Nas prateleiras de lojas especializadas no segmento pet é possível encontrar uma ampla variedade de alimentos para cães e gatos. Dentre eles, alternativas secas e úmidas, que podem ser utilizadas em conjunto ou separadas.
O mix feeding consiste na oferta dos dois formatos de alimento na rotina do animal, geralmente, misturando alimento seco e alimento úmido, seja ele em lata, sachê ou comida caseira.
'Essa prática ganhou força porque une o melhor dos dois mundos: a praticidade do seco com a maior hidratação e palatabilidade do úmido. Em gatos, especialmente, o úmido ajuda a aumentar o consumo de água — algo muito relevante para saúde urinária', explica Carla Maion, médica-veterinária pós-graduada em Nutrição de cães e gatos.
Esse modelo também é adotado por muitos responsáveis pelos animais, graças à procura por mais variedade e qualidade sensorial na alimentação de cães e gatos.
Dentre as vantagens do mix feeding pode-se citar: maior ingestão de água, principalmente para gatos, melhora do apetite em animais mais seletivos e a possibilidade de fracionar adequadamente as calorias ao longo do dia e tornar a refeição mais atrativa.Já as desvantagens, segundo a especialista, surgem quando não há cálculo adequado das calorias ou quando as dietas não estão balanceadas, citando especificamente as dietas caseiras.
'O erro mais comum é o excesso calórico. Muitas vezes, o alimento úmido é incluído na alimentação como 'extra' e não substitui parte da ração. Outro ponto é que alguns alimentos úmidos são apenas complementares e não completos. Isso pode desbalancear a dieta se não houver atenção ao rótulo', cita.
Avaliar os rótulos é fundamental
De modo geral, os alimentos secos são completos e balanceados para fornecer a nutrição adequada a cães e gatos.
No entanto, ao optar pelo mix feeding é essencial verificar se as opções escolhidas são adequadas para a fase de vida e o gasto energético atual do pet.
A veterinária explica que há muitas opções de alimentos secos e úmidos completos para manutenção nutricional e até versões indicadas como coadjuvantes em tratamentos de determinadas doenças.
'O ponto principal é conferir no rótulo se o alimento é completo e balanceado. Produtos chamados de 'topper' ou 'complementares' não devem substituir parte relevante da caloria sem orientação. Porém, podem ser oferecidos como veículos de água ou coberturas para aumentar o interesse pela refeição em casos de animais mais seletivos', pontua.
Também é importante calcular a necessidade calórica diária e dividir corretamente as quantias entre alimento seco e úmido.
Além disso, Maion esclarece que deve-se considerar a condição corporal, presença de doenças ou particularidades, rotina do responsável e comportamento alimentar do pet ao optar por esse tipo de dieta.
Quando implementar a técnica
Alguns animais podem se beneficiar mais com o mix feeding do que outros. Citando espécies, os felinos são os que mais aproveitam a técnica, especialmente devido às suas restrições com relação à hidratação.
'Eles naturalmente bebem pouca água, então o alimento úmido ajuda bastante. Já os cães também se adaptam bem, mas o impacto fisiológico do mix feeding costuma ser mais significativo nos felinos', explica a profissional.
Outro ponto importante é que os gatos não se adaptam tão bem a dietas caseiras como cães. Logo, na alimentação deles é indicado dar preferência aos sachês e alimentos enlatados em mousse.
A mistura de secos e úmidos também pode ser uma ótima estratégia para aumentar a palatabilidade dos alimentos, mas exige atenção.
Carla explica que em casos como doença renal, alergias alimentares ou problemas urinários os dois alimentos precisam ser compatíveis com a condição clínica.
Já em dietas de eliminação, por exemplo, não se deve misturar alimentos diferentes, pois isso compromete o diagnóstico.
'O mix feeding deve ser evitado quando o responsável pelo animal não consegue controlar porções com precisão, quando não se adapta a rotina da família ou quando há a possibilidade de o alimento úmido ficar exposto por muito tempo', pontua.
Qualidade associada a porções corretas
A partir do momento que o animal está ingerindo alimentos secos e úmidos em sua dieta ele já está realizando o mix feeding. No entanto, não é o formato que determina qualidade nutricional e, sim, a formulação de ambas as escolhas.
De acordo com a especialista, a base dessa técnica é calcular as calorias diárias necessárias ao animal e dividi-las corretamente entre os dois alimentos.
'O úmido não pode ser 'acréscimo', ele deve substituir parte da ração. Também é importante incluir petiscos no cálculo total. O acompanhamento do peso e do escore corporal deve ser regular e eu geralmente peço retorno em três semanas para ver se tudo correu bem e como foram as mudanças naquela família', esclarece.
Dessa forma, primeiramente, é indicado verificar se ambos os alimentos são completos e adequados para a fase de vida do animal. Em seguida, deve-se observar a densidade energética (quantas calorias por grama ou por lata).
Para definir as porções é preciso calcular a necessidade energética diária do pet e determinar a proporção entre alimento seco e úmido (por exemplo, 50% das calorias de cada).
Logo depois, segundo Maion, convertem-se as calorias em gramas de ração e quantidade de lata/sachê, conforme a informação do fabricante. Já os ajustes devem ser feitos conforme a resposta do pet e de acordo com a rotina da família. Também é fundamental deixar as quantidades bem claras para evitar erros.
Inclusive, todo o cálculo alimentar do animal deve ser definido junto com o médico-veterinário.
'A introdução do mix feeding deve ser gradual, substituindo pequenas quantidades do alimento atual ao longo de alguns dias (geralmente, entre quatro e cinco dias são suficientes). Em gatos mais sensíveis, a adaptação pode precisar de um período maior (de sete a 12 dias). Mudanças bruscas aumentam risco de êmese e disbiose e não são indicadas em nenhum momento, a não ser em casos de internação ou urgências', conclui.
Fonte: Cães e Gatos
Events
Simpósio CS Petfood & Aquafeed
15 a 16 Abril, 2026
Pilar, Buenos Aires, Argentina
https://www.cliviosolutions.com/?lang=es
PET FOOD FORUM KANSAS
27 a 29 Abril, 2026
Kansas City, Missouri, USA
https://www.petfoodforumevents.com/
interpack
07 a 13 Maio, 2026
Düsseldorf, Alemania
https://www.interpack.com/
Smart Pet Food Production
11 Maio, 2026
Sheraton Carlton Nürnberg
https://www.petfoodcompetencenet.com/events/
Interzoo 2026
12 a 15 Maio, 2026
Nuremberg, Germany
https://www.interzoo.com/en
FENAGRA 2026
12 a 14 Maio, 2026
Santana – São Paulo
https://www.fenagra.com.br/
XXIV CONGRESO DE PET DE LA CBNA
12 a 14 Maio, 2026
São Paulo Expo, Brasil
https://www.pet.cbna.com.br
EXPO PACK México 2026
02 a 05 Junho, 2026
Ciudad de México, CDMX.
https://www.expopackmexico.com.mx/
VIV Europe 2026
02 a 04 Junho, 2026
Utrecht, The Netherlands
VICTAM 2026
02 a 04 Junho, 2026
Utrecht, Países Bajos
https://victaminternational.com/
Foro Mascotas 2026
15 a 17 Julho, 2026
Expo Guadalajara, México
https://www.foromascotas.mx/en
Pet South America 2026
12 a 14 Agosto, 2026
São Paulo Expo, Brasil
https://petsa.com.br/
Pet Fair Asia 2026
19 a 23 Agosto, 2026
Shanghái, China
https://en.petfairasia.com/
CIPAL 2026
23 a 24 Setembro, 2026
Buenos Aires, Argentina
https://cipal.com.ar/?lang=es
PETZOO Eurasia
07 a 10 Outubro, 2026
İFM- İstanbul Expo Center
https://petfuari.com/en/
SINPET 2026
15 a 16 Outubro, 2026
Porto Alegre, Brasil
https://www.instagram.com/sinpet2026/
FIGAP 2026
21 a 23 Outubro, 2026
Guadalajara, Jalisco, México
https://figap.com/
Pet Fair South East Asia
28 a 30 Outubro, 2026
Bangkok, Tailandia
https://petfair-sea.com/
ZOOMARK 2027
11 a 13 Maio, 2027
Fair District
https://www.zoomark.it/en/

