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Notícias do setor

27/08/2026

E-commerce molda decisões de compra de pet food no México  

O e-commerce ainda representa uma parcela relativamente pequena do mercado mexicano de alimentos para pets, mas exerce uma influência desproporcional nas decisões de compra dos consumidores. A constatação é de Melanie Torres, analista sênior de pesquisa da Euromonitor International, afirmada durante sua apresentação no congresso Foro Mascotas, realizado em Guadalajara, no México.
  Para ela, o e-commerce funciona mais como uma ferramenta de descoberta para os consumidores. 'Eles conseguem acompanhar as mudanças de preços, comparar como um produto é apresentado em diferentes varejistas online e também observar as mudanças na oferta de produtos', disse. 
  Torres reforça que o cenário torna a presença digital das empresas cada vez mais relevante, mesmo que a maior parte das vendas continue acontecendo em lojas físicas. Segundo ela, isso também significa um momento propício para fabricantes avaliarem como as ferramentas de inteligência artificial interpretam suas marcas, já que consumidores utilizam cada vez mais a IA para comparar produtos, ingredientes e práticas de fabricação antes de tomar uma decisão de compra.
  'O site da sua marca e as páginas dos seus produtos são amigáveis para ferramentas de IA? O que a inteligência artificial está dizendo sobre sua marca? Como ela interpreta o seu produto?', questionou.    Inspiração nos sabores e tradições locais do México
Na palestra, Torres também relacionou a busca por inovação à diversidade cultural e regional do México. Fabricantes que voltam seu olhar para o país podem ser mais bem-sucedidos quando não dependem exclusivamente de tendências globais. ' É um mercado muito diverso. Como sua marca pode celebrar as tradições locais e as características demográficas dos seus consumidores?'
  Ela sugeriu adaptar estratégias de sucesso do mercado de alimentos para consumo humano, desenvolvendo petiscos inspirados em datas comemorativas, ingredientes regionais e sabores familiares aos consumidores mexicanos.
  Segundo Torres, a inovação bem-sucedida começa pela compreensão do consumidor, e não pela simples busca por tendências. 'O objetivo é desenvolver produtos, serviços e campanhas que atendam às preferências específicas do seu consumidor. E, para isso, é preciso ir além das abordagens genéricas e padronizadas.'
  Para os fabricantes, isso significa combinar parcerias estratégicas com o varejo, conteúdo digital preparado para a era da inteligência artificial e inovação alinhada às características locais para fortalecer a confiança do consumidor em um mercado mexicano de alimentos para pets cada vez mais competitivo. Fonte: Pet Food Forum Brasil

Notícias do setor

25/08/2026

Pet food deve movimentar R$ 94,78 bilhões na América Latina até 2035  

O mercado latino-americano de alimentos para pets deve movimentar US$ 18,47 bilhões (R$ 94,78 bilhões) em 2035, contra US$ 12,84 bilhões (R$ 65,87 bilhões) em 2025 – um crescimento de 44% em dez anos. Os dados são de relatório de 2026 da Claight Expert Market Research, que projeta uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de 3,7% para o período.
  Para a indústria e o canal de distribuição, o número consolida o pet food como uma das categorias de consumo mais resilientes da região, com implicações diretas sobre planejamento de capacidade industrial, logística e portfólio de produtos de maior valor agregado.   Brasil concentra a maior fatia regional
O relatório aponta o Brasil como principal mercado da América Latina, concentrando quase 60% das vendas regionais de pet food. A expansão, no entanto, não se limita ao território brasileiro. O México aparece como polo de inovação e investimentos industriais, enquanto Argentina e Colômbia ampliam a oferta de produtos premium e sustentáveis.
  O levantamento trazido pelo PetFood Fórum Brasil também aponta que o Chile avança em regulamentações voltadas à transparência da rotulagem. Já o Peru ganha espaço no desenvolvimento de alimentos com proteínas vegetais.
  O cenário indica uma indústria regional cada vez mais diversificada, com diferentes países contribuindo para a evolução tecnológica e comercial do setor.
  Crescimento não representa 'teto' para linhas de alto valor agregado.
  Para Fernando Suzuki, representante da PremieRpet, o volume projetado para a região não deve ser lido como limite de mercado, mas como reflexo da maturidade do consumidor em relação à nutrição Super Premium. Segundo o executivo, a empresa amadurece essa leitura como parte de sua estratégia de posicionamento no Brasil, apontado no relatório como o terceiro maior mercado pet global.
  'Não enxergamos esse número como um 'teto', mas como o reflexo do amadurecimento do responsável, que entende a nutrição Super Premium como saúde preventiva', ressalta.
  Como exemplo de investimento alinhado a esse potencial, a companhia cita o aporte de R$ 1,1 bilhão em seu complexo industrial em Porto Amazonas (PR). Somada à planta de Dourado (SP), a estrutura consolida capacidade para produzir 1 milhão de toneladas de alimentos por ano.   Premiumização sustenta demanda por alimentos funcionais
A humanização dos animais de companhia segue como principal motor de crescimento do setor. O relatório destaca que mais de 75% dos lares chilenos contam com animais de estimação, cenário que favorece a demanda por ingredientes de maior qualidade e dietas inspiradas na alimentação humana.
  Além de produtos gourmet, cresce a oferta de alimentos funcionais voltados à saúde digestiva, pele, articulações e envelhecimento saudável, bem como dietas personalizadas a partir de testes genéticos e do microbioma intestinal dos animais.
  Na leitura de Suzuki, produtos de alto valor agregado são aqueles que elevam o padrão de qualidade de todo o mercado. Segundo ele, a marca GoldeN, líder do segmento no Brasil, passou a adotar antioxidantes naturais em todo o portfólio de alimentos secos, incluindo também as marcas PremieR e Nattu.
  'GoldeN passou a ser a única do segmento premium especial no Brasil a utilizar esses antioxidantes naturais em todo o seu portfólio de alimentos secos', destaca o executivo, citando ainda a linha PremieR Nutrição Clínica, desenvolvida com apoio do Centro de Desenvolvimento Nutricional (CDN) da companhia.   Gatos aceleram crescimento e ganham portfólio dedicado
Os alimentos para cães seguem respondendo pela maior parte das vendas na região, impulsionados por linhas premium, dietas sem grãos e produtos voltados à prevenção de doenças. Já os alimentos para gatos apresentam o ritmo de crescimento mais acelerado, liderado por Argentina e Chile, favorecidos pelo aumento da população felina em áreas urbanas.
  A PremieRpet aponta movimento semelhante no mercado brasileiro: segundo pesquisa da marca GoldeN sobre adoção via ONGs, os gatos já são os animais mais adotados no país, em 41% dos casos. Como resposta, a companhia lembra da aquisição da Progato, especializada em higiene felina, ampliando a atuação para além da nutrição.
  'Entendemos que o cuidado felino é um ecossistema. É assim que nos adaptamos, olhando para a espécie de forma integral, oferecendo bem-estar, higiene e nutrição de excelência para os felinos', afirma Suzuki.   Snacks e comércio eletrônico ampliam frentes de crescimento
A ração seca segue como o principal formato comercializado na região, mas os snacks representam o segmento de maior crescimento, impulsionados pela busca por benefícios como saúde bucal e controle do estresse. No varejo, supermercados continuam liderando as vendas, enquanto o comércio eletrônico ganha participação.
  O levantamento da Claight Expert Market Research cita mais de R$ 923,4 milhões de vendas online de alimentos para pets na América Latina. O crescimento reflete expansão de assinaturas, recomendações personalizadas e novos modelos de relacionamento entre fabricantes e consumidores.   Brasil segue como hub produtivo diante da descentralização regional
Apesar da diversificação de papéis entre países da região, a PremieRpet afirma manter o Brasil como centro de produção e exportação, com presença em nove países da América Latina.
  A fábrica de Porto Amazonas, com 92 mil m² de área construída, tem estrutura já preparada para absorver a expansão regional sem necessidade de fragmentar a produção.   Canal especializado segue central na estratégia comercial
Diante do avanço do e-commerce e de clubes de assinatura, a companhia afirma não tratar o comércio digital como concorrente do canal especializado (pet shops e médicos veterinários), mas como frente complementar.
  'O digital resolve a logística e a recompra, mas quando o assunto é saúde, longevidade e nutrição, a recomendação que educa e fideliza o tutor nasce com quem é especializado no tema', conclui Suzuki.
  Sustentabilidade ganha peso na formulação de produtos O relatório também aponta o fortalecimento de iniciativas ligadas à economia circular, embalagens sustentáveis e proteínas alternativas. Embora proteínas de origem animal permaneçam predominantes nas formulações, ingredientes vegetais e novas matérias-primas começam a ganhar espaço entre consumidores que buscam produtos mais sustentáveis ou voltados a necessidades nutricionais específicas. Fonte: Panorama Pet&Vet

Notícias do setor

20/08/2026

PET South America 2026 evidencia evolução e novas oportunidades para a indústria de pet food

O desempenho da feira chamou a atenção da organização em um momento de crescimento mais moderado do mercado pet brasileiro. Dados da ABEMPET apontam que o setor faturou R$ 75,4 bilhões em 2024, enquanto a venda de alimentos industrializados para animais de estimação alcançou R$ 40,8 bilhões, equivalente a 54,1% do faturamento total do mercado. 

Para Guilherme Martinez, diretor de negócios da NürnbergMesse Brasil, organizadora da PET South America, a edição de 2026 superou as expectativas da organização. "Essa edição da PET South America 2026 está sendo uma edição diferente, mas que superou muito nossas expectativas. A gente brinca que a feira é um grande reflexo do mercado", afirma.

Segundo Martinez, o desempenho do evento ganha relevância justamente porque ocorre em um momento diferente dos anos de crescimento mais acelerado registrados durante a pandemia. Ainda assim, empresas e investidores mantiveram o interesse em participar da feira.

"O pessoal aqui, principalmente os expositores e investidores, queria trazer as suas marcas para o evento, porque nos anos mais difíceis eu imagino que a feira é o ponto de encontro, é onde as pessoas estão juntas, onde elas conseguem fazer negócios e principalmente crescer o negócio delas", explica.

Um dos sinais dessa renovação está na presença de novas marcas. Segundo o executivo, aproximadamente 30% dos participantes da edição eram empresas que não haviam participado anteriormente da PET South America. "Isso mostra também o poder que esse mercado tem de trazer novidades todo ano, mesmo num ano que o mercado no geral não tenha tido um crescimento tão significativo como os outros", afirma.  
Uma feira voltada para negócios
A renovação das marcas acontece dentro de um evento que mantém uma proposta essencialmente B2B. A própria PET South America se posiciona como um ambiente de negócios voltado à conexão entre profissionais e empresas de toda a América Latina. 

Segundo Martinez, a organização vem trabalhando na qualificação do público, buscando concentrar na feira profissionais diretamente envolvidos com os negócios da cadeia. "Nós focamos muito em uma feira 100% B2B. Desde 2023 a gente tem todo um processo de credenciamento rigoroso, para tentar garantir a qualificação. A gente não quer o tutor, mas aqui é uma feira de negócios e é isso que a indústria pede", explica.
Pet food busca maior valor agregado
Na avaliação de Martinez, matérias-primas e processos produtivos estão entre os principais pontos de atenção para a indústria de pet food, especialmente diante da busca por linhas premium e super-premium. "Se a gente for falar realmente na matéria-prima, isso que a gente viu, a forma da produção e da matéria-prima, eu acho que são os principais destaques que a gente pode dar para o Pet Food Forum", afirma.

Para o executivo, o movimento está diretamente relacionado à estratégia adotada pelas empresas. "Grande parte das indústrias de pet food estão na área veterinária por quê? Porque elas estão focadas no super-premium, que vem através de uma indicação veterinária, então eles querem falar com o veterinário para ele indicar essa ração", explica.

Ele acrescenta que a busca por maior valor agregado passa necessariamente pela combinação entre ingredientes e processos de fabricação. Para ele, as marcas estão focadas em ingredientes e produções para poderem desenvolver essas linhas premium e super-premium durante os anos.

A percepção da organização encontra correspondência na análise de Iván Franco, sócio da All Pet Food Magazine e palestrante do Petfood Forum Brasil realizado durante a PET South America. Para o especialista, a dimensão da feira também reflete o tamanho e a competitividade do mercado brasileiro.

"Eu tenho ido a vários eventos da indústria e este evento é grande, evidentemente porque o Brasil é o segundo consumidor maior de pet food do mundo. É um evento de muitas marcas, de produtores principalmente e do ramo de veterinária, muito diferente de outros eventos da região", afirma.
 
Ampliação de portfólio como oportunidade
Na visão de Franco, um dos principais movimentos que os fabricantes brasileiros devem considerar para os próximos anos é a ampliação e consolidação dos portfólios. A partir dessa estratégia, o especialista identifica oportunidades em diferentes categorias.

"Esses produtores estão muito focados nisso, então teriam que ampliar um pouco seus portfólios, olhar para alguns produtos para cães e gatos seniores, ampliar seu portfólio em cat food, em wet food principalmente, que ainda precisa aumentar a penetração", afirma.

Os alimentos funcionais também aparecem entre os segmentos com potencial de crescimento. Além disso, ele identifica oportunidades para a produção local de determinadas categorias que ainda dependem de produtos importados. 'A linha veterinária produzida no Brasil pode ser mais explorada, porque vários desses produtos são importados. Existe aí uma boa oportunidade para os produtores locais'.

De acordo com Franco, a estrutura produtiva brasileira já é capaz de sustentar esse movimento. Basta ampliar a visão para os nichos ou segmentos que estão surgindo. A oportunidade, portanto, estaria não apenas em ampliar a quantidade de produtos disponíveis, mas em identificar quais necessidades ainda não estão plenamente atendidas e transformá-las em novas propostas para o mercado.
O consumidor como fator de inovação
A evolução dos portfólios também está diretamente relacionada às mudanças no comportamento dos consumidores. Para Franco, a indústria precisa acompanhar mais de perto a transformação na relação entre tutores e animais. "O consumidor ou tutor de animal de estimação está evoluindo com a tendência de humanização, mas sobretudo de cuidado mais próximo do animal. Necessidades diferentes estão surgindo, ele está pedindo produtos ou alguns atributos que a indústria precisa saber ler muito bem", afirma.

Essa mudança cria oportunidades, mas também exige maior precisão no desenvolvimento de produtos. A medida em que o fabricante saiba lê-las, a indústria vai poder satisfazer essas demandas crescentes ou diferentes que o consumidor tem.

Para o especialista, inovação não deve significar simplesmente ampliar o número de lançamentos. É necessário estabelecer uma relação entre desenvolvimento, formulação e demanda. "Não se trata somente de lançar produtos por lançar. Trata-se de testar essas ideias no mercado e saber conectar tecnicamente a parte das formulações, a parte de novos ingredientes com o que o consumidor realmente está solicitando", afirma.

Essa conexão entre demanda, ingredientes e formulação ganha relevância à medida que o mercado se fragmenta em diferentes categorias, perfis de animais e ocasiões de consumo. Para os fabricantes, o desafio passa a ser transformar essas mudanças em produtos que tenham não apenas diferenciação, mas aderência real ao mercado.
Os desafios para a indústria brasileira
O potencial de crescimento, entretanto, convive com obstáculos estruturais. Entre os principais desafios apontados por Franco está a questão tributária. Para ele, o primeiro desafio são os impostos que têm que pagar, a distorção tributária que existe na indústria de pet food, que limitam o desenvolvimento e o crescimento.

"As empresas precisam pensar duas vezes para inventar ou inovar produtos novos", explica. A questão tributária é particularmente relevante para o pet food porque os alimentos industrializados representam a maior parcela do faturamento do mercado pet brasileiro. Segundo a ABEMPET, o segmento movimentou R$ 40,8 bilhões em 2024, correspondendo a 54,1% do faturamento total do setor. 
Brasil como mercado estratégico para a América Latina
Além das transformações internas da indústria, a PET South America também busca ampliar sua relevância como ponto de conexão entre o Brasil e outros mercados latino-americanos.

Segundo Martinez, atualmente cerca de 1% a 2% dos visitantes da feira são internacionais, principalmente provenientes da América Latina. A organização trabalha para aumentar essa participação por meio de iniciativas como rodadas de negócios com compradores estrangeiros. 

No entanto, ele enfatiza que existe espaço para ampliar essa presença. "A gente tem a rodada de negócio, a gente traz compradores de fora, então é algo que a gente vem trabalhando", explica. Martinez afirma que o Brasil ocupa uma posição estratégica nesse processo, por ser o maior mercado da América Latina e um dos maiores do mundo.

A percepção também é baseada no contato com empresas estrangeiras que demonstram interesse em entrar no mercado brasileiro. "Todo mundo quando fala para o Brasil, 'ah, eu tenho interesse em entrar'", relata.

Ainda assim, a internacionalização enfrenta desafios, incluindo questões tributárias, particularidades do mercado brasileiro e barreiras linguísticas. Martinez ressalta que empresas internacionais precisam adaptar suas estratégias às características locais. "Muitas marcas de fora, marcas consolidadas, entram no Brasil e sofrem muito com a nossa própria indústria aqui, porque não conseguem se desenvolver como imaginavam. Repetem a mesma coisa que fazem fora e dá certo lá, mas não conseguem tropicalizar isso e fazer dar certo aqui no Brasil", explica.
Uma feira que acompanha a evolução do mercado
A própria PET South America também passa por um processo contínuo de adaptação. Segundo Martinez, o planejamento das próximas edições começa antes mesmo do encerramento da feira, com pesquisas realizadas junto a expositores, visitantes e outros participantes da cadeia.

"A gente está sempre em um looping. Sexta-feira a gente termina essa edição e segunda-feira o time já está a todo vapor. Na verdade, a gente já começa bem antes da feira. Em julho a gente já estava programando a feira de 2027, antes mesmo da realização dessa", explica.

O processo envolve o acompanhamento de dados e a avaliação da experiência dos diferentes públicos. Martinez relata que eles têm pesquisas em todo lugar para poder entender a satisfação dos stakeholders que estão envolvidos. Não só o expositor, mas o visitante e o prestador de serviço, também.

A organização também monitora tendências observadas em outros mercados e grandes eventos internacionais, mas Martinez ressalta que essas referências precisam ser adaptadas à realidade latino-americana. "O mercado da América Latina é muito próprio, é um ecossistema próprio", afirma.

Essa particularidade, segundo ele, também explica por que empresas internacionais podem enfrentar dificuldades ao tentar reproduzir no Brasil estratégias desenvolvidas para outros mercados. "Eu acho que o Brasil é muito diferente. Muitas marcas de fora, marcas consolidadas, entram no Brasil e sofrem muito com a nossa própria indústria aqui", explica.

Por isso, a organização busca ouvir diretamente os diferentes participantes da cadeia para entender quais mudanças podem impactar o setor. Na visão de Martinez, essa é a forma deles de entender a necessidade de cada um e como isso irá impactar no futuro.
   
Um mercado em transformação
A PET South America 2026 encerra uma edição marcada, segundo a organização, pela presença de novas marcas e pela continuidade do interesse das empresas em um ambiente de negócios. Para o pet food, as discussões em torno do evento apontam para uma indústria que continua buscando novas formas de agregar valor, ampliar portfólios e responder a um consumidor cada vez mais específico em suas demandas.

De um lado, a organização observa uma feira que continua crescendo e se renovando. De outro, a análise de Franco aponta para uma indústria que ainda possui espaço para avançar em categorias como cat food, wet food, alimentos funcionais e produtos para diferentes fases da vida, além de oportunidades relacionadas a novos ingredientes e à produção local.

A convergência entre essas duas perspectivas reforça um ponto. O próximo ciclo de desenvolvimento do pet food não depende apenas de produzir mais, mas de compreender melhor onde estão as oportunidades e transformar essas demandas em produtos, formulações e categorias capazes de gerar valor.

Nesse sentido, a PET South America funciona como um retrato de um mercado que continua se transformando. E, como resume Martinez ao falar sobre o papel da própria feira, acompanhar essa evolução exige escuta constante da indústria, dos profissionais e dos consumidores que movimentam a cadeia. Fonte: All Pet Food

Consumo

17/08/2026

Delivery para pets cresce e sachê é o produto mais comprado pelos responsáveis de gatos  

O mercado pet brasileiro está em franco crescimento e os felinos estão conquistando cada vez mais espaço na casa das pessoas e nas empresas que atendem o setor.
  Um levantamento recente realizado pelo iFood mostra exatamente isso. De acordo com dados da plataforma de entregas, em primeiro lugar entre os dez itens mais vendidos para gatos no primeiro semestre de 2026 estão os sachês, também chamados de alimentos úmidos.
  No primeiro semestre deste ano, o campeão de compras foi o sachê de atum ao molho para gatos adultos (85g). Na sequência aparecem os sabores frango, carne, peixe branco e cordeiro.
  A pesquisa também mostrou que os produtos adquiridos para agradar os gatos, como sachês e petiscos, representam mais de 25% de todos os produtos felinos vendidos na plataforma.
  Saindo um pouco do segmento de alimentação, as areias para gatos apareceram no levantamento da plataforma. De janeiro a junho de 2026, o iFood registrou o crescimento de mais de 31% de pedidos contendo esse item, em comparação ao mesmo período de 2025.
  Além disso, a pesquisa avaliou os horários nos quais esses pedidos são realizados e mostrou que 10% das compras ocorrem fora do horário comercial, entre 20h e 8h da manhã, e o pico de pedidos nos dias úteis se concentra às 18h.   Cidades em destaque
Os gatos já conquistaram todas as regiões do Brasil, mas algumas cidades se destacam no iFood devido aos hábitos de compra dos responsáveis.
  No primeiro semestre de 2026, Porto Alegre (RS) foi apontada como a capital mais gatificada do país e cerca de 48% dos pedidos feitos na vertical Pet do aplicativo na cidade contêm pelo menos um produto para gatos. Em seguida aparecem Palmas (TO), Aracaju (SE), Florianópolis (SC) e Salvador (BA).
  Já em volume absoluto de pedidos para felinos, grandes metrópoles lideraram o ranking nacional: São Paulo ocupa o topo, seguida por Rio de Janeiro e Curitiba.
  Todos esses dados mostram a relevância do mercado felino e como esse segmento tem impulsionado o crescimento da categoria no aplicativo.
  No acumulado do primeiro semestre de 2026, a vertical Pet Shops do iFood ultrapassou a marca de dois milhões de pedidos, registrando um salto superior a 53% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em unidades vendidas, a expansão superou 51%, ultrapassando 4,3 milhões de itens comercializados em todo o país. Fonte: Cães & Gatos

Notícias do setor AFB International conquista certificação SQF para unidade de Jaguariúna (SP) 

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AFB International conquista certificação SQF para unidade de Jaguariúna (SP) 

A certificação contempla os processos e produtos da unidade que fazem parte do sistema de gestão de segurança dos alimentos da AFB. O escopo abrange diferentes etapas da operação, desde o recebimento e controle das matérias-primas até o processamento, os controles realizados ao longo da produção, o armazenamento e a expedição dos produtos acabados. 
  De acordo com a empresa, a certificação reforça que essas etapas são conduzidas de acordo com requisitos rigorosos de segurança dos alimentos, contribuindo para garantir controle, rastreabilidade e consistência ao longo da operação. 
  Para a AFB International, a conquista também representa um reconhecimento do trabalho desenvolvido em torno da segurança dos alimentos e da excelência dos processos. No mercado, a certificação fortalece a credibilidade e a competitividade da empresa, especialmente por estar alinhada a requisitos de segurança dos alimentos adotados por grandes empresas e cadeias globais. 
  Internamente, a certificação contribui para fortalecer uma cultura voltada à prevenção e à melhoria contínua. Segundo a companhia, 'o processo amplia a disciplina relacionada aos controles, à rastreabilidade, à gestão de riscos e à padronização dos processos'. 
  Além de representar o atendimento a requisitos de mercado, a certificação SQF passa a integrar de forma ainda mais consistente a segurança dos alimentos à rotina da operação da unidade de Jaguariúna. 
  Para os clientes, a certificação oferece uma garantia adicional sobre os processos utilizados pela empresa. A operação passa a contar com um sistema auditado de forma independente e orientado por padrões reconhecidos globalmente, reforçando a confiança nos produtos e processos da AFB International. 
  A conquista ocorre em um cenário de crescente atenção da indústria de pet food à segurança dos alimentos, à qualidade e à rastreabilidade. Nesse contexto, certificações internacionais podem contribuir para demonstrar a capacidade das empresas de atender a requisitos cada vez mais rigorosos ao longo da cadeia de produção. 
  Para conhecer mais sobre a AFB International e suas soluções para a indústria de pet food, acesse: https://pt.afbinternational.com/  Fonte: All Pet Food

Notícias do setor Fi South America 2026 reúne a indústria global de ingredientes em São Paulo
 
 

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Fi South America 2026 reúne a indústria global de ingredientes em São Paulo    

A Food ingredients South America 2026 (FiSA) será realizada de 4 a 6 de agosto, no São Paulo Expo, reunindo a cadeia global de ingredientes para as indústrias de alimentos, bebidas e suplementos. Reconhecida como o maior e mais qualificado ponto de encontro do setor na América do Sul, a feira chega à sua 28ª edição como o epicentro da inovação industrial. A expectativa é receber mais de 12 mil participantes e mais de 290 expositores nacionais e internacionais, oferecendo 27 horas de conteúdo e experiências imersivas.
 
O evento acontece em um momento de expansão e investimento da indústria de alimentos e bebidas no Brasil. Segundo a ABIA (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos), o setor encerrou 2025 com faturamento de R$ 1,388 trilhão, alta de 8,02% em relação ao ano anterior, e respondeu por 10,9% do PIB nacional. Para 2026, a entidade projeta crescimento de 2% a 2,5% nas vendas reais, em um cenário sustentado pela demanda doméstica, pela recuperação gradual do mercado internacional e pela continuidade dos investimentos em inovação, modernização industrial e novas tecnologias.
 
Ao reunir toda a cadeia do setor — de fabricantes e distribuidores a profissionais de P&D, marketing, regulatório e compras —, a Food ingredients South America se posiciona como o ambiente estratégico para antecipar tendências, apresentar soluções e acelerar negócios. O evento se diferencia ainda por integrar o ecossistema Fi Global. Esta rede internacional de eventos líderes em ingredientes, que inclui que inclui a Fi Europe, Fi Asia, Fi North America e Fi India, permite o intercâmbio imediato das maiores inovações, tendências científicas e tecnologias globais antes mesmo de chegarem ao mercado comercial.
 
'A Fi South America é o ambiente essencial para ditar os rumos e o posicionamento competitivo da indústria de A&B. Cada vez mais, ingredientes deixam de ser vistos apenas como insumos e passam a ocupar um papel estratégico na criação de produtos mais saudáveis, funcionais, sustentáveis e alinhados às novas demandas de consumo. Nosso objetivo é conectar quem desenvolve, quem fornece e quem decide, trazendo para o Brasil tendências globais e soluções aplicáveis à realidade da indústria latino-americana', afirma Marina Cappi, gerente da feira.
 
Conhecimento, inovação e experiências
 
Entre os destaques da programação está o Summit Future of Nutrition, congresso técnico-científico da feira, que conecta mercado, ciência aplicada, regulação e inovação. Em 2026, o Summit será guiado pelo macrotema 'Ciência, Regulação e Impacto – Tendências globais que moldam a disrupção do setor de ingredientes' e terá quatro pilares estratégicos: novo perfil de consumo e reformulação na era GLP-1; regulação como estratégia de inovação e acesso a mercado; tecnologias aplicadas, como inteligência artificial e biotecnologia; e nutrição funcional e personalizada. As trilhas serão divididas em Natural ingredients, Food ingredients e Health ingredients, com debates sobre orgânicos, naturais e veganos; tendências e novas tecnologias; funcionais e nutracêuticos.
 
A programação do evento também inclui o Spot Regulatório, realizado em parceria com a Regularium e dedicado a atualizações sobre regulamentação, suplementos e novos ingredientes; e o Women's Networking Meeting, encontro voltado à troca de experiências, conexões e protagonismo feminino na indústria.
 
No Innovation Hub, os visitantes poderão participar do Innovation Tour, experiência guiada que combina conteúdo sobre tendências com visitas a expositores que apresentam soluções relacionadas aos temas de cada dia. A área também abriga o Tasting Experience, com empresas que oferecem degustação de produtos e aplicações; e o Sustainability Experience, dedicado a empresas, ingredientes e soluções alinhadas à transformação sustentável do setor. Outra atração destaque do evento é o New Product Zone, vitrine de lançamentos dos expositores e finalistas do Fi Innovation Awards;
 
A Food ingredients South America vem ampliando, a cada edição, sua presença internacional, atraindo empresas estrangeiras interessadas em se conectar com o mercado latino-americano de alimentos e bebidas. Este ano, o evento reunirá expositores de 15 países, entre eles China, Canadá, China, Dinamarca, Egito, Alemanha, Índia, Malásia, Holanda, Filipinas, Singapura, Espanha, Turquia, Estados Unidos e Vietnã, reforçando seu papel como plataforma de acesso a ingredientes, tecnologias, tendências globais e aplicações também relacionadas a categorias como suplementos e pet food.
 
Os ingressos para o público já estão disponíveis aqui, com a opção de "entrada solidária", que concede 50% de desconto mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível — que será destinado à instituição Safrater. O credenciamento de imprensa pode ser realizado antecipadamente neste link. Fonte: FISA
 
Sobre a Food ingredients South America (FiSA)
A Fi South America é o principal ponto de encontro da indústria de ingredientes para o setor de alimentos e bebidas na América do Sul. O evento reúne anualmente fabricantes, distribuidores e profissionais de P&D, marketing, regulatório e compras para antecipar tendências, apresentar inovações tecnológicas e acelerar negócios. Integrante do ecossistema internacional Fi Global, organizado pela Informa, a feira conecta o mercado regional às principais referências, lançamentos e oportunidades de relacionamento globais.


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Tendências

Inteligência artificial

12/06/2026

 Utilizando Inteligência Artificial para Prever a Palatabilidade de Alimentos para Animais de Estimação

POR QUE ISSO IMPORTA
A palatabilidade é um dos principais fatores de sucesso de um produto na área de alimentos para animais de estimação. No entanto, prevê-la continua sendo um desafio. O desenvolvimento ainda depende muito de testes iterativos em animais, que são demorados, dispendiosos e, muitas vezes, identificam falhas tardiamente no processo.
  Na AFB, estamos mudando essa abordagem usando inteligência artificial (IA) para prever os resultados de palatabilidade antes dos testes. Ao combinar dados históricos com conhecimento de formulação, ajudamos a transformar o desenvolvimento de um processo de tentativa e erro para um processo mais direcionado e eficiente.
  O DESAFIO
A palatabilidade resulta da interação de múltiplos fatores, incluindo ingredientes, níveis de inclusão, sistemas de gordura, processamento e variabilidade animal. Essas interações são complexas e não lineares, o que dificulta a previsão dos resultados.
  Devido a essa complexidade, as abordagens tradicionais têm dificuldade em explorar o espaço de formulações de forma eficiente e em fornecer soluções de alto desempenho de forma consistente.   UMA NOVA ABORDAGEM: DOS TESTES À PREVISÃO
Em vez de nos basearmos apenas em experimentos, integramos dados de diferentes ensaios e formulações para identificar padrões e prever resultados.
  Nossos modelos transformam dados de entrada, como composição da receita, níveis de ingredientes e condições de processamento, em orientações claras: quais soluções têm maior probabilidade de sucesso e quais apresentam maior risco.     DOS DADOS ÀS DECISÕES
Nossa abordagem converte conjuntos de dados complexos em insights práticos que orientam o desenvolvimento. Em vez de focarmos apenas no desempenho, também consideramos a confiabilidade de cada resultado.
  Ao combinar desempenho com confiança, geramos uma priorização clara do que testar em seguida. Isso permite que as equipes se concentrem nas formulações mais promissoras e evitem testes desnecessários.
    O QUE ISTO PERMITE

Essa abordagem preditiva nos permite:
  Identificar soluções de alto potencial mais cedo Reduzir a carga experimental Concentre-se nos ingredientes de maior impacto. Melhorar a consistência dos resultados
  Na prática, grandes espaços experimentais podem ser reduzidos a um conjunto menor de candidatos de alta confiança, acelerando o desenvolvimento e melhorando os resultados.   UMA MANEIRA MAIS INTELIGENTE DE DESENVOLVER PALATANTES
A inteligência artificial não substitui a experiência — ela a aprimora. O conhecimento científico continua sendo fundamental para a interpretação e validação, enquanto os modelos preditivos ajudam a orientar as decisões e a reduzir a incerteza.
  Ao combinar dados, ciência e IA, possibilitamos uma abordagem mais eficiente e confiável para o desenvolvimento da palatabilidade. Fonte: AFB International

Sustentabilidade

23/04/2026

Uso excessivo de IA pode comprometer sustentabilidade no setor pet food  

O uso de inteligência artificial (IA) na indústria pet food tem crescido rapidamente, impulsionado pela busca por eficiência, inovação e vantagem competitiva. 
  No entanto, especialistas alertam que a adoção indiscriminada da tecnologia pode comprometer a credibilidade das estratégias de sustentabilidade — um tema cada vez mais relevante para responsáveis e empresas do setor.

Embora a IA ofereça benefícios importantes, como otimização de formulações e melhoria na cadeia produtiva, seu impacto ambiental e social ainda é pouco discutido de forma transparente.   Infraestrutura da IA traz impactos ambientais relevantes
Por trás das soluções digitais, existe uma infraestrutura robusta que demanda alto consumo de energia, água e espaço físico. 
  Data centers — essenciais para o funcionamento da IA — exigem grande quantidade de eletricidade, muitas vezes proveniente de fontes não renováveis, além de sistemas intensivos de resfriamento.
  Esse cenário pode gerar impactos como aumento das emissões de carbono, pressão sobre recursos hídricos e alterações no uso do solo. 
  Em algumas regiões, comunidades próximas a essas estruturas também enfrentam consequências indiretas, como competição por recursos naturais.
  Além disso, a cadeia produtiva da tecnologia envolve questões sociais, incluindo condições de trabalho na construção e manutenção de infraestrutura e na extração de minerais para equipamentos.   Benefícios existem, mas exigem uso estratégico
Apesar dos desafios, a inteligência artificial também pode contribuir para práticas mais sustentáveis quando aplicada de forma direcionada. Estudos apontam que a tecnologia pode melhorar o monitoramento ambiental, otimizar o uso de recursos e aumentar a eficiência produtiva.
  No setor pet food, isso se traduz em aplicações como:
  redução de desperdício de ingredientes por meio de formulações mais precisas; manutenção preditiva de equipamentos, evitando perdas e consumo excessivo de energia; otimização logística, com potencial de reduzir emissões no transporte.
  No entanto, esses benefícios dependem de um uso estratégico. Quando adotada apenas por tendência ou pressão de mercado, a IA pode não gerar ganhos reais suficientes para compensar seus impactos.   Pressão por inovação pode distorcer decisões
A rápida adoção da IA em diferentes setores criou um ambiente competitivo em que empresas sentem necessidade de implementar a tecnologia para não ficarem para trás. Esse movimento, muitas vezes guiado pelo chamado 'fear of missing out' (FOMO), pode levar a decisões pouco fundamentadas.
  Pesquisas indicam que a IA melhora desempenho em tarefas dentro de sua capacidade, aumentando velocidade e qualidade. Por outro lado, pode reduzir a precisão em atividades mais complexas, especialmente quando utilizada sem critério.
  No setor pet, esse cenário pode incentivar uma 'corrida pela inovação', em que a adoção da tecnologia também funciona como sinal de modernidade para consumidores e investidores — nem sempre acompanhada de benefícios concretos.   Sustentabilidade exige olhar para impactos invisíveis
Um dos principais desafios é que grande parte dos impactos ambientais da IA não aparece diretamente nas operações das empresas que utilizam a tecnologia. 
  Esses custos ficam concentrados em provedores de nuvem, produção de hardware e sistemas energéticos — o que dificulta sua mensuração nos relatórios corporativos.
  Esse fenômeno, conhecido como externalidade, pode levar a uma percepção distorcida dos benefícios da IA. Enquanto os ganhos operacionais são visíveis, os impactos ambientais e sociais ficam diluídos na cadeia.
  Para um setor que cada vez mais aposta na sustentabilidade como posicionamento, ignorar esses fatores pode representar um risco reputacional. 
  Responsáveis estão mais atentos ao ciclo completo dos produtos, incluindo aspectos que vão além da formulação e embalagem.   Caminho está no uso consciente da tecnologia
Especialistas apontam que o caminho não está em rejeitar a inteligência artificial, mas em adotá-la de forma criteriosa. 
  Priorizar aplicações que tragam ganhos mensuráveis — ambientais e operacionais — e evitar implementações motivadas apenas por tendência pode ser a chave para equilibrar inovação e responsabilidade.
  Além disso, reconhecer e incorporar os impactos indiretos da tecnologia nas estratégias de sustentabilidade tende a se tornar cada vez mais necessário para empresas que desejam manter credibilidade junto ao mercado.   FAQ sobre uso de IA no setor de pet food
A inteligência artificial pode ser sustentável no setor pet food?
Sim, desde que seja utilizada com objetivos claros, como reduzir desperdícios e otimizar processos produtivos.
  Quais são os principais impactos ambientais da IA?
Consumo elevado de energia, uso intensivo de água e impactos associados à infraestrutura de data centers.
  Por que o uso excessivo de IA pode ser um problema?
Quando adotada sem estratégia, a tecnologia pode gerar impactos ambientais que não são compensados por benefícios reais, além de comprometer a credibilidade das empresas. Fonte: Cães & Gatos

Sustentabilidade

09/04/2026

Rações premium elevam emissões de gases de efeito estufa  

Um estudo da Universidade de Edimburgo, publicado no Journal of Cleaner Production, indica que rações premium para cães, especialmente as úmidas, cruas e com alto teor de carne, apresentam emissões de gases de efeito estufa (GEE) significativamente superiores às da ração seca convencional. A pesquisa avaliou quase 1.000 produtos comerciais disponíveis no mercado do Reino Unido.
  De acordo com os pesquisadores, a produção de ingredientes para a alimentação canina no país responde por cerca de 1% das emissões totais de GEE. O levantamento também aponta que cães alimentados com dietas premium ricas em carne podem ter pegadas de carbono dietéticas maiores do que as de seus próprios tutores.   Cálculo da pegada de carbono
O estudo foi conduzido por cientistas das universidades de Edimburgo (Escócia) e Exeter (Inglaterra), que calcularam as emissões considerando os gases gerados durante a produção dos alimentos. As estimativas utilizaram informações de rotulagem de ingredientes e nutrientes, abrangendo rações secas, úmidas e cruas, além de opções à base de plantas e sem grãos.   Continua depois da publicidade
A análise revelou diferenças expressivas no impacto ambiental conforme a formulação e o método de processamento. Dietas com maior impacto podem emitir de 65 a mais de 160 vezes mais GEE do que aquelas com melhor desempenho ambiental.
  As rações secas convencionais, por utilizarem maior proporção de grãos e subprodutos, apresentaram o menor impacto, com emissões medianas inferiores a 1 kg de CO₂ equivalente por 1.000 calorias (kgCO₂eq/1.000 kcal). Em contrapartida, dietas úmidas e, sobretudo, cruas figuram entre as mais emissoras, com as cruas atingindo uma mediana de 4,7 kgCO₂eq/1.000 kcal.
  O maior impacto foi observado em dietas que incluem carne bovina, alcançando 25,36 kgCO₂eq, valor cerca de 70 vezes superior à média das rações secas.   Comparação com a alimentação humana
O estudo também comparou os impactos com diferentes padrões de alimentação humana. As emissões medianas para alimentar um cão de 20,1 kg com comida úmida ou crua superam as de uma dieta humana vegana, ficando abaixo apenas de dietas humanas muito ricas em carne. No caso de dietas cruas com cortes premium, o impacto pode exceder o de uma dieta humana carnívora.
  Segundo estimativas dos pesquisadores, se toda a população canina mundial fosse alimentada nos mesmos moldes e quantidades dos cães do Reino Unido, as emissões globais poderiam se equiparar às da aviação comercial mundial em um ano.   Papel dos ingredientes e desafios para o setor
O principal fator por trás das diferenças de emissão, segundo o estudo, é a substituição de subprodutos animais por cortes nobres de carne. Dietas premium, sem grãos ou cruas tendem a utilizar ingredientes que demandam mais recursos ambientais, enquanto rações secas convencionais aproveitam subprodutos, maximizando o uso do animal abatido.
  'Como cirurgião-veterinário que trabalha com sustentabilidade ambiental, vejo com frequência tutores divididos entre a ideia de cães como 'lobos' carnívoros e o desejo de reduzir os danos ao meio ambiente', afirmou John Harvey, veterinário pesquisador da Universidade de Edimburgo e coautor do estudo. 'Nossa pesquisa mostra o quão grande e variável é o impacto climático da ração para cães', acrescenta.
  Para a indústria de pet food, Harvey aponta que o uso de cortes normalmente não consumidos por humanos e uma rotulagem clara podem ajudar a equilibrar saúde animal e redução da pegada ambiental, oferecendo informações mais transparentes para a tomada de decisão dos tutores. Fonte: Panorama Pet & Vet

Outros

07/04/2026

Gêmeos digitais na indústria de alimentos para pets: da simulação ao controle preditivo

O que são gêmeos digitais e em que usam atualmente?
Um gêmeo digital é uma réplica virtual dinâmica de um ativo físico, um processo ou um sistema de produção inteiro. Ao contrário de uma simulação estática, o gêmeo digital é continuamente alimentado com dados reais de sensores e sistemas de controle, permitindo que ele reflita o estado atual do processo e antecipe seu comportamento futuro.

Segundo a IBM, os  gêmeos digitais são atualmente usados na manufatura para melhorar a eficiência operacional, otimizar processos, reduzir falhas, acelerar o desenvolvimento de produtos e possibilitar manutenção preditiva. No campo industrial, sua aplicação abrange desde linhas de produção individuais até plantas completas, integrando variáveis de operação, consumo de energia, qualidade e desempenho de equipamentos, bem como no planejamento de plantas, testes virtuais de novos produtos, otimização de  layouts e controle de processos complexos, entre outros.
Da simulação à tomada de decisão preditiva
O avanço dos gêmeos digitais está intimamente ligado à convergência entre simulação de processos, sensores industriais, inteligência artificial e computação em nuvem. Essa integração permite que os fabricantes migrem de um modelo reativo, baseado em amostragem manual e ajustes subsequentes, para uma abordagem preditiva e preventiva.

De acordo com um artigo da StartUs Insights, o mercado de gêmeos digitais aplicados à manufatura pode atingir USD 714.000 milhões até 2032, impulsionado pela necessidade de otimizar processos complexos e reduzir ineficiências operacionais. O mesmo relatório indica que mais de 81% das empresas globais já estão explorando ativamente o metaverso industrial, e que 62% aumentaram seus investimentos nessas tecnologias no último ano.

Esses números refletem uma mudança estrutural: a simulação não se limita mais ao projeto, tornando-se uma ferramenta central para a gestão diária da planta.

O estudo Digital Twins applications in the food industry: a review identifica quatro principais abordagens para a aplicação dos digital twins na indústria alimentícia, definidas por sua função dentro do sistema de produção. Primeiro, gêmeos digitais com abordagem de previsão são usados para antecipar o comportamento futuro de processos ou equipamentos, com base na análise de dados históricos e condições atuais, permitindo que desvios, insuficiências ou falhas sejam previstos antes que ocorram. Segundo, modelos de simulação reativos permitem monitorar o processo em tempo real e responder de forma autônoma a desvios, ajustando variáveis operacionais e recomendando ações corretivas ou preventivas. Uma terceira abordagem é o comissionamento virtual, onde gêmeos digitais são usados para testar, validar e otimizar novas tecnologias, equipamentos ou configurações de plantas em um ambiente virtual antes de sua implementação física. Por fim, a abordagem de simulação baseada em sincronização mantém o gêmeo digital alinhado em tempo real ou quase em tempo real com o sistema físico, criando uma representação altamente precisa do processo, especialmente valiosa para analisar cenários, otimizar operações e melhorar a tomada de decisão em sistemas complexos.
Como os gêmeos digitais contribuem para a indústria de ração para pets?
Se focarmos estritamente na indústria de alimentos para pets, a variabilidade das matérias-primas é um dos principais fatores que impactam a qualidade final do produto. Ingredientes como cereais, farinhas proteicas, gorduras e subprodutos de origem animal apresentam flutuações naturais em umidade, teor proteico, gordura e granulometria.
De acordo com uma análise técnica publicada pela Haskell, essas variações afetam diretamente operações críticas como extrusão e secagem, influenciando atributos como textura, densidade, estabilidade nutricional e vida útil do produto. Métodos tradicionais de controle geralmente detectam essas variações quando o produto já foi fabricado, gerando retrabalho, desperdício e perdas de eficiência. Por outro lado, os gêmeos digitais permitem que você antecipe esses efeitos antes que impactem o produto final.

Em ração para pets, um gêmeo digital é construído a partir de modelos que representam o comportamento térmico, mecânico e dinâmico de cada operação de unidade: mistura, condicionamento, extrusão, secagem e resfriamento. Esses modelos são alimentados em tempo real com dados de sensores instalados na fábrica, como medições de umidade dos ingredientes, temperatura do canhão do extrusor, velocidade do parafuso, pressão, fluxo de ar e parâmetros do secador. Essa informação sincroniza o modelo virtual com o processo real, criando uma representação viva da planta em operação.

Em sistemas de controle em circuito fechado, os gêmeos digitais não apenas observam o processo, mas também preveem como uma variação da matéria-prima impactará o produto final e ajustam automaticamente os parâmetros operacionais para compensá-lo, mesmo antes do ingrediente entrar no extrusor.
Benefícios de sua implementação   A implementação dos gêmeos digitais traz benefícios concretos em múltiplos níveis. Primeiramente, melhora significativamente a consistência do produto, reduzindo a variabilidade de lote para lote, um fator chave para a confiança do consumidor e para a reputação da marca.
  Além disso, ao evitar a produção fora das especificações, diminui o desperdício de matérias-primas e energia. Essa abordagem também possibilita otimizar o consumo de energia e aumentar o desempenho sem comprometer a qualidade, impactando diretamente os custos operacionais.

Outro benefício estratégico é a aceleração do desenvolvimento de novos produtos. As formulações podem ser testadas virtualmente, avaliando seu comportamento no processo antes da realização dos testes físicos, o que reduz o tempo, riscos e custos associados aos testes industriais.

Além disso, há a possibilidade de integrar manutenção preditiva, usando gêmeos digitais para detectar desvios no desempenho dos equipamentos e antecipar falhas, evitando paradas não planejadas.
Gêmeos digitais, uma tecnologia chave para construir plantas verdadeiramente conectadas
A adoção dos gêmeos digitais marca um ponto de virada na forma como as fábricas de produção de ração para pets são gerenciadas. Não se trata mais apenas de automatizar, mas de entender o processo em profundidade, antecipar desvios e tomar decisões baseadas em dados reais e comparáveis.

Em um cenário onde eficiência, sustentabilidade e qualidade são cada vez mais decisivas, os gêmeos digitais são consolidados como uma ferramenta estratégica para fabricantes que buscam escalar, se diferenciar e construir plantas verdadeiramente conectadas e resilientes. Por Candelaria Carbajo – All Pet Food
Fonte: All Pet Food Magazine

Referências
Gallagher, Nick (Actualizado el  17 de octubre del 2025) What is a Digital Twin? IBM
Prasser, David R. (July 21, 2025). Future of Manufacturing: 13 Trends Driving 2026-2035 Growth. StarUs Insights
Abdurrahman, Emadaldin Elfatih M. & Ferrari, Giovanna. (3 de abril de 2025). Digital Twin applications in the food industry: a review. Frontiers
Haskell. (19 de diciembre de 2025). A Process Engineering Perspective on Digital Twins in Pet Food Manufacturing.

Por Maria Candelaria Carbajo

Outros Mix feeding: a mistura de secos e úmidos no manejo nutricional de cães e gatos

6+ MIN

Mix feeding: a mistura de secos e úmidos no manejo nutricional de cães e gatos

Nas prateleiras de lojas especializadas no segmento pet é possível encontrar uma ampla variedade de alimentos para cães e gatos. Dentre eles, alternativas secas e úmidas, que podem ser utilizadas em conjunto ou separadas. 
  O mix feeding consiste na oferta dos dois formatos de alimento na rotina do animal, geralmente, misturando alimento seco e alimento úmido, seja ele em lata, sachê ou comida caseira. 

'Essa prática ganhou força porque une o melhor dos dois mundos: a praticidade do seco com a maior hidratação e palatabilidade do úmido. Em gatos, especialmente, o úmido ajuda a aumentar o consumo de água — algo muito relevante para saúde urinária', explica Carla Maion, médica-veterinária pós-graduada em Nutrição de cães e gatos. 
  Esse modelo também é adotado por muitos responsáveis pelos animais, graças à procura por mais variedade e qualidade sensorial na alimentação de cães e gatos. 
  Dentre as vantagens do mix feeding pode-se citar: maior ingestão de água, principalmente para gatos, melhora do apetite em animais mais seletivos e a possibilidade de fracionar adequadamente as calorias ao longo do dia e tornar a refeição mais atrativa.Já as desvantagens, segundo a especialista, surgem quando não há cálculo adequado das calorias ou quando as dietas não estão balanceadas, citando especificamente as dietas caseiras. 
  'O erro mais comum é o excesso calórico. Muitas vezes, o alimento úmido é incluído na alimentação como 'extra' e não substitui parte da ração. Outro ponto é que alguns alimentos úmidos são apenas complementares e não completos. Isso pode desbalancear a dieta se não houver atenção ao rótulo', cita.   Avaliar os rótulos é fundamental 
De modo geral, os alimentos secos são completos e balanceados para fornecer a nutrição adequada a cães e gatos. 
  No entanto, ao optar pelo mix feeding é essencial verificar se as opções escolhidas são adequadas para a fase de vida e o gasto energético atual do pet. 
  A veterinária explica que há muitas opções de alimentos secos e úmidos completos para manutenção nutricional e até versões indicadas como coadjuvantes em tratamentos de determinadas doenças. 
  'O ponto principal é conferir no rótulo se o alimento é completo e balanceado. Produtos chamados de 'topper' ou 'complementares' não devem substituir parte relevante da caloria sem orientação. Porém, podem ser oferecidos como veículos de água ou coberturas para aumentar o interesse pela refeição em casos de animais mais seletivos', pontua. 
  Também é importante calcular a necessidade calórica diária e dividir corretamente as quantias entre alimento seco e úmido. 
  Além disso, Maion esclarece que deve-se considerar a condição corporal, presença de doenças ou particularidades, rotina do responsável e comportamento alimentar do pet ao optar por esse tipo de dieta.   Quando implementar a técnica    Alguns animais podem se beneficiar mais com o mix feeding do que outros. Citando espécies, os felinos são os que mais aproveitam a técnica, especialmente devido às suas restrições com relação à hidratação. 
  'Eles naturalmente bebem pouca água, então o alimento úmido ajuda bastante. Já os cães também se adaptam bem, mas o impacto fisiológico do mix feeding costuma ser mais significativo nos felinos', explica a profissional. 
  Outro ponto importante é que os gatos não se adaptam tão bem a dietas caseiras como cães. Logo, na alimentação deles é indicado dar preferência aos sachês e alimentos enlatados em mousse.
  A mistura de secos e úmidos também pode ser uma ótima estratégia para aumentar a palatabilidade dos alimentos, mas exige atenção. 
  Carla explica que em casos como doença renal, alergias alimentares ou problemas urinários os dois alimentos precisam ser compatíveis com a condição clínica. 
  Já em dietas de eliminação, por exemplo, não se deve misturar alimentos diferentes, pois isso compromete o diagnóstico. 
  'O mix feeding deve ser evitado quando o responsável pelo animal não consegue controlar porções com precisão, quando não se adapta a rotina da família ou quando há a possibilidade de o alimento úmido ficar exposto por muito tempo', pontua.   Qualidade associada a porções corretas 
A partir do momento que o animal está ingerindo alimentos secos e úmidos em sua dieta ele já está realizando o mix feeding. No entanto, não é o formato que determina qualidade nutricional e, sim, a formulação de ambas as escolhas.
  De acordo com a especialista, a base dessa técnica é calcular as calorias diárias necessárias ao animal e dividi-las corretamente entre os dois alimentos. 
  'O úmido não pode ser 'acréscimo', ele deve substituir parte da ração. Também é importante incluir petiscos no cálculo total. O acompanhamento do peso e do escore corporal deve ser regular e eu geralmente peço retorno em três semanas para ver se tudo correu bem e como foram as mudanças naquela família', esclarece.
  Dessa forma, primeiramente, é indicado verificar se ambos os alimentos são completos e adequados para a fase de vida do animal. Em seguida, deve-se observar a densidade energética (quantas calorias por grama ou por lata). 
  Para definir as porções é preciso calcular a necessidade energética diária do pet e determinar a proporção entre alimento seco e úmido (por exemplo, 50% das calorias de cada). 
  Logo depois, segundo Maion, convertem-se as calorias em gramas de ração e quantidade de lata/sachê, conforme a informação do fabricante. Já os ajustes devem ser feitos conforme a resposta do pet e de acordo com a rotina da família. Também é fundamental deixar as quantidades bem claras para evitar erros. 
  Inclusive, todo o cálculo alimentar do animal deve ser definido junto com o médico-veterinário. 
  'A introdução do mix feeding deve ser gradual, substituindo pequenas quantidades do alimento atual ao longo de alguns dias (geralmente, entre quatro e cinco dias são suficientes). Em gatos mais sensíveis, a adaptação pode precisar de um período maior (de sete a 12 dias). Mudanças bruscas aumentam risco de êmese e disbiose e não são indicadas em nenhum momento, a não ser em casos de internação ou urgências', conclui. Fonte: Cães e Gatos

Sustentabilidade Estratégias para sustentabilidade no mercado pet food

4+ MIN

Estratégias para sustentabilidade no mercado pet food

O que torna um alimento para pets sustentável?
Atributos de soluções sustentáveis
  Minimizar os impactos negativos sobre o meio ambiente e os animais Proteger os ecossistemas e as economias locais Reduzir a geração de resíduos
  Ao discutir sustentabilidade, consideramos uma série de questões ambientais, sociais e econômicas. O objetivo é atender às necessidades do presente sem limitar a capacidade das futuras gerações de suprir suas próprias necessidades. Embora não exista uma definição abrangente de ingrediente ou prática sustentável, podemos usar a tabela acima para orientar nossas decisões.
Uso de ingredientes sustentáveis
A sustentabilidade começa dentro da embalagem do alimento para pets. Cada vez mais, os ingredientes utilizados em alimentos para animais de companhia são obtidos por meio de métodos de produção sustentáveis, com o objetivo de minimizar impactos negativos sobre o equilíbrio ecológico, o meio ambiente e o bem-estar humano.
Abastecimento Sustentável e Agronomia
Fabricantes de alimentos para pets podem estabelecer parcerias com fornecedores que adotam práticas de abastecimento sustentável. A Kemin Industries é um dos fornecedores mais verticalmente integrados de ingredientes de origem vegetal. Ao longo de toda a cadeia produtiva, a empresa controla etapas como melhoramento genético, seleção de plantas, cultivo, colheita e extração de suas culturas especiais. As culturas de alecrim e hortelã-verde da Kemin são produzidas de acordo com alguns dos mais rigorosos padrões operacionais do mundo. Essas culturas são utilizadas na produção dos antioxidantes naturais da empresa.
Proteínas Sustentáveis
O uso de proteínas alternativas pode reduzir a dependência de fontes proteicas tradicionalmente destinadas à alimentação humana. Opções de proteínas de origem sustentável incluem certas variedades de peixes, nozes e sementes, que também fornecem ácidos graxos ômega-3 benéficos para pets. O uso de espécies invasoras como fonte proteica também pode trazer benefícios ambientais, ao contribuir para o controle dessas populações nos ecossistemas onde são removidas. Muitos fabricantes de alimentos para pets também vêm explorando proteínas de insetos, que representam uma fonte proteica para animais sem competir diretamente com a cadeia alimentar humana.
Produtos de Rendering Outra fonte de proteínas sustentáveis, frequentemente pouco reconhecida, são os produtos provenientes de rendering. O processo de rendering gera gorduras e proteínas valiosas, ricas em vitaminas e minerais importantes para os pets. O rendering pode ser considerado uma forma de reciclagem, pois aproveita cerca de 56 bilhões de libras de matérias-primas por ano nos Estados Unidos e no Canadá que, de outra forma, seriam descartadas em aterros sanitários.
Embalagens Sustentáveis
Grande parte do que consumimos vem embalado, e a maioria das embalagens plásticas pode levar de 10 a 1.000 anos para se decompor. No entanto, novas soluções inovadoras podem ser utilizadas para economizar espaço em aterros sanitários. Algumas soluções de embalagens sustentáveis na indústria de alimentos para pets incluem:
  Papelão, papel ou plástico reciclados Opções biodegradáveis inovadoras, como bioplásticos Recipientes reutilizáveis para transporte a granel
  A tendência de pequenas porções de alimento para pets embaladas individualmente não é tão sustentável quanto incluir múltiplas porções em uma única embalagem. Fabricantes de alimentos para pets podem otimizar os tamanhos de porção utilizando antioxidantes e ingredientes de segurança alimentar para ajudar a manter a vida útil de embalagens maiores de alimento para pets.
Certificações de Qualidade
A indústria de alimentos para pets é constantemente impactada por novas tendências e mudanças na percepção dos consumidores. Por isso, os consumidores estão atentos a práticas de 'greenwashing', quando empresas tentam parecer sustentáveis sem comprovação de práticas verificadas ou certificadas. Há uma variedade de certificações que os fabricantes de alimentos para pets podem utilizar para certificar como seus produtos são produzidos, incluindo:
  Certificações para ingredientes Frutos do mar sustentáveis (MSC – certificado – Marine Stewardship Council) Cultivo Sustentável (SCS Global) RSPO ou RTRS (Roundtable for Sustainable Palm Oil & Roundtable for Responsible Soy) Não OGM Orgânico USDA   Certificações dentro da produção e operações: Certificações de cadeia de suprimentos que avaliam rastreabilidade, integridade dos ingredientes e abastecimento ético e transparente Certificação de Bem-Estar Animal Energia renovável e emissões líquidas zero Embalagens sustentáveis e recicláveis Certificado vegano
Sustentabilidade na Kemin
A sustentabilidade é uma área-chave de foco na Kemin, conforme refletido em sua declaração de visão. Além de práticas agronômicas sustentáveis, a Kemin possui iniciativas de sustentabilidade voltadas para energia, resíduos, conservação e biodiversidade. Saiba mais sobre sustentabilidade na Kemin aqui: https://www.kemin.com/na/en-us/company/sustainability
  Fonte: Kemin Nutrisurance

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Ingredientes

Conservantes/Antioxidantes

26/08/2026

Entenda o rótulo da ração: o que são os antioxidantes e por que eles são importantes?  

Cada vez mais, os responsáveis se preocupam com o que colocam no potinho de seus cães e gatos. Ler os rótulos das rações virou rotina para os responsáveis que buscam uma vida longa, equilibrada e segura para seus companheiros de quatro patas. Nessa busca por saudabilidade, um termo tem despertado a curiosidade de muita gente: os antioxidantes. Mas, afinal, qual é o papel deles no alimento do seu pet e por que eles são tão necessários?
  Na nutrição animal, os antioxidantes são verdadeiros escudos indispensáveis. A principal função deles é proteger o alimento contra a oxidação. Sem eles, as gorduras boas presentes na receita (como os ômegas 3 e 6) se degradariam rapidamente ao entrar em contato com o ar. Na prática, isso faria com que o alimento perdesse nutrientes essenciais, ganhasse um cheiro e sabor desagradáveis e pudesse até causar desconfortos digestivos no animal.
  Ou seja: são os antioxidantes que garantem que cada grão chegue fresco, nutritivo e seguro à boca do seu pet, do primeiro ao último dia do pacote.   Sintéticos x Naturais: qual é a diferença real?
Ao analisar a embalagem do produto, você verá que existem dois caminhos principais para a conservação do alimento:
  Antioxidantes Sintéticos (BHA e BHT): Produzidos em laboratório, são compostos amplamente testados, seguros e aprovados por órgãos reguladores do mundo todo. Eles estão presentes no nosso dia a dia em alimentos humanos comuns, como biscoitos, pães e margarinas. Eles cumprem seu papel de conservação de forma muito eficaz.
  Antioxidantes Naturais: São extraídos diretamente da natureza, utilizando fontes botânicas e orgânicas como o extrato de alecrim e os tocoferóis (uma forma de Vitamina E). Eles entregam exatamente o mesmo nível de conservação e segurança alimentar, mas de forma 100% natural.
  'Os antioxidantes atuam como verdadeiros guardiões da nutrição', resume o médico-veterinário Ricardo Menezes, gerente de Treinamento e Desenvolvimento da PremieRpet. 'No alimento, eles formam a barreira que preserva os nutrientes essenciais. Sem o uso cuidadoso deles, seria impossível entregar uma dieta que se mantenha completa e segura para o consumo diário ao longo dos meses', explica.   Tendência que se transforma em escolha no potinho
O desejo das famílias por um estilo de vida mais natural fez com que o mercado pet se transformasse. Hoje, responsáveis preferem ver nos rótulos de seus cães e gatos os mesmos ingredientes com características naturais que buscam para si.
  Um grande exemplo dessa evolução é a recente renovação da linha GoldeN, marca líder em alimentos para pets no Brasil. A marca atualizou todo o seu portfólio de alimentos secos, substituindo o BHA e o BHT por antioxidantes exclusivamente naturais (como o alecrim e a vitamina E).  Com esse movimento pioneiro, GoldeN consolidou-se como a única marca do segmento Premium Especial a trazer antioxidantes naturais em todas as suas linhas de produtos.
  No fim das contas, entender o rótulo é um ato de carinho e a presença de antioxidantes, seja qual for a sua origem, é um dos pilares que garantem uma nutrição íntegra e segura todos os dias. O grande diferencial do cenário atual é o avanço constante da indústria de nutrição animal, que passou a oferecer um leque cada vez maior de inovações. Com isso, torna-se muito mais simples encontrar opções de alta qualidade que não apenas protegem a saúde dos pets, mas que também refletem as prioridades e as tendências de consumo de cada lar. Fonte: Cães&Gatos

Ingredientes de origem animal

20/08/2026

De coprodutos a ingredientes: uma transformação puxada pela nutrição

Ainda utilizamos com frequência a palavra 'subproduto'. Tecnicamente, ela faz sentido, já que estamos falando de materiais originados de outra cadeia produtiva. Mas será que traduz o valor daquilo que produzimos?

Uma farinha de vísceras com especificação controlada, uma proteína hidrolisada ou um óleo de peixe rico em ácidos graxos essenciais não são simplesmente aquilo que 'sobrou' de um processo. São ingredientes. E talvez essa mudança de percepção seja uma das principais transformações do rendering na última década.
O valor não termina no produto principal
Produzimos frangos, bovinos, suínos e pescados principalmente para obter partes destinadas ao consumo humano. Mas aquilo que não segue para o prato das pessoas não perdeu seu valor nutricional. Proteínas, gorduras e minerais continuam presentes nesses materiais.

O rendering recupera esse valor e o coloca novamente em circulação. Com tecnologia, controle sanitário e conhecimento nutricional, o que poderia representar desperdício passa a integrar uma nova cadeia produtiva.

É uma das formas mais concretas de economia circular que conheço. E acontece em escala industrial há décadas, muito antes de expressões como ESG e economia circular entrarem no vocabulário corporativo.
Uma perspectiva interessante vem do Peru
Trabalhando com ingredientes marinhos, sempre achei interessante a terminologia da indústria pesqueira peruana. O país diferencia o Consumo Humano Direto (CHD) do Consumo Humano Indireto (CHI). Nessa segunda categoria está grande parte da anchoveta utilizada na produção de farinha e óleo de peixe.

A expressão traz uma perspectiva importante: a matéria-prima não desaparece da cadeia alimentar porque não foi diretamente para o prato de uma pessoa. Seus nutrientes podem alimentar peixes, camarões, aves, suínos ou pets e continuar circulando.

A discussão deixa, então, de ser apenas sobre o destino de um material e passa a considerar quanto valor conseguimos preservar dentro dele.
O mundo já está aproveitando melhor esses recursos
Segundo dados da IFFO – The Marine Ingredients Organisation, cerca de 42% da matéria-prima utilizada globalmente na produção de ingredientes marinhos já tem origem em coprodutos do processamento de pescado destinado ao consumo humano.

No caso do óleo de peixe, aproximadamente 54% da produção mundial em 2024 teve essa origem. Cabeças, aparas, vísceras, peles e estruturas ósseas deixam de representar uma perda e retornam como ingredientes nutricionais.

É difícil imaginar um exemplo mais objetivo de circularidade. E essa lógica também está presente diariamente nas indústrias brasileiras de rendering.
Quando o pet food eleva a régua da cadeia
Se há um setor que acelerou essa transformação no Brasil, na minha percepção, foi o de pet food. Não apenas pelo tamanho, mas pelo nível de exigência que trouxe para as matérias-primas.

Em 2024, o mercado pet brasileiro movimentou R$ 75,4 bilhões, dos quais cerca de R$ 40,8 bilhões vieram dos alimentos industrializados. É uma indústria que ganhou escala e sofisticação.

Com o avanço das categorias premium e super premium, a proteína deixou de ser apenas um número na especificação. Passaram a importar digestibilidade, origem, constância e disponibilidade para o animal. Isso vale para os demais componentes da formulação.

À medida que os formuladores passaram a conhecer melhor os ingredientes e a exigir maior consistência, os fornecedores também precisaram conhecer melhor aquilo que produziam. Esse movimento ultrapassou o mercado pet. Em aves, suínos, peixes e outras espécies, o conhecimento sobre digestibilidade, biodisponibilidade e padronização permite formular com mais precisão e aproveitar melhor os recursos disponíveis.

É nesse ponto que pet food, feed e rendering passam a fazer parte da mesma história: a indústria pet elevou a régua, o rendering respondeu com processos mais sofisticados e esse conhecimento circulou por toda a cadeia.

Deixamos de discutir apenas quanto de proteína existe em um ingrediente e passamos a considerar a qualidade dessa proteína e o quanto o animal consegue aproveitá-la. Isso também é sustentabilidade.
Quando a informação de mercado desenvolve a indústria
O desenvolvimento industrial não depende apenas de equipamentos ou capacidade produtiva. Parte importante da evolução que acompanhei nasceu da troca entre quem produz o ingrediente e quem o utiliza.

Ao trabalhar com fornecedores brasileiros e indústrias de nutrição animal em diferentes mercados, percebemos muitas oportunidades nessa conexão. Nem sempre o produto habitual de uma fábrica era aquilo que o mercado procurava. A diferença podia estar nos teores de proteína ou gordura, na digestibilidade, na embalagem ou na constância entre lotes.

Na Ayamo, passamos também a seguir o caminho inverso: entender o que o mercado precisava e levar essa informação aos produtores, em vez de apenas procurar onde vender o que já estava disponível.

Assim, acompanhamos fornecedores ajustando processos, ampliando controles e desenvolvendo especificações para novos clientes e mercados, das primeiras exportações de indústrias menores aos novos destinos de grandes grupos brasileiros.

Para mim, essa é uma das partes mais interessantes do trabalho. Não se trata apenas de comprar um ingrediente no Brasil e vendê-lo em outro país, mas de conectar demandas globais à capacidade produtiva brasileira e, algumas vezes, acompanhar o nascimento de um produto ou mercado.
A transformação começa na forma de enxergar
Depois de tantos anos visitando fábricas e acompanhando diferentes mercados, tenho cada vez mais dificuldade de olhar para esses materiais apenas como subprodutos.

Não porque sua origem tenha mudado, mas porque mudou nossa capacidade de preservar seu valor nutricional. Quando uma indústria conhece a matéria-prima, controla seus processos e entende o mercado, aquilo que antes era definido pela origem passa a ser reconhecido pela função, qualidade e resultado.

Talvez seja esse o próximo passo para o rendering: deixar de ser percebido apenas como o destino final de materiais de outras cadeias e ser reconhecido como o ponto de partida de novos ingredientes.

Porque, no fim, a diferença entre um coproduto e um ingrediente não está apenas na matéria-prima. Está no conhecimento, no processo e no valor que somos capazes de construir a partir dela. Por Humberto Zart, Diretor de Nutrição Animal na Ayamo Foods
Fonte: Ayamo Foods

Aditivos funcionais

12/08/2026

SmartPET – Suplementação para saúde mental do seu PET

Ansiedade Um estudo em cães com ansiedade (n=10) objetivou avaliar o tratamento com do cogumelo Juba de Leão, Hericium erinaceus. Após o tartamento de 4 semanas o grupo apresentou reduções significativas na potência da onda theta, juntamente com reduções na potência da onda alfa. Esses achados sugerem que os ativos presentes no cogumelo podem modular a atividade neural associada à excitação e à atenção, o que pode contribuir para seus potenciais efeitos ansiolíticos (controle da ansiedade), conforme os opográficos de EEG (Eletroencefalograma) obtidos, mostrando as amplitudes do espectro nas bandas de frequência delta, teta e alfa.   Neuroproteção Um estudo realizado em animais com três grupos sendo, animais tratados com extratos do cogumelo Juba de Leão, Hericium erinaceus, Piracetam (400 mg/kg), além de um grupo controle. Foram avaliados aspectos comportamentais e bioquímicos. Concluiu-se que o grupo tratado apresentou um aumento significativo de memória, comportamento de alternância espontânea, além de um aumento significativo de reconhecimento de novos objetos, em comparação ao grupo controle. Além disso, o grupo tratado apresentou um aumento significativo, ao nível de 95 % de confiança, nos níveis de expressão de BDNF e NGF, em comparação aos grupos controle. Estes dados sugerem que o uso dos erinacinas e hericiononas, presentes no extrato de Hericium erinaceus, podem melhorar a memória através da ativação e aumento da expressão genica de BDNF e NGF.   Neuroplasticidade Com o intuito de avaliar os efeitos dos extratos de Hericium erinaceus sobre a organização e arquitetura do cone de crescimento de axônios, ensaios em culturas de células neuronais do hipocampo foram realizadas com e sem a presença dos extratos. Os neurônios foram então fixados e processados para imunofluorescência contra β-tubulina (verde) e filamentos de actina (vermelho)e fotografado usando microscopia confocal. Os neurônios não tratados (controle DMSO), exibiram cone de crescimento clássico com actina localizada em filopódios periféricos e tubulina localizada no domínio central. Contudo, as células tratadas com Hericium erinaceus apresentaram cones de crescimento significativamente aumentados e exibiram grandes matrizes de filopódios no domínio periférico. De maneira geral a organização e arquitetura foram preservadas, porém pode-se afirmar que o tamanho dos cones de crescimento foram aumentados, sugerindo uma alta atividade dos neurônios (atividade neurotrófica).  Fonte: Rubian Extratos

Aditivos funcionais
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05/08/2026

Sinergia e o papel dos probióticos no bem-estar digestivo e no cuidado com animais de estimação

Após anos focados exclusivamente em necessidades básicas, avanços em microbiologia e nutrição funcional posicionaram a saúde intestinal como um pilar fundamental do bem-estar animal. A microbiota deixou de ser um conceito exclusivamente científico para se tornar um fator estratégico para o desenvolvimento de alimentos diferenciados com alto valor agregado. 

Hoje, fabricantes de alimentos para pets, veterinários e consumidores reconhecem que o equilíbrio da microbiota intestinal influencia a digestão, o uso de nutrientes, a resposta imune e a qualidade de vida em cães e gatos.  Isso impulsiona uma transformação na forma como os alimentos são formulados e os ingredientes funcionais são desenvolvidos.
    Por que a microbiota se tornou um eixo chave no pet food?
A microbiota intestinal é composta por bilhões de microrganismos que interagem permanentemente com o hospedeiro. Longe de desempenhar um papel passivo, eles estão ativamente envolvidos em funções digestivas, metabólicas e imunológicas fundamentais.

Atualmente, reconhece-se que uma microbiota equilibrada contribui para a integridade da barreira intestinal, favorece o uso eficiente dos nutrientes e ajuda a manter os mecanismos fisiológicos associados à saúde geral; ou seja, alterações em sua composição podem impactar negativamente o bem-estar e o desempenho digestivo dos pets.
Qual o papel dos probióticos nessa nova abordagem nutricional?
Os probióticos são uma das ferramentas mais importantes para acompanhar o equilíbrio da microbiota. Sua função vai muito além da incorporação de microrganismos vivos na ração: buscam gerar condições favoráveis para o ecossistema intestinal e contribuir para o bem-estar integral do animal.

A tendência atual é entender não apenas quais microrganismos estão incorporados, mas também quais metabólitos eles produzem e como interagem com a microbiota residente. Essa mudança de foco está posicionando os probióticos como componentes-chave da nutrição funcional moderna. 

Para os fabricantes, representa uma oportunidade concreta de desenvolver alimentos com atributos diferenciais respaldados pela ciência, alinhados com a crescente demanda por produtos voltados para o bem-estar digestivo e a saúde integral.
Quais características um probiótico deve ter para proporcionar benefícios reais em pets?  
Nem todos os probióticos oferecem o mesmo nível de funcionalidade. A eficácia depende de múltiplos fatores, incluindo seleção da cepa, estabilidade durante o processamento industrial e sua capacidade de alcançar o trato gastrointestinal de forma viável.

Na ração para pets, o maior desafio tecnológico é garantir a viabilidade microbiana diante de condições severas de extrusão e secagem. Por essa razão, a tecnologia de microrganismos esporulados marcou um ponto de virada. Os endosporos atuam como um escudo protetor natural contra altas temperaturas, estresse mecânico (pressão e cisalhamento) e longos tempos  de armazenamento (vida útil). Isso garante ao fabricante que a contagem de Unidade Formadoras de Colônias (UFC) declarada na embalagem chega intacta na tigela do pet.   "Sinergia by Adinnova é uma solução desenvolvida para acompanhar a nova geração de alimentos funcionais voltados para o bem-estar digestivo de cães e gatos"
Da mesma forma, a seleção das cepas deve considerar seus benefícios individuais, os metabólitos que geram e as interações que se estabelecem no ecossistema intestinal.
Como surgiu SINERGIA e qual necessidade do mercado ela busca resolver?
Na Adinnova, observamos uma clara evolução nas necessidades da indústria de alimentos para pets. Os fabricantes buscam soluções que diferenciem seus produtos por meio de benefícios funcionais reais, respaldados por evidências científicas e compatíveis com processos industriais modernos.

A partir de nossa experiência em microbiologia aplicada e no desenvolvimento de soluções biotecnológicas para nutrição animal, identificamos a necessidade de abordar a saúde intestinal de uma perspectiva mais ampla, considerando tanto os microrganismos quanto os metabólitos funcionais envolvidos no equilíbrio da microbiota.

Sob essa visão, nasceu Sinergia by Adinnova, uma solução desenvolvida para acompanhar a nova geração de alimentos funcionais voltados para o bem-estar digestivo de cães e gatos.
O que diferencia Sinergia de outras soluções atualmente disponíveis?
A principal característica de Sinergia é seu design simbiótico de ecossistemas. Sua formulação não é uma simples soma de microrganismos, mas um consórcio estratégico selecionado por seus mecanismos complementares de ação:
  Consórcio Bacillus (termostabilidade e digestibilidade): Composto por Bacillus subtilis, Bacillus licheniformis e Bacillus coagulans. Além de sua robustez contra extrusão industrial, essas cepas atuam como biofábricas no intestino, produzindo enzimas extracelulares (proteases, amilases e lipases) que maximizam o uso de nutrientes na ração. Além disso, B. coagulans contribui para a produção de ácido lático, essencial para a modulação do pH intestinal e no controle competitivo dos patógenos.   "Mais do que um aditivo, Sinergia by Adinnova é um motor funcional de metabólitos projetado para impactar a saúde sistêmica do trato gastrointestinal"
    Clostridium butyricum (integridade da barreira intestinal): Destaca-se por ser um dos principais produtores de ácido butírico. Esse ácido graxo de cadeia curta (AGCC) sendo essencial para manter as junções estreitas (tight junctions) no epitélio, prevenir a síndrome do intestino permeável e modular a resposta inflamatória local.
  Saccharomyces cerevisiae (probiótico imunomodulador): Como levedura probiótica viva e biologicamente ativa, ela oferece uma abordagem celular diferenciada em relação às bactérias presentes na fórmula. Sua presença promove o equilíbrio competitivo e a estabilidade do ecossistema digestivo, enquanto os componentes estruturais de sua parede celular, ricos em beta-glucanos e manana-oligossacarídeos (MOS), atuam interceptando ativamente patógenos e estimulando a resposta imune associada à mucosa intestinal (GALT).
  Mais do que um aditivo nutricional, Sinergia é um mecanismo funcional de metabólitos projetado para impactar a saúde sistêmica do trato gastrointestinal.
Quais benefícios a Sinergia traz para os fabricantes de alimentos e para os pets que consomem esses produtos?

Para os fabricantes, Sinergia representa uma ferramenta para incorporar inovação baseada na microbiologia aplicada, permitindo desenvolver propostas de valor alinhadas às tendências globais em nutrição funcional e saúde intestinal.

Para cães e gatos, o objetivo é acompanhar o equilíbrio da microbiota por meio de microrganismos e metabólitos funcionais que contribuem para manter condições favoráveis para a saúde digestiva e o bem-estar geral.
O Futuro da Nutrição Funcional  
Compreender a microbiota está redefinindo o futuro da nutrição animal. Nesse cenário, as soluções probióticas evoluem do conceito tradicional de microrganismos vivos para estratégias mais abrangentes, onde a interação entre microrganismos, metabólitos e hospedeiro assume um papel central.

Na Adinnova, acreditamos que o futuro pet food estará cada vez mais ligado ao conhecimento aprofundado dos ecossistemas microbianos e à capacidade de transformar esse conhecimento em soluções inovadoras para a indústria. Por Mg. Ing. Gonzalo Vicente, Diretor de P+D da Adinnova
Fonte: All Pet Food Magazine

Sobre Adinnova
A Adinnova é uma empresa argentina com presença em mercados internacionais dedicada ao desenvolvimento de aditivos naturais para a nutrição animal. Cada biosolução integra ciência e inovação aplicadas ao bem-estar e à produtividade. Mais informações: adinnova.com.ar 

Ingredientes à base de plantas Alimentação baseada em ingredientes vegetais para cães e gatos

7+ MIN

Alimentação baseada em ingredientes vegetais para cães e gatos

A obtenção de alimentos para humanos com alto valor nutricional, baixo gasto hídrico e energético, com sustentabilidade elevada e baixa pegada de carbono norteia as pesquisas neste sentido. O aumento do aproveitamento de todas as partes dos alimentos a partir de processos químicos, físicos e enzimáticos, por exemplo, visam reduzir desperdício. Em um outro ponto, a convivência de cães e gatos com humanos sempre foi uma constante na história da humanidade, a ponto destes animais se tornarem os principais parceiros interespécie do planeta, estabelecidos em pontos como proteção, trabalho, controle de pragas e, finalmente, em um vinculo emocional profundo estabelecido na sociedade atual.
  Hoje calcula-se 2,0 a 2,5 bilhões de cães e gatos no planeta, sendo cerca de 1,0 a 1,5 bilhões domiciliados, dependendo de cuidados humanos. O problema é que estes animais são carnívoros, portanto, potenciais competidores dos seres humanos por recursos alimentares do planeta.  Atualmente esta competição não é visível, uma vez que a produção industrial de alimentos para cães e gatos se baseia em ingredientes não utilizados na alimentação humana; desde resíduos agriculturáveis até coprodutos de origem animal, inclusive os caracterizando como finalizadores de cadeia agropecuária, gerando renda extra para produtores destes insumos.
  A questão é; se ocorrer uma mudança de paradigma, com uma diminuição de produção de alimentos com alta pegada de carbono e alto gasto hídrico, como produtos de origem animal, para produções mais sustentáveis, a exemplo de alimentos de origem vegetal, algas, insetos etc., seria possível manter uma população de carnívoros coabitante aos humanos, como é estabelecida hoje? 
  A análise do impacto socioambiental da alimentação de animais de companhia assume importância estratégica no contexto da sustentabilidade global, e de sua dependência de ingredientes de origem animal (Pedrinelli et al., 2021, 2022). Considerando que a produção de alimentos para o consumo humano já exerce pressão significativa sobre os recursos naturais a nutrição pet acrescenta complexidade a esse cenário. O sistema alimentar global é responsável por 34% das emissões antrópicas totais de gases de efeito estufa (GEEs) anualmente, além de ser o maior contribuinte para a eutrofização oceânica (cerca de 78%) e de água doce (cerca de 95%). Em 2013, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) estimou que o setor pecuário respondia por 14,5% das emissões globais de GEEs. Dados recentes indicam que a produção de alimentos de origem animal, base da indústria pet food, é responsável por pelo menos 20% das emissões antrópicas globais. 
  Nesse contexto de crescente preocupação com a sustentabilidade global, surge o conceito de "pegada de carbono, que adapta a ideia de pegada ecológica para medir o impacto do consumo de recursos (como terra, água e energia) por animais de companhia. A vasta população de cães e gatos torna o impacto de sua alimentação significativo (Knight et al., 2022). Assim, há um consenso de que o impacto da alimentação de animais de companhia não é negligenciável e deve ser considerado nas estratégias de diminuir as mudanças climáticas.
  A questão não é somente ideológica e não se pretende transformar carnívoros em herbívoros. A questão é; seria possível manter esta população atual de maneira saudável e sustentável após a redução de recursos alimentares de origem animal? Para responder esta pergunta é preciso avaliar as várias nuances relacionadas ao metabolismo e a fisiologia dos carnívoros, aos alimentos disponíveis hoje e futuramente, aos impactos de uma população atual de carnívoros nas metas de sustentabilidade, entre outros fatores. 
  Na ordem carnívora existem milhares de espécies com características totalmente diferentes. Somente como exemplo, embora a taxonomia seja estabelecida primariamente considerando a anatomia (Carnívoros anatômicos), o comportamento alimentar na natureza (Carnivoros preferenciais) e o metabolismo (carnívoros anatômicos, além de outras características, auxiliam para estabelecer os agrupamentos familiares. Por exemplo, embora pandas (Ailuropoda melanouleuca) sejam carnívoros anatômicos, suas preferencias e hábitos alimentares permitem que se mantenham com dietas estritamente vegetais, ao passo que cães (Canis lupus), devido suas imensas variações genéticas provocadas pela interferência humana e/ou geográfica possam ser classificados como 'carnívoros preferenciais', 'carnívoros facultativos' ou ate 'carnívoros oportunistas'. Isto significa que sempre terão preferencias por carne, mas que na ausência deste alimento, podem se alimentar e manter a saúde com alimentos de origem vegetal disponíveis na natureza, como frutos, folhas e raízes.  De acordo com Axelsson et al. (2013) as 52 raças de cães avaliadas em um estudo de genoma apresentaram uma variação muto grande na capacidade digestória e amido, entretanto todas elas apresentaram muito mais genes (de 6 a 24 copias) relacionados a esta digestão, quando comparadas às 12 espécies de lobos utilizadas neste estudo. A adaptação a uma dieta rica em amido, em contraste com a dieta carnívora dos lobos, constituiu um passo crucial na domesticação dos cães. 
  Já gatos domésticos (Felis catus) guardam uma semelhança metabólica grande com seus ancestrais selvagens, com modificações metabólicas que lhes permitiram, ao longo de milhões de anos, ter um aproveitamento máximo de suas presas, prioritariamente compostas por proteína e gorduras, suprimindo enzimas, como a amilase, que significavam um gasto metabólico desnecessário. Estas modificações o caracterizaram como 'carnívoros restritos' ou 'carnívoros metabólicos' significando que, em ambiente natural, dependem de vários nutrientes encontrados somente em alimentos de origem animal, a exemplo do ácido araquidônico e da taurina.

Por outro lado, sabemos que é possível, a partir de adequações nutricionais, formular e produzir dietas para cães e gatos com ingredientes vegetais, desde que sejam feitas modificações para corrigir déficits e excessos de nutrientes presentes nestes. A compreensão dos nutrientes que compõem uma dieta vegetal é essencial para avaliar sua aplicabilidade na nutrição de cães e gatos. Embora seja possível atender às exigências nutricionais desses animais por meio de ingredientes de origem vegetal, a formulação requer atenção criteriosa para assegurar adequação, biodisponibilidade e equilíbrio entre os diferentes nutrientes (Roberts et al., 2023).

A literatura científica contemporânea demonstra um crescimento expressivo no mercado e no interesse por alimentos plant-based para cães, impulsionado pelo desejo de tutores veganos em alinhar seus princípios de vida ao manejo alimentar de seus animais. Paralelamente, a sustentabilidade estabelece-se como um pilar central nessa discussão, evidências sólidas indicam que a transição para dietas vegetais nutricionalmente completas promove benefícios ambientais significativos, incluindo reduções drásticas no uso da terra, consumo de água missões de GEE quando comparadas à produção de dietas baseadas em produtos de origem animal.

Finalmente, fornecimento de dietas vegetais para cães e gatos tem sido uma posição controversa devido às preocupações com a adequação nutricional de um carnívor. No entanto, evidências atuais e crescentes sugerem que dietas veganas bem formuladas podem ser nutricionalmente sólidas. Além da análise teórica dos nutrientes e da composição dos alimentos, é fundamental avaliar os efeitos de longo prazo das dietas veganas na saúde de cães. Por Flavia Maria de Oliveira Borges Saad y Susana Mantuani Reis Alves
Fonte: All Pet Food Magazine
Referências
KNIGHT, A. et al. Vegan versus meat-based dog food: Guardian-reported indicators of health. PLoS ONE, v. 17, n. 4 April, 1 abr. 2022. 
KNIGHT, A. The relative benefits for environmental sustainability of vegan diets for dogs, cats and people. PLoS ONE, v. 18, n. 10 October, 1 out. 2023. 
KNIGHT, A.; LEITSBERGER, M. Vegetarian versus meat-based diets for companion animals. Animals, 2016. 
KNIGHT, A.; SATCHELL, L. Vegan versus meat-based pet foods: Ownerreported palatability behaviours and implications for canine and feline welfare. PLoS ONE, v. 16, n. 6 June 2021, 2021. 
KNIGHT, A.; SATCHELL, L. Erratum: Vegan versus meat-based pet foods: Owner-reported palatability behaviours and implications for canine and feline welfare (PLoS ONE (2021) 16: 6 (e0253292) DOI: 10.1371/journal.pone.0253292). PLoS ONEPublic Library of Science, 2021.
PEDRINELLI, V. et al. Influence of number of ingredients, use of supplement and vegetarian or vegan preparation on the composition of homemade diets for dogs and cats. BMC Veterinary Research, v. 17, n. 1, 1 dez. 2021. 
PEDRINELLI, V. et al. Environmental impact of diets for dogs and cats. Scientific Reports, v. 12, n. 1, 1 dez. 2022. 
ROBERTS, L. J.; OBA, P. M.; SWANSON, K. S. Apparent total tract macronutrient digestibility of mildly cooked human-grade vegan dog foods and their effects on the blood metabolites and fecal characteristics, microbiota, and metabolites of adult dogs. Journal of Animal Science, v. 101, 2023.

Palatabilizantes Palatabilidade em Pet Food: fatores que influenciam a aceitação e o consumo de alimentos por cães e gatos

3+ MIN

Palatabilidade em Pet Food: fatores que influenciam a aceitação e o consumo de alimentos por cães e gatos

O mercado pet vem apresentando uma evolução significativa nos últimos anos, impulsionado pela crescente humanização dos animais de companhia e pela busca por alimentos de maior qualidade. Além do perfil nutricional, a aceitação do alimento pelo animal tornou-se um aspecto fundamental para o sucesso de uma formulação, especialmente em categorias premium e super premium. A palatabilidade é resultado da combinação de diferentes fatores sensoriais, incluindo aroma, sabor, textura, formato e teor de umidade. Enquanto os cães tendem a ser mais receptivos a diferentes sabores, os gatos são naturalmente mais seletivos, tornando a aceitação do alimento um desafio ainda maior para os fabricantes. Dessa forma, o desenvolvimento de produtos altamente palatáveis exige conhecimento aprofundado sobre o comportamento alimentar e sobre a interação entre os ingredientes utilizados na formulação.

Diversos ingredientes contribuem para a melhoria da palatabilidade dos alimentos para pets. Compostos associados ao sabor umami, como o Glutamato Monossódico, podem atuar intensificando a percepção de sabor e potencializando características sensoriais desejáveis. Ingredientes como a Lecitina de Soja também desempenham papel importante na distribuição homogênea de aromas e na aplicação de revestimentos, além de contribuírem para a textura e estabilidade dos produtos. Carboidratos como a Maltodextrina podem ser utilizados como veículos para ingredientes líquidos e aromatizantes, favorecendo a uniformidade das formulações. Já compostos aromáticos, como a Vanilina, podem agregar notas sensoriais específicas e auxiliar na construção de perfis aromáticos diferenciados em determinadas aplicações. A combinação adequada desses ingredientes, associada a processos tecnológicos eficientes, permite desenvolver produtos com elevada aceitação e maior consistência entre os lotes produzidos.

À medida que o setor pet food evolui, a palatabilidade assume uma importância cada vez maior, uma vez que o valor percebido pelos tutores está diretamente relacionado ao bem-estar e à satisfação dos animais. Alimentos que apresentam elevada aceitação favorecem o consumo adequado dos nutrientes e contribuem para a manutenção da saúde e da qualidade de vida dos pets. Além disso, a crescente diversificação das fontes proteicas e a busca por formulações mais sustentáveis exigem soluções capazes de preservar ou até mesmo melhorar as características sensoriais dos produtos. Nesse contexto, ingredientes que atuam no aroma, sabor, textura e estabilidade tornam-se aliados importantes da indústria, permitindo o desenvolvimento de alimentos cada vez mais atrativos, seguros e alinhados às tendências do mercado global de nutrição para animais de companhia. Fuente: Atias Quimica


Processo de fabrico

Embalagem

28/08/2026

PAYPER conclui montagem de linha de ensaque na nova fábrica da Special Dog

A PAYPER concluiu a montagem da solução de ensaque que será utilizada na nova fábrica da Special Dog Company, em Mateus Leme, Minas Gerais. A instalação, realizada dentro do prazo previsto, representa mais uma etapa da implantação da unidade, que faz parte do plano de expansão da companhia.

A nova fábrica começou a ser construída em 2024, com investimento estimado em R$ 300 milhões. Segundo o Relatório de Sustentabilidade 2024 da Special Dog, a unidade foi projetada para ampliar a capacidade produtiva da empresa e incorporar novas tecnologias e processos de inovação. A operação terá capacidade de até 10 mil toneladas por mês e contará com duas linhas de produção, sendo uma prevista para o início das atividades. 
Tecnologia para o final de linha
A solução instalada pela PAYPER será responsável pelo ensaque dos produtos fabricados na nova unidade. A conclusão da montagem marca, portanto, uma etapa importante na preparação da operação industrial.

Especializada em soluções de ensacamento para diferentes setores, incluindo pet food e alimentação animal, a PAYPER desenvolve desde equipamentos individuais até linhas completas, integrando etapas como dosagem, pesagem, ensacamento, paletização e embalagem. 

Para projetos de novas plantas, a empresa trabalha desde a definição dos requisitos e elaboração do layout até a fabricação, testes, comissionamento e treinamento dos operadores. A abordagem permite que os diferentes componentes da linha sejam projetados para funcionar de maneira integrada. 
Uma nova etapa para a Special Dog
A instalação da solução PAYPER acontece em um momento de expansão da capacidade industrial da Special Dog. A companhia informa que suas unidades fabris em Santa Cruz do Rio Pardo, em São Paulo, possuem atualmente capacidade produtiva de 300 mil toneladas por ano. A nova planta em Minas Gerais amplia essa estrutura e fortalece a estratégia de crescimento da empresa. 

A operação também se soma a uma estrutura de ensaque que já conta com 12 linhas nas unidades da companhia, com flexibilidade para diferentes formatos de embalagem, de amostras de 100 gramas a sacos de 20 quilos. 

Nesse contexto, a participação da PAYPER no projeto reforça a importância das soluções de final de linha para acompanhar a expansão da produção e atender às demandas de uma indústria de Pet Food cada vez mais automatizada.

Quer conhecer soluções de ensaque para sua operação de pet food? Acesse o portfólio da PAYPER e descubra como suas tecnologias podem contribuir para projetos de novas linhas e expansão de plantas produtivas: https://www.payper.com/pt/. Fonte: All Pet Food

Automação

27/08/2026

Automação da Paletização na Indústria de Pet Food: Produtividade, Segurança e Competitividade no Final de Linha

É aqui que a automação da paletização surge como uma das respostas mais eficazes a esse desafio, transformando o final de linha em um ponto de eficiência e não de gargalo.
  A paletização manual ainda é realidade em grande parte dessa indústria no Brasil. Sacos de ração com peso entre 15 e 50 kg são movimentados centenas de vezes por turno, expondo os operadores a riscos ergonômicos significativos, como lesões por esforços repetitivos e distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho. Um operador pode movimentar entre 5 e 8 toneladas de produto por turno, e o desgaste acumulado resulta em afastamentos frequentes, alta rotatividade na função e aumento do passivo trabalhista. Além disso, a fadiga natural ao longo do turno compromete a padronização dos pallets e pode gerar instabilidade na carga, com perdas por avaria no transporte e impacto direto na experiência do distribuidor e do cliente final.  
O que muda com à automação do final de linha   A célula de paletização robotizada oferece uma resposta direta a cada um desses desafios. Com capacidade de operar entre 300 e 800 sacos por hora, dependendo do modelo e da configuração, o robô executa ciclos contínuos com precisão constante, sem variação de rendimento. A repetibilidade é um dos atributos centrais da automação: cada pallet é montado com o mesmo padrão de empilhamento, definido por mosaico programado conforme o produto, o peso e as especificações logísticas do cliente. O resultado é uma carga mais estável, mais uniforme e adequada ao transporte, com redução de perdas por avaria e de reclamações na distribuição. A flexibilidade do sistema permite operar com diferentes tipos de embalagem, com troca entre configurações realizada diretamente na interface da célula, sem reprogramação técnica complexa, o que é especialmente relevante para linhas com múltiplos produtos e variações de gramatura.
  A automação redefine o papel do operador: de executor de uma tarefa fisicamente desgastante para supervisor de um processo automatizado. As células robotizadas modernas incorporam sistemas de segurança integrados, como cortinas de luz e sensores de presença, que permitem a intervenção do operador na área sem necessidade de desligar o equipamento. O sistema detecta a presença e reduz automaticamente a velocidade na zona de risco, garantindo segurança real sem impacto proporcional na produtividade. Para os gestores, a redução dos índices de afastamento por esforço físico tem valor mensurável: menos passivo trabalhista, menor custo com substituição de pessoal e uma equipe operacional mais estável no longo prazo.
  Um dos principais receios de quem avalia a automação da paletização é a necessidade de adequação da planta existente. Na prática, as células robotizadas modernas são projetadas para se integrar à infraestrutura já disponível: esteiras, transportadores e demais equipamentos da linha podem ser incorporados ao projeto, reduzindo o custo de implantação e o impacto operacional durante a instalação. A programação dos mosaicos e das configurações de produto é realizada pela equipe técnica do fornecedor durante a implantação, e o operador recebe treinamento para conduzir o processo sem necessidade de conhecimento técnico avançado. Isso encurta a curva de adaptação e viabiliza a transição com mínimo de interrupção na rotina produtiva.
Viabilidade econômica e competitividade no mercado   O retorno sobre investimento é, com frequência, o fator decisivo. O custo real da paletização manual inclui salários e encargos de dois a três operadores por turno, custo de afastamentos e substituição de pessoal, variação na qualidade do pallet e perdas por avaria no transporte. Quando esses valores são somados e comparados ao investimento na célula automatizada, o retorno projetado situa-se tipicamente entre 18 e 36 meses, variando conforme o volume da operação. Soluções desenvolvidas no Brasil, com componentes nacionais e arquitetura simplificada, podem ter custo significativamente menor do que equipamentos importados equivalentes, tornando a automação viável para indústrias de médio porte que anteriormente não se enquadravam nos modelos dos grandes fornecedores internacionais.
  Para as indústrias de pet food que estão crescendo e querem fazê-lo de forma estruturada, automatizar o final de linha deixou de ser questão de porte ou de orçamento excepcional. Com a consolidação de fornecedores nacionais que entregam a célula completa com projeto, instalação, treinamento e suporte em um único contrato, a automação da paletização tornou-se uma decisão acessível, previsível e com retorno demonstrável. 
    Em um mercado cada vez mais competitivo e exigente, o final de linha eficiente deixa de ser um detalhe operacional para se tornar parte crucial da estratégia de crescimento. Fonte: Idealtec

Extrusão

25/08/2026

All Pet Food na 10ª edição do Seminário de Extrusão no Brasil

Realizado no Centro de Demonstrações da JBT Marel, o seminário combinou apresentações técnicas, demonstrações práticas e atividades relacionadas a diferentes etapas da produção. A programação abordou temas como operação eficiente de plantas de extrusão, moagem fina, extrusão de dupla rosca, preparação de carne, texturas e snacks, secagem e sistemas de controle. O evento também contou com Northwind, KSE e Tietjen como patrocinadores.
 
Um dos momentos de destaque foi uma transmissão ao vivo de Sabetha, Kansas, onde os participantes puderam acompanhar uma demonstração relacionada a alimentos com alto teor de carne fresca. Segundo Osvaldo Muñoz, diretor comercial da empresa, a experiência faz parte da intenção de ampliar progressivamente os processos apresentados durante o seminário.

A programação também incluiu uma visita à planta de fabricação de equipamentos em Valinhos, São Paulo, onde os participantes puderam conhecer de perto as instalações e os processos relacionados à fabricação das soluções tecnológicas apresentadas durante o encontro.
 
Para Muñoz, um dos principais objetivos do seminário foi aproximar as novas tecnologias dos profissionais da região. 'A ideia é reunir a maior quantidade possível de clientes da América Latina, de língua espanhola, para atualizá-los e colocar em perspectiva as novas tecnologias que temos no grupo JBT Marel, Wenger e Extru-Tech', explicou. 'O principal objetivo é fazer uma transferência tecnológica.'
A décima edição também representou um marco para o seminário. 'Todos os anos fomos crescendo, há mais interesse e, obviamente, o décimo ano representa um marco importante', destacou Muñoz. Esta edição também marcou a primeira realização do encontro com o grupo integrado, junto com a Source Technology.

Essa integração permitiu ampliar o alcance dos conteúdos. 'Antigamente nos concentrávamos muito mais em temas de extrusão. Hoje podemos falar de alimentos úmidos, preparação de carne fresca, treats e uma série de outros processos voltados ao mercado de alimentos para animais de estimação', destacou.

O encontro contou com participantes de aproximadamente 10 países e entre 15 e 17 empresas, com um perfil formado principalmente por tomadores de decisão, gerentes, gerentes de projetos e CEOs. Segundo Muñoz, o objetivo é apresentar 'o futuro, para onde a indústria está indo, quais são as tendências e as tecnologias que seguem nessa direção', contribuindo para uma visão mais ampla e para a tomada de decisões dentro das empresas.
 
Para as próximas edições, a organização busca continuar ampliando os processos e as demonstrações. 'A ideia para o futuro é continuar aumentando, mostrar outros processos, realizar processos cada vez mais sofisticados, apresentar novas tecnologias e estar na vanguarda', concluiu Muñoz.

A All Pet Food acompanhou esta décima edição para aproximar sua comunidade das principais tendências, tecnologias e protagonistas da indústria Pet Food.

Descubra as soluções da empresa e veja como a inovação pode acompanhar a evolução dos seus processos produtivos em: https://jbtmarel.com/pt/. Fonte: All Pet Food

Segurança alimentar

19/08/2026

Além do antioxidante: por que a rancidez é apenas a ponta do iceberg

A reação mais común diante de aumento nas reclamações é reforçar a dosagem de antioxidante na formulação, porém o sistema de rastreabilidade torna-se de extrema importância como fonte de informação, conhecimento do processo de produção e do manuseio do produto até que ele alcance o cliente final.
Matérias-primas: o ponto de partida
O controle das matérias-primas utilizadas é o ponto crítico do processo e de onde podemos evitar, com maior impacto, problemas de oxidação.

Trabalhar com fornecedores confiáveis é fundamental, mas nem sempre o suficiente. Precisamos entender as condições sob as quais recebemos matérias-primas, e isso é alcançado por meio da análise.

Em matérias-primas com maior teor de gordura, existem três análises principais que nos permitem entender onde elas estão no processo de oxidação:
  Índice de acidez: este é um dos primeiros testes geralmente disponíveis e mede a quantidade de ácidos graxos livres. Seu resultado fornece informações sobre o estado de degradação, principalmente associado a condições de conservação precárias.
  Índice de peróxido: seu valor nos apresenta ao processo de oxidação, pois mede os peróxidos formados nos estágios iniciais e que indicam se a oxidação está começando. É fundamental entender que eles são compostos instáveis, então, dependendo da fase do processo em que estão, podem ser baixos ou altos. Por essa razão, o resultado deve estar relacionado ao valor de acidez.
  Valor de anisidina: indica os estágios avançados de oxidação quando os compostos secundários já estão presentes, associados ao cheiro e sabor característicos de rancidez.    
Os resultados obtidos pelas análises nos permitem tomar decisões baseadas em informações e valores de referência. O importante é entender que uma matéria-prima que inicia o estado de oxidação já está em um processo irreversível.
O processo de produção: o maior consumidor de antioxidantes
Cada etapa envolvendo temperatura, umidade, oxigênio, luz ou metais é um ponto onde a oxidação pode ser desencadeada e avançar, fazendo com que o antioxidante presente seja consumido. O objetivo dos antioxidantes, neste caso, é fornecer tempo e colaboração para que a mistura ocorra sem desencadear o processo de oxidação. Saber quais são esses pontos críticos em cada planta é essencial para elaborar uma estratégia de proteção eficaz.

Todas as matérias-primas se unem na moagem e mistura, incluindo vitaminas e minerais. Algumas vitaminas podem atuar como pró-oxidantes e, no caso de minerais, como ferro ou cobre, são metais que atuam como catalisadores. Esse é um dos pontos importantes da aplicação de antioxidantes.

A extrusão é, sem dúvida, o ponto mais crítico: temperaturas acima de 120 °C, alta pressão e umidade fazem dela a etapa com maior consumo de antioxidantes no processo. 

No entanto, ainda existem etapas que submetem o produto a altas temperaturas, como secagem, e grandes fluxos de ar, como o resfriamento. Nesta última fase, embora a temperatura já não seja o fator determinante, a exposição prolongada e contínua ao ar gera condições favoráveis para a oxidação, tornando-a uma das etapas mais subestimadas do processo.

No recobrimento está o segundo ponto de aplicação para reforçar o antioxidante. As gorduras adicionadas para proporcionar palatabilidade e/ou cobertura podem ser usadas como veículos para o antioxidante, que, em última análise, protegerá as partículas do alimento extrusado.

Por fim, a embalagem deve garantir uma barreira contra umidade, ar e luz durante toda a vida útil do produto. No entanto, mesmo que você tenha um processo bem controlado, o produto pode ser comprometido se não for cuidado ao sair da fábrica.
Armazenamento e distribuição: o elo mais difícil de controlar
Temperatura, umidade e exposição solar durante o armazenamento e transporte podem desencadear significativamente o processo de oxidação, especialmente em climas com grandes amplitudes térmicas ou temperaturas muito altas. O sistema FIFO (First In, First Out) torna-se então uma ferramenta essencial que deve ser aplicada em todos os elos da cadeia, desde a planta até os clientes finais. A  rotatividade incorreta de estoques  é uma causa frequente de reclamações que, a princípio, são consideradas problemas de formulação.

O treinamento deve ser desenvolvido com distribuidores e pontos de venda, reconhecendo que isso também faz parte da estratégia de gestão da estabilidade.

Por fim, há mais um ponto, que indica se políticas e controles são bem aplicados e isso é alcançado por meio de evidências.
Monitoramento do produto final: não apenas controlando, mas também validando
O monitoramento do produto final tem uma função dupla: é usado não apenas como controle de qualidade, mas também como ferramenta de validação do sistema. Análises de acidez, peróxidos, anisidina, resíduos antioxidantes e avaliações sensoriais nos permitem acompanhar a evolução desses parâmetros ao longo do tempo.

Estudos de estabilidade permitirão verificar se a estratégia antioxidante é eficaz e se o produto atingirá a vida útil esperada. Estudos em tempo real refletem condições reais de armazenamento e são os mais representativos, mas exigem toda a vida útil para obter resultados. Estudos acelerados, por outro lado, permitem obter uma projeção inicial submetendo o produto a condições controladas para acelerar sua degradação, o que é útil em estágios de desenvolvimento ou diante de mudanças na formulação. Esse tipo de estudo fortalece a validação do sistema e pode ser usado para apoiar qualquer decisão sobre dosagem, pontos de aplicação ou condições do processo.

Se o sistema de monitoramento for bem projetado, permitirá que desvios sejam detectados precocemente e quaisquer ajustes necessários sejam feitos antes que cheguem ao consumidor.
Conclusão
Problemas de rancidez não podem ser analisados isoladamente, pois são problemas multifatoriais que exigem uma visão de todo o sistema. Para isso, é importante conhecer nossas matérias-primas, controlar nosso processo e tomar decisões com informações que as sustentem. O objetivo é passa a ser de não reagir, e sim de antecipar e, então, o desafio não é mais escolher o melhor antioxidante, mas sim criar um sistema confiável que respalde a qualidade o tempo todo. Por Eng. Mariana Piecenti, Process & Quality Advisor na BBR Industries
Fonte: All Pet Food Magazine

Secagem Trocadores de calor bem dimensionados: produtividade e qualidade na secagem de pet food

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Trocadores de calor bem dimensionados: produtividade e qualidade na secagem de pet food

Na indústria de pet food, a secagem influencia diretamente a qualidade final, a segurança de armazenamento e a capacidade produtiva da planta. Nessa etapa, controla-se a retirada de umidade e boa parte da estabilidade do alimento após o envase. Para que o processo ocorra de forma uniforme, o ar precisa chegar ao secador com temperatura e vazão adequadas. O equipamento responsável por fornecer essa energia térmica é o trocador de calor.
Baterias de radiadores utilizam vapor ou água quente para aquecer grandes volumes de ar. Quando o sistema entrega calor de forma estável, o secador trabalha próximo de sua condição ideal. Quando há perda de capacidade térmica, a operação precisa compensar reduzindo a alimentação, aumentando o tempo de processo ou elevando o consumo de vapor. O resultado é menor produtividade, maior variação entre lotes e dificuldade para atingir a umidade desejada.
Um trocador bem dimensionado não é apenas aquele que atende à condição nominal informada no projeto. Ele deve considerar as variações reais da operação, como temperatura do ar ambiente, pressão e qualidade do vapor, vazão de ar, ritmo de produção e acúmulo de poeira. Também precisa manter desempenho ao longo do tempo, mesmo com a incrustação.
Entre os principais parâmetros de projeto estão a diferença de temperatura média logarítmica, conhecida como LMTD, a área de troca térmica, a geometria e o passo das aletas, a velocidade do ar e a perda de carga admissível. O fator de incrustação também merece atenção. Em ambientes com partículas e resíduos, dimensionar o equipamento apenas para condições limpas pode gerar uma falsa sensação de segurança. A sujeira depositada nas superfícies reduz a transferência de calor e compromete o processo.
Quando há margem térmica adequada, o ar de secagem permanece na temperatura necessária mesmo com a linha operando em sua capacidade nominal. Isso permite aumentar a taxa de alimentação sem elevar excessivamente a umidade do produto, reduzir o tempo de partida após paradas e diminuir as diferenças entre lotes. Na prática, um mesmo secador pode produzir mais toneladas por turno quando recebe calor de forma estável.
O contrário também é verdadeiro. Um trocador subdimensionado se transforma em um limitador da planta. Para atingir a umidade especificada, a equipe precisa reduzir a velocidade da linha. Essa perda nem sempre é percebida como falha do equipamento, porque o secador continua funcionando, mas produz abaixo do seu potencial. O impacto acumulado pode superar o investimento necessário para corrigir a deficiência térmica.
A estabilidade do sistema também ajuda a evitar a secagem excessiva. Quando a fonte de calor oscila, é comum operar com uma margem de segurança elevada, retirando mais umidade do que o necessário. Isso aumenta o consumo de energia e reduz a massa final comercializável.
Com um trocador corretamente projetado, a operação pode trabalhar mais próxima da umidade-alvo, equilibrando qualidade, rendimento e eficiência energética.
Um caso real de aplicação em uma indústria brasileira de pet food demonstra esse potencial. Antes da revisão do sistema térmico, determinados processos utilizavam entre quatro e oito radiadores, com elevado consumo de vapor e desempenho abaixo do esperado. Após o redimensionamento e a substituição por uma solução desenvolvida especificamente para a aplicação, algumas operações passaram a utilizar apenas um radiador.
Segundo os dados fornecidos pelo cliente, a capacidade de desidratação aumentou em até cinco vezes e o tempo de alguns processos caiu em até 25%. Os resultados variam conforme o produto e as condições operacionais, mas evidenciam o impacto que um projeto térmico adequado pode gerar.
Além da produtividade, há ganho direto de eficiência energética. Como a secagem representa parcela importante do consumo térmico da linha, cada melhoria na transferência de calor pode reduzir a demanda de vapor ou combustível. Projetos de recuperação de calor ampliam esse benefício ao aproveitar parte da energia do ar de exaustão para pré-aquecer o ar de entrada, reduzindo custos operacionais e emissões.
A escolha dos materiais também interfere no desempenho e na vida útil. Ambientes sujeitos a poeira, umidade e ciclos frequentes de limpeza exigem atenção à corrosão e à higienização. Dependendo da aplicação, podem ser utilizados aços inoxidáveis como AISI 304 ou AISI 316. O projeto mecânico deve considerar pressão, temperatura, vibração, dilatação térmica e acessibilidade para limpeza e manutenção.
Como a planta trabalha em regime contínuo, a disponibilidade do sistema é decisiva. A falha de um único trocador pode reduzir a produção ou interromper toda a linha. Por isso, inspeções periódicas, limpeza planejada, acompanhamento da perda de carga e avaliação do desempenho térmico devem fazer parte da manutenção preventiva.
Alguns sinais ajudam a identificar limitações no sistema: consumo crescente de vapor, dificuldade para atingir a temperatura do ar, necessidade de reduzir a alimentação, aumento do tempo de secagem, variação de umidade e maior demora na partida da linha. Quando esses sintomas aparecem, é importante avaliar não apenas o secador, mas também a capacidade real do trocador de calor.
Tratar a engenharia térmica como parte estratégica do processo significa analisar o custo total de operação, e não somente o preço inicial do equipamento. Um projeto adequado pode gerar retorno por meio de maior produtividade, menor consumo de energia, redução de paradas e melhor aproveitamento da matéria-prima. Nesse cenário, o trocador deixa de ser um item auxiliar e passa a atuar como elemento central do desempenho da planta.     Fonte: Tubal

Sobre a Tubal
Com mais de 37 anos de atuação e sede em Várzea Paulista (SP), a Tubal é especializada no projeto e na fabricação de trocadores de calor, tubos aletados, trocadores casco e tubo, radiadores e serpentinas sob medida. Certificada pela ISO 9001, atende diferentes segmentos industriais com soluções que abrangem dimensionamento, fabricação, manutenção e retubagem de equipamentos.

Segurança alimentar ⁠Validação técnica antes do lançamento: investimento ou custo?

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⁠Validação técnica antes do lançamento: investimento ou custo?

O desenvolvimento de um novo alimento está longe de ser um processo simples. Antes que um produto chegue às prateleiras, meses de trabalho são dedicados à pesquisa de mercado, seleção de ingredientes, desenvolvimento da formulação, definição do processo produtivo, embalagem e estratégias de posicionamento comercial. Cada uma dessas etapas envolve investimento financeiro, tempo e esforço de equipes multidisciplinares.

Existe uma etapa capaz de determinar o sucesso ou o fracasso desse investimento que, muitas vezes, recebe menor atenção do que deveria: a validação técnica. Avaliar se o produto atende aos objetivos propostos antes do lançamento reduz incertezas, fornece evidências para a tomada de decisões e aumenta a probabilidade de sucesso comercial.

Com isso, surge uma pergunta importante para a indústria pet food: investir em validação técnica antes do lançamento representa um custo adicional ou uma estratégia capaz de minimizar riscos e proteger todo o investimento realizado no desenvolvimento do produto?

Validação técnica é o processo que consiste em verificar se um produto atende aos objetivos definidos durante seu desenvolvimento. Mais do que confirmar sua conformidade com especificações, ela fornece evidências de que o alimento ou produto apresenta desempenho compatível com a proposta da formulação e com as expectativas do mercado.

Para o setor pet food, validar vai muito além de realizar um teste de palatabilidade, por exemplo. Envolve avaliar aspectos como desempenho nutricional, qualidade física, estabilidade, segurança, comportamento de consumo, aceitação pelos animais e, em testes in home, também a percepção dos tutores. Essas informações permitem identificar oportunidades de melhoria antes que o produto seja disponibilizado ao mercado consumidor, permitindo ajustes e melhorias antes de seu lançamento.

De maneira resumida, a validação técnica transforma percepções em dados, permitindo que decisões sobre o produto sejam tomadas com base em evidências e não apenas em expectativas.

A validação técnica consiste em confirmar, através de avaliações objetivas, que um produto realmente entrega o desempenho esperado antes que este chegue ao mercado. Mais do que verificar se ele atende às especificações do projeto, essa etapa produz evidências que apoiam decisões técnicas e reduzem incertezas durante o desenvolvimento.

No segmento pet, a validação pode envolver diferentes aspectos, como desempenho nutricional, qualidade física, estabilidade, segurança, comportamento de consumo, aceitação pelos animais e percepção dos tutores. A combinação dessas informações nos permite identificar as oportunidades de melhoria, e realizar possíveis ajustes antes do lançamento, reduzindo riscos e aumentando a competitividade do produto.

Como demonstrado na Figura 1, a validação não deve ser vista como uma etapa isolada, mas como parte integrante dentro de um processo de desenvolvimento. Os resultados que serão obtidos, podem orientar na realização de ajustes de formulação, no processo produtivo, na embalagem ou até mesmo no posicionamento do produto, tornando o lançamento mais seguro e alinhado às expectativas do mercado consumidor final.   Figura 1. Representação simplificada das etapas do desenvolvimento de um produto e do papel da validação técnica como ferramenta para gerar evidências, orientar ajustes e reduzir riscos antes do lançamento.
 É importante destacar que a validação técnica de um produto vai além de apenas testes de palatabilidade. Embora a aceitação pelos animais seja um dos fatores mais relevantes, uma avaliação técnica completa considera diferentes indicadores de desempenho para verificar se o produto atende aos objetivos para os quais foi desenvolvido, pois a validação técnica deve ser entendida como uma forma de transformar expectativas em evidências e dados em decisões.

À primeira vista, reduzir etapas de validação pode parecer uma forma de economizar tempo e recursos. No entanto, quando um produto não entrega o desempenho esperado, os custos costumam ser muito maiores do que o investimento necessário para validá-lo ainda durante o desenvolvimento.

Por exemplo, uma baixa aceitação pelos animais, reclamações dos consumidores, perda de recompra, desgaste da marca, necessidade de reformulação, recolhimento de lotes e investimentos em marketing que não geram retorno são consequências que podem comprometer o sucesso de um lançamento. Em muitos casos, corrigir um problema após a comercialização exige mais tempo, recursos e impacto na reputação da empresa do que identificá-lo previamente por meio da validação técnica.

A Figura 2 ilustra como a validação técnica reduz riscos, direciona ajustes ainda na fase de desenvolvimento e contribui para decisões baseadas em evidências. Mais do que evitar falhas, ela aumenta a confiança no produto e fortalece sua competitividade no mercado.   Figura 2. Comparação entre os possíveis impactos de um lançamento sem validação técnica e os benefícios obtidos quando a validação é incorporada ao processo de desenvolvimento, favorecendo decisões baseadas em dados e maior segurança no lançamento.
Como na Figura 3, o investimento em validação costuma ser pequeno quando comparado aos custos de corrigir problemas após o lançamento. Em um mercado cada vez mais competitivo, decisões baseadas em dados representam um diferencial estratégico para desenvolver produtos mais seguros, competitivos e alinhados às expectativas dos animais, dos tutores e da indústria. Mais do que um custo, a validação técnica é um investimento que reduz incertezas, protege a reputação da marca e aumenta as chances de um lançamento bem sucedido.   Figura 3. Representação conceitual da relação entre o investimento em validação técnica e os custos associados à identificação de falhas apenas após o lançamento do produto. A validação reduz riscos, evita retrabalho e contribui para o sucesso comercial. Por Ingrid Caroline da Silva
Fonte: Nutripet Insights


Veterinária

Bem-estar animal

24/08/2026

Saúde das Articulações dos Cães e Gatos: O Papel do Colágeno na Prevenção da Osteoartrite

A artrite ou osteoartrite é uma doença degenerativa, progressiva e irreversível da cartilagem articular, caracterizada por inflamação, dor e perda gradual da funcionalidade articular. Embora geralmente esteja associado ao envelhecimento, agora se reconhece que seu desenvolvimento é multifatorial e envolve fatores genéticos, nutricionais, metabólicos e mecânicos.
  Estima-se que aproximadamente 20% dos cães e mais de 60% dos gatos com mais de seis anos tenham algum grau de osteoartrite. Em animais geriátricos, a prevalência pode ultrapassar 80–90%, tornando-se uma das principais causas da diminuição da qualidade de vida.   Figura 1. Cartilagem articular normal (esquerda) versus cartilagem (direita) afetada pela osteoartrite.   A doença afeta principalmente as articulações sinoviais ou diartródiais, onde a cartilagem hialina cumpre a função de amortecer cargas mecânicas e permitir movimentos suaves e eficientes.   Colágeno: o principal componente estrutural da cartilagem   O colágeno é a proteína mais abundante do corpo, representando aproximadamente 25% de todas as proteínas do corpo. Embora mais de 28 tipos de colágeno tenham sido descritos, os tipos I, II e III representam 80-90% do total no corpo.
  Na cartilagem articular, o colágeno tipo II representa 90-95% do total de colágeno. Sua função é fornecer resistência mecânica, elasticidade e suporte estrutural, além de manter os proteoglicanos imobilizados dentro da matriz extracelular.
  A cartilagem saudável é composta principalmente por água, colágeno, proteoglicanos e glicosaminoglicanos, todos produzidos pelos condrócitos, as células especializadas responsáveis pela manutenção desse tecido. A saúde das articulações depende de um equilíbrio delicado entre a síntese e a degradação desses componentes. Quando esse equilíbrio é perdido, começa o processo degenerativo característico da osteoartrite.   Como a osteoartrite se desenvolve   A osteoartrite não aparece de repente; É o resultado de um processo crônico onde múltiplos fatores intervêm.
  Sobrecarga mecânica, excesso de peso corporal, alterações na conformação, traumas e certas predisposições genéticas geram uma resposta inflamatória persistente. Essa inflamação estimula a produção de citocinas, como IL-1, IL-6 e TNF-α, além de enzimas degradativas, conhecidas como metaloproteases. Essas moléculas destroem progressivamente o colágeno e os proteoglicanos na cartilagem, causando apoptose dos condrócitos e perda da capacidade regenerativa dos tecidos. Como resultado, dor, rigidez, diminuição da mobilidade e formação de osteófitos aparecem, estabelecendo um verdadeiro círculo vicioso entre inflamação, dor e deterioração funcional.   Figura 2. Cachorro com mobilidade articular limitada.   Estar acima do peso agrava significativamente esse processo porque o tecido adiposo produz substâncias biologicamente ativas, como a leptina, capazes de manter um estado inflamatório crônico de baixo grau.   Figura 3. Diagrama do impacto negativo do excesso de peso, obesidade (tecido adiposo) e citocinas inflamatórias na articulação. Ativação de enzimas (síntase de óxido nítrico e metaloproteinases) e suas consequências na articulação e nos ossos.
O intestino também está envolvido na saúde das articulações   Nos últimos anos, surgiu um novo conceito que está mudando a compreensão de inúmeras doenças crônicas: o eixo intestino-articulação.
A microbiota intestinal é um ecossistema complexo composto por bactérias, vírus e fungos que vivem em estreita relação com o hospedeiro. Quando há equilíbrio (eubiose), contribui para a manutenção da homeostase imunológica e metabólica. No entanto, situações como estresse, mudanças repentinas na dieta, obesidade ou o uso irracional de antibióticos orais e sistêmicos podem gerar desequilíbrios (disbiose), ou seja, uma alteração da composição normal da microbiota.
  A disbiose aumenta a permeabilidade intestinal e promove a liberação sistêmica de mediadores inflamatórios (citocinas pró-inflamatórias). Esses sinais inflamatórios podem alcançar tecidos distantes, incluindo articulações, ajudando a acelerar processos degenerativos.
  Figura 4. Diagrama do mecanismo de ação do colágeno nativo tipo II (tolerância oral) no nível intestinal.   Atualmente, há evidências crescentes de que a saúde intestinal deve ser considerada um componente crítico de qualquer estratégia moderna de prevenção da osteoartrite.   Colágeno   O interesse científico pelo colágeno aumentou significativamente devido ao surgimento de novas formas de suplementação com mecanismos de ação diferentes e complementares. O colágeno hidrolisado fornece aminoácidos bioativos e peptídeos que são usados pelos condrócitos para sintetizar novo colágeno e componentes da matriz extracelular. Em outras palavras, fornece os materiais necessários para apoiar os processos de reparo de tecidos.
  Por outro lado, o colágeno nativo não desnaturado do tipo II age por meio de um mecanismo completamente diferente.
  Colágeno Nativo Tipo II: Uma Estratégia Imunológico Inovadora O colágeno nativo mantém sua estrutura tridimensional intacta e preserva regiões específicas conhecidas como epítopos. Quando ingeridos, esses epítopos são reconhecidos por células especializadas do tecido mucoso e do tecido linfoide associado ao intestino, especialmente no nível das manchas de Peyer. Esse reconhecimento induz um fenômeno chamado tolerância imune oral.
  Por meio desse mecanismo, células reguladoras capazes de produzir interleucina 10 (IL-10), uma citocina com atividade anti-inflamatória potente, são geradas. Como consequência, a resposta imune direcionada contra o colágeno presente na cartilagem articular diminui, reduzindo a atividade das colagênases e metaloproteases responsáveis pela degradação dos tecidos.
  Figura 4. Diagrama do mecanismo de ação do colágeno nativo tipo II (tolerância oral) no nível intestinal.
Esse mecanismo torna o colágeno nativo uma ferramenta particularmente interessante do ponto de vista preventivo, pois age antes que o dano estrutural seja irreversível.
  A osteoartrite continua sendo uma doença sem cura definitiva, tanto na medicina veterinária quanto na humana. No entanto, o conhecimento atual permite a implementação de estratégias preventivas cada vez mais eficazes.
  A combinação de colágeno nativo tipo II não desnaturado com colágeno hidrolisado representa uma alternativa particularmente promissora. Enquanto o primeiro ajuda a modular a resposta imune, o segundo fornece os componentes necessários para a síntese e reparo da matriz cartilaginosa. Quando essa estratégia nutricional é complementada com controle do peso corporal, exercícios adequados e manutenção de uma microbiota intestinal saudável, é possível atrasar significativamente o aparecimento dos sinais clínicos da osteoartrite e melhorar a qualidade de vida de cães e gatos ao longo de toda a vida. Por Prof. Alejandro L. Soraci MV., Dr. Cs Vet., Ph.D - Investigador Principal do CONICET
Fonte: All Pet Food Magazine

Gatos

11/08/2026

Sabores esquecidos? A Ciência por Trás da Percepção Doce e Umami  em Felinos

Sabor doce e umami em gatos: são aromas esquecidos?
Estamos realmente seguros de quais são os sabores que nossos cães e gatos percebem? Historicamente, o desenvolvimento dos sabores na indústria de alimentos para pets tem sido tratado como uma "área cinzenta", onde tudo parece possível. É comum imaginar a palatabilidade como um prato cheio de flores onde uma nota evoca carne, outra frango grelhado e, nesse cenário ideal, assumimos que todas as opções vão fascinar tanto cães quanto gatos.

No entanto, diante da realidade do consumo de alimentos, a percepção do gosto humano e dos animais de estimação acaba sendo mundos completamente distantes. Essa lacuna sensorial explica a quantidade exagerada na oferta de aromatizantes, saborizantes e palatabilizantes e, ao mesmo tempo, tantas dúvidas sobre o impacto real das matérias-primas e do processamento térmico na palatabilidade final.
Vamos voltar à base evolutiva
Todas as espécies animais dependem dos sentidos químicos (olfato e paladar) para sobreviver. Evolutivamente, essa dupla quimiossensorial permitiu que os ancestrais dos nossos pets detectassem quando um alimento estava se decompondo ou qual planta continha toxinas potencialmente letais, guiando uma escolha alimentar adequada.

Embora a ciência geralmente considere os humanos como referência universal, as diferenças em relação aos carnívoros domésticos são esmagadoras. Um cachorro, por exemplo, possui uma capacidade olfativa tão desenvolvida que consegue detectar partículas de odor de uma pessoa enterrada a vários metros de profundidade na neve ou no solo, guiada por correntes térmicas sutis. Por sua vez, o gato é um detector químico de precisão, capaz de perceber notas de oxidação lipídica na comida em concentrações mínimas que escapam completamente do cheiro humano, reagindo negativamente a indícios sutis de rancificação.

Todos os vertebrados compartilham uma estrutura neurobiológica básica para perceber as cinco qualidades do sabor: doce, umami, amargo, ácido e salgado. Respostas comportamentais, como a rejeição imediata da amargura, sugerem que mecanismos moleculares subjacentes são conservados entre espécies para prevenir envenenamentos. No entanto, variações genéticas e funcionalidades dos receptores foram forjadas sob a pressão da estratégia alimentar de cada animal. Como Paul T. Young (1966) apontou, a seleção da dieta não é aleatória: ela é determinada pelas condições orgânicas do sujeito, sua experiência prévia, sua constituição corporal e, crucialmente, pela estimulação periférica dos receptores cefálicos.
A percepção do gosto doce no felino: um caminho fechado
O gato é um carnívoro rigoroso. Em seu nicho ecológico natural, sua dieta consiste quase exclusivamente em tecido animal. Essa especialização extrema resultou em adaptações fisiológicas e metabólicas únicas: eles não possuem amilase salivar, e possuem uma dentição modificada exclusivamente para rasgar a carne e possuem a pseudogenização do gene que codifica o regulador da glicoquinase (GCKR), um elemento-chave no metabolismo dos carboidratos.

Um pseudogene é, essencialmente, uma sequência de DNA que já foi um gene funcional, mas, devido a mutações acumuladas ao longo da evolução, perdeu a capacidade de codificar proteínas. Há mais de setenta anos, pesquisas pioneiras de Ronald Kare e Charles Carpenter mostraram que os gatos não conseguiam distinguir entre água pura e soluções de sacarose, glicose, frutose ou lactose.

Foi em 2005 que a equipe de Xia Li descobriu a raiz molecular dessa indiferença: os felinos não possuem uma subunidade funcional no receptor de paladar doce chamado TAS1R2. A pressão evolutiva de uma dieta livre de açúcares vegetais tornou esse receptor desnecessário, transformando-o em um pseudogene não funcional. Assim, os gatos não "esqueceram" o gosto doce; simplesmente, sua história evolutiva anulou esse canal sensorial.
Gosto umami  em gatos: A redefinição da carne
Ao contrário do doce,  o gosto umami  é o eixo guia da palatabilidade felina. Nos humanos, está associado ao glutamato monossódico e sua principal característica é que é potenciado sinergicamente quando combinado com nucleotídeos purinos. Em 1975, White e Boudreau mostraram que certos compostos químicos eram capazes de ativar neurologicamente felinos em baixas concentrações, ditando sua preferência ou evitação.

Essas respostas são ativadas principalmente por aminoácidos livres e bases púricas (5′-ribonucleotídeos), componentes abundantes nos tecidos animais que sinalizam a presença de proteínas e ácidos nucleicos de alta qualidade. No entanto, na nutrição felina, detalhes moleculares importam. Embora tanto cães quanto gatos possuam um  receptor umami heterodimérico estruturalmente intacto, TAS1R1/TAS1R3, a especificidade dos ligantes (moléculas que se encaixam no receptor) varia drasticamente entre as espécies (Jiang & Beauchamp, 2025).
A Revolução dos Testes In Vitro: O Módulo de Venus Flytrap
Devido à complexidade e aos altos custos dos  testes in vivo  com painéis para pets, avaliar a afinidade exata dos aromatizantes tornou-se desafiador. É aqui que ensaios funcionais baseados em células e a biotecnologia molecular estão transformando a indústria por meio de duas ferramentas-chave:
  Ensaios funcionais de células: culturas de células vivas modificadas para expressar os receptores do paladar do gato, permitindo que sua resposta biológica a diferentes estímulos seja medida com precisão.
  O módulo recombinante de Venus Flytrap (VFTM): é uma estrutura proteica presente na porção extracelular dos receptores da classe C. Ele recebe esse nome por sua semelhança com a planta carnívora Venus flytrap, já que possui dois lóbulos que se fecham e "aprisionam" o ligante (o aminoácido ou nucleótido). Esse fechamento molecular ativa o receptor e desencadeia o sinal nervoso de sabor.
  Por meio dessas  tecnologias in vitro, pesquisadores como Toda (2021) demonstraram que o receptor TAS1R1/TAS1R3 em felinos responde diretamente aos 5′-ribonucleotídeos (como o IMP), mas, ao contrário dos humanos, não é ativado principalmente pelo isolamento de L-glutamato.

Da mesma forma, McGrane (2023) identificou que onze aminoácidos L atuam como potentes coativos, se e somente se forem previamente combinados com um nucleotídeo purino. Curiosamente, L-glutamato e L-aspartato — os reis do  umami humano — nem sequer funcionam como potenciadores para o receptor do gato. Isso confirma que o que é intensamente umami para um humano pode ser insípido para um gato. As evidências de Belloi (2017) usando VFTM recombinante confirmaram que a inosina (IMP) tem a capacidade única de se ligar ao receptor felino mesmo na ausência de aminoácidos livres.
Descobertas e Insights do Setor
Embora registros eletrofisiológicos tradicionais em nervos gustativos (como a corda do tímpano) mostrem que certos estímulos são intensificados ao combinar nucleotídeos com aminoácidos específicos, como L-cisteína e L-prolina. A sintonia exata do receptor umami felino continua a revelar surpresas.

Não podemos descartar que as metodologias in vitro atuais  ainda não replicam 100% da fisiologia complexa do paladar nativo no animal vivo. No entanto, entender que o sabor doce é inexistente para o gato e que sua percepção do umami obedece a um código de barras molecular estritamente adaptado ao seu nicho carnívoro é a verdadeira chave para a formulação de palatabilizantes de última geração no mercado moderno de alimentos para pets. Por Niyired Orozco Giraldo
Fonte: All Pet Food Magazine

Referências
•    Belloir, C., Savistchenko, J., Neiers, F., Taylor, A. J., McGrane, S., & Briand, L. (2017). Caracterização biofísica e funcional do domínio N-terminal do receptor do gosto umami do gato T1R1, expresso em Escherichia coli. PLoS ONE, 12(10), e0187051. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0187051
•    Cao, J., Huang, S., Qian, J., Huang, J., Jin, L., Su, Z., Yang, J., & Liu, J. (2009). A evolução dos módulos de atrapadores de Vênus classe C do GPCR envolveu divergência funcional selecionada positiva. BMC Biologia Evolutiva, 9(1), 67. https://doi.org/10.1186/1471-2148-9-67
•    Jiang, P., & Beauchamp, G. K. (2025). Receptores do paladar e seus nichos ecológicos: gatos, cachorros e outros vertebrados. Sentidos Químicos, 50, 1–10. https://doi.org/10.1093/chemse/bjaf052
•    Kare, M. R. (1961). Aspectos comparativos do sentido do paladar. Em M. R. Kare & B. P. Halpern (Eds.), Aspectos fisiológicos e comportamentais do paladar (pp. 6–15). University of Chicago Press.
•    Kare, M. R. (1971). Estudo comparativo do paladar. Em L. M. Beidler (Ed.), Manual de Fisiologia Sensorial: Vol. IV. Sentidos químicos (pp. 278–292). Springer-Verlag.
•    Kumazawa, T., Nakamura, M., & Kurihara, K. (1991). Respostas dos nervos do gosto canino a substâncias umami. Fisiologia & Comportamento, 49(5), 875–881. https://doi.org/10.1016/0031-9384(91)90193-G
•    Li, X., Li, W., Wang, H., Cao, J., Maehashi, K., Huang, L., Bachmanov, A. A., Reed, DR., Legrand-Defretin, V., Beauchamp, G. K., et al. (2005). A pseudogenização de um gene receptor de doce explica a indiferença dos gatos em relação ao açúcar. PLoS Genetics, 1(1), 27–35. https://doi.org/10.1371/journal.pgen.0010027
•    McGrane, S. J., Gibbs, M., Hernangómez de Alvaro, C., Dunlop, N., Winnig, M., Klebansky, B., & Waller, D. (2023). Percepção e preferências do gosto do Umami (Felis catus), um carnívoro obrigatório. Sentidos Químicos, 48, bjad026. https://doi.org/10.1093/chemse/bjad026
•    Nakamura, M., & Kurihara, K. (1990). Inibição não específica pela amilorídea das respostas nervosas da corda do tímpano canino a vários sais: Existem canais específicos de Na+ nas membranas receptoras do paladar canino? Brain Research, 524(1), 42–48. https://doi.org/10.1016/0006-8993(90)90489-7
•    Toda, Y., Hayakawa, T., Itoigawa, A., Kurihara, Y., Nakagita, T., Hayashi, M., Ashino, R., Melin, A. D., Ishimaru, Y., Kawamura, S., et al. (2021). Evolução do sensor de paladar de glutamato de primatas a partir de um sensor de nucleotídeos. Current Biology, 31(20), 4675–4676. https://doi.org/10.1016/j.cub.2021.08.059
•    White, T., & Boudreau, J. (1975). Preferências de gosto do gato para compostos neurofisiologicamente ativos. Psicologia Fisiológica, 3(4), 405–410. https://doi.org/10.3758/BF03326851
•    Young, P. T. (1966). A organização hedônica e regulação do comportamento. Revisão Psicológica, 73(1), 59–80. https://doi.org/10.1037/h0022891

Bem-estar animal

24/07/2026

Dietas terapêuticas para cães e gatos: quando são indicadas e como auxiliam no tratamento  

A alimentação desempenha papel fundamental na saúde de cães e gatos e, em determinadas situações, torna-se uma importante aliada do tratamento. É o que acontece com as dietas terapêuticas, formuladas para atender às necessidades nutricionais de pacientes com doenças específicas e contribuir para uma melhor resposta clínica.
  Segundo o médico-veterinário e zootecnista Vinicius Freire Monay, esses alimentos podem ser comerciais, secos ou úmidos, ou ainda dietas naturais formuladas exclusivamente para cada paciente e seu objetivo vai muito além de fornecer nutrientes.

'Além de nutrir, sua composição deve ser cuidadosamente ajustada para auxiliar no manejo da doença e contribuir para uma melhor qualidade de vida', explica.
  As dietas terapêuticas são indicadas para condições como doença renal crônica, obesidade, diabetes, doenças do trato urinário, alergias alimentares, distúrbios gastrointestinais e algumas enfermidades hepáticas. Nessas situações, a alimentação passa a atuar como uma aliada do tratamento clínico.
  'Cada dieta é formulada com um objetivo específico, como controlar determinados nutrientes, favorecer o funcionamento de um órgão ou ajudar no controle dos sinais clínicos', destaca Monay.   A escolha da dieta deve ser individualizada
Embora existam alimentos desenvolvidos para diferentes enfermidades, a definição da dieta não depende apenas do diagnóstico.
  O médico-veterinário avalia fatores como fase da vida, peso, escore corporal, presença de outras doenças, uso de medicamentos, aceitação do alimento e até a rotina da família, garantindo que o plano alimentar seja adequado tanto ao paciente quanto à realidade dos responsáveis.
  'O objetivo é escolher uma alimentação que atenda às necessidades nutricionais do cão ou gato e, ao mesmo tempo, auxilie no manejo da doença, contribuindo para uma melhor resposta ao tratamento', afirma.
  Contudo, o profissional alerta que a adoção de uma dieta terapêutica sem orientação pode trazer riscos.
  Como cada formulação é desenvolvida para uma condição específica, utilizá-la de forma inadequada pode comprometer a saúde do animal e até retardar o diagnóstico correto.
  'Cada dieta terapêutica é formulada para uma doença específica e, quando utilizada de forma inadequada, pode não trazer benefícios e até prejudicar a saúde', ressalta.
Resultados dependem da doença e do acompanhamento
Os benefícios variam conforme a enfermidade tratada. Entre os sinais positivos mais comuns estão melhora do apetite, da disposição, da consistência das fezes, da pele e da pelagem, redução de vômitos e controle do peso.
  No entanto, a evolução não deve ser avaliada apenas pela percepção dos responsáveis.
  O acompanhamento clínico, aliado a exames quando necessários, é fundamental para verificar se a estratégia nutricional está surtindo efeito.
  Em problemas gastrointestinais, a resposta pode surgir em poucos dias, enquanto doenças crônicas, como insuficiência renal e obesidade, costumam exigir semanas ou meses de acompanhamento.
  A duração da dieta também varia. Em algumas enfermidades ela será permanente; em outras, poderá ser substituída de forma gradual conforme a evolução do paciente.
Sucesso depende da adesão ao tratamento
Para que a dieta terapêutica alcance os resultados esperados, ela deve ser seguida corretamente.
  Um dos maiores desafios, segundo Monay, é adaptar o tratamento à rotina da família e evitar que petiscos, restos de comida ou outros alimentos comprometam o equilíbrio nutricional planejado.
  O médico-veterinário também reforça que a melhora clínica não significa que a alimentação possa ser interrompida sem orientação profissional, já que, muitas vezes, a evolução positiva é consequência da própria dieta associada ao tratamento.
  'Hoje sabemos que uma dieta adequada pode contribuir para o controle de diversas doenças, melhorar a qualidade de vida e, em muitos casos, aumentar a expectativa de vida de cães e gatos', conclui.
  Por isso, o acompanhamento de médicos-veterinários e zootecnistas que atuam com nutrição clínica é essencial para garantir uma estratégia nutricional segura, eficaz e ajustada às necessidades e à evolução clínica de cada animal. Fonte: Cães&Gatos

Bem-estar animal

10/07/2026

Recusa de alimento em cães e gatos pode indicar doenças silenciosas e avançadas  

Quando um cão ou gato começa a rejeitar a própria alimentação, muitos responsáveis tendem a interpretar o comportamento como simples seletividade, desinteresse ou até manha. Na prática clínica, porém, a recusa alimentar é tratada como um dos indicadores mais importantes do estado geral de saúde do animal.
Em ambientes de atendimento veterinário de alta complexidade, esse sinal é observado com atenção especial. Profissionais relatam que a maneira como o animal se comporta diante da comida pode funcionar como uma espécie de 'linguagem clínica', capaz de apontar desde dores dentárias escondidas até alterações sistêmicas graves.
  A relevância do tema aumenta diante da alta frequência de doenças que interferem diretamente no apetite. De acordo com a American Veterinary Medical Association (AVMA), cerca de 80% dos cães e 70% dos gatos a partir dos três anos apresentam algum grau de doença periodontal. Essa condição costuma provocar dor ao mastigar e, consequentemente, redução ou recusa da alimentação, muitas vezes sendo um dos primeiros sinais percebidos pelos responsáveis.
  'O erro mais comum é o responsável esperar o pet ficar dois ou três dias sem comer para procurar ajuda. Na medicina veterinária, trabalhamos com o conceito de que o apetite é o maior termômetro de saúde que o animal possui. Quando ele cessa totalmente, o organismo está gastando uma energia preciosa para tentar combater alguma disfunção interna, deixando a alimentação em segundo plano. Não é birra, é biologia', explica Carollina Marques, médica-veterinária na WeVets.   A recusa alimentar pode indicar diferentes tipos de alterações clínicas
Segundo a profissional, a forma como o animal reage à comida pode ajudar a identificar a origem do problema.
  Em alguns casos, o pet demonstra interesse pelo alimento, se aproxima, cheira, mas hesita ou até deixa a comida cair da boca. Esse padrão geralmente está ligado a dores na região oral ou facial, como abscessos, fraturas dentárias subgengivais, gengivites avançadas ou problemas na articulação temporomandibular. O apetite existe, mas o ato de mastigar provoca dor.
  Outro comportamento observado é a rejeição imediata. O animal cheira a comida e vira o rosto, muitas vezes com lambedura excessiva dos lábios ou salivação intensa. Esse quadro pode indicar náuseas metabólicas, comuns em casos de insuficiência renal ou hepática, quando há acúmulo de toxinas no organismo.
  Já a apatia alimentar é considerada o sinal mais preocupante. Nessa situação, o animal ignora completamente qualquer estímulo relacionado à comida, mantém-se isolado e apresenta prostração. Esse padrão pode estar associado a quadros graves, como febre alta, dores abdominais intensas, infecções sistêmicas ou doenças oncológicas.
Gatos exigem atenção redobrada diante do jejum prolongado
A tolerância ao jejum varia entre as espécies. Em cães saudáveis, a ausência de uma refeição já merece observação, enquanto a perda de duas refeições consecutivas ou períodos prolongados sem ingestão alimentar já indicam necessidade de avaliação veterinária.
  Nos gatos, o risco é maior. Por conta do metabolismo particular da espécie, longos períodos sem alimentação podem levar ao desenvolvimento da Lipidose Hepática Felina, uma doença grave e potencialmente fatal.
  O cenário se agrava em animais com sobrepeso. Dados da Association for Pet Obesity Prevention (APOP) indicam que mais de 60% dos gatos domésticos estão acima do peso ou obesos, o que aumenta a mobilização de gordura durante o jejum e eleva o risco de complicações hepáticas.
  'Os gatos são animais metabolicamente extremamente sensíveis ao jejum prolongado. A janela de intervenção eficaz nesses casos é muito estreita. Se um felino passa de 24 a 48 horas sem ingerir calorias, o risco de desenvolver uma falência hepática secundária é altíssimo, o que transforma o caso em uma urgência médica absoluta de UTI', reforça a veterinária.
  Além disso, estudos internacionais apontam que a Doença Renal Crônica afeta entre 30% e 40% dos gatos acima de 10 anos de idade, sendo a perda de apetite um dos sinais clínicos mais frequentes da enfermidade. 'Quando um animal deixa de comer, a pergunta não deve ser qual alimento oferecer, mas por que ele parou de comer. A resposta para essa pergunta é o que realmente define o prognóstico do paciente', conclui Carollina.   FAQ sobre recusa de alimento em cães e gatos
Quando a recusa alimentar em cães e gatos deve preocupar?
Quando o animal deixa de comer por mais de uma refeição ou apresenta outros sinais associados, como apatia, dor ou alterações comportamentais, é indicado buscar avaliação veterinária.
  A recusa de comida pode estar ligada a quais doenças?
Pode estar relacionada a doenças periodontais, problemas renais ou hepáticos, dores orais, infecções sistêmicas, febre, entre outras condições clínicas.
  Por que gatos são mais sensíveis ao jejum?
Porque o metabolismo felino é mais vulnerável a períodos prolongados sem alimentação, podendo levar rapidamente à Lipidose Hepática Felina, uma condição grave e potencialmente fatal. Fonte: Cães&Gatos

Bem-estar animal Microbiota e doenças em cães e gatos: pesquisadores defendem o uso rotineiro da dieta para garantir a saúde desses animais

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Microbiota e doenças em cães e gatos: pesquisadores defendem o uso rotineiro da dieta para garantir a saúde desses animais

Tanto em humanos quanto em animais de companhia, a microbiota intestinal — a comunidade de microrganismos que habitam o intestino — está intimamente ligada à saúde , e alterações em sua composição têm sido associadas a diversas doenças crônicas.
  Nesse sentido, em animais de estimação, o fator mais crucial e controlável que influencia a microbiota intestinal é a dieta do animal , cuja modulação exerce forte influência sobre sua saúde.
  Para abordar a literatura sobre esta área crucial, uma equipe de pesquisadores publicou uma revisão científica que oferece uma síntese abrangente do impacto dos componentes e formatos da dieta na microbiota intestinal de cães e gatos.
  Além disso, analisa como essas alterações estão associadas aos efeitos na saúde e como a dieta pode auxiliar no tratamento de doenças , além de examinar criticamente as limitações atuais e propor futuras linhas de pesquisa.
  A revisão começa detalhando a composição do microbioma intestinal em cães e gatos, bem como a função da microbiota intestinal em animais de companhia, destacando as funções metabólicas, de regulação imunológica, digestivas e de proteção da barreira intestinal (suprimindo a adesão de patógenos por meio da competição por nutrientes e sítios de adesão no intestino).
  Em seguida, a revisão se concentra nos componentes nutricionais e seu impacto na microbiota intestinal, bem como nos formatos dos alimentos e seus efeitos, e então lista extensivamente as ligações entre a microbiota intestinal e doenças em cães e gatos , além de intervenções dietéticas e manejo da saúde intestinal.
  A nutrição é um pilar fundamental na prevenção e no tratamento de doenças em animais de estimação
A revisão científica conclui que a nutrição atua como moduladora e mediadora da saúde da microbiota intestinal e que "constitui um pilar fundamental na prevenção e no tratamento de doenças em cães e gatos".
  Entre os vários exemplos destacados nas conclusões, os pesquisadores apontam que, em doenças do trato gastrointestinal, metabolismo, rins, fígado e sistema imunológico, a nutrição individualizada tem demonstrado repetidamente equilibrar a microbiota e promover respostas clínicas positivas.
  'Os resultados gerais corroboram a ideia de que a modulação dietética não é apenas uma forma de cuidado paliativo, mas também uma abordagem terapêutica primária para otimizar a atividade do eixo intestino-órgãos', enfatizam os pesquisadores.
  No entanto, os pesquisadores acreditam que, para maximizar a eficácia das intervenções relacionadas à dieta e à microbiota , é necessário superar diversas limitações, como o fato de os estudos existentes serem frequentemente limitados e de curta duração, e a literatura relevante apresentar uma distribuição desigual, com lacunas mais significativas em estudos focados em felinos.
  'Em última análise, o desenvolvimento de orientações nutricionais baseadas no microbioma revolucionaria a saúde dos animais de estimação por meio da prática veterinária terapêutica, de modo que a dieta se torne um meio rotineiro e baseado em evidências para garantir e manter a saúde a longo prazo de cães e gatos', enfatizam os pesquisadores.   ALIMENTAÇÃO DE CÃES E GATOS: UMA MELHORIA NA SAÚDE AO ALCANCE DA SUA PATA
Veterinários e tutores de animais de estimação têm cada vez mais opções, e de melhor qualidade, para cuidar da saúde e do bem-estar de cães e gatos. De fato, o suporte nutricional para animais de estimação, sejam eles saudáveis ​​ou doentes , com uma abordagem preventiva, é mais do que possível graças às fórmulas disponíveis no mercado.
  Assim, para abordar os aspectos preventivos e terapêuticos da nutrição destacados no estudo, o setor oferece diversas inovações. Por exemplo, o Grupo Trixder , através da sua marca Josera , oferece a gama Josera Help , que, juntamente com a Josera Super Premium (focada em animais saudáveis), promove a saúde de cães e gatos, neste caso direcionada a animais adultos doentes.
  Com todas as garantias de qualidade da Josera, a principal característica da linha Help são os seus benefícios nutricionais . Tudo isso oferecido em receitas adaptadas a doenças e fases da vida específicas.
  Na verdade, essas dietas veterinárias são focadas em diferentes aspectos que podem ser melhorados com a nutrição, como intolerâncias e alergias alimentares ou problemas digestivos, ou para ajudar cães ou gatos com patologias como insuficiência cardíaca crônica, insuficiência hepática crônica ou insuficiência renal crônica. Fonte: Animal's Health

Cães Microbiota intestinal e imunidade em filhotes: como o início da vida define a saúde futura
 

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Microbiota intestinal e imunidade em filhotes: como o início da vida define a saúde futura  

Entre esses fatores, a microbiota intestinal tem ganhado destaque como um dos principais moduladores da saúde, atuando diretamente na regulação das respostas imunológicas (Ji et al., 2023; Yang & Wu, 2023).   O início de tudo: colonização microbiana
A colonização do trato gastrointestinal tem início imediatamente após o nascimento. 
  Filhotes oriundos de parto vaginal entram em contato direto com a microbiota materna, enquanto aqueles nascidos por cesariana tendem a apresentar um perfil microbiano inicial distinto, geralmente com menor diversidade (Zakošek et al., 2020). 
  Evidências recentes indicam que microrganismos podem ser detectados em fases muito precoces da vida, influenciando diretamente o desenvolvimento inicial do hospedeiro (Bertero et al., 2024).
  Nesse contexto, o colostro e o leite materno desempenham papel central, atuando não apenas como fontes de nutrientes, mas também como veículos de imunoglobulinas, compostos bioativos e microrganismos benéficos que contribuem para o estabelecimento de uma microbiota intestinal equilibrada (Wilson & Swanson, 2024).
  Janela crítica de desenvolvimento
O período neonatal é frequentemente descrito como uma 'janela crítica'. Durante essa fase, a microbiota intestinal sofre rápidas mudanças em composição e diversidade, sendo fortemente influenciada por fatores como ambiente, manejo, uso de antimicrobianos e, principalmente, dieta (Woolley et al., 2025).
  Alterações nesse processo podem gerar efeitos duradouros, impactando não apenas a saúde intestinal, mas também o equilíbrio sistêmico ao longo da vida.   Intestino: um centro imunológico
O sistema imunológico de cães atinge sua maturidade por volta dos seis meses de idade, período acompanhado por mudanças marcantes na composição da microbiota intestinal (Masuoka et al., 2016). 
  Ao longo desse processo, observa-se que as comunidades microbianas variam significativamente com a idade, refletindo o desenvolvimento fisiológico do hospedeiro (Woolley et al., 2025).
  Nesse cenário, o intestino se consolida como um dos principais órgãos imunológicos do organismo, abrigando o tecido linfoide associado ao intestino (GALT), responsável por concentrar grande parte das células de defesa. 
A interação contínua entre os microrganismos intestinais e o sistema imune é essencial para o desenvolvimento e a regulação das respostas imunológicas, tanto inatas quanto adaptativas (Ji et al., 2023).
  Bactérias comensais desempenham papel central nesse processo, promovendo a maturação do sistema imune, estimulando a produção de imunoglobulina A (IgA) e contribuindo para o equilíbrio entre respostas inflamatórias e mecanismos de tolerância (Yang & Wu, 2023).
  Adicionalmente, metabólitos produzidos pela microbiota, como os ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), atuam diretamente na manutenção da integridade da barreira intestinal e na modulação da resposta inflamatória, reforçando a relevância do eixo microbiota–imunidade para a saúde do hospedeiro (Ji et al., 2023). Por Vanessa R. Olszewski, Lais M. Antunes, Danieli Z. Cypriano e Ananda P. Felix
Fonte: Cães&Gatos
  REFERÊNCIAS: BERTERO, A. et al. Meconium microbiota in naturally delivered canine puppies. BMC Veterinary Research, v. 20, n. 1, p. 363, 2024. DOI: https://doi.org/10.1186/s12917-024-04225-2 BAMBERGER, T. et al. Mapping the canine microbiome: insights from the dog aging project. 2024. DOI: https://doi.org/10.1101/2024.12.02.625632 JI, Y.; YANG, Y.; WU, Z. Programming of metabolic and autoimmune diseases in canine and feline: linkage to the gut microbiome. Microbial Pathogenesis, v. 185, p. 106436, 2023. DOI: https://doi.org/10.1016/j.micpath.2023.106436 MASUOKA, H. et al. Transition of the intestinal microbiota of dogs with age. Bioscience of Microbiota, Food and Health, v. 36, p. 27–31, 2016. DOI: https://doi.org/10.12938/bmfh.BMFH-2016-021 NEU, J. Developmental aspects of maternal-fetal and infant gut microbiota and implications for long-term health. Maternal Health, Neonatology and Perinatology, v. 1, p. 6, 2015. PEREIRA, A. M.; CLEMENTE, A. Dogs' microbiome from tip to toe. Topics in Companion Animal Medicine, v. 45, p. 100584, 2021. DOI: https://doi.org/10.1016/j.tcam.2021.100584 SCHMID, S. M.; TOLBERT, M. K. Harnessing the microbiome: probiotics, antibiotics and their role in canine and feline gastrointestinal disease. Veterinary Record, v. 195, supl. 2, p. 13–25, 2024. DOI: https://doi.org/10.1002/vetr.4915 STAVROULAKI, E. M.; SUCHODOLSKI, J. S.; XENOULIS, P. G. Effects of antimicrobials on the gastrointestinal microbiota of dogs and cats. The Veterinary Journal, v. 291, p. 105929, 2023. DOI: https://doi.org/10.1016/j.tvjl.2022.105929 WILSON, S. M.; SWANSON, K. S. The influence of 'biotics' on the gut microbiome of dogs and cats. Veterinary Record, v. 195, supl. 2, p. 2–12, 2024. DOI: https://doi.org/10.1002/vetr.4914 WOOLLEY, C. S. C. et al. The gut microbiota of Labrador retriever puppies: a longitudinal cohort study. Animal Microbiome, v. 7, p. 108, 2025. YANG, B. et al. Dietary modulation of the gut microbiota in dogs and cats and its role in disease management. Microorganisms, v. 13, n. 12, p. 2669, 2025. DOI: https://doi.org/10.3390/microorganisms13122669 YANG, Q.; WU, Z. Gut probiotics and health of dogs and cats: benefits, applications, and underlying mechanisms. Microorganisms, v. 11, n. 10, p. 2452, 2023. DOI: https://doi.org/10.3390/microorganisms11102452  


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Novedades de la industria

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27/08/2026

El comercio electrónico influye en las decisiones de compra de alimentos para mascotas en México

El comercio electrónico aún representa una porción relativamente pequeña del mercado mexicano de alimentos para mascotas, pero ejerce una influencia desproporcionada en las decisiones de compra de los consumidores. Esta conclusión proviene de Melanie Torres, analista sénior de investigación de Euromonitor International, durante su presentación en el congreso Foro Mascotas, celebrado en Guadalajara, México.
  Para ella, el comercio electrónico funciona más como una herramienta de descubrimiento para los consumidores. "Pueden seguir los cambios de precio, comparar cómo se presenta un producto en diferentes tiendas online y también observar los cambios en la oferta de productos", afirmó. 
  Torres subraya que este escenario hace que la presencia digital de las empresas sea cada vez más relevante, aunque la mayoría de las ventas sigan realizándose en tiendas físicas. Según ella, esto también representa un momento propicio para que los fabricantes evalúen cómo las herramientas de inteligencia artificial interpretan sus marcas, dado que los consumidores utilizan cada vez más la IA para comparar productos, ingredientes y prácticas de fabricación antes de tomar una decisión de compra.
  "¿El sitio web y las páginas de productos de tu marca son compatibles con la IA? ¿Qué dice la inteligencia artificial sobre tu marca? ¿Cómo interpreta tu producto?", preguntó.    Inspirado en los sabores y tradiciones locales de México
En su presentación, Torres también vinculó la búsqueda de la innovación con la diversidad cultural y regional de México. Los fabricantes que se enfocan en el país pueden tener más éxito cuando no dependen exclusivamente de las tendencias globales. "Es un mercado muy diverso. ¿Cómo puede su marca celebrar las tradiciones locales y las características demográficas de sus consumidores?"
  Sugirió adaptar las estrategias exitosas del mercado alimentario al consumo humano, desarrollando aperitivos inspirados en festividades, ingredientes regionales y sabores familiares para los consumidores mexicanos.
  Según Torres, la innovación exitosa comienza por comprender al consumidor, no simplemente por seguir las tendencias. "El objetivo es desarrollar productos, servicios y campañas que satisfagan las preferencias específicas de tu consumidor. Y para lograrlo, necesitas ir más allá de los enfoques genéricos y estandarizados".
  Para los fabricantes, esto significa combinar alianzas estratégicas con minoristas, contenido digital preparado para la era de la inteligencia artificial e innovación alineada con las características locales para fortalecer la confianza del consumidor en un mercado mexicano de alimentos para mascotas cada vez más competitivo. Fuente: Pet Food Forum Brasil

Conservantes/Antioxidantes

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26/08/2026

Entendiendo las etiquetas de los alimentos para mascotas: ¿qué son los antioxidantes y por qué son importantes?  

Cada vez más, los dueños de mascotas se preocupan por lo que les dan de comer a sus perros y gatos. Leer las etiquetas de los alimentos para mascotas se ha convertido en una rutina para quienes buscan una vida larga, equilibrada y segura para sus compañeros de cuatro patas. En esta búsqueda de la salud, un término ha despertado la curiosidad de muchos: los antioxidantes. Pero, ¿cuál es exactamente su función en la alimentación de tu mascota y por qué son tan necesarios?
  En nutrición animal, los antioxidantes son protectores indispensables. Su función principal es proteger los alimentos de la oxidación. Sin ellos, las grasas saludables presentes en la receta (como los omega-3 y omega-6) se degradarían rápidamente al contacto con el aire. En la práctica, esto provocaría la pérdida de nutrientes esenciales, un olor y sabor desagradables, e incluso podría causar molestias digestivas en el animal.
  En otras palabras, son los antioxidantes los que garantizan que cada grano llegue fresco, nutritivo y seguro a la boca de su mascota, desde el primer hasta el último día del paquete.   Sintéticos vs. naturales: ¿Cuál es la verdadera diferencia?
Al examinar el envase del producto, verá que existen dos formas principales de conservar los alimentos:
  Antioxidantes sintéticos (BHA y BHT): Producidos en laboratorios, estos compuestos han sido sometidos a exhaustivas pruebas, son seguros y están aprobados por organismos reguladores de todo el mundo. Están presentes en nuestra vida cotidiana en alimentos comunes como galletas, pan y margarina. Cumplen su función de conservación de forma muy eficaz.
  Antioxidantes naturales: Estos se extraen directamente de la naturaleza, utilizando fuentes botánicas y orgánicas como el extracto de romero y los tocoferoles (una forma de vitamina E). Proporcionan el mismo nivel de conservación y seguridad alimentaria, pero de forma 100% natural.
  «Los antioxidantes actúan como verdaderos guardianes de la nutrición», resume el veterinario Ricardo Menezes, gerente de capacitación y desarrollo de PremieRpet. «En los alimentos, forman una barrera que preserva los nutrientes esenciales. Sin su uso cuidadoso, sería imposible proporcionar una dieta que se mantenga completa y segura para el consumo diario durante meses», explica.   Una tendencia que se transforma en una elección en un frasco
El deseo de las familias por un estilo de vida más natural ha transformado el mercado de las mascotas. Hoy en día, los dueños de mascotas prefieren ver en las etiquetas de los productos para sus perros y gatos los mismos ingredientes naturales que buscan para ellos mismos.
  Un claro ejemplo de esta evolución es la reciente renovación de la línea GoldeN, una marca líder de alimentos para mascotas en Brasil. La marca actualizó toda su gama de alimentos secos, sustituyendo el BHA y el BHT por antioxidantes exclusivamente naturales (como el romero y la vitamina E). Con esta iniciativa pionera, GoldeN se ha consolidado como la única marca del segmento Premium Special que ofrece antioxidantes naturales en todas sus líneas de productos.
  En definitiva, comprender la etiqueta es un acto de cuidado, y la presencia de antioxidantes, independientemente de su origen, es uno de los pilares que garantizan una nutrición completa y segura cada día. La gran diferencia en el panorama actual radica en el constante avance de la industria de la nutrición animal, que ha comenzado a ofrecer una gama cada vez más amplia de innovaciones. Esto facilita enormemente encontrar opciones de alta calidad que no solo protegen la salud de las mascotas, sino que también reflejan las prioridades y los hábitos de consumo de cada hogar. Fuente: Cães&Gatos

Novedades de la industria

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25/08/2026

Se prevé que el sector de alimentos para mascotas genere ingresos por valor de 94.780 millones de reales en América Latina para el año 2035

Se prevé que el mercado latinoamericano de alimentos para mascotas alcance los US$18.470 millones (R$94.780 millones) en 2035, frente a los US$12.840 millones (R$65.870 millones) de 2025, lo que representa  un crecimiento del 44% en diez años. Estos datos provienen de un informe de Claight Expert Market Research de 2026, que proyecta una tasa de crecimiento anual compuesta (TCAC) del 3,7% para dicho período.
  Para la industria y el canal de distribución, esta cifra consolida la alimentación para mascotas como una de las categorías de consumo más resistentes de la región, con implicaciones directas para la planificación de la capacidad industrial, la logística y la cartera de productos de mayor valor añadido.   Brasil posee la mayor cuota regional
El informe identifica  a Brasil como el principal mercado de Latinoamérica, concentrando casi el 60% de las ventas regionales de alimentos para mascotas. Sin embargo, la expansión no se limita al territorio brasileño. México se perfila como un centro de innovación e inversión industrial, mientras que Argentina y Colombia están ampliando su oferta de productos prémium y sostenibles.
  La encuesta presentada por el PetFood Forum Brasil también indica que Chile está progresando en la normativa destinada a la transparencia del etiquetado. Mientras tanto, Perú está ganando terreno en el desarrollo de alimentos proteicos de origen vegetal.
  El panorama apunta a una industria regional cada vez más diversificada, con diferentes países que contribuyen a la evolución tecnológica y comercial del sector.
  El crecimiento no representa un "techo" para las líneas de productos de alto valor añadido.
  Según  Fernando Suzuki , representante de PremieRpet, el volumen proyectado para la región no debe interpretarse como un límite del mercado, sino como un reflejo de la madurez del consumidor en lo que respecta a la nutrición Super Premium. El ejecutivo afirmó que la empresa está desarrollando este conocimiento como parte de su estrategia de posicionamiento en Brasil, identificado en el informe como el tercer mercado mundial de mascotas.
  'No consideramos esta cifra como un 'límite', sino como un reflejo de la madurez de la persona a cargo, que entiende la nutrición Super Premium como una forma de salud preventiva', subraya.
  Como ejemplo de una inversión alineada con este potencial, la empresa cita la inversión de R$ 1.100 millones en su complejo industrial en Porto Amazonas (PR). Junto con la planta de Dourado (SP), la estructura consolida la capacidad para producir 1 millón de toneladas de alimentos al año.
  La tendencia hacia los productos de alta gama impulsa la demanda de alimentos funcionales
La humanización de los animales de compañía sigue siendo el principal motor de crecimiento del sector. El informe destaca que  más del 75% de los hogares chilenos tienen mascotas , un escenario que favorece la demanda de ingredientes de mayor calidad y dietas inspiradas en la nutrición humana.
  Además de los productos gourmet, existe una creciente oferta de alimentos funcionales centrados en la salud digestiva, la piel, las articulaciones y el envejecimiento saludable, así como dietas personalizadas basadas en pruebas genéticas y el microbioma intestinal de los animales.
  Según Suzuki, los productos de alto valor añadido son aquellos que elevan el estándar de calidad de todo el mercado. Afirma que la marca GoldeN, líder en el segmento en Brasil, ha comenzado a incorporar antioxidantes naturales en toda su gama de alimentos secos, incluidas las marcas PremieR y Nattu.
  'GoldeN se ha convertido en la única empresa del segmento de especialidades premium en Brasil que utiliza estos antioxidantes naturales en toda su gama de alimentos secos', señala el ejecutivo, mencionando también la  línea PremieR Clinical Nutrition , desarrollada con el apoyo del Centro de Desarrollo Nutricional (CDN) de la empresa.   Los gatos aceleran el crecimiento y consiguen una cartera de clientes especializada
El alimento para perros sigue representando la mayor parte de las ventas en la región , impulsado por las líneas premium, las dietas sin cereales y los productos enfocados en la prevención de enfermedades. Por otro lado, el alimento para gatos está experimentando el mayor crecimiento, liderado por  Argentina  y  Chile, favorecido por el aumento de la población felina en las zonas urbanas.
  PremieRpet señala una tendencia similar en el mercado brasileño: según un estudio de la marca GoldeN sobre adopciones a través de ONG, los gatos ya son los animales más adoptados en el país , representando el 41% de los casos. En respuesta, la compañía menciona la adquisición de Progato , una empresa especializada en higiene felina, ampliando así sus operaciones más allá de la nutrición.
  'Entendemos que el cuidado felino es un ecosistema. Por eso nos adaptamos, considerando la especie de forma integral y ofreciendo un excelente bienestar, higiene y nutrición para los gatos', afirma Suzuki.   Los snacks y el comercio electrónico amplían las oportunidades de crecimiento
El alimento seco para mascotas sigue siendo el formato principal que se vende en la región, pero  los snacks  representan el segmento de mayor crecimiento, impulsado por la búsqueda de beneficios como la salud bucal y el manejo del estrés. En el sector minorista, los supermercados continúan liderando las ventas, mientras que el comercio electrónico está ganando cuota de mercado.
  Un estudio de Claight Expert Market Research cita ventas online de alimentos para mascotas en Latinoamérica superiores a los R$923,4 millones. Este crecimiento refleja la expansión de las suscripciones, las recomendaciones personalizadas y los nuevos modelos de relación entre fabricantes y consumidores.   Brasil sigue siendo un centro productivo frente a la descentralización regional
A pesar de la diversificación de roles entre los países de la región, PremieRpet afirma que mantiene a Brasil como centro de producción y exportación, con presencia en nueve países latinoamericanos.
  La fábrica de Porto Amazonas, con 92.000 m² de superficie construida, cuenta con una infraestructura ya preparada para absorber la expansión regional sin necesidad de fragmentar la producción.   El canal especializado sigue siendo fundamental para la estrategia comercial
Dado el crecimiento del comercio electrónico y los clubes de suscripción, la empresa afirma que no considera el comercio digital como un competidor del canal especializado (tiendas de mascotas y veterinarios), sino como un frente complementario.
  "Las soluciones digitales gestionan la logística y las compras repetidas, pero cuando se trata de salud, longevidad y nutrición, las recomendaciones que educan y fidelizan a los dueños de mascotas provienen de quienes se especializan en la materia", concluye Suzuki.
  La sostenibilidad cobra mayor importancia en la formulación de productos. El informe también destaca el fortalecimiento de las iniciativas vinculadas a la economía circular, los envases sostenibles y las proteínas alternativas. Si bien las proteínas de origen animal siguen predominando en las formulaciones, los ingredientes de origen vegetal y las nuevas materias primas están empezando a ganar terreno entre los consumidores que buscan productos más sostenibles o aquellos que satisfacen necesidades nutricionales específicas. Fuente: Panorama Pet&Vet

Extrusión

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25/08/2026

All Pet Food acompañó la 10.ª edición del Seminario de Extrusión de JBT Marel, Wenger y Extru-Tech en Brasil

Realizado en el Centro de Demostraciones de JBT Marel, el seminario combinó presentaciones técnicas, demostraciones prácticas y actividades vinculadas a diferentes etapas de la producción. La programación abordó temas como operación eficiente de plantas de extrusión, molienda fina, extrusión de doble tornillo, preparación de carne, texturas y snacks, secado y sistemas de control. El evento contó también con Northwind, KSE y Tietjen como patrocinadores.
 
Uno de los momentos destacados fue una transmisión en vivo desde Sabetha, Kansas, donde los participantes pudieron conocer una demostración relacionada con alimentos con alto contenido de carne fresca. Según Osvaldo Muñoz, director comercial de la empresa, la experiencia forma parte de la intención de ampliar progresivamente los procesos presentados durante el seminario.

La agenda también incluyó una visita a la planta de fabricación de equipos en Valinhos, São Paulo, donde los participantes pudieron conocer de cerca las instalaciones y los procesos vinculados a la fabricación de las soluciones tecnológicas presentadas durante el encuentro.
 
Para Muñoz, uno de los principales objetivos del seminario fue acercar las nuevas tecnologías a los profesionales de la región. 'La idea es congregar a la mayor cantidad de clientes posible de Latinoamérica, de habla hispana, para poder actualizarlos y poner en perspectiva las nuevas tecnologías que tenemos en el grupo de JBT Marel, Wenger y Extru-Tech', explicó. 'El principal objetivo es hacer una transferencia tecnológica'.

La décima edición representó además un hito para el seminario. 'Todos los años hemos ido creciendo, hay más interés, y obviamente el décimo año representa un hito importante', señaló Muñoz. Esta edición también marcó la primera realización del encuentro con el grupo integrado, junto con Source Technology.

Esta integración permitió ampliar el alcance de los contenidos. 'Antiguamente nos enfocábamos mucho más en temas de extrusión. Hoy día podemos hablar de alimentos húmedos, preparación de carne fresca, treats y un montón de otros procesos que apuntan al mercado de alimentos de mascota', destacó.

El encuentro contó con participantes de alrededor de 10 países y entre 15 y 17 empresas, con un perfil principalmente compuesto por tomadores de decisiones, gerentes, gerentes de proyectos y CEOs. Según Muñoz, el objetivo es mostrarles 'el futuro, hacia dónde va la industria, cuáles son las tendencias, las tecnologías que van en esa dirección', para contribuir a una mirada más amplia y a la toma de decisiones dentro de sus compañías.
 
De cara a las próximas ediciones, la organización busca continuar ampliando los procesos y las demostraciones. 'La idea a futuro es ir aumentando, ir mostrando otros procesos, ir haciendo cada vez procesos más sofisticados, mostrar tecnologías nuevas e ir a la vanguardia', concluyó Muñoz.

Desde All Pet Food, acompañamos esta décima edición para acercar a nuestra comunidad las principales tendencias, tecnologías y protagonistas de la industria pet food.

Descubre las tecnologías y soluciones de JBT Marel, Wenger y Extrutech en: https://jbtmarel.com/en/ Fuente: All Pet Food


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News

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26/08/2026

Kormotech Explores Brazil and Latin America as Next Growth Opportunities at PET South America 2026

For Kormotech, Brazil represents a significant opportunity within a broader Latin American strategy. The company currently does not have a distributor in Brazil and is using the market to evaluate potential partnerships, while already supplying private label products to Chile and working on registrations in other countries in the region. 

"We are here not only to search clients for the Brazilian market. We are looking more widely for the South American market," says Oleksandra Frayt, export sales manager at Kormotech, who attended the event alongside fellow export manager Olena Kukhar.

The company is particularly interested in finding strong importers and distributors with which it can develop both branded and private label businesses. "We are looking here for the partnership and to find a strong distributor importer with whom we can cooperate and export our brands and also private labels," Frayt explains. "We know that the Brazilian market is very strong and huge."
Brazil as Part of a Broader Regional Strategy
Kormotech's interest in Brazil comes from the country's scale, but the company's strategy extends beyond a single market. According to Frayt, Latin America is being evaluated as a region with potential for future growth, while the company continues to focus primarily on its established European markets.

"Actually, this market is not the main accent for now. We are just here to investigate," she says. Kormotech is currently more concentrated on the Central and Eastern European market but sees Brazil and Latin America as potential opportunities for the future. "But we know that the Brazilian market is growing. Also, Latin America has potential for us. We'll see how it works," she adds. 

The company's regional expansion has already begun elsewhere in South America. Kormotech currently has a partner in Chile and supplies private label products in the country, which Frayt describes as its first market entry in South America.

 "Nowadays we have a partner in Chile. We already supply private labels there. It is the first country we enter South America," Frayt says. She comments that they also started the registration of their brands in Peru, Costa Rica and Colombia. 'It is also interesting to us." 

Regulatory processes, however, are among the main challenges. Kormotech expects to face as it expands across the region. Registration timelines vary significantly between countries, according to Frayt. "The challenges might be these regulations during registration. It will be the first issue," she explains. "Some countries tell us it takes two to four months. Sometimes it can be six months. In Colombia it might take two years."
Premium Brands and Private Label Opportunities
At PET South America, Kormotech presented a portfolio that includes brands positioned in the premium segment, with Delickcious, Optimeal and Club 4 Paws identified by the company as particularly relevant for the Brazilian market. 'They're our premium segment, the most suitable for this market,' Frayt affirms.

The response from visitors during the exhibition provided an initial indication of interest. According to the export manager, visitors approached the Kormotech booth specifically to learn more about Delickcious, while the packaging and recipes also attracted attention.

At the same time, private labels emerged as another relevant opportunity for the company in Latin America. Kormotech says it has developed new recipes that generated interest among potential partners at the event.

The focus on private labels is particularly relevant to Kormotech's regional strategy because it allows the company to work with local partners while leveraging its manufacturing and product development capabilities.
A First Look at the Brazilian Market
Kormotech's participation in PET South America was also an opportunity to understand the market directly and assess the level of interest among potential commercial partners.

The company does not yet have a distributor in Brazil, but Frayt says its traditional model in other markets is to work through distributors. "Nowadays we have no distributor in Brazil. We would like to find such cooperation in Brazil or in other countries of South America. But usually we work through distributors," she says. 

The company's first experience at PET South America provided a significant number of contacts to follow up after the event. Frayt describes the exhibition as busy and highlights the business meetings as one of the most valuable aspects of the company's participation. 

Although Kormotech is still relatively unknown to Brazilian visitors, the company saw an opportunity to introduce its portfolio directly to potential buyers. Even so, she describes the meetings with buyers as productive, particularly during a dedicated meeting program.

According to the executive, Kormotech held a series of short meetings with buyers throughout the morning, with representatives from different Latin American markets. "We had 19 representatives from different countries. Peru, Colombia, Dominican Republic, Guatemala, Uruguay,' she says.

The company left the event with a list of contacts that will require follow-up in the coming weeks. "We have a huge work after this exhibition to follow up with them. We hope we will have business here," Frayt says.

For Kormotech, therefore, the value of PET South America extends beyond immediate sales. The event served as an initial platform for market intelligence, relationship-building, and identifying potential partners across the region.
From Ukraine to Global Markets
Kormotech's interest in Latin America comes within the context of a company that has expanded significantly beyond its Ukrainian origins.

"We are a family-owned company. And we are relatively young. I mean, 23 years old," Frayt says. According to the executive, the company has grown rapidly during that period and currently ranks among the world's top 50 pet food manufacturers and among the top 20 European manufacturers.

Kormotech is also the leader in the Ukrainian market, where the company says it holds a 39% share, and exports its products to 50 countries worldwide. 

Product development is another component of the company's international strategy. "We have our own R&D team, and we can support every customer in every question regarding recipes, flavors, segments, and other questions," Frayt explains.

The company also highlights its international certifications as part of its ability to work with customers across different markets. 

Brazil remains an opportunity under evaluation rather than an established operation. But the company's first participation in the country's leading B2B pet industry event provided an initial network of potential partners and a clearer understanding of the region.

As Frayt puts it, Kormotech is still investigating the market. The next step will be to see "how it works" and determine which relationships developed at the fair can evolve into long-term business.

To learn more about Kormotech's portfolio, private label solutions, and potential distribution partnerships, visit https://kormotech.com/. Source: All Pet Food

Industry News

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25/08/2026

Petzoo Eurasıa Shapes The Future Of The Industry In Istanbul - Innovation, Academy, and Global Collaborations and Beyond

Petzoo Eurasia, the most comprehensive gathering of the pet sector in the Eurasia region, is opening its doors this year with brand-new visionary projects that will guide the industry. Held at the Istanbul Expo Center, this massive organization brings together a wide spectrum under one roof—ranging from innovative ventures and academic collaborations to international B2B meetings and the latest medical technologies.
Future Technologies Take the Stage with the Entrepreneurship and Innovation Area
Aimed at giving visionary projects that shape the industry's future visibility in the international market, the exhibition draws attention with its Entrepreneurship and Innovation Area, introduced for the first time this year. Startups developing innovative technologies, sustainable solutions, and unique business models in the pet industry will be hosted in this special area.

Entrepreneurs will have the opportunity to present their products, services, and business ideas directly to industry professionals, investors, and potential business partners. This dynamic platform will increase the commercial potential of brands while laying the groundwork for establishing strategic ties with leading actors of the industry.
Free Participation for Veterinary Faculties
An important step has been taken to connect innovations in the sector with academic circles and to support the professional development of future veterinarians. All faculty members and students of veterinary medicine will be admitted to the exhibition free of charge.

This comprehensive participation opportunity offers a strategic chance for the integration of theoretical knowledge produced in universities with practical applications in the field. Esteemed faculty members will have the opportunity to examine the latest R&D studies, new product trends, and sectoral developments in animal nutrition, health, care, and medical technologies firsthand.

Veterinary students will get the chance to closely observe the industrial dimension and global market dynamics of the profession they are studying. By examining current equipment used in clinics and the pet sector, and through professional connections established with domestic and foreign manufacturers, students will gain a strong sectoral vision for their post-graduation journey.
The Heart of Global Trade Beats in the Dedicated B2B Area
Bringing industry professionals from all over the world directly together with Turkish manufacturers, the exhibition will host new global-scale collaborations through a special B2B (Business-to-Business) area to be established this year.

This dedicated area, where participating brands can schedule one-on-one meetings in advance with professional visitors and purchasing delegations, will ensure that commercial negotiations are conducted on a much more efficient and organized basis. Enabling targeted business meetings, this strategic bridge will play a key role in opening new export channels and strengthening the power of brands in the global market. Source: Petzoo Eurasia

Animal Welfare

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24/08/2026

Joint Health in Dogs and Cats: The Role of Collagen in Osteoarthritis Prevention 

Osteoarthritis (OA) is a degenerative, progressive, and irreversible disease of articular cartilage characterized by inflammation, pain, and the gradual loss of joint function. Although it has traditionally been associated with aging, it is now recognized as a multifactorial condition involving genetic, nutritional, metabolic, and mechanical factors.

It is estimated that approximately 20% of dogs and more than 60% of cats over six years of age have some degree of osteoarthritis. Among geriatric animals, prevalence may exceed 80–90%, making it one of the leading causes of reduced quality of life.
 
  Figure 1. Healthy articular cartilage (left) versus cartilage affected by osteoarthritis (right).
The disease primarily affects synovial (diarthrodial) joints, where hyaline cartilage absorbs mechanical loads and enables smooth, efficient movement.
Collagen: The Primary Structural Component of Cartilage
Collagen (Col) is the most abundant protein in the body, accounting for approximately 25% of total body protein. Although more than 28 types of collagens have been identified, types I, II, and III represent 80–90% of the collagen found in the body.

In articular cartilage, Col type II accounts for 90–95% of the total collagen. Its primary role is to provide mechanical strength, elasticity, and structural support while anchoring proteoglycans within the extracellular matrix.

Healthy cartilage is composed mainly of water, collagen, proteoglycans, and glycosaminoglycans, all produced by chondrocytes—specialized cells responsible for maintaining this tissue. Joint health depends on a delicate balance between the synthesis and degradation of these components. When this balance is disrupted, the degenerative process characteristic of osteoarthritis begins.
How Osteoarthritis Develops
Osteoarthritis does not develop suddenly; rather, it results from a chronic process involving multiple contributing factors.

Mechanical overload, excess body weight, conformational abnormalities, trauma, and certain genetic predispositions trigger a persistent inflammatory response. This inflammation stimulates the production of cytokines such as IL-1, IL-6, and TNF-α, along with degradative enzymes known as matrix metalloproteinases (MMPs). These molecules progressively break down collagen and proteoglycans within the cartilage, leading to chondrocyte apoptosis and a loss of the tissue's regenerative capacity. As a result, pain, stiffness, reduced mobility, and osteophyte formation develop, creating a self-perpetuating cycle of inflammation, pain, and functional deterioration.
  Figure 2. Dog with impaired joint mobility.
Excess body weight significantly worsens this process because adipose tissue produces biologically active substances such as leptin, which help maintain a chronic low-grade inflammatory state.    Figure 3. Diagram illustrating the negative impact of overweight, obesity (adipose tissue), and inflammatory cytokines on the joint. Activation of enzymes (nitric oxide synthase and matrix metalloproteinases) and their effects on joints and bones.
The Gut Also Plays a Role in Joint Health
In recent years, a new concept has emerged that is reshaping our understanding of many chronic diseases: the gut-joint axis.

The gut microbiota is a complex ecosystem composed of bacteria, viruses, and fungi that coexist in close association with the host. When balanced (eubiosis), it contributes to immune and metabolic homeostasis. However, factors such as stress, abrupt dietary changes, obesity, or the inappropriate use of oral and systemic antibiotics can disrupt this balance, leading to dysbiosis—a change in the normal composition of the gut microbiota.

Dysbiosis increases intestinal permeability and promotes the systemic release of inflammatory mediators (pro-inflammatory cytokines). These inflammatory signals can reach distant tissues, including joints, accelerating degenerative processes.
  Figure 4. Mechanism of action of native type II collagen (oral tolerance) in the intestine.
Growing scientific evidence now indicates that gut health should be considered a key component of any modern osteoarthritis prevention strategy.
Collagen
Scientific interest in collagen has grown considerably with the development of new supplementation strategies that work through different and complementary mechanisms.

Hydrolyzed collagen provides amino acids and bioactive peptides that chondrocytes use to synthesize new collagen and other components of the extracellular matrix. In other words, it supplies the building blocks needed to support tissue repair.

Undenatured native Col type II, however, works through a completely different mechanism.
Native Type II Collagen: An Innovative Immunological Strategy
Native collagen retains its three-dimensional structure and preserves specific regions known as epitopes. Once ingested, these epitopes are recognized by specialized cells within the intestinal mucosa and gut-associated lymphoid tissue, particularly in the Peyer's patches. This interaction triggers a process known as oral immune tolerance.

Through this mechanism, regulatory T cells are generated, promoting the production of interleukin-10 (IL-10), a cytokine with potent anti-inflammatory properties. As a result, the immune response directed against the collagen present in articular cartilage is reduced, decreasing the activity of collagenases and matrix metalloproteinases responsible for cartilage degradation.
  Figure 4. Mechanism of action of native Type II collagen (oral tolerance) in the intestine.
This mechanism makes native collagen particularly valuable as a preventive strategy because it acts before structural damage becomes irreversible.

Osteoarthritis remains an incurable disease in both veterinary and human medicine. However, current knowledge allows for increasingly effective preventive approaches.

The combination of undenatured native type II collagen and hydrolyzed collagen represents a particularly promising nutritional strategy. While Col type II helps modulate the immune response, the hydrolyzed collagen provides the essential compounds required for the synthesis and repair of the cartilage matrix. When combined with proper weight management, appropriate exercise, and the maintenance of a healthy gut microbiota, this nutritional approach can significantly delay the onset of clinical signs of osteoarthritis and improve the quality of life of dogs and cats throughout their lives. By Prof. Alejandro L. Soraci, DVM, PhD, Dr. Vet. Sci. – Principal Researcher at CONICET
Source: All Pet Food Magazine

Minerals

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20/08/2026

The Most Underrated Tool In Pet Nutrition

Trace minerals are involved in most health outcomes nutritionists aim to influence and pet parents care deeply about: immune resilience, skin and coat health, antioxidant defense, mobility, cellular function, vitality and whole-body health.

They're not acting in isolation. They work behind the scenes, supporting the biological systems that help every other nutritional strategy perform effectively.

For today's pet food brands, every ingredient must justify its place in the diet — not only the high-inclusion ingredients, the ones with easy consumer stories or the ones that look innovative on paper. Every ingredient. That is where I see an opportunity.

Innovation is not always what comes next, it is expecting more from what is already there.

Because trace minerals are foundational, they can become familiar and often treated as 'already solved', receiving less strategic evaluation than newer or more visible ingredients.

Mineral programs can remain unchanged for years. Familiarity creates comfort. Comfort creates confidence.

Yet, source, structure and delivery influence how effectively a trace mineral supports animal health. When those components are optimized, a mineral moves from simply meeting a requirement to supporting broader formula performance and pets' wellbeing. 

That distinction matters. 

At Zinpro Corporation, we've spent more than five decades studying trace minerals across species, generating research behind our performance minerals. One lesson continues to stand out: biology is remarkably consistent. Cells still require nutrients to function. Tissues still need support to repair and respond. 

In livestock, performance is evaluated through productivity, efficiency, disease resistance, and profitability. In pets, focus shifts to quality of life, longevity, overall well-being and human-animal bond. Outcomes measured may look different, but the underlying mechanisms don't change. 

It is time to start expecting more from what is already there and stop leaving opportunity on the table — for brands, for formulas and for the pets counting on us.  By Allison Millican, PhD
Source: Zinpro Corporation