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08/06/2026

Mercado pet amplia aposta em alimentos multifuncionais diante de consumidores mais exigentes  

A evolução do comportamento dos consumidores tem levado a indústria pet a ampliar investimentos em alimentos multifuncionais, em um movimento impulsionado pela busca por nutrição preventiva, longevidade e benefícios integrados para a saúde animal.
  Em reportagem do Pet Food Industry, executivos do setor destacaram como a humanização dos pets e a maior disposição dos tutores para investir em produtos premium vêm acelerando a demanda por soluções nutricionais mais completas.
  Segundo Isabella Alvarenga, gerente de Serviços Técnicos em Saúde Animal na IFF, a saúde digestiva deixou de ser um diferencial isolado e passou a ser encarada como expectativa básica por parte dos consumidores.
  'Tutores já partem do pressuposto de que a maioria dos alimentos deve oferecer algum benefício para a saúde digestiva. A busca agora é por múltiplos benefícios em um único produto', afirmou.   Nutrição funcional ganha espaço nas estratégias da indústria
O movimento aproxima o mercado pet de tendências já consolidadas na nutrição humana, com maior interesse por conceitos ligados à microbiota, imunidade, envelhecimento saudável e bem-estar sistêmico.
  De acordo com Danilo Souza, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da MBRF Pet, a transformação acompanha uma mudança estrutural na forma como consumidores enxergam a saúde dos animais.
  'Os pets estão assumindo o papel de membros da família, o que naturalmente eleva a expectativa de longevidade e qualidade de vida', afirmou.
  Segundo ele, cresce a busca por estratégias nutricionais voltadas à manutenção da saúde ao longo da vida dos animais, e não apenas à resolução de condições específicas.   Premiumização fortalece percepção de valor
A demanda por produtos multifuncionais também acompanha a expansão da premiumização no mercado pet, com consumidores mais dispostos a investir em produtos com benefícios claros e percepção de valor mais elevada.
  Além da funcionalidade, atributos como conveniência, palatabilidade e formatos adaptados à rotina dos tutores também ganham relevância na decisão de compra.
  Na avaliação de Isabella Alvarenga, formatos como toppers, suplementos em pó e petiscos funcionais se conectam à busca por praticidade e ao fortalecimento do vínculo entre tutores e animais.   Expansão ainda enfrenta desafios regulatórios e comerciais
Apesar da expansão, a categoria ainda enfrenta desafios ligados à educação do consumidor, custo de desenvolvimento e limitações regulatórias sobre comunicação de benefícios funcionais.
  Segundo os executivos ouvidos pela publicação, o desafio passa por comunicar conceitos técnicos de forma clara, sem comprometer respaldo científico ou esbarrar em restrições relacionadas a alegações terapêuticas.
  O avanço da categoria reforça a transformação do mercado pet em direção a soluções de maior valor agregado, inovação e estratégias ligadas à saúde preventiva. Fonte: Panorama Pet&Vet

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27/05/2026

Mercado pet cresce no Brasil e já consome 8% do orçamento familiar  

O mercado pet no Brasil segue em expansão e reforça a mudança no comportamento dos consumidores em relação aos animais de estimação. Dados recentes apontam que os brasileiros já destinam, em média, 8% do orçamento familiar mensal aos pets, cenário que evidencia a força de um dos setores mais resilientes da economia nacional.
  O avanço acompanha o crescimento da chamada humanização dos animais, tendência em que cães e gatos passam a ocupar um papel cada vez mais próximo ao de integrantes da família. Segundo levantamento da consultoria CVA Solutions, o gasto médio mensal com cães chega a R$ 690, enquanto os custos com gatos giram em torno de R$ 574 por mês.

Além disso, 33% dos responsáveis afirmam considerar os animais de estimação como filhos, comportamento que tem impulsionado a procura por produtos premium, serviços veterinários especializados, planos de saúde animal e itens voltados ao bem-estar pet.   Mercado pet movimenta bilhões no Brasil
O fortalecimento da relação entre responsáveis e animais ajuda a explicar o crescimento contínuo do mercado pet brasileiro, que já movimenta cerca de R$ 77 bilhões por ano. O Brasil segue entre os maiores mercados pet do mundo, impulsionado principalmente pelos segmentos de alimentação, saúde animal, higiene e acessórios.
  Mesmo em períodos de instabilidade econômica, o setor mantém resultados positivos. Pesquisas indicam que sete em cada dez brasileiros afirmam gastar 'o quanto for necessário' com seus pets, demonstrando que os animais ocupam hoje uma posição prioritária dentro do orçamento familiar.
  A alimentação segue como a principal despesa mensal dos responsáveis, mas serviços veterinários e cuidados preventivos também vêm registrando crescimento acima da média nos últimos anos.
Saúde animal e serviços especializados avançam
Outro segmento que cresce dentro do mercado pet é o de saúde animal. A busca por consultas, exames, vacinas, medicamentos e acompanhamento preventivo tem ampliado a demanda por clínicas veterinárias, hospitais especializados e planos de assistência para cães e gatos.
  Especialistas apontam que o comportamento do consumidor mudou principalmente após a pandemia, período em que houve aumento nas adoções e fortalecimento do vínculo emocional entre responsáveis e animais de estimação.
  Apesar do cenário positivo para o setor, o aumento dos custos também gera preocupação entre parte das famílias. Gastos com alimentação, medicamentos e emergências veterinárias têm impactado diretamente o orçamento doméstico, especialmente entre responsáveis com mais de um animal.   FAQ sobre o crescimento do mercado pet no Brasil
Quanto os brasileiros gastam com pets?
Em média, os brasileiros destinam 8% do orçamento familiar mensal aos animais de estimação.
  Quanto movimenta o mercado pet no Brasil?
O setor movimenta cerca de R$ 77 bilhões por ano no país.
  Quais áreas mais crescem no mercado pet?
Saúde animal, alimentação premium, planos veterinários e serviços especializados estão entre os segmentos que mais avançam. Fonte: Cães & Gatos

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22/05/2026

Fenagra 2026 movimenta R$ 1 bilhão em negócios e encerra edição com 80% dos expositores confirmados  

A 19ª edição da Fenagra 2026 – Feira Internacional da Agroindústria Feed & Food, Tecnologia e Processamento – encerrou sua programação reafirmando a relevância da feira para os mercados Pet Food, Nutrição Animal, Graxarias, Biodiesel, Óleos e Gorduras Vegetais na América Latina. O evento reuniu 250 expositores nacionais e internacionais e recebeu aproximadamente 12 mil participantes, entre visitantes e congressistas, no Distrito Anhembi, em São Paulo. 
  Durante os três dias de evento, a Fenagra movimentou o mercado ao atingir R$ 1 bilhão em geração de negócios, o que reforça o seu papel como plataforma estratégica para networking, lançamentos, inovação, conhecimento técnico e desenvolvimento de parcerias entre empresas, indústrias, pesquisadores e profissionais da cadeia Feed & Food.
  Entre as novidades desta edição, destaque para a Arena Expositor, espaço criado para que as empresas participantes apresentassem lançamentos, novidades, portfólio e conteúdos técnicos em formato de minipalestras, promovendo maior interação com o público. 'O sucesso desta edição já impulsiona a próxima: cerca de 80% dos expositores garantiram sua participação na edição de 2027 ainda durante a realização da feira', destaca Daniel Geraldes, diretor da feira.
  'A Fenagra é um evento estratégico para o Grupo IEG em nosso processo de expansão no Brasil. Acreditamos fortemente no potencial da feira e na relevância do agronegócio. Com a parceria entre o Grupo IEG e a Editora Stilo, entendemos que a Fenagra tem capacidade para crescer de forma ainda mais acelerada em um mercado extremamente promissor. Nesta edição, registramos um aumento de 30% na área ocupada pelos expositores e, para 2027, a expectativa é realizar uma feira ainda maior, com visitação mais qualificada, ampliação da programação de conteúdo e mais oportunidades de networking e geração de negócios', declara Rimantas Sipas, COO IEG Brasil.
  Os segmentos de Pet Food e Nutrição Animal (Animal Feed – Aves, Suínos, Bovinos e Aqua Feed) concentraram a maior parte dos expositores, seguidos pelos setores de Frigoríficos e Graxarias (Reciclagem Animal), Biodiesel e Óleos e Gorduras Vegetais (destinados tanto à nutrição humana quanto à produção de biocombustíveis).   Conhecimento técnico e inovação   Paralelamente à feira, a programação técnica reuniu congressos e fóruns promovidos por entidades representativas de cada segmento. O CBNA (Colégio Brasileiro de Nutrição Animal) abriu espaço para que pesquisadores, acadêmicos e profissionais da indústria apresentassem trabalhos científicos e promoveu três importantes eventos: a 36ª Reunião Anual CBNA – Aves, Suínos e Bovinos –, que debateu tendências, tecnologias e inovações na nutrição animal com especialistas da academia, da agroindústria e de empresas do setor.
  O IX Workshop sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos, realizado em parceria com a Sociedade Brasileira de Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos (SBNutriPet), que abordou desafios da nutrologia felina, estratégias nutricionais e melhores práticas clínicas e o XXV Congresso CBNA PET que discutiu temas ligados à alimentação de felinos, como formulação de dietas, processamento de ração, aditivos e ingredientes potencialmente tóxicos, além de perspectivas de mercado.
  As transformações da cadeia produtiva brasileira também estiveram em pauta no 11º Diálogo Técnico do Setor de Reciclagem Animal, promovido pela ABRA (Associação Brasileira de Reciclagem Animal). Foram debatidos temas, como: futuro do setor e novas oportunidades, inovações no uso das farinhas de origem animal, descarbonização das indústrias, entre outros.  
  Por mais um ano, os biocombustíveis ganharam evidência e a UBRABIO (União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene) realizou o III Fórum Biodiesel e Bioquerosene (SAF): Tecnologia e Inovação, reunindo representantes da indústria, governo e academia para discutir avanços tecnológicos, mercado internacional de biocombustíveis, rastreabilidade e substituição de combustíveis fósseis.
  Outro parceiro da Fenagra, a SBOG (Sociedade Brasileira de Óleos e Gorduras) foi responsável pelo Seminário de Processamento de Óleos e Gorduras, trazendo debates sobre sustentabilidade, inovação industrial, segurança química e novas tecnologias aplicadas ao processamento de óleos e gorduras, com participação de especialistas do Brasil e da América Latina.
  Desde 2025, a organização da Fenagra passou a ser conduzida por meio da parceria IEG Brasil e Editora Stilo, iniciativa que fortalece a estrutura do evento, amplia sua capacidade operacional e impulsiona sua projeção internacional.  Fonte: Fenagra 2026 Informações para a Imprensa – Fenagra 2026
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14/05/2026

Consumidor mais ativo redefine o padrão de consumo no mercado pet  

O comportamento do responsável de pet brasileiro está em transformação e esse movimento já impacta a forma como a saúde animal é conduzida no país. Mais informado e participativo, esse consumidor passou a influenciar decisões que antes ficavam concentradas quase exclusivamente no médico-veterinário.
  Parte dessa mudança se explica pelo acesso ampliado à informação. Dados do Radar Pet, estudo que analisa o comportamento dos responsáveis no Brasil, mostram que 55% recorrem à internet, a outros consumidores ou à própria experiência antes de decidir sobre produtos e tratamentos. O médico-veterinário segue como principal referência técnica, mas já não ocupa esse espaço sozinho.
Na prática, isso se reflete em um consumidor que compara mais, questiona mais e busca entender melhor cada escolha. A decisão deixa de ser automática e passa a exigir confiança, clareza e segurança, especialmente em temas relacionados à saúde e ao bem-estar dos animais.
  O próprio perfil dos consumidores ajuda a entender esse cenário. O Radar Pet aponta que 32% já se enquadram como 'pet lovers emocionais', com alto nível de envolvimento e preocupação com o bem-estar dos animais. 
  Outros 23% são classificados como 'pet lovers racionais', que combinam vínculo com decisões mais estruturadas e baseadas em informação. Em comum, esses grupos indicam um comportamento mais atento e criterioso, com maior disposição para investir em prevenção e qualidade de vida.
  Esse avanço no nível de informação também reorganiza a dinâmica dentro das clínicas. Na prática, o atendimento se torna mais dialogado, com responsáveis que chegam à consulta com dúvidas, referências e maior disposição para participar das decisões. 
  Isso exige mais clareza na comunicação e reforça o papel do médico-veterinário na orientação e no alinhamento das escolhas, especialmente diante de um volume crescente de informações disponíveis fora do ambiente técnico.
  Esse movimento acontece dentro de um mercado já consolidado. Dados do RadarVet, levantamento conduzido pela Comissão de Animais de Companhia (Comac), do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), mostram a forte presença dos pets nos lares brasileiros e sua influência direta nas decisões de consumo. 
  Esse contexto ajuda a explicar o crescimento de categorias ligadas à prevenção, nutrição e cuidados contínuos.
  Ao mesmo tempo em que esse cenário abre espaço para uma relação mais próxima e consciente com a saúde animal, ele também traz novos desafios. O aumento dos canais digitais ampliou o acesso à informação e aos produtos, mas também expôs o responsável a conteúdos imprecisos e a ofertas sem procedência clara, o que pode comprometer a segurança dos tratamentos.
  Esse é um ponto de atenção para toda a cadeia. Em um ambiente com múltiplas fontes de influência, orientar o consumidor e garantir acesso a informações confiáveis se torna tão importante quanto oferecer soluções eficazes. 
  Mais do que vender produtos, o setor passa a ter um papel ativo na construção de confiança.
  O que se observa hoje não é apenas uma mudança de comportamento, mas uma transformação na forma como o cuidado é construído. O responsável quer participar, entender e decidir, e isso redefine a relação com os profissionais, com as marcas e com o próprio mercado.
  No fim, mais do que acompanhar esse novo consumidor, o desafio está em construir com ele uma relação baseada em confiança, informação de qualidade e responsabilidade compartilhada. É essa combinação que tende a sustentar o crescimento do setor nos próximos anos. Fonte: Cães e Gatos

Informações de mercado  Feiras Globais: Conectando e Inovando a Indústria de Alimentos para Animais de Estimação em 2026
 

5+ MIN

 Feiras Globais: Conectando e Inovando a Indústria de Alimentos para Animais de Estimação em 2026  

2026 promete ser um ano incrível para a AFB, com a participação em 6 feiras globais, conectando-nos com profissionais da indústria de alimentos para animais de estimação e demonstrando nosso compromisso com a inovação. De Kansas City a Nuremberg, da América Latina à Tailândia, nossas equipes oferecerão oportunidades únicas de aprendizado, networking e para impulsionar o setor.   Fórum de Alimentos para Animais de Estimação: Destaque para a Inovação
Nossa sessão de feiras comerciais de 2026 começa em Fórum de Alimentos para Animais de Estimação em Kansas City, Missouri, EUA, 27 a 29 de abril.Como participantes assíduos, sabemos o quão valioso este evento é para despertar o interesse em palatabilizantes para alimentos para animais de estimação e para fortalecer os relacionamentos dentro do setor. Booth #1301 É aqui que você nos encontrará, prontos para compartilhar ideias e conectar-se com colegas. Ana Rita Monforte, Ph.D., Gerente de Sabor e Ciências de Dados, subirá ao palco para apresentar sobre 'Utilizando IA para prever a palatabilidade de alimentos para animais de estimação.— Uma sessão imperdível! Assista à palestra dela. Terça-feira, às 3h10, na sala 2504.E não deixe de passar pelo nosso estande para continuar a conversa com nossa equipe de P&D.   Interzoo: Tendências Globais e Insights Sensoriais
Em seguida, vamos para Interzoo em Nuremberg, Alemanha, de 12 a 15 de maio. Visite-nos em Sala 6-321 para envolver Atividades no estande e apresentações exclusivas, Incluindo o nosso 'Cheire e Aprenda' diariamente sessões e palestras sobre Tendências do mercado global de alimentos para animais de estimaçãoNão perca o 'Percepções sensoriais cuidadosamente elaboradas e fidelização de clientes' Apresentação no Palco de Novas Ideias no Pavilhão 3. Essas sessões são projetadas para estimular discussões, promover o aprendizado e destacar as mais recentes novidades em conhecimento especializado. Nossa equipe global está ansiosa para conhecê-lo(a) e compartilhar novas perspectivas!   A AFB estará presente em mais quatro eventos importantes
Embora o Petfood Forum e a Interzoo sejam os eventos principais do nosso calendário, a presença da AFB se estende a mais quatro feiras internacionais este ano. Em cada uma delas, destacamos nossas pesquisas, inovações de produtos e liderança de mercado por meio de apresentações personalizadas e experiências interativas no estande.
  12 a 14 de maio é Fenagra Distrito Anhembi, São Paulo, Brasil. Vai participar? Não se esqueça de passar no nosso estande! suporte C11 Conheça a equipe da AFB Brasil! Saiba mais sobre os palatabilizantes disponíveis na região, como os de origem não animal ou não transgênicos, para soluções personalizadas que os clientes precisam, além de novos produtos líquidos e em pó com melhor desempenho que acabaram de ser desenvolvidos. Entre em contato com seu representante de vendas ou com o escritório da AFB Brasil. brasil@afbinternational.com para agendar uma reunião.
  'Participar de eventos do setor como o Fenagra é essencial para se manter atualizado sobre as tendências em constante evolução da nutrição animal e conectar-se com parceiros que estão impulsionando a inovação em palatabilidade. Na AFB International, ajudamos marcas de alimentos para animais de estimação a aprimorar o sabor e o aroma para aumentar a aceitação, garantindo que os animais não apenas comam, mas amem sua comida. Convidamos você a nos visitar no Fenagra para descobrir como nossas soluções palatáveis ​​podem elevar seus produtos e diferenciar sua marca em um mercado competitivo. Esperamos vê-lo lá.' Guilherme Marra, Gerente de Vendas, AFB América Latina.
  Foro Mascotas acontece de 15 a 17 de julho em Guadalajara, México. A data foi alterada de junho para julho, então certifique-se de atualizar seus planos para participar! Estaremos lá! estande C2Estamos prontos para responder às suas perguntas sobre palatabilidade de alimentos para animais de estimação e mostrar por si mesmo como a AFB faz com que a ração para animais de estimação tenha um sabor incrível no México! Entre em contato. Jeanette Cano, Gerente de Vendas, para entrar em contato antes do show.
  The 4th edição do Congresso da Indústria de Alimentos para Animais de Estimação da América Latina (CIPAL) será realizada em Buenos Aires, Argentina, de 23 a 24 de setembro. Em 2024, tivemos o prazer de participar desta feira de fabricação de alimentos para animais de estimação e a consideramos um ótimo evento para networking e para apresentar a Argentina à equipe local da AFB. Visite-nos em suporte P1.
  Os nossos Equipe da AFB Tailândia está trabalhando arduamente no planejamento para PetFair Sudeste Asiático em Bangkok, Tailândia, de 28 a 30 de outubro. Estamos ansiosos para conhecer, conectar e interagir com nossos clientes e profissionais do setor que compartilham nossa paixão pela excelência em alimentos para animais de estimação. Não espere até outubro para saber mais sobre palatabilizantes para alimentos para animais de estimação – entre em contato. Ratchada Saebey, Gerente Comercial Na Base Aérea da Tailândia hoje!   Por que esses programas são importantes
Participar desses eventos globais é mais do que simplesmente comparecer – trata-se de construir relacionamentos, descobrir novas ideias e liderar a discussão sobre a palatabilidade de alimentos para animais de estimação. Feiras de negócios são onde a inovação encontra a colaboração, e A.F.B. Temos orgulho de estar na vanguarda. Nossos especialistas estão prontos para responder às suas perguntas, explorar tendências e ajudá-lo a descobrir novas oportunidades para o seu negócio por meio de nossas soluções personalizadas. Fonte: AFB International

Informações de mercado DANSA reforça sua proposta integral em aditivos e gestão de processos na Fenagra 2026

3+ MIN

DANSA reforça sua proposta integral em aditivos e gestão de processos na Fenagra 2026

Mais uma vez, a DANSA participará do evento acompanhando a evolução do mercado pet food em nível regional, alinhada com sua estratégia corporativa de consolidar sua presença nos principais espaços da indústria.
  Durante esta edição, a empresa apresentará sua linha de aditivos, destacando-se não apenas pela qualidade de seus produtos, mas também por sua abordagem diferenciada: uma solução integral que combina matérias-primas, suporte técnico e gestão de processos. Por meio de seus equipamentos e sistemas, a DANSA permite que seus clientes tenham acesso a informações em tempo real integradas aos seus sistemas de gestão, garantindo uma incorporação eficiente, homogênea e rastreável dos aditivos em cada processo produtivo.
  Essa proposta ganha ainda mais relevância em um contexto em que a eficiência operacional e a rastreabilidade se tornam fatores-chave para competir no mercado pet food. A capacidade de garantir processos controlados e mensuráveis se posiciona como um diferencial para produtores que buscam manter padrões cada vez mais exigentes.   Uma estratégia regional junto à EUROTEC   Como parte do holding Eurotec Group, a DANSA participará da Fenagra compartilhando espaço com a EUROTEC para o mercado brasileiro, reforçando uma estratégia conjunta de expansão na América do Sul. Dentro desse contexto, a empresa desempenha um papel fundamental graças ao seu forte posicionamento no mercado argentino e à sua experiência na indústria feed.
  A complementaridade entre ambas as empresas permite oferecer ao mercado soluções respaldadas por certificações internacionais, combinadas com suporte científico e sistemas de gestão que acompanham as necessidades dos clientes em toda a região. Essa integração fortalece a capacidade do grupo de responder aos desafios de uma indústria em constante evolução.   Qualidade certificada e auditorias que elevam o padrão   Outro eixo relevante para a DANSA neste contexto é o processo de auditorias vinculado a antioxidantes, no âmbito de sua relação com a Royal Canin. Após obter a aprovação global de seus aditivos, essas auditorias periódicas consolidam-se como uma ferramenta essencial para validar a qualidade dos processos e da tecnologia aplicada na produção.
  Para a empresa, esses processos não apenas reforçam seu posicionamento, mas também contribuem para fortalecer uma cultura organizacional voltada à melhoria contínua. Além disso, representam uma garantia para os clientes, que podem verificar a eficácia e a rastreabilidade dos produtos utilizados.
  Nesse sentido, a DANSA reafirma seu compromisso em acompanhar as crescentes exigências do mercado, não apenas por meio da qualidade de seus aditivos, mas também por meio de seus serviços, logística e sistemas de gestão, que permitem sustentar padrões de excelência ao longo do tempo.
  Descubra mais sobre suas soluções em https://www.dansa.com.ar/la-empresa.html
  Por Dansa
Fonte: All Pet Food


Os nossos editores

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Tendências

Nutrição

29/05/2026

Mercado de alimentação natural para pets deve mais que dobrar até 2033  

O mercado global de alimentação natural para pets vive um processo acelerado de expansão e consolidação. Impulsionado pela crescente humanização dos animais de estimação e pela busca dos tutores por produtos alinhados às tendências da alimentação humana, o segmento deve saltar de US$ 12,5 bilhões (R$ 61,7 bilhões) em 2024 para US$ 28,7 bilhões (R$ 141,7 bilhões) até 2033, com crescimento anual composto de 9,6%, segundo levantamento da consultoria Marketintelo.
  O estudo aponta que a alimentação natural deixou de ocupar apenas um nicho premiumpara se tornar um segmento estruturalmente relevante dentro da indústria pet. A pesquisa destaca que mais de 60% dos moradores de áreas urbanas já consideram os pets como membros da família, movimento que vem aproximando o comportamento de compra dos tutores das escolhas feitas para a própria alimentação. Conceitos como 'clean label', ingredientes orgânicos e nutrição funcional passaram a ser vistos como diferenciais importantes no setor.
  'Além do aspecto nutricional, o mercado também passa por uma mudança estratégica importante. Os alimentos naturais estão sendo posicionados cada vez mais como ferramentas preventivas de saúde e bem-estar animal, deixando de ser tratados apenas como commodities dentro do varejo pet', relata Ashish Kolte, executivo de marketing da consultoria.
  Apesar do avanço acelerado, o estudo mostra que ainda existe uma distância significativa entre o interesse declarado pelos consumidores e o consumo efetivo desses produtos. Embora mais de 70% dos tutores afirmem preferir alimentos naturais para os pets, a adoção permanece próxima de 40% em escala global.
  Entre os principais obstáculos estão o preço elevado e a dificuldade de fidelização. Segundo o levantamento, os alimentos naturais podem custar entre 30% e 80% mais do que as opções convencionais, fator que limita o consumo recorrente em diferentes mercados. Além disso, aproximadamente um terço dos consumidores volta a utilizar produtos tradicionais poucos meses após testar a alimentação natural.   Outro ponto destacado pela consultoria é a ausência de uma padronização global para o termo 'natural', o que gera confusão entre os consumidores e compromete a confiança no segmento. Para os analistas, muitas vezes o discurso de marketing cresce mais rapidamente do que a diferenciação real dos produtos disponíveis no mercado.   Jovens lideram interesse, mas preço ainda pesa
A pesquisa aponta que millennials e integrantes da geração Z lideram o interesse por produtos premium e de rótulo limpo. Cerca de 65% a 70% dos jovens tutores afirmam estar dispostos a pagar mais por esse tipo de alimentação, mas apenas 35% a 40% mantêm ciclos contínuos de recompra.
  O comportamento revela uma tensão entre aspiração e capacidade financeira, especialmente em mercados emergentes. Mesmo em economias desenvolvidas, muitos consumidores alternam entre alimentos naturais e convencionais conforme o orçamento disponível. O estudo também identifica desafios ligados à adaptação dos animais às novas dietas, já que entre 20% e 25% dos tutores relatam dificuldades na transição alimentar.   E-commerce e sustentabilidade impulsionam expansão
Entre os fatores estruturais que sustentam o crescimento do segmento estão a expansão do comércio eletrônico, a maior preocupação dos tutores com saúde preventiva e o avanço da pauta sustentável no consumo pet.
  O levantamento destaca que o e-commerce de produtos premium cresce acima de 20% e vem ampliando o acesso dos consumidores à alimentação natural. Paralelamente, critérios ligados à sustentabilidade, rastreabilidade e origem ética dos ingredientes passaram a influenciar diretamente a escolha das marcas, sobretudo em mercados mais maduros.
  Segundo a Marketintelo, o consumo da categoria ainda acontece de forma gradual. Muitos tutores começam utilizando os produtos naturais como complemento alimentar ou solução específica para determinadas condições de saúde dos pets, migrando apenas posteriormente para o uso contínuo.   Mercado aposta em nutrição funcional e personalização
O relatório também mostra uma mudança importante no perfil das inovações do setor. Se anteriormente o diferencial estava concentrado em claims como 'orgânico' ou 'grain free', agora o foco passa a ser a nutrição funcional, com produtos direcionados para saúde digestiva, imunidade e dietas específicas.
  Com o aumento da concorrência e a popularização de promessas semelhantes entre diferentes marcas, confiança, transparência e consistência operacional passaram a ser elementos centrais para diferenciação competitiva.
  O estudo ainda aponta que o futuro do mercado deve ser marcado por maior personalização, uso de dados de consumo e modelos baseados em assinaturas. Segundo a consultoria, o crescimento da próxima década dependerá menos da expansão do número de consumidores e mais da capacidade das empresas em reter clientes de maneira sustentável e financeiramente viável.
  Entre as principais empresas citadas no levantamento estão Mars Petcare, Nestlé Purina PetCare, Hill's Pet Nutrition, Freshpet e Wellness Pet Company. Fonte: Panorama Pet&Vet

Nutrição

12/05/2026

Ingredientes premium impulsionam avanço da nutrição pet  

Em plena expansão, o mercado pet food na América Latina pode gerar um volume de cerca de US$40 bilhões, de acordo com um estudo da Triplethree International. 
  Acompanhando esse crescimento, o Brasil tem se destacado por sua forte capacidade produtiva. Contando com empresas que operam em larga escala, o país se consolida como um dos principais polos globais de produção de alimentos para pets do mundo. É dentro deste mercado que os ingredientes premium ganham um espaço de destaque. 
'Contendo nutrientes melhores, eles geram alta digestibilidade, têm maior densidade nutricional e controle de qualidade mais rigoroso', explica Marjorrie Augusto de Souza, médica-veterinária e professora de nutrição animal do Arnaldo Centro Universitário, de Belo Horizonte. 
  Escolhidos por cuidadores que buscam mais longevidade e saúde para seus pets, as dietas premium utilizam, principalmente, proteínas de origem animal, como carne de frango, boi e porco, além de cordeiro, peixe, ovos, farinhas de vísceras e de carne e ossos. 
  Em alguns casos, os alimentos seletos incluem proteínas vegetais, como farelos de glúten, de milho e de trigo, e proteínas alternativas, que vêm da ervilha, da lentilha e dos insetos. 
  'Essas proteínas possuem alto valor biológico, são mais fáceis de digerir e melhor aproveitadas pelo organismo. Isso ajuda a manter a massa muscular, eleva a condição corporal e reduz o volume de alimento ingerido e do odor das fezes', diz Marjorrie. 
  'Temos também outros ótimos ingredientes premium, como prebióticos frutooligossacarídeos e mananoligossacarídeos, fibras e antioxidantes naturais, que ajudam no equilíbrio intestinal, promovem a modulação da microbiota, reduzem o estresse oxidativo e fortalecem a imunidade e a saúde da pele e da pelagem', completa.
Ascensão do segmento premium
Com o crescimento deste mercado, a preocupação com uma maior seleção de ingredientes tem sido bastante observada nas indústrias de pet food. 
  'É comum agora que os ingredientes usados dentro da nutrição premium usem menos corantes artificiais e conservantes artificiais, sejam funcionais e nutracêuticos', conta a médica-veterinária. 
  Todo esse investimento tem sido justificado por estudos que comprovam que os animais alimentados com dietas de qualidade elevada podem apresentar melhor digestão, fezes de melhor qualidade, além do progresso da microbiota intestinal, da pele, da pelagem e da condição corporal. 
  Apesar das comprovações, ainda existem mitos quando falamos de ingredientes premium. 
  'É comum achar que subprodutos são sempre ruins quando muitos têm bom valor nutricional. As vísceras, por exemplo, são altamente nutritivas, ricas em vitaminas e minerais. Também existe a ideia de que proteína vegetal é inferior, o que nem sempre é verdade. Se for associada a proteína animal, é possível manter o perfil de aminoácidos necessário à síntese proteica do animal', explica a docente.     A importância da prescrição adequada
Enquanto a indústria tem buscado mais transparência nos rótulos, preocupação com sustentabilidade e produtos específicos às demandas dos animais, o médico-veterinário surge com um papel importante: ajudar o responsável a escolher a melhor alimentação, interpretando os rótulos com base em critérios técnicos e não apenas em marketing. 
  'Indicar dieta conforme espécie, idade e condição clínica do animal, e educar os cuidadores também faz parte do papel do profissional da veterinária', conclui Marjorrie.    FAQ sobre ingredientes premium 
Quais são os principais benefícios de dietas com maior qualidade?
Esses alimentos ajudam a melhorar a digestão e a microbiota intestinal, e ainda favorecem a saúde da pele, da pelagem e a manutenção da massa muscular. 
  O que caracteriza um ingrediente premium na alimentação de cães e gatos?
É aquele com maior qualidade nutricional, alta digestibilidade e controle rigoroso de qualidade. 
  Proteínas vegetais e subprodutos são sempre inferiores nas dietas premium?
Não. Subprodutos, como vísceras, podem ser altamente nutritivos, ricos em vitaminas e minerais. Já as proteínas vegetais, quando associadas às de origem animal, podem garantir o perfil adequado de aminoácidos necessário para o organismo do animal. Fonte:  Cães & Gatos

Nutrição

08/05/2026

Alimentação inadequada ainda atinge 70% dos filhotes de cães e gatos no Brasil  

Todos os anos, cerca de 15 milhões de pets nascem no Brasil, segundo estimativas de mercado. 
  Apesar desse número expressivo, ainda é comum que filhotes recebam alimentação destinada a animais adultos, prática que pode comprometer o crescimento e o bem-estar.
Esse período inicial é considerado determinante para o desenvolvimento do organismo, já que envolve mudanças intensas e demandas nutricionais específicas. 
  Por isso, o manejo alimentar adequado desde os primeiros meses é essencial para garantir uma evolução equilibrada.
  Nesse cenário, empresas especializadas em nutrição, como a ROYAL CANIN®, reforçam a importância de uma alimentação formulada especificamente para cada fase da vida, considerando porte, idade e necessidades individuais dos animais.
  Além disso, problemas relacionados à nutrição podem gerar impactos duradouros. A obesidade, por exemplo, já afeta mais de 50% dos cães e gatos no mundo. 
  Estudos indicam que cães com sobrepeso podem viver, em média, até 2,5 anos a menos, enquanto gatos podem ter redução de cerca de 1,9 anos na expectativa de vida.   Nutrição adequada deve considerar as necessidades dos filhotes
Durante a fase de crescimento, cães e gatos apresentam exigências nutricionais diferentes dos animais adultos. 
  O sistema digestivo ainda está em desenvolvimento, e a capacidade gástrica é reduzida, o que exige refeições menores e mais frequentes ao longo do dia.
  Outro fator importante é a dentição. A presença de dentes de leite pode dificultar a mastigação, tornando fundamental a escolha de alimentos apropriados para essa fase.
  Nutrientes específicos, como o DHA (ômega-3) e proteínas de alta qualidade, desempenham papel importante no desenvolvimento cognitivo e cerebral dos filhotes.   Combinação de alimentos pode favorecer adaptação alimentar
A prática de combinar alimentos secos e úmidos, conhecida como alimentação mista, pode contribuir para uma melhor adaptação alimentar dos filhotes. 
  Essa estratégia ajuda a estimular diferentes experiências sensoriais e pode reduzir a recusa alimentar no futuro.
  Os alimentos úmidos, disponíveis em diferentes texturas como patê, mousse, pedaços ao molho ou em gelatina, também favorecem a ingestão de água, especialmente durante o período de desmame.   Fase inicial exige atenção à imunidade e ao acompanhamento profissional
Entre a 4ª e a 12ª semana de vida, os filhotes passam por um período de maior vulnerabilidade imunológica, quando a proteção recebida da mãe diminui e o sistema de defesa ainda está em formação.
  Nesse momento, uma nutrição equilibrada pode contribuir para apoiar as defesas naturais do organismo, especialmente com a presença de nutrientes antioxidantes, como as vitaminas E e C.
  O acompanhamento veterinário também é indispensável para monitorar o crescimento, orientar a alimentação e garantir que o calendário vacinal e de vermifugação esteja em dia.   Ambiente e rotina influenciam diretamente o bem-estar
Além da alimentação, o ambiente e a rotina exercem papel importante no desenvolvimento físico e comportamental dos filhotes. 
  Estímulos positivos, brincadeiras e atividades contribuem para o equilíbrio emocional e ajudam a manter o peso saudável.
  Após a castração, por exemplo, a necessidade energética pode reduzir entre 20% e 30%, aumentando a predisposição ao ganho de peso. 
  Nesse cenário, alimentos com menor densidade calórica e maior teor de umidade podem ser aliados na manutenção da saúde.
  Promover um início de vida saudável é um dos principais fatores para garantir qualidade de vida a longo prazo. 
  A adoção de cuidados desde cedo, aliada a uma nutrição adequada, tem impacto direto no bem-estar de cães e gatos.   FAQ sobre alimentação inadequada para filhotes
Filhotes podem consumir ração de adultos?
Não é recomendado, pois filhotes têm necessidades nutricionais específicas que não são atendidas por alimentos destinados a animais adultos.   Quantas vezes por dia um filhote deve se alimentar?
Geralmente, refeições menores e mais frequentes são indicadas, mas a recomendação deve ser ajustada com orientação veterinária.   A alimentação influencia na imunidade do filhote?
Sim. Uma nutrição equilibrada contribui para o desenvolvimento do sistema imunológico, especialmente nos primeiros meses de vida. Fonte: Cães & Gatos

Nutrição

27/04/2026

Food toppers avançam com pets exigentes e mais seletivos  

Os food toppers, complementos alimentares usados para enriquecer a dieta de cães e gatos, vêm ganhando relevância global graças ao comportamento mais seletivo dos donos e dos pets. Levantamento da Loops aponta que 48% dos tutores em seis países já utilizam esses produtos, indicando consolidação gradual da categoria no mercado pet.
  A pesquisa, que envolveu 2.486 entrevistados nos Estados Unidos, Canadá, México, Brasil, Reino Unido e França, revela maior adesão entre donos de cães. Metade relata que insere os toppers na rotina nutricional de seus animais, sendo 14% de forma regular e 36%, ocasional. Entre tutores de gatos, o índice chega a 40%, com predominância de uso esporádico.
  Apesar da adesão ainda parcial, o potencial de crescimento é significativo. Segundo o levantamento, 87% dos tutores afirmam que comprariam toppers com benefícios à saúde, enquanto 78% demonstram interesse em produtos que melhorem o sabor da alimentação. A América Latina destaca-se pela maior abertura a essas soluções.   Paladar exigente impulsiona categoria
Os dados indicam que a seletividade alimentar é um dos principais motores da categoria. Entre os pets que recebem toppers, 48% são considerados exigentes, percentual superior ao observado na média geral. O comportamento é mais evidente entre gatos, que tendem a preferir texturas cremosas e formatos como purês e sticks líquidos.
  Entre os formatos disponíveis, os toppers úmidos lideram a preferência, com destaque para molhos e gelatinas (42%) e caldos e sopas (41%). Na sequência aparecem versões em pó (27%), liofilizadas (25%) e em flocos (20%). Há diferenças regionais. Enquanto América Latina e Europa concentram maior uso de produtos cremosos, a América do Norte apresenta maior adesão a formatos úmidos.   Nutrição e bem-estar como drivers
Além da palatabilidade, os toppers têm sido utilizados como ferramenta nutricional. Metade dos tutores afirma que o principal objetivo é adicionar nutrientes à dieta dos pets. Outros 44% destacam o enriquecimento ambiental e o suporte ao bem-estar mental, enquanto 35% utilizam os produtos para diversificar a alimentação.
  Há ainda aplicações específicas, como estímulo ao apetite de animais seletivos (28%), apoio à saúde dental (25%) e suporte a condições clínicas (21%), evidenciando a multifuncionalidade da categoria dentro da rotina alimentar.   Falta de informação ainda limita expansão
Entre os tutores que não utilizam toppers, o principal entrave é o desconhecimento: 40% afirmam não conhecer o produto. Na América Latina, esse índice chega a 55%. Outros fatores incluem preferência por manter a dieta tradicional (31%) e percepção de custo elevado (20%).
  Segundo o estudo, a barreira de conhecimento supera questões financeiras, indicando que o avanço do segmento depende de maior disseminação de informações sobre benefícios, segurança e nutrição.
  Mesmo com esses desafios, a percepção geral sobre os toppers é positiva. O interesse cresce significativamente quando os produtos são associados a benefícios à saúde, sinalizando um caminho de expansão alinhado à humanização dos pets e à busca por soluções mais completas de nutrição e bem-estar. Fonte: Panorama Pet&Vet

Sustentabilidade Uso excessivo de IA pode comprometer sustentabilidade no setor pet food
 

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Uso excessivo de IA pode comprometer sustentabilidade no setor pet food  

O uso de inteligência artificial (IA) na indústria pet food tem crescido rapidamente, impulsionado pela busca por eficiência, inovação e vantagem competitiva. 
  No entanto, especialistas alertam que a adoção indiscriminada da tecnologia pode comprometer a credibilidade das estratégias de sustentabilidade — um tema cada vez mais relevante para responsáveis e empresas do setor.

Embora a IA ofereça benefícios importantes, como otimização de formulações e melhoria na cadeia produtiva, seu impacto ambiental e social ainda é pouco discutido de forma transparente.   Infraestrutura da IA traz impactos ambientais relevantes
Por trás das soluções digitais, existe uma infraestrutura robusta que demanda alto consumo de energia, água e espaço físico. 
  Data centers — essenciais para o funcionamento da IA — exigem grande quantidade de eletricidade, muitas vezes proveniente de fontes não renováveis, além de sistemas intensivos de resfriamento.
  Esse cenário pode gerar impactos como aumento das emissões de carbono, pressão sobre recursos hídricos e alterações no uso do solo. 
  Em algumas regiões, comunidades próximas a essas estruturas também enfrentam consequências indiretas, como competição por recursos naturais.
  Além disso, a cadeia produtiva da tecnologia envolve questões sociais, incluindo condições de trabalho na construção e manutenção de infraestrutura e na extração de minerais para equipamentos.   Benefícios existem, mas exigem uso estratégico
Apesar dos desafios, a inteligência artificial também pode contribuir para práticas mais sustentáveis quando aplicada de forma direcionada. Estudos apontam que a tecnologia pode melhorar o monitoramento ambiental, otimizar o uso de recursos e aumentar a eficiência produtiva.
  No setor pet food, isso se traduz em aplicações como:
  redução de desperdício de ingredientes por meio de formulações mais precisas; manutenção preditiva de equipamentos, evitando perdas e consumo excessivo de energia; otimização logística, com potencial de reduzir emissões no transporte.
  No entanto, esses benefícios dependem de um uso estratégico. Quando adotada apenas por tendência ou pressão de mercado, a IA pode não gerar ganhos reais suficientes para compensar seus impactos.   Pressão por inovação pode distorcer decisões
A rápida adoção da IA em diferentes setores criou um ambiente competitivo em que empresas sentem necessidade de implementar a tecnologia para não ficarem para trás. Esse movimento, muitas vezes guiado pelo chamado 'fear of missing out' (FOMO), pode levar a decisões pouco fundamentadas.
  Pesquisas indicam que a IA melhora desempenho em tarefas dentro de sua capacidade, aumentando velocidade e qualidade. Por outro lado, pode reduzir a precisão em atividades mais complexas, especialmente quando utilizada sem critério.
  No setor pet, esse cenário pode incentivar uma 'corrida pela inovação', em que a adoção da tecnologia também funciona como sinal de modernidade para consumidores e investidores — nem sempre acompanhada de benefícios concretos.   Sustentabilidade exige olhar para impactos invisíveis
Um dos principais desafios é que grande parte dos impactos ambientais da IA não aparece diretamente nas operações das empresas que utilizam a tecnologia. 
  Esses custos ficam concentrados em provedores de nuvem, produção de hardware e sistemas energéticos — o que dificulta sua mensuração nos relatórios corporativos.
  Esse fenômeno, conhecido como externalidade, pode levar a uma percepção distorcida dos benefícios da IA. Enquanto os ganhos operacionais são visíveis, os impactos ambientais e sociais ficam diluídos na cadeia.
  Para um setor que cada vez mais aposta na sustentabilidade como posicionamento, ignorar esses fatores pode representar um risco reputacional. 
  Responsáveis estão mais atentos ao ciclo completo dos produtos, incluindo aspectos que vão além da formulação e embalagem.   Caminho está no uso consciente da tecnologia
Especialistas apontam que o caminho não está em rejeitar a inteligência artificial, mas em adotá-la de forma criteriosa. 
  Priorizar aplicações que tragam ganhos mensuráveis — ambientais e operacionais — e evitar implementações motivadas apenas por tendência pode ser a chave para equilibrar inovação e responsabilidade.
  Além disso, reconhecer e incorporar os impactos indiretos da tecnologia nas estratégias de sustentabilidade tende a se tornar cada vez mais necessário para empresas que desejam manter credibilidade junto ao mercado.   FAQ sobre uso de IA no setor de pet food
A inteligência artificial pode ser sustentável no setor pet food?
Sim, desde que seja utilizada com objetivos claros, como reduzir desperdícios e otimizar processos produtivos.
  Quais são os principais impactos ambientais da IA?
Consumo elevado de energia, uso intensivo de água e impactos associados à infraestrutura de data centers.
  Por que o uso excessivo de IA pode ser um problema?
Quando adotada sem estratégia, a tecnologia pode gerar impactos ambientais que não são compensados por benefícios reais, além de comprometer a credibilidade das empresas. Fonte: Cães & Gatos

Nutrição Probióticos x prebióticos x simbióticos
 

5+ MIN

Probióticos x prebióticos x simbióticos  

Diarreias agudas, enteropatias crônicas e gastroenterites são condições comuns na clínica médica de pequenos animais. Por afetarem o sistema gastrointestinal, muitas vezes, requerem o uso de produtos que possam ajudar a recompor a microbiota intestinal. 
  Dentre eles, é recorrente a prescrição de probióticos, prebióticos ou simbióticos, mas ainda existem muitas dúvidas quanto a diferença entre essas três alternativas, que possuem finalidade parecida, mas não são iguais. 

Segundo a médica-veterinária especializada em Gastroenterologia, Cuidados Intensivos e Emergências, membro da Equipe FeroGastro e diretora da Associação Brasileira de Gastroenterologia Animal (ABRAGA), Larissa Nonato, estes produtos possuem variadas indicações. 
  'Eles são recomendados para manutenção do bem-estar do animal. Podem ser usados como terapias adjuvantes em quadros de diarreia (gastroenterite), mudanças alimentares (adaptação intestinal) e outros estímulos para a imunidade em qualquer doença crônica. Inclusive, há evidências recentes de probióticos com ação positiva no tratamento de doença oral, prurido, convulsões e outras alterações, a princípio, muito longe dos intestinos', relata. 
  Além disso, Larissa comenta que nos últimos anos os estudos da microbiota intestinal foram melhorando consideravelmente. Dessa forma, hoje é possível entender as particularidades da microbiota do cão e do gato, e também as diferenças entre filhotes e adultos. Com isso, os produtos indicados para auxiliar o seu bom funcionamento vêm sendo aprimorados.   As diferenças na prática  
Não é difícil de entender a função dos probióticos, prebióticos e simbióticos. A especialista esclarece que os probióticos contém bactérias consideradas desejadas para a microbiota intestinal, sendo esses microrganismos responsáveis por regular a imunidade e a qualidade da saúde dos intestinos.
  Os probióticos começaram a ser fornecidos aos animais no início dos anos 70 com o Lactobacillus acidophilus. Eles são mais comuns e eficientemente usados em ocasiões estressantes, como o período de desmame, durante mudanças na alimentação, em falhas na ingestão do colostro e após tratamentos com antibióticos, por exemplo. 
  'Já os prebióticos são elementos que nutrem e alimentam a microbiota. Ou seja, fornecem substrato para a microbiota presente nos intestinos. Geralmente, são compostos por ou açúcares de baixa caloria', cita.
  Basicamente, os prebióticos exercem um efeito osmótico no trato gastrointestinal, enquanto não são fermentados. Os mais utilizados em animais são os mananoligossacarídeos (MOS), os frutooligossacarídeos (FOS) e os galactooligossacarídeos (GOS). 
  Por outro lado, os simbióticos são produtos que contém probióticos e prebióticos na mesma formulação, sendo considerados mais completos.
  'Geralmente, o mesmo paciente pode receber tanto um prebiótico, quanto um probiótico ou um simbiótico. Qual alternativa escolher depende da demanda daquele animal e da praticidade para o manejo', afirma Nonato.  
  Inclusive, o uso de prebióticos em associação aos probióticos apresenta ações benéficas superiores aos antibióticos promotores de crescimento. Dentre os principais motivos para isso estão o fato de não serem metabolizados ou absorvidos durante a passagem pelo trato digestivo superior, servirem como substrato a uma ou mais bactérias intestinais benéficas e possuírem a capacidade de alterar a microbiota intestinal de maneira favorável.   Como prescrever
De acordo com a especialista, uma grande vantagem dessas soluções é que elas podem ser utilizadas desde o desmame de cães e gatos, pois após este período os animais passarão a ter uma microbiota intestinal mais definida.
  Com relação às contraindicações, até o momento não existem evidências científicas que não indiquem o seu uso. Porém, há maior confirmação de eficácia do papel terapêutico dos prebióticos em comparação aos probióticos.
  No que diz respeito às apresentações, como hoje existem opções em pó, pasta e comprimido, Larissa informa que não há indicações quanto a qual é a melhor. 
  'Os produtos mais tradicionais e estudados na saúde humana são aqueles em apresentações em pó ou em cápsulas. Contudo, na Medicina Veterinária a apresentação mais popular é a pasta oral, que facilita a administração em casa devido a maior palatabilidade', cita. 
  Outro ponto importante é que não há evidências apontando para o melhor horário ou a necessidade de jejum para que os probióticos, prebióticos e simbióticos tenham mais eficácia.
  'Os estudos são heterogêneos e os resultados são variados. Portanto, fica a critério do médico-veterinário a indicação de um horário para administrar o produto. Entretanto, acredita-se que o período noturno, especialmente após a refeição, seja o momento mais adequado para que os probióticos permaneçam mais tempo no trajeto da luz gastrointestinal (oro-fecal). Porém, tudo isso é apenas uma teoria', conclui. Fonte: Cães e Gatos

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Ingredientes

Palatabilizantes

12/06/2026

 Utilizando Inteligência Artificial para Prever a Palatabilidade de Alimentos para Animais de Estimação

POR QUE ISSO IMPORTA
A palatabilidade é um dos principais fatores de sucesso de um produto na área de alimentos para animais de estimação. No entanto, prevê-la continua sendo um desafio. O desenvolvimento ainda depende muito de testes iterativos em animais, que são demorados, dispendiosos e, muitas vezes, identificam falhas tardiamente no processo.
  Na AFB, estamos mudando essa abordagem usando inteligência artificial (IA) para prever os resultados de palatabilidade antes dos testes. Ao combinar dados históricos com conhecimento de formulação, ajudamos a transformar o desenvolvimento de um processo de tentativa e erro para um processo mais direcionado e eficiente.
  O DESAFIO
A palatabilidade resulta da interação de múltiplos fatores, incluindo ingredientes, níveis de inclusão, sistemas de gordura, processamento e variabilidade animal. Essas interações são complexas e não lineares, o que dificulta a previsão dos resultados.
  Devido a essa complexidade, as abordagens tradicionais têm dificuldade em explorar o espaço de formulações de forma eficiente e em fornecer soluções de alto desempenho de forma consistente.   UMA NOVA ABORDAGEM: DOS TESTES À PREVISÃO
Em vez de nos basearmos apenas em experimentos, integramos dados de diferentes ensaios e formulações para identificar padrões e prever resultados.
  Nossos modelos transformam dados de entrada, como composição da receita, níveis de ingredientes e condições de processamento, em orientações claras: quais soluções têm maior probabilidade de sucesso e quais apresentam maior risco.     DOS DADOS ÀS DECISÕES
Nossa abordagem converte conjuntos de dados complexos em insights práticos que orientam o desenvolvimento. Em vez de focarmos apenas no desempenho, também consideramos a confiabilidade de cada resultado.
  Ao combinar desempenho com confiança, geramos uma priorização clara do que testar em seguida. Isso permite que as equipes se concentrem nas formulações mais promissoras e evitem testes desnecessários.
    O QUE ISTO PERMITE

Essa abordagem preditiva nos permite:
  Identificar soluções de alto potencial mais cedo Reduzir a carga experimental Concentre-se nos ingredientes de maior impacto. Melhorar a consistência dos resultados
  Na prática, grandes espaços experimentais podem ser reduzidos a um conjunto menor de candidatos de alta confiança, acelerando o desenvolvimento e melhorando os resultados.   UMA MANEIRA MAIS INTELIGENTE DE DESENVOLVER PALATANTES
A inteligência artificial não substitui a experiência — ela a aprimora. O conhecimento científico continua sendo fundamental para a interpretação e validação, enquanto os modelos preditivos ajudam a orientar as decisões e a reduzir a incerteza.
  Ao combinar dados, ciência e IA, possibilitamos uma abordagem mais eficiente e confiável para o desenvolvimento da palatabilidade. Fonte: AFB International

Formulação

10/06/2026

Gleiditsia amorphoides como fonte de saponinas e compostos bioativos em alimentos para animais de estimação

Gleditsia amorphoides  
Nos últimos anos, novas fontes vegetais de saponinas têm sido investigadas para ampliar os benefícios funcionais desses compostos, com a Gleditsia amorphoides destacando-se como uma alternativa promissora. Essa espécie arbórea da família Fabaceae é nativa de regiões temperadas e subtropicais e é tradicionalmente utilizada para fins madeireiros e industriais. A Gleditsia amorphoides possui alta concentração de saponinas (aproximadamente 22% em Gleditsia, comparado a 7-15% em Yucca schidigera) e um perfil interessante de compostos bioativos, como galactomananas e polifenóis (Perduca et al., 2013; Lu et al., 2024). 

Embora os estudos ainda sejam limitados, evidências iniciais, principalmente de experimentos in vitro, sugerem que o extrato de Gleditsia pode modular a microbiota intestinal, favorecendo bactérias com atividade sacarolítica, reduzindo microrganismos associados à fermentação proteolítica e aumentando a produção de metabólitos com potencial antioxidante e anti-inflamatório (Francis et al., 2002; Sparg et al., 2004; Sittikijyothin et al., 2005). Para investigar esse potencial, foi realizado um estudo com cães adultos para avaliar os efeitos da suplementação alimentar com extratos de Gleditsia amorphoides e Yucca schidigera sobre a fermentação intestinal, metabólitos fecais e biomarcadores sistêmicos relacionados à inflamação e ao sistema antioxidante.     Gleditsia amorphoides.
Fonte: Wikimedia Commons   Estudo sobre Gleditsia amorphoides em cães 
Material e Métodos 
O estudo foi conduzido no Laboratório de Estudos de Nutrição Canina (LENUCAN) da Universidade Federal do Paraná (UFPR)/Brasil e foi aprovado pelo Comissão de Ética no Uso de Animais da instituição (protocolo nº 013/2024). Dezoito cães Beagle adultos saudáveis (10 machos e 8 fêmeas), com aproximadamente dois anos de idade e peso corporal médio de 12,2 ± 1,33 kg, foram distribuídos aleatoriamente em três grupos experimentais (seis cães por grupo): controle (dieta sem suplementos), dieta suplementada com 200 g/ton de extrato de Yucca schidigera e dieta suplementada com 200 g/ton de extrato de Gleditsia amorphoides (Sapcor®, Bioaromas do Brasil). As dietas diferiram apenas na inclusão ou exclusão dos aditivos. Os cães foram alimentados com as dietas experimentais duas vezes ao dia durante 20 dias. 

Ao final do período experimental, amostras fecais frescas foram coletadas para avaliar as características fecais e os metabólitos associados à fermentação intestinal. Amostras de sangue em jejum foram coletadas para avaliar as respostas fisiológicas sistêmicas aos tratamentos dietéticos. Os dados foram analisados por meio de análise de variância (ANOVA) para comparar os tratamentos, seguida pelo teste de Tukey quando diferenças significativas foram identificadas. Dados não paramétricos foram avaliados pelo teste de Kruskal-Wallis, considerando significância estatística em p < 0,05. 
Resultados
Não foram observadas reações adversas à alimentação, como vômito, diarreia ou recusa alimentar, durante o período experimental, indicando boa aceitação das dietas pelos cães. 
Metabólitos da Fermentação Intestinal 
A suplementação dietética com Gleditsia e Yucca influenciou diversos metabólitos associados à fermentação intestinal (Tabela 1). Cães alimentados com dietas contendo Yucca schidigera ou Gleditsia amorphoides apresentaram concentrações fecais de amônia menores em comparação ao grupo controle (P<0,05), sugerindo uma redução na fermentação proteolítica no intestino. No entanto, apenas os cães suplementados com Gleditsia apresentaram concentrações fecais mais elevadas de propionato e ácidos graxos de cadeia curta (AGCC) totais, bem como concentrações mais baixas de 4-metilvalerato, em comparação com o grupo Yucca (P<0,05). 

O propionato é um metabólito característico da fermentação sacarolítica e tem sido associado a potenciais efeitos anti-inflamatórios no sistema gastrointestinal, incluindo a inibição da proteína acessória CD14 do receptor Toll-like 4. Isso leva a uma menor ativação das vias inflamatórias mediadas por NF-κB e a uma consequente redução na produção de citocinas pró-inflamatórias (Hoyles et al., 2018). 
Tabela 1 – Médias (com base na matéria seca) das concentrações fecais de amônia, ácidos graxos de cadeia curta (AGCC) e ácidos graxos de cadeia ramificada (AGCR) em cães dos grupos Controle, Yucca e Gleditsia.
  Nota: EPM: Erro padrão da média; P: Probabilidade.
a,b Médias seguidas por letras diferentes diferem de acordo com o teste de Tukey (P<0,05).
  Além disso, as concentrações fecais de histamina e espermina foram menores no grupo Gleditsia em comparação com o grupo controle (P<0,05, Figura 1). Esses compostos são derivados da degradação microbiana de aminoácidos e estão associados à fermentação proteolítica, que pode ter efeitos nocivos na mucosa intestinal e na função hepática quando esses metabólitos estão presentes em altas concentrações (Brito et al., 2010; Souza et al., 2025).

  a,b Médias seguidas por letras diferentes diferem de acordo com o teste de Tukey (P<0,05).
Figura 1: Concentrações fecais (mg/kg de matéria seca) de aminas biogênicas em cães dos grupos Controle, Gleditsia e Yucca

Esses efeitos podem estar relacionados à composição do extrato de Gleditsia, que combina saponinas triterpenoides com compostos galactomananos de potencial atividade prebiótica (Lu et al., 2024). Essa associação pode favorecer uma mudança nos padrões fermentativos da microbiota intestinal, passando de vias predominantemente proteolíticas para vias mais sacarolíticas, como também sugerido por estudos in vitro utilizando microbiota fecal humana exposta a extratos de Gleditsia (Wang et al., 2023). 

Além disso, as saponinas podem contribuir para a redução de metabólitos proteolíticos por meio de diferentes mecanismos, incluindo a inibição da atividade da urease bacteriana, a ligação direta a compostos nitrogenados e a modulação da microbiota intestinal (Dos Reis et al., 2016; Zhang et al., 2023).  
Biomarcadores Sistêmicos 
Cães alimentados com dietas suplementadas com Gleditsia amorphoides ou Yucca schidigera apresentaram menor peroxidação lipídica (LPO) e maior atividade da catalase (CAT) em comparação ao grupo controle (P<0,05, Figura 2), indicando uma melhora no estado antioxidante. Além disso, os cães do grupo Gleditsia exibiram menor atividade da fosfatase alcalina em comparação ao grupo controle (Controle: 45,10 U/L e Gleditsia: 33,30 U/L, P<0,05). Esses efeitos sistêmicos podem estar parcialmente associados à redução da produção e absorção de metabólitos proteolíticos no intestino, que podem desencadear respostas inflamatórias e oxidativas (Souza et al., 2025).  Os efeitos antioxidantes adicionais também podem estar relacionados aos compostos polifenólicos presentes na Gleditsia, como os derivados da quercetina, que demonstraram ativar a via de resposta ao estresse oxidativo Nrf2 em culturas de hepatócitos caninos (Lu et al., 2024).
  a,b Médias seguidas por letras diferentes diferem de acordo com o teste de Tukey (P<0,05).            Figura 2: Peroxidação lipídica (LPO, mmol/mL) e catalase (CAT, mU/mL) em cães dos grupos Controle, Gleditsia e Yucca.
No geral, esses achados sugerem que a suplementação com Gleditsia amorphoides pode contribuir para a melhoria dos padrões de fermentação intestinal e do status antioxidante em cães, indicando potenciais benefícios funcionais para a nutrição canina.   Conclusão 
O estudo realizado na UFPR indica que a suplementação alimentar com Gleditsia amorphoides modula beneficamente os metabólitos da fermentação intestinal em cães. Essas alterações foram acompanhadas por melhorias nos marcadores antioxidantes sistêmicos, incluindo redução da peroxidação lipídica e aumento da atividade da catalase. Em conjunto, esses achados sugerem que aditivos botânicos contendo saponinas e compostos bioativos associados podem contribuir para a função intestinal e a saúde sistêmica em cães. Por Vanessa R. Olszewski, Danieli Z. Cypriano; Ananda P. Félix – BioAromas
Fonte: All Pet Food Magazine
Fonte
Brito, C., Félix, A., Jesus, R., França, M., Oliveira, S., Krabbe, E., & Maiorka, A. (2010). Digestibility and palatability of dog foods containing different moisture levels, and the inclusion of a mould inhibitor. Animal Feed Science and Technology, 159, 150–155. https://doi.org/10.1016/j.anifeedsci.2010.06.001 
Dos Reis, J. S., Zangerônimo, M. G., Ogoshi, R. C. S., França, J., Costa, A. C., Almeida, T. N., Dos Santos, J. P. F., Pires, C. P., Chizzotti, A. F., Leite, C. A. L., Saad, F. M. O. B. (2016). Inclusion of Yucca schidigera extract in diets with different protein levels for dogs. Animal Science Journal. 87: 1019–1027. https://doi.org/10.1111/asj.12535. 
Francis, G.; Kerem, Z.; Makkar, H. P. S.; Becker, K. The biological action of saponins in animal systems: a review. British Journal of Nutrition, Cambridge, v. 88, n. 6, p. 587–605, 2002. DOI: https://doi.org/10.1079/BJN2002725.
Hoyles, L., Snelling, T., Umlai, U. K., Nicholson, J. K., Carding, S. R., Glen, R. C., McArthur, S. (2018). Microbiome–host systems interactions: protective effects of propionate upon the blood–brain barrier. Microbiome. 6, 55. https://doi.org/10.1186/s40168-018-0439-y. 
Lu, G., Ren, T., Zhao, Z., Li, B., & Tan, S. (2024). Chemical component differences in the endosperm of Gleditsia species seeds revealed based on comparative metabolomics. Food Chemistry: X, 21, 101060. https://doi.org/10.1016/j.fochx.2023.101060. 
National Research Council (NRC). (2006). Nutrient requirements of dogs and cats. National Academies Press.
Perduca, M. J. et al. Gleditsia amorphoides galactomannans: physicochemical properties and industrial applications. In: RAMAWAT, K. G.; MÉRILLON, J. M. (eds.). Polysaccharides: bioactivity and biotechnology. Cham: Springer International Publishing, 2013.  DOI: 10.1007/978-3-319-03751-6_39-1.
Sittikijyothin, W.; Torres, D.; Gonçalves, M. P. Modelling the rheological behaviour of galactomannan aqueous solutions. Carbohydrate Polymers, Oxford, v. 59, n. 3, p. 339–350, 2005. DOI: https://doi.org/10.1016/j.carbpol.2004.10.005.
Sparg, S. G.; Light, M. E.; Staden, J. Biological activities and distribution of plant saponins. Journal of Ethnopharmacology, Amsterdam, v. 94, n. 2-3, p. 219–243, 2004. DOI: https://doi.org/10.1016/j.jep.2004.05.016.
Souza, R. B. M. S., Fernandes, E. L., Santos, L. N. A., Lima, L. S., Silva, H. L., Putarov, T. C., Oliveira, S. G., Felix, A. P. (2025). Effects of yeast beta-1,3/1,6-glucans on nutrient digestibility, intestinal functionality, and immune and antioxidant variables in growing dogs submitted to spay or neutering surgery. Plos One. 20(9): e0331843. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0331843. 
Wang, H., Lai, C., Tao, Y., Zhou, M., Tang, R., Yong, Q. (2023). Evaluation of the enzymatic production and prebiotic activity of galactomannan oligosaccharides derived from Gleditsia microphylla. Fermentation. 9(7), 632. https://doi.org/10.3390/fermentation9070632. 
Zhang, Y., Wang, L., Chen, X., Liu, Y., & Li, J. (2023). Quillaja saponaria extract modulates gut microbiota and reduces proteolytic bacteria in dogs: A dose-response study. Veterinary Microbiology, 276, 109634. https://doi.org/10.1016/j.vetmic.2023.109634. 

Origem Vegetal

09/06/2026

Das algas ao prato: astaxantina na saúde dos pets

Impulsionados pela crescente humanização dos pets, os tutores têm avaliado com mais atenção a forma como alimentam seus companheiros. Assim como buscam para si uma nutrição mais saudável e rótulos mais limpos — além de considerarem cada vez mais os impactos ambientais —, procuram refletir esses mesmos critérios na alimentação de seus animais. Esse movimento se traduz na valorização de alimentos mais frescos e na preferência por produtos naturais ou orgânicos.

De modo geral, o setor pet food continua a se expandir. O mercado europeu foi estimado em 55 bilhões de dólares até 2024 e está projetado para ultrapassar 78 bilhões de dólares até 2029 (com uma taxa composta anual de crescimento próxima de 7%).1 Junto com ingredientes tradicionais, como grãos ou carne, ingredientes funcionais inovadores estão ganhando destaque neste mercado em desenvolvimento. Muitos desses componentes podem ser incorporados tanto em alimentos quanto em nutracêuticos. Um exemplo são os carotenoides, conhecidos não apenas por suas cores amarelo, laranja ou vermelho, mas também por suas propriedades antioxidantes. Entre elas, a astaxantina se destaca por seu alto poder antioxidante, que é até 110 vezes maior que o da vitamina E.

Na natureza, a microalga Haematococcus pluvialis é a principal fonte de astaxantina. Embora esse ingrediente tenha uma longa história em suplementos humanos, seus benefícios foram inicialmente identificados no ambiente marinho, especialmente na sobrevivência e reprodução do salmão. A pesquisa em aquicultura foi a base dos negócios da empresa sueca AstaReal, pioneira na produção industrial de astaxantina natural e responsável pela marca mais estudada do mercado, apoiada por mais de 70 estudos clínicos em humanos e animais.
Pesquisa por espécie
"Queríamos entender o que isso significava para diferentes espécies, então começamos a usar o ingrediente em estudos com cães e gatos", explica Peter Ahlm, diretor de marketing e vendas da AstaReal. Pesquisas espécie específicas são fundamentais para desenvolver produtos seguros e eficazes, pois os efeitos podem variar entre animais e otimizar as doses dos ingredientes é fundamental.

Há um corpo crescente de evidências sobre os efeitos positivos da astaxantina natural na saúde dos pets, muitos semelhantes aos observados em humanos. Por exemplo, contribui para a mobilidade, resistência e recuperação muscular em cães, assim como para o sistema cardiovascular, função cognitiva, atenção e, no nível celular, para o funcionamento das mitocôndrias.2-5 Da mesma forma, a suplementação com astaxantina natural em cães e gatos pode fortalecer seus sistemas de defesa e melhorar tanto a resposta imune celular quanto a humanal.6,7 Também demonstrou potencial para melhorar problemas de visão relacionados à idade, como a opacidade ocular em cães.8

"Os efeitos na saúde podem parecer diversos, mas todos são explicados pela estrutura molecular única da astaxantina. Graças à sua configuração linear polar-nãopolar-polar, ela pode atravessar efetivamente membranas celulares e mitocondriais e neutralizar espécies reativas de oxigênio (ROS) tanto nas superfícies hidrofóbicas quanto hidrofílicas. Além de proteger melhor as células contra o estresse oxidativo, possui efeitos anti-inflamatórios que beneficiam múltiplos órgãos e sistemas", explica Behnaz Shakersain, diretora de assuntos científicos da AstaReal.
Opções Naturais de Astaxantina  
Como nem humanos nem animais podem produzir astaxantina naturalmente, eles só podem colher seus benefícios através da alimentação. Para atingir níveis efetivos, recomenda-se uma dose aproximada de 1 mg/10 kg de peso corporal em cães, o que equivale ao consumo diário de dois filés de salmão selvagem para um beagle ou três para um golden retriever. Nesse sentido, alimentos ou petiscos enriquecidos com astaxantina representam uma solução mais prática e sustentável.

Versões naturais derivadas de algas oferecem vantagens adicionais, como aumento do poder antioxidante. Além disso, as algas desempenham um papel essencial no ecossistema e são reconhecidas como um recurso renovável, que conecta com consumidores cada vez mais conscientes. Quando cultivadas em sistemas fechados, podem se proteger melhor contra contaminantes ambientais e obter uma biomassa rica em astaxantina com perfil de qualidade superior.

Desenvolver uma fórmula com ingredientes saudáveis é apenas o primeiro passo, segundo Peter Ahlm: "Os fabricantes também devem garantir que o produto mantenha sua estabilidade e valor nutricional durante toda a sua vida útil. Substâncias bioativas podem interagir com outros compostos em formulações complexas ou se degradar durante processos exigentes, como extrusão ou pelletização."
Para minimizar esses riscos, a AstaReal utiliza tecnologias de encapsulamento em sua  linha de nutrição animal NOVASTA®. Seu lançamento mais recente, NOVASTA® EB15, pode ser incorporado a alimentos ou suplementos para pets e contém farinha de algas (32%) encapsulada em óleo de canola, com uma concentração final de astaxantina de 1,5%. Graças à encapsulação, o ingrediente é melhor integrado em formulações exigentes, como pellets, blends ou mastigáveis, que geralmente são mais expostos ao ar em temperatura ambiente.
Os fabricantes estarão melhor posicionados se responderem às novas demandas dos consumidores e combinarem saúde com sustentabilidade. Nesse cenário, a astaxantina pode desempenhar um papel fundamental. Graças à sua ação antioxidante e multifuncional, ele contribui naturalmente para o bem-estar dos pets e, além disso, vem de uma fonte alinhada com o futuro da indústria.
Comida visionária
Um dos grandes desafios de hoje é a alimentação sustentável. Na busca por fontes de origem vegetal tanto para humanos quanto para animais, as algas estão ocupando o centro das atenções. São relativamente fáceis de cultivar, altamente nutritivas e consideradas mais sustentáveis do que várias culturas tradicionais. Entre seus compostos mais valiosos está a astaxantina. A AstaReal obtém esse carotenoide da microalga Haematococcus pluvialis, cultivada em sistemas fechados usando fotobiorreatores especialmente projetados. Além disso, a empresa implementa um sistema para reutilizar o calor residual gerado durante o processo de cultivo, que é usado para aquecer 2500 residências próximas, contribuindo assim para reduzir sua pegada de carbono. Por AstaReal
Fonte: All Pet Food Magazine
  Referências
1.    Mordor Intelligence. 'Europe Pet Food Market SIZE & SHARE ANALYSIS - GROWTH TRENDS & FORECASTS UP TO 2029.' https://www.mordorintelligence.com/industry-reports/pet-food-market-in-europe-industry. Accessed Feb. 23, 2024. 
2.    B.M. Zanghi, et al., 'Effects of Postexercise Feeding of a Supplemental Carbohydrate and Protein Bar with or without Astaxanthin from Haematococcus pluvialis to Exercise-Conditioned Dogs,' Am. J. Vet. Res. 76(4), 338–350 (2015). 
3.    T. Murai, et al., 'Effects of Astaxanthin Supplementation in Healthy and Obese Dogs,' Veterinary Medicine: Research and Reports 10, 29–35 (2019). 
4.    National Center for Biotechnology Information. 'PubChem Patent Summary for US-9820497-B2, Astaxanthin-containing pet foods.' https://pubchem.ncbi.nlm.nih.gov/patent/US-9820497-B2. Accessed Feb. 23, 2024. 
5.    J.S. Park, et al., 'Astaxanthin Modulates Age-Associated Mitochondrial Dysfunction in Healthy Dogs,' Journal of Animal Science 91(1), 268–275 (2013). 
6.    B.P. Chew, et al., 'Dietary Astaxanthin Enhances Immune Response in Dogs,' Veterinary Immunology and Immunopathology 140(3–4), 199–206 (2011). 
7.    J.S. Park, et al., 'Astaxanthin Stimulates Cell-Mediated and Humoral Immune Responses in Cats,' Veterinary Immunology and Immunopathology 144, 455–461 (2011). 
8.    W. Wang, et al., 'Antioxidant Supplementation Increases Retinal Responses and Decreases Refractive Error Changes in Dogs,' Journal of Nutritional Science 5, E18 (2016). 

Proteínas

02/06/2026

Potencial de Inovação na Formulação de Alimentos Úmidos para Pets com a Proteína de Fava

A demanda por alimentos úmidos para pets continua crescendo, impulsionada por tutores que buscam produtos premium, nutricionalmente equilibrados e altamente palatáveisi. Ao mesmo tempo, os consumidores estão cada vez mais exigindo escolhas plant-based que reflitam seus próprios valores em sustentabilidade. Em resposta, a BENEO realizou uma série de ensaios técnicos para estudar o potencial de seu concentrado de proteína de fava como ingrediente funcional de origem vegetal para formulações de alimentos úmidos para pets.
Explorando alternativas ao plasma animal
Manter a qualidade consistente é fundamental em alimentos úmidos premium e super premium. Esses produtos normalmente contêm uma base úmida de 50% e são padronizados em qualidade pela adição de plasma animal atomizado (ABP). Esse ingrediente oferece excelentes propriedades texturizantes e emulsionantes, mas pode ter um custo alto. Por causa de sua origem animal, é cada vez menos aceito pelos consumidores que buscam opções de ingredientes à base de plantas para seus pets.

Para enfrentar esses desafios, a BENEO iniciou uma série de testes técnicos em colaboração com a Passion4Food, fornecedora especializada na indústria de alimentos para pets. O objetivo era avaliar se o concentrado de proteína de fava poderia funcionar como uma alternativa viável e custo-efetiva ao ABP em formulações de dietas úmidas.
Testes técnicos confirmam forte desempenho funcional
Os primeiros ensaios analisaram o comportamento do concentrado de proteína de fava da BENEO em substituição parcial (50%) ou total (100%) do ABP em alimentos úmidos ricos em proteína (formato patê). Foi demonstrado que o ingrediente pode ser usado tanto para substituições parciais quanto totais, sem gerar mudanças significativas no peso ou na textura do produto final. Isso permite que os fabricantes mantenham a qualidade desejada e gerem economias consideráveis em comparação ao uso de plasma. Com base nesses resultados positivos, a BENEO avançou com testes adicionais usando uma receita piloto para expansão industrial.

Nesse segundo estágio, as mesmas proporções de reposição com proteína de fava foram avaliadas em comparação com uma formulação com substituição parcial de ABP (50%) por concentrado de proteína de ervilha.

Os dados mostraram que o concentrado de proteína de fava atua como um aglutinante altamente eficaz e econômico, não gerando mudanças significativas na altura, peso, dureza ou aderência do produto. Em contraste, o uso parcial da proteína da ervilha gerou uma redução significativa na dureza, indicando que a proteína da fava tem maior capacidade de ligação nesse tipo de aplicação, tornando-a uma solução fundamental para manter a textura desejada do produto final e, assim, reduzir a dependência de ingredientes de origem animal.  
Inovação apoiada  
Após esses resultados, a BENEO entrou com um pedido internacional de patente para o uso de concentrado de proteína de fava como alternativa ao plasma animal em alimentos úmidos para pets. A solicitação foi publicada em agosto de 2025, reforçando o compromisso da empresa com a inovação baseada em pesquisa e desenvolvimento de ingredientes funcionais para a indústria de alimentos para pets.
Vantagens nutricionais e de formulação
Além de seus benefícios técnicos e econômicos, o concentrado de proteína de fava da BENEO oferece alto valor nutricional. Com um teor proteico de 61g a cada 100 g na materia seca e digestibilidade ileal próxima a 90%, é uma fonte de proteína altamente digestível. Seu perfil de aminoácidos, rico em lisina, permite complementar proteínas de cereais, como proteína de arroz ou glúten de trigo, alcançando um perfil completo de aminoácidos essenciais.

Da mesma forma, o ingrediente oferece flexibilidade no posicionamento do produto. Está incluído no Catálogo de Matérias-Primas da União Europeiaii  e pode ser usado em formulações "grain free".
Desenvolver soluções sustentáveis e de origem local
A sustentabilidade tornou-se um fator-chave tanto para consumidores quanto para fabricantes. O concentrado de proteína de fava da BENEO possui atributos fortes nesse aspecto, ligados tanto ao cultivo da fava quanto aos processos locais de obtenção e produção na Alemanha. A produção local na moderna planta de processamento de leguminosas em Obrigheim possibilita reduzir distâncias de transporte, garantir o suprimento e diminuir o impacto ambiental em comparação com ingredientes mais intensivos em recursos.

Dra. Maygane Ronsmans, Gerente de Produto de Nutrição Animal na BENEO, comenta:

"Com dois em cada três tutores considerando proteínas de origem vegetal melhores para o meio ambienteiii, a demanda por ingredientes proteicos de origem vegetal, sustentáveis e locais cresceu significativamente. Como demonstram os testes técnicos, o concentrado de proteína de grão da BENEO oferece um cenário vantajoso para todos: os fabricantes podem reduzir os custos de formulação, garantir o fornecimento e atender às expectativas dos consumidores, sem comprometer a qualidade do produto final."
Impulsionando a próxima geração de inovação em alimentos úmidos
Os resultados dos ensaios confirmam que o concentrado de proteína de fava combina funcionalidade, qualidade nutricional e sustentabilidade. Ele atua efetivamente como aglutinante em rações úmidas, oferece alto nível de digestibilidade e representa uma alternativa viável ao plasma animal em aplicações onde consistência e textura são fatores críticos.

Para os fabricantes, isso oferece novas oportunidades de formulação que equilibram desempenho técnico, eficiência de custos e responsabilidade ambiental. À medida que o mercado continua a evoluir, ingredientes como o Concentrado de Proteína de Fava da BENEO podem responder à crescente demanda por produtos de origem vegetal, produzidos localmente e de alta qualidade.

Interessado em saber mais sobre os ingredientes da BENEO? Encontre mais detalhes aqui.
Por BENEO
Fonte: All Pet Food Magazine
Fontes
i Wet Pet Food Market Analysis - Size, Share, and Forecast Outlook 2025 to 2035, Future Market Insights Inc, 2024. 
ii Commission Regulation (EU) No 68/2013 of 16 January 2013 on the Catalogue of feed materials – Faba bean protein concentrate is listed under entry 3.7.5: 'Horse bean protein' 
iii BENEO Consumer Research On Pet Care 2025. FMCG Gurus conducted a quantitative online survey in 2025 with 2.500 pet owners in the US, Brazil, UK, Germany, and China (250 cat and 250 dog owners per country).

Outros microingredientes <strong>Colmax</strong>: colina natural para o bem-estar neural, metabólico e digestivo em pets

5+ MIN

Colmax: colina natural para o bem-estar neural, metabólico e digestivo em pets

Na nutrição de animais de estimação, o bem-estar começa muito antes da comida chegar ao prato. A qualidade dos ingredientes e o equilíbrio dos nutrientes são fatores-chave para manter a vitalidade e a saúde metabólica de cães e gatos.

Dentro desses nutrientes, a colina desempenha um papel fundamental: sua presença na dieta colabora com o funcionamento adequado do fígado, o transporte de lipídios e o desenvolvimento do sistema nervoso. Cães e gatos não a sintetizam em quantidades suficientes, então sua incorporação em alimentos balanceados é essencial.

Colmax é uma fonte natural de colina e inositol desenvolvida pela Adinnova, que ajuda a regular o fígado, lipídios e metabolismo energético. Sua formulação à base de plantas permite que esse nutriente essencial seja fornecido de forma estável e segura em diferentes formulações de rações.  
Por que a colina é fundamental na nutrição dos pets?
A colina está envolvida em processos fundamentais do corpo, especialmente no metabolismo do fígado, transporte de gordura e funcionamento do sistema nervoso. Quando a ingestão da dieta é insuficiente, podem surgir problemas hepáticos, redução de vitalidade ou fraqueza muscular.

Tradicionalmente, a fonte mais amplamente utilizada de colina na nutrição animal tem sido o cloreto de colina. No entanto, essa molécula apresenta algumas limitações tecnológicas. É um composto higroscópico e reativo que pode interagir com outros ingredientes da dieta e afetar a estabilidade de nutrientes sensíveis durante o processamento e armazenamento dos alimentos. Entre os efeitos mais comuns estão a oxidação de vitaminas, pigmentos e aminoácidos. Além disso, sua origem está associada a derivados petroquímicos.

Fontes naturais de colina representam uma alternativa que busca resolver essas limitações. A colina vegetal está associada a fosfolipídios como a fosfatidilcolina, que fazem parte da estrutura das membranas celulares e contribuem para sua estabilidade biológica.   A colina natural da Adinnova
Colmax é uma fonte natural de colina e inositol desenvolvida pela Adinnova para contribuir para o equilíbrio metabólico na nutrição animal. Sua formulação combina colina de origem vegetal com compostos funcionais que beneficiam a função celular.

Entre seus componentes estão fosfolipídios como fosfatidilcolina e fosfatidilinositol, além de adjuvantes como ácido butírico e extratos vegetais que promovem a saúde intestinal e hepática, bem como a absorção de nutrientes. Essa combinação permite otimizar o transporte e a utilização dos lipídios, contribuindo para o equilíbrio metabólico e a vitalidade dos pets por meio de sua nutrição.

Outra característica relevante é sua estabilidade tecnológica. O Colmax possui uma apresentação fluida, não é higroscópico e resiste aos tratamentos térmicos usuais no processamento de alimentações balanceadas, já que essas moléculas possuem capacidade de absorção ativada. Por sua vez, seu uso permite trabalhar com níveis menores de inclusão na fórmula em comparação com fontes sintéticas de colina, otimizando a formulação e a eficiência econômica da ração.   Impacto de Colmax no cuidado com pets
Colmax fornece colina, uma pseudovitamina que cães e gatos não sintetizam em quantidades suficientes. Sua presença na dieta permite fortalecer a integridade das membranas celulares e participar de processos neurometabólicos ligados à vitalidade e funcionamento do corpo.

Esse aditivo nutricional colabora com o desenvolvimento saudável do cérebro, coração, fígado, músculos e sistema nervoso, acompanhando o bem-estar geral dos animais por meio de sua dieta.
Por outro lado, sua formulação estável permite fácil incorporação em rações balanceadas. A dose recomendada no petcare é entre 150 e 500 g por tonelada de alimento, podendo substituir o cloreto de colina (60%) em uma proporção aproximada de 1 a 4, otimizando o uso do espaço na dieta.

Ao fortalecer a função celular, o Colmax ajuda a manter a vitalidade e o bem-estar de cães e gatos ao longo de toda a vida. Sua contribuição nutricional reforça a integridade das membranas celulares, favorece o desenvolvimento neural e acompanha a saúde integral dos pets.   Estudos sobre Colmax
Essa biosolução foi acompanhada por avaliações científicas voltadas para entender seu efeito no metabolismo animal. Durante 2024 e 2025, a Adinnova desenvolveu estudos em conjunto com o Instituto Nacional de Tecnologia Agrícola (INTA), nos quais diferentes parâmetros produtivos, metabólicos e fisiológicos foram analisados, incluindo desempenho, função hepática e análise de tecidos. Os resultados permitiram validar a contribuição do Colmax como aditivo nutricional que contribui para o bem-estar geral dos animais.
 
Estudos de expressão gênica também foram realizados usando tecnologias avançadas de sequenciamento, com o objetivo de observar como o corpo responde à sua incorporação na dieta. As análises mostraram que o Colmax modula diferentes vias metabólicas ligadas à utilização de nutrientes e à produção de energia celular.

Foi evidenciada uma menor ativação dos genes associados aos processos de proliferação celular, mecanismos que, quando desregulados, geralmente estão ligados a diferentes patologias, incluindo processos tumorais como o câncer. Em outras palavras, o Colmax promove um metabolismo ativo e equilibrado sem estimular mecanismos celulares associados à proliferação descontrolada. Por Adinnova
Fonte: All Pet Food Magazine

Sobre Adinnova
A Adinnova é uma empresa argentina com presença em mercados internacionais dedicada ao desenvolvimento de aditivos naturais para a nutrição animal. Cada biosolução integra ciência e inovação aplicadas ao bem-estar e à produtividade. 

Mais informações em nosso site: adinnova.com.ar

Formulação Estabilidade integral com ingredientes funcionais e valor real

6+ MIN

Estabilidade integral com ingredientes funcionais e valor real

3A BIOTECH e o valor real: não se compra, se protege
O valor de uma matéria-prima não é definido apenas pela sua ficha técnica, mas pela sua capacidade de se manter estável ao longo do tempo. O alimento para animais de companhia é um sistema vivo, exposto a alterações químicas, mudanças sensoriais e riscos microbiológicos durante o processamento, o armazenamento e o transporte—e, por fim, quando a embalagem é aberta em casa. Ao longo desse percurso, a estabilidade determina se a formulação cumpre o que promete.
  Como evitar a perda de valor real diante da oxidação
Gorduras e óleos, farinhas e proteínas são pilares da energia metabolizável, da palatabilidade e do aporte de nutrientes essenciais. Ao mesmo tempo, são os componentes mais vulneráveis à degradação. A oxidação lipídica gera radicais livres e peróxidos que degradam vitaminas e outros compostos lipossolúveis, alteram o aroma e reduzem a biodisponibilidade real do alimento. Estes processos começam assim que a matéria-prima é exposta ao ar e continuam ao longo de toda a vida útil.

As consequências são diretas: queda do aporte energético real, perda de palatabilidade, formação de compostos secundários indesejáveis e menor estabilidade aromática. Na prática, o perfil lipídico que o animal consome pode deixar de corresponder ao declarado. Por isso, a estabilidade oxidativa é um parâmetro central do valor real: se um ingrediente oxida facilmente, o seu valor nutricional e funcional diminui muito antes de chegar ao consumidor.

Além disso, a oxidação não é apenas um problema sensorial. Certos compostos resultantes do ranço podem contribuir para desequilíbrios digestivos. Em pet food—onde a tolerância e o microbioma importam—proteger contra a oxidação é também proteger a experiência nutricional.
  3A BIOTECH e a segurança microbiológica: o outro pilar do valor real
À perda oxidativa soma-se a instabilidade microbiológica. Matérias-primas de origem animal e determinados cereais podem favorecer a proliferação de fungos e bactérias se não forem devidamente controlados. O desafio agrava-se com a possível presença de micotoxinas termoestáveis, capazes de sobreviver ao processamento e comprometer a segurança do produto final.

Mesmo cargas microbianas moderadas podem acelerar degradações e reduzir a vida útil de forma pouco visível. Por isso, a qualidade microbiológica é um componente crítico do valor real: condiciona a inocuidade, a estabilidade e o desempenho da formulação, além de influenciar a consistência entre lotes.    Para além do preço - eficiência tecnológica e valor funcional
Num mercado que historicamente competiu pelo custo, cada vez mais fabricantes compreendem que a diferença não está apenas no preço de compra, mas no valor funcional real: o que um ingrediente entrega, o que preserva e o que garante. A avaliação deixa de ser '€/tonelada' e passa a incluir estabilidade, digestibilidade, controlo de perdas, consistência sensorial e redução de incidências.

Esta evolução reflete um consumidor final mais exigente, que procura produtos premium, naturais e com benefícios concretos. E impulsiona a indústria a desenhar sistemas integrados que, além de proteger a matéria-prima, aportem funcionalidade tecnológica e biológica.   Ingredientes funcionais 3A BIOTECH: proteger, complementar, otimizar
Um ingrediente funcional—habitualmente natural, derivado de plantas, microrganismos ou extratos bioativos—aporta benefícios adicionais ao organismo ou à própria formulação. Em pet food, isso traduz-se em melhorias como suporte da saúde intestinal, reforço do sistema imunitário, estabilização oxidativa, modulação da microbiota, proteção celular contra o stress oxidativo e melhoria da digestibilidade.

No plano tecnológico, os ingredientes funcionais prolongam a estabilidade do alimento, preservam a integridade organoléptica e reduzem a degradação durante o armazenamento. Podem ainda ajudar a otimizar textura, estabilizar emulsões, minimizar reações indesejadas e sustentar a conservação—reduzindo variabilidade e suportando alegações nutricionais mais consistentes.
  Estabilidade integral com 3A BIOTECH: antioxidantes + conservantes, com design
Para preservar o valor real, a indústria depende de sistemas antioxidantes e conservantes cuidadosamente desenhados. Os antioxidantes atuam prevenindo a formação de radicais livres e protegendo a integridade lipídica. Em paralelo, conservantes à base de ácidos orgânicos ajudam a manter a carga microbiana sob controle, evitando deteriorações que reduziriam o valor nutricional inicial.

Quando estes sistemas são formulados com uma abordagem integral—sinergia, dosagem adequada e compatibilidade com o processo—deixam de ser 'aditivos' e tornam-se ingredientes funcionais: influenciam a estabilidade, a segurança e o desempenho global da fórmula.   3A BIOTECH em secos e úmidos: dois retos, o mesmo objetivo
Em alimentos secos, o risco de ranço aumenta quando farinhas suscetíveis à oxidação são combinadas com óleos aplicados como revestimento. O processamento e o tempo de armazenamento podem intensificar a degradação, afetando aroma, sabor e aceitação pelo animal.

Em alimentação úmida, embora o recobrimento com ceras possa minimizar o ressecamento—particularmente relevante em gatos devido ao padrão de consumo fracionado—continua a ser essencial estabilizar emulsões e controlar a degradação oxidativa e microbiológica. Aqui, a estabilidade física da emulsão é crucial para manter textura, aparência e palatabilidade: pequenas variações podem desencadear defeitos visíveis para o consumidor.   TOCOTYROSOL 3A BIOTECH: estabilidade + funcionalidade numa única solução
Uma combinação equilibrada de proteção antioxidante e suporte funcional está presente em formulações como a gama TOCOTYROSOL da 3A BIOTECH. Trata-se de uma solução desenvolvida com antioxidantes naturais—tocoferóis e extratos de alecrim, oliveira e chá verde—concebida para se integrar de forma eficiente em processos produtivos tanto de alimentos secos como úmidos.

A sua sinergia antioxidante contribui para preservar a estabilidade sensorial e nutricional desde a produção até o consumo, ajudando a manter a integridade do perfil lipídico, a palatabilidade e a consistência do produto. Além disso, incorpora uma vertente prebiótica que apoia a microbiota intestinal e a eficiência digestiva, alinhando-se com a crescente procura por formulações mais funcionais.

Do lado do fabricante, estas soluções geram valor na fase tecnológica (controle da oxidação, estabilidade, conservação e redução de variabilidade) e ajudam a sustentar o desempenho da formulação ao longo do tempo. Em outras palavras, permitem que o produto final cumpra a promessa da marca—lote após lote.   Conclusión: materia prima, valor real
A indústria pet food já não compete para ser a mais barata, mas para ser a mais eficiente, estável e funcional. Num setor em que cada ingrediente representa um investimento, garantir que a matéria-prima preserva o seu valor real é uma decisão estratégica: melhora a qualidade final, reduz incidências e reforça a confiança do consumidor.

Na 3A BIOTECH, ajudamos as marcas a proteger esse valor com soluções naturais baseadas em ingredientes funcionais e sistemas de estabilidade integral. Quer validar na sua própria linha? Solicite uma avaliação técnica ou um piloto com TOCOTYROSOL e confirme como uma proteção bem desenhada pode traduzir-se em maior estabilidade, melhor experiência de consumo e um produto mais consistente. Por 3A BIOTECH
Fonte: All Pet Food Magazine


Processo de fabrico

Laboratório

03/06/2026

O custo invisível da matéria-prima barata: o que realmente impacta a rentabilidade 

Na prática, o preço unitário raramente reflete o custo total de utilização de um ingrediente. Fatores como estabilidade, padronização, desempenho tecnológico e confiabilidade da cadeia de fornecimento exercem influência direta na eficiência industrial e na consistência do produto final. Ignorar essas variáveis pode gerar uma série de custos invisíveis que, ao longo do tempo, comprometem a rentabilidade da operação.   O limite da comparação baseada apenas em preço
Tradicionalmente, muitos processos de compra ainda se baseiam em comparações diretas de preço por quilo. Essa abordagem parte do princípio de que ingredientes equivalentes podem ser avaliados apenas pelo valor de aquisição. No entanto, matérias-primas aparentemente semelhantes podem apresentar diferenças relevantes em parâmetros como granulometria, teor de umidade, pureza, concentração do composto ativo ou comportamento funcional na formulação.

Essas diferenças frequentemente passam despercebidas na negociação comercial, mas tornam-se evidentes durante a produção. Quando um ingrediente apresenta variações entre lotes, a operação industrial precisa se adaptar constantemente para manter a estabilidade do processo. Ajustes de temperatura, pressão, umidade ou taxa de inclusão passam a ser necessários para compensar variações não previstas na formulação original.   Variabilidade: um dos principais custos invisíveis
A variabilidade é um dos principais custos ocultos associados a matérias-primas de menor preço. Em linhas de extrusão, por exemplo, pequenas diferenças na capacidade de absorção de água ou no comportamento físico de um ingrediente podem alterar a expansão do kibble, a textura do produto ou a densidade final. Esses efeitos exigem correções operacionais frequentes e reduzem a previsibilidade da produção.

Outro impacto comum está relacionado ao rendimento industrial. Ingredientes com menor padronização podem aumentar a formação de finos, reduzir a durabilidade do pellet ou gerar maior quantidade de material fora de especificação. Em alguns casos, isso implica reprocessamento ou descarte parcial da produção, aumentando o consumo de energia e reduzindo a eficiência da linha.   Quando o ingrediente mais barato exige maior inclusão
Exemplos desse fenômeno são frequentes na indústria. Fontes proteicas com menor digestibilidade podem exigir maior inclusão para atingir o mesmo nível nutricional, reduzindo a economia inicialmente percebida. Ingredientes minerais com menor concentração do composto ativo também podem demandar taxas mais altas de inclusão para fornecer o mesmo aporte nutricional. Da mesma forma, extratos funcionais ou aditivos tecnológicos que não apresentam padronização adequada podem oferecer desempenho inconsistente, exigindo ajustes frequentes na formulação ou na operação industrial.

Em casos mais evidentes, essas variações podem impactar a performance do produto final — seja na palatabilidade, na aparência ou na consistência do alimento — levando tutores a perceberem queda na qualidade e afetando diretamente a satisfação e a confiança na marca.   O custo técnico da formulação corretiva
Além dos impactos diretos no processo produtivo, existe também um custo técnico frequentemente subestimado: o tempo dedicado à formulação corretiva. Quando matérias-primas apresentam grande variabilidade, equipes de pesquisa, desenvolvimento e qualidade precisam investir mais horas em análises adicionais, testes internos e ajustes de especificação. Esse esforço raramente é contabilizado como parte do custo do ingrediente, mas representa uma alocação significativa de recursos especializados.   Rastreabilidade e segurança da cadeia de suprimentos
Outro fator cada vez mais relevante é a rastreabilidade da matéria-prima. A indústria de pet food enfrenta exigências crescentes relacionadas à transparência da cadeia de suprimentos, segurança alimentar e conformidade regulatória. Ingredientes com origem pouco clara ou documentação técnica limitada podem gerar dificuldades em auditorias, questionamentos regulatórios e incertezas na padronização de especificações.

Nesse contexto, a confiabilidade do fornecedor e o controle da cadeia produtiva passam a ter papel estratégico. Consistência entre lotes, disponibilidade de dados analíticos e clareza sobre a origem da matéria-prima contribuem para reduzir riscos operacionais e garantir maior previsibilidade no desempenho da formulação.   Redefinindo o conceito de valor
Essa realidade reforça a necessidade de ampliar o conceito de valor aplicado aos ingredientes utilizados na indústria de pet food. Durante muito tempo, o preço de aquisição foi considerado o principal critério de escolha. Hoje, torna-se cada vez mais evidente que o valor real de uma matéria-prima está diretamente ligado à sua capacidade de entregar estabilidade, funcionalidade e segurança ao longo de todo o processo produtivo.

Quando um ingrediente apresenta comportamento consistente, permite que a formulação seja executada com maior precisão e reduz a necessidade de ajustes operacionais. O resultado são linhas de produção mais estáveis, melhor aproveitamento da capacidade industrial e maior previsibilidade na qualidade do produto final.   Uma nova pergunta para a indústria
Diante desse cenário, cresce a importância de avaliar o custo total associado ao uso de um ingrediente — e não apenas o valor pago por ele. Em vez de perguntar quanto custa um ingrediente por quilo, talvez a pergunta mais relevante para a indústria seja: quanto custa a variabilidade que ele pode trazer ao processo?

Empresas que adotam essa visão mais ampla conseguem estruturar cadeias de suprimento mais estáveis, reduzir riscos operacionais e construir processos produtivos mais eficientes. No longo prazo, essa abordagem contribui para margens mais previsíveis e para o fortalecimento da confiança nas marcas. Por Ludmila Barbi Trindade Bomcompagni – All Pet Food
Fonte: All Pet Food Magazine

Por Ludmila Barbi T. Bomcompagni

Automação

24/04/2026

Estação de Garantia da Qualidade  

Desenvolvida em colaboração com a Extru-Tech, líder reconhecida em tecnologia de extrusão, nossa Estação de Garantia de Qualidade (QAS) representa um avanço significativo na forma como os fabricantes realizam e documentam as verificações de qualidade durante o processo.
  O QAS é um sistema semiautomatizado de medição e geração de relatórios que combina tecnologia de visão de ponta com um excelente design para orientar os operadores ao longo do processo de medição da densidade do produto e das dimensões das peças. Esses são dois dos indicadores de qualidade mais críticos para produtos alimentícios extrudados e rações para animais de estimação. Ele transforma um processo que, historicamente, dependia de medições manuais, técnicas individuais e registros em papel, tornando-o consistente, eficiente e com resultados imediatamente aplicáveis.   Implementação da tecnologia de visão
No centro da capacidade de medição dimensional do QAS está uma câmera de profundidade de nível industrial que leva imagens de alta precisão para o chão de fábrica. A equipe de desenvolvimento realizou extensos testes de precisão antes de encontrar uma solução que medisse com exatidão a partir da distância necessária e incorporasse um filtro infravermelho adequado ao ambiente operacional da estação.
  O software da estação utiliza as bibliotecas RealSense existentes da Intel, proporcionando uma base de software estável e com amplo suporte. A câmera se conecta e se comunica exclusivamente por Ethernet.
  A tecnologia de visão oferece resultados em duas frentes simultaneamente: As imagens do sensor de cores capturam uma imagem visual da amostra do produto Os sensores infravermelhos duplos fornecem dados detalhados, permitindo a medição dimensional precisa de cada peça individual do produto
O software da estação processa então esses dados combinados para identificar cada peça individualmente e calcular suas dimensões e valores de cor automaticamente, em questão de segundos.
  Além das dimensões, a câmera captura a cor do produto e inclui uma imagem da ração diretamente no relatório de qualidade, proporcionando aos operadores e gerentes de qualidade um registro visual, além dos dados numéricos.   Medição da densidade
A densidade aparente é um indicador de qualidade fundamental para produtos extrudados e é notoriamente sensível às técnicas de medição. O QAS resolve essa questão com uma abordagem específica: uma distância de queda consistente e um método padronizado para limpar o recipiente estão integrados ao processo da estação, garantindo que as medições de densidade sejam repetíveis entre operadores, turnos e instalações.   Integração perfeita ao seu processo de qualidade
O QAS foi projetado para se integrar às suas operações atuais.
  A estação pode operar no modo autônomo, no qual os operadores inserem manualmente as informações sobre o pedido e o produto, ou pode integrar-se diretamente a uma linha de produção por meio de uma conexão com o PLC para obter esses dados automaticamente. Após a medição das amostras, os resultados são enviados para o banco de dados e, opcionalmente, de volta ao PLC. O operador da extrusora verifica imediatamente, diretamente na máquina, se a amostra atende às especificações.   Recursos adicionais   Orientação integrada para o operador: as instruções exibidas na tela orientam o operador em cada etapa do processo de medição, reduzindo o tempo de treinamento e garantindo que o procedimento seja seguido corretamente em todas as ocasiões.
  Gerenciamento de verificações de balança: As verificações de balança são solicitadas na tela em intervalos adequados, e os resultados são registrados no banco de dados e incluídos no relatório da web.
  Visibilidade de tendências: os gráficos exibidos no aplicativo mostram aos operadores se as medições apresentam tendência de alta ou de baixa ao longo do tempo, permitindo ajustes proativos.
  Lembretes de verificação programados: Um cronômetro na tela e um banner alertam o operador quando é hora de realizar a próxima verificação de qualidade. Isso garante a consistência dos intervalos de amostragem sem depender do operador para controlar o tempo manualmente.
  Capacidade para várias linhas: Uma única estação QAS pode dar suporte a até 4 linhas de produção, tornando-a uma solução escalável para instalações de diversos tamanhos.
  Relatórios acessíveis: Relatórios de qualidade estão disponíveis através de um navegador da web na mesma rede e podem ser exportados para o Excel. Isso torna os dados acessíveis a gerentes de qualidade, supervisores e a equipe de liderança sem a necessidade de software especializado ou intervenção do departamento de TI.   Conclusão
A garantia da qualidade sempre foi essencial na fabricação de alimentos e rações para animais de estimação. O que está mudando é o padrão de como isso é feito. Os processos manuais, dependentes do operador e baseados em papel estão dando lugar a sistemas mais inteligentes, consistentes e conectados.
  A Estação de Garantia de Qualidade, desenvolvida em parceria com a Extru-Tech, foi projetada especificamente para esse momento. Ela oferece a precisão, a consistência e a visibilidade em tempo real que a fabricação moderna exige.
  Quer saber mais sobre o QAS ou agendar uma demonstração? Entre em contato conosco para começarmos a conversar. Fonte: NorthWind

Automação

25/03/2026

Liberando o poder da inovação de alto impacto e baixo esforço

Para a área de negócios da indústria de ração para pets, essa "inovação silenciosa" pode ser uma fonte inesgotável de oportunidades para melhorar produtos, otimizar custos e atender às necessidades em constante mudança dos clientes.   E muitas vezes, acabam sendo de baixo esforço e de alto impacto.   O processo de produção como fonte de inspiração
Cada etapa do processo de produção, desde a seleção dos ingredientes até a embalagem final, apresenta oportunidades para inovações de baixo esforço e alto impacto. Ao conhecer cada detalhe minuciosamente, pode-se identificar áreas a serem melhoradas que muitas vezes passam despercebidas.   Exemplos de inovação de baixo esforço e alto impacto
  Otimização da moagem: Ajustar o tamanho da moagem dos ingredientes pode melhorar a digestibilidade do alimento e reduzir perdas. Isso não exige grandes investimentos, mas pode ter um impacto significativo na saúde dos pets e na satisfação do cliente.
  Modificação da textura: Experimentar diferentes texturas de ração pode tornar a comida mais atraente para cães e gatos com preferências diferentes. Isso pode ser alcançado ajustando os parâmetros de extrusão ou queima, sem a necessidade de adquirir novos equipamentos.
  Adicionando ingredientes funcionais: Incorporar pequenas quantidades de ingredientes funcionais, como probióticos, prebióticos ou antioxidantes, pode melhorar a saúde digestiva, o sistema imunológico ou a qualidade do pelo dos pets. Esses ingredientes geralmente são fáceis de incorporar no processo de produção e, se forem comunicados corretamente, podem trazer vantagens na comercialização dos produtos.
  Embalagem aprimorada: O uso de materiais de embalagem mais sustentáveis, como embalagens recicláveis ou biodegradáveis, pode reduzir o impacto ambiental do produto e atrair consumidores ambientalmente conscientes. Isso não exige grandes mudanças no processo de produção, mas pode ter um impacto positivo na imagem da marca.  Além de melhorias na porcentagem de enchimento ou redimensionamento das embalagens para torná-las mais eficientes do ponto de vista logístico, o que pode trazer economias operacionais em grande escala.
  Personalização das porções: Oferecer comida em porções individuais ou em embalagens seláveis pode facilitar a alimentação dos pets e reduzir o desperdício. Isso pode ser alcançado ajustando o processo de embalagem, sem a necessidade de modificar a formulação do produto.  Além disso, modificar a unidade de vendas para o cliente varejista pode ajudar a equilibrar o capital de giro e a gestão de estoque nos pontos de venda.   Como identificar oportunidades de inovação   Observação direta: passar um tempo no chão de fábrica, observar o processo e conversar com os operadores, que são os mais especialistas em cada subprocesso, pode revelar áreas de melhoria que não são evidentes no escritório.
  Análise de dados: Revisar dados de produção, reclamações de clientes e feedback dos fornecedores pode identificar padrões e tendências que sugerem oportunidades de inovação.
  Benchmarking: Estudar os produtos e processos dos concorrentes pode inspirar novas ideias e revelar áreas onde a empresa pode melhorar.
  Brainstorming: Realizar sessões de brainstorming com equipes multifuncionais (desde a fábrica até ao setor de vendas) pode gerar uma riqueza de ideias inovadoras.   Benefícios da inovação de baixo esforço e alto impacto   Melhoria Contínua: permite que a empresa melhore continuamente seus produtos e processos, sem a necessidade de grandes investimentos.
  Vantagem competitiva: Ajuda a diferenciá-lo da concorrência e atender às necessidades em constante mudança dos clientes.
  Redução de custos: Pode levar a economias em materiais, energia e mão de obra.
  Maior satisfação do cliente: Melhora a qualidade do produto e a experiência do cliente.   Conclusão
Inovação de baixo esforço e alto impacto é uma estratégia vencedora a longo prazo na indústria de alimentos para pets. Ao compreender profundamente o processo de produção, a área comercial pode desencadear uma onda de ideias criativas que melhoram os produtos, otimizam custos e atendem às necessidades dos clientes. Essa inovação silenciosa pode ser a chave para o sucesso a longo prazo em um mercado competitivo. Por Felipe Martinez R.
Fonte: All Pet Food Magazine

Por Felipe Martínez R.

Embalagem

23/03/2026

TMI e HS Automation consolidam expansão internacional com o lançamento da TMI USA Inc.

Como parte dessa expansão, a TMI USA Inc. e a HS Automation concluíram um Acordo de Compra de Ativos com a Bratcher Bagging Inc., uma empresa local com forte histórico e reconhecimento no mercado de soluções de embalagem dos EUA.

Não se trata apenas de uma aquisição, mas de uma integração estratégica voltada para fortalecer o mercado local, expandir as capacidades técnicas e trazer maior valor ao mercado norte-americano ao aproveitar o conhecimento do mercado local.
Integração da expertise e liderança locais
A Bratcher Bagging Inc. construiu uma reputação baseada em confiabilidade, serviço e conhecimento técnico especializado. A experiência e o portfólio de produtos da TMI USA reforçam nossa capacidade operacional e nossa rede de suporte técnico no país.

Além disso, Kyle Bratcher continuará liderando a equipe dentro da TMI USA Inc., garantindo continuidade, estabilidade e uma transição suave para todos os clientes.

Essa integração garante:
  Continuidade total nos serviços e pedidos em andamento Suporte permanente para equipamentos instalados Expansão das capacidades técnicas e comerciais
Ampliação do portfólio de soluções de embalagem e automação
Com essa medida estratégica, a TMI USA amplia sua oferta no mercado norte-americano combinando as soluções históricas da Bratcher com a avançada tecnologia de automação da TMI.
Nosso portfólio agora inclui:
  Linhas automáticas completas de ensacamento Sistemas de Fechamento de Sacos, Células de Paletização com Robô Máquinas de saco de boca aberta Sistemas form-fill-seal de fechamento Soluções de fim de linha e de paletização automática
Essa integração nos permite oferecer soluções completas e integradas para setores como agricultura, ração animal, química, minerais e alimentícios.
Automação de direção na indústria dos EUA
O setor industrial nos Estados Unidos está caminhando para níveis mais altos de automação, eficiência operacional e otimização de processos. Por meio da TMI USA Inc., estamos preparados para acompanhar essa transformação por:
  Engenharia especializada Soluções de automação personalizadas Suporte comercial e técnico local Inovação apoiada pela expertise internacional da TMI e da Automação HS
  Nosso objetivo é claro: ajudar os fabricantes americanos a otimizar seus processos de embalagem, reduzir o tempo de inatividade e melhorar o desempenho geral de suas fábricas.
Declaração institucional
"Esta aquisição representa um passo importante em nosso compromisso de atender ao mercado dos EUA com capacidades ampliadas e expertise local. A integração de nossas equipes fortalece nossa plataforma de crescimento e inovação."
Justin Hartwick, Presidente da TMI USA Inc.
Construindo o futuro juntos
Na TMI, entendemos o crescimento como um processo baseado em colaboração e confiança. Essa expansão reafirma nosso compromisso de longo prazo com o mercado norte-americano.

Com recursos aumentados, ofertas ampliadas e liderança estabelecida nos Estados Unidos, a TMI USA Inc. está pronta para trazer ainda mais valor ao setor.

Mais informações em: www.tmipal.com
 

Automação Transformação digital no coração do pet food

5+ MIN

Transformação digital no coração do pet food

Digitalização desde o primeiro passo
À primeira vista, uma planta de pet food parece um sistema complexo de máquinas, silos, tubulações e linhas de envase trabalhando simultaneamente. Mas por trás dessa sinfonia industrial há algo mais profundo: decisões, dados e tecnologia que permitem que cada parte do processo responda com precisão. Esse é o coração da planta conectada.

Durante anos, as fábricas operaram sob um modelo fragmentado: cada etapa tinha seu próprio ritmo, seus próprios controles e, muitas vezes, sua própria lógica. Hoje, esse paradigma está mudando. A indústria avança para um ecossistema integrado no qual processamento, monitoramento, manutenção e controle se articulam entre si, criando fluxos mais inteligentes, seguros e eficientes. E o interessante é que não se trata de um conceito futurista: já está acontecendo.   Quando a qualidade se torna parte do processo
A qualidade no pet food é definida desde a primeira etapa. A digitalização permite monitorar em tempo real variáveis que antes exigiam intervenção manual ou controles esporádicos: umidade, temperatura, tempos de retenção, condições de secagem ou resfriamento.

Isso não só melhora a eficiência, como também melhora a sanidade, evita retrabalhos e garante que o produto final cumpra sempre os mesmos parâmetros. Para um mercado tão exigente quanto o de pets, no qual a confiança do consumidor é crítica, isso faz diferença.

Paralelamente, tecnologias avançadas de separação magnética, amostragem e tratamento de ar elevam os padrões de inocuidade e sustentabilidade. Muitas plantas já estão adotando sistemas que detectam contaminantes ferrosos, plantas que automatizam a validação da qualidade ou plantas que neutralizam odores sem recorrer a produtos químicos.
Melhorias tecnológicas aplicadas ao processamento
Dosagem de Precisão. Sistemas de microdosagem garantem que cada fórmula receba a quantidade exata de ingredientes, aditivos e micronutrientes. Isso não apenas minimiza erros humanos e desperdícios, mas também garante a consistência nutricional do produto final, fundamental para a saúde dos pets.

Otimização da Extrusão e Secagem. A automação agora inclui o controle ideal de variáveis críticas como umidade, temperatura e pressão durante a extrusão e a secagem. Isso é essencial para alcançar a densidade, textura e durabilidade desejadas no grão, além de garantir uma cocção adequada. O desperdício de produto é reduzido durante partidas e paradas de linha.

Embalagem Inteligente. Sistemas de envase em alta velocidade que não só são mais rápidos e higiênicos, como também estão equipados para realizar inspeções de qualidade em tempo real e garantir a integridade do selado.
O fim de linha também se digitaliza
Na etapa final, do envase à paletização, a automação e o registro contínuo permitem uma eficiência que antes exigia muita supervisão manual. Mudanças de formato mais rápidas, menor desperdício de sacos ou filmes, rastreabilidade de cada lote até a entrega.

O que antes era 'a ponta do processo' agora é um ponto-chave para garantir eficiência logística e qualidade percebida.
Benefícios concretos 
Adotar uma planta digitalizada e conectada com soluções integrais traz múltiplas vantagens competitivas:
  Eficiência operacional e redução de custos: dosagens precisas, transporte eficiente e automação dos processos minimizam erros, desperdícios e retrabalhos, reduzindo custos de insumos, mão de obra e manutenção.
  Melhora da qualidade e consistência do produto: processos controlados, rastreabilidade, separação magnética e controles sanitários garantem que cada lote cumpra os padrões, impactando positivamente na confiabilidade do produto final.
  Segurança e ergonomia operacional: minimizar a intervenção manual, evitar entrada em silos, reduzir risco de contaminação ou acidentes, tudo resulta em um ambiente mais seguro e confiável para os operadores.
  Sustentabilidade e responsabilidade ambiental: controle de odores, otimização de recursos, menor desperdício de matéria-prima e energia contribuem para operações mais limpas e responsáveis com o meio ambiente.
  Escalabilidade e adaptabilidade: uma planta conectada pode se ajustar a diferentes formatos, volumes ou produtos, facilitando diversificação e expansão.
  Rastreabilidade e conformidade regulatória: registro digital dos processos, controle de qualidade e monitoramento contínuo ajudam a cumprir normas de segurança alimentar e a responder a auditorias e exigências do mercado.   Conclusão
A planta conectada é uma inovação construída todos os dias. A digitalização transforma a forma de produzir, controlar e assegurar a qualidade. Nesse caminho, o desafio é construir processos integrados, estáveis e capazes de evoluir.      

Nesse cenário, a Clivio Solutions acompanha a indústria de pet food na adoção de tecnologias e abordagens de engenharia que permitem operar com maior precisão, rastreabilidade e eficiência. Para as empresas, investir em digitalização é a chave para garantir competitividade, liderança e nutrição de qualidade na próxima geração de alimentos para pets.
   

Embalagem STATEC BINDER: Ensacadoras para diferentes produtos para alimentação animal

3+ MIN

STATEC BINDER: Ensacadoras para diferentes produtos para alimentação animal

Ração para cachorro em sacos de polietileno; para pássaros, em sacos de papel; e para cavalos, em sacos grandes. A indústria global está decolando, e até 2030, o setor atingirá US$ 816 bilhões segundo estatísticas, tornando-se um grande mercado. Os maiores produtores estão localizados na China e nos Estados Unidos. Soja e milho estão entre os recursos mais importantes, seguidos pelo trigo e pela canola. Seja para alimentos para animais de produção ou para nossos queridos pets, esses produtos não só precisam atender aos padrões de qualidade, mas também ser bem embalados. É então que sistemas de alta tecnologia desempenham um papel fundamental. O produtor austríaco STATEC BINDER é especializado nessa área.   Uma grande variedade de produtos exige um alto nível de flexibilidade   As máquinas de embalagem da STATEC BINDER apresentam várias vantagens: desde componentes de alta qualidade que garantem durabilidade e robustez até softwares sofisticados que facilitam a operação. Acima de tudo, há um aspecto especial como fio condutor comum do desenvolvimento e da produção, que também define a direção: flexibilidade. A razão é simples de explicar: nem todos os alimentos de origem animal são iguais. Pelo contrário, eles variam em tamanho e características do fluxo, desde pós até produtos sem fluxo.
  O que isso significa para as máquinas de ensacamento? Esse tipo de máquina deve funcionar com vários produtos e, mais importante, adaptar-se a eles. Para o STATEC BINDER, alta flexibilidade não é apenas desejável, mas há muito tempo se tornou um valor central. Somente dessa forma o sistema pode ser integrado de forma ideal à empresa e ser 100% compatível com o produto.   Flexibilidade como conceito central da empresa   No STATEC BINDER, a flexibilidade vem em vários níveis:
  Sistemas sofisticados: O principal é escolher a ensacadora certa. O portfólio de produtos inclui sistemas para bolsas de boca aberta e máquinas FFS.
  Personalização: O próximo passo é configurá-lo, por exemplo, com um design de lavagem para facilitar a limpeza, um dispositivo de pressão de ar embalado para resultados ainda mais eficientes, ou funções de rotulagem.
  Acessórios eficazes: Uma balança de peso neto precisa para dosar a quantidade exata do saco. Máquinas modernas garantem uma vedação segura. Por fim, detectores de metais garantem que nenhum objeto desconhecido entre na embalagem.
  Máquinas de embalagem de alta qualidade, confiáveis e duráveis confirmam os anos de experiência da STATEC BINDER.
  Além de ser embalada de forma segura, a ração para pets deve ser armazenada em paletes rápidamente e cuidadosamente antes de ser transportada. Todas as máquinas de embalagem podem ser complementadas com paletizadores da STATEC BINDER, o que aumenta o nível de automação.   Fortes habilidades profissionais e interpessoais    A STATEC BINDER é um parceiro de longo prazo que não apenas desenvolve, produz e fornece. Ele se importa em projetar a máquina de embalagem ideal para cada alimento e empresa, além de garantir a operação regular por anos e desenvolvimento contínuo. Por isso, a STATEC BINDER conta com seu atendimento ao cliente abrangente em todo o mundo. O atendimento humanizado, combinado com expertise técnica, faz da empresa uma das principais fornecedoras de máquinas de embalagem para a indústria alimentícia. Por STATEC BINDER
Fonte: All Pet Food Magazine


Veterinária

Sanidade

18/05/2026

Bem-estar animal influencia mais do que sustentabilidade na escolha de pet food, aponta estudo  

O bem-estar animal tem se mostrado um fator mais determinante do que a sustentabilidade nas decisões de compra de alimentos para pets. 
  É o que aponta um estudo conduzido por pesquisadores da Colorado State University e publicado na revista Frontiers in Veterinary Science.
Segundo a análise, embora consumidores considerem ambos os aspectos importantes, o tratamento dado aos animais utilizados na produção dos alimentos exerce maior influência no momento da escolha.   Bem-estar animal tem maior peso na decisão de compra
De acordo com o estudo, 81,1% dos entrevistados consideram o bem-estar animal 'muito' ou 'extremamente' importante ao escolher um alimento para seus pets. 
Já a sustentabilidade ambiental aparece logo atrás, com 70,1%.
  Apesar da proximidade, o impacto do bem-estar animal é significativamente maior na decisão final de compra.
  Esse comportamento está relacionado ao vínculo emocional que responsáveis têm com seus animais, o que tende a ampliar a empatia também em relação a outros animais.   Conexão emocional amplia impacto do tema
Durante discussões do setor, como no Pet Summit 2026, especialistas destacaram que a percepção dos consumidores vai além da distinção entre animais de companhia e de produção.
  A representante da American Society for the Prevention of Cruelty to Animals, Maral Cavner, e a diretora de serviços veterinários da entidade, Ashley Eisenback, reforçaram que essa conexão emocional explica o maior peso do bem-estar animal.
  'Não há muita diferença quando você olha nos olhos de cada um desses animais', afirmou Eisenback, ao comparar animais de companhia e aqueles utilizados na cadeia produtiva.    Sustentabilidade segue relevante, mas enfrenta barreiras
Apesar de importante, a sustentabilidade ambiental tende a ser impactada por fatores práticos no momento da compra, como preço, preferência do animal e necessidades médicas.
  Ainda assim, especialistas destacam que bem-estar animal e sustentabilidade estão diretamente conectados, especialmente considerando o impacto da indústria de alimentos para pets.
  Segundo Cavner, cães e gatos representam uma parcela significativa do consumo dentro do sistema alimentar global.   Consumidores demonstram intenção de mudança
O estudo também aponta que há disposição dos consumidores em mudar de marca com base em critérios éticos.
  Dados apresentados no Pet Summit indicam que 90% dos entrevistados afirmam que considerariam trocar de marca caso soubessem que outra empresa utiliza práticas mais responsáveis no tratamento animal.
  Por outro lado, a falta de informação ainda é um obstáculo: mais de 60% dos participantes desconhecem certificações relacionadas a bem-estar animal ou sustentabilidade.
  Entre aqueles que conhecem, no entanto, esses selos têm influência direta na decisão de compra.   Comunicação pode ser diferencial competitivo
Os resultados reforçam que comunicar práticas relacionadas ao bem-estar animal pode ser uma estratégia relevante para empresas do setor, não apenas do ponto de vista ético, mas também comercial.
  A combinação entre informação, transparência e conexão emocional tende a ser um fator-chave para influenciar o comportamento do consumidor.   FAQ sobre escolha de pet food
O que pesa mais na escolha de pet food?
Segundo o estudo, o bem-estar animal tem maior influência do que a sustentabilidade.
  A sustentabilidade não é importante?
É relevante, mas pode ser impactada por fatores como preço e preferência do animal.
  Consumidores mudariam de marca por esse motivo?
Sim. A maioria afirma que consideraria trocar por produtos com melhores práticas de bem-estar animal. Fonte: Cães & Gatos

Sanidade

16/04/2026

Salmonella em pet food: como ocorre a contaminação e quais cuidados ajudam a prevenir riscos  

A segurança dos alimentos destinados a cães e gatos é uma preocupação constante dentro da indústria e do atendimento veterinário. 
  Entre os microrganismos que podem representar risco nesse contexto está a Salmonella, bactéria amplamente conhecida por causar infecções alimentares em humanos e animais.
Embora a presença do patógeno em alimentos industrializados seja incomum quando boas práticas de fabricação são seguidas, a contaminação pode ocorrer em diferentes etapas da cadeia — desde a origem das matérias-primas até o armazenamento final do produto. 
  Por isso, compreender os fatores envolvidos e adotar medidas preventivas é fundamental para proteger a saúde dos animais e das pessoas que convivem com eles.   Como a Salmonella pode contaminar alimentos para cães e gatos
A Salmonella é um gênero de bactéria presente no ambiente, que pode ser encontrado em alimentos de origem animal e vegetal. 
  Na cadeia de produção da pet food, as principais fontes potenciais de contaminação incluem matérias-primas contaminadas, manipulação inadequada e falhas nos processos de controle sanitário.
  De acordo com o zootecnista João Marcel, o controle começa antes mesmo da fabricação do alimento. 
  'A prevenção da contaminação por Salmonella começa na escolha e no monitoramento das matérias-primas utilizadas na formulação do produto', afirma.
  Durante o processo industrial, a aplicação de temperaturas elevadas — como ocorre na extrusão das rações secas — contribui para reduzir significativamente a presença de microrganismos. 
  Ainda assim, existe a possibilidade de contaminação posterior, caso ocorram falhas nas etapas de manipulação, transporte ou armazenamento.
  'Mesmo após o processamento térmico, é essencial manter rigorosas práticas de higiene e controle sanitário para evitar recontaminações', explica João Marcel.
  Produtos crus ou minimamente processados, como dietas naturais cruas, podem apresentar risco maior de presença da bactéria se as matérias-primas não forem adequadamente controladas ou armazenadas.   Processos como extrusão utilizam altas temperaturas que ajudam a reduzir a presença de microrganismos (Foto: Reprodução)
Armazenamento e manejo também influenciam na segurança alimentar
Além da produção industrial, o armazenamento doméstico também exerce papel importante na prevenção da contaminação. 
  Embalagens abertas, recipientes mal higienizados ou exposição do alimento à umidade podem favorecer a proliferação de microrganismos.
  Segundo João Marcel, a forma como o alimento é armazenado após a compra faz diferença na preservação da qualidade do produto. 
  'Manter a ração em local seco, protegido da luz e bem fechado ajuda a preservar as características do alimento e reduzir o risco de contaminações', orienta.
  Outro ponto importante é evitar misturar alimento novo com restos antigos que permanecem no recipiente. Esse hábito pode favorecer deterioração e contaminação cruzada.
  Também é recomendado higienizar periodicamente potes e recipientes utilizados para armazenar o alimento dos animais, bem como respeitar o prazo de validade indicado pelo fabricante.
  Já no caso de alimentos úmidos ou dietas naturais, a conservação adequada sob refrigeração é essencial após a abertura da embalagem.   Sinais de que o alimento pode estar contaminado
Nem sempre a presença de Salmonella altera o aspecto do alimento, o que torna a contaminação difícil de identificar visualmente. 
  Ainda assim, algumas mudanças podem indicar que o produto sofreu deterioração ou armazenamento inadequado.
  Entre os sinais que merecem atenção estão o odor alterado, presença de mofo, mudança na textura ou aspecto incomum da ração. Embalagens violadas ou estufadas também podem indicar comprometimento do produto.
  'Qualquer alteração perceptível no alimento deve ser motivo para interromper o uso e buscar orientação adequada', ressalta o zootecnista. 
  Em casos de suspeita, é importante não oferecer o alimento ao animal e entrar em contato com o fabricante ou com um profissional da área para avaliação.   Sintomas de salmonelose em cães e gatos
A infecção causada por Salmonella, chamada salmonelose, pode provocar diferentes sinais clínicos em cães e gatos. 
  Em muitos casos, os animais podem ser portadores assintomáticos, mas alguns desenvolvem manifestações gastrointestinais.
  Entre os sinais comuns da condição estão diarreia, presença de muco ou sangue nas fezes, vômito, febre, apatia e redução do apetite. 
  Filhotes, animais idosos ou indivíduos com sistema imunológico comprometido podem apresentar maior risco de desenvolver quadros mais graves.
  João Marcel destaca que qualquer alteração digestiva persistente deve ser avaliada por um profissional. 
  'A presença de sintomas gastrointestinais deve sempre motivar a busca por atendimento veterinário para diagnóstico e manejo adequado', afirma.
  Além do impacto na saúde animal, a Salmonella também possui importância em saúde pública, pois pode ser transmitida entre animais e humanos por meio do contato com fezes ou alimentos contaminados.
  Por esse motivo, a higienização adequada das mãos após manipular alimentos ou utensílios utilizados pelos animais é uma medida importante de prevenção.   Embalagens comprometidas podem indicar risco de contaminação do produto (Foto: Reprodução)
FAQ sobre salmonella na pet food
A salmonella é comum em alimentos para pets?
A presença da bactéria é considerada incomum em produtos fabricados sob rigorosos controles sanitários, mas pode ocorrer caso haja falhas na cadeia de produção ou armazenamento.
  Animais sempre apresentam sintomas quando entram em contato com Salmonella?
Não. Alguns cães e gatos podem ser portadores assintomáticos, enquanto outros desenvolvem sinais gastrointestinais.
  Como reduzir o risco de contaminação na alimentação dos pets?
Armazenar o alimento corretamente, manter utensílios limpos, respeitar o prazo de validade e adquirir produtos de fabricantes que sigam boas práticas de produção são medidas importantes. Fonte: Cães e Gatos

Sanidade

10/04/2026

Segurança de alimentos pet: 10 pontos críticos para fortalecer o sistema nas fábricas

Garantir a segurança de alimentos para animais de companhia exige mais do que protocolos bem escritos. 
  Na prática industrial, falhas costumam ocorrer na execução, especialmente quando há mudanças em formulações, equipamentos ou rotinas operacionais que não passam por reavaliações criteriosas.

A construção de um sistema robusto depende de três pilares: equipes bem treinadas e engajadas, procedimentos fundamentados em evidências científicas e revisão contínua dos processos produtivos. 
  Sem esses elementos, mesmo programas tecnicamente estruturados podem apresentar lacunas no chão de fábrica.
  A seguir, dez pontos considerados centrais para fortalecer programas de segurança em fábricas de alimentos para pets:
  Pessoas são a base do sistema
Mesmo o melhor programa não funciona sem uma equipe comprometida e tecnicamente preparada. 

O desempenho do sistema depende diretamente do engajamento e da capacidade dos profissionais responsáveis por executar os procedimentos operacionais padrão.
  Segurança de alimentos exige revisão contínua
O sistema não pode ser tratado como documento estático. Revisões devem ocorrer ao menos uma vez por ano e sempre que houver mudanças em equipamentos, fluxo de processo ou formulação. A atualização constante é essencial para garantir que as medidas preventivas permaneçam adequadas.
  Modificações estruturais aumentam o risco de patógenos
Alterações em estruturas físicas ou substituição de equipamentos estão entre os principais fatores associados ao surgimento de riscos sanitários. Intervenções em paredes, passagens ou áreas técnicas podem expor pontos previamente ocultos de contaminação. Por isso, recomenda-se higienização antes e depois das obras, além de protocolos rigorosos para equipes terceirizadas.
  Maior inclusão de proteínas requer revalidação
O aumento no uso de carnes frescas e farinhas de origem animal em formulações premium pode exigir reavaliação das etapas de controle de patógenos. Estudos de validação realizados com níveis menores de inclusão proteica podem não refletir o risco atual, especialmente quando há cargas microbianas superiores às inicialmente consideradas.
  Estudos internos são fundamentais
Estudos de desafio conduzidos internamente são importantes para correlacionar dados laboratoriais com a produção em escala industrial. Como plantas-piloto não reproduzem integralmente as condições de extrusoras comerciais, é necessário gerar dados próprios que comprovem equivalência em parâmetros como tempo, pressão e umidade.
  Controles preventivos não podem ser flexibilizados
Pressões por aumento de produtividade não devem comprometer parâmetros críticos de controle. Ajustes para ganho de eficiência devem ocorrer por meio de pesquisa e otimização de processos — como configuração de pré-condicionadores ou ajustes de velocidade — e não pela redução de medidas de segurança.

Avaliação externa amplia objetividade
Equipes internas podem perder a capacidade de identificar vulnerabilidades ao longo do tempo. A contratação de auditorias externas e certificações independentes é considerada estratégica para garantir avaliação imparcial de riscos.
  Cultura começa na liderança
A coerência entre discurso e prática da gestão é determinante para consolidar a cultura de segurança. Inconsistências no uso de equipamentos de proteção individual por parte de gestores, por exemplo, sinalizam fragilidade no alinhamento institucional.
  Treinamento deve ser acessível e contínuo
Programas de capacitação simples, atualizados e integrados à rotina operacional tendem a gerar maior adesão. Sistemas digitais com alertas automáticos de atualização de procedimentos podem reforçar a cultura de melhoria contínua, desde que complementados por treinamentos práticos.
  Verificação de fornecedores é inegociável
A consistência de ingredientes influencia diretamente a segurança e a estabilidade do processo. Variações regionais em matérias-primas, como trigo, podem afetar densidade, comportamento na extrusão e carga microbiana. Auditorias anuais, exigência de certificados de análise e comunicação transparente sobre mudanças de origem são medidas consideradas essenciais.   FAQ sobre segurança de alimentos pet
Por que mudanças estruturais aumentam o risco sanitário?
Porque podem expor áreas previamente contaminadas ou criar novos pontos de abrigo para patógenos.
  Com que frequência o sistema de segurança deve ser revisado?
Recomenda-se ao menos uma revisão anual completa, além de avaliações sempre que houver mudanças operacionais.
  Qual é o papel da liderança na segurança de alimentos?
A gestão deve demonstrar, na prática, o padrão de conduta esperado, fortalecendo a cultura organizacional. Fonte: Cães & Gatos

Sanidade

20/03/2026

Perigo invisível aos olhos: micotoxinas no pet food  

Recentemente, as micotoxinas voltaram a ser foco das discussões no pet food. O motivo é a aprovação da portaria SDA/MAPA nº 1.412 pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), que define novos limites máximos de micotoxinas em produtos destinados à alimentação de cães e gatos.
  Mas, afinal, o que muda com essa nova portaria e o que são as micotoxinas? Para responder esses questionamentos conversamos com a médica-veterinária mestre e doutora em Nutrição de cães e gatos e membro do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal Pet (CBNA PET) e da Sociedade Brasileira de Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos (SBNutriPet), Luciana Domingues de Oliveira. 

'A portaria nº 1.412, de 3 de outubro de 2025, determina de forma inédita os limites máximos de aflatoxinas B1 e de aflatoxinas totais (somatória das aflatoxinas B1, B2, G1 e G2) em produtos destinados à alimentação de cães e gatos. Essa mudança é positiva e aumenta a segurança de alimentos para as espécies, trazendo também mais segurança aos responsáveis que preferem usar rações e produtos industrializados na alimentação de seus animais', explica.
  Ainda segundo a profissional, a existência de limites claros e fiscalizáveis permite um controle de qualidade mais rigoroso por parte da indústria e dos órgãos de fiscalização, reduzindo os riscos de doenças e óbitos em pets causados pelo consumo de alimentos contaminados.   Entendo as micotoxinas    Basicamente, as micotoxinas são metabólitos secundários tóxicos produzidos por fungos filamentosos. 
  Luciana esclarece que elas podem contaminar alimentos usados tanto para alimentação humana, quanto animal, quando esses microrganismos estão na presença de condições adequadas de umidade e calor. 
  'Parte das micotoxinas são resistentes ao processamento térmico e podem estar presentes mesmo em produtos industrializados. Os principais fungos produtores de micotoxinas em alimentos para cães e gatos são os gêneros Aspergillus, Penicillium e Fusarium', pontua.
  Esses fungos estão presentes em diferentes alimentos, como milho, trigo, cevada, aveia, amendoim, nozes, castanhas, café, frutas secas e produtos derivados, como suco de maçã.
  Com isso, as rações podem conter micotoxinas devido ao uso de ingredientes que contenham essas substâncias ou porque o processamento não foi adequado e a ração acabou retendo mais umidade que o ideal.
  'As micotoxinas mais comuns encontradas em alimentos para pets são aflatoxinas, fumonisinas, ocratoxina A, zearalenona e deoxinivalenol (DON)', informa a especialista.    Perigos envolvidos 
A contaminação por micotoxinas pode tornar os alimentos verdadeiros vilões para a saúde de cães e gatos. 
  Conforme relata Oliveira, os riscos da ingestão vão desde problemas agudos e crônicos até óbito em casos mais graves. Dentre eles estão: 
  Sintomas gastrointestinais agudos: náuseas, vômitos e diarreia; Sintomas neurológicos agudos: tremores musculares, convulsões, ataxia, fraqueza, agitação ou depressão e letargia;  Outros sintomas agudos: temperatura corporal alterada, aumento da frequência cardíaca e respiratória e salivação excessiva; Sintomas crônicos: hepatopatias, câncer, redução da imunidade, perda de peso, diminuição do crescimento, hemorragias, etc.    Controle no processo de produção    Para evitar que os alimentos sejam contaminados pelas micotoxinas é preciso realizar um controle multimodal, que acontece em diferentes pontos do processo de produção. 
  A médica-veterinária explica que tudo começa com a qualidade dos fornecedores de matérias-primas. Também é importante analisar cada novo lote de insumos. Para isso é indicado testar todos os lotes de ingredientes que têm potencial de contaminação por micotoxinas antes da descarga.
  'Deve-se, ainda, controlar o processo de produção através da mensuração contínua da umidade e atividade de água dos alimentos durante sua produção. Já quando o produto final estiver pronto, é necessário garantir teores adequados de umidade, atividade de água e temperatura durante o envase dos alimentos. Assim, evita-se a formação de gotículas de água dentro da embalagem', afirma. 
  Inclusive, a embalagem é uma peça-chave para prevenir as contaminações. Dessa forma, é fundamental que não apresente furos, que permitam o surgimento de umidade enquanto o produto está na prateleira das lojas. 
  Outro ponto que faz parte da prevenção às micotoxinas é o uso dos antifúngicos nos alimentos para pets. De acordo com a especialista, alguns antifúngicos utilizados para essa finalidade são: propionato de cálcio, ácido propiônico, ácido cítrico e ácido sórbico. 
  Também há os adsorventes de micotoxinas, que podem ser usados sozinhos ou em associação aos antifúngicos. 
  'Dentre esses, temos os adsorventes inorgânicos, que incluem principalmente os aluminossilicatos como argilas e zeólitas, e os orgânicos, que são mais recentes e produzidos à base de algas ou leveduras modificadas', cita.   Cuidados com o armazenamento
O armazenamento adequado dos alimentos para pets é uma ação indispensável quando se fala em prevenção de micotoxinas. 
  Oliveira recomenda a realização de ações para orientar os responsáveis pelos animais sobre a importância de manter os alimentos em condições ideais de acondicionamento e longe de umidade e do calor. 
  'As micotoxinas podem surgir nas rações quando existe um ambiente que permita o crescimento de fungos. Isso ocorre em condições ambientais como temperaturas elevadas (entre 20ºC e 30ºC) e alta umidade, que são situações muito comuns em países tropicais como o Brasil, principalmente, depois que as pessoas abrem a embalagem e não a mantém em ambiente seco, fresco e arejado como recomendado pelos fabricantes', explica.
  Logo, as embalagens devem sempre ficar fechadas e armazenadas em ambiente seco, fresco, arejado e longe de umidade e da luz solar direta. 
  Também é importante que as rações sejam conservadas em suas embalagens originais, pois existe um trabalho dos fabricantes em desenvolver pacotes que ajudem a manter a qualidade dos seus alimentos. 
  'Quando retiramos os alimentos de suas embalagens originais, além do fabricante não poder garantir a qualidade dos alimentos, caso haja qualquer problema com a ração, o consumidor não terá as informações necessárias para fazer a solicitação de troca ou reclamação, como número de lote, data de fabricação e data de validade', finaliza.

Sanidade Transformando fornecedores em aliados de inovação na indústria pet food

6+ MIN

Transformando fornecedores em aliados de inovação na indústria pet food

Matérias-primas como origem dos principais riscos   Nos últimos anos, muitos países registraram diversos episódios de recall em produtos destinados à alimentação animal, e a literatura científica confirma um padrão que o setor já conhece bem: a maioria das contaminações em pet food tem origem em matérias-primas mal monitoradas ou adquiridas sem histórico técnico adequado (Witaszak et al., 2020; Cheli et al., 2020). 
  A ocorrência crescente de micotoxinas como aflatoxinas, DON, fumonisinas e zearalenona, ou outros contaminantes em rações para cães e gatos demonstra que ingredientes agrícolas e subprodutos animais representam riscos concretos para a segurança e a qualidade do alimento (Witaszak et al., 2020). Esses dados reforçam algo essencial: não existe planta conectada sem fornecedor conectado.   Os limites do controle isolado nas fábricas   Quando um fabricante, especialmente industria menor, tenta construir um sistema de controle de qualidade isolado, sem colaboração técnica upstream, rapidamente encontra seus limites. Isso ocorre porque a variabilidade natural de ingredientes como milho, farinhas proteicas, subprodutos animais e óleos não pode ser completamente controlada apenas com inspeção no recebimento. 
  A literatura de segurança alimentar mostra que a especificação das matérias-primas é um dos pilares da prevenção de riscos, embora ainda seja negligenciada especialmente por fábricas menores (Cheli et al., 2020). Muitos fabricantes operam com descrições simplificadas das matérias-primas, sem limites analíticos, sem histórico estatístico e sem compreensão dos riscos específicos de cada origem ou safra.   O fornecedor como elo inteligente da cadeia   É justamente nesse ponto que o fornecedor se transforma não apenas em um vendedor de insumos, mas em verdadeiro elo inteligente da cadeia. Fornecedores tecnificados têm acesso a bancos de dados internos, análises por lote, curvas de variação, registros de safra, monitoramentos sazonais e processos industriais certificados. 
  Quando esses dados são compartilhados, o fabricante ganha acesso imediato a uma camada de inteligência que dificilmente conseguiria construir sozinho. E é essa troca estruturada de informações que caracteriza a planta verdadeiramente conectada, não apenas integrada internamente, mas estendida a toda a cadeia produtiva (Integrated Mycotoxin Management System, 2021; Aung & Chang, 2014).   Construção conjunta de especificações técnicas    A construção conjunta de especificações técnicas é um bom exemplo de como essa conexão muda o cenário. Especificações baseadas em dados históricos são significativamente mais eficazes na redução de desvios do que modelos genéricos aplicados a todas as origens (Cheli et al., 2020). 
  Um fornecedor preparado pode ajudar o fabricante a entender:
  a variabilidade natural dos ingredientes os limites de micotoxinas e outros contaminantes esperados por região as tendências de umidade e composição ao longo do ano os métodos analíticos adequados para cada risco
  Essa colaboração reduz rejeições desnecessárias, minimiza variações no processo e diminui custos de formulação.   Micotoxinas: um exemplo de parceria estratégica   No caso das micotoxinas, um dos contaminantes críticos para pet food, essa parceria se torna ainda mais estratégica. O BIOMIN Mycotoxin Survey e outros estudos demonstram que a ocorrência de aflatoxinas, DON e fumonisinas varia intensamente entre safras, regiões e condições climáticas, reforçando a necessidade de monitoramento contínuo e compartilhado (Cheli et al., 2020; Witaszak et al., 2020). Ou seja, um fabricante que analisa apenas o que chega à sua porta está sempre atrasado. Programas de monitoramento baseados em tendências sazonais são muito mais eficazes do que análises pontuais (Cheli et al., 2020). E quem melhor conhece essas tendências do que o próprio fornecedor, que acompanha desde o campo até o beneficiamento?   Rastreabilidade que nasce no fornecedor   A conectividade também se manifesta na rastreabilidade. Cada lote que chega à fábrica leva consigo uma história: origem, data de produção, tempo de estocagem, rota logística, análises laboratoriais e condições de processamento. 
  Quando o fornecedor disponibiliza esses dados de forma estruturada, seja por QR codes, relatórios digitais ou sistemas integrados,o fabricante passa a operar com velocidade e segurança muito superiores. A rastreabilidade upstream é um dos pontos mais frágeis da cadeia global de pet food, e a maneira mais eficiente de fortalecê-la é garantir que o fluxo de informações nasça no fornecedor (Aung & Chang, 2014).   Treinamento e capacitação como parte da conexão   Essa relação não se limita a documentos; ela se expande para a capacitação técnica. Muitos dos erros que levam pequenas fábricas a aceitar lotes irregulares são resultado de amostragem inadequada, interpretação errada de laudos ou desconhecimento dos riscos mais prováveis. Estudos mostram que treinamentos simples para equipes de recebimento já reduzem significativamente a entrada de matéria-prima fora de especificação (Integrated Mycotoxin Management System, 2021). 
  Quando o fornecedor oferece esse suporte, seja com treinamentos, consultorias ou visitas técnicas, ele está, na prática, elevando o nível de maturidade da planta, ajudando-a a operar como um sistema conectado mesmo sem grandes investimentos em tecnologia.   Ferramentas analíticas híbridas   Outro ponto em que a conectividade entre fornecedor e fabricante se traduz em inovação realista é o uso de ferramentas analíticas híbridas. Kits rápidos para triagem de micotoxinas, quando validados, apresentam boa correlação com métodos confirmatórios e são recomendados como parte de sistemas de triagem (Cheli et al., 2020). Pequenas fábricas podem adotar uma combinação eficiente: triagem rápida no recebimento, validação periódica em laboratório acreditado e relatórios analíticos contínuos fornecidos pelo parceiro upstream. Isso reduz desperdícios, acelera a tomada de decisão e permite uso mais inteligente dos recursos.   Conclusão   A literatura também evidencia que fábricas que operam com dados compartilhados de fornecedores têm melhor previsibilidade produtiva e menor variabilidade de custos (Integrated Mycotoxin Management System, 2021). 
  Quando fornecedor e fabricante operam como uma única rede de informações, a indústria ganha em segurança, previsibilidade, inovação e competitividade. O mercado global de pet food, cada vez mais exigente e sensível a riscos, depende exatamente dessa integração inteligente, que começa muito antes da linha de produção e termina no alimento seguro, rastreável e estável que chega ao comedouro. Por Ludmila Barbi Trindade Bomcompagni – All Pet Food
Fonte: All Pet Food Magazine
  Referências • Aung, M. M., & Chang, Y. S. (2014). Traceability in a food supply chain: Safety and quality perspectives. Food Control, 39, 172 184. https://doi.org/10.1016/j.foodcont.2013.11.007 • Cheli, F., Campagnoli, A., Dell'Orto, V. (2020). Mycotoxin contamination management tools and efficient strategies in feed industry. Toxins, 12(8), 480. https://doi.org/10.3390/toxins12080480 • Witaszak, N., Waśkiewicz, A., Bocianowski, J., & Stępień, Ł. (2020). Contamination of Pet Food with Mycobiota and Fusarium Mycotoxins—Focus on Dogs and Cats. Toxins, 12(2), 130. https://doi.org/10.3390/toxins12020130 • Integrated Mycotoxin Management System in the Feed Supply Chain: Innovative Approaches. (2021). Toxins, 13(8), 572. https://doi.org/10.3390/toxins13080572

Por Ludmila Barbi T. Bomcompagni

Cães O bem-estar animal definirá o ano de 2026: mais saúde emocional, tecnologia e consumo responsável

4+ MIN

O bem-estar animal definirá o ano de 2026: mais saúde emocional, tecnologia e consumo responsável

Até 2026, o cuidado e a convivência com animais de estimação evoluirão para uma abordagem mais consciente, inovadora e responsável em todos os níveis. Nesse sentido, a Tiendanimal antecipa as tendências que se consolidarão no próximo ano, marcadas por uma visão mais holística do bem-estar, a busca por produtos premium e personalizados, a integração da tecnologia no cotidiano e um firme compromisso com a sustentabilidade.
  Caroline Arrú, Diretora de Marketing e Atendimento ao Cliente e copatrocinadora do Comitê ESG da Tiendanimal, afirma que essas tendências refletem uma relação cada vez mais próxima entre pessoas e animais, onde qualidade, inovação e respeito se tornam os pilares da convivência. Esse vínculo está se expandindo nos lares espanhóis, estando presente em mais de 50% deles.   BEM-ESTAR FÍSICO E EMOCIONAL: UMA PRIORIDADE CRESCENTE   Até 2026, o bem-estar será o foco central em nossa relação com os animais. Não se trata apenas de atender às necessidades básicas, mas de garantir uma vida plena e equilibrada, onde nutrição especializada e funcional, suplementos específicos, rotinas de exercícios adaptadas às necessidades individuais e medicina preventiva desempenharão um papel fundamental.
  Nessa mesma linha, destaca-se a importância contínua da saúde emocional, que se traduz na busca por brinquedos interativos, espaços seguros e serviços voltados para a redução do estresse e da ansiedade.
  "Cada vez mais pessoas entendem que a saúde emocional é tão importante quanto a saúde física e, portanto, em 2026 veremos um aumento nas soluções que promovem a calma e a estimulação positiva ", afirma Arrú a esse respeito.   PREMIUMIZAÇÃO E PERSONALIZAÇÃO: PRODUTOS FEITOS SOB MEDIDA   Por outro lado, a tendência de premiumização também continuará a crescer, com o aumento da procura por produtos de alta qualidade, feitos com ingredientes naturais e processos sustentáveis. Neste contexto, a personalização será fundamental, com dietas adaptadas à idade, tamanho e necessidades específicas, acessórios concebidos para cada estilo de vida e serviços exclusivos que fortalecem o vínculo entre humanos e animais.   TECNOLOGIA: INOVAÇÃO A SERVIÇO DO CUIDADO   Ao longo do próximo ano, a digitalização transformará significativamente a forma como as pessoas cuidam e interagem com seus animais de estimação. Veremos um aumento no uso de ferramentas como dispositivos inteligentes de monitoramento de saúde, aplicativos que simplificam o gerenciamento de rotina e serviços de consulta veterinária online.
  "A tecnologia não só proporcionará conveniência, mas também a segurança e a prevenção necessárias para o bem-estar dos animais de estimação, oferecendo muitos benefícios que não poderíamos alcançar de outra forma. Entre eles, a antecipação de problemas de saúde e a melhoria da qualidade de vida ", afirma Arrú, que insiste que "a tecnologia aplicada ao mundo animal não é apenas mais uma moda passageira, mas uma ferramenta perfeita para melhorar significativamente o bem-estar e a qualidade de vida dos animais".   SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL: UM COMPROMISSO INEVITÁVEL   Em 2026, a consciência ambiental também será essencial na escolha de produtos e serviços para ajudar a minimizar o impacto ambiental. Fatores como o uso de materiais reciclados, embalagens biodegradáveis ​​e processos de produção ecologicamente corretos farão a diferença e serão decisivos nas decisões de compra.
  "O compromisso ambiental é inegociável, e cada vez mais setores estão se comprometendo com a economia circular e a redução de resíduos. Isso não é, e não deveria ser, algo estranho ao mundo dos animais de companhia, porque querer o melhor para o nosso planeta é também querer o melhor para todos nós: humanos e animais ", conclui Arrú.

  Fonte: IM VETERINARIA


Sección en español

Sanidad

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12/06/2026

La percepción de sobrepeso entre los propietarios aumenta al 43% en gatos y al 37% en perros

La encuesta correspondiente a 2025 de la Asociación para la Prevención de la Obesidad de las Mascotas (APOP) ha mostrado que el 37% de los propietarios de perros describió a su animal como situado por encima del peso ideal, frente al 35% registrado en 2024. En el caso de los gatos, el porcentaje ascendió al 43%, diez puntos más que el 33% comunicado el año anterior.
  La encuesta, llevada a cabo en Estados Unidos, también refleja que el 56% de los propietarios de perros y el 53% de los propietarios de gatos habían intentado que sus animales perdieran peso. Sin embargo, los resultados de esos intentos fueron limitados, y solo el 28% de los perros y el 19% de los gatos cuyos propietarios habían emprendido medidas de adelgazamiento alcanzaron un peso saludable.
  Para APOP, esta diferencia entre esfuerzo y resultado apunta a que el problema no puede reducirse únicamente a una falta de motivación de los propietarios, sino que está condicionado por barreras biológicas, psicológicas, económicas y clínicas.
  Uno de los factores señalados por la organización es la falta de precisión en la alimentación. Aunque pesar el alimento seco con una báscula de cocina permite controlar mejor las raciones, solo el 16% de los propietarios de perros y el 3% de los propietarios de gatos afirmó hacerlo.
  La mayoría utiliza vasos medidores o estimaciones visuales, métodos que pueden introducir errores relevantes, especialmente cuando pequeñas cantidades adicionales de comida o premios se repiten a diario.
  La encuesta también detecta un impacto de la inflación en el cuidado de los animales de compañía. Así, el 40% de los propietarios indicó que la situación económica estaba influyendo en sus decisiones, ya fuera mediante cambios a marcas de alimentación más baratas, reducción de visitas veterinarias, recorte de premios o menor uso de dietas terapéuticas. Este punto es especialmente relevante porque el seguimiento veterinario y la regularidad de las pautas nutricionales suelen ser determinantes para mantener una pérdida de peso a largo plazo.     SOLO EL 22% RECURRIÓ A DIETAS TERAPÉUTICAS DE PÉRDIDA DE PESO PARA PERROS
APOP advierte, además, de que las dietas terapéuticas de pérdida de peso siguen estando infrautilizadas. Entre los propietarios que intentaron que sus animales adelgazaran, solo el 22% de los propietarios de perros y el 35% de los de gatos recurrieron a dietas terapéuticas o de prescripción. La organización considera que esto evidencia que la nutrición clínica no se integra de forma sistemática en muchos planes de control de peso.
  Otro dato destacado es el creciente interés por posibles intervenciones farmacológicas frente a la obesidad en animales de compañía. La disposición de los propietarios a considerar medicamentos para la pérdida de peso aumentó hasta el 44% en perros y el 48% en gatos, frente al 34% y el 36% de 2024. Entre los profesionales veterinarios, siempre bajo el supuesto de seguridad y asequibilidad, la disposición alcanzó el 49% en perros y el 52% en gatos.
  La comunicación veterinaria aparece como otra barrera relevante. Aunque el 95% de los profesionales veterinarios encuestados reconoce la obesidad como una enfermedad y el 70% afirma realizar una evaluación de la condición corporal en cada revisión de bienestar, el 87% declara haber encontrado respuestas emocionales de los clientes durante conversaciones sobre peso.
  Al mismo tiempo, la encuesta sugiere que muchos propietarios están más abiertos a hablar del peso de sus animales de lo que los profesionales pueden percibir. El 86% de los propietarios considera que los veterinarios pueden tratar el tema con comodidad, y el 68% reconoce que su propio estilo de vida influye en el peso del animal. Para APOP, esto indica que existe margen para mejorar la conversación clínica utilizando un lenguaje claro, neutral y centrado en salud, movilidad y calidad de vida.
  Los propietarios identificaron como apoyos útiles para seguir un plan de adelgazamiento herramientas para pesar al animal en casa, recordatorios móviles, dietas terapéuticas más asequibles y controles veterinarios regulares. La organización concluye que el reto no es solo aumentar la concienciación sobre la obesidad, sino convertirla en planes más estructurados, con evaluación periódica de la condición corporal, pautas de alimentación precisas y seguimiento continuado.   Fuente: Animal's Health

Fabricantes de Alimentos

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11/06/2026

Tomás Crespo Tassara, CEO de Grupo Molino Chacabuco: “La calidad y la innovación son premisas irrenunciables en cada proyecto que encaramos”

Para comenzar, ¿podría contarnos brevemente sobre la historia de la empresa y su rol dentro de la organización? 
En Grupo Molino Chacabuco tenemos un rol muy importante que es alimentar a las personas y las mascotas con una estrategia de negocio alineada con el desarrollo sostenible, teniendo como pilares la calidad y la innovación de todo lo que hacemos y ofrecemos a nuestros clientes. 

Yo comencé en la compañía siendo controller y luego como gerente general acompañando la gestión ejecutiva de todas las unidades de negocio de la empresa junto al equipo de gerencias y un directorio. Pertenezco a la cuarta generación de las familias fundadoras y tenemos una trayectoria de 120 años en la industria de alimentos. 

La empresa cuenta con 2 plantas ubicadas en la ciudad de Chacabuco, que elaboran alimentos para mascotas y harinas, respectivamente. Tiene una de las plantas de almacenaje más grande del país con silos con una capacidad total de 50 mil toneladas, así como también una planta de envasado automatizado de alimento para mascotas y centro de distribución de 5.400 posiciones, desde donde se despacha el alimento a los distintos puntos de distribución del país y la región. Recientemente, abrimos oficinas propias en Santiago de Chile, país en el que operamos hace más de 20 años de forma ininterrumpida con nuestras marcas de nutrición animal.    ¿Cómo describiría hoy el posicionamiento de la empresa dentro de la industria pet food (volumen, segmentos, mercados, tipo de producto)? 
Desde hace más 28 años elaboramos y comercializamos alimentos de calidad para perros y gatos alcanzando las 58.000 toneladas al año para mercado interno y exportación. Tenemos una amplia gama de alternativas para la alimentación de las mascotas que son propuestas que compiten en el segmento más sofisticado de la categoría hasta opciones más económicas siempre privilegiando la calidad y seguridad en los alimentos. Todas nuestras fórmulas son cerradas, esto quiere decir que respetamos la calidad de todos los ingredientes en todas las presentaciones en todo momento. 

En el nivel medio, nuestras marcas RAZA perros y RAZA gatos son absolutas referencias en la categoría. Allí ofrecemos un amplio surtido en alimentos secos, húmedos y snacks, donde los compradores podrán encontrar desarrollos novedosos y originales tales como la línea de barritas o los guisados de carne. Otras marcas recientemente renovadas como Max Pet y Pampa, compiten en los segmentos intermedio y premium respectivamente. Y acabamos de evolucionar nuestro alimento ultra prémium Juvenia Nutrition a través de una propuesta nutricional para cada etapa de la vida de los perros y gatos. 
  La línea se amplía con soluciones específicas desde cachorro hasta la madurez, manteniendo su diferencial: el exclusivo Núcleo antioxidante con Resveratrol, Té verde y Vitamina E, ahora potenciado con ingredientes funcionales adaptados a cada momento, como aceite de coco, papaya, cranberries y alcachofa. La evolución de Juvenia Nutrition también se refleja en un nuevo envase que incluye un cierre zipper hermético y una válvula especial diseñada para garantizar la frescura y conservar las propiedades organolépticas. Así como también una renovación total de la imagen de marca y de los envases, acompañando la evolución de la línea. 

Y Gaucho es nuestra oferta en el segmento estándar de productos secos para perros adultos, cachorros y gatos.    Desde el punto de vista productivo, ¿cuáles diría que son hoy los principales desafíos en la fabricación de alimentos para mascotas? 
Hoy nos encontramos frente a nuevos desafíos que van de la mano del potencial y evolución de la industria de alimentos para mascotas. Las empresas debemos producir y abastecer una gran variedad de formulaciones (etapas de vida, ingredientes funcionales, proteínas alternativas), formatos (croqueta, húmedo, snacks) y presentaciones para distintos canales, sin perder eficiencia. 

Esto implica que todas las áreas de una misma organización estén enfocadas a las nuevas tendencias: ciclos de vida de producto más cortos, integración estrecha entre la planta y comercial para iterar rápido según demanda para poder sincronizar producción con canales, volatilidad de precios y disponibilidad de materias primas locales/ importadas y evaluación constante de sustentabilidad y trazabilidad para garantizar calidad, seguridad alimentaria y certificaciones. Y siempre teniendo el foco puesto en las personas y el trabajo en equipo como diferenciador estratégico.    ¿Qué aspectos considera críticos a la hora de garantizar calidad y seguridad alimentaria en pet food? 
Más allá de que las formulaciones son diferentes en cada nivel de propuesta es importante destacar que elaboramos nuestros alimentos bajo los mismos y más elevados estándares de calidad nacional e internacional. En aquellos casos donde nuestras fórmulas comparten ingredientes, utilizamos materias primas del mismo origen y calidad atravesando los mismos procesos y controles de producción. Esto hace que podamos garantizar un elevado estándar de producto a pesar de las diferentes funcionalidades y niveles de precio. 
  ¿Cómo evalúa la evolución del mercado pet food en su país o región en los próximos años? 
Si tomamos predicciones de crecimiento global y que Latinoamérica concentraría una buena parte de ese crecimiento, Argentina es un país con muchas mascotas por lo tanto las predicciones son buenas y la industria de pet food tiene potencial para seguir evolucionando. 

En Argentina, el 78 % de los hogares tienen perro y/o gato y es una tendencia que viene en crecimiento. 
  Estamos comprometidos en seguir construyendo y consolidando nuestra competitividad comercial y capital marcario a nivel local y regional. Continuaremos renovando y actualizando nuestras propuestas siguiendo lo más cerca posible las tendencias y nuevos desarrollos de la industria a nivel global. La calidad de nuestros productos y la búsqueda de innovación, son y serán premisas irrenunciables en cada proyecto que encaremos.
¿Qué cambios está viendo en el consumidor y cómo impactan en la producción (ingredientes, calidad, formatos, trazabilidad, sustentabilidad)? 
Hoy la alimentación de los animales de compañía ha tomado otra relevancia, y los tutores eligen minuciosamente qué dar a sus mascotas. Se sabe que las necesidades nutricionales son diferentes en cada etapa de la vida de un perro y un gato; y es muy importante contar con una adecuada nutrición desde el primer día. Esto repercutirá en toda la vida del animal lo que probablemente le permita vivir más y mejores años. Los avances de la tecnología, la ciencia médica veterinaria, el acceso a la información y a la variedad de alternativas para alimentar correctamente a nuestras mascotas hicieron que el promedio de vida se haya extendido y seguramente lo siga haciendo con el correr de los años. 

Otro punto importante es la gestión de sustentabilidad y calidad que la empresa mantiene en todos sus procesos desde hace muchos años. El 90 % de la energía que utilizamos para producir nuestros alimentos es renovable y proviene de energía eólica provista desde el Parque Eólico Levalle de YPF Luz. Esto equivale a 14,1 GWh/año y al consumo de 4.400 hogares. De esta manera logramos un ahorro de 3.800 toneladas de emisiones de dióxido de carbono al año. 

Y estamos orgullosos de haber logrado nuestro primer Reporte de Sustentabilidad elaborado en alineación con los estándares internacionales GRI (del Global Reporting Initiative) lo que nos permite no solo mostrar lo que la compañía hace muchos años viene haciendo en materia económica, social y ambiental sino también establecer metas año a año. Para acceder al Reporte de Sustentabilidad: https://molinochacabuco.com.ar/sostenibilidad.php      ¿Qué barreras y oportunidades identifican en ese camino? 
En el mercado local, la adopción de categorías prémium se frena cuando los hogares priorizan el gasto en lo esencial. Un ejemplo de ello es el desarrollo de la categoría de alimentos húmedos que representa un mercado con potencial de expansión si se adapta a formatos y precios accesibles. Por otro lado, existe una oportunidad de ampliación en segmentos masivos, teniendo en cuenta que casi tres cuartos de la población en Argentina es de menor poder adquisitivo; hay espacio para marcas que ofrezcan buena relación precio-calidad. 

El camino está en lograr innovación en formatos y formulaciones: snacks funcionales, proteínas alternativas y soluciones para cada etapa de la vida de las mascotas que viven cada vez más años, y un respaldo de sostenibilidad y transparencia como diferenciadores. 
  Mirando hacia adelante, ¿cuáles son los principales objetivos de la empresa en el corto y mediano plazo dentro del negocio pet food?    Estamos trabajando fuerte en lo que se refiere a ampliación y mejora de la propuesta de valor y presencia en los distintos segmentos con propuestas innovadoras y de alto valor nutricional. Hoy nuestra mirada está puesta en descubrir nuevos canales y dispositivos de comunicación y financiación que puedan jugar con los lenguajes de las nuevas generaciones. Nos avalan más de cien años de experiencia y estamos convencidos que hay un camino seguro que es el de experimentar.   ¡Muchas gracias, Tomás, por compartir tu experiencia con nuestra comunidad! Por Tomás Crespo, CEO de Molino Chacabuco
Fuente: All Pet Food

Formulacion

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10/06/2026

Gleditsia amorphoides como fuente de saponinas y compuestos bioactivos para alimento para mascotas

Gleditsia amorphoides   En los últimos años, se han investigado nuevas fuentes vegetales de saponinas para ampliar los beneficios funcionales de estos compuestos, destacando la Gleditsia amorphoides como una alternativa prometedora. Esta especie arbórea de la familia Fabaceae es originaria de regiones templadas y subtropicales y se utiliza tradicionalmente con fines madereros e industriales. La Gleditsia amorphoides presenta una alta concentración de saponinas (aproximadamente un 22 % en la Gleditsia frente al 7-15 % en la Yucca schidigera) y un interesante perfil de compuestos bioactivos, como galactomananos y polifenoles (Perduca et al., 2013; Lu et al., 2024). 
  Aunque los estudios aún son limitados, las pruebas iniciales, principalmente de experimentos in vitro, sugieren que el extracto de gleditsia puede modular la microbiota intestinal, al favorecer a las bacterias con actividad sacarolítica, reducir los microorganismos asociados a la fermentación proteolítica y aumentar la producción de metabolitos con potencial antioxidante y antiinflamatorio (Francis et al., 2002; Sparg et al., 2004; Sittikijyothin et al., 2005). Para investigar este potencial, se llevó a cabo un estudio con perros adultos en el que se evaluaron los efectos de la suplementación dietética con extractos de Gleditsia amorphoides y Yucca schidigera sobre la fermentación intestinal, los metabolitos fecales y los biomarcadores sistémicos relacionados con la inflamación y el sistema antioxidante.    Gleditsia amorphoides.
Fuente: Wikimedia Commons   Estudio sobre Gleditsia amorphoides en perros   Material y métodos El estudio se llevó a cabo en el Laboratorio de Estudios en Nutrición Canina (LENUCAN) de la Universidad Federal de Paraná (UFPR), Brasil, y fue aprobado por la Comisión de Ética en el Uso de Animales de la institución (protocolo n.º 013/2024). Dieciocho perros beagle adultos sanos (10 machos y 8 hembras), de aproximadamente dos años de edad y con un peso corporal medio de 12,2 ± 1,33 kg, fueron distribuidos aleatoriamente en tres grupos experimentales (seis perros por grupo): control (dieta sin suplementos), dieta suplementada con 200 g/tonelada de extracto de Yucca schidigera y dieta suplementada con 200 g/tonelada de extracto de Gleditsia amorphoides (Sapcor®, Bioaromas do Brasil). Las dietas solo diferían en la inclusión o no de los aditivos. Los perros fueron alimentados dos veces al día durante veinte días con las dietas experimentales.
  Al final del período experimental, se recogieron muestras fecales frescas para evaluar las características fecales y los metabolitos asociados a la fermentación intestinal. Se recogieron muestras de sangre en ayunas para evaluar las respuestas fisiológicas sistémicas a los tratamientos dietéticos. Los datos se analizaron mediante análisis de varianza (ANOVA) para comparar los tratamientos, seguido de la prueba de Tukey cuando se identificaron diferencias significativas. Los datos no paramétricos se evaluaron mediante la prueba de Kruskal-Wallis, considerando la significación estadística para p<0,05.   Resultados No se observaron reacciones adversas a la alimentación, como vómitos, diarrea o rechazo de alimentos durante el período experimental, lo que indica una buena aceptación de las dietas por parte de los perros.   Metabolitos de la fermentación intestinal   La suplementación dietética con Gledtisia y Yucca influyó en varios metabolitos asociados con la fermentación intestinal (Tabla 1). Los perros alimentados con dietas que contenían Yucca schidigera o Gleditsia amorphoides presentaron menores concentraciones fecales de amoníaco en comparación con el grupo control (P<0,05), lo que sugiere una reducción de la fermentación proteolítica en el intestino. Sin embargo, solo los perros suplementados con Gleditsia presentaron mayores concentraciones fecales de propionato y ácidos grasos de cadena corta totales (AGCC), además de menores concentraciones de 4-metilvalerato, en comparación con el grupo Yucca (P<0,05). 
  El propionato es un metabolito característico de la fermentación sacarolítica y se ha asociado con posibles efectos antiinflamatorios en el sistema gastrointestinal, incluida la inhibición de la proteína accesoria CD14 del receptor Toll-like 4. Esto da lugar a una menor activación de las vías inflamatorias mediadas por NF-κB y a la consiguiente reducción de la producción de citocinas proinflamatorias (Hoyles et al., 2018). 
  Tabla 1 – Promedios (basados en materia seca) de las concentraciones fecales de amoníaco, ácidos grasos de cadena corta (AGCC) y ácidos grasos de cadena ramificada (AGCR) en perros de los grupos Control, Yucca y Gleditsia. Nota: ESM: Error estándar de la media; P: Probabilidad. 
a,b Las medias seguidas de letras diferentes difieren según la prueba de Tukey (P<0,05).
  Además, las concentraciones fecales de histamina y espermina fueron menores en el grupo Gleditsia, en comparación con el grupo control (P<0,05, Figura 1). Estos compuestos son derivados de la degradación microbiana de aminoácidos y están asociados con la fermentación proteolítica, que puede ejercer efectos nocivos sobre la mucosa intestinal y la función hepática cuando estos metabolitos se encuentran en concentraciones elevadas (Brito et al., 2010; Souza et al., 2025). 

  a,b Las medias seguidas de letras diferentes difieren según la prueba de Tukey (P<0,05).
Figura 1: Concentraciones fecales (mg/kg de materia seca) de aminas biogénicas en perros de los grupos Control, Gleditsia y Yucca. 

    
Estos efectos pueden estar relacionados con la composición del extracto de Gleditsia, que combina saponinas triterpenoides con compuestos galactomananos de potencial actividad prebiótica (Lu et al., 2024). Esta asociación puede favorecer un cambio en los patrones fermentativos de la microbiota intestinal, pasando de vías predominantemente proteolíticas a vías más sacarolíticas, como también sugieren estudios in vitro que utilizan microbiota fecal humana expuesta a extractos de Gleditsia (Wang et al., 2023). Además, las saponinas pueden contribuir a la reducción de los metabolitos proteolíticos por diferentes mecanismos, entre ellos la inhibición de la actividad de la ureasa bacteriana, la unión directa a compuestos nitrogenados y la modulación de la microbiota intestinal (Dos Reis et al., 2016; Zhang et al., 2023).    Biomarcadores sistémicos   Los perros que recibieron dietas suplementadas con Gleditsia amorphoides o Yucca schidigera presentaron una menor peroxidación lipídica (LPO) y una mayor actividad de la catalasa (CAT), en comparación con el grupo control (P<0,05, Figura 2), lo que indica una mejora en el estado antioxidante. Además, los perros del grupo Gleditsia presentaron una menor actividad de la fosfatasa alcalina, en comparación con el grupo control (Control: 45,10 U/L y Gleditsia: 33,30 U/L, P<0,05). Estos efectos sistémicos pueden estar parcialmente asociados con la reducción de la producción y absorción de metabolitos proteolíticos en el intestino, lo que puede desencadenar respuestas inflamatorias y oxidativas (Souza et al., 2025). Los efectos antioxidantes adicionales también pueden estar relacionados con los compuestos polifenólicos presentes en Gleditsia, como los derivados de la quercetina, que han demostrado activar la vía de respuesta al estrés oxidativo Nrf2 en cultivos de hepatocitos caninos (Lu et al., 2024).
  a,b Las medias seguidas de letras diferentes difieren según la prueba de Tukey (P<0,05).
Figura 2: Peroxidación lipídica (LPO, mmol/mL) y catalasa (CAT, mU/mL) en perros de los grupos Control, Gleditsia y Yucca. 
  En general, estos hallazgos sugieren que la suplementación de Gleditsia amorphoides en la dieta puede contribuir a mejorar los patrones de fermentación intestinal y el estado antioxidante en perros, lo que indica posibles beneficios funcionales para la nutrición canina.   Conclusión   El estudio realizado en la UFPR indica que la suplementación dietética con Gleditsia amorphoides modula beneficiosamente los metabolitos de la fermentación intestinal en perros. Estos cambios se acompañaron de mejoras en los marcadores antioxidantes sistémicos, incluida la reducción de la peroxidación lipídica y el aumento de la actividad de la catalasa. En conjunto, estos hallazgos sugieren que los aditivos botánicos que contienen saponinas y compuestos bioactivos asociados pueden contribuir a la funcionalidad intestinal y la salud sistémica en perros.  Por Vanessa R. Olszewski, Danieli Z. Cypriano y Ananda P. Félix - BioAromas
Fuente: All Pet Food Magazine
  REFERENCIAS
Brito, C., Félix, A., Jesus, R., França, M., Oliveira, S., Krabbe, E., & Maiorka, A. (2010). Digestibility and palatability of dog foods containing different moisture levels, and the inclusion of a mould inhibitor. Animal Feed Science and Technology, 159, 150–155. https://doi.org/10.1016/j.anifeedsci.2010.06.001 
Dos Reis, J. S., Zangerônimo, M. G., Ogoshi, R. C. S., França, J., Costa, A. C., Almeida, T. N., Dos Santos, J. P. F., Pires, C. P., Chizzotti, A. F., Leite, C. A. L., Saad, F. M. O. B. (2016). Inclusion of Yucca schidigera extract in diets with different protein levels for dogs. Animal Science Journal. 87: 1019–1027. https://doi.org/10.1111/asj.12535. 
Francis, G.; Kerem, Z.; Makkar, H. P. S.; Becker, K. The biological action of saponins in animal systems: a review. British Journal of Nutrition, Cambridge, v. 88, n. 6, p. 587–605, 2002. DOI: https://doi.org/10.1079/BJN2002725.
Hoyles, L., Snelling, T., Umlai, U. K., Nicholson, J. K., Carding, S. R., Glen, R. C., McArthur, S. (2018). Microbiome–host systems interactions: protective effects of propionate upon the blood–brain barrier. Microbiome. 6, 55. https://doi.org/10.1186/s40168-018-0439-y. 
Lu, G., Ren, T., Zhao, Z., Li, B., & Tan, S. (2024). Chemical component differences in the endosperm of Gleditsia species seeds revealed based on comparative metabolomics. Food Chemistry: X, 21, 101060. https://doi.org/10.1016/j.fochx.2023.101060. 
National Research Council (NRC). (2006). Nutrient requirements of dogs and cats. National Academies Press.
Perduca, M. J. et al. Gleditsia amorphoides galactomannans: physicochemical properties and industrial applications. In: RAMAWAT, K. G.; MÉRILLON, J. M. (eds.). Polysaccharides: bioactivity and biotechnology. Cham: Springer International Publishing, 2013.  DOI: 10.1007/978-3-319-03751-6_39-1.
Sittikijyothin, W.; Torres, D.; Gonçalves, M. P. Modelling the rheological behaviour of galactomannan aqueous solutions. Carbohydrate Polymers, Oxford, v. 59, n. 3, p. 339–350, 2005. DOI: https://doi.org/10.1016/j.carbpol.2004.10.005.
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Souza, R. B. M. S., Fernandes, E. L., Santos, L. N. A., Lima, L. S., Silva, H. L., Putarov, T. C., Oliveira, S. G., Felix, A. P. (2025). Effects of yeast beta-1,3/1,6-glucans on nutrient digestibility, intestinal functionality, and immune and antioxidant variables in growing dogs submitted to spay or neutering surgery. Plos One. 20(9): e0331843. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0331843. 
Wang, H., Lai, C., Tao, Y., Zhou, M., Tang, R., Yong, Q. (2023). Evaluation of the enzymatic production and prebiotic activity of galactomannan oligosaccharides derived from Gleditsia microphylla. Fermentation. 9(7), 632. https://doi.org/10.3390/fermentation9070632. 
Zhang, Y., Wang, L., Chen, X., Liu, Y., & Li, J. (2023). Quillaja saponaria extract modulates gut microbiota and reduces proteolytic bacteria in dogs: A dose-response study. Veterinary Microbiology, 276, 109634. https://doi.org/10.1016/j.vetmic.2023.109634. 

Origen vegetal

6 min de lectura

09/06/2026

Del alga al plato: la astaxantina en la salud de mascotas

Impulsados por la creciente humanización de las mascotas, los dueños analizan con mayor detenimiento cómo están alimentando a sus compañeros. Así como ellos mismos optan por una nutrición más saludable y con etiquetas más limpias (y comienzan a considerar los aspectos ambientales), buscan que esos estándares se reflejen en la alimentación de sus mascotas. Esto se traduce en una tendencia hacia alimentos frescos o en la preferencia por productos más naturales u orgánicos.

En términos generales, el sector pet food continúa en expansión. El mercado en Europa se estimó en 55 000 millones de dólares para 2024 y se proyecta que supere los 78 000 millones para 2029 (con una tasa de crecimiento anual compuesta cercana al 7 %).1 Junto con ingredientes tradicionales, como los granos o la carne, los ingredientes funcionales innovadores están ganando protagonismo en este mercado en desarrollo. Muchos de estos componentes pueden incorporarse tanto en alimentos balanceados como en nutracéuticos. Un ejemplo son los carotenoides, conocidos no solo por sus colores amarillo, naranja o rojo, sino también por sus propiedades antioxidantes. Dentro de ellos, la astaxantina destaca por su elevado poder antioxidante, que es hasta 110 veces superior al de la vitamina E.

En la naturaleza, la microalga Haematococcus pluvialis es la principal fuente de astaxantina. Si bien este ingrediente tiene una larga trayectoria en suplementos para humanos, sus beneficios se identificaron inicialmente en el ámbito marino, particularmente en la supervivencia y reproducción del salmón. Las investigaciones en acuicultura fueron la base del negocio de la empresa sueca AstaReal, pionera en la producción industrial de astaxantina natural y responsable de la marca más estudiada del mercado, respaldada por más de 70 estudios clínicos en humanos y animales.
Investigación por especie
'Queríamos entender qué implicancias tenía esto para las diferentes especies, así comenzamos a utilizar el ingrediente en estudios con perros y gatos', explica Peter Ahlm, director de marketing y ventas en AstaReal. La investigación específica por especie es clave para desarrollar productos seguros y eficaces, ya que los efectos pueden variar entre animales y es fundamental optimizar las dosis de los ingredientes.

Existe un creciente cuerpo de evidencia sobre los efectos positivos de la astaxantina natural en la salud de las mascotas, muchos similares a los observados en humanos. Por ejemplo, contribuye a la movilidad, la resistencia y la recuperación muscular en perros, así como al sistema cardiovascular, la función cognitiva, la atención y, a nivel celular, al funcionamiento de las mitocondrias.2-5 Asimismo, la suplementación con astaxantina natural en perros y gatos puede fortalecer sus sistemas de defensa y mejorar tanto la respuesta inmune celular como humoral.6,7 También, ha demostrado potencial para mejorar problemas de visión asociados a la edad, como la opacidad ocular en perros.8

'Los efectos sobre la salud pueden parecer diversos, pero todos se explican por la estructura molecular única de la astaxantina. Gracias a su configuración lineal polar-no polar-polar, puede atravesar eficazmente las membranas celulares y mitocondriales y neutralizar las especies reactivas de oxígeno (ROS, por sus siglas en inglés) tanto en el interior hidrofóbico como en el exterior hidrofílico. Además de proteger mejor a las células frente al estrés oxidativo, presenta efectos antiinflamatorios que benefician múltiples órganos y sistemas', explica Behnaz Shakersain, directora de asunto científicos en AstaReal.
Opciones naturales de astaxantina 
Dado que ni los humanos ni los animales pueden producir astaxantina de forma natural, solo pueden obtener sus beneficios a través de la alimentación. Para alcanzar niveles efectivos, se recomienda en perros una dosis aproximada de 1 mg/10 kg de peso corporal, que equivale al consumo diario de dos filetes de salmón salvaje para un beagle o tres para un golden retriever. En este sentido, los alimentos o snacks enriquecidos con astaxantina representan una solución más práctica y sostenible.

Las versiones naturales derivadas de algas ofrecen ventajas adicionales, como un mayor poder antioxidante. Además, las algas cumplen un rol esencial en el ecosistema y son reconocidas como un recurso renovable, lo que conecta con consumidores cada vez más conscientes. Cuando se cultivan en sistemas cerrados, pueden protegerse mejor de contaminantes ambientales y obtener una biomasa rica en astaxantina con un perfil de calidad superior.

Desarrollar una fórmula con ingredientes saludables es solo el primer paso, según Peter Ahlm: 'Los fabricantes también deben garantizar que el producto mantenga su estabilidad y valor nutricional durante toda su vida útil. Las sustancias bioactivas pueden interactuar con otros compuestos en formulaciones complejas o degradarse durante procesos exigentes, como la extrusión o el peletizado'.

Para minimizar estos riesgos, AstaReal utiliza tecnologías de encapsulación en su línea de nutrición animal NOVASTA®. Su reciente lanzamiento, NOVASTA® EB15, puede incorporarse en alimentos o suplementos para mascotas y contiene harina de algas (32 %) encapsulada en aceite de colza, con una concentración final de astaxantina del 1,5%. Gracias a la encapsulación, el ingrediente se integra mejor en formulaciones exigentes, como los pellets, las mezclas o los masticables, que suelen estar más expuestos al aire a temperatura ambiente.

Los fabricantes estarán mejor posicionados si responden a las nuevas demandas de los consumidores y combinan la salud con la sostenibilidad. En este escenario, la astaxantina puede desempeñar un rol clave. Gracias a su acción antioxidante y multifuncional, contribuye de manera natural al bienestar de las mascotas y, además, procede de una fuente alineada con el futuro de la industria.
Alimentación con visión de futuro
Uno de los grandes desafíos actuales es la alimentación sostenible. En la búsqueda de fuentes de origen vegetal tanto para humanos como para animales, las algas cobran protagonismo. Son relativamente fáciles de cultivar, altamente nutritivas y consideradas más sostenibles que varios cultivos tradicionales. Entre sus compuestos más valiosos se encuentra la astaxantina. AstaReal obtiene este carotenoide de la microalga Haematococcus pluvialis, cultivada en sistemas cerrados mediante fotobiorreactores especialmente diseñados. Además, la empresa implementa un sistema para reutilizar el calor residual generado durante el proceso de cultivo, que se destina a calefaccionar 2500 viviendas cercanas, contribuyendo así a reducir su huella de carbono. Por AstaReal
Fuente: All Pet Food Magazine Referencias
1.    Mordor Intelligence. 'Europe Pet Food Market SIZE & SHARE ANALYSIS - GROWTH TRENDS & FORECASTS UP TO 2029.' https://www.mordorintelligence.com/industry-reports/pet-food-market-in-europe-industry. Accessed Feb. 23, 2024.
2.    B.M. Zanghi, et al., 'Effects of Postexercise Feeding of a Supplemental Carbohydrate and Protein Bar with or without Astaxanthin from Haematococcus pluvialis to Exercise-Conditioned Dogs,' Am. J. Vet. Res. 76(4), 338–350 (2015).
3.    T. Murai, et al., 'Effects of Astaxanthin Supplementation in Healthy and Obese Dogs,' Veterinary Medicine: Research and Reports 10, 29–35 (2019).
4.    National Center for Biotechnology Information. 'PubChem Patent Summary for US-9820497-B2, Astaxanthin-containing pet foods.' https://pubchem.ncbi.nlm.nih.gov/patent/US-9820497-B2. Accessed Feb. 23, 2024.
5.    J.S. Park, et al., 'Astaxanthin Modulates Age-Associated Mitochondrial Dysfunction in Healthy Dogs,' Journal of Animal Science 91(1), 268–275 (2013).
6.    B.P. Chew, et al., 'Dietary Astaxanthin Enhances Immune Response in Dogs,' Veterinary Immunology and Immunopathology 140(3–4), 199–206 (2011).
7.    J.S. Park, et al., 'Astaxanthin Stimulates Cell-Mediated and Humoral Immune Responses in Cats,' Veterinary Immunology and Immunopathology 144, 455–461 (2011).
8.    W. Wang, et al., 'Antioxidant Supplementation Increases Retinal Responses and Decreases Refractive Error Changes in Dogs,' Journal of Nutritional Science 5, E18 (2016).


English Section

Formulation

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10/06/2026

Gleditsia Amorphoides as a Source of Saponins and Bioactive Compound for Pet Food

Gleditsia amorphoides   In recent years, new plant-based sources of saponins have been investigated to expand the functional benefits of these compounds, with Gleditsia amorphoides emerging as a promising alternative. This tree species, belonging to the Fabaceae family, is native to temperate and subtropical regions and has traditionally been used for timber and industrial purposes. Gleditsia amorphoides presents a high saponin content (approximately 22%, compared to 7–15% in Yucca schidigera) and a relevant profile of bioactive compounds, including galactomannans and polyphenols (Perduca et al., 2013; Lu et al., 2024).

Although studies are still limited, initial evidence—mainly from in vitro experiments—suggests that gleditsia extract can modulate the intestinal microbiota by promoting saccharolytic bacteria, reducing microorganisms associated with proteolytic fermentation, and increasing the production of metabolites with antioxidant and anti-inflammatory potential (Francis et al., 2002; Sparg et al., 2004; Sittikijyothin et al., 2005). To further investigate this potential, a study was conducted in adult dogs to evaluate the effects of dietary supplementation with Gleditsia amorphoides and Yucca schidigera extracts on intestinal fermentation, fecal metabolites, and systemic biomarkers related to inflammation and antioxidant status.   Gleditsia amorphoides
Source: Wikimedia Commons   Study on Gleditsia amorphoides in Dogs
Materials and Methods The study was carried out at the canine nutrition laboratory (LENUCAN) at the Federal University of Parana (UFPR) in Brazil and was approved by the institution's Animal Ethics Committee (protocol no. 013/2024). Eighteen healthy adult beagle dogs (10 males and 8 females), approximately two years old and with an average body weight of 12.2 ± 1.33 kg, were randomly assigned to three experimental groups (six dogs per group): control (unsupplemented diet), diet supplemented with 200 g/ton of Yucca schidigera extract, and diet supplemented with 200 g/ton of Gleditsia amorphoides extract (Sapcor®, Bioaromas do Brasil)  Diets differed only in the inclusion of the additives. Dogs were fed experimental diets twice daily for 20 days.

At the end of the experimental period, fresh fecal samples were collected to evaluate fecal characteristics and metabolites associated with intestinal fermentation. Fasting blood samples were also collected to assess systemic physiological responses to dietary treatments. Data were analyzed using analysis of variance (ANOVA), followed by Tukey's test when significant differences were identified. Non-parametric data were evaluated using the Kruskal–Wallis test, considering statistical significance at p < 0.05.
Results
No adverse reactions to feeding—such as vomiting, diarrhea, or feed refusal—were observed during the experimental period, indicating good acceptance.
Intestinal Fermentation Metabolites
Dietary supplementation with Gleditsia and Yucca influenced several metabolites associated with intestinal fermentation (Table 1). Dogs fed diets containing Yucca schidigera or Gleditsia amorphoides showed lower fecal ammonia concentrations compared to the control group (P < 0.05), suggesting reduced proteolytic fermentation in the gut. However, only dogs supplemented with Gleditsia showed: more fecal concentrations of propionate, higher total short-chain fatty acids (SCFA), and lower concentrations of 4-methylvalerate compared to the Yucca group (P < 0.05).

Propionate is a characteristic metabolite of saccharolytic fermentation and has been associated with potential anti-inflammatory effects in the gastrointestinal system, including inhibition of the Toll-like receptor 4 accessory protein CD14. This results in reduced activation of NF-κB-mediated inflammatory pathways and decreased production of pro-inflammatory cytokines (Hoyles et al., 2018).
  Table 1 – Mean fecal concentrations (dry matter basis) of ammonia, short-chain fatty acids (SCFA), and branched-chain fatty acids (BCFA) in dogs from Control, Gleditsia, and Yucca groups.
  Note: SEM: Standard error of the mean. P: Probability.
a,b Different letters indicate statistical difference according to the Tukey test (P < 0.05).
  Additionally, fecal concentrations of histamine and spermidine were lower in the Gleditsia group compared to the control group (P < 0.05, Figure 1). These compounds are derived from microbial amino acid degradation and are associated with proteolytic fermentation, which may exert harmful effects on intestinal mucosa and liver function when present at high concentrations (Brito et al., 2010; Souza et al., 2025).   a,b Different letters indicate statistical difference according to the Tukey test (P < 0.05).
Figure 1: Fecal concentrations (dry matter basis) of biogenic amines in dogs from Control, Gleditsia, and Yucca groups.
These effects may be related to the composition of Gleditsia extract, which combines triterpenoid saponins with galactomannans that may exert prebiotic activity (Lu et al., 2024). This combination may promote a shift in microbial fermentation patterns—from predominantly proteolytic to more saccharolytic pathways—as also suggested by in vitro studies using human fecal microbiota exposed to Gleditsia extracts (Wang et al., 2023). Furthermore, saponins may contribute to the reduction of proteolytic metabolites through different mechanisms, including inhibition of bacterial urease activity, direct binding to nitrogenous compounds, and modulation of the intestinal microbiota (Dos Reis et al., 2016; Zhang et al., 2023).
Systemic Biomarkers
Dogs receiving diets supplemented with Gleditsia amorphoides or Yucca schidigera showed: lower lipid peroxidation (LPO) and higher catalase (CAT) activity compared to the control group (P < 0.05, Figure 2), indicating improved antioxidant status. Additionally, dogs in the Gleditsia group showed lower alkaline phosphatase activity compared to the control group (Control: 45.10 U/L; Gleditsia: 33.30 U/L; P < 0.05). These systemic effects may be partially associated with reduced production and absorption of proteolytic metabolites in the intestine, which can trigger inflammatory and oxidative responses (Souza et al., 2025). Additional antioxidant effects may also be linked to polyphenolic compounds present in Gleditsia, such as quercetin derivatives, which have been shown to activate the Nrf2 oxidative stress response pathway in canine hepatocyte cultures (Lu et al., 2024).     a,b Different letters indicate statistical difference according to the Tukey test (P < 0.05).
Figure 2: Lipid peroxidation (LPO, mmol/mL) and catalasa (CAT, mU/mL) in dogs from Control, Gleditsia, and Yucca groups.
Overall, these findings suggest that dietary supplementation with Gleditsia amorphoides may contribute to improving intestinal fermentation patterns and antioxidant status in dogs, indicating potential functional benefits for canine nutrition.
Conclusion
The study conducted at UFPR indicates that dietary supplementation with Gleditsia amorphoides beneficially modulates intestinal fermentation metabolites in dogs. These changes were accompanied by improvements in systemic antioxidant markers, including reduced lipid peroxidation and increased catalase activity. Overall, these findings suggest that botanical additives containing saponins and associated bioactive compounds may contribute to intestinal functionality and systemic health in dogs. By Vanessa R. Olszewski, Danieli Z. Cypriano and Ananda P. Félix – BioAromas
Source: All Pet Food Magazine
  References
Brito, C., Félix, A., Jesus, R., França, M., Oliveira, S., Krabbe, E., & Maiorka, A. (2010). Digestibility and palatability of dog foods containing different moisture levels, and the inclusion of a mould inhibitor. Animal Feed Science and Technology, 159, 150–155. https://doi.org/10.1016/j.anifeedsci.2010.06.001 
Dos Reis, J. S., Zangerônimo, M. G., Ogoshi, R. C. S., França, J., Costa, A. C., Almeida, T. N., Dos Santos, J. P. F., Pires, C. P., Chizzotti, A. F., Leite, C. A. L., Saad, F. M. O. B. (2016). Inclusion of Yucca schidigera extract in diets with different protein levels for dogs. Animal Science Journal. 87: 1019–1027. https://doi.org/10.1111/asj.12535. 
Francis, G.; Kerem, Z.; Makkar, H. P. S.; Becker, K. The biological action of saponins in animal systems: a review. British Journal of Nutrition, Cambridge, v. 88, n. 6, p. 587–605, 2002. DOI: https://doi.org/10.1079/BJN2002725.
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Vegetable Origin

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09/06/2026

From Alga to Bowl: Astaxanthin Supports Pet Health 

Owing to the ongoing anthropomorphism of pets, owners are taking a closer look at what they're feeding their beloved companions. Just as they themselves are opting for healthier and cleaner-label nutrition—and starting to consider the associated environmental aspects—, owners want to ensure that the same standards apply to their pet's meals. This is manifesting as a shift towards providing fresh food or preferentially selecting more natural or organic pet food products.

Overall, the pet food sector is witnessing continuous growth. The market size in Europe is estimated to be worth $55 billion in 2024 and is expected to reach a value of more than $78 billion by 2029 (growing at a CAGR of approximately 7%).1 Next to classic feed compounds, such as grain or meat, novel functional ingredients are gaining traction in this developing market. Many of these components can be both integrated into feed grades as well as pet-friendly nutraceuticals. One example is carotenoids, which are not only known for their vibrant yellow, orange, or red colours, but also for their antioxidant attributes. One carotenoid with a particularly high antioxidant power—110 times more than vitamin E—is astaxanthin. 

In nature, the most abundant source of astaxanthin is a tiny microalga called Haematococcus pluvialis. Although astaxanthin has a long history as an ingredient in human supplements, its beneficial effects were first discovered in the marine world regarding the survival and reproduction rates of salmon. Research on astaxanthin in aquaculture was also the basis for the Swedish company, AstaReal's business. The organisation was the first to produce natural astaxanthin on an industrial level and, as the subject of more than 70 clinical studies on humans and animals, it owns today's most researched astaxanthin brand in the market.
Species-Specific Research
'We wanted to understand what this might mean for different kinds of animals, so we started using the ingredient in trials with cats and dogs,' says Peter Ahlm, Head of Marketing & Sales at AstaReal. Distinct research on targeted animals is indispensable when it comes to developing a safe and efficacious product; effects might vary between species, and it's imperative to optimise the amount of ingredients to be dispensed.

There is a growing body of evidence for various positive effects of natural astaxanthin on pets' health, many of which show a similar pattern to humans. For instance, astaxanthin can support canine mobility, endurance, and muscle recovery; the cardiovascular system; cognitive function; attentiveness and at the cellular level, the mitochondria.2–5 Moreover, natural astaxanthin supplementation in dogs and cats could enhance their innate defence systems and improve both their cell-mediated and humoral immune responses.6,7 Astaxanthin also has shown potential to improve impaired vision due to age-related conditions like cloudy lenses in dogs.8 

'The recorded health effects may seem quite diverse; however, they are all rooted in astaxanthin's unique molecular structure. Due to its linear, polar-nonpolar-polar molecular layout, natural astaxanthin can effectively penetrate and traverse the cell and mitochondria membranes and neutralize reactive oxygen species (ROS) in both the hydrophobic interior and hydrophilic exterior boundaries. In addition to providing better protection to the cells and their powerhouses against oxidative stress, natural astaxanthin also has anti-inflammatory effects that support multiple bodily organs and systems.' -  Behnaz Shakersain, Scientific Affairs Manager at AstaReal.
Scoring with Natural Astaxanthin Options
As neither humans nor animals can produce astaxanthin in their bodies, they can only benefit from its protective functions through nutritional intake. To obtain effective amounts, dogs are generally recommended to be fed 1 mg of astaxanthin per 10 kg body weight, which equates to about two wild King salmon fillets for a beagle or three for a golden retriever per day. Feed or treats rich in astaxanthin might offer an easier and more sustainable solution in many cases. 

Natural algae-derived versions of astaxanthin offer additional advantages, such as higher levels of antioxidant potency. Moreover, algae play an essential role in the planet's ecosystem, and being recognised as a renewable resource resonates strongly with responsible consumers. If algae are cultivated indoors, they can be better protected from environmental harm or contamination, and the yield of astaxanthin-rich algal biomass has a higher quality profile. 

Developing a formula with healthy ingredients is only the first step, according to Peter Ahlm: 'Pet food manufacturers also need to make sure that their product will remain stable and nutritious throughout its intended shelf-life. Bioactive substances are particularly prone to interact with other compounds in multi-ingredient formulations or can degrade during harsh production processes, such as extrusion or pelleting.' 

To minimize such risks and protect the power of astaxanthin, AstaReal uses encapsulation in its animal nutrition brand NOVASTA®. Its recently launched NOVASTA® EB15 can be mixed into pet food or added to supplements and consists of algal flour (32%) encapsulated in rapeseed oil with a final astaxanthin concentration of 1.5%. Due to encapsulation, it can be better incorporated into challenging formulations, such as pellets, meal mixes, and soft chews, which are more likely to be exposed to air at ambient temperature.

If manufacturers are sensitive to the shifting demands of pet parents and are willing to combine health with sustainability trends, they are well set. Algal astaxanthin can play an assisting role in these efforts. Thanks to its antioxidant and multifunctional effects, it naturally supports the well-being of our four-legged friends while stemming from a futureproof source.
Futureproof Feeding
One of today's major challenges is how to feed the planet sustainably. In search of plant-based sources for both human and animals, algae are gaining attention. Algae are relatively easy to cultivate, are nutritious, and being considered as more sustainable than several conventional crops. One precious and health-promoting ingredient that algae offer is astaxanthin. AstaReal derives the carotenoid from the micoralgae Haematococcus pluvialis that are being cultivated indoor in specially designed photobioreactors. The company applies a unique system to reuse the excess heat produced during the algae cultivation process to heat up 2500 apartments in the nearby residential area, aiming to continuously reduce their carbon footprint.   By AstaReal
Source: All Pet Food Magazine
References
1.    Mordor Intelligence. 'Europe Pet Food Market SIZE & SHARE ANALYSIS - GROWTH TRENDS & FORECASTS UP TO 2029.' https://www.mordorintelligence.com/industry-reports/pet-food-market-in-europe-industry. Accessed Feb. 23, 2024.
2.    B.M. Zanghi, et al., 'Effects of Postexercise Feeding of a Supplemental Carbohydrate and Protein Bar with or without Astaxanthin from Haematococcus pluvialis to Exercise-Conditioned Dogs,' Am. J. Vet. Res. 76(4), 338–350 (2015).
3.    T. Murai, et al., 'Effects of Astaxanthin Supplementation in Healthy and Obese Dogs,' Veterinary Medicine: Research and Reports 10, 29–35 (2019).
4.    National Center for Biotechnology Information. 'PubChem Patent Summary for US-9820497-B2, Astaxanthin-containing pet foods.' https://pubchem.ncbi.nlm.nih.gov/patent/US-9820497-B2. Accessed Feb. 23, 2024.
5.    J.S. Park, et al., 'Astaxanthin Modulates Age-Associated Mitochondrial Dysfunction in Healthy Dogs,' Journal of Animal Science 91(1), 268–275 (2013).
6.    B.P. Chew, et al., 'Dietary Astaxanthin Enhances Immune Response in Dogs,' Veterinary Immunology and Immunopathology 140(3–4), 199–206 (2011).
7.    J.S. Park, et al., 'Astaxanthin Stimulates Cell-Mediated and Humoral Immune Responses in Cats,' Veterinary Immunology and Immunopathology 144, 455–461 (2011).
8.    W. Wang, et al., 'Antioxidant Supplementation Increases Retinal Responses and Decreases Refractive Error Changes in Dogs,' Journal of Nutritional Science 5, E18 (2016).

Market Information

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08/06/2026

Innovafeed Successfully Scales Up Operations and Enters a New Phase of Development Backed by a €51 Million Funding Round  

A pioneer in Europe's green industrial transition, Innovafeed has successfully completed the necessary steps to take an innovation from the laboratory bench to an industrial and commercial reality.

Since its inception, Innovafeed has been driven by a clear ambition: to develop local, sustainable, and high-performance ingredients to meet the growing needs of animal nutrition. To build this new industry, the company has invested massively in its large-scale technology and in demonstrating the performance of its products across all its markets.
  Following the last funding round in 2022, the company has achieved three major milestones:
  Industrial maturity: its Nesle production unit is now fully operational. In three years, it has already produced over 15,000 tons of protein and oil; production volumes have increased tenfold, while production costs have been divided by seven. The scale achieved, critical for product competitiveness, is unprecedented in this sector and is currently three times larger than the world's second-largest player.
  Strong commercial traction: revenues have doubled each year, driven by structured partnerships with clients who value the nutritional performance and functional benefits of the Hilucia™ product range.
  Demonstrated environmental impact: thanks to the circularity of its world-unique industrial symbiosis model, the products deliver a -70% to -90% reduction in carbon emissions compared to conventional products.
  'Innovafeed's products represent one of the key solutions for more sustainable and high-performing aquaculture. After many years of studying the benefits of this raw material in the nutrition of sea bass, sea bream, and trout, we have made the decision to use these new ingredients on a very broad scale. This scale-up is made possible today by Innovafeed's technological breakthrough, which is currently the most advanced in Europe.'
Fabio Brambilla Ph.D., Nutritionnist at NaturAlleva
  'The pet food market continues to evolve towards ingredients that deliver both sustainability and functional benefits. Innovafeed's latest funding round provides a strong platform to accelerate innovation and create new opportunities across the value chain.'
Detmar Barneveld, Commercial Manager at Vobra Special Petfoods
  'Innovafeed's ingredients form the core of our hypoallergenic dog food recipes. The performance and stability of Innovafeed's products are essential to sustain our strong growth.'
Basile Laigre, CEO and cofounder of Réglo   A reconfiguration underway driven by industrial maturity and preparing for the next phase
Following an intense phase of R&D and industrial development that successfully cleared critical operational maturity milestones, the company is embarking on a new stage of its growth. In this context, it is initiating a reorganization of its activities, specifically the reduction of zootechnical R&D activities and their integration from its historical Gouzeaucourt site into the Nesle facility. A project involving the reduction of 60 positions is planned, two-thirds of which affect the Gouzeaucourt site.
  This evolution of the organization will be carried out with dedicated support for the employees concerned, within the framework of close social dialogue with the Social and Economic Committee (CSE) of the company and the competent authorities.   Innovafeed focuses its new phase on commercial development and product innovation
In its new phase of development, the company will redirect its investments toward commercial deployment and operational excellence. The new financing operation will specifically enable Innovafeed to:
  Accelerate the commercial development of the Hilucia™ ranges, particularly within the functional segments of aquaculture and pet food;
  Invest in industrial equipment and processes in order to develop new offerings and applications;
  Optimize the industrial asset base to increase the performance and capacities of the production lines.
  Confident in the solidity of Innovafeed's industrial model, its growth trajectory, and the potential of its ingredients to meet the long-term challenges of the agri-food sectors, the operation received very broad support from its historical shareholders, notably Creadev, QIA, Temasek, FFC, ABC Impact, and ADM, as well as its banking partners.
  'Over the past five years, Innovafeed has won its industrial bet and developed a world-unique asset: a fully operational large-scale production facility that enables highly optimized production of ingredients with functional properties that are valued by pet food and aquaculture players.'
Bénédicte Monpert, Food Managing Director at Creadev
  'Since day one, we have carried a dual ambition: to demonstrate that we can produce high-performing, competitive, and sustainable ingredients for nutrition without relying on the intensive exploitation of marine resources; and that it is possible to build an innovative industrial project in France. The successful scale-up of our industrial model marks a major milestone for Innovafeed today and opens up a new phase of commercial deployment. Innovafeed is now focusing its efforts on accelerating the development of value chains for its ingredients, capturing the full value of their multiple functional properties improving animal health and growth, which have been validated and proven for ten years now.
  We must also adapt our organization to this new phase by reducing industrial and zootechnical R&D activities, while continuing to invest alongside our customers to demonstrate functionalities and performance of our products. The talents who made up our R&D and industrial teams enabled us to reach unprecedented milestones in the sector. While we must take demanding measures to adjust our organization to this new phase, we are deeply committed to recognizing the dedication of our teams over the past years and to implementing this transformation plan responsibly, in full respect of social dialogue and in close connection with local authorities.'
Clément Ray, CEO and cofounder of Innovafeed
  As global food systems face mounting pressure to reduce dependence on marine resources, Innovafeed's proven model offers a commercially viable and scalable answer. The next chapter has begun. Source: Innovafeed

Packaging

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05/06/2026

When Does it Make Sense to Automate a Bagging Process? 

What is an automatic bagging machine?
An automatic bagging machine is a packaging machine whose ultimate objective is the same: to measure out precise quantities of solid products and place them into bags. The main difference is that the automatic bagging machine does this without human intervention. In other words, in an automatic system, the machine handles all stages: picking up the empty bag, opening it, positioning it, filling it, sealing it and moving it on to the palletiser. It is worth noting that weighing and dosing are automatic in both semi-automatic and automatic systems. The difference lies in the handling of the bag.   In these cases, the operator moves from performing repetitive physical tasks to carrying out supervisory duties and replenishing consumables. This technological leap involves greater mechanical and control complexity, but also a profound transformation in the dynamics of the workstation and the production capacity of the line.   Advantages and disadvantages of automatic bagging machines.   Benefits of automatic bagging machines. Full automation of bagging transforms the operational logic of the workstation. This continuity reduces variability and allows for consistent rhythms to be maintained even during sustained production runs. By stabilising the bagging point, line performance is optimised, which has a direct impact on productivity and planning capacity.   Another key aspect is the reorganisation of the operator's role. Instead of physically intervening in every cycle, a single person can supervise the system and manage the supply of consumables (empty sacks, sewing thread or other items), devoting more time to process control than to mechanical execution. From a health and safety perspective, automation also offers clear advantages. By reducing direct handling of the product and the bag, exposure to dust, repetitive physical strain or unnecessary contact with sensitive materials is significantly reduced. The result is a cleaner and safer working environment. Finally, monitoring the position of the bag throughout its journey ensures greater precision in filling and sealing. This continuous monitoring reduces errors, improves the quality of the finish and brings greater consistency to the entire process.   Limitations of automatic bagging machines. However, full automation also entails certain technical and financial requirements. The initial investment is higher than that of a semi-automatic bagging machine, which can delay the return on investment if the production volume does not justify the technological leap. Therefore, the decision must be based on actual data regarding production capacity, labour costs and growth projections.   From a physical standpoint, automatic bagging machines typically require more floor space, as they incorporate additional modules for bag retrieval, opening and positioning. Although compact configurations are available [JV1]  , the impact on the layout must be assessed in detail within the overall end-of-line project. It is also important to consider the human factor. An automatic system requires a qualified operator to ensure the line operates correctly. Experience shows that the optimal performance of a system depends largely on the technical knowledge of the team operating it.   Finally, the greater mechanical and control complexity implies proper planning of preventive maintenance. More mechanisms and drives mean more critical points that must be managed correctly throughout the machine's lifecycle. This aspect is not necessarily a drawback, but it is a factor that must be taken into account in the overall project analysis.   In which cases is it advisable to install an automatic bagging machine?   There is no universal threshold determining when an automatic bagging machine is essential. The decision depends on a combination of production, economic and strategic factors. One of the clearest factors is production volume. When demand is in the medium to high range of bags per hour, automation enables consistent output rates that ensure a return on investment through high productivity.   The labour context also plays a role. In regions where labour is scarce or costly, automation can accelerate the return on investment by reducing operational dependency. In food or hygiene applications, where the aim is to minimise operator contact with the product being bagged as much as possible. Similarly, when working with toxic, abrasive or dusty products, automation serves as a safety measure for workers. There is also a strategic component. Full automation of bagging conveys an image of efficiency and control that many companies consider part of their industrial positioning.   If the investment is to be made in phases: is it better to automate bagging or palletising first?   This is a common question when the budget does not allow for the complete automation of the end-of-line process in a single stage. At first glance, it seems logical to automate palletising first: manually moving a 25 kg full sack is more demanding than placing an empty sack. And, in many cases, that argument makes sense.   However, the decision should not be based solely on physical effort. The bagging rate determines the palletising rate, never the other way round. If the bottleneck lies in dosing and filling, automating palletising will not solve the underlying problem. Furthermore, when the product requires strict hygiene conditions or poses risks to the operator, automating bagging can have a greater impact than automating palletising. Each project must analyse where the greatest loss of efficiency occurs, what operational risks exist and what the plant's medium-term objective is.   At TMI, we help you automate with a clear strategy.   Automating bagging is a matter of industrial coherence. In some cases, a well-designed semi-automatic solution is sufficient and cost-effective. In others, sustained production, operational safety or growth strategy fully justify an automatic bagging machine. The manufacturer's role is to assess the customer's production reality and propose the most suitable solution in terms of performance, investment and future prospects, and that is what we do at TMI.   By: David Padullés, Sales Director at TMI Source: TMI