeração e transporte especializado. Isso permite que os produtos sejam distribuídos em regiões mais distantes ou com infraestrutura limitada, ampliando o alcance comercial — especialmente em países da América Latina com grande diversidade geográfica.

Além disso, a longa vida útil (geralmente entre 12 e 24 meses) facilita o planejamento de estoques e a entrada em canais de venda como varejo especializado, e-commerce e exportação. Produtos autoclavados podem ser armazenados em centros de distribuição convencionais, o que representa uma vantagem competitiva frente a alimentos refrigerados ou congelados.

Por outro lado, é importante considerar o peso e volume das embalagens, que podem impactar o custo por unidade transportada. Embalagens flexíveis, como pouches, tendem a ser mais vantajosas nesse aspecto em comparação com latas ou bandejas rígidas.
Outro ponto relevante é a educação do consumidor. Como muitos tutores ainda associam alimentos naturais à refrigeração, é fundamental comunicar de forma clara que o produto é seguro e estável mesmo fora da geladeira, graças ao processo de autoclavagem.
Conclusão
A autoclavagem representa uma solução tecnológica robusta e versátil para a produção de alimentos naturais para pets, unindo segurança microbiológica, praticidade logística e apelo comercial. Embora envolva desafios técnicos — especialmente na formulação e escolha de embalagens —, também oferece oportunidades significativas de inovação e diferenciação no mercado latino-americano.

Com o crescimento da demanda por produtos mais saudáveis e transparentes, investir em alimentos autoclavados pode ser uma estratégia promissora para fabricantes que desejam atender às novas expectativas dos tutores, sem abrir mão da eficiência industrial. A adoção dessa tecnologia, aliada a uma comunicação clara e a um posicionamento sustentável, pode abrir portas para novos mercados e consolidar marcas como referências em nutrição natural e de qualidade para pets.
  Por  Ludmila Barbi T. Bomcompagni

Referências
[1] Terra Food Tech. Esterilização de Alimentos em Conserva. Disponível em: https://www.terrafoodtech.com/pt-pt/esterilizacao-alimentos-conserva/
[2] Loyal Machine. Autoclave Alimentaire. Disponível em: https://loyal-machine.com/pt/blog/autoclave-alimentaire/
[3] AFB International. Efeito do Processamento Térmico na Palatabilidade de Alimentos para Pets. Disponível em: https://www.afbinternational.com/  

Nutrição de Mascotes Sustentável: Reduzindo a Pegada de Carbono na Cadeia de Produção
Sustentabilidade

5+ MIN

Nutrição de Mascotes Sustentável: Reduzindo a Pegada de Carbono na Cadeia de Produção

Por Ludmila Barbi T. Bomcompagni

A Pegada de Carbono na Indústria de Pet Food
A pegada de carbono dos alimentos para animais de estimação é influenciada por diversos fatores, incluindo o tipo de ingredientes utilizados, os métodos de produção, as práticas de embalagem e o transporte. Tradicionalmente, as proteínas animais, como carne bovina, frango e peixe, representam uma das maiores fontes de emissão de gases de efeito estufa, devido ao uso intensivo de recursos como terra, água e energia. Além disso, as práticas agrícolas convencionais e a pecuária intensiva contribuem para o desmatamento e a emissão de gases como metano e dióxido de carbono.

Nesse cenário, repensar a cadeia produtiva do pet food e adotar práticas mais sustentáveis é essencial para minimizar os impactos ambientais, atender às crescentes exigências dos consumidores e cumprir as metas globais de descarbonização.
A Escolha de Ingredientes e Aditivos: Proteínas Alternativas e Fontes Sustentáveis
Uma das principais formas de reduzir a pegada de carbono é revisar as fontes de proteína utilizadas na formulação dos alimentos para animais. Ingredientes alternativos, como proteínas de insetos, proteínas vegetais e algas, oferecem vantagens ambientais significativas.
  Proteínas de Insetos: Fontes como farinha de grilo ou larvas têm uma pegada de carbono até 99% menor que as proteínas animais convencionais. A produção de insetos requer menos espaço, água e alimentos, além de gerar emissões consideravelmente menores.
  Proteínas Vegetais: Ingredientes como soja, ervilha e lentilhas têm menor impacto ambiental e podem compor dietas equilibradas e sustentáveis para animais de estimação.
  Algas: Ricas em nutrientes e cultivadas sem a necessidade de terras agrícolas, as algas, como a Spirulina, capturam CO₂ durante seu crescimento, ajudando a mitigar as mudanças climáticas.
  Além das fontes proteicas, o uso estratégico de aditivos naturais é uma ferramenta valiosa para reduzir as emissões ao longo da cadeia produtiva. Ingredientes como a zeólita clinoptilolita e o extrato de Yucca schidigera têm demonstrado benefícios significativos na redução da pegada de carbono.
  Zeólita Clinoptilolita: Um mineral natural com alta capacidade de adsorção, a zeólita atua no trato digestivo, capturando compostos nitrogenados, como a amônia. Isso reduz as emissões de gases poluentes, melhora a qualidade do ambiente doméstico ao minimizar odores e aumenta a eficiência alimentar, já que a retenção de nutrientes favorece a digestibilidade.
  Extrato de Yucca schidigera: Conhecida por reduzir a produção de amônia, a yucca contribui diretamente para a diminuição dos gases nocivos liberados nas fezes e urina dos animais, o que impacta positivamente a sustentabilidade das granjas e indústrias de pet food.
  Esses aditivos não só melhoram a saúde animal e o conforto dos tutores, mas também reforçam o compromisso das marcas com uma produção mais limpa e eficiente, alinhada às demandas globais por práticas sustentáveis.
Otimização do Processo de Produção: Energia e Resíduos
A sustentabilidade na produção de alimentos para animais de estimação vai além da escolha de ingredientes. A otimização dos processos de fabricação também desempenha um papel essencial. Investir em tecnologias que reduzam o consumo de energia, adotem fontes renováveis e diminuam as emissões durante a extrusão, secagem e embalagem dos alimentos é fundamental. A utilização de linhas de produção mais eficientes não apenas diminui os custos operacionais, mas também posiciona as marcas como inovadoras e comprometidas com a preservação ambiental.

O gerenciamento de resíduos é outro aspecto crucial para reduzir a pegada de carbono. Implementar programas de reciclagem, reaproveitar subprodutos para a produção de biofertilizantes ou biogás e utilizar embalagens biodegradáveis ou recicláveis são estratégias que não apenas diminuem a carga ambiental, mas também agregam valor ao produto final.
Produtos com Menor Pegada de Carbono: Categorias de Impacto
Certas categorias de produtos têm um impacto ambiental mais significativo do que outras, dependendo do formato e dos ingredientes utilizados. Por exemplo:
  Rações Secas: Tendem a ter uma pegada de carbono mais baixa em comparação com as rações úmidas, pois o processo de produção é mais eficiente, e o transporte é menos impactante devido à leveza e compacidade dos produtos secos.
  Petiscos e Snacks: O impacto ambiental dos petiscos varia de acordo com os ingredientes utilizados. Petiscos à base de proteínas vegetais ou proteínas de insetos têm uma pegada de carbono menor em comparação com aqueles que utilizam proteínas animais.
  Produtos Premium e Super Premium: Muitas marcas premium já estão investindo em práticas sustentáveis, optando por ingredientes de menor impacto e aprimorando seus processos produtivos para reduzir as emissões.   O Caminho para a Sustentabilidade na Nutrição de Mascotes
A sustentabilidade no setor de pet food exige uma abordagem integrada que envolva a escolha de ingredientes sustentáveis, o uso inteligente de aditivos naturais, a otimização dos processos de produção e o gerenciamento responsável dos resíduos. Ingredientes como proteínas alternativas, algas e aditivos como zeólita e yucca podem ser grandes aliados na redução da pegada de carbono, promovendo uma nutrição animal mais eficiente e responsável.

Além disso, a produção de alimentos para animais de estimação pode se beneficiar significativamente da eficiência energética, do uso de fontes renováveis e da economia circular. As marcas que investem nessas práticas não apenas reduzem sua pegada de carbono, mas também constroem um legado de respeito ao meio ambiente, conquistando consumidores cada vez mais conscientes.

A sustentabilidade não é uma tendência passageira, mas sim uma necessidade para o futuro da indústria de pet food. As empresas que adotam práticas sustentáveis se posicionam não só para o sucesso comercial, mas também para a preservação do planeta.

  Por Ludmila Barbi Trindade Bomcompagni

Biorigin destaca ações ambientais, tecnologia e impacto positivo no Relatório de Sustentabilidade 2023/2024
Sustentabilidade

6+ MIN

Biorigin destaca ações ambientais, tecnologia e impacto positivo no Relatório de Sustentabilidade 2023/2024

A Biorigin, fundada em 2003, é especializada em processos biotecnológicos à base de levedura, com foco na alimentação humana, de pets e de animais de produção, contribuindo para nutrir o mundo.   Os ingredientes de origem natural da Biorigin aprimoram o sabor dos alimentos e promovem dietas mais saudáveis para as pessoas, com menos sódio, açúcar e gordura. Para animais de estimação, a empresa desenvolve soluções que melhoram a palatabilidade, o aporte nutricional e a funcionalidade dos alimentos, contribuindo para a saúde geral, intestinal e imunológica. Já para produtores, oferece soluções em nutrição e saúde animal, com foco em eficiência, produtividade e bem-estar dos animais de produção, como aves, suínos, peixes e ruminantes.   A Biorigin continua construindo uma trajetória pautada pela inovação, qualidade, produtividade e eficiência, maximizando os benefícios do processo de fermentação da levedura e desenvolvendo, em parceria com seus clientes, as melhores soluções para criar receitas saborosas e de sucesso.   Reforçando seu compromisso com a transparência e a responsabilidade socioambiental, a empresa publicou o Relatório Anual de Sustentabilidade, com os destaques da safra 2023/2024. O documento apresenta dados sobre as iniciativas da Zilor e da Biorigin no período de 1º de abril de 2023 a 31 de março de 2024. Confira os principais destaques neste artigo:   DESEMPENHO DA BIORIGIN
A Zilor alcançou a maior receita líquida de sua história em 77 anos, registrando um recorde de R$ 3,487 bilhões, o que representa um crescimento de 8,3% em relação à safra anterior. A Biorigin contribuiu com 17% desse resultado, totalizando R$ 604,6 milhões em receita líquida.   As operações da Unidade de Biotecnologia apresentam um perfil altamente exportador, com cerca de 90% da produção destinada a mais de 60 países, atendendo mercados na América do Norte, Europa, América Latina e Ásia.   Na safra 2023/2024, a Biorigin alcançou uma produção total de 38,1 mil toneladas, sendo 22,7 mil toneladas destinadas ao segmento de alimentação para pets e nutrição e saúde animal, e 15,4 mil toneladas para a indústria alimentícia.   Com o objetivo de aumentar sua presença mundial e capacidade produtiva, foi aprovado um investimento no valor de R$ 70 milhões na unidade de Quatá. O projeto faz parte do plano estratégico de crescimento da Biorigin e será executado nos próximos três anos, trazendo cada vez mais soluções inovadoras e sustentáveis.   INSTITUCIONAL
A Biorigin acredita em uma cultura organizacional pautada no compartilhamento de conhecimentos e no desenvolvimento de sua equipe, contando atualmente com 468 colaboradores, dos quais 32% são mulheres.   Hoje, 40% dos cargos de liderança da Biorigin (coordenadores e gerentes) são ocupados por mulheres, e 23% da liderança operacional também é feminina.   Além disso, a empresa mantém cerca de 454 fornecedores ativos e possui parcerias com 44 universidades, institutos de pesquisa e laboratórios no Brasil, além de 22 no exterior.   Na safra 2023/2024, a Biorigin não registrou óbitos, acidentes graves ou acidentes com comunicação obrigatória, alcançando índice zero em todas essas categorias.   AÇÕES DE SUSTENTABILIDADE
A empresa está comprometida com iniciativas voltadas à gestão ambiental, promovendo ações para reduzir o consumo de combustíveis fósseis e as emissões de gases de efeito estufa (GEE), ampliando o uso de fontes renováveis de energia e cuidando do uso sustentável dos recursos naturais e dos impactos sobre a biodiversidade.   O ciclo do carbono biogênico, proveniente da fermentação da cana-de-açúcar — matéria-prima utilizada na produção de levedura e extrato de levedura —, é um processo naturalmente sustentável. Durante a fabricação, o CO₂ biogênico é liberado e posteriormente reabsorvido pelas plantações de cana-de-açúcar, formando um ciclo neutro da matéria-prima. Na safra 2023/2024, as emissões de carbono biogênico da Biorigin foram 14 vezes maiores às emissões de carbono não biogênico.   Quanto aos relatórios de emissões, pelo oitavo ano consecutivo, a Biorigin foi reconhecida com o Selo Ouro no Programa Brasileiro GHG Protocol por divulgar o inventário das emissões dos Escopos 1 e 2, verificado por uma terceira parte de acordo com a ISO 14064-3:2007 (SGS).   Outro destaque é a geração de energia elétrica limpa e renovável: 100% da energia elétrica utilizada pela Biorigin provém de fontes renováveis, assim como 100% do vapor utilizado em nossas operações na Unidade Quatá e 97% globalmente (Biorigin Global). Toda a energia elétrica e vapor consumidos são gerados a partir do processo produtivo da agroindústria Zilor.   Além disso, 25% dos resíduos gerados são destinados à reciclagem e reutilização, e 15% da água utilizada em nosso processo produtivo é reaproveitada.   Em 2024, lançamos o Programa Biorigin +Sustentável 2030, com o objetivo de mobilizar conhecimento, inovação e tecnologia para promover, de forma sustentável, saúde e bem-estar para pessoas e animais. O programa está estruturado em três pilares: Safe Supplier, Sustentabilidade e Qualidade do Produto. Essa iniciativa reunirá ações, objetivos e metas para os próximos anos, reforçando nosso compromisso com a sustentabilidade.   A excelência do trabalho desenvolvido pela Biorigin é comprovada pelas certificações obtidas e revalidadas ao longo dos anos, reforçando seu compromisso com qualidade e sustentabilidade:
    RESULTADOS DO RELATÓRIO ANUAL DE SUSTENTABILIDADE – SAFRA 2023/2024
O Relatório Anual de Sustentabilidade da Safra 2023/2024 apresenta, de maneira abrangente, temas estratégicos de negócio, além de aspectos ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês). Entre os principais tópicos destacados estão mudanças climáticas, relacionamento com comunidades, relações trabalhistas, portfólio e gestão de fornecedores, inovação, conformidade e outros. Para acessar o documento completo, clique aqui!   Com mais de 20 anos de experiência, a Biorigin é referência em processos biotecnológicos, produzindo ingredientes de origem natural para a alimentação humana, de pets e de animais de produção.   Olhando para o futuro, reafirmamos nosso compromisso com a sustentabilidade, a inovação e a qualidade, fortalecendo nossa trajetória rumo a conquistas ainda maiores, impulsionados pela parceria que nos une e pela força de nossas ações coletivas.
  Fonte: Biorigin

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