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Utilizando Inteligência Artificial para Prever a Palatabilidade de Alimentos para Animais de Estimação
Como a IA está transformando o desenvolvimento de palatantes.
Ciência e Tecnologia, AFB Internacional
08/06/2026
A evolução do comportamento dos consumidores tem levado a indústria pet a ampliar investimentos em alimentos multifuncionais, em um movimento impulsionado pela busca por nutrição preventiva, longevidade e benefícios integrados para a saúde animal.
Em reportagem do Pet Food Industry, executivos do setor destacaram como a humanização dos pets e a maior disposição dos tutores para investir em produtos premium vêm acelerando a demanda por soluções nutricionais mais completas.
Segundo Isabella Alvarenga, gerente de Serviços Técnicos em Saúde Animal na IFF, a saúde digestiva deixou de ser um diferencial isolado e passou a ser encarada como expectativa básica por parte dos consumidores.
'Tutores já partem do pressuposto de que a maioria dos alimentos deve oferecer algum benefício para a saúde digestiva. A busca agora é por múltiplos benefícios em um único produto', afirmou.
Nutrição funcional ganha espaço nas estratégias da indústria
O movimento aproxima o mercado pet de tendências já consolidadas na nutrição humana, com maior interesse por conceitos ligados à microbiota, imunidade, envelhecimento saudável e bem-estar sistêmico.
De acordo com Danilo Souza, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da MBRF Pet, a transformação acompanha uma mudança estrutural na forma como consumidores enxergam a saúde dos animais.
'Os pets estão assumindo o papel de membros da família, o que naturalmente eleva a expectativa de longevidade e qualidade de vida', afirmou.
Segundo ele, cresce a busca por estratégias nutricionais voltadas à manutenção da saúde ao longo da vida dos animais, e não apenas à resolução de condições específicas.
Premiumização fortalece percepção de valor
A demanda por produtos multifuncionais também acompanha a expansão da premiumização no mercado pet, com consumidores mais dispostos a investir em produtos com benefícios claros e percepção de valor mais elevada.
Além da funcionalidade, atributos como conveniência, palatabilidade e formatos adaptados à rotina dos tutores também ganham relevância na decisão de compra.
Na avaliação de Isabella Alvarenga, formatos como toppers, suplementos em pó e petiscos funcionais se conectam à busca por praticidade e ao fortalecimento do vínculo entre tutores e animais.
Expansão ainda enfrenta desafios regulatórios e comerciais
Apesar da expansão, a categoria ainda enfrenta desafios ligados à educação do consumidor, custo de desenvolvimento e limitações regulatórias sobre comunicação de benefícios funcionais.
Segundo os executivos ouvidos pela publicação, o desafio passa por comunicar conceitos técnicos de forma clara, sem comprometer respaldo científico ou esbarrar em restrições relacionadas a alegações terapêuticas.
O avanço da categoria reforça a transformação do mercado pet em direção a soluções de maior valor agregado, inovação e estratégias ligadas à saúde preventiva.
Fonte: Panorama Pet&Vet
27/05/2026
O mercado pet no Brasil segue em expansão e reforça a mudança no comportamento dos consumidores em relação aos animais de estimação. Dados recentes apontam que os brasileiros já destinam, em média, 8% do orçamento familiar mensal aos pets, cenário que evidencia a força de um dos setores mais resilientes da economia nacional.
O avanço acompanha o crescimento da chamada humanização dos animais, tendência em que cães e gatos passam a ocupar um papel cada vez mais próximo ao de integrantes da família. Segundo levantamento da consultoria CVA Solutions, o gasto médio mensal com cães chega a R$ 690, enquanto os custos com gatos giram em torno de R$ 574 por mês.
Além disso, 33% dos responsáveis afirmam considerar os animais de estimação como filhos, comportamento que tem impulsionado a procura por produtos premium, serviços veterinários especializados, planos de saúde animal e itens voltados ao bem-estar pet.
Mercado pet movimenta bilhões no Brasil
O fortalecimento da relação entre responsáveis e animais ajuda a explicar o crescimento contínuo do mercado pet brasileiro, que já movimenta cerca de R$ 77 bilhões por ano. O Brasil segue entre os maiores mercados pet do mundo, impulsionado principalmente pelos segmentos de alimentação, saúde animal, higiene e acessórios.
Mesmo em períodos de instabilidade econômica, o setor mantém resultados positivos. Pesquisas indicam que sete em cada dez brasileiros afirmam gastar 'o quanto for necessário' com seus pets, demonstrando que os animais ocupam hoje uma posição prioritária dentro do orçamento familiar.
A alimentação segue como a principal despesa mensal dos responsáveis, mas serviços veterinários e cuidados preventivos também vêm registrando crescimento acima da média nos últimos anos.
Saúde animal e serviços especializados avançam
Outro segmento que cresce dentro do mercado pet é o de saúde animal. A busca por consultas, exames, vacinas, medicamentos e acompanhamento preventivo tem ampliado a demanda por clínicas veterinárias, hospitais especializados e planos de assistência para cães e gatos.
Especialistas apontam que o comportamento do consumidor mudou principalmente após a pandemia, período em que houve aumento nas adoções e fortalecimento do vínculo emocional entre responsáveis e animais de estimação.
Apesar do cenário positivo para o setor, o aumento dos custos também gera preocupação entre parte das famílias. Gastos com alimentação, medicamentos e emergências veterinárias têm impactado diretamente o orçamento doméstico, especialmente entre responsáveis com mais de um animal.
FAQ sobre o crescimento do mercado pet no Brasil
Quanto os brasileiros gastam com pets?
Em média, os brasileiros destinam 8% do orçamento familiar mensal aos animais de estimação.
Quanto movimenta o mercado pet no Brasil?
O setor movimenta cerca de R$ 77 bilhões por ano no país.
Quais áreas mais crescem no mercado pet?
Saúde animal, alimentação premium, planos veterinários e serviços especializados estão entre os segmentos que mais avançam.
Fonte: Cães & Gatos
22/05/2026
A 19ª edição da Fenagra 2026 – Feira Internacional da Agroindústria Feed & Food, Tecnologia e Processamento – encerrou sua programação reafirmando a relevância da feira para os mercados Pet Food, Nutrição Animal, Graxarias, Biodiesel, Óleos e Gorduras Vegetais na América Latina. O evento reuniu 250 expositores nacionais e internacionais e recebeu aproximadamente 12 mil participantes, entre visitantes e congressistas, no Distrito Anhembi, em São Paulo.
Durante os três dias de evento, a Fenagra movimentou o mercado ao atingir R$ 1 bilhão em geração de negócios, o que reforça o seu papel como plataforma estratégica para networking, lançamentos, inovação, conhecimento técnico e desenvolvimento de parcerias entre empresas, indústrias, pesquisadores e profissionais da cadeia Feed & Food.
Entre as novidades desta edição, destaque para a Arena Expositor, espaço criado para que as empresas participantes apresentassem lançamentos, novidades, portfólio e conteúdos técnicos em formato de minipalestras, promovendo maior interação com o público. 'O sucesso desta edição já impulsiona a próxima: cerca de 80% dos expositores garantiram sua participação na edição de 2027 ainda durante a realização da feira', destaca Daniel Geraldes, diretor da feira.
'A Fenagra é um evento estratégico para o Grupo IEG em nosso processo de expansão no Brasil. Acreditamos fortemente no potencial da feira e na relevância do agronegócio. Com a parceria entre o Grupo IEG e a Editora Stilo, entendemos que a Fenagra tem capacidade para crescer de forma ainda mais acelerada em um mercado extremamente promissor. Nesta edição, registramos um aumento de 30% na área ocupada pelos expositores e, para 2027, a expectativa é realizar uma feira ainda maior, com visitação mais qualificada, ampliação da programação de conteúdo e mais oportunidades de networking e geração de negócios', declara Rimantas Sipas, COO IEG Brasil.
Os segmentos de Pet Food e Nutrição Animal (Animal Feed – Aves, Suínos, Bovinos e Aqua Feed) concentraram a maior parte dos expositores, seguidos pelos setores de Frigoríficos e Graxarias (Reciclagem Animal), Biodiesel e Óleos e Gorduras Vegetais (destinados tanto à nutrição humana quanto à produção de biocombustíveis).
Conhecimento técnico e inovação
Paralelamente à feira, a programação técnica reuniu congressos e fóruns promovidos por entidades representativas de cada segmento. O CBNA (Colégio Brasileiro de Nutrição Animal) abriu espaço para que pesquisadores, acadêmicos e profissionais da indústria apresentassem trabalhos científicos e promoveu três importantes eventos: a 36ª Reunião Anual CBNA – Aves, Suínos e Bovinos –, que debateu tendências, tecnologias e inovações na nutrição animal com especialistas da academia, da agroindústria e de empresas do setor.
O IX Workshop sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos, realizado em parceria com a Sociedade Brasileira de Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos (SBNutriPet), que abordou desafios da nutrologia felina, estratégias nutricionais e melhores práticas clínicas e o XXV Congresso CBNA PET que discutiu temas ligados à alimentação de felinos, como formulação de dietas, processamento de ração, aditivos e ingredientes potencialmente tóxicos, além de perspectivas de mercado.
As transformações da cadeia produtiva brasileira também estiveram em pauta no 11º Diálogo Técnico do Setor de Reciclagem Animal, promovido pela ABRA (Associação Brasileira de Reciclagem Animal). Foram debatidos temas, como: futuro do setor e novas oportunidades, inovações no uso das farinhas de origem animal, descarbonização das indústrias, entre outros.
Por mais um ano, os biocombustíveis ganharam evidência e a UBRABIO (União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene) realizou o III Fórum Biodiesel e Bioquerosene (SAF): Tecnologia e Inovação, reunindo representantes da indústria, governo e academia para discutir avanços tecnológicos, mercado internacional de biocombustíveis, rastreabilidade e substituição de combustíveis fósseis.
Outro parceiro da Fenagra, a SBOG (Sociedade Brasileira de Óleos e Gorduras) foi responsável pelo Seminário de Processamento de Óleos e Gorduras, trazendo debates sobre sustentabilidade, inovação industrial, segurança química e novas tecnologias aplicadas ao processamento de óleos e gorduras, com participação de especialistas do Brasil e da América Latina.
Desde 2025, a organização da Fenagra passou a ser conduzida por meio da parceria IEG Brasil e Editora Stilo, iniciativa que fortalece a estrutura do evento, amplia sua capacidade operacional e impulsiona sua projeção internacional.
Fonte: Fenagra 2026
Informações para a Imprensa – Fenagra 2026
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14/05/2026
O comportamento do responsável de pet brasileiro está em transformação e esse movimento já impacta a forma como a saúde animal é conduzida no país. Mais informado e participativo, esse consumidor passou a influenciar decisões que antes ficavam concentradas quase exclusivamente no médico-veterinário.
Parte dessa mudança se explica pelo acesso ampliado à informação. Dados do Radar Pet, estudo que analisa o comportamento dos responsáveis no Brasil, mostram que 55% recorrem à internet, a outros consumidores ou à própria experiência antes de decidir sobre produtos e tratamentos. O médico-veterinário segue como principal referência técnica, mas já não ocupa esse espaço sozinho.
Na prática, isso se reflete em um consumidor que compara mais, questiona mais e busca entender melhor cada escolha. A decisão deixa de ser automática e passa a exigir confiança, clareza e segurança, especialmente em temas relacionados à saúde e ao bem-estar dos animais.
O próprio perfil dos consumidores ajuda a entender esse cenário. O Radar Pet aponta que 32% já se enquadram como 'pet lovers emocionais', com alto nível de envolvimento e preocupação com o bem-estar dos animais.
Outros 23% são classificados como 'pet lovers racionais', que combinam vínculo com decisões mais estruturadas e baseadas em informação. Em comum, esses grupos indicam um comportamento mais atento e criterioso, com maior disposição para investir em prevenção e qualidade de vida.
Esse avanço no nível de informação também reorganiza a dinâmica dentro das clínicas. Na prática, o atendimento se torna mais dialogado, com responsáveis que chegam à consulta com dúvidas, referências e maior disposição para participar das decisões.
Isso exige mais clareza na comunicação e reforça o papel do médico-veterinário na orientação e no alinhamento das escolhas, especialmente diante de um volume crescente de informações disponíveis fora do ambiente técnico.
Esse movimento acontece dentro de um mercado já consolidado. Dados do RadarVet, levantamento conduzido pela Comissão de Animais de Companhia (Comac), do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), mostram a forte presença dos pets nos lares brasileiros e sua influência direta nas decisões de consumo.
Esse contexto ajuda a explicar o crescimento de categorias ligadas à prevenção, nutrição e cuidados contínuos.
Ao mesmo tempo em que esse cenário abre espaço para uma relação mais próxima e consciente com a saúde animal, ele também traz novos desafios. O aumento dos canais digitais ampliou o acesso à informação e aos produtos, mas também expôs o responsável a conteúdos imprecisos e a ofertas sem procedência clara, o que pode comprometer a segurança dos tratamentos.
Esse é um ponto de atenção para toda a cadeia. Em um ambiente com múltiplas fontes de influência, orientar o consumidor e garantir acesso a informações confiáveis se torna tão importante quanto oferecer soluções eficazes.
Mais do que vender produtos, o setor passa a ter um papel ativo na construção de confiança.
O que se observa hoje não é apenas uma mudança de comportamento, mas uma transformação na forma como o cuidado é construído. O responsável quer participar, entender e decidir, e isso redefine a relação com os profissionais, com as marcas e com o próprio mercado.
No fim, mais do que acompanhar esse novo consumidor, o desafio está em construir com ele uma relação baseada em confiança, informação de qualidade e responsabilidade compartilhada. É essa combinação que tende a sustentar o crescimento do setor nos próximos anos.
Fonte: Cães e Gatos
29/05/2026
O mercado global de alimentação natural para pets vive um processo acelerado de expansão e consolidação. Impulsionado pela crescente humanização dos animais de estimação e pela busca dos tutores por produtos alinhados às tendências da alimentação humana, o segmento deve saltar de US$ 12,5 bilhões (R$ 61,7 bilhões) em 2024 para US$ 28,7 bilhões (R$ 141,7 bilhões) até 2033, com crescimento anual composto de 9,6%, segundo levantamento da consultoria Marketintelo.
O estudo aponta que a alimentação natural deixou de ocupar apenas um nicho premiumpara se tornar um segmento estruturalmente relevante dentro da indústria pet. A pesquisa destaca que mais de 60% dos moradores de áreas urbanas já consideram os pets como membros da família, movimento que vem aproximando o comportamento de compra dos tutores das escolhas feitas para a própria alimentação. Conceitos como 'clean label', ingredientes orgânicos e nutrição funcional passaram a ser vistos como diferenciais importantes no setor.
'Além do aspecto nutricional, o mercado também passa por uma mudança estratégica importante. Os alimentos naturais estão sendo posicionados cada vez mais como ferramentas preventivas de saúde e bem-estar animal, deixando de ser tratados apenas como commodities dentro do varejo pet', relata Ashish Kolte, executivo de marketing da consultoria.
Apesar do avanço acelerado, o estudo mostra que ainda existe uma distância significativa entre o interesse declarado pelos consumidores e o consumo efetivo desses produtos. Embora mais de 70% dos tutores afirmem preferir alimentos naturais para os pets, a adoção permanece próxima de 40% em escala global.
Entre os principais obstáculos estão o preço elevado e a dificuldade de fidelização. Segundo o levantamento, os alimentos naturais podem custar entre 30% e 80% mais do que as opções convencionais, fator que limita o consumo recorrente em diferentes mercados. Além disso, aproximadamente um terço dos consumidores volta a utilizar produtos tradicionais poucos meses após testar a alimentação natural.
Outro ponto destacado pela consultoria é a ausência de uma padronização global para o termo 'natural', o que gera confusão entre os consumidores e compromete a confiança no segmento. Para os analistas, muitas vezes o discurso de marketing cresce mais rapidamente do que a diferenciação real dos produtos disponíveis no mercado.
Jovens lideram interesse, mas preço ainda pesa
A pesquisa aponta que millennials e integrantes da geração Z lideram o interesse por produtos premium e de rótulo limpo. Cerca de 65% a 70% dos jovens tutores afirmam estar dispostos a pagar mais por esse tipo de alimentação, mas apenas 35% a 40% mantêm ciclos contínuos de recompra.
O comportamento revela uma tensão entre aspiração e capacidade financeira, especialmente em mercados emergentes. Mesmo em economias desenvolvidas, muitos consumidores alternam entre alimentos naturais e convencionais conforme o orçamento disponível. O estudo também identifica desafios ligados à adaptação dos animais às novas dietas, já que entre 20% e 25% dos tutores relatam dificuldades na transição alimentar.
E-commerce e sustentabilidade impulsionam expansão
Entre os fatores estruturais que sustentam o crescimento do segmento estão a expansão do comércio eletrônico, a maior preocupação dos tutores com saúde preventiva e o avanço da pauta sustentável no consumo pet.
O levantamento destaca que o e-commerce de produtos premium cresce acima de 20% e vem ampliando o acesso dos consumidores à alimentação natural. Paralelamente, critérios ligados à sustentabilidade, rastreabilidade e origem ética dos ingredientes passaram a influenciar diretamente a escolha das marcas, sobretudo em mercados mais maduros.
Segundo a Marketintelo, o consumo da categoria ainda acontece de forma gradual. Muitos tutores começam utilizando os produtos naturais como complemento alimentar ou solução específica para determinadas condições de saúde dos pets, migrando apenas posteriormente para o uso contínuo.
Mercado aposta em nutrição funcional e personalização
O relatório também mostra uma mudança importante no perfil das inovações do setor. Se anteriormente o diferencial estava concentrado em claims como 'orgânico' ou 'grain free', agora o foco passa a ser a nutrição funcional, com produtos direcionados para saúde digestiva, imunidade e dietas específicas.
Com o aumento da concorrência e a popularização de promessas semelhantes entre diferentes marcas, confiança, transparência e consistência operacional passaram a ser elementos centrais para diferenciação competitiva.
O estudo ainda aponta que o futuro do mercado deve ser marcado por maior personalização, uso de dados de consumo e modelos baseados em assinaturas. Segundo a consultoria, o crescimento da próxima década dependerá menos da expansão do número de consumidores e mais da capacidade das empresas em reter clientes de maneira sustentável e financeiramente viável.
Entre as principais empresas citadas no levantamento estão Mars Petcare, Nestlé Purina PetCare, Hill's Pet Nutrition, Freshpet e Wellness Pet Company.
Fonte: Panorama Pet&Vet
12/05/2026
Em plena expansão, o mercado pet food na América Latina pode gerar um volume de cerca de US$40 bilhões, de acordo com um estudo da Triplethree International.
Acompanhando esse crescimento, o Brasil tem se destacado por sua forte capacidade produtiva. Contando com empresas que operam em larga escala, o país se consolida como um dos principais polos globais de produção de alimentos para pets do mundo. É dentro deste mercado que os ingredientes premium ganham um espaço de destaque.
'Contendo nutrientes melhores, eles geram alta digestibilidade, têm maior densidade nutricional e controle de qualidade mais rigoroso', explica Marjorrie Augusto de Souza, médica-veterinária e professora de nutrição animal do Arnaldo Centro Universitário, de Belo Horizonte.
Escolhidos por cuidadores que buscam mais longevidade e saúde para seus pets, as dietas premium utilizam, principalmente, proteínas de origem animal, como carne de frango, boi e porco, além de cordeiro, peixe, ovos, farinhas de vísceras e de carne e ossos.
Em alguns casos, os alimentos seletos incluem proteínas vegetais, como farelos de glúten, de milho e de trigo, e proteínas alternativas, que vêm da ervilha, da lentilha e dos insetos.
'Essas proteínas possuem alto valor biológico, são mais fáceis de digerir e melhor aproveitadas pelo organismo. Isso ajuda a manter a massa muscular, eleva a condição corporal e reduz o volume de alimento ingerido e do odor das fezes', diz Marjorrie.
'Temos também outros ótimos ingredientes premium, como prebióticos frutooligossacarídeos e mananoligossacarídeos, fibras e antioxidantes naturais, que ajudam no equilíbrio intestinal, promovem a modulação da microbiota, reduzem o estresse oxidativo e fortalecem a imunidade e a saúde da pele e da pelagem', completa.
Ascensão do segmento premium
Com o crescimento deste mercado, a preocupação com uma maior seleção de ingredientes tem sido bastante observada nas indústrias de pet food.
'É comum agora que os ingredientes usados dentro da nutrição premium usem menos corantes artificiais e conservantes artificiais, sejam funcionais e nutracêuticos', conta a médica-veterinária.
Todo esse investimento tem sido justificado por estudos que comprovam que os animais alimentados com dietas de qualidade elevada podem apresentar melhor digestão, fezes de melhor qualidade, além do progresso da microbiota intestinal, da pele, da pelagem e da condição corporal.
Apesar das comprovações, ainda existem mitos quando falamos de ingredientes premium.
'É comum achar que subprodutos são sempre ruins quando muitos têm bom valor nutricional. As vísceras, por exemplo, são altamente nutritivas, ricas em vitaminas e minerais. Também existe a ideia de que proteína vegetal é inferior, o que nem sempre é verdade. Se for associada a proteína animal, é possível manter o perfil de aminoácidos necessário à síntese proteica do animal', explica a docente.
A importância da prescrição adequada
Enquanto a indústria tem buscado mais transparência nos rótulos, preocupação com sustentabilidade e produtos específicos às demandas dos animais, o médico-veterinário surge com um papel importante: ajudar o responsável a escolher a melhor alimentação, interpretando os rótulos com base em critérios técnicos e não apenas em marketing.
'Indicar dieta conforme espécie, idade e condição clínica do animal, e educar os cuidadores também faz parte do papel do profissional da veterinária', conclui Marjorrie.
FAQ sobre ingredientes premium
Quais são os principais benefícios de dietas com maior qualidade?
Esses alimentos ajudam a melhorar a digestão e a microbiota intestinal, e ainda favorecem a saúde da pele, da pelagem e a manutenção da massa muscular.
O que caracteriza um ingrediente premium na alimentação de cães e gatos?
É aquele com maior qualidade nutricional, alta digestibilidade e controle rigoroso de qualidade.
Proteínas vegetais e subprodutos são sempre inferiores nas dietas premium?
Não. Subprodutos, como vísceras, podem ser altamente nutritivos, ricos em vitaminas e minerais. Já as proteínas vegetais, quando associadas às de origem animal, podem garantir o perfil adequado de aminoácidos necessário para o organismo do animal.
Fonte: Cães & Gatos
08/05/2026
Todos os anos, cerca de 15 milhões de pets nascem no Brasil, segundo estimativas de mercado.
Apesar desse número expressivo, ainda é comum que filhotes recebam alimentação destinada a animais adultos, prática que pode comprometer o crescimento e o bem-estar.
Esse período inicial é considerado determinante para o desenvolvimento do organismo, já que envolve mudanças intensas e demandas nutricionais específicas.
Por isso, o manejo alimentar adequado desde os primeiros meses é essencial para garantir uma evolução equilibrada.
Nesse cenário, empresas especializadas em nutrição, como a ROYAL CANIN®, reforçam a importância de uma alimentação formulada especificamente para cada fase da vida, considerando porte, idade e necessidades individuais dos animais.
Além disso, problemas relacionados à nutrição podem gerar impactos duradouros. A obesidade, por exemplo, já afeta mais de 50% dos cães e gatos no mundo.
Estudos indicam que cães com sobrepeso podem viver, em média, até 2,5 anos a menos, enquanto gatos podem ter redução de cerca de 1,9 anos na expectativa de vida.
Nutrição adequada deve considerar as necessidades dos filhotes
Durante a fase de crescimento, cães e gatos apresentam exigências nutricionais diferentes dos animais adultos.
O sistema digestivo ainda está em desenvolvimento, e a capacidade gástrica é reduzida, o que exige refeições menores e mais frequentes ao longo do dia.
Outro fator importante é a dentição. A presença de dentes de leite pode dificultar a mastigação, tornando fundamental a escolha de alimentos apropriados para essa fase.
Nutrientes específicos, como o DHA (ômega-3) e proteínas de alta qualidade, desempenham papel importante no desenvolvimento cognitivo e cerebral dos filhotes.
Combinação de alimentos pode favorecer adaptação alimentar
A prática de combinar alimentos secos e úmidos, conhecida como alimentação mista, pode contribuir para uma melhor adaptação alimentar dos filhotes.
Essa estratégia ajuda a estimular diferentes experiências sensoriais e pode reduzir a recusa alimentar no futuro.
Os alimentos úmidos, disponíveis em diferentes texturas como patê, mousse, pedaços ao molho ou em gelatina, também favorecem a ingestão de água, especialmente durante o período de desmame.
Fase inicial exige atenção à imunidade e ao acompanhamento profissional
Entre a 4ª e a 12ª semana de vida, os filhotes passam por um período de maior vulnerabilidade imunológica, quando a proteção recebida da mãe diminui e o sistema de defesa ainda está em formação.
Nesse momento, uma nutrição equilibrada pode contribuir para apoiar as defesas naturais do organismo, especialmente com a presença de nutrientes antioxidantes, como as vitaminas E e C.
O acompanhamento veterinário também é indispensável para monitorar o crescimento, orientar a alimentação e garantir que o calendário vacinal e de vermifugação esteja em dia.
Ambiente e rotina influenciam diretamente o bem-estar
Além da alimentação, o ambiente e a rotina exercem papel importante no desenvolvimento físico e comportamental dos filhotes.
Estímulos positivos, brincadeiras e atividades contribuem para o equilíbrio emocional e ajudam a manter o peso saudável.
Após a castração, por exemplo, a necessidade energética pode reduzir entre 20% e 30%, aumentando a predisposição ao ganho de peso.
Nesse cenário, alimentos com menor densidade calórica e maior teor de umidade podem ser aliados na manutenção da saúde.
Promover um início de vida saudável é um dos principais fatores para garantir qualidade de vida a longo prazo.
A adoção de cuidados desde cedo, aliada a uma nutrição adequada, tem impacto direto no bem-estar de cães e gatos.
FAQ sobre alimentação inadequada para filhotes
Filhotes podem consumir ração de adultos?
Não é recomendado, pois filhotes têm necessidades nutricionais específicas que não são atendidas por alimentos destinados a animais adultos.
Quantas vezes por dia um filhote deve se alimentar?
Geralmente, refeições menores e mais frequentes são indicadas, mas a recomendação deve ser ajustada com orientação veterinária.
A alimentação influencia na imunidade do filhote?
Sim. Uma nutrição equilibrada contribui para o desenvolvimento do sistema imunológico, especialmente nos primeiros meses de vida.
Fonte: Cães & Gatos
27/04/2026
Os food toppers, complementos alimentares usados para enriquecer a dieta de cães e gatos, vêm ganhando relevância global graças ao comportamento mais seletivo dos donos e dos pets. Levantamento da Loops aponta que 48% dos tutores em seis países já utilizam esses produtos, indicando consolidação gradual da categoria no mercado pet.
A pesquisa, que envolveu 2.486 entrevistados nos Estados Unidos, Canadá, México, Brasil, Reino Unido e França, revela maior adesão entre donos de cães. Metade relata que insere os toppers na rotina nutricional de seus animais, sendo 14% de forma regular e 36%, ocasional. Entre tutores de gatos, o índice chega a 40%, com predominância de uso esporádico.
Apesar da adesão ainda parcial, o potencial de crescimento é significativo. Segundo o levantamento, 87% dos tutores afirmam que comprariam toppers com benefícios à saúde, enquanto 78% demonstram interesse em produtos que melhorem o sabor da alimentação. A América Latina destaca-se pela maior abertura a essas soluções.
Paladar exigente impulsiona categoria
Os dados indicam que a seletividade alimentar é um dos principais motores da categoria. Entre os pets que recebem toppers, 48% são considerados exigentes, percentual superior ao observado na média geral. O comportamento é mais evidente entre gatos, que tendem a preferir texturas cremosas e formatos como purês e sticks líquidos.
Entre os formatos disponíveis, os toppers úmidos lideram a preferência, com destaque para molhos e gelatinas (42%) e caldos e sopas (41%). Na sequência aparecem versões em pó (27%), liofilizadas (25%) e em flocos (20%). Há diferenças regionais. Enquanto América Latina e Europa concentram maior uso de produtos cremosos, a América do Norte apresenta maior adesão a formatos úmidos.
Nutrição e bem-estar como drivers
Além da palatabilidade, os toppers têm sido utilizados como ferramenta nutricional. Metade dos tutores afirma que o principal objetivo é adicionar nutrientes à dieta dos pets. Outros 44% destacam o enriquecimento ambiental e o suporte ao bem-estar mental, enquanto 35% utilizam os produtos para diversificar a alimentação.
Há ainda aplicações específicas, como estímulo ao apetite de animais seletivos (28%), apoio à saúde dental (25%) e suporte a condições clínicas (21%), evidenciando a multifuncionalidade da categoria dentro da rotina alimentar.
Falta de informação ainda limita expansão
Entre os tutores que não utilizam toppers, o principal entrave é o desconhecimento: 40% afirmam não conhecer o produto. Na América Latina, esse índice chega a 55%. Outros fatores incluem preferência por manter a dieta tradicional (31%) e percepção de custo elevado (20%).
Segundo o estudo, a barreira de conhecimento supera questões financeiras, indicando que o avanço do segmento depende de maior disseminação de informações sobre benefícios, segurança e nutrição.
Mesmo com esses desafios, a percepção geral sobre os toppers é positiva. O interesse cresce significativamente quando os produtos são associados a benefícios à saúde, sinalizando um caminho de expansão alinhado à humanização dos pets e à busca por soluções mais completas de nutrição e bem-estar.
Fonte: Panorama Pet&Vet
12/06/2026
POR QUE ISSO IMPORTA
A palatabilidade é um dos principais fatores de sucesso de um produto na área de alimentos para animais de estimação. No entanto, prevê-la continua sendo um desafio. O desenvolvimento ainda depende muito de testes iterativos em animais, que são demorados, dispendiosos e, muitas vezes, identificam falhas tardiamente no processo.
Na AFB, estamos mudando essa abordagem usando inteligência artificial (IA) para prever os resultados de palatabilidade antes dos testes. Ao combinar dados históricos com conhecimento de formulação, ajudamos a transformar o desenvolvimento de um processo de tentativa e erro para um processo mais direcionado e eficiente.
O DESAFIO
A palatabilidade resulta da interação de múltiplos fatores, incluindo ingredientes, níveis de inclusão, sistemas de gordura, processamento e variabilidade animal. Essas interações são complexas e não lineares, o que dificulta a previsão dos resultados.
Devido a essa complexidade, as abordagens tradicionais têm dificuldade em explorar o espaço de formulações de forma eficiente e em fornecer soluções de alto desempenho de forma consistente.
UMA NOVA ABORDAGEM: DOS TESTES À PREVISÃO
Em vez de nos basearmos apenas em experimentos, integramos dados de diferentes ensaios e formulações para identificar padrões e prever resultados.
Nossos modelos transformam dados de entrada, como composição da receita, níveis de ingredientes e condições de processamento, em orientações claras: quais soluções têm maior probabilidade de sucesso e quais apresentam maior risco.
DOS DADOS ÀS DECISÕES
Nossa abordagem converte conjuntos de dados complexos em insights práticos que orientam o desenvolvimento. Em vez de focarmos apenas no desempenho, também consideramos a confiabilidade de cada resultado.
Ao combinar desempenho com confiança, geramos uma priorização clara do que testar em seguida. Isso permite que as equipes se concentrem nas formulações mais promissoras e evitem testes desnecessários.
O QUE ISTO PERMITE
Essa abordagem preditiva nos permite:
Identificar soluções de alto potencial mais cedo
Reduzir a carga experimental
Concentre-se nos ingredientes de maior impacto.
Melhorar a consistência dos resultados
Na prática, grandes espaços experimentais podem ser reduzidos a um conjunto menor de candidatos de alta confiança, acelerando o desenvolvimento e melhorando os resultados.
UMA MANEIRA MAIS INTELIGENTE DE DESENVOLVER PALATANTES
A inteligência artificial não substitui a experiência — ela a aprimora. O conhecimento científico continua sendo fundamental para a interpretação e validação, enquanto os modelos preditivos ajudam a orientar as decisões e a reduzir a incerteza.
Ao combinar dados, ciência e IA, possibilitamos uma abordagem mais eficiente e confiável para o desenvolvimento da palatabilidade.
Fonte: AFB International
10/06/2026
Gleditsia amorphoides
Nos últimos anos, novas fontes vegetais de saponinas têm sido investigadas para ampliar os benefícios funcionais desses compostos, com a Gleditsia amorphoides destacando-se como uma alternativa promissora. Essa espécie arbórea da família Fabaceae é nativa de regiões temperadas e subtropicais e é tradicionalmente utilizada para fins madeireiros e industriais. A Gleditsia amorphoides possui alta concentração de saponinas (aproximadamente 22% em Gleditsia, comparado a 7-15% em Yucca schidigera) e um perfil interessante de compostos bioativos, como galactomananas e polifenóis (Perduca et al., 2013; Lu et al., 2024).
Embora os estudos ainda sejam limitados, evidências iniciais, principalmente de experimentos in vitro, sugerem que o extrato de Gleditsia pode modular a microbiota intestinal, favorecendo bactérias com atividade sacarolítica, reduzindo microrganismos associados à fermentação proteolítica e aumentando a produção de metabólitos com potencial antioxidante e anti-inflamatório (Francis et al., 2002; Sparg et al., 2004; Sittikijyothin et al., 2005). Para investigar esse potencial, foi realizado um estudo com cães adultos para avaliar os efeitos da suplementação alimentar com extratos de Gleditsia amorphoides e Yucca schidigera sobre a fermentação intestinal, metabólitos fecais e biomarcadores sistêmicos relacionados à inflamação e ao sistema antioxidante.
Gleditsia amorphoides.
Fonte: Wikimedia Commons
Estudo sobre Gleditsia amorphoides em cães
Material e Métodos
O estudo foi conduzido no Laboratório de Estudos de Nutrição Canina (LENUCAN) da Universidade Federal do Paraná (UFPR)/Brasil e foi aprovado pelo Comissão de Ética no Uso de Animais da instituição (protocolo nº 013/2024). Dezoito cães Beagle adultos saudáveis (10 machos e 8 fêmeas), com aproximadamente dois anos de idade e peso corporal médio de 12,2 ± 1,33 kg, foram distribuídos aleatoriamente em três grupos experimentais (seis cães por grupo): controle (dieta sem suplementos), dieta suplementada com 200 g/ton de extrato de Yucca schidigera e dieta suplementada com 200 g/ton de extrato de Gleditsia amorphoides (Sapcor®, Bioaromas do Brasil). As dietas diferiram apenas na inclusão ou exclusão dos aditivos. Os cães foram alimentados com as dietas experimentais duas vezes ao dia durante 20 dias.
Ao final do período experimental, amostras fecais frescas foram coletadas para avaliar as características fecais e os metabólitos associados à fermentação intestinal. Amostras de sangue em jejum foram coletadas para avaliar as respostas fisiológicas sistêmicas aos tratamentos dietéticos. Os dados foram analisados por meio de análise de variância (ANOVA) para comparar os tratamentos, seguida pelo teste de Tukey quando diferenças significativas foram identificadas. Dados não paramétricos foram avaliados pelo teste de Kruskal-Wallis, considerando significância estatística em p < 0,05.
Resultados
Não foram observadas reações adversas à alimentação, como vômito, diarreia ou recusa alimentar, durante o período experimental, indicando boa aceitação das dietas pelos cães.
Metabólitos da Fermentação Intestinal
A suplementação dietética com Gleditsia e Yucca influenciou diversos metabólitos associados à fermentação intestinal (Tabela 1). Cães alimentados com dietas contendo Yucca schidigera ou Gleditsia amorphoides apresentaram concentrações fecais de amônia menores em comparação ao grupo controle (P<0,05), sugerindo uma redução na fermentação proteolítica no intestino. No entanto, apenas os cães suplementados com Gleditsia apresentaram concentrações fecais mais elevadas de propionato e ácidos graxos de cadeia curta (AGCC) totais, bem como concentrações mais baixas de 4-metilvalerato, em comparação com o grupo Yucca (P<0,05).
O propionato é um metabólito característico da fermentação sacarolítica e tem sido associado a potenciais efeitos anti-inflamatórios no sistema gastrointestinal, incluindo a inibição da proteína acessória CD14 do receptor Toll-like 4. Isso leva a uma menor ativação das vias inflamatórias mediadas por NF-κB e a uma consequente redução na produção de citocinas pró-inflamatórias (Hoyles et al., 2018).
Tabela 1 – Médias (com base na matéria seca) das concentrações fecais de amônia, ácidos graxos de cadeia curta (AGCC) e ácidos graxos de cadeia ramificada (AGCR) em cães dos grupos Controle, Yucca e Gleditsia.
Nota: EPM: Erro padrão da média; P: Probabilidade.
a,b Médias seguidas por letras diferentes diferem de acordo com o teste de Tukey (P<0,05).
Além disso, as concentrações fecais de histamina e espermina foram menores no grupo Gleditsia em comparação com o grupo controle (P<0,05, Figura 1). Esses compostos são derivados da degradação microbiana de aminoácidos e estão associados à fermentação proteolítica, que pode ter efeitos nocivos na mucosa intestinal e na função hepática quando esses metabólitos estão presentes em altas concentrações (Brito et al., 2010; Souza et al., 2025).
a,b Médias seguidas por letras diferentes diferem de acordo com o teste de Tukey (P<0,05).
Figura 1: Concentrações fecais (mg/kg de matéria seca) de aminas biogênicas em cães dos grupos Controle, Gleditsia e Yucca
Esses efeitos podem estar relacionados à composição do extrato de Gleditsia, que combina saponinas triterpenoides com compostos galactomananos de potencial atividade prebiótica (Lu et al., 2024). Essa associação pode favorecer uma mudança nos padrões fermentativos da microbiota intestinal, passando de vias predominantemente proteolíticas para vias mais sacarolíticas, como também sugerido por estudos in vitro utilizando microbiota fecal humana exposta a extratos de Gleditsia (Wang et al., 2023).
Além disso, as saponinas podem contribuir para a redução de metabólitos proteolíticos por meio de diferentes mecanismos, incluindo a inibição da atividade da urease bacteriana, a ligação direta a compostos nitrogenados e a modulação da microbiota intestinal (Dos Reis et al., 2016; Zhang et al., 2023).
Biomarcadores Sistêmicos
Cães alimentados com dietas suplementadas com Gleditsia amorphoides ou Yucca schidigera apresentaram menor peroxidação lipídica (LPO) e maior atividade da catalase (CAT) em comparação ao grupo controle (P<0,05, Figura 2), indicando uma melhora no estado antioxidante. Além disso, os cães do grupo Gleditsia exibiram menor atividade da fosfatase alcalina em comparação ao grupo controle (Controle: 45,10 U/L e Gleditsia: 33,30 U/L, P<0,05). Esses efeitos sistêmicos podem estar parcialmente associados à redução da produção e absorção de metabólitos proteolíticos no intestino, que podem desencadear respostas inflamatórias e oxidativas (Souza et al., 2025). Os efeitos antioxidantes adicionais também podem estar relacionados aos compostos polifenólicos presentes na Gleditsia, como os derivados da quercetina, que demonstraram ativar a via de resposta ao estresse oxidativo Nrf2 em culturas de hepatócitos caninos (Lu et al., 2024).
a,b Médias seguidas por letras diferentes diferem de acordo com o teste de Tukey (P<0,05). Figura 2: Peroxidação lipídica (LPO, mmol/mL) e catalase (CAT, mU/mL) em cães dos grupos Controle, Gleditsia e Yucca.
No geral, esses achados sugerem que a suplementação com Gleditsia amorphoides pode contribuir para a melhoria dos padrões de fermentação intestinal e do status antioxidante em cães, indicando potenciais benefícios funcionais para a nutrição canina.
Conclusão
O estudo realizado na UFPR indica que a suplementação alimentar com Gleditsia amorphoides modula beneficamente os metabólitos da fermentação intestinal em cães. Essas alterações foram acompanhadas por melhorias nos marcadores antioxidantes sistêmicos, incluindo redução da peroxidação lipídica e aumento da atividade da catalase. Em conjunto, esses achados sugerem que aditivos botânicos contendo saponinas e compostos bioativos associados podem contribuir para a função intestinal e a saúde sistêmica em cães.
Por Vanessa R. Olszewski, Danieli Z. Cypriano; Ananda P. Félix – BioAromas
Fonte: All Pet Food Magazine
Fonte
Brito, C., Félix, A., Jesus, R., França, M., Oliveira, S., Krabbe, E., & Maiorka, A. (2010). Digestibility and palatability of dog foods containing different moisture levels, and the inclusion of a mould inhibitor. Animal Feed Science and Technology, 159, 150–155. https://doi.org/10.1016/j.anifeedsci.2010.06.001
Dos Reis, J. S., Zangerônimo, M. G., Ogoshi, R. C. S., França, J., Costa, A. C., Almeida, T. N., Dos Santos, J. P. F., Pires, C. P., Chizzotti, A. F., Leite, C. A. L., Saad, F. M. O. B. (2016). Inclusion of Yucca schidigera extract in diets with different protein levels for dogs. Animal Science Journal. 87: 1019–1027. https://doi.org/10.1111/asj.12535.
Francis, G.; Kerem, Z.; Makkar, H. P. S.; Becker, K. The biological action of saponins in animal systems: a review. British Journal of Nutrition, Cambridge, v. 88, n. 6, p. 587–605, 2002. DOI: https://doi.org/10.1079/BJN2002725.
Hoyles, L., Snelling, T., Umlai, U. K., Nicholson, J. K., Carding, S. R., Glen, R. C., McArthur, S. (2018). Microbiome–host systems interactions: protective effects of propionate upon the blood–brain barrier. Microbiome. 6, 55. https://doi.org/10.1186/s40168-018-0439-y.
Lu, G., Ren, T., Zhao, Z., Li, B., & Tan, S. (2024). Chemical component differences in the endosperm of Gleditsia species seeds revealed based on comparative metabolomics. Food Chemistry: X, 21, 101060. https://doi.org/10.1016/j.fochx.2023.101060.
National Research Council (NRC). (2006). Nutrient requirements of dogs and cats. National Academies Press.
Perduca, M. J. et al. Gleditsia amorphoides galactomannans: physicochemical properties and industrial applications. In: RAMAWAT, K. G.; MÉRILLON, J. M. (eds.). Polysaccharides: bioactivity and biotechnology. Cham: Springer International Publishing, 2013. DOI: 10.1007/978-3-319-03751-6_39-1.
Sittikijyothin, W.; Torres, D.; Gonçalves, M. P. Modelling the rheological behaviour of galactomannan aqueous solutions. Carbohydrate Polymers, Oxford, v. 59, n. 3, p. 339–350, 2005. DOI: https://doi.org/10.1016/j.carbpol.2004.10.005.
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Souza, R. B. M. S., Fernandes, E. L., Santos, L. N. A., Lima, L. S., Silva, H. L., Putarov, T. C., Oliveira, S. G., Felix, A. P. (2025). Effects of yeast beta-1,3/1,6-glucans on nutrient digestibility, intestinal functionality, and immune and antioxidant variables in growing dogs submitted to spay or neutering surgery. Plos One. 20(9): e0331843. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0331843.
Wang, H., Lai, C., Tao, Y., Zhou, M., Tang, R., Yong, Q. (2023). Evaluation of the enzymatic production and prebiotic activity of galactomannan oligosaccharides derived from Gleditsia microphylla. Fermentation. 9(7), 632. https://doi.org/10.3390/fermentation9070632.
Zhang, Y., Wang, L., Chen, X., Liu, Y., & Li, J. (2023). Quillaja saponaria extract modulates gut microbiota and reduces proteolytic bacteria in dogs: A dose-response study. Veterinary Microbiology, 276, 109634. https://doi.org/10.1016/j.vetmic.2023.109634.
09/06/2026
Impulsionados pela crescente humanização dos pets, os tutores têm avaliado com mais atenção a forma como alimentam seus companheiros. Assim como buscam para si uma nutrição mais saudável e rótulos mais limpos — além de considerarem cada vez mais os impactos ambientais —, procuram refletir esses mesmos critérios na alimentação de seus animais. Esse movimento se traduz na valorização de alimentos mais frescos e na preferência por produtos naturais ou orgânicos.
De modo geral, o setor pet food continua a se expandir. O mercado europeu foi estimado em 55 bilhões de dólares até 2024 e está projetado para ultrapassar 78 bilhões de dólares até 2029 (com uma taxa composta anual de crescimento próxima de 7%).1 Junto com ingredientes tradicionais, como grãos ou carne, ingredientes funcionais inovadores estão ganhando destaque neste mercado em desenvolvimento. Muitos desses componentes podem ser incorporados tanto em alimentos quanto em nutracêuticos. Um exemplo são os carotenoides, conhecidos não apenas por suas cores amarelo, laranja ou vermelho, mas também por suas propriedades antioxidantes. Entre elas, a astaxantina se destaca por seu alto poder antioxidante, que é até 110 vezes maior que o da vitamina E.
Na natureza, a microalga Haematococcus pluvialis é a principal fonte de astaxantina. Embora esse ingrediente tenha uma longa história em suplementos humanos, seus benefícios foram inicialmente identificados no ambiente marinho, especialmente na sobrevivência e reprodução do salmão. A pesquisa em aquicultura foi a base dos negócios da empresa sueca AstaReal, pioneira na produção industrial de astaxantina natural e responsável pela marca mais estudada do mercado, apoiada por mais de 70 estudos clínicos em humanos e animais.
Pesquisa por espécie
"Queríamos entender o que isso significava para diferentes espécies, então começamos a usar o ingrediente em estudos com cães e gatos", explica Peter Ahlm, diretor de marketing e vendas da AstaReal. Pesquisas espécie específicas são fundamentais para desenvolver produtos seguros e eficazes, pois os efeitos podem variar entre animais e otimizar as doses dos ingredientes é fundamental.
Há um corpo crescente de evidências sobre os efeitos positivos da astaxantina natural na saúde dos pets, muitos semelhantes aos observados em humanos. Por exemplo, contribui para a mobilidade, resistência e recuperação muscular em cães, assim como para o sistema cardiovascular, função cognitiva, atenção e, no nível celular, para o funcionamento das mitocôndrias.2-5 Da mesma forma, a suplementação com astaxantina natural em cães e gatos pode fortalecer seus sistemas de defesa e melhorar tanto a resposta imune celular quanto a humanal.6,7 Também demonstrou potencial para melhorar problemas de visão relacionados à idade, como a opacidade ocular em cães.8
"Os efeitos na saúde podem parecer diversos, mas todos são explicados pela estrutura molecular única da astaxantina. Graças à sua configuração linear polar-nãopolar-polar, ela pode atravessar efetivamente membranas celulares e mitocondriais e neutralizar espécies reativas de oxigênio (ROS) tanto nas superfícies hidrofóbicas quanto hidrofílicas. Além de proteger melhor as células contra o estresse oxidativo, possui efeitos anti-inflamatórios que beneficiam múltiplos órgãos e sistemas", explica Behnaz Shakersain, diretora de assuntos científicos da AstaReal.
Opções Naturais de Astaxantina
Como nem humanos nem animais podem produzir astaxantina naturalmente, eles só podem colher seus benefícios através da alimentação. Para atingir níveis efetivos, recomenda-se uma dose aproximada de 1 mg/10 kg de peso corporal em cães, o que equivale ao consumo diário de dois filés de salmão selvagem para um beagle ou três para um golden retriever. Nesse sentido, alimentos ou petiscos enriquecidos com astaxantina representam uma solução mais prática e sustentável.
Versões naturais derivadas de algas oferecem vantagens adicionais, como aumento do poder antioxidante. Além disso, as algas desempenham um papel essencial no ecossistema e são reconhecidas como um recurso renovável, que conecta com consumidores cada vez mais conscientes. Quando cultivadas em sistemas fechados, podem se proteger melhor contra contaminantes ambientais e obter uma biomassa rica em astaxantina com perfil de qualidade superior.
Desenvolver uma fórmula com ingredientes saudáveis é apenas o primeiro passo, segundo Peter Ahlm: "Os fabricantes também devem garantir que o produto mantenha sua estabilidade e valor nutricional durante toda a sua vida útil. Substâncias bioativas podem interagir com outros compostos em formulações complexas ou se degradar durante processos exigentes, como extrusão ou pelletização."
Para minimizar esses riscos, a AstaReal utiliza tecnologias de encapsulamento em sua linha de nutrição animal NOVASTA®. Seu lançamento mais recente, NOVASTA® EB15, pode ser incorporado a alimentos ou suplementos para pets e contém farinha de algas (32%) encapsulada em óleo de canola, com uma concentração final de astaxantina de 1,5%. Graças à encapsulação, o ingrediente é melhor integrado em formulações exigentes, como pellets, blends ou mastigáveis, que geralmente são mais expostos ao ar em temperatura ambiente.
Os fabricantes estarão melhor posicionados se responderem às novas demandas dos consumidores e combinarem saúde com sustentabilidade. Nesse cenário, a astaxantina pode desempenhar um papel fundamental. Graças à sua ação antioxidante e multifuncional, ele contribui naturalmente para o bem-estar dos pets e, além disso, vem de uma fonte alinhada com o futuro da indústria.
Comida visionária
Um dos grandes desafios de hoje é a alimentação sustentável. Na busca por fontes de origem vegetal tanto para humanos quanto para animais, as algas estão ocupando o centro das atenções. São relativamente fáceis de cultivar, altamente nutritivas e consideradas mais sustentáveis do que várias culturas tradicionais. Entre seus compostos mais valiosos está a astaxantina. A AstaReal obtém esse carotenoide da microalga Haematococcus pluvialis, cultivada em sistemas fechados usando fotobiorreatores especialmente projetados. Além disso, a empresa implementa um sistema para reutilizar o calor residual gerado durante o processo de cultivo, que é usado para aquecer 2500 residências próximas, contribuindo assim para reduzir sua pegada de carbono.
Por AstaReal
Fonte: All Pet Food Magazine
Referências
1. Mordor Intelligence. 'Europe Pet Food Market SIZE & SHARE ANALYSIS - GROWTH TRENDS & FORECASTS UP TO 2029.' https://www.mordorintelligence.com/industry-reports/pet-food-market-in-europe-industry. Accessed Feb. 23, 2024.
2. B.M. Zanghi, et al., 'Effects of Postexercise Feeding of a Supplemental Carbohydrate and Protein Bar with or without Astaxanthin from Haematococcus pluvialis to Exercise-Conditioned Dogs,' Am. J. Vet. Res. 76(4), 338–350 (2015).
3. T. Murai, et al., 'Effects of Astaxanthin Supplementation in Healthy and Obese Dogs,' Veterinary Medicine: Research and Reports 10, 29–35 (2019).
4. National Center for Biotechnology Information. 'PubChem Patent Summary for US-9820497-B2, Astaxanthin-containing pet foods.' https://pubchem.ncbi.nlm.nih.gov/patent/US-9820497-B2. Accessed Feb. 23, 2024.
5. J.S. Park, et al., 'Astaxanthin Modulates Age-Associated Mitochondrial Dysfunction in Healthy Dogs,' Journal of Animal Science 91(1), 268–275 (2013).
6. B.P. Chew, et al., 'Dietary Astaxanthin Enhances Immune Response in Dogs,' Veterinary Immunology and Immunopathology 140(3–4), 199–206 (2011).
7. J.S. Park, et al., 'Astaxanthin Stimulates Cell-Mediated and Humoral Immune Responses in Cats,' Veterinary Immunology and Immunopathology 144, 455–461 (2011).
8. W. Wang, et al., 'Antioxidant Supplementation Increases Retinal Responses and Decreases Refractive Error Changes in Dogs,' Journal of Nutritional Science 5, E18 (2016).
02/06/2026
A demanda por alimentos úmidos para pets continua crescendo, impulsionada por tutores que buscam produtos premium, nutricionalmente equilibrados e altamente palatáveisi. Ao mesmo tempo, os consumidores estão cada vez mais exigindo escolhas plant-based que reflitam seus próprios valores em sustentabilidade. Em resposta, a BENEO realizou uma série de ensaios técnicos para estudar o potencial de seu concentrado de proteína de fava como ingrediente funcional de origem vegetal para formulações de alimentos úmidos para pets.
Explorando alternativas ao plasma animal
Manter a qualidade consistente é fundamental em alimentos úmidos premium e super premium. Esses produtos normalmente contêm uma base úmida de 50% e são padronizados em qualidade pela adição de plasma animal atomizado (ABP). Esse ingrediente oferece excelentes propriedades texturizantes e emulsionantes, mas pode ter um custo alto. Por causa de sua origem animal, é cada vez menos aceito pelos consumidores que buscam opções de ingredientes à base de plantas para seus pets.
Para enfrentar esses desafios, a BENEO iniciou uma série de testes técnicos em colaboração com a Passion4Food, fornecedora especializada na indústria de alimentos para pets. O objetivo era avaliar se o concentrado de proteína de fava poderia funcionar como uma alternativa viável e custo-efetiva ao ABP em formulações de dietas úmidas.
Testes técnicos confirmam forte desempenho funcional
Os primeiros ensaios analisaram o comportamento do concentrado de proteína de fava da BENEO em substituição parcial (50%) ou total (100%) do ABP em alimentos úmidos ricos em proteína (formato patê). Foi demonstrado que o ingrediente pode ser usado tanto para substituições parciais quanto totais, sem gerar mudanças significativas no peso ou na textura do produto final. Isso permite que os fabricantes mantenham a qualidade desejada e gerem economias consideráveis em comparação ao uso de plasma. Com base nesses resultados positivos, a BENEO avançou com testes adicionais usando uma receita piloto para expansão industrial.
Nesse segundo estágio, as mesmas proporções de reposição com proteína de fava foram avaliadas em comparação com uma formulação com substituição parcial de ABP (50%) por concentrado de proteína de ervilha.
Os dados mostraram que o concentrado de proteína de fava atua como um aglutinante altamente eficaz e econômico, não gerando mudanças significativas na altura, peso, dureza ou aderência do produto. Em contraste, o uso parcial da proteína da ervilha gerou uma redução significativa na dureza, indicando que a proteína da fava tem maior capacidade de ligação nesse tipo de aplicação, tornando-a uma solução fundamental para manter a textura desejada do produto final e, assim, reduzir a dependência de ingredientes de origem animal.
Inovação apoiada
Após esses resultados, a BENEO entrou com um pedido internacional de patente para o uso de concentrado de proteína de fava como alternativa ao plasma animal em alimentos úmidos para pets. A solicitação foi publicada em agosto de 2025, reforçando o compromisso da empresa com a inovação baseada em pesquisa e desenvolvimento de ingredientes funcionais para a indústria de alimentos para pets.
Vantagens nutricionais e de formulação
Além de seus benefícios técnicos e econômicos, o concentrado de proteína de fava da BENEO oferece alto valor nutricional. Com um teor proteico de 61g a cada 100 g na materia seca e digestibilidade ileal próxima a 90%, é uma fonte de proteína altamente digestível. Seu perfil de aminoácidos, rico em lisina, permite complementar proteínas de cereais, como proteína de arroz ou glúten de trigo, alcançando um perfil completo de aminoácidos essenciais.
Da mesma forma, o ingrediente oferece flexibilidade no posicionamento do produto. Está incluído no Catálogo de Matérias-Primas da União Europeiaii e pode ser usado em formulações "grain free".
Desenvolver soluções sustentáveis e de origem local
A sustentabilidade tornou-se um fator-chave tanto para consumidores quanto para fabricantes. O concentrado de proteína de fava da BENEO possui atributos fortes nesse aspecto, ligados tanto ao cultivo da fava quanto aos processos locais de obtenção e produção na Alemanha. A produção local na moderna planta de processamento de leguminosas em Obrigheim possibilita reduzir distâncias de transporte, garantir o suprimento e diminuir o impacto ambiental em comparação com ingredientes mais intensivos em recursos.
Dra. Maygane Ronsmans, Gerente de Produto de Nutrição Animal na BENEO, comenta:
"Com dois em cada três tutores considerando proteínas de origem vegetal melhores para o meio ambienteiii, a demanda por ingredientes proteicos de origem vegetal, sustentáveis e locais cresceu significativamente. Como demonstram os testes técnicos, o concentrado de proteína de grão da BENEO oferece um cenário vantajoso para todos: os fabricantes podem reduzir os custos de formulação, garantir o fornecimento e atender às expectativas dos consumidores, sem comprometer a qualidade do produto final."
Impulsionando a próxima geração de inovação em alimentos úmidos
Os resultados dos ensaios confirmam que o concentrado de proteína de fava combina funcionalidade, qualidade nutricional e sustentabilidade. Ele atua efetivamente como aglutinante em rações úmidas, oferece alto nível de digestibilidade e representa uma alternativa viável ao plasma animal em aplicações onde consistência e textura são fatores críticos.
Para os fabricantes, isso oferece novas oportunidades de formulação que equilibram desempenho técnico, eficiência de custos e responsabilidade ambiental. À medida que o mercado continua a evoluir, ingredientes como o Concentrado de Proteína de Fava da BENEO podem responder à crescente demanda por produtos de origem vegetal, produzidos localmente e de alta qualidade.
Interessado em saber mais sobre os ingredientes da BENEO? Encontre mais detalhes aqui.
Por BENEO
Fonte: All Pet Food Magazine
Fontes
i Wet Pet Food Market Analysis - Size, Share, and Forecast Outlook 2025 to 2035, Future Market Insights Inc, 2024.
ii Commission Regulation (EU) No 68/2013 of 16 January 2013 on the Catalogue of feed materials – Faba bean protein concentrate is listed under entry 3.7.5: 'Horse bean protein'
iii BENEO Consumer Research On Pet Care 2025. FMCG Gurus conducted a quantitative online survey in 2025 with 2.500 pet owners in the US, Brazil, UK, Germany, and China (250 cat and 250 dog owners per country).
03/06/2026
Na prática, o preço unitário raramente reflete o custo total de utilização de um ingrediente. Fatores como estabilidade, padronização, desempenho tecnológico e confiabilidade da cadeia de fornecimento exercem influência direta na eficiência industrial e na consistência do produto final. Ignorar essas variáveis pode gerar uma série de custos invisíveis que, ao longo do tempo, comprometem a rentabilidade da operação.
O limite da comparação baseada apenas em preço
Tradicionalmente, muitos processos de compra ainda se baseiam em comparações diretas de preço por quilo. Essa abordagem parte do princípio de que ingredientes equivalentes podem ser avaliados apenas pelo valor de aquisição. No entanto, matérias-primas aparentemente semelhantes podem apresentar diferenças relevantes em parâmetros como granulometria, teor de umidade, pureza, concentração do composto ativo ou comportamento funcional na formulação.
Essas diferenças frequentemente passam despercebidas na negociação comercial, mas tornam-se evidentes durante a produção. Quando um ingrediente apresenta variações entre lotes, a operação industrial precisa se adaptar constantemente para manter a estabilidade do processo. Ajustes de temperatura, pressão, umidade ou taxa de inclusão passam a ser necessários para compensar variações não previstas na formulação original.
Variabilidade: um dos principais custos invisíveis
A variabilidade é um dos principais custos ocultos associados a matérias-primas de menor preço. Em linhas de extrusão, por exemplo, pequenas diferenças na capacidade de absorção de água ou no comportamento físico de um ingrediente podem alterar a expansão do kibble, a textura do produto ou a densidade final. Esses efeitos exigem correções operacionais frequentes e reduzem a previsibilidade da produção.
Outro impacto comum está relacionado ao rendimento industrial. Ingredientes com menor padronização podem aumentar a formação de finos, reduzir a durabilidade do pellet ou gerar maior quantidade de material fora de especificação. Em alguns casos, isso implica reprocessamento ou descarte parcial da produção, aumentando o consumo de energia e reduzindo a eficiência da linha.
Quando o ingrediente mais barato exige maior inclusão
Exemplos desse fenômeno são frequentes na indústria. Fontes proteicas com menor digestibilidade podem exigir maior inclusão para atingir o mesmo nível nutricional, reduzindo a economia inicialmente percebida. Ingredientes minerais com menor concentração do composto ativo também podem demandar taxas mais altas de inclusão para fornecer o mesmo aporte nutricional. Da mesma forma, extratos funcionais ou aditivos tecnológicos que não apresentam padronização adequada podem oferecer desempenho inconsistente, exigindo ajustes frequentes na formulação ou na operação industrial.
Em casos mais evidentes, essas variações podem impactar a performance do produto final — seja na palatabilidade, na aparência ou na consistência do alimento — levando tutores a perceberem queda na qualidade e afetando diretamente a satisfação e a confiança na marca.
O custo técnico da formulação corretiva
Além dos impactos diretos no processo produtivo, existe também um custo técnico frequentemente subestimado: o tempo dedicado à formulação corretiva. Quando matérias-primas apresentam grande variabilidade, equipes de pesquisa, desenvolvimento e qualidade precisam investir mais horas em análises adicionais, testes internos e ajustes de especificação. Esse esforço raramente é contabilizado como parte do custo do ingrediente, mas representa uma alocação significativa de recursos especializados.
Rastreabilidade e segurança da cadeia de suprimentos
Outro fator cada vez mais relevante é a rastreabilidade da matéria-prima. A indústria de pet food enfrenta exigências crescentes relacionadas à transparência da cadeia de suprimentos, segurança alimentar e conformidade regulatória. Ingredientes com origem pouco clara ou documentação técnica limitada podem gerar dificuldades em auditorias, questionamentos regulatórios e incertezas na padronização de especificações.
Nesse contexto, a confiabilidade do fornecedor e o controle da cadeia produtiva passam a ter papel estratégico. Consistência entre lotes, disponibilidade de dados analíticos e clareza sobre a origem da matéria-prima contribuem para reduzir riscos operacionais e garantir maior previsibilidade no desempenho da formulação.
Redefinindo o conceito de valor
Essa realidade reforça a necessidade de ampliar o conceito de valor aplicado aos ingredientes utilizados na indústria de pet food. Durante muito tempo, o preço de aquisição foi considerado o principal critério de escolha. Hoje, torna-se cada vez mais evidente que o valor real de uma matéria-prima está diretamente ligado à sua capacidade de entregar estabilidade, funcionalidade e segurança ao longo de todo o processo produtivo.
Quando um ingrediente apresenta comportamento consistente, permite que a formulação seja executada com maior precisão e reduz a necessidade de ajustes operacionais. O resultado são linhas de produção mais estáveis, melhor aproveitamento da capacidade industrial e maior previsibilidade na qualidade do produto final.
Uma nova pergunta para a indústria
Diante desse cenário, cresce a importância de avaliar o custo total associado ao uso de um ingrediente — e não apenas o valor pago por ele. Em vez de perguntar quanto custa um ingrediente por quilo, talvez a pergunta mais relevante para a indústria seja: quanto custa a variabilidade que ele pode trazer ao processo?
Empresas que adotam essa visão mais ampla conseguem estruturar cadeias de suprimento mais estáveis, reduzir riscos operacionais e construir processos produtivos mais eficientes. No longo prazo, essa abordagem contribui para margens mais previsíveis e para o fortalecimento da confiança nas marcas.
Por Ludmila Barbi Trindade Bomcompagni – All Pet Food
Fonte: All Pet Food Magazine
Por
24/04/2026
Desenvolvida em colaboração com a Extru-Tech, líder reconhecida em tecnologia de extrusão, nossa Estação de Garantia de Qualidade (QAS) representa um avanço significativo na forma como os fabricantes realizam e documentam as verificações de qualidade durante o processo.
O QAS é um sistema semiautomatizado de medição e geração de relatórios que combina tecnologia de visão de ponta com um excelente design para orientar os operadores ao longo do processo de medição da densidade do produto e das dimensões das peças. Esses são dois dos indicadores de qualidade mais críticos para produtos alimentícios extrudados e rações para animais de estimação. Ele transforma um processo que, historicamente, dependia de medições manuais, técnicas individuais e registros em papel, tornando-o consistente, eficiente e com resultados imediatamente aplicáveis.
Implementação da tecnologia de visão
No centro da capacidade de medição dimensional do QAS está uma câmera de profundidade de nível industrial que leva imagens de alta precisão para o chão de fábrica. A equipe de desenvolvimento realizou extensos testes de precisão antes de encontrar uma solução que medisse com exatidão a partir da distância necessária e incorporasse um filtro infravermelho adequado ao ambiente operacional da estação.
O software da estação utiliza as bibliotecas RealSense existentes da Intel, proporcionando uma base de software estável e com amplo suporte. A câmera se conecta e se comunica exclusivamente por Ethernet.
A tecnologia de visão oferece resultados em duas frentes simultaneamente:
As imagens do sensor de cores capturam uma imagem visual da amostra do produto
Os sensores infravermelhos duplos fornecem dados detalhados, permitindo a medição dimensional precisa de cada peça individual do produto
O software da estação processa então esses dados combinados para identificar cada peça individualmente e calcular suas dimensões e valores de cor automaticamente, em questão de segundos.
Além das dimensões, a câmera captura a cor do produto e inclui uma imagem da ração diretamente no relatório de qualidade, proporcionando aos operadores e gerentes de qualidade um registro visual, além dos dados numéricos.
Medição da densidade
A densidade aparente é um indicador de qualidade fundamental para produtos extrudados e é notoriamente sensível às técnicas de medição. O QAS resolve essa questão com uma abordagem específica: uma distância de queda consistente e um método padronizado para limpar o recipiente estão integrados ao processo da estação, garantindo que as medições de densidade sejam repetíveis entre operadores, turnos e instalações.
Integração perfeita ao seu processo de qualidade
O QAS foi projetado para se integrar às suas operações atuais.
A estação pode operar no modo autônomo, no qual os operadores inserem manualmente as informações sobre o pedido e o produto, ou pode integrar-se diretamente a uma linha de produção por meio de uma conexão com o PLC para obter esses dados automaticamente. Após a medição das amostras, os resultados são enviados para o banco de dados e, opcionalmente, de volta ao PLC. O operador da extrusora verifica imediatamente, diretamente na máquina, se a amostra atende às especificações.
Recursos adicionais
Orientação integrada para o operador: as instruções exibidas na tela orientam o operador em cada etapa do processo de medição, reduzindo o tempo de treinamento e garantindo que o procedimento seja seguido corretamente em todas as ocasiões.
Gerenciamento de verificações de balança: As verificações de balança são solicitadas na tela em intervalos adequados, e os resultados são registrados no banco de dados e incluídos no relatório da web.
Visibilidade de tendências: os gráficos exibidos no aplicativo mostram aos operadores se as medições apresentam tendência de alta ou de baixa ao longo do tempo, permitindo ajustes proativos.
Lembretes de verificação programados: Um cronômetro na tela e um banner alertam o operador quando é hora de realizar a próxima verificação de qualidade. Isso garante a consistência dos intervalos de amostragem sem depender do operador para controlar o tempo manualmente.
Capacidade para várias linhas: Uma única estação QAS pode dar suporte a até 4 linhas de produção, tornando-a uma solução escalável para instalações de diversos tamanhos.
Relatórios acessíveis: Relatórios de qualidade estão disponíveis através de um navegador da web na mesma rede e podem ser exportados para o Excel. Isso torna os dados acessíveis a gerentes de qualidade, supervisores e a equipe de liderança sem a necessidade de software especializado ou intervenção do departamento de TI.
Conclusão
A garantia da qualidade sempre foi essencial na fabricação de alimentos e rações para animais de estimação. O que está mudando é o padrão de como isso é feito. Os processos manuais, dependentes do operador e baseados em papel estão dando lugar a sistemas mais inteligentes, consistentes e conectados.
A Estação de Garantia de Qualidade, desenvolvida em parceria com a Extru-Tech, foi projetada especificamente para esse momento. Ela oferece a precisão, a consistência e a visibilidade em tempo real que a fabricação moderna exige.
Quer saber mais sobre o QAS ou agendar uma demonstração? Entre em contato conosco para começarmos a conversar.
Fonte: NorthWind
25/03/2026
Para a área de negócios da indústria de ração para pets, essa "inovação silenciosa" pode ser uma fonte inesgotável de oportunidades para melhorar produtos, otimizar custos e atender às necessidades em constante mudança dos clientes. E muitas vezes, acabam sendo de baixo esforço e de alto impacto.
O processo de produção como fonte de inspiração
Cada etapa do processo de produção, desde a seleção dos ingredientes até a embalagem final, apresenta oportunidades para inovações de baixo esforço e alto impacto. Ao conhecer cada detalhe minuciosamente, pode-se identificar áreas a serem melhoradas que muitas vezes passam despercebidas.
Exemplos de inovação de baixo esforço e alto impacto
Otimização da moagem: Ajustar o tamanho da moagem dos ingredientes pode melhorar a digestibilidade do alimento e reduzir perdas. Isso não exige grandes investimentos, mas pode ter um impacto significativo na saúde dos pets e na satisfação do cliente.
Modificação da textura: Experimentar diferentes texturas de ração pode tornar a comida mais atraente para cães e gatos com preferências diferentes. Isso pode ser alcançado ajustando os parâmetros de extrusão ou queima, sem a necessidade de adquirir novos equipamentos.
Adicionando ingredientes funcionais: Incorporar pequenas quantidades de ingredientes funcionais, como probióticos, prebióticos ou antioxidantes, pode melhorar a saúde digestiva, o sistema imunológico ou a qualidade do pelo dos pets. Esses ingredientes geralmente são fáceis de incorporar no processo de produção e, se forem comunicados corretamente, podem trazer vantagens na comercialização dos produtos.
Embalagem aprimorada: O uso de materiais de embalagem mais sustentáveis, como embalagens recicláveis ou biodegradáveis, pode reduzir o impacto ambiental do produto e atrair consumidores ambientalmente conscientes. Isso não exige grandes mudanças no processo de produção, mas pode ter um impacto positivo na imagem da marca. Além de melhorias na porcentagem de enchimento ou redimensionamento das embalagens para torná-las mais eficientes do ponto de vista logístico, o que pode trazer economias operacionais em grande escala.
Personalização das porções: Oferecer comida em porções individuais ou em embalagens seláveis pode facilitar a alimentação dos pets e reduzir o desperdício. Isso pode ser alcançado ajustando o processo de embalagem, sem a necessidade de modificar a formulação do produto. Além disso, modificar a unidade de vendas para o cliente varejista pode ajudar a equilibrar o capital de giro e a gestão de estoque nos pontos de venda.
Como identificar oportunidades de inovação
Observação direta: passar um tempo no chão de fábrica, observar o processo e conversar com os operadores, que são os mais especialistas em cada subprocesso, pode revelar áreas de melhoria que não são evidentes no escritório.
Análise de dados: Revisar dados de produção, reclamações de clientes e feedback dos fornecedores pode identificar padrões e tendências que sugerem oportunidades de inovação.
Benchmarking: Estudar os produtos e processos dos concorrentes pode inspirar novas ideias e revelar áreas onde a empresa pode melhorar.
Brainstorming: Realizar sessões de brainstorming com equipes multifuncionais (desde a fábrica até ao setor de vendas) pode gerar uma riqueza de ideias inovadoras.
Benefícios da inovação de baixo esforço e alto impacto
Melhoria Contínua: permite que a empresa melhore continuamente seus produtos e processos, sem a necessidade de grandes investimentos.
Vantagem competitiva: Ajuda a diferenciá-lo da concorrência e atender às necessidades em constante mudança dos clientes.
Redução de custos: Pode levar a economias em materiais, energia e mão de obra.
Maior satisfação do cliente: Melhora a qualidade do produto e a experiência do cliente.
Conclusão
Inovação de baixo esforço e alto impacto é uma estratégia vencedora a longo prazo na indústria de alimentos para pets. Ao compreender profundamente o processo de produção, a área comercial pode desencadear uma onda de ideias criativas que melhoram os produtos, otimizam custos e atendem às necessidades dos clientes. Essa inovação silenciosa pode ser a chave para o sucesso a longo prazo em um mercado competitivo.
Por Felipe Martinez R.
Fonte: All Pet Food Magazine
Por
23/03/2026
Como parte dessa expansão, a TMI USA Inc. e a HS Automation concluíram um Acordo de Compra de Ativos com a Bratcher Bagging Inc., uma empresa local com forte histórico e reconhecimento no mercado de soluções de embalagem dos EUA.
Não se trata apenas de uma aquisição, mas de uma integração estratégica voltada para fortalecer o mercado local, expandir as capacidades técnicas e trazer maior valor ao mercado norte-americano ao aproveitar o conhecimento do mercado local.
Integração da expertise e liderança locais
A Bratcher Bagging Inc. construiu uma reputação baseada em confiabilidade, serviço e conhecimento técnico especializado. A experiência e o portfólio de produtos da TMI USA reforçam nossa capacidade operacional e nossa rede de suporte técnico no país.
Além disso, Kyle Bratcher continuará liderando a equipe dentro da TMI USA Inc., garantindo continuidade, estabilidade e uma transição suave para todos os clientes.
Essa integração garante:
Continuidade total nos serviços e pedidos em andamento
Suporte permanente para equipamentos instalados
Expansão das capacidades técnicas e comerciais
Ampliação do portfólio de soluções de embalagem e automação
Com essa medida estratégica, a TMI USA amplia sua oferta no mercado norte-americano combinando as soluções históricas da Bratcher com a avançada tecnologia de automação da TMI.
Nosso portfólio agora inclui:
Linhas automáticas completas de ensacamento
Sistemas de Fechamento de Sacos, Células de Paletização com Robô
Máquinas de saco de boca aberta
Sistemas form-fill-seal de fechamento
Soluções de fim de linha e de paletização automática
Essa integração nos permite oferecer soluções completas e integradas para setores como agricultura, ração animal, química, minerais e alimentícios.
Automação de direção na indústria dos EUA
O setor industrial nos Estados Unidos está caminhando para níveis mais altos de automação, eficiência operacional e otimização de processos. Por meio da TMI USA Inc., estamos preparados para acompanhar essa transformação por:
Engenharia especializada
Soluções de automação personalizadas
Suporte comercial e técnico local
Inovação apoiada pela expertise internacional da TMI e da Automação HS
Nosso objetivo é claro: ajudar os fabricantes americanos a otimizar seus processos de embalagem, reduzir o tempo de inatividade e melhorar o desempenho geral de suas fábricas.
Declaração institucional
"Esta aquisição representa um passo importante em nosso compromisso de atender ao mercado dos EUA com capacidades ampliadas e expertise local. A integração de nossas equipes fortalece nossa plataforma de crescimento e inovação."
Justin Hartwick, Presidente da TMI USA Inc.
Construindo o futuro juntos
Na TMI, entendemos o crescimento como um processo baseado em colaboração e confiança. Essa expansão reafirma nosso compromisso de longo prazo com o mercado norte-americano.
Com recursos aumentados, ofertas ampliadas e liderança estabelecida nos Estados Unidos, a TMI USA Inc. está pronta para trazer ainda mais valor ao setor.
Mais informações em: www.tmipal.com
18/05/2026
O bem-estar animal tem se mostrado um fator mais determinante do que a sustentabilidade nas decisões de compra de alimentos para pets.
É o que aponta um estudo conduzido por pesquisadores da Colorado State University e publicado na revista Frontiers in Veterinary Science.
Segundo a análise, embora consumidores considerem ambos os aspectos importantes, o tratamento dado aos animais utilizados na produção dos alimentos exerce maior influência no momento da escolha.
Bem-estar animal tem maior peso na decisão de compra
De acordo com o estudo, 81,1% dos entrevistados consideram o bem-estar animal 'muito' ou 'extremamente' importante ao escolher um alimento para seus pets.
Já a sustentabilidade ambiental aparece logo atrás, com 70,1%.
Apesar da proximidade, o impacto do bem-estar animal é significativamente maior na decisão final de compra.
Esse comportamento está relacionado ao vínculo emocional que responsáveis têm com seus animais, o que tende a ampliar a empatia também em relação a outros animais.
Conexão emocional amplia impacto do tema
Durante discussões do setor, como no Pet Summit 2026, especialistas destacaram que a percepção dos consumidores vai além da distinção entre animais de companhia e de produção.
A representante da American Society for the Prevention of Cruelty to Animals, Maral Cavner, e a diretora de serviços veterinários da entidade, Ashley Eisenback, reforçaram que essa conexão emocional explica o maior peso do bem-estar animal.
'Não há muita diferença quando você olha nos olhos de cada um desses animais', afirmou Eisenback, ao comparar animais de companhia e aqueles utilizados na cadeia produtiva.
Sustentabilidade segue relevante, mas enfrenta barreiras
Apesar de importante, a sustentabilidade ambiental tende a ser impactada por fatores práticos no momento da compra, como preço, preferência do animal e necessidades médicas.
Ainda assim, especialistas destacam que bem-estar animal e sustentabilidade estão diretamente conectados, especialmente considerando o impacto da indústria de alimentos para pets.
Segundo Cavner, cães e gatos representam uma parcela significativa do consumo dentro do sistema alimentar global.
Consumidores demonstram intenção de mudança
O estudo também aponta que há disposição dos consumidores em mudar de marca com base em critérios éticos.
Dados apresentados no Pet Summit indicam que 90% dos entrevistados afirmam que considerariam trocar de marca caso soubessem que outra empresa utiliza práticas mais responsáveis no tratamento animal.
Por outro lado, a falta de informação ainda é um obstáculo: mais de 60% dos participantes desconhecem certificações relacionadas a bem-estar animal ou sustentabilidade.
Entre aqueles que conhecem, no entanto, esses selos têm influência direta na decisão de compra.
Comunicação pode ser diferencial competitivo
Os resultados reforçam que comunicar práticas relacionadas ao bem-estar animal pode ser uma estratégia relevante para empresas do setor, não apenas do ponto de vista ético, mas também comercial.
A combinação entre informação, transparência e conexão emocional tende a ser um fator-chave para influenciar o comportamento do consumidor.
FAQ sobre escolha de pet food
O que pesa mais na escolha de pet food?
Segundo o estudo, o bem-estar animal tem maior influência do que a sustentabilidade.
A sustentabilidade não é importante?
É relevante, mas pode ser impactada por fatores como preço e preferência do animal.
Consumidores mudariam de marca por esse motivo?
Sim. A maioria afirma que consideraria trocar por produtos com melhores práticas de bem-estar animal.
Fonte: Cães & Gatos
16/04/2026
A segurança dos alimentos destinados a cães e gatos é uma preocupação constante dentro da indústria e do atendimento veterinário.
Entre os microrganismos que podem representar risco nesse contexto está a Salmonella, bactéria amplamente conhecida por causar infecções alimentares em humanos e animais.
Embora a presença do patógeno em alimentos industrializados seja incomum quando boas práticas de fabricação são seguidas, a contaminação pode ocorrer em diferentes etapas da cadeia — desde a origem das matérias-primas até o armazenamento final do produto.
Por isso, compreender os fatores envolvidos e adotar medidas preventivas é fundamental para proteger a saúde dos animais e das pessoas que convivem com eles.
Como a Salmonella pode contaminar alimentos para cães e gatos
A Salmonella é um gênero de bactéria presente no ambiente, que pode ser encontrado em alimentos de origem animal e vegetal.
Na cadeia de produção da pet food, as principais fontes potenciais de contaminação incluem matérias-primas contaminadas, manipulação inadequada e falhas nos processos de controle sanitário.
De acordo com o zootecnista João Marcel, o controle começa antes mesmo da fabricação do alimento.
'A prevenção da contaminação por Salmonella começa na escolha e no monitoramento das matérias-primas utilizadas na formulação do produto', afirma.
Durante o processo industrial, a aplicação de temperaturas elevadas — como ocorre na extrusão das rações secas — contribui para reduzir significativamente a presença de microrganismos.
Ainda assim, existe a possibilidade de contaminação posterior, caso ocorram falhas nas etapas de manipulação, transporte ou armazenamento.
'Mesmo após o processamento térmico, é essencial manter rigorosas práticas de higiene e controle sanitário para evitar recontaminações', explica João Marcel.
Produtos crus ou minimamente processados, como dietas naturais cruas, podem apresentar risco maior de presença da bactéria se as matérias-primas não forem adequadamente controladas ou armazenadas.
Processos como extrusão utilizam altas temperaturas que ajudam a reduzir a presença de microrganismos (Foto: Reprodução)
Armazenamento e manejo também influenciam na segurança alimentar
Além da produção industrial, o armazenamento doméstico também exerce papel importante na prevenção da contaminação.
Embalagens abertas, recipientes mal higienizados ou exposição do alimento à umidade podem favorecer a proliferação de microrganismos.
Segundo João Marcel, a forma como o alimento é armazenado após a compra faz diferença na preservação da qualidade do produto.
'Manter a ração em local seco, protegido da luz e bem fechado ajuda a preservar as características do alimento e reduzir o risco de contaminações', orienta.
Outro ponto importante é evitar misturar alimento novo com restos antigos que permanecem no recipiente. Esse hábito pode favorecer deterioração e contaminação cruzada.
Também é recomendado higienizar periodicamente potes e recipientes utilizados para armazenar o alimento dos animais, bem como respeitar o prazo de validade indicado pelo fabricante.
Já no caso de alimentos úmidos ou dietas naturais, a conservação adequada sob refrigeração é essencial após a abertura da embalagem.
Sinais de que o alimento pode estar contaminado
Nem sempre a presença de Salmonella altera o aspecto do alimento, o que torna a contaminação difícil de identificar visualmente.
Ainda assim, algumas mudanças podem indicar que o produto sofreu deterioração ou armazenamento inadequado.
Entre os sinais que merecem atenção estão o odor alterado, presença de mofo, mudança na textura ou aspecto incomum da ração. Embalagens violadas ou estufadas também podem indicar comprometimento do produto.
'Qualquer alteração perceptível no alimento deve ser motivo para interromper o uso e buscar orientação adequada', ressalta o zootecnista.
Em casos de suspeita, é importante não oferecer o alimento ao animal e entrar em contato com o fabricante ou com um profissional da área para avaliação.
Sintomas de salmonelose em cães e gatos
A infecção causada por Salmonella, chamada salmonelose, pode provocar diferentes sinais clínicos em cães e gatos.
Em muitos casos, os animais podem ser portadores assintomáticos, mas alguns desenvolvem manifestações gastrointestinais.
Entre os sinais comuns da condição estão diarreia, presença de muco ou sangue nas fezes, vômito, febre, apatia e redução do apetite.
Filhotes, animais idosos ou indivíduos com sistema imunológico comprometido podem apresentar maior risco de desenvolver quadros mais graves.
João Marcel destaca que qualquer alteração digestiva persistente deve ser avaliada por um profissional.
'A presença de sintomas gastrointestinais deve sempre motivar a busca por atendimento veterinário para diagnóstico e manejo adequado', afirma.
Além do impacto na saúde animal, a Salmonella também possui importância em saúde pública, pois pode ser transmitida entre animais e humanos por meio do contato com fezes ou alimentos contaminados.
Por esse motivo, a higienização adequada das mãos após manipular alimentos ou utensílios utilizados pelos animais é uma medida importante de prevenção.
Embalagens comprometidas podem indicar risco de contaminação do produto (Foto: Reprodução)
FAQ sobre salmonella na pet food
A salmonella é comum em alimentos para pets?
A presença da bactéria é considerada incomum em produtos fabricados sob rigorosos controles sanitários, mas pode ocorrer caso haja falhas na cadeia de produção ou armazenamento.
Animais sempre apresentam sintomas quando entram em contato com Salmonella?
Não. Alguns cães e gatos podem ser portadores assintomáticos, enquanto outros desenvolvem sinais gastrointestinais.
Como reduzir o risco de contaminação na alimentação dos pets?
Armazenar o alimento corretamente, manter utensílios limpos, respeitar o prazo de validade e adquirir produtos de fabricantes que sigam boas práticas de produção são medidas importantes.
Fonte: Cães e Gatos
10/04/2026
Garantir a segurança de alimentos para animais de companhia exige mais do que protocolos bem escritos.
Na prática industrial, falhas costumam ocorrer na execução, especialmente quando há mudanças em formulações, equipamentos ou rotinas operacionais que não passam por reavaliações criteriosas.
A construção de um sistema robusto depende de três pilares: equipes bem treinadas e engajadas, procedimentos fundamentados em evidências científicas e revisão contínua dos processos produtivos.
Sem esses elementos, mesmo programas tecnicamente estruturados podem apresentar lacunas no chão de fábrica.
A seguir, dez pontos considerados centrais para fortalecer programas de segurança em fábricas de alimentos para pets:
Pessoas são a base do sistema
Mesmo o melhor programa não funciona sem uma equipe comprometida e tecnicamente preparada.
O desempenho do sistema depende diretamente do engajamento e da capacidade dos profissionais responsáveis por executar os procedimentos operacionais padrão.
Segurança de alimentos exige revisão contínua
O sistema não pode ser tratado como documento estático. Revisões devem ocorrer ao menos uma vez por ano e sempre que houver mudanças em equipamentos, fluxo de processo ou formulação. A atualização constante é essencial para garantir que as medidas preventivas permaneçam adequadas.
Modificações estruturais aumentam o risco de patógenos
Alterações em estruturas físicas ou substituição de equipamentos estão entre os principais fatores associados ao surgimento de riscos sanitários. Intervenções em paredes, passagens ou áreas técnicas podem expor pontos previamente ocultos de contaminação. Por isso, recomenda-se higienização antes e depois das obras, além de protocolos rigorosos para equipes terceirizadas.
Maior inclusão de proteínas requer revalidação
O aumento no uso de carnes frescas e farinhas de origem animal em formulações premium pode exigir reavaliação das etapas de controle de patógenos. Estudos de validação realizados com níveis menores de inclusão proteica podem não refletir o risco atual, especialmente quando há cargas microbianas superiores às inicialmente consideradas.
Estudos internos são fundamentais
Estudos de desafio conduzidos internamente são importantes para correlacionar dados laboratoriais com a produção em escala industrial. Como plantas-piloto não reproduzem integralmente as condições de extrusoras comerciais, é necessário gerar dados próprios que comprovem equivalência em parâmetros como tempo, pressão e umidade.
Controles preventivos não podem ser flexibilizados
Pressões por aumento de produtividade não devem comprometer parâmetros críticos de controle. Ajustes para ganho de eficiência devem ocorrer por meio de pesquisa e otimização de processos — como configuração de pré-condicionadores ou ajustes de velocidade — e não pela redução de medidas de segurança.
Avaliação externa amplia objetividade
Equipes internas podem perder a capacidade de identificar vulnerabilidades ao longo do tempo. A contratação de auditorias externas e certificações independentes é considerada estratégica para garantir avaliação imparcial de riscos.
Cultura começa na liderança
A coerência entre discurso e prática da gestão é determinante para consolidar a cultura de segurança. Inconsistências no uso de equipamentos de proteção individual por parte de gestores, por exemplo, sinalizam fragilidade no alinhamento institucional.
Treinamento deve ser acessível e contínuo
Programas de capacitação simples, atualizados e integrados à rotina operacional tendem a gerar maior adesão. Sistemas digitais com alertas automáticos de atualização de procedimentos podem reforçar a cultura de melhoria contínua, desde que complementados por treinamentos práticos.
Verificação de fornecedores é inegociável
A consistência de ingredientes influencia diretamente a segurança e a estabilidade do processo. Variações regionais em matérias-primas, como trigo, podem afetar densidade, comportamento na extrusão e carga microbiana. Auditorias anuais, exigência de certificados de análise e comunicação transparente sobre mudanças de origem são medidas consideradas essenciais.
FAQ sobre segurança de alimentos pet
Por que mudanças estruturais aumentam o risco sanitário?
Porque podem expor áreas previamente contaminadas ou criar novos pontos de abrigo para patógenos.
Com que frequência o sistema de segurança deve ser revisado?
Recomenda-se ao menos uma revisão anual completa, além de avaliações sempre que houver mudanças operacionais.
Qual é o papel da liderança na segurança de alimentos?
A gestão deve demonstrar, na prática, o padrão de conduta esperado, fortalecendo a cultura organizacional.
Fonte: Cães & Gatos
20/03/2026
Recentemente, as micotoxinas voltaram a ser foco das discussões no pet food. O motivo é a aprovação da portaria SDA/MAPA nº 1.412 pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), que define novos limites máximos de micotoxinas em produtos destinados à alimentação de cães e gatos.
Mas, afinal, o que muda com essa nova portaria e o que são as micotoxinas? Para responder esses questionamentos conversamos com a médica-veterinária mestre e doutora em Nutrição de cães e gatos e membro do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal Pet (CBNA PET) e da Sociedade Brasileira de Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos (SBNutriPet), Luciana Domingues de Oliveira.
'A portaria nº 1.412, de 3 de outubro de 2025, determina de forma inédita os limites máximos de aflatoxinas B1 e de aflatoxinas totais (somatória das aflatoxinas B1, B2, G1 e G2) em produtos destinados à alimentação de cães e gatos. Essa mudança é positiva e aumenta a segurança de alimentos para as espécies, trazendo também mais segurança aos responsáveis que preferem usar rações e produtos industrializados na alimentação de seus animais', explica.
Ainda segundo a profissional, a existência de limites claros e fiscalizáveis permite um controle de qualidade mais rigoroso por parte da indústria e dos órgãos de fiscalização, reduzindo os riscos de doenças e óbitos em pets causados pelo consumo de alimentos contaminados.
Entendo as micotoxinas
Basicamente, as micotoxinas são metabólitos secundários tóxicos produzidos por fungos filamentosos.
Luciana esclarece que elas podem contaminar alimentos usados tanto para alimentação humana, quanto animal, quando esses microrganismos estão na presença de condições adequadas de umidade e calor.
'Parte das micotoxinas são resistentes ao processamento térmico e podem estar presentes mesmo em produtos industrializados. Os principais fungos produtores de micotoxinas em alimentos para cães e gatos são os gêneros Aspergillus, Penicillium e Fusarium', pontua.
Esses fungos estão presentes em diferentes alimentos, como milho, trigo, cevada, aveia, amendoim, nozes, castanhas, café, frutas secas e produtos derivados, como suco de maçã.
Com isso, as rações podem conter micotoxinas devido ao uso de ingredientes que contenham essas substâncias ou porque o processamento não foi adequado e a ração acabou retendo mais umidade que o ideal.
'As micotoxinas mais comuns encontradas em alimentos para pets são aflatoxinas, fumonisinas, ocratoxina A, zearalenona e deoxinivalenol (DON)', informa a especialista.
Perigos envolvidos
A contaminação por micotoxinas pode tornar os alimentos verdadeiros vilões para a saúde de cães e gatos.
Conforme relata Oliveira, os riscos da ingestão vão desde problemas agudos e crônicos até óbito em casos mais graves. Dentre eles estão:
Sintomas gastrointestinais agudos: náuseas, vômitos e diarreia;
Sintomas neurológicos agudos: tremores musculares, convulsões, ataxia, fraqueza, agitação ou depressão e letargia;
Outros sintomas agudos: temperatura corporal alterada, aumento da frequência cardíaca e respiratória e salivação excessiva;
Sintomas crônicos: hepatopatias, câncer, redução da imunidade, perda de peso, diminuição do crescimento, hemorragias, etc.
Controle no processo de produção
Para evitar que os alimentos sejam contaminados pelas micotoxinas é preciso realizar um controle multimodal, que acontece em diferentes pontos do processo de produção.
A médica-veterinária explica que tudo começa com a qualidade dos fornecedores de matérias-primas. Também é importante analisar cada novo lote de insumos. Para isso é indicado testar todos os lotes de ingredientes que têm potencial de contaminação por micotoxinas antes da descarga.
'Deve-se, ainda, controlar o processo de produção através da mensuração contínua da umidade e atividade de água dos alimentos durante sua produção. Já quando o produto final estiver pronto, é necessário garantir teores adequados de umidade, atividade de água e temperatura durante o envase dos alimentos. Assim, evita-se a formação de gotículas de água dentro da embalagem', afirma.
Inclusive, a embalagem é uma peça-chave para prevenir as contaminações. Dessa forma, é fundamental que não apresente furos, que permitam o surgimento de umidade enquanto o produto está na prateleira das lojas.
Outro ponto que faz parte da prevenção às micotoxinas é o uso dos antifúngicos nos alimentos para pets. De acordo com a especialista, alguns antifúngicos utilizados para essa finalidade são: propionato de cálcio, ácido propiônico, ácido cítrico e ácido sórbico.
Também há os adsorventes de micotoxinas, que podem ser usados sozinhos ou em associação aos antifúngicos.
'Dentre esses, temos os adsorventes inorgânicos, que incluem principalmente os aluminossilicatos como argilas e zeólitas, e os orgânicos, que são mais recentes e produzidos à base de algas ou leveduras modificadas', cita.
Cuidados com o armazenamento
O armazenamento adequado dos alimentos para pets é uma ação indispensável quando se fala em prevenção de micotoxinas.
Oliveira recomenda a realização de ações para orientar os responsáveis pelos animais sobre a importância de manter os alimentos em condições ideais de acondicionamento e longe de umidade e do calor.
'As micotoxinas podem surgir nas rações quando existe um ambiente que permita o crescimento de fungos. Isso ocorre em condições ambientais como temperaturas elevadas (entre 20ºC e 30ºC) e alta umidade, que são situações muito comuns em países tropicais como o Brasil, principalmente, depois que as pessoas abrem a embalagem e não a mantém em ambiente seco, fresco e arejado como recomendado pelos fabricantes', explica.
Logo, as embalagens devem sempre ficar fechadas e armazenadas em ambiente seco, fresco, arejado e longe de umidade e da luz solar direta.
Também é importante que as rações sejam conservadas em suas embalagens originais, pois existe um trabalho dos fabricantes em desenvolver pacotes que ajudem a manter a qualidade dos seus alimentos.
'Quando retiramos os alimentos de suas embalagens originais, além do fabricante não poder garantir a qualidade dos alimentos, caso haja qualquer problema com a ração, o consumidor não terá as informações necessárias para fazer a solicitação de troca ou reclamação, como número de lote, data de fabricação e data de validade', finaliza.