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Mercado de alimentação natural para pets deve mais que dobrar até 2033
Segmento cresce com humanização dos pets e avanço do e-commerce, mas ainda enfrenta desafios de preço e padronização.
27/05/2026
O mercado pet no Brasil segue em expansão e reforça a mudança no comportamento dos consumidores em relação aos animais de estimação. Dados recentes apontam que os brasileiros já destinam, em média, 8% do orçamento familiar mensal aos pets, cenário que evidencia a força de um dos setores mais resilientes da economia nacional.
O avanço acompanha o crescimento da chamada humanização dos animais, tendência em que cães e gatos passam a ocupar um papel cada vez mais próximo ao de integrantes da família. Segundo levantamento da consultoria CVA Solutions, o gasto médio mensal com cães chega a R$ 690, enquanto os custos com gatos giram em torno de R$ 574 por mês.
Além disso, 33% dos responsáveis afirmam considerar os animais de estimação como filhos, comportamento que tem impulsionado a procura por produtos premium, serviços veterinários especializados, planos de saúde animal e itens voltados ao bem-estar pet.
Mercado pet movimenta bilhões no Brasil
O fortalecimento da relação entre responsáveis e animais ajuda a explicar o crescimento contínuo do mercado pet brasileiro, que já movimenta cerca de R$ 77 bilhões por ano. O Brasil segue entre os maiores mercados pet do mundo, impulsionado principalmente pelos segmentos de alimentação, saúde animal, higiene e acessórios.
Mesmo em períodos de instabilidade econômica, o setor mantém resultados positivos. Pesquisas indicam que sete em cada dez brasileiros afirmam gastar 'o quanto for necessário' com seus pets, demonstrando que os animais ocupam hoje uma posição prioritária dentro do orçamento familiar.
A alimentação segue como a principal despesa mensal dos responsáveis, mas serviços veterinários e cuidados preventivos também vêm registrando crescimento acima da média nos últimos anos.
Saúde animal e serviços especializados avançam
Outro segmento que cresce dentro do mercado pet é o de saúde animal. A busca por consultas, exames, vacinas, medicamentos e acompanhamento preventivo tem ampliado a demanda por clínicas veterinárias, hospitais especializados e planos de assistência para cães e gatos.
Especialistas apontam que o comportamento do consumidor mudou principalmente após a pandemia, período em que houve aumento nas adoções e fortalecimento do vínculo emocional entre responsáveis e animais de estimação.
Apesar do cenário positivo para o setor, o aumento dos custos também gera preocupação entre parte das famílias. Gastos com alimentação, medicamentos e emergências veterinárias têm impactado diretamente o orçamento doméstico, especialmente entre responsáveis com mais de um animal.
FAQ sobre o crescimento do mercado pet no Brasil
Quanto os brasileiros gastam com pets?
Em média, os brasileiros destinam 8% do orçamento familiar mensal aos animais de estimação.
Quanto movimenta o mercado pet no Brasil?
O setor movimenta cerca de R$ 77 bilhões por ano no país.
Quais áreas mais crescem no mercado pet?
Saúde animal, alimentação premium, planos veterinários e serviços especializados estão entre os segmentos que mais avançam.
Fonte: Cães & Gatos
22/05/2026
A 19ª edição da Fenagra 2026 – Feira Internacional da Agroindústria Feed & Food, Tecnologia e Processamento – encerrou sua programação reafirmando a relevância da feira para os mercados Pet Food, Nutrição Animal, Graxarias, Biodiesel, Óleos e Gorduras Vegetais na América Latina. O evento reuniu 250 expositores nacionais e internacionais e recebeu aproximadamente 12 mil participantes, entre visitantes e congressistas, no Distrito Anhembi, em São Paulo.
Durante os três dias de evento, a Fenagra movimentou o mercado ao atingir R$ 1 bilhão em geração de negócios, o que reforça o seu papel como plataforma estratégica para networking, lançamentos, inovação, conhecimento técnico e desenvolvimento de parcerias entre empresas, indústrias, pesquisadores e profissionais da cadeia Feed & Food.
Entre as novidades desta edição, destaque para a Arena Expositor, espaço criado para que as empresas participantes apresentassem lançamentos, novidades, portfólio e conteúdos técnicos em formato de minipalestras, promovendo maior interação com o público. 'O sucesso desta edição já impulsiona a próxima: cerca de 80% dos expositores garantiram sua participação na edição de 2027 ainda durante a realização da feira', destaca Daniel Geraldes, diretor da feira.
'A Fenagra é um evento estratégico para o Grupo IEG em nosso processo de expansão no Brasil. Acreditamos fortemente no potencial da feira e na relevância do agronegócio. Com a parceria entre o Grupo IEG e a Editora Stilo, entendemos que a Fenagra tem capacidade para crescer de forma ainda mais acelerada em um mercado extremamente promissor. Nesta edição, registramos um aumento de 30% na área ocupada pelos expositores e, para 2027, a expectativa é realizar uma feira ainda maior, com visitação mais qualificada, ampliação da programação de conteúdo e mais oportunidades de networking e geração de negócios', declara Rimantas Sipas, COO IEG Brasil.
Os segmentos de Pet Food e Nutrição Animal (Animal Feed – Aves, Suínos, Bovinos e Aqua Feed) concentraram a maior parte dos expositores, seguidos pelos setores de Frigoríficos e Graxarias (Reciclagem Animal), Biodiesel e Óleos e Gorduras Vegetais (destinados tanto à nutrição humana quanto à produção de biocombustíveis).
Conhecimento técnico e inovação
Paralelamente à feira, a programação técnica reuniu congressos e fóruns promovidos por entidades representativas de cada segmento. O CBNA (Colégio Brasileiro de Nutrição Animal) abriu espaço para que pesquisadores, acadêmicos e profissionais da indústria apresentassem trabalhos científicos e promoveu três importantes eventos: a 36ª Reunião Anual CBNA – Aves, Suínos e Bovinos –, que debateu tendências, tecnologias e inovações na nutrição animal com especialistas da academia, da agroindústria e de empresas do setor.
O IX Workshop sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos, realizado em parceria com a Sociedade Brasileira de Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos (SBNutriPet), que abordou desafios da nutrologia felina, estratégias nutricionais e melhores práticas clínicas e o XXV Congresso CBNA PET que discutiu temas ligados à alimentação de felinos, como formulação de dietas, processamento de ração, aditivos e ingredientes potencialmente tóxicos, além de perspectivas de mercado.
As transformações da cadeia produtiva brasileira também estiveram em pauta no 11º Diálogo Técnico do Setor de Reciclagem Animal, promovido pela ABRA (Associação Brasileira de Reciclagem Animal). Foram debatidos temas, como: futuro do setor e novas oportunidades, inovações no uso das farinhas de origem animal, descarbonização das indústrias, entre outros.
Por mais um ano, os biocombustíveis ganharam evidência e a UBRABIO (União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene) realizou o III Fórum Biodiesel e Bioquerosene (SAF): Tecnologia e Inovação, reunindo representantes da indústria, governo e academia para discutir avanços tecnológicos, mercado internacional de biocombustíveis, rastreabilidade e substituição de combustíveis fósseis.
Outro parceiro da Fenagra, a SBOG (Sociedade Brasileira de Óleos e Gorduras) foi responsável pelo Seminário de Processamento de Óleos e Gorduras, trazendo debates sobre sustentabilidade, inovação industrial, segurança química e novas tecnologias aplicadas ao processamento de óleos e gorduras, com participação de especialistas do Brasil e da América Latina.
Desde 2025, a organização da Fenagra passou a ser conduzida por meio da parceria IEG Brasil e Editora Stilo, iniciativa que fortalece a estrutura do evento, amplia sua capacidade operacional e impulsiona sua projeção internacional.
Fonte: Fenagra 2026
Informações para a Imprensa – Fenagra 2026
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14/05/2026
O comportamento do responsável de pet brasileiro está em transformação e esse movimento já impacta a forma como a saúde animal é conduzida no país. Mais informado e participativo, esse consumidor passou a influenciar decisões que antes ficavam concentradas quase exclusivamente no médico-veterinário.
Parte dessa mudança se explica pelo acesso ampliado à informação. Dados do Radar Pet, estudo que analisa o comportamento dos responsáveis no Brasil, mostram que 55% recorrem à internet, a outros consumidores ou à própria experiência antes de decidir sobre produtos e tratamentos. O médico-veterinário segue como principal referência técnica, mas já não ocupa esse espaço sozinho.
Na prática, isso se reflete em um consumidor que compara mais, questiona mais e busca entender melhor cada escolha. A decisão deixa de ser automática e passa a exigir confiança, clareza e segurança, especialmente em temas relacionados à saúde e ao bem-estar dos animais.
O próprio perfil dos consumidores ajuda a entender esse cenário. O Radar Pet aponta que 32% já se enquadram como 'pet lovers emocionais', com alto nível de envolvimento e preocupação com o bem-estar dos animais.
Outros 23% são classificados como 'pet lovers racionais', que combinam vínculo com decisões mais estruturadas e baseadas em informação. Em comum, esses grupos indicam um comportamento mais atento e criterioso, com maior disposição para investir em prevenção e qualidade de vida.
Esse avanço no nível de informação também reorganiza a dinâmica dentro das clínicas. Na prática, o atendimento se torna mais dialogado, com responsáveis que chegam à consulta com dúvidas, referências e maior disposição para participar das decisões.
Isso exige mais clareza na comunicação e reforça o papel do médico-veterinário na orientação e no alinhamento das escolhas, especialmente diante de um volume crescente de informações disponíveis fora do ambiente técnico.
Esse movimento acontece dentro de um mercado já consolidado. Dados do RadarVet, levantamento conduzido pela Comissão de Animais de Companhia (Comac), do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), mostram a forte presença dos pets nos lares brasileiros e sua influência direta nas decisões de consumo.
Esse contexto ajuda a explicar o crescimento de categorias ligadas à prevenção, nutrição e cuidados contínuos.
Ao mesmo tempo em que esse cenário abre espaço para uma relação mais próxima e consciente com a saúde animal, ele também traz novos desafios. O aumento dos canais digitais ampliou o acesso à informação e aos produtos, mas também expôs o responsável a conteúdos imprecisos e a ofertas sem procedência clara, o que pode comprometer a segurança dos tratamentos.
Esse é um ponto de atenção para toda a cadeia. Em um ambiente com múltiplas fontes de influência, orientar o consumidor e garantir acesso a informações confiáveis se torna tão importante quanto oferecer soluções eficazes.
Mais do que vender produtos, o setor passa a ter um papel ativo na construção de confiança.
O que se observa hoje não é apenas uma mudança de comportamento, mas uma transformação na forma como o cuidado é construído. O responsável quer participar, entender e decidir, e isso redefine a relação com os profissionais, com as marcas e com o próprio mercado.
No fim, mais do que acompanhar esse novo consumidor, o desafio está em construir com ele uma relação baseada em confiança, informação de qualidade e responsabilidade compartilhada. É essa combinação que tende a sustentar o crescimento do setor nos próximos anos.
Fonte: Cães e Gatos
06/05/2026
2026 promete ser um ano incrível para a AFB, com a participação em 6 feiras globais, conectando-nos com profissionais da indústria de alimentos para animais de estimação e demonstrando nosso compromisso com a inovação. De Kansas City a Nuremberg, da América Latina à Tailândia, nossas equipes oferecerão oportunidades únicas de aprendizado, networking e para impulsionar o setor.
Fórum de Alimentos para Animais de Estimação: Destaque para a Inovação
Nossa sessão de feiras comerciais de 2026 começa em Fórum de Alimentos para Animais de Estimação em Kansas City, Missouri, EUA, 27 a 29 de abril.Como participantes assíduos, sabemos o quão valioso este evento é para despertar o interesse em palatabilizantes para alimentos para animais de estimação e para fortalecer os relacionamentos dentro do setor. Booth #1301 É aqui que você nos encontrará, prontos para compartilhar ideias e conectar-se com colegas. Ana Rita Monforte, Ph.D., Gerente de Sabor e Ciências de Dados, subirá ao palco para apresentar sobre 'Utilizando IA para prever a palatabilidade de alimentos para animais de estimação.— Uma sessão imperdível! Assista à palestra dela. Terça-feira, às 3h10, na sala 2504.E não deixe de passar pelo nosso estande para continuar a conversa com nossa equipe de P&D.
Interzoo: Tendências Globais e Insights Sensoriais
Em seguida, vamos para Interzoo em Nuremberg, Alemanha, de 12 a 15 de maio. Visite-nos em Sala 6-321 para envolver Atividades no estande e apresentações exclusivas, Incluindo o nosso 'Cheire e Aprenda' diariamente sessões e palestras sobre Tendências do mercado global de alimentos para animais de estimaçãoNão perca o 'Percepções sensoriais cuidadosamente elaboradas e fidelização de clientes' Apresentação no Palco de Novas Ideias no Pavilhão 3. Essas sessões são projetadas para estimular discussões, promover o aprendizado e destacar as mais recentes novidades em conhecimento especializado. Nossa equipe global está ansiosa para conhecê-lo(a) e compartilhar novas perspectivas!
A AFB estará presente em mais quatro eventos importantes
Embora o Petfood Forum e a Interzoo sejam os eventos principais do nosso calendário, a presença da AFB se estende a mais quatro feiras internacionais este ano. Em cada uma delas, destacamos nossas pesquisas, inovações de produtos e liderança de mercado por meio de apresentações personalizadas e experiências interativas no estande.
12 a 14 de maio é Fenagra Distrito Anhembi, São Paulo, Brasil. Vai participar? Não se esqueça de passar no nosso estande! suporte C11 Conheça a equipe da AFB Brasil! Saiba mais sobre os palatabilizantes disponíveis na região, como os de origem não animal ou não transgênicos, para soluções personalizadas que os clientes precisam, além de novos produtos líquidos e em pó com melhor desempenho que acabaram de ser desenvolvidos. Entre em contato com seu representante de vendas ou com o escritório da AFB Brasil. brasil@afbinternational.com para agendar uma reunião.
'Participar de eventos do setor como o Fenagra é essencial para se manter atualizado sobre as tendências em constante evolução da nutrição animal e conectar-se com parceiros que estão impulsionando a inovação em palatabilidade. Na AFB International, ajudamos marcas de alimentos para animais de estimação a aprimorar o sabor e o aroma para aumentar a aceitação, garantindo que os animais não apenas comam, mas amem sua comida. Convidamos você a nos visitar no Fenagra para descobrir como nossas soluções palatáveis podem elevar seus produtos e diferenciar sua marca em um mercado competitivo. Esperamos vê-lo lá.' Guilherme Marra, Gerente de Vendas, AFB América Latina.
Foro Mascotas acontece de 15 a 17 de julho em Guadalajara, México. A data foi alterada de junho para julho, então certifique-se de atualizar seus planos para participar! Estaremos lá! estande C2Estamos prontos para responder às suas perguntas sobre palatabilidade de alimentos para animais de estimação e mostrar por si mesmo como a AFB faz com que a ração para animais de estimação tenha um sabor incrível no México! Entre em contato. Jeanette Cano, Gerente de Vendas, para entrar em contato antes do show.
The 4th edição do Congresso da Indústria de Alimentos para Animais de Estimação da América Latina (CIPAL) será realizada em Buenos Aires, Argentina, de 23 a 24 de setembro. Em 2024, tivemos o prazer de participar desta feira de fabricação de alimentos para animais de estimação e a consideramos um ótimo evento para networking e para apresentar a Argentina à equipe local da AFB. Visite-nos em suporte P1.
Os nossos Equipe da AFB Tailândia está trabalhando arduamente no planejamento para PetFair Sudeste Asiático em Bangkok, Tailândia, de 28 a 30 de outubro. Estamos ansiosos para conhecer, conectar e interagir com nossos clientes e profissionais do setor que compartilham nossa paixão pela excelência em alimentos para animais de estimação. Não espere até outubro para saber mais sobre palatabilizantes para alimentos para animais de estimação – entre em contato. Ratchada Saebey, Gerente Comercial Na Base Aérea da Tailândia hoje!
Por que esses programas são importantes
Participar desses eventos globais é mais do que simplesmente comparecer – trata-se de construir relacionamentos, descobrir novas ideias e liderar a discussão sobre a palatabilidade de alimentos para animais de estimação. Feiras de negócios são onde a inovação encontra a colaboração, e A.F.B. Temos orgulho de estar na vanguarda. Nossos especialistas estão prontos para responder às suas perguntas, explorar tendências e ajudá-lo a descobrir novas oportunidades para o seu negócio por meio de nossas soluções personalizadas.
Fonte: AFB International
29/05/2026
O mercado global de alimentação natural para pets vive um processo acelerado de expansão e consolidação. Impulsionado pela crescente humanização dos animais de estimação e pela busca dos tutores por produtos alinhados às tendências da alimentação humana, o segmento deve saltar de US$ 12,5 bilhões (R$ 61,7 bilhões) em 2024 para US$ 28,7 bilhões (R$ 141,7 bilhões) até 2033, com crescimento anual composto de 9,6%, segundo levantamento da consultoria Marketintelo.
O estudo aponta que a alimentação natural deixou de ocupar apenas um nicho premiumpara se tornar um segmento estruturalmente relevante dentro da indústria pet. A pesquisa destaca que mais de 60% dos moradores de áreas urbanas já consideram os pets como membros da família, movimento que vem aproximando o comportamento de compra dos tutores das escolhas feitas para a própria alimentação. Conceitos como 'clean label', ingredientes orgânicos e nutrição funcional passaram a ser vistos como diferenciais importantes no setor.
'Além do aspecto nutricional, o mercado também passa por uma mudança estratégica importante. Os alimentos naturais estão sendo posicionados cada vez mais como ferramentas preventivas de saúde e bem-estar animal, deixando de ser tratados apenas como commodities dentro do varejo pet', relata Ashish Kolte, executivo de marketing da consultoria.
Apesar do avanço acelerado, o estudo mostra que ainda existe uma distância significativa entre o interesse declarado pelos consumidores e o consumo efetivo desses produtos. Embora mais de 70% dos tutores afirmem preferir alimentos naturais para os pets, a adoção permanece próxima de 40% em escala global.
Entre os principais obstáculos estão o preço elevado e a dificuldade de fidelização. Segundo o levantamento, os alimentos naturais podem custar entre 30% e 80% mais do que as opções convencionais, fator que limita o consumo recorrente em diferentes mercados. Além disso, aproximadamente um terço dos consumidores volta a utilizar produtos tradicionais poucos meses após testar a alimentação natural.
Outro ponto destacado pela consultoria é a ausência de uma padronização global para o termo 'natural', o que gera confusão entre os consumidores e compromete a confiança no segmento. Para os analistas, muitas vezes o discurso de marketing cresce mais rapidamente do que a diferenciação real dos produtos disponíveis no mercado.
Jovens lideram interesse, mas preço ainda pesa
A pesquisa aponta que millennials e integrantes da geração Z lideram o interesse por produtos premium e de rótulo limpo. Cerca de 65% a 70% dos jovens tutores afirmam estar dispostos a pagar mais por esse tipo de alimentação, mas apenas 35% a 40% mantêm ciclos contínuos de recompra.
O comportamento revela uma tensão entre aspiração e capacidade financeira, especialmente em mercados emergentes. Mesmo em economias desenvolvidas, muitos consumidores alternam entre alimentos naturais e convencionais conforme o orçamento disponível. O estudo também identifica desafios ligados à adaptação dos animais às novas dietas, já que entre 20% e 25% dos tutores relatam dificuldades na transição alimentar.
E-commerce e sustentabilidade impulsionam expansão
Entre os fatores estruturais que sustentam o crescimento do segmento estão a expansão do comércio eletrônico, a maior preocupação dos tutores com saúde preventiva e o avanço da pauta sustentável no consumo pet.
O levantamento destaca que o e-commerce de produtos premium cresce acima de 20% e vem ampliando o acesso dos consumidores à alimentação natural. Paralelamente, critérios ligados à sustentabilidade, rastreabilidade e origem ética dos ingredientes passaram a influenciar diretamente a escolha das marcas, sobretudo em mercados mais maduros.
Segundo a Marketintelo, o consumo da categoria ainda acontece de forma gradual. Muitos tutores começam utilizando os produtos naturais como complemento alimentar ou solução específica para determinadas condições de saúde dos pets, migrando apenas posteriormente para o uso contínuo.
Mercado aposta em nutrição funcional e personalização
O relatório também mostra uma mudança importante no perfil das inovações do setor. Se anteriormente o diferencial estava concentrado em claims como 'orgânico' ou 'grain free', agora o foco passa a ser a nutrição funcional, com produtos direcionados para saúde digestiva, imunidade e dietas específicas.
Com o aumento da concorrência e a popularização de promessas semelhantes entre diferentes marcas, confiança, transparência e consistência operacional passaram a ser elementos centrais para diferenciação competitiva.
O estudo ainda aponta que o futuro do mercado deve ser marcado por maior personalização, uso de dados de consumo e modelos baseados em assinaturas. Segundo a consultoria, o crescimento da próxima década dependerá menos da expansão do número de consumidores e mais da capacidade das empresas em reter clientes de maneira sustentável e financeiramente viável.
Entre as principais empresas citadas no levantamento estão Mars Petcare, Nestlé Purina PetCare, Hill's Pet Nutrition, Freshpet e Wellness Pet Company.
Fonte: Panorama Pet&Vet
12/05/2026
Em plena expansão, o mercado pet food na América Latina pode gerar um volume de cerca de US$40 bilhões, de acordo com um estudo da Triplethree International.
Acompanhando esse crescimento, o Brasil tem se destacado por sua forte capacidade produtiva. Contando com empresas que operam em larga escala, o país se consolida como um dos principais polos globais de produção de alimentos para pets do mundo. É dentro deste mercado que os ingredientes premium ganham um espaço de destaque.
'Contendo nutrientes melhores, eles geram alta digestibilidade, têm maior densidade nutricional e controle de qualidade mais rigoroso', explica Marjorrie Augusto de Souza, médica-veterinária e professora de nutrição animal do Arnaldo Centro Universitário, de Belo Horizonte.
Escolhidos por cuidadores que buscam mais longevidade e saúde para seus pets, as dietas premium utilizam, principalmente, proteínas de origem animal, como carne de frango, boi e porco, além de cordeiro, peixe, ovos, farinhas de vísceras e de carne e ossos.
Em alguns casos, os alimentos seletos incluem proteínas vegetais, como farelos de glúten, de milho e de trigo, e proteínas alternativas, que vêm da ervilha, da lentilha e dos insetos.
'Essas proteínas possuem alto valor biológico, são mais fáceis de digerir e melhor aproveitadas pelo organismo. Isso ajuda a manter a massa muscular, eleva a condição corporal e reduz o volume de alimento ingerido e do odor das fezes', diz Marjorrie.
'Temos também outros ótimos ingredientes premium, como prebióticos frutooligossacarídeos e mananoligossacarídeos, fibras e antioxidantes naturais, que ajudam no equilíbrio intestinal, promovem a modulação da microbiota, reduzem o estresse oxidativo e fortalecem a imunidade e a saúde da pele e da pelagem', completa.
Ascensão do segmento premium
Com o crescimento deste mercado, a preocupação com uma maior seleção de ingredientes tem sido bastante observada nas indústrias de pet food.
'É comum agora que os ingredientes usados dentro da nutrição premium usem menos corantes artificiais e conservantes artificiais, sejam funcionais e nutracêuticos', conta a médica-veterinária.
Todo esse investimento tem sido justificado por estudos que comprovam que os animais alimentados com dietas de qualidade elevada podem apresentar melhor digestão, fezes de melhor qualidade, além do progresso da microbiota intestinal, da pele, da pelagem e da condição corporal.
Apesar das comprovações, ainda existem mitos quando falamos de ingredientes premium.
'É comum achar que subprodutos são sempre ruins quando muitos têm bom valor nutricional. As vísceras, por exemplo, são altamente nutritivas, ricas em vitaminas e minerais. Também existe a ideia de que proteína vegetal é inferior, o que nem sempre é verdade. Se for associada a proteína animal, é possível manter o perfil de aminoácidos necessário à síntese proteica do animal', explica a docente.
A importância da prescrição adequada
Enquanto a indústria tem buscado mais transparência nos rótulos, preocupação com sustentabilidade e produtos específicos às demandas dos animais, o médico-veterinário surge com um papel importante: ajudar o responsável a escolher a melhor alimentação, interpretando os rótulos com base em critérios técnicos e não apenas em marketing.
'Indicar dieta conforme espécie, idade e condição clínica do animal, e educar os cuidadores também faz parte do papel do profissional da veterinária', conclui Marjorrie.
FAQ sobre ingredientes premium
Quais são os principais benefícios de dietas com maior qualidade?
Esses alimentos ajudam a melhorar a digestão e a microbiota intestinal, e ainda favorecem a saúde da pele, da pelagem e a manutenção da massa muscular.
O que caracteriza um ingrediente premium na alimentação de cães e gatos?
É aquele com maior qualidade nutricional, alta digestibilidade e controle rigoroso de qualidade.
Proteínas vegetais e subprodutos são sempre inferiores nas dietas premium?
Não. Subprodutos, como vísceras, podem ser altamente nutritivos, ricos em vitaminas e minerais. Já as proteínas vegetais, quando associadas às de origem animal, podem garantir o perfil adequado de aminoácidos necessário para o organismo do animal.
Fonte: Cães & Gatos
08/05/2026
Todos os anos, cerca de 15 milhões de pets nascem no Brasil, segundo estimativas de mercado.
Apesar desse número expressivo, ainda é comum que filhotes recebam alimentação destinada a animais adultos, prática que pode comprometer o crescimento e o bem-estar.
Esse período inicial é considerado determinante para o desenvolvimento do organismo, já que envolve mudanças intensas e demandas nutricionais específicas.
Por isso, o manejo alimentar adequado desde os primeiros meses é essencial para garantir uma evolução equilibrada.
Nesse cenário, empresas especializadas em nutrição, como a ROYAL CANIN®, reforçam a importância de uma alimentação formulada especificamente para cada fase da vida, considerando porte, idade e necessidades individuais dos animais.
Além disso, problemas relacionados à nutrição podem gerar impactos duradouros. A obesidade, por exemplo, já afeta mais de 50% dos cães e gatos no mundo.
Estudos indicam que cães com sobrepeso podem viver, em média, até 2,5 anos a menos, enquanto gatos podem ter redução de cerca de 1,9 anos na expectativa de vida.
Nutrição adequada deve considerar as necessidades dos filhotes
Durante a fase de crescimento, cães e gatos apresentam exigências nutricionais diferentes dos animais adultos.
O sistema digestivo ainda está em desenvolvimento, e a capacidade gástrica é reduzida, o que exige refeições menores e mais frequentes ao longo do dia.
Outro fator importante é a dentição. A presença de dentes de leite pode dificultar a mastigação, tornando fundamental a escolha de alimentos apropriados para essa fase.
Nutrientes específicos, como o DHA (ômega-3) e proteínas de alta qualidade, desempenham papel importante no desenvolvimento cognitivo e cerebral dos filhotes.
Combinação de alimentos pode favorecer adaptação alimentar
A prática de combinar alimentos secos e úmidos, conhecida como alimentação mista, pode contribuir para uma melhor adaptação alimentar dos filhotes.
Essa estratégia ajuda a estimular diferentes experiências sensoriais e pode reduzir a recusa alimentar no futuro.
Os alimentos úmidos, disponíveis em diferentes texturas como patê, mousse, pedaços ao molho ou em gelatina, também favorecem a ingestão de água, especialmente durante o período de desmame.
Fase inicial exige atenção à imunidade e ao acompanhamento profissional
Entre a 4ª e a 12ª semana de vida, os filhotes passam por um período de maior vulnerabilidade imunológica, quando a proteção recebida da mãe diminui e o sistema de defesa ainda está em formação.
Nesse momento, uma nutrição equilibrada pode contribuir para apoiar as defesas naturais do organismo, especialmente com a presença de nutrientes antioxidantes, como as vitaminas E e C.
O acompanhamento veterinário também é indispensável para monitorar o crescimento, orientar a alimentação e garantir que o calendário vacinal e de vermifugação esteja em dia.
Ambiente e rotina influenciam diretamente o bem-estar
Além da alimentação, o ambiente e a rotina exercem papel importante no desenvolvimento físico e comportamental dos filhotes.
Estímulos positivos, brincadeiras e atividades contribuem para o equilíbrio emocional e ajudam a manter o peso saudável.
Após a castração, por exemplo, a necessidade energética pode reduzir entre 20% e 30%, aumentando a predisposição ao ganho de peso.
Nesse cenário, alimentos com menor densidade calórica e maior teor de umidade podem ser aliados na manutenção da saúde.
Promover um início de vida saudável é um dos principais fatores para garantir qualidade de vida a longo prazo.
A adoção de cuidados desde cedo, aliada a uma nutrição adequada, tem impacto direto no bem-estar de cães e gatos.
FAQ sobre alimentação inadequada para filhotes
Filhotes podem consumir ração de adultos?
Não é recomendado, pois filhotes têm necessidades nutricionais específicas que não são atendidas por alimentos destinados a animais adultos.
Quantas vezes por dia um filhote deve se alimentar?
Geralmente, refeições menores e mais frequentes são indicadas, mas a recomendação deve ser ajustada com orientação veterinária.
A alimentação influencia na imunidade do filhote?
Sim. Uma nutrição equilibrada contribui para o desenvolvimento do sistema imunológico, especialmente nos primeiros meses de vida.
Fonte: Cães & Gatos
27/04/2026
Os food toppers, complementos alimentares usados para enriquecer a dieta de cães e gatos, vêm ganhando relevância global graças ao comportamento mais seletivo dos donos e dos pets. Levantamento da Loops aponta que 48% dos tutores em seis países já utilizam esses produtos, indicando consolidação gradual da categoria no mercado pet.
A pesquisa, que envolveu 2.486 entrevistados nos Estados Unidos, Canadá, México, Brasil, Reino Unido e França, revela maior adesão entre donos de cães. Metade relata que insere os toppers na rotina nutricional de seus animais, sendo 14% de forma regular e 36%, ocasional. Entre tutores de gatos, o índice chega a 40%, com predominância de uso esporádico.
Apesar da adesão ainda parcial, o potencial de crescimento é significativo. Segundo o levantamento, 87% dos tutores afirmam que comprariam toppers com benefícios à saúde, enquanto 78% demonstram interesse em produtos que melhorem o sabor da alimentação. A América Latina destaca-se pela maior abertura a essas soluções.
Paladar exigente impulsiona categoria
Os dados indicam que a seletividade alimentar é um dos principais motores da categoria. Entre os pets que recebem toppers, 48% são considerados exigentes, percentual superior ao observado na média geral. O comportamento é mais evidente entre gatos, que tendem a preferir texturas cremosas e formatos como purês e sticks líquidos.
Entre os formatos disponíveis, os toppers úmidos lideram a preferência, com destaque para molhos e gelatinas (42%) e caldos e sopas (41%). Na sequência aparecem versões em pó (27%), liofilizadas (25%) e em flocos (20%). Há diferenças regionais. Enquanto América Latina e Europa concentram maior uso de produtos cremosos, a América do Norte apresenta maior adesão a formatos úmidos.
Nutrição e bem-estar como drivers
Além da palatabilidade, os toppers têm sido utilizados como ferramenta nutricional. Metade dos tutores afirma que o principal objetivo é adicionar nutrientes à dieta dos pets. Outros 44% destacam o enriquecimento ambiental e o suporte ao bem-estar mental, enquanto 35% utilizam os produtos para diversificar a alimentação.
Há ainda aplicações específicas, como estímulo ao apetite de animais seletivos (28%), apoio à saúde dental (25%) e suporte a condições clínicas (21%), evidenciando a multifuncionalidade da categoria dentro da rotina alimentar.
Falta de informação ainda limita expansão
Entre os tutores que não utilizam toppers, o principal entrave é o desconhecimento: 40% afirmam não conhecer o produto. Na América Latina, esse índice chega a 55%. Outros fatores incluem preferência por manter a dieta tradicional (31%) e percepção de custo elevado (20%).
Segundo o estudo, a barreira de conhecimento supera questões financeiras, indicando que o avanço do segmento depende de maior disseminação de informações sobre benefícios, segurança e nutrição.
Mesmo com esses desafios, a percepção geral sobre os toppers é positiva. O interesse cresce significativamente quando os produtos são associados a benefícios à saúde, sinalizando um caminho de expansão alinhado à humanização dos pets e à busca por soluções mais completas de nutrição e bem-estar.
Fonte: Panorama Pet&Vet
26/05/2026
Na nutrição de animais de estimação, o bem-estar começa muito antes da comida chegar ao prato. A qualidade dos ingredientes e o equilíbrio dos nutrientes são fatores-chave para manter a vitalidade e a saúde metabólica de cães e gatos.
Dentro desses nutrientes, a colina desempenha um papel fundamental: sua presença na dieta colabora com o funcionamento adequado do fígado, o transporte de lipídios e o desenvolvimento do sistema nervoso. Cães e gatos não a sintetizam em quantidades suficientes, então sua incorporação em alimentos balanceados é essencial.
Colmax é uma fonte natural de colina e inositol desenvolvida pela Adinnova, que ajuda a regular o fígado, lipídios e metabolismo energético. Sua formulação à base de plantas permite que esse nutriente essencial seja fornecido de forma estável e segura em diferentes formulações de rações.
Por que a colina é fundamental na nutrição dos pets?
A colina está envolvida em processos fundamentais do corpo, especialmente no metabolismo do fígado, transporte de gordura e funcionamento do sistema nervoso. Quando a ingestão da dieta é insuficiente, podem surgir problemas hepáticos, redução de vitalidade ou fraqueza muscular.
Tradicionalmente, a fonte mais amplamente utilizada de colina na nutrição animal tem sido o cloreto de colina. No entanto, essa molécula apresenta algumas limitações tecnológicas. É um composto higroscópico e reativo que pode interagir com outros ingredientes da dieta e afetar a estabilidade de nutrientes sensíveis durante o processamento e armazenamento dos alimentos. Entre os efeitos mais comuns estão a oxidação de vitaminas, pigmentos e aminoácidos. Além disso, sua origem está associada a derivados petroquímicos.
Fontes naturais de colina representam uma alternativa que busca resolver essas limitações. A colina vegetal está associada a fosfolipídios como a fosfatidilcolina, que fazem parte da estrutura das membranas celulares e contribuem para sua estabilidade biológica.
A colina natural da Adinnova
Colmax é uma fonte natural de colina e inositol desenvolvida pela Adinnova para contribuir para o equilíbrio metabólico na nutrição animal. Sua formulação combina colina de origem vegetal com compostos funcionais que beneficiam a função celular.
Entre seus componentes estão fosfolipídios como fosfatidilcolina e fosfatidilinositol, além de adjuvantes como ácido butírico e extratos vegetais que promovem a saúde intestinal e hepática, bem como a absorção de nutrientes. Essa combinação permite otimizar o transporte e a utilização dos lipídios, contribuindo para o equilíbrio metabólico e a vitalidade dos pets por meio de sua nutrição.
Outra característica relevante é sua estabilidade tecnológica. O Colmax possui uma apresentação fluida, não é higroscópico e resiste aos tratamentos térmicos usuais no processamento de alimentações balanceadas, já que essas moléculas possuem capacidade de absorção ativada. Por sua vez, seu uso permite trabalhar com níveis menores de inclusão na fórmula em comparação com fontes sintéticas de colina, otimizando a formulação e a eficiência econômica da ração.
Impacto de Colmax no cuidado com pets
Colmax fornece colina, uma pseudovitamina que cães e gatos não sintetizam em quantidades suficientes. Sua presença na dieta permite fortalecer a integridade das membranas celulares e participar de processos neurometabólicos ligados à vitalidade e funcionamento do corpo.
Esse aditivo nutricional colabora com o desenvolvimento saudável do cérebro, coração, fígado, músculos e sistema nervoso, acompanhando o bem-estar geral dos animais por meio de sua dieta.
Por outro lado, sua formulação estável permite fácil incorporação em rações balanceadas. A dose recomendada no petcare é entre 150 e 500 g por tonelada de alimento, podendo substituir o cloreto de colina (60%) em uma proporção aproximada de 1 a 4, otimizando o uso do espaço na dieta.
Ao fortalecer a função celular, o Colmax ajuda a manter a vitalidade e o bem-estar de cães e gatos ao longo de toda a vida. Sua contribuição nutricional reforça a integridade das membranas celulares, favorece o desenvolvimento neural e acompanha a saúde integral dos pets.
Estudos sobre Colmax
Essa biosolução foi acompanhada por avaliações científicas voltadas para entender seu efeito no metabolismo animal. Durante 2024 e 2025, a Adinnova desenvolveu estudos em conjunto com o Instituto Nacional de Tecnologia Agrícola (INTA), nos quais diferentes parâmetros produtivos, metabólicos e fisiológicos foram analisados, incluindo desempenho, função hepática e análise de tecidos. Os resultados permitiram validar a contribuição do Colmax como aditivo nutricional que contribui para o bem-estar geral dos animais.
Estudos de expressão gênica também foram realizados usando tecnologias avançadas de sequenciamento, com o objetivo de observar como o corpo responde à sua incorporação na dieta. As análises mostraram que o Colmax modula diferentes vias metabólicas ligadas à utilização de nutrientes e à produção de energia celular.
Foi evidenciada uma menor ativação dos genes associados aos processos de proliferação celular, mecanismos que, quando desregulados, geralmente estão ligados a diferentes patologias, incluindo processos tumorais como o câncer. Em outras palavras, o Colmax promove um metabolismo ativo e equilibrado sem estimular mecanismos celulares associados à proliferação descontrolada.
Por Adinnova
Fonte: All Pet Food Magazine
Sobre Adinnova
A Adinnova é uma empresa argentina com presença em mercados internacionais dedicada ao desenvolvimento de aditivos naturais para a nutrição animal. Cada biosolução integra ciência e inovação aplicadas ao bem-estar e à produtividade.
Mais informações em nosso site: adinnova.com.ar
19/05/2026
3A BIOTECH e o valor real: não se compra, se protege
O valor de uma matéria-prima não é definido apenas pela sua ficha técnica, mas pela sua capacidade de se manter estável ao longo do tempo. O alimento para animais de companhia é um sistema vivo, exposto a alterações químicas, mudanças sensoriais e riscos microbiológicos durante o processamento, o armazenamento e o transporte—e, por fim, quando a embalagem é aberta em casa. Ao longo desse percurso, a estabilidade determina se a formulação cumpre o que promete.
Como evitar a perda de valor real diante da oxidação
Gorduras e óleos, farinhas e proteínas são pilares da energia metabolizável, da palatabilidade e do aporte de nutrientes essenciais. Ao mesmo tempo, são os componentes mais vulneráveis à degradação. A oxidação lipídica gera radicais livres e peróxidos que degradam vitaminas e outros compostos lipossolúveis, alteram o aroma e reduzem a biodisponibilidade real do alimento. Estes processos começam assim que a matéria-prima é exposta ao ar e continuam ao longo de toda a vida útil.
As consequências são diretas: queda do aporte energético real, perda de palatabilidade, formação de compostos secundários indesejáveis e menor estabilidade aromática. Na prática, o perfil lipídico que o animal consome pode deixar de corresponder ao declarado. Por isso, a estabilidade oxidativa é um parâmetro central do valor real: se um ingrediente oxida facilmente, o seu valor nutricional e funcional diminui muito antes de chegar ao consumidor.
Além disso, a oxidação não é apenas um problema sensorial. Certos compostos resultantes do ranço podem contribuir para desequilíbrios digestivos. Em pet food—onde a tolerância e o microbioma importam—proteger contra a oxidação é também proteger a experiência nutricional.
3A BIOTECH e a segurança microbiológica: o outro pilar do valor real
À perda oxidativa soma-se a instabilidade microbiológica. Matérias-primas de origem animal e determinados cereais podem favorecer a proliferação de fungos e bactérias se não forem devidamente controlados. O desafio agrava-se com a possível presença de micotoxinas termoestáveis, capazes de sobreviver ao processamento e comprometer a segurança do produto final.
Mesmo cargas microbianas moderadas podem acelerar degradações e reduzir a vida útil de forma pouco visível. Por isso, a qualidade microbiológica é um componente crítico do valor real: condiciona a inocuidade, a estabilidade e o desempenho da formulação, além de influenciar a consistência entre lotes.
Para além do preço - eficiência tecnológica e valor funcional
Num mercado que historicamente competiu pelo custo, cada vez mais fabricantes compreendem que a diferença não está apenas no preço de compra, mas no valor funcional real: o que um ingrediente entrega, o que preserva e o que garante. A avaliação deixa de ser '€/tonelada' e passa a incluir estabilidade, digestibilidade, controlo de perdas, consistência sensorial e redução de incidências.
Esta evolução reflete um consumidor final mais exigente, que procura produtos premium, naturais e com benefícios concretos. E impulsiona a indústria a desenhar sistemas integrados que, além de proteger a matéria-prima, aportem funcionalidade tecnológica e biológica.
Ingredientes funcionais 3A BIOTECH: proteger, complementar, otimizar
Um ingrediente funcional—habitualmente natural, derivado de plantas, microrganismos ou extratos bioativos—aporta benefícios adicionais ao organismo ou à própria formulação. Em pet food, isso traduz-se em melhorias como suporte da saúde intestinal, reforço do sistema imunitário, estabilização oxidativa, modulação da microbiota, proteção celular contra o stress oxidativo e melhoria da digestibilidade.
No plano tecnológico, os ingredientes funcionais prolongam a estabilidade do alimento, preservam a integridade organoléptica e reduzem a degradação durante o armazenamento. Podem ainda ajudar a otimizar textura, estabilizar emulsões, minimizar reações indesejadas e sustentar a conservação—reduzindo variabilidade e suportando alegações nutricionais mais consistentes.
Estabilidade integral com 3A BIOTECH: antioxidantes + conservantes, com design
Para preservar o valor real, a indústria depende de sistemas antioxidantes e conservantes cuidadosamente desenhados. Os antioxidantes atuam prevenindo a formação de radicais livres e protegendo a integridade lipídica. Em paralelo, conservantes à base de ácidos orgânicos ajudam a manter a carga microbiana sob controle, evitando deteriorações que reduziriam o valor nutricional inicial.
Quando estes sistemas são formulados com uma abordagem integral—sinergia, dosagem adequada e compatibilidade com o processo—deixam de ser 'aditivos' e tornam-se ingredientes funcionais: influenciam a estabilidade, a segurança e o desempenho global da fórmula.
3A BIOTECH em secos e úmidos: dois retos, o mesmo objetivo
Em alimentos secos, o risco de ranço aumenta quando farinhas suscetíveis à oxidação são combinadas com óleos aplicados como revestimento. O processamento e o tempo de armazenamento podem intensificar a degradação, afetando aroma, sabor e aceitação pelo animal.
Em alimentação úmida, embora o recobrimento com ceras possa minimizar o ressecamento—particularmente relevante em gatos devido ao padrão de consumo fracionado—continua a ser essencial estabilizar emulsões e controlar a degradação oxidativa e microbiológica. Aqui, a estabilidade física da emulsão é crucial para manter textura, aparência e palatabilidade: pequenas variações podem desencadear defeitos visíveis para o consumidor.
TOCOTYROSOL 3A BIOTECH: estabilidade + funcionalidade numa única solução
Uma combinação equilibrada de proteção antioxidante e suporte funcional está presente em formulações como a gama TOCOTYROSOL da 3A BIOTECH. Trata-se de uma solução desenvolvida com antioxidantes naturais—tocoferóis e extratos de alecrim, oliveira e chá verde—concebida para se integrar de forma eficiente em processos produtivos tanto de alimentos secos como úmidos.
A sua sinergia antioxidante contribui para preservar a estabilidade sensorial e nutricional desde a produção até o consumo, ajudando a manter a integridade do perfil lipídico, a palatabilidade e a consistência do produto. Além disso, incorpora uma vertente prebiótica que apoia a microbiota intestinal e a eficiência digestiva, alinhando-se com a crescente procura por formulações mais funcionais.
Do lado do fabricante, estas soluções geram valor na fase tecnológica (controle da oxidação, estabilidade, conservação e redução de variabilidade) e ajudam a sustentar o desempenho da formulação ao longo do tempo. Em outras palavras, permitem que o produto final cumpra a promessa da marca—lote após lote.
Conclusión: materia prima, valor real
A indústria pet food já não compete para ser a mais barata, mas para ser a mais eficiente, estável e funcional. Num setor em que cada ingrediente representa um investimento, garantir que a matéria-prima preserva o seu valor real é uma decisão estratégica: melhora a qualidade final, reduz incidências e reforça a confiança do consumidor.
Na 3A BIOTECH, ajudamos as marcas a proteger esse valor com soluções naturais baseadas em ingredientes funcionais e sistemas de estabilidade integral. Quer validar na sua própria linha? Solicite uma avaliação técnica ou um piloto com TOCOTYROSOL e confirme como uma proteção bem desenhada pode traduzir-se em maior estabilidade, melhor experiência de consumo e um produto mais consistente.
Por 3A BIOTECH
Fonte: All Pet Food Magazine
25/03/2026
Compreender como a nutrição influencia a mobilidade, a inflamação e biomarcadores associados às articulações continua sendo uma área de estudo importante na nutrição de animais de companhia. Um novo trabalho publicado no Journal of Animal Science, baseado em um estudo conduzido em parceria entre a APC e a China Agricultural University, avaliou a inclusão de plasma spray dried em dietas extrusadas para cães idosos com desafios de mobilidade.
Este trabalho faz parte de uma iniciativa mais ampla de pesquisa da APC que explora as conexões entre nutrição, saúde gastrointestinal, biomarcadores sistêmicos e longevidade em pets.
Mobilidade e saúde articular continuam sendo duas das áreas funcionais mais buscadas na nutrição pet. Neste estudo de 42 dias, cães idosos com desafios de mobilidade foram avaliados em múltiplos parâmetros, incluindo escore de claudicação, digestibilidade da dieta, além de biomarcadores sorológicos e no líquido sinovial associados à imunidade, capacidade antioxidante e saúde das articulações.
Foram observadas diferenças favoráveis ao plasma em vários parâmetros avaliados, incluindo mobilidade e biomarcadores selecionados.
Os principais achados favoráveis ao plasma foram:
Mobilidade: melhora no escore de claudicação em comparação com dietas controle ao longo do período do estudo.
Marcadores inflamatórios: mudanças favoráveis em biomarcadores relacionados a citocinas associados à imunidade.
Biomarcadores relacionados às articulações: melhorias na atividade de metaloproteinases, enzimas que degradam componentes da cartilagem, e em outras medidas associadas à saúde articular avaliadas no sangue e no líquido sinovial, sugerindo melhor condição das articulações.
Digestibilidade: a digestibilidade da proteína bruta foi melhorada, confirmando melhora no valor nutricional da dieta.
'Esses resultados se somam ao crescente número de pesquisas que mostram como as proteínas funcionais do plasma podem contribuir para a mobilidade, a saúde geral e a longevidade de cães adultos', afirmou Jerry Frankl, presidente e CEO da APC. 'Seguimos comprometidos em colaborar com instituições de pesquisa de referência e em desenvolver estratégias nutricionais baseadas em ciência que promovam o envelhecimento saudável e mais qualidade de vida para os pets.'
Para ler o estudo completo: https://academic.oup.com/jas/article/doi/10.1093/jas/skag043/8487757
Fonte: APC
17/02/2026
Este estudo enfatiza a importância de desenvolver formulações de palatabilizantes que atendam às sensibilidades de paladar, às necessidades nutricionais e ao prazer dos pets em cada fase, apoiando assim a saúde e o bem-estar de gatos e cães. base em mais de 1.500 testes de palatabilidade em dois potes realizados para ambas as espécies, esta pesquisa forneceu um conjunto robusto de dados, fundamentado em condições reais com uma ampla população de cães e gatos em diferentes fases da vida. Principais resultados Nossa pesquisa destacou fatores-chave de palatabilidade que influenciam a preferência, por meio de testes controlados de alimentação e avaliações de escolha. Avaliamos a eficácia de diversos parâmetros de palatabilidade em cada fase da vida e espécie, aplicando estratégias de intensificação de sabor voltadas para a melhoria da palatabilidade. A palatabilidade é conhecida por impulsionar a aceitação e o consumo de alimentos para pets. Dois indicadores críticos identificados em relação às fases da vida foram: Proporção de ingestão (Intake ratio): proporção do alimento oferecido que é efetivamente consumido. Primeira Escolha (First Choice): O produto que o pet escolhe primeiro quando oferece várias opções, impulsionadas principalmente pelo cheiro. No presente estudo, observou-se que ambas as métricas são influenciadas pela percepção sensorial do pet, que se acredita mudar com a idade. Um dos principais achados é que a primeira escolha, relacionada à percepção do aroma, não apenas apresenta correlação positiva com a proporção de ingestão, mas também, particularmente em gatos — da juventude à fase adulta e até a senilidade — essa correlação é consideravelmente alta (>0,87) em todas as fases da vida (Figura 1). Resultados: Insights de correlação ao longo das fases da vida A relação entre a primeira escolha e a proporção de ingestão é baseada em dados de mais de 1.500 avaliações de dois potes para cães e gatos. Os resultados demonstraram padrões claros de correlação, que variam conforme a fase de vida em ambas as espécies estudadas. Figura 1. Gráficos de dispersão com a correlação entre a primeira escolha e a taxa de ingestão para gatos de acordo com as fases da vida (jovens, adultos e idosos). Figura 2. Gráficos de dispersão com a correlação entre a primeira escolha e a proporção de ingestão para cães de acordo com as fases da vida (jovens, adultos e idosos). Esses resultados mostram que, em cães, a primeira escolha torna-se um preditor mais forte da ingestão à medida que amadurecem, atingindo seu pico na fase adulta. Em gatos, por outro lado, uma correlação consistentemente alta em todas as fases indica forte alinhamento entre a preferência inicial e o consumo total, mesmo em animais jovens. Na tabela a seguir, os fatores de correlação entre a taxa de ingestão e a primeira escolha são capturados para gatos e cães, nas três fases da vida estudadas. Tabela 1. Correlação (r ao quadrado) entre FC e IR para gatos e cachorros, de acordo com as fases da vida. Conclusão Os insights fornecidos sugerem que, embora ambas as espécies respondam bem a palatabilizadores direcionados, os ajustes específicos do estágio de vida têm um impacto particular em cães, especialmente em animais jovens, onde as preferências de palatabilidade ainda podem estar em desenvolvimento. Em gatos, a primeira escolha mostrou uma correlação significativamente positiva com a proporção de ingestão desde a juventude até a fase adulta e a senilidade. A palatabilidade não é única. À medida que cães e gatos crescem, suas necessidades sensoriais evoluem, e a abordagem deve evoluir junto. Considerando a primeira escolha e a proporção de ingestão no contexto das fases da vida, é possível oferecer alimentos para pets mais atrativos, eficazes e diferenciados. Para mais informações sobre este tema ou para conversar com nossos especialistas em ciência e tecnologia, entre em contato com seu representante de vendas da AFB ou afbinternational.com/contact. Por: AFB International Fuente: All Pet Food Magazine
24/04/2026
Desenvolvida em colaboração com a Extru-Tech, líder reconhecida em tecnologia de extrusão, nossa Estação de Garantia de Qualidade (QAS) representa um avanço significativo na forma como os fabricantes realizam e documentam as verificações de qualidade durante o processo.
O QAS é um sistema semiautomatizado de medição e geração de relatórios que combina tecnologia de visão de ponta com um excelente design para orientar os operadores ao longo do processo de medição da densidade do produto e das dimensões das peças. Esses são dois dos indicadores de qualidade mais críticos para produtos alimentícios extrudados e rações para animais de estimação. Ele transforma um processo que, historicamente, dependia de medições manuais, técnicas individuais e registros em papel, tornando-o consistente, eficiente e com resultados imediatamente aplicáveis.
Implementação da tecnologia de visão
No centro da capacidade de medição dimensional do QAS está uma câmera de profundidade de nível industrial que leva imagens de alta precisão para o chão de fábrica. A equipe de desenvolvimento realizou extensos testes de precisão antes de encontrar uma solução que medisse com exatidão a partir da distância necessária e incorporasse um filtro infravermelho adequado ao ambiente operacional da estação.
O software da estação utiliza as bibliotecas RealSense existentes da Intel, proporcionando uma base de software estável e com amplo suporte. A câmera se conecta e se comunica exclusivamente por Ethernet.
A tecnologia de visão oferece resultados em duas frentes simultaneamente:
As imagens do sensor de cores capturam uma imagem visual da amostra do produto
Os sensores infravermelhos duplos fornecem dados detalhados, permitindo a medição dimensional precisa de cada peça individual do produto
O software da estação processa então esses dados combinados para identificar cada peça individualmente e calcular suas dimensões e valores de cor automaticamente, em questão de segundos.
Além das dimensões, a câmera captura a cor do produto e inclui uma imagem da ração diretamente no relatório de qualidade, proporcionando aos operadores e gerentes de qualidade um registro visual, além dos dados numéricos.
Medição da densidade
A densidade aparente é um indicador de qualidade fundamental para produtos extrudados e é notoriamente sensível às técnicas de medição. O QAS resolve essa questão com uma abordagem específica: uma distância de queda consistente e um método padronizado para limpar o recipiente estão integrados ao processo da estação, garantindo que as medições de densidade sejam repetíveis entre operadores, turnos e instalações.
Integração perfeita ao seu processo de qualidade
O QAS foi projetado para se integrar às suas operações atuais.
A estação pode operar no modo autônomo, no qual os operadores inserem manualmente as informações sobre o pedido e o produto, ou pode integrar-se diretamente a uma linha de produção por meio de uma conexão com o PLC para obter esses dados automaticamente. Após a medição das amostras, os resultados são enviados para o banco de dados e, opcionalmente, de volta ao PLC. O operador da extrusora verifica imediatamente, diretamente na máquina, se a amostra atende às especificações.
Recursos adicionais
Orientação integrada para o operador: as instruções exibidas na tela orientam o operador em cada etapa do processo de medição, reduzindo o tempo de treinamento e garantindo que o procedimento seja seguido corretamente em todas as ocasiões.
Gerenciamento de verificações de balança: As verificações de balança são solicitadas na tela em intervalos adequados, e os resultados são registrados no banco de dados e incluídos no relatório da web.
Visibilidade de tendências: os gráficos exibidos no aplicativo mostram aos operadores se as medições apresentam tendência de alta ou de baixa ao longo do tempo, permitindo ajustes proativos.
Lembretes de verificação programados: Um cronômetro na tela e um banner alertam o operador quando é hora de realizar a próxima verificação de qualidade. Isso garante a consistência dos intervalos de amostragem sem depender do operador para controlar o tempo manualmente.
Capacidade para várias linhas: Uma única estação QAS pode dar suporte a até 4 linhas de produção, tornando-a uma solução escalável para instalações de diversos tamanhos.
Relatórios acessíveis: Relatórios de qualidade estão disponíveis através de um navegador da web na mesma rede e podem ser exportados para o Excel. Isso torna os dados acessíveis a gerentes de qualidade, supervisores e a equipe de liderança sem a necessidade de software especializado ou intervenção do departamento de TI.
Conclusão
A garantia da qualidade sempre foi essencial na fabricação de alimentos e rações para animais de estimação. O que está mudando é o padrão de como isso é feito. Os processos manuais, dependentes do operador e baseados em papel estão dando lugar a sistemas mais inteligentes, consistentes e conectados.
A Estação de Garantia de Qualidade, desenvolvida em parceria com a Extru-Tech, foi projetada especificamente para esse momento. Ela oferece a precisão, a consistência e a visibilidade em tempo real que a fabricação moderna exige.
Quer saber mais sobre o QAS ou agendar uma demonstração? Entre em contato conosco para começarmos a conversar.
Fonte: NorthWind
25/03/2026
Para a área de negócios da indústria de ração para pets, essa "inovação silenciosa" pode ser uma fonte inesgotável de oportunidades para melhorar produtos, otimizar custos e atender às necessidades em constante mudança dos clientes. E muitas vezes, acabam sendo de baixo esforço e de alto impacto.
O processo de produção como fonte de inspiração
Cada etapa do processo de produção, desde a seleção dos ingredientes até a embalagem final, apresenta oportunidades para inovações de baixo esforço e alto impacto. Ao conhecer cada detalhe minuciosamente, pode-se identificar áreas a serem melhoradas que muitas vezes passam despercebidas.
Exemplos de inovação de baixo esforço e alto impacto
Otimização da moagem: Ajustar o tamanho da moagem dos ingredientes pode melhorar a digestibilidade do alimento e reduzir perdas. Isso não exige grandes investimentos, mas pode ter um impacto significativo na saúde dos pets e na satisfação do cliente.
Modificação da textura: Experimentar diferentes texturas de ração pode tornar a comida mais atraente para cães e gatos com preferências diferentes. Isso pode ser alcançado ajustando os parâmetros de extrusão ou queima, sem a necessidade de adquirir novos equipamentos.
Adicionando ingredientes funcionais: Incorporar pequenas quantidades de ingredientes funcionais, como probióticos, prebióticos ou antioxidantes, pode melhorar a saúde digestiva, o sistema imunológico ou a qualidade do pelo dos pets. Esses ingredientes geralmente são fáceis de incorporar no processo de produção e, se forem comunicados corretamente, podem trazer vantagens na comercialização dos produtos.
Embalagem aprimorada: O uso de materiais de embalagem mais sustentáveis, como embalagens recicláveis ou biodegradáveis, pode reduzir o impacto ambiental do produto e atrair consumidores ambientalmente conscientes. Isso não exige grandes mudanças no processo de produção, mas pode ter um impacto positivo na imagem da marca. Além de melhorias na porcentagem de enchimento ou redimensionamento das embalagens para torná-las mais eficientes do ponto de vista logístico, o que pode trazer economias operacionais em grande escala.
Personalização das porções: Oferecer comida em porções individuais ou em embalagens seláveis pode facilitar a alimentação dos pets e reduzir o desperdício. Isso pode ser alcançado ajustando o processo de embalagem, sem a necessidade de modificar a formulação do produto. Além disso, modificar a unidade de vendas para o cliente varejista pode ajudar a equilibrar o capital de giro e a gestão de estoque nos pontos de venda.
Como identificar oportunidades de inovação
Observação direta: passar um tempo no chão de fábrica, observar o processo e conversar com os operadores, que são os mais especialistas em cada subprocesso, pode revelar áreas de melhoria que não são evidentes no escritório.
Análise de dados: Revisar dados de produção, reclamações de clientes e feedback dos fornecedores pode identificar padrões e tendências que sugerem oportunidades de inovação.
Benchmarking: Estudar os produtos e processos dos concorrentes pode inspirar novas ideias e revelar áreas onde a empresa pode melhorar.
Brainstorming: Realizar sessões de brainstorming com equipes multifuncionais (desde a fábrica até ao setor de vendas) pode gerar uma riqueza de ideias inovadoras.
Benefícios da inovação de baixo esforço e alto impacto
Melhoria Contínua: permite que a empresa melhore continuamente seus produtos e processos, sem a necessidade de grandes investimentos.
Vantagem competitiva: Ajuda a diferenciá-lo da concorrência e atender às necessidades em constante mudança dos clientes.
Redução de custos: Pode levar a economias em materiais, energia e mão de obra.
Maior satisfação do cliente: Melhora a qualidade do produto e a experiência do cliente.
Conclusão
Inovação de baixo esforço e alto impacto é uma estratégia vencedora a longo prazo na indústria de alimentos para pets. Ao compreender profundamente o processo de produção, a área comercial pode desencadear uma onda de ideias criativas que melhoram os produtos, otimizam custos e atendem às necessidades dos clientes. Essa inovação silenciosa pode ser a chave para o sucesso a longo prazo em um mercado competitivo.
Por Felipe Martinez R.
Fonte: All Pet Food Magazine
Por
23/03/2026
Como parte dessa expansão, a TMI USA Inc. e a HS Automation concluíram um Acordo de Compra de Ativos com a Bratcher Bagging Inc., uma empresa local com forte histórico e reconhecimento no mercado de soluções de embalagem dos EUA.
Não se trata apenas de uma aquisição, mas de uma integração estratégica voltada para fortalecer o mercado local, expandir as capacidades técnicas e trazer maior valor ao mercado norte-americano ao aproveitar o conhecimento do mercado local.
Integração da expertise e liderança locais
A Bratcher Bagging Inc. construiu uma reputação baseada em confiabilidade, serviço e conhecimento técnico especializado. A experiência e o portfólio de produtos da TMI USA reforçam nossa capacidade operacional e nossa rede de suporte técnico no país.
Além disso, Kyle Bratcher continuará liderando a equipe dentro da TMI USA Inc., garantindo continuidade, estabilidade e uma transição suave para todos os clientes.
Essa integração garante:
Continuidade total nos serviços e pedidos em andamento
Suporte permanente para equipamentos instalados
Expansão das capacidades técnicas e comerciais
Ampliação do portfólio de soluções de embalagem e automação
Com essa medida estratégica, a TMI USA amplia sua oferta no mercado norte-americano combinando as soluções históricas da Bratcher com a avançada tecnologia de automação da TMI.
Nosso portfólio agora inclui:
Linhas automáticas completas de ensacamento
Sistemas de Fechamento de Sacos, Células de Paletização com Robô
Máquinas de saco de boca aberta
Sistemas form-fill-seal de fechamento
Soluções de fim de linha e de paletização automática
Essa integração nos permite oferecer soluções completas e integradas para setores como agricultura, ração animal, química, minerais e alimentícios.
Automação de direção na indústria dos EUA
O setor industrial nos Estados Unidos está caminhando para níveis mais altos de automação, eficiência operacional e otimização de processos. Por meio da TMI USA Inc., estamos preparados para acompanhar essa transformação por:
Engenharia especializada
Soluções de automação personalizadas
Suporte comercial e técnico local
Inovação apoiada pela expertise internacional da TMI e da Automação HS
Nosso objetivo é claro: ajudar os fabricantes americanos a otimizar seus processos de embalagem, reduzir o tempo de inatividade e melhorar o desempenho geral de suas fábricas.
Declaração institucional
"Esta aquisição representa um passo importante em nosso compromisso de atender ao mercado dos EUA com capacidades ampliadas e expertise local. A integração de nossas equipes fortalece nossa plataforma de crescimento e inovação."
Justin Hartwick, Presidente da TMI USA Inc.
Construindo o futuro juntos
Na TMI, entendemos o crescimento como um processo baseado em colaboração e confiança. Essa expansão reafirma nosso compromisso de longo prazo com o mercado norte-americano.
Com recursos aumentados, ofertas ampliadas e liderança estabelecida nos Estados Unidos, a TMI USA Inc. está pronta para trazer ainda mais valor ao setor.
Mais informações em: www.tmipal.com
18/03/2026
Digitalização desde o primeiro passo
À primeira vista, uma planta de pet food parece um sistema complexo de máquinas, silos, tubulações e linhas de envase trabalhando simultaneamente. Mas por trás dessa sinfonia industrial há algo mais profundo: decisões, dados e tecnologia que permitem que cada parte do processo responda com precisão. Esse é o coração da planta conectada.
Durante anos, as fábricas operaram sob um modelo fragmentado: cada etapa tinha seu próprio ritmo, seus próprios controles e, muitas vezes, sua própria lógica. Hoje, esse paradigma está mudando. A indústria avança para um ecossistema integrado no qual processamento, monitoramento, manutenção e controle se articulam entre si, criando fluxos mais inteligentes, seguros e eficientes. E o interessante é que não se trata de um conceito futurista: já está acontecendo.
Quando a qualidade se torna parte do processo
A qualidade no pet food é definida desde a primeira etapa. A digitalização permite monitorar em tempo real variáveis que antes exigiam intervenção manual ou controles esporádicos: umidade, temperatura, tempos de retenção, condições de secagem ou resfriamento.
Isso não só melhora a eficiência, como também melhora a sanidade, evita retrabalhos e garante que o produto final cumpra sempre os mesmos parâmetros. Para um mercado tão exigente quanto o de pets, no qual a confiança do consumidor é crítica, isso faz diferença.
Paralelamente, tecnologias avançadas de separação magnética, amostragem e tratamento de ar elevam os padrões de inocuidade e sustentabilidade. Muitas plantas já estão adotando sistemas que detectam contaminantes ferrosos, plantas que automatizam a validação da qualidade ou plantas que neutralizam odores sem recorrer a produtos químicos.
Melhorias tecnológicas aplicadas ao processamento
Dosagem de Precisão. Sistemas de microdosagem garantem que cada fórmula receba a quantidade exata de ingredientes, aditivos e micronutrientes. Isso não apenas minimiza erros humanos e desperdícios, mas também garante a consistência nutricional do produto final, fundamental para a saúde dos pets.
Otimização da Extrusão e Secagem. A automação agora inclui o controle ideal de variáveis críticas como umidade, temperatura e pressão durante a extrusão e a secagem. Isso é essencial para alcançar a densidade, textura e durabilidade desejadas no grão, além de garantir uma cocção adequada. O desperdício de produto é reduzido durante partidas e paradas de linha.
Embalagem Inteligente. Sistemas de envase em alta velocidade que não só são mais rápidos e higiênicos, como também estão equipados para realizar inspeções de qualidade em tempo real e garantir a integridade do selado.
O fim de linha também se digitaliza
Na etapa final, do envase à paletização, a automação e o registro contínuo permitem uma eficiência que antes exigia muita supervisão manual. Mudanças de formato mais rápidas, menor desperdício de sacos ou filmes, rastreabilidade de cada lote até a entrega.
O que antes era 'a ponta do processo' agora é um ponto-chave para garantir eficiência logística e qualidade percebida.
Benefícios concretos
Adotar uma planta digitalizada e conectada com soluções integrais traz múltiplas vantagens competitivas:
Eficiência operacional e redução de custos: dosagens precisas, transporte eficiente e automação dos processos minimizam erros, desperdícios e retrabalhos, reduzindo custos de insumos, mão de obra e manutenção.
Melhora da qualidade e consistência do produto: processos controlados, rastreabilidade, separação magnética e controles sanitários garantem que cada lote cumpra os padrões, impactando positivamente na confiabilidade do produto final.
Segurança e ergonomia operacional: minimizar a intervenção manual, evitar entrada em silos, reduzir risco de contaminação ou acidentes, tudo resulta em um ambiente mais seguro e confiável para os operadores.
Sustentabilidade e responsabilidade ambiental: controle de odores, otimização de recursos, menor desperdício de matéria-prima e energia contribuem para operações mais limpas e responsáveis com o meio ambiente.
Escalabilidade e adaptabilidade: uma planta conectada pode se ajustar a diferentes formatos, volumes ou produtos, facilitando diversificação e expansão.
Rastreabilidade e conformidade regulatória: registro digital dos processos, controle de qualidade e monitoramento contínuo ajudam a cumprir normas de segurança alimentar e a responder a auditorias e exigências do mercado.
Conclusão
A planta conectada é uma inovação construída todos os dias. A digitalização transforma a forma de produzir, controlar e assegurar a qualidade. Nesse caminho, o desafio é construir processos integrados, estáveis e capazes de evoluir.
Nesse cenário, a Clivio Solutions acompanha a indústria de pet food na adoção de tecnologias e abordagens de engenharia que permitem operar com maior precisão, rastreabilidade e eficiência. Para as empresas, investir em digitalização é a chave para garantir competitividade, liderança e nutrição de qualidade na próxima geração de alimentos para pets.
18/05/2026
O bem-estar animal tem se mostrado um fator mais determinante do que a sustentabilidade nas decisões de compra de alimentos para pets.
É o que aponta um estudo conduzido por pesquisadores da Colorado State University e publicado na revista Frontiers in Veterinary Science.
Segundo a análise, embora consumidores considerem ambos os aspectos importantes, o tratamento dado aos animais utilizados na produção dos alimentos exerce maior influência no momento da escolha.
Bem-estar animal tem maior peso na decisão de compra
De acordo com o estudo, 81,1% dos entrevistados consideram o bem-estar animal 'muito' ou 'extremamente' importante ao escolher um alimento para seus pets.
Já a sustentabilidade ambiental aparece logo atrás, com 70,1%.
Apesar da proximidade, o impacto do bem-estar animal é significativamente maior na decisão final de compra.
Esse comportamento está relacionado ao vínculo emocional que responsáveis têm com seus animais, o que tende a ampliar a empatia também em relação a outros animais.
Conexão emocional amplia impacto do tema
Durante discussões do setor, como no Pet Summit 2026, especialistas destacaram que a percepção dos consumidores vai além da distinção entre animais de companhia e de produção.
A representante da American Society for the Prevention of Cruelty to Animals, Maral Cavner, e a diretora de serviços veterinários da entidade, Ashley Eisenback, reforçaram que essa conexão emocional explica o maior peso do bem-estar animal.
'Não há muita diferença quando você olha nos olhos de cada um desses animais', afirmou Eisenback, ao comparar animais de companhia e aqueles utilizados na cadeia produtiva.
Sustentabilidade segue relevante, mas enfrenta barreiras
Apesar de importante, a sustentabilidade ambiental tende a ser impactada por fatores práticos no momento da compra, como preço, preferência do animal e necessidades médicas.
Ainda assim, especialistas destacam que bem-estar animal e sustentabilidade estão diretamente conectados, especialmente considerando o impacto da indústria de alimentos para pets.
Segundo Cavner, cães e gatos representam uma parcela significativa do consumo dentro do sistema alimentar global.
Consumidores demonstram intenção de mudança
O estudo também aponta que há disposição dos consumidores em mudar de marca com base em critérios éticos.
Dados apresentados no Pet Summit indicam que 90% dos entrevistados afirmam que considerariam trocar de marca caso soubessem que outra empresa utiliza práticas mais responsáveis no tratamento animal.
Por outro lado, a falta de informação ainda é um obstáculo: mais de 60% dos participantes desconhecem certificações relacionadas a bem-estar animal ou sustentabilidade.
Entre aqueles que conhecem, no entanto, esses selos têm influência direta na decisão de compra.
Comunicação pode ser diferencial competitivo
Os resultados reforçam que comunicar práticas relacionadas ao bem-estar animal pode ser uma estratégia relevante para empresas do setor, não apenas do ponto de vista ético, mas também comercial.
A combinação entre informação, transparência e conexão emocional tende a ser um fator-chave para influenciar o comportamento do consumidor.
FAQ sobre escolha de pet food
O que pesa mais na escolha de pet food?
Segundo o estudo, o bem-estar animal tem maior influência do que a sustentabilidade.
A sustentabilidade não é importante?
É relevante, mas pode ser impactada por fatores como preço e preferência do animal.
Consumidores mudariam de marca por esse motivo?
Sim. A maioria afirma que consideraria trocar por produtos com melhores práticas de bem-estar animal.
Fonte: Cães & Gatos
16/04/2026
A segurança dos alimentos destinados a cães e gatos é uma preocupação constante dentro da indústria e do atendimento veterinário.
Entre os microrganismos que podem representar risco nesse contexto está a Salmonella, bactéria amplamente conhecida por causar infecções alimentares em humanos e animais.
Embora a presença do patógeno em alimentos industrializados seja incomum quando boas práticas de fabricação são seguidas, a contaminação pode ocorrer em diferentes etapas da cadeia — desde a origem das matérias-primas até o armazenamento final do produto.
Por isso, compreender os fatores envolvidos e adotar medidas preventivas é fundamental para proteger a saúde dos animais e das pessoas que convivem com eles.
Como a Salmonella pode contaminar alimentos para cães e gatos
A Salmonella é um gênero de bactéria presente no ambiente, que pode ser encontrado em alimentos de origem animal e vegetal.
Na cadeia de produção da pet food, as principais fontes potenciais de contaminação incluem matérias-primas contaminadas, manipulação inadequada e falhas nos processos de controle sanitário.
De acordo com o zootecnista João Marcel, o controle começa antes mesmo da fabricação do alimento.
'A prevenção da contaminação por Salmonella começa na escolha e no monitoramento das matérias-primas utilizadas na formulação do produto', afirma.
Durante o processo industrial, a aplicação de temperaturas elevadas — como ocorre na extrusão das rações secas — contribui para reduzir significativamente a presença de microrganismos.
Ainda assim, existe a possibilidade de contaminação posterior, caso ocorram falhas nas etapas de manipulação, transporte ou armazenamento.
'Mesmo após o processamento térmico, é essencial manter rigorosas práticas de higiene e controle sanitário para evitar recontaminações', explica João Marcel.
Produtos crus ou minimamente processados, como dietas naturais cruas, podem apresentar risco maior de presença da bactéria se as matérias-primas não forem adequadamente controladas ou armazenadas.
Processos como extrusão utilizam altas temperaturas que ajudam a reduzir a presença de microrganismos (Foto: Reprodução)
Armazenamento e manejo também influenciam na segurança alimentar
Além da produção industrial, o armazenamento doméstico também exerce papel importante na prevenção da contaminação.
Embalagens abertas, recipientes mal higienizados ou exposição do alimento à umidade podem favorecer a proliferação de microrganismos.
Segundo João Marcel, a forma como o alimento é armazenado após a compra faz diferença na preservação da qualidade do produto.
'Manter a ração em local seco, protegido da luz e bem fechado ajuda a preservar as características do alimento e reduzir o risco de contaminações', orienta.
Outro ponto importante é evitar misturar alimento novo com restos antigos que permanecem no recipiente. Esse hábito pode favorecer deterioração e contaminação cruzada.
Também é recomendado higienizar periodicamente potes e recipientes utilizados para armazenar o alimento dos animais, bem como respeitar o prazo de validade indicado pelo fabricante.
Já no caso de alimentos úmidos ou dietas naturais, a conservação adequada sob refrigeração é essencial após a abertura da embalagem.
Sinais de que o alimento pode estar contaminado
Nem sempre a presença de Salmonella altera o aspecto do alimento, o que torna a contaminação difícil de identificar visualmente.
Ainda assim, algumas mudanças podem indicar que o produto sofreu deterioração ou armazenamento inadequado.
Entre os sinais que merecem atenção estão o odor alterado, presença de mofo, mudança na textura ou aspecto incomum da ração. Embalagens violadas ou estufadas também podem indicar comprometimento do produto.
'Qualquer alteração perceptível no alimento deve ser motivo para interromper o uso e buscar orientação adequada', ressalta o zootecnista.
Em casos de suspeita, é importante não oferecer o alimento ao animal e entrar em contato com o fabricante ou com um profissional da área para avaliação.
Sintomas de salmonelose em cães e gatos
A infecção causada por Salmonella, chamada salmonelose, pode provocar diferentes sinais clínicos em cães e gatos.
Em muitos casos, os animais podem ser portadores assintomáticos, mas alguns desenvolvem manifestações gastrointestinais.
Entre os sinais comuns da condição estão diarreia, presença de muco ou sangue nas fezes, vômito, febre, apatia e redução do apetite.
Filhotes, animais idosos ou indivíduos com sistema imunológico comprometido podem apresentar maior risco de desenvolver quadros mais graves.
João Marcel destaca que qualquer alteração digestiva persistente deve ser avaliada por um profissional.
'A presença de sintomas gastrointestinais deve sempre motivar a busca por atendimento veterinário para diagnóstico e manejo adequado', afirma.
Além do impacto na saúde animal, a Salmonella também possui importância em saúde pública, pois pode ser transmitida entre animais e humanos por meio do contato com fezes ou alimentos contaminados.
Por esse motivo, a higienização adequada das mãos após manipular alimentos ou utensílios utilizados pelos animais é uma medida importante de prevenção.
Embalagens comprometidas podem indicar risco de contaminação do produto (Foto: Reprodução)
FAQ sobre salmonella na pet food
A salmonella é comum em alimentos para pets?
A presença da bactéria é considerada incomum em produtos fabricados sob rigorosos controles sanitários, mas pode ocorrer caso haja falhas na cadeia de produção ou armazenamento.
Animais sempre apresentam sintomas quando entram em contato com Salmonella?
Não. Alguns cães e gatos podem ser portadores assintomáticos, enquanto outros desenvolvem sinais gastrointestinais.
Como reduzir o risco de contaminação na alimentação dos pets?
Armazenar o alimento corretamente, manter utensílios limpos, respeitar o prazo de validade e adquirir produtos de fabricantes que sigam boas práticas de produção são medidas importantes.
Fonte: Cães e Gatos
10/04/2026
Garantir a segurança de alimentos para animais de companhia exige mais do que protocolos bem escritos.
Na prática industrial, falhas costumam ocorrer na execução, especialmente quando há mudanças em formulações, equipamentos ou rotinas operacionais que não passam por reavaliações criteriosas.
A construção de um sistema robusto depende de três pilares: equipes bem treinadas e engajadas, procedimentos fundamentados em evidências científicas e revisão contínua dos processos produtivos.
Sem esses elementos, mesmo programas tecnicamente estruturados podem apresentar lacunas no chão de fábrica.
A seguir, dez pontos considerados centrais para fortalecer programas de segurança em fábricas de alimentos para pets:
Pessoas são a base do sistema
Mesmo o melhor programa não funciona sem uma equipe comprometida e tecnicamente preparada.
O desempenho do sistema depende diretamente do engajamento e da capacidade dos profissionais responsáveis por executar os procedimentos operacionais padrão.
Segurança de alimentos exige revisão contínua
O sistema não pode ser tratado como documento estático. Revisões devem ocorrer ao menos uma vez por ano e sempre que houver mudanças em equipamentos, fluxo de processo ou formulação. A atualização constante é essencial para garantir que as medidas preventivas permaneçam adequadas.
Modificações estruturais aumentam o risco de patógenos
Alterações em estruturas físicas ou substituição de equipamentos estão entre os principais fatores associados ao surgimento de riscos sanitários. Intervenções em paredes, passagens ou áreas técnicas podem expor pontos previamente ocultos de contaminação. Por isso, recomenda-se higienização antes e depois das obras, além de protocolos rigorosos para equipes terceirizadas.
Maior inclusão de proteínas requer revalidação
O aumento no uso de carnes frescas e farinhas de origem animal em formulações premium pode exigir reavaliação das etapas de controle de patógenos. Estudos de validação realizados com níveis menores de inclusão proteica podem não refletir o risco atual, especialmente quando há cargas microbianas superiores às inicialmente consideradas.
Estudos internos são fundamentais
Estudos de desafio conduzidos internamente são importantes para correlacionar dados laboratoriais com a produção em escala industrial. Como plantas-piloto não reproduzem integralmente as condições de extrusoras comerciais, é necessário gerar dados próprios que comprovem equivalência em parâmetros como tempo, pressão e umidade.
Controles preventivos não podem ser flexibilizados
Pressões por aumento de produtividade não devem comprometer parâmetros críticos de controle. Ajustes para ganho de eficiência devem ocorrer por meio de pesquisa e otimização de processos — como configuração de pré-condicionadores ou ajustes de velocidade — e não pela redução de medidas de segurança.
Avaliação externa amplia objetividade
Equipes internas podem perder a capacidade de identificar vulnerabilidades ao longo do tempo. A contratação de auditorias externas e certificações independentes é considerada estratégica para garantir avaliação imparcial de riscos.
Cultura começa na liderança
A coerência entre discurso e prática da gestão é determinante para consolidar a cultura de segurança. Inconsistências no uso de equipamentos de proteção individual por parte de gestores, por exemplo, sinalizam fragilidade no alinhamento institucional.
Treinamento deve ser acessível e contínuo
Programas de capacitação simples, atualizados e integrados à rotina operacional tendem a gerar maior adesão. Sistemas digitais com alertas automáticos de atualização de procedimentos podem reforçar a cultura de melhoria contínua, desde que complementados por treinamentos práticos.
Verificação de fornecedores é inegociável
A consistência de ingredientes influencia diretamente a segurança e a estabilidade do processo. Variações regionais em matérias-primas, como trigo, podem afetar densidade, comportamento na extrusão e carga microbiana. Auditorias anuais, exigência de certificados de análise e comunicação transparente sobre mudanças de origem são medidas consideradas essenciais.
FAQ sobre segurança de alimentos pet
Por que mudanças estruturais aumentam o risco sanitário?
Porque podem expor áreas previamente contaminadas ou criar novos pontos de abrigo para patógenos.
Com que frequência o sistema de segurança deve ser revisado?
Recomenda-se ao menos uma revisão anual completa, além de avaliações sempre que houver mudanças operacionais.
Qual é o papel da liderança na segurança de alimentos?
A gestão deve demonstrar, na prática, o padrão de conduta esperado, fortalecendo a cultura organizacional.
Fonte: Cães & Gatos
20/03/2026
Recentemente, as micotoxinas voltaram a ser foco das discussões no pet food. O motivo é a aprovação da portaria SDA/MAPA nº 1.412 pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), que define novos limites máximos de micotoxinas em produtos destinados à alimentação de cães e gatos.
Mas, afinal, o que muda com essa nova portaria e o que são as micotoxinas? Para responder esses questionamentos conversamos com a médica-veterinária mestre e doutora em Nutrição de cães e gatos e membro do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal Pet (CBNA PET) e da Sociedade Brasileira de Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos (SBNutriPet), Luciana Domingues de Oliveira.
'A portaria nº 1.412, de 3 de outubro de 2025, determina de forma inédita os limites máximos de aflatoxinas B1 e de aflatoxinas totais (somatória das aflatoxinas B1, B2, G1 e G2) em produtos destinados à alimentação de cães e gatos. Essa mudança é positiva e aumenta a segurança de alimentos para as espécies, trazendo também mais segurança aos responsáveis que preferem usar rações e produtos industrializados na alimentação de seus animais', explica.
Ainda segundo a profissional, a existência de limites claros e fiscalizáveis permite um controle de qualidade mais rigoroso por parte da indústria e dos órgãos de fiscalização, reduzindo os riscos de doenças e óbitos em pets causados pelo consumo de alimentos contaminados.
Entendo as micotoxinas
Basicamente, as micotoxinas são metabólitos secundários tóxicos produzidos por fungos filamentosos.
Luciana esclarece que elas podem contaminar alimentos usados tanto para alimentação humana, quanto animal, quando esses microrganismos estão na presença de condições adequadas de umidade e calor.
'Parte das micotoxinas são resistentes ao processamento térmico e podem estar presentes mesmo em produtos industrializados. Os principais fungos produtores de micotoxinas em alimentos para cães e gatos são os gêneros Aspergillus, Penicillium e Fusarium', pontua.
Esses fungos estão presentes em diferentes alimentos, como milho, trigo, cevada, aveia, amendoim, nozes, castanhas, café, frutas secas e produtos derivados, como suco de maçã.
Com isso, as rações podem conter micotoxinas devido ao uso de ingredientes que contenham essas substâncias ou porque o processamento não foi adequado e a ração acabou retendo mais umidade que o ideal.
'As micotoxinas mais comuns encontradas em alimentos para pets são aflatoxinas, fumonisinas, ocratoxina A, zearalenona e deoxinivalenol (DON)', informa a especialista.
Perigos envolvidos
A contaminação por micotoxinas pode tornar os alimentos verdadeiros vilões para a saúde de cães e gatos.
Conforme relata Oliveira, os riscos da ingestão vão desde problemas agudos e crônicos até óbito em casos mais graves. Dentre eles estão:
Sintomas gastrointestinais agudos: náuseas, vômitos e diarreia;
Sintomas neurológicos agudos: tremores musculares, convulsões, ataxia, fraqueza, agitação ou depressão e letargia;
Outros sintomas agudos: temperatura corporal alterada, aumento da frequência cardíaca e respiratória e salivação excessiva;
Sintomas crônicos: hepatopatias, câncer, redução da imunidade, perda de peso, diminuição do crescimento, hemorragias, etc.
Controle no processo de produção
Para evitar que os alimentos sejam contaminados pelas micotoxinas é preciso realizar um controle multimodal, que acontece em diferentes pontos do processo de produção.
A médica-veterinária explica que tudo começa com a qualidade dos fornecedores de matérias-primas. Também é importante analisar cada novo lote de insumos. Para isso é indicado testar todos os lotes de ingredientes que têm potencial de contaminação por micotoxinas antes da descarga.
'Deve-se, ainda, controlar o processo de produção através da mensuração contínua da umidade e atividade de água dos alimentos durante sua produção. Já quando o produto final estiver pronto, é necessário garantir teores adequados de umidade, atividade de água e temperatura durante o envase dos alimentos. Assim, evita-se a formação de gotículas de água dentro da embalagem', afirma.
Inclusive, a embalagem é uma peça-chave para prevenir as contaminações. Dessa forma, é fundamental que não apresente furos, que permitam o surgimento de umidade enquanto o produto está na prateleira das lojas.
Outro ponto que faz parte da prevenção às micotoxinas é o uso dos antifúngicos nos alimentos para pets. De acordo com a especialista, alguns antifúngicos utilizados para essa finalidade são: propionato de cálcio, ácido propiônico, ácido cítrico e ácido sórbico.
Também há os adsorventes de micotoxinas, que podem ser usados sozinhos ou em associação aos antifúngicos.
'Dentre esses, temos os adsorventes inorgânicos, que incluem principalmente os aluminossilicatos como argilas e zeólitas, e os orgânicos, que são mais recentes e produzidos à base de algas ou leveduras modificadas', cita.
Cuidados com o armazenamento
O armazenamento adequado dos alimentos para pets é uma ação indispensável quando se fala em prevenção de micotoxinas.
Oliveira recomenda a realização de ações para orientar os responsáveis pelos animais sobre a importância de manter os alimentos em condições ideais de acondicionamento e longe de umidade e do calor.
'As micotoxinas podem surgir nas rações quando existe um ambiente que permita o crescimento de fungos. Isso ocorre em condições ambientais como temperaturas elevadas (entre 20ºC e 30ºC) e alta umidade, que são situações muito comuns em países tropicais como o Brasil, principalmente, depois que as pessoas abrem a embalagem e não a mantém em ambiente seco, fresco e arejado como recomendado pelos fabricantes', explica.
Logo, as embalagens devem sempre ficar fechadas e armazenadas em ambiente seco, fresco, arejado e longe de umidade e da luz solar direta.
Também é importante que as rações sejam conservadas em suas embalagens originais, pois existe um trabalho dos fabricantes em desenvolver pacotes que ajudem a manter a qualidade dos seus alimentos.
'Quando retiramos os alimentos de suas embalagens originais, além do fabricante não poder garantir a qualidade dos alimentos, caso haja qualquer problema com a ração, o consumidor não terá as informações necessárias para fazer a solicitação de troca ou reclamação, como número de lote, data de fabricação e data de validade', finaliza.
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Este segmento está creciendo gracias a la humanización de las mascotas y al avance del comercio electrónico, pero aún enfrenta desafíos en materia de precios y estandarización.
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