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Proteína e alergias alimentares
Aditivos funcionais

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Proteína e alergias alimentares

Com que frequência os pets têm alergias alimentares?   Embora a prevalência mundial de alergias alimentares esteja aumentando entre as pessoas,1 esse tipo de alergia é considerado menos comum em cães e gatos. As alergias alimentares podem parecer mais comuns em pets, porque muitos outros problemas de saúde apresentam sintomas semelhantes.2-4

As estatísticas sobre a prevalência de alergia alimentar em pets podem se somar a essa percepção equivocada, pois os números variam de acordo com o motivo da consulta veterinária: apenas 1% dos gatos atendidos para um check-up geral de saúde foi diagnosticado com alergia alimentar, mas 21% dos gatos levados ao veterinário por conta de prurido cutâneo (coceira) tiveram o mesmo diagnóstico. 5,6     O que causa as alergias alimentares?   As alergias alimentares aparecem quando o sistema imunológico de cada animal individualmente responde a um alimento inofensivo como um 'invasor' nocivo. Essa resposta imune diferencia as alergias alimentares de intolerância alimentar ou de intoxicação alimentar — quadros que não envolvem o sistema imunológico.

Quando as alergias alimentares se desenvolvem, o fator desencadeante mais comum é uma proteína. Nenhuma proteína específica é hipoalergênica. Uma resposta alérgica é o resultado da reação imune de cada animal individualmente ao tamanho ou à estrutura de uma proteína, e tal reação é estimulada, em parte, pela exposição prévia à proteína.3, 7-9

Embora também haja relatos de que ingredientes como os grãos constituem uma das causas de alergias alimentares, estudos revelam que a parte proteica do grão, em geral, é responsável pelo desencadeamento da reação.10

Sendo assim, os grãos especificamente não estão entre os alérgenos alimentares mais relatados em cães ou gatos. Nos cães, os três principais alérgenos alimentares são proteínas da carne bovina, do leite e derivados ou da carne de frango.

Nos gatos, os alérgenos alimentares mais comumente relatados são provenientes da carne bovina, do frango ou do peixe.9     Qual o papel da nutrição em alergias alimentares?   O método diagnóstico considerado como o 'padrão-ouro' para os casos de alergia alimentar consiste em um teste de eliminação que combina uma fonte de proteína e uma fonte de carboidrato, as quais o pet não tenha sido exposto anteriormente.8 Estudos mostram que os testes alérgicos feitos com base em amostras de pele, sangue, saliva ou pelo não produzem resultados confiáveis. 11-14

A seleção de novas proteínas nem sempre é fácil. Novas fontes proteicas podem sofrer reação cruzada com o alérgeno original; além disso, muitos pets apresentam múltiplas hipersensibilidades alimentares.15,16 Além da necessidade de que as dietas sejam nutricionalmente completas e balanceadas, o ideal é que elas sejam fáceis de serem fornecidas durante um ensaio alimentar de 8 a 12 semanas ou possam ser usadas como uma dieta de manutenção a longo prazo.

A alimentação com dietas proteicas hidrolisadas pode oferecer uma estratégia conveniente, completa e balanceada do ponto de vista nutricional, para reduzir a alergenicidade dos alimentos.17-19   Como as proteínas hidrolisadas ajudam a controlar as alergias alimentares?   A hidrólise é um processo responsável pela degradação das proteínas em fragmentos menores. As proteínas 'hidrolisadas' são reduzidas a fragmentos muito pequenos. Esse processo altera o tamanho e a estrutura da proteína — fatores-chave na determinação da alergenicidade de uma proteína.

Em geral, as reações imunológicas adversas a um ingrediente alimentar exigem um alérgeno – tipicamente uma proteína – grande o suficiente para se ligar de forma cruzada com receptores na superfície de células imunes específicas. O tamanho e a estrutura alterados das proteínas hidrolisadas não fazem ligação cruzada com esses receptores da superfície celular e, portanto, não desencadeiam uma resposta imune.7  
Como um benefício adicional, as proteínas hidrolisadas possuem uma alta digestibilidade, o que pode reduzir as condições inflamatórias do intestino.20 Fonte: Purina Institute

Biscoitos assados utilizando plasma spray dried
Aditivos funcionais

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Biscoitos assados utilizando plasma spray dried

Introdução   O plasma spray dried (SDP) é um ingrediente rico em proteína utilizado em alimentos para pets, com propriedades funcionais de textura, aumento da palatabilidade e suporte à saúde sistêmica integral.   Objetivo   O objetivo do estudo foi avaliar como a inclusão de SDP impacta a textura e a palatabilidade de biscoitos assados utilizando glúten de trigo.   Metodologia   O estudo avaliou a palatabilidade e a textura de biscoitos assados utilizando 1% de SDP para substituir o glúten de trigo na fórmula Controle. O teste de palatabilidade foi conduzido com 20 cães durante 2 dias. Diferentes fontes de ingredientes e condições de processamento foram utilizadas em cada estudo, o que explica as diferenças na textura do produto final.

Os biscoitos assados foram preparados utilizando uma batedeira KitchenAid equipada com gancho para sovar massas, abertos manualmente até uma profundidade e tamanho definidos e, em seguida, assados até atingirem um nível de umidade inferior a 10%. Três lotes replicados de cada fórmula foram produzidos para análise em cada estudo.

A textura foi medida em um texturômetro TA.XT Plus utilizando uma ponte ajustável com uma sonda em formato de faca de ponta arredondada para o teste de flexão em 3 pontos. Biscoitos assados de 2 cm x 7 cm foram posicionados sobre o vão da ponte, espaçados a 2,5 cm, para medir a força máxima de quebra (dureza), fraturabilidade e rigidez, a fim de determinar a textura. Cinco biscoitos assados por tratamento foram analisados quanto à textura em cada lote replicado. Paquímetros digitais foram utilizados para medir as dimensões e o volume dos biscoitos.   Validação do conceito: fórmula de teste 
    Resultados: textura
    Resultados: palatabilidade
    Resumo   O SDP pode ser utilizado em formulações de biscoitos assados como auxiliar de processamento para influenciar a textura, dependendo da matriz de ingredientes, além de melhorar a palatabilidade. De modo geral, o SDP pode ser uma alternativa ao glúten de trigo para manter ou melhorar a qualidade do produto.   Por Joy Campbell e Angela Smith – APC
Fonte: All Pet Food Magazine

Além do alimento seco: aditivos funcionais no mercado pet food
Aditivos funcionais

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Além do alimento seco: aditivos funcionais no mercado pet food

Por Erika Stasieniuk

A resposta está na intersecção entre ciência nutricional, comportamento do consumidor e estratégia de mercado.   O que os tutores valorizam?   A crescente humanização dos animais de companhia transformou o olhar dos tutores sobre o alimento de seus pets. Hoje, eles não querem apenas saciar a fome, mas prevenir doenças, apoiar a saúde e promover bem-estar, espelhando as preocupações com a própria alimentação e saúde.
  Essa mudança de comportamento é confirmada por Hobbs Jr. e Anderson (2024), que investigaram as alegações de saúde que realmente agregam valor aos olhos do consumidor. Em um estudo com quase 1.600 alimentos secos para cães, os autores observaram que os tutores estão, sim, dispostos a pagar mais por benefícios específicos.
  A alegação de 'alívio de alergias', por exemplo, apresentou um prêmio de preço de até 22,7%. Alegações como 'saúde digestiva' e 'pele sensível' também mostraram correlação com maior valor percebido. Já termos genéricos como 'vitaminas e minerais' ou 'cuidado dental' foram associados a menor disposição de pagamento, indicando que são percebidos como atributos básicos e não diferenciais.
  Para a indústria, esses dados oferecem um direcionamento estratégico: alegações claras, específicas e com benefícios visíveis são mais valorizadas e podem justificar um posicionamento premium.   Aplicações de aditivos funcionais na nutrição de cães e gatos   Para que uma alegação funcional vá além do marketing, ela precisa estar respaldada por ingredientes com eficácia comprovada.
  Aditivos sempre integraram as formulações, seja com funções tecnológicas, sensoriais, nutricionais ou zootécnicas. Hoje, porém, seu papel vai além: tornaram-se também ferramentas estratégicas de diferenciação e valorização comercial.
  Prebióticos, antioxidantes naturais, ácidos graxos essenciais, entre outros, têm sido cada vez mais incorporados às formulações não apenas por sua funcionalidade técnica, mas também pelo apelo comercial que geram. Entre eles, destacam-se os ingredientes com efeito funcional sobre a saúde intestinal, como os mananoligossacarídeos (MOS), os frutoligossacarídeos (FOS) e a polpa de beterraba.
  De acordo com Singla e Chakkaravarthi (2017), prebióticos como inulina e FOS são fibras não digeríveis que servem de substrato para bactérias benéficas do intestino, como bifidobactérias e lactobacilos. Alguns estudos clássicos apontam seus benefícios:
  Equilíbrio da microbiota intestinal (Gibson e Roberfroid, 1995); Aumento da absorção de minerais como cálcio e magnésio (Scholz-Ahrens et al., 2007); Modulação da resposta imune (Lomax e Calder, 2009); Redução de compostos inflamatórios no cólon (Slavin, 2013).
  Os MOS são carboidratos funcionais extraídos da parede celular de leveduras, principalmente da Saccharomyces cerevisiae. Esses compostos atuam como aliados da saúde intestinal ao dificultar que bactérias patogênicas se fixem na mucosa. Isso acontece porque os MOS ocupam os sítios de ligação das células epiteliais, impedindo a adesão de microorganismos nocivos, mecanismo conhecido como exclusão competitiva. Além desse efeito protetor, os MOS estimulam células de defesa chamadas macrófagos, saturando os receptores de manose presentes nas glicoproteínas da superfície celular (Macari e Maiorka, 2000; Strickling et al., 2000).
  A polpa de beterraba, por sua vez, é uma fibra moderadamente fermentável, rica em fibras solúveis e insolúveis, ela contribui para o equilíbrio da microbiota, melhora a consistência das fezes e auxilia na regularidade do trânsito intestinal. Além disso, sua fermentação parcial no cólon gera ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), como o butirato, que servem como fonte de energia para os colonócitos e contribuem para a integridade da mucosa intestinal (Swanson et al., 2002).
  Logo, alegações como 'suporte à saúde digestiva' ou 'equilíbrio da flora intestinal' ganham consistência quando há ingredientes como inulina, FOS, MOS ou polpa de beterraba na formulação. Essa conexão entre funcionalidade e rótulo é essencial para gerar confiança e percepção de valor real.   Do ingrediente ao posicionamento de mercado   O desafio das marcas está em traduzir a complexidade técnica em mensagens claras, atrativas e acessíveis.
  Mais do que listar 'inulina' na composição, é possível destacar: 'fibra prebiótica natural da raiz de chicória, que favorece a saúde intestinal'.
  Essa abordagem educa o consumidor e fortalece a legitimidade da alegação funcional. Ingredientes funcionais não devem ser apenas listados, precisam ser transformados em diferenciais percebidos e valorizados.
  Outros exemplos relevantes:
  Ômega-3 (de óleo de peixe ou linhaça): associado à saúde da pele, brilho da pelagem e suporte articular; Vitamina E e selênio: antioxidantes naturais com ação sobre o sistema imunológico; Glucosamina e condroitina: frequentemente presentes em alimentos para cães idosos ou de raças grandes, sustentando a alegação de suporte às articulações.
  A eficácia comercial dessas promessas depende de três pilares:
  Do ingrediente funcional com base em evidência científica e na dosagem eficaz comprovada por estudos; Clareza e transparência na comunicação dos benefícios; Alinhamento entre proposta de valor e posicionamento de preço.   Oportunidades em um novo cenário   A busca por alimentos mais saudáveis, específicos e funcionais não é mais uma tendência: é o novo padrão do mercado pet food. 
  Em um mercado cada vez mais competitivo, as marcas que conseguem unir ciência, formulação e uma estratégia de comunicação eficazes estarão mais bem posicionadas para atender um consumidor cada vez mais exigente e bem informado.
  Prebióticos e outros aditivos funcionais, quando aplicados com conhecimento técnico e propósito definido, têm o potencial de transformar alimentos secos em verdadeiras ferramentas de saúde e bem-estar para cães e gatos. O mercado está aberto para marcas que oferecem mais do que nutrição, entregam confiança.
  A rotulagem ideal vai além de promessas atrativas: ela conquista o consumidor ao apresentar uma lista de ingredientes alinhada à ciência que sustenta cada alegação. Ao construir essa ponte entre formulação e comunicação transparente, a indústria avança em sua missão de promover uma vida mais longa e saudável para os cães e gatos. Por Marcos Borges S. Rosa, Marcela Lobo N. Lima e Erika Stasieniuk

Sobre os autores
Marcos Borges S. Rosa é Zootecnista, Pós-graduado em Nutrição de cães e gatos e Mestrando em Ciências Veterinárias pela UFU. Atua com atendimentos nutricionais para cães e gatos de forma presencial e online.  Contato: www.marcosnutripet.com | Instagram: @marcosbsrr
  Marcela Lobo N. Lima é médica veterinária, pós graduada em Nutrologia de Cães e Gatos pela Unyleya e atua como formuladora.  Contato: marcela.nasc21@hotmail.com | Instagram: @marcelanasc
  Erika Stasieniuk é Zootecnista, Doutora em Nutrição e Alimentação de Cães e Gatos pela UFMG, sócia-fundadora da SFA Consultoria e atua como consultora técnica no desenvolvimento de alimentos e ingredientes para cães e gatos.
Contato: erika_stasieniuk@sfa-consultoria.com | Instagram: @erikastasieniuk   Referências
Gibson, G. R., e Roberfroid, M. B. (1995). Dietary modulation of the human colonic microbiota: introducing the concept of prebiotics. The Journal of Nutrition, 125(6), 1401–1412. Hobbs Jr., L., e Anderson, A. (2024). Assessing Price Premiums of Health and Wellness Product Attributes in Pet Food: Implications for Product Positioning and Marketing Strategies. Lomax, A. R., e Calder, P. C. (2009). Prebiotics, immune function, infection and inflammation: a review of the evidence. British Journal of Nutrition, 101(5), 633–658. Singla, V.; Chakkaravarthi, S. (2017). Applications of prebiotics in food industry: A review. Food Science and Technology International 23(8) 649–667. DOI: 10.1177/1082013217721769. Macari, M.; Maiorka, A. Função gastrintestinal e seu impacto no rendimento avícola. In: CONFERÊNCIA APINCO'2000 DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA AVÍCOLAS, 2000, Campinas. Scholz-Ahrens, K. E., et al. (2007). Prebiotics, probiotics, and synbiotics affect mineral absorption, bone mineral content, and bone structure. The Journal of Nutrition, 137(3 Suppl 2), 838S–846S. Slavin, J. (2013). Fiber and prebiotics: mechanisms and health benefits. Nutrients, 5(4), 1417–1435.Swanson, K. S., et al. (2002). Fruit and vegetable fiber fermentation by gut microflora from canines. Journal of Animal Science, 80(10), 2725–2734.

Novo Artigo Científico demonstra que o plasma spray dried contribui para um microbioma intestinal mais saudável em cães
Aditivos funcionais

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Novo Artigo Científico demonstra que o plasma spray dried contribui para um microbioma intestinal mais saudável em cães

A APC tem o prazer de anunciar a publicação de um estudo conduzido em parceria com o Departamento de Ciências Animais da University of Illinois, avaliando como o plasma spray dried incluído em alimentos secos apoia a saúde intestinal e a imunidade em cães. A saúde intestinal é amplamente reconhecida como um componente essencial do bem-estar sistêmico, por meio de vias como o eixo intestino-cérebro, e este novo artigo se soma às evidências sobre o papel do plasma no suporte a esse sistema. Os resultados mostram mudanças significativas nos perfis de metabólitos fecais, sugerindo um impacto benéfico no microbioma e um efeito positivo sobre a saúde intestinal.

Pesquisas anteriores em animais de laboratório já haviam relatado reduções na inflamação sistêmica, propriedades neuroprotetoras e mudanças benéficas na microbiota intestinal associadas ao uso de plasma. Estudos em outras espécies demonstraram melhorias sistêmicas, incluindo padrões que aumentam proporcionalmente ao nível de inclusão de plasma. O estudo em cães da University of Illinois amplia essa base, examinando a composição do microbioma e medidas relacionadas à inflamação em condições controladas.

'Entre diferentes espécies, continuamos observando um efeito sistêmico e positivo sobre a saúde intestinal', afirma Joy Campbell, Diretora Sênior de Serviços Técnicos Global para Pet Food da APC. 'Neste estudo com cães, observamos efeitos lineares relacionados ao nível de inclusão, o que demonstra potencial uso dessa tecnologia em alimentos, petiscos e suplementos funcionais comerciais para pets. Estamos muito satisfeitos em ver resultados tão positivos e impactantes neste estudo conduzido diretamente na espécie-alvo.'

Destaques da pesquisa incluem: 
  Desenho experimental com controles que reforçam a contribuição do plasma para a saúde intestinal  Estudo dos efeitos lineares da inclusão de plasma em dietas para cães  Resultados de digestibilidade de nutrientes, metabólitos fecais, microbioma e biomarcadores imunológicos relevantes para a saúde intestinal canina 
  O estudo completo, 'Effects of spray-dried plasma on nutrient digestibility, fecal metabolites, microbiota, and immune and inflammatory biomarkers in adult dogs', publicado no Journal of Animal Science, já está disponível em: https://academic.oup.com/jas/article-abstract/doi/10.1093/jas/skaf373/8313524 
. Para mais informações, visite www.apcpet.com. 

  Fonte: APC

A importância da palatabilidade em petiscos para criar vínculos entre pets e tutores
Palatabilizantes

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A importância da palatabilidade em petiscos para criar vínculos entre pets e tutores

Cada vez mais, os pets são vistos como verdadeiros membros da família. No Brasil, 92% dos tutores compartilham essa visão¹, enquanto na Irlanda do Norte, 90% também consideram seus animais de estimação parte do núcleo familiar².   Estamos vivendo uma transformação na forma como nos relacionamos com os pets. Os tutores adotam uma abordagem mais humanizada, alinhando os cuidados com seus animais aos próprios valores e estilo de vida.   Para 61% dos tutores de pets nos Estados Unidos, a felicidade e o bem-estar de seus animais são mais importantes do que os próprios³. Esse dado revela o quanto cães e gatos ocupam um lugar especial e essencial na vida das pessoas.   Com essa visão mais afetiva e consciente, é natural que os tutores apliquem aos pets os mesmos critérios que usam para si e para sua família, inclusive na hora de montar a rotina e escolher os alimentos.   As experiências se tornam ainda mais significativas quando compartilhadas com os companheiros de quatro patas: viagens, passeios e até datas comemorativas já contam com a presença especial dos pets.   Esses momentos fortalecem o vínculo entre humanos e animais, e os petiscos têm um papel importante nisso: 81% dos consumidores brasileiros acreditam que as guloseimas ajudam a estreitar a conexão com seus pets4.   Além disso, os tutores buscam alimentos que ofereçam benefícios à saúde e estejam disponíveis em diferentes formatos. 83% dos brasileiros concordam que é importante oferecer uma dieta variada aos pets4. Afinal, diferentes tipos, sabores e texturas estimulam os sentidos e tornam a hora da refeição mais prazerosa.   É nesse cenário que o mercado de nutrição pet encontra uma grande oportunidade: inovar no segmento de snacks e alimentação em múltiplos formatos, atendendo às necessidades dos pets e às emoções e expectativas dos tutores.   Neste artigo, vamos mostrar como os extratos de levedura podem ser grandes aliados da indústria pet food, contribuindo para o desenvolvimento de alimentos mais palatáveis, saudáveis e alinhados com os valores dos tutores, como conexão, bem-estar e sustentabilidade.   O PAPEL DOS EXTRATOS DE LEVEDURA NA PALATABILIDADE DE ALIMENTOS PARA PETS
  A palatabilidade de um alimento vai muito além do sabor. Ela é resultado da combinação de diversos fatores sensoriais que influenciam diretamente a aceitação do alimento pelos pets. E, assim como acontece com os humanos, o prazer em comer é essencial para garantir que os animais consumam a quantidade adequada de nutrientes e vitaminas de forma prazerosa.   Pensando nisso, o PalaUp da Biorigin foi desenvolvido para apoiar a indústria de alimentos para pets a direcionar o paladar para notas específicas, como por exemplo carne e frango assado, aproximando ainda mais os gostos do tutor e do seu pet. Além disso, a linha é caracterizada por ser clean label, sustentável, e por intensificar o sabor umami.   Os extratos de levedura presentes na linha podem ser aplicados diretamente na formulação ou como cobertura, em conjunto com palatabilizantes, em diversos tipos de alimentos para pets, desde alimentos secos extrusados até úmidos. Essa versatilidade permite que os extratos se combinem com diferentes ingredientes, criando experiências sensoriais únicas e agradáveis para os animais de estimação.   Leia nosso artigo completo sobre palatabilidade e descubra como o sabor influencia a nutrição e o bem-estar dos pets.   Quais são as oportunidades que o mercado de nutrição pet pode explorar ao unir snacks e a construção de vínculos afetivos entre tutores e seus animais de estimação?   TENDÊNCIAS QUE IMPULSIONAM A INOVAÇÃO EM PETISCOS PARA PETS
  Produtos indulgentes, como snacks e alimentos que promovem momentos de interação entre os tutores e seus animais de estimação, continuam ganhando popularidade. Nos Estados Unidos, 63% dos donos de cães afirmam oferecer petiscos diariamente³.   As empresas que produzem alimentos para pets podem fidelizar seus clientes ao oferecer maior variedade de sabores e ingredientes. Afinal, diferentes tipos, sabores e texturas de alimentos estimulam o apetite e os sentidos dos animais, tornando a hora da refeição mais agradável.   Além disso, esses petiscos desempenham um papel fundamental no cuidado com cães e gatos: auxiliam no treinamento, fortalecem o vínculo emocional com os tutores e contribuem para o consumo adequado de vitaminas e nutrientes. Entre os consumidores norte-americanos que compram petiscos para pets, 76% afirmam que esses produtos fortalecem o vínculo com seus animais de estimação³.   Essa tendência faz sentido, considerando que muitos tutores veem seus pets como membros da família e estão sempre em busca de promover o bem-estar e a felicidade de seus companheiros de quatro patas.   Com uma visão mais humanizada dos animais de estimação, é natural que os tutores apliquem critérios semelhantes aos utilizados na escolha de alimentos para si próprios. À medida que se tornam mais conscientes sobre como estilo de vida, dieta, exercícios e estímulos mentais afetam a saúde dos pets, tornam-se mais exigentes e seletivos em suas compras.   Por exemplo, 27% dos tutores tailandeses afirmam que a dieta de seus pets reflete suas próprias preferências alimentares³, e 51% concordam que alimentos totalmente naturais seriam uma opção mais saudável³.   O uso de ingredientes de origem natural, como o extrato de levedura, também é uma tendência crescente. Na China, 47% dos tutores priorizam alimentos 'totalmente naturais' ao recomprar alimentos secos ou úmidos².   Enquanto isso, nos Estados Unidos, 34% dos tutores que compram alimentos para gatos e 39% dos que compram para cães consideram os ingredientes naturais um fator importante na decisão de compra5.   Pensando no bem-estar dos pets, cresce também o interesse pelo enriquecimento ambiental. No Brasil, 50% dos tutores demonstram interesse por petiscos que entretenham seus animais4. A variedade de formatos de petiscos permite adaptar a experiência de recompensa às necessidades e preferências dos pets, tornando cada interação mais especial.   E podemos ir além: famílias com pets gostam de incluí-los em celebrações especiais, permitindo que participem de momentos importantes. Snacks inspirados em datas comemorativas, como ovos de Páscoa, panetones natalinos, bolos de aniversário, entre outros, ajudam os tutores a celebrarem essas ocasiões ao lado de seus animais.   Em resumo, há diversas tendências que o mercado de nutrição pet pode explorar para apoiar os tutores na missão de manter seus pets entretidos, ativos e bem-comportados, oferecendo mais tempo de qualidade e nutrição adequada. Mas tudo isso sem esquecer do apelo à palatabilidade: para 43% dos tutores norte-americanos de gatos e 38% dos de cães, o sabor preferido do pet é o fator mais importante na hora da compra5.   Por fim, há ainda outro fator essencial que a indústria de alimentos para pets deve considerar ao desenvolver snacks para cães e gatos: a saúde.   SABORES QUE CONECTAM: A INFLUÊNCIA HUMANA NA ALIMENTAÇÃO ANIMAL
  A indulgência humana refere-se à busca por experiências prazerosas, como saborear um doce favorito ou preparar uma refeição especial. Afinal, os seres humanos estão constantemente em busca de estímulos sensoriais que proporcionem conforto e alegria. Com o crescente processo de humanização dos pets, essa mesma indulgência passou a ser estendida aos companheiros de quatro patas.   É comum vermos cães e gatos observando atentamente o prato de seus tutores, quase como se pedissem para compartilhar aquele momento. Nesse contexto, os alimentos úmidos ganham destaque pela praticidade e pela capacidade de oferecer uma experiência indulgente. Produtos como petisco cremoso, embutidos, toppers líquidos (molhos para alimentos secos) e outros mimos úmidos são exemplos claros dessa humanização. Eles não são apenas alimentos, mas gestos de carinho e momentos de conexão e prazer compartilhado.   Não é por acaso que essa conexão emocional entre humanos e pets tem impulsionado uma verdadeira revolução no mercado de pet food, com lançamentos cada vez mais próximos do universo da alimentação humana: sorvetes e macarrão para pets, comida natural, petiscos com formatos e sabores variados, alimentos gourmetizados e até mesmo produtos comemorativos, como os voltados para aniversários, Natal e outras datas especiais.   Cada vez mais, os tutores desejam compartilhar momentos com seus pets. Mas como fazer isso prezando pela segurança do melhor amigo?   A origem dos ingredientes é um fator relevante. Para os tutores brasileiros, 91% concordam que é importante que os produtos especifiquem claramente os ingredientes utilizados⁴, e 49% têm receio de que ingredientes desconhecidos possam prejudicar seus pets⁴.   A indulgência não pode vir à custa da nutrição. Manter os pets saudáveis é uma prioridade, e isso exige fórmulas que combinem ingredientes de qualidade com alta palatabilidade. Afinal, o alimento precisa agradar tanto ao paladar do pet quanto ao olhar e ao olfato do tutor, que busca opções saudáveis, saborosas e visualmente atrativas.   É nesse cenário que a Biorigin se destaca com o PalaUp, um ingrediente food-grade, ou seja, produzido com o mesmo nível de exigência e qualidade dos ingredientes utilizados na alimentação humana, desenvolvido com a mesma tecnologia utilizada pela indústria de alimentos humanos.   O PalaUp é mais do que um ingrediente: é uma solução estratégica para elevar a percepção sensorial dos alimentos pet, conferindo sabor, aroma e apelo visual que encantam os humanos e pets mais exigentes.   Com expertise consolidada na produção de extratos de levedura de origem natural para o mercado alimentício, a Biorigin aplica esse conhecimento para criar experiências únicas também no universo pet. O uso dos extratos da linha PalaUp permite que as marcas desenvolvam produtos indulgentes sem abrir mão da saudabilidade, atendendo à crescente demanda por alimentos que sejam, ao mesmo tempo, nutritivos e prazerosos.   A indulgência é uma ponte entre o emocional e o funcional, entre o prazer e o cuidado. E com soluções como o PalaUp, o mercado de pet food tem tudo para continuar encantando tutores e seus melhores amigos, permitindo que tutores compartilhem cada vez mais momentos com seus cães e gatos.   BIORIGIN: INGREDIENTES DE ORIGEM NATURAL QUE POTENCIALIZAM A PALATABILIDADE
  Os produtos da linha PalaUp intensificam o sabor umami e proporcionam notas específicas, como carne e frango assado, aproximando o paladar dos tutores ao dos pets. Com fonte natural de ácido glutâmico, esses ingredientes melhoram o sabor geral dos alimentos para animais de estimação, criando um perfil sensorial irresistível que os pets adoram e merecem.   'Na interseção entre ciência e afeto, oferecemos extratos de levedura naturais — amplamente utilizados na indústria alimentícia — como soluções estratégicas para formulações de petiscos. A linha PalaUp, com elevado teor de ácido glutâmico livre, intensifica o sabor umami e atua como direcionadora de sabor, agregando valor sensorial e funcional às formulações que acompanham a evolução da relação entre humanos e seus pets. Além disso, contribui para a diversificação do portfólio, oferecendo notas específicas de sabor que enriquecem a experiência dos nossos companheiros de quatro patas', afirma Thaila Cristina Putarov, Gerente Global de Nutrição e Saúde Animal na Biorigin.   Há mais de 20 anos, a Biorigin desenvolve ingredientes de origem natural para atender às demandas do mercado de nutrição pet, oferecendo soluções que contribuem para a saúde intestinal, o fortalecimento da imunidade e a atratividade dos alimentos.   Para saber mais sobre as nossas soluções à base de leveduras e extratos de levedura, acesse o nosso site. Fontes: Biorigin
  Referências
¹ Mintel – Patent insights: revolutionise the future of pet food (2024) 
² Mintel – A year of innovation in pet food, 2025 
³ Mintel – A year of innovation in pet food and products, 2024 
4 Mintel – Pet Food – Brazil – 2025 
5 Mintel – Pet Food – US – 2024 

Inovação baseada em dados para consistência robusta de produtos
Palatabilizantes

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Inovação baseada em dados para consistência robusta de produtos

Palatantes são intensificadores de sabor usados ​​em alimentos para animais de estimação para melhorar sua palatabilidade e aumentar a aceitação dos animais de estimação. O desenvolvimento de um palatante eficaz envolve uma abordagem sistemática para selecionar a melhor combinação de ingredientes que proporcionem o aroma e o sabor ideais para cães e gatos. No entanto, alguns ingredientes possuem uma variabilidade natural inerente que deve ser gerenciada para garantir a robustez e consistência dos palatantes.
  Para resolver isto, pode ser implementada uma abordagem inovadora baseada em dados, utilizando diversas técnicas analíticas. A caracterização química de matérias-primas – com foco em parâmetros como proteínas, cinzas, gorduras, umidade, aminoácidos e aminas biogênicas – é essencial para monitorar a variabilidade entre diferentes tipos e fornecedores dessas matérias-primas.
  Garantir robustez e consistência envolve várias etapas importantes:
  Análise abrangente de ingredientes: A análise regular de matérias-primas quanto à sua composição química ajuda a identificar e controlar a variabilidade. Esta análise inclui a medição dos níveis de proteínas, gorduras, umidade e outros componentes críticos.
  Modelagem Preditiva: A utilização de técnicas avançadas de modelagem preditiva pode classificar impressões digitais químicas de matérias-primas com rapidez e precisão. Esses modelos auxiliam na antecipação e compensação de variações, mantendo uma qualidade consistente no produto final.
  Avaliação de fornecedores: Avaliar continuamente os fornecedores com base nos perfis químicos de seus materiais garante que apenas as matérias-primas mais consistentes e de alta qualidade sejam utilizadas.
  Protocolos de controle de qualidade: A implementação de protocolos de controle de qualidade rigorosos em vários estágios de produção ajuda a detectar e solucionar desvios dos perfis químicos desejados.
  Ao integrar essas estratégias, o desenvolvimento de palatantes pode alcançar maior robustez e consistência, levando a melhor desempenho do produto e maior satisfação dos animais de estimação.   TÉCNICAS ANALÍTICAS BASEADAS EM DADOS   Essas técnicas envolvem o aproveitamento de métodos de análise de dados para informar a tomada de decisões.     MODELAGEM PREDITIVA PARA CONSISTÊNCIA   A integração de dados de impressões digitais com técnicas avançadas de modelagem preditiva permite a classificação e comparação de matérias-primas. Algoritmos de aprendizado de máquina podem ser treinados nas impressões digitais químicas para prever a qualidade e a consistência dessas amostras, garantindo que as variações sejam detectadas e gerenciadas de forma eficaz.     ESTRATÉGIA DE IMPLEMENTAÇÃO   Esta etapa é importante para desenvolver estratégias viáveis ​​para otimizar processos e resultados.   CONCLUSÃO   Uma abordagem baseada em dados para gerenciar a variabilidade de matérias-primas naturais em palatantes e alimentos para animais de estimação pode melhorar significativamente a consistência e robustez do produto. Ao aproveitar técnicas avançadas como caracterização química, análise de impressões digitais e modelagem preditiva, garantimos que nossos produtos atendam aos mais altos padrões de qualidade e palatabilidade para animais de estimação.
  Esta estratégia inovadora não só mantém a consistência, mas também impulsiona a melhoria contínua nas nossas ofertas de produtos. Ao analisar de forma abrangente as matérias-primas, classificar rapidamente as impressões digitais químicas e implementar modelos preditivos, podemos antecipar e mitigar variações, resultando em um produto mais confiável.
  Além disso, a avaliação contínua dos fornecedores e os rigorosos protocolos de controle de qualidade garantem que apenas os melhores ingredientes sejam utilizados, reforçando ainda mais a robustez dos nossos palatantes. Esta abordagem holística não apenas atende aos padrões de qualidade atuais, mas também estabelece uma base para o aprimoramento e a inovação contínuos em intensificadores de sabor de alimentos para animais de estimação.
  Para obter mais informações, entre em contato com a equipe de insights técnicos do cliente da AFB visitando afbinternational.com/contact ou com seu representante de conta da AFB.
  Fonte: AFB International

Revestimento de palatabilidade com secagem retardada: afeta a taxa de recuperação do palatabilidade e a palatabilidade?
Palatabilizantes

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Revestimento de palatabilidade com secagem retardada: afeta a taxa de recuperação do palatabilidade e a palatabilidade?

Na fabricação de alimentos secos para animais de estimação, a sequência padrão de aplicação de palatantes normalmente segue três etapas: (i) pulverização de gordura, (ii) pulverização de palatante líquido, (iii) aplicação de palatante seco. A maioria das gorduras precisa ser aquecida (30-40 °C) para permanecer líquida. Após a aplicação da gordura, os palatantes geralmente são aplicados em camadas, como ilustrado na Figura XNUMX. Figura 1.
  Entretanto, em certas situações, como quando o palatante seco é aplicado em um local diferente, pode ser necessário revestir rações pré-revestidas com gordura com palatantes secos em um estágio posterior.
  Este estudo investiga duas questões principais:
  A aplicação de palatante seco em rações pré-revestidas com gordura em temperatura ambiente reduz a eficiência de adesão do palatante? Essa aplicação tardia afeta a palatabilidade?

  Figura 1: Representação simplificada da aplicação de palatabilizantes em alimentos secos para animais de estimação.   DESIGN EXPERIMENTAL   Três condições de revestimento foram testadas:
  Aplicação direta de palatante seco: 3% de gordura foi pulverizada sobre rações pré-revestidas com 3% de gordura. As rações pré-revestidas com 3% de gordura foram produzidas de forma padrão, com a gordura sendo pulverizada sobre rações secas e quentes que saíam do secador. Houve um intervalo de três semanas entre as duas aplicações de gordura, sendo esta última seguida por uma aplicação imediata de palatante seco.
  Aplicação tardia de palatante seco nº 1 (atraso de 3 semanas): 6% de gordura foi pulverizada sobre rações não revestidas. Após três semanas de armazenamento, o palatante seco foi aplicado.
  Aplicação tardia de palatante seco nº 2 (atraso de 3 meses): Igual à Condição 2, mas com um período de armazenamento de três meses antes da aplicação do palatante seco.
  Cada condição foi testada em rações para cães e gatos, usando níveis de aplicação de palatante seco de 1.5% e 2.0%.
  A mesma gordura de aves (aplicada a 35 °C) foi usada em todas as condições.   Medidas Taxa de recuperação (RR): utilizando traçadores analíticos, foi calculada a porcentagem real de palatante seco recuperado nas rações.
  Teste de palatabilidade:
- realizado em canis de cães e gatos da AFB com 30 animais durante dois dias;
- Os testes versus foram analisados ​​usando testes t pareados para amostras dependentes.
  Teor de umidade: controlado para garantir que não influenciasse os resultados de palatabilidade (gato: 5.8% ± 0.1, cão: 7.0% ± 0.1).
  Teor de gordura bruta: verificado quanto à uniformidade do revestimento (gato: 11.9% ± 0.3, cão: 10.4% ± 0.3).   RESULTADOS   Taxa de recuperação de palatante seco Figura 2 ilustra o RR do palatante seco para cada condição. Descoberta principal: o RR permaneceu consistente em todas as condições, indicando que neste nível de gordura (6%) o palato estava seco.   Figura 2: Taxa de recuperação de palatante seco sob diferentes condições de revestimento. Taxa de recuperação de palatante seco sob diferentes condições de revestimento.   Resultados de palatabilidade tabela 1 resume os resultados dos testes versus. Principais observações:
- os testes não mostraram diferença estatisticamente significativa na palatabilidade.
- um caso mostrou uma preferência significativa: ração para gatos com 1.5% de palatante seco, aplicada após 3 semanas.
  Tabela 1: Resultados do teste de palatabilidade para revestimento palatante seco diferencial (versus teste, n = 30 animais).   CONCLUSÃO   Retardar a aplicação do palatante seco não reduz a eficiência da adesão. A palatabilidade permanece inalterada, exceto em um caso específico.
  Essas descobertas indicam que a aplicação do palatante seco pode ser adiada por dias, semanas ou até meses após o revestimento de gordura, sem comprometer o desempenho do produto ou a adesão do palatante seco.
  Essa flexibilidade pode ser particularmente útil quando: aplicação de palatabilizantes secos em uma linha de revestimento separada (por exemplo, líquidos em uma revestidora de lote, pós em uma revestidora contínua). fabricação de duas dietas que diferem apenas na etapa de revestimento. realização de testes em instalações da AFB usando condições de aplicação e gordura específicas do cliente.
  Nota de precaução: Esses resultados baseiam-se em um conjunto limitado de condições (um tipo de gordura, um tipo de ração, uma dosagem de gordura...) e não devem ser considerados universalmente representativos. Seu objetivo é fornecer insights e não evidências conclusivas.
  Para saber mais sobre este tópico ou para falar com nossos especialistas em ciência e tecnologia, entre em contato com seu representante de vendas da AFB ou visite afbinternational.com/contact.

  Fonte: AFB International

Cores naturais em alimentos super premium: um sinal de qualidade e compromisso com a saúde dos pets
Corantes
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Cores naturais em alimentos super premium: um sinal de qualidade e compromisso com a saúde dos pets

Por que é importante evitar os corantes artificiais?   O uso de corantes em alimentos para pets tem sido tradicionalmente associado a produtos de baixo custo que buscam simular variedade ou melhorar o apelo visual para os humanos - e não para os animais, que têm uma percepção de cores muito diferente e não são influenciados por esses detalhes estéticos.
  No entanto, diversos estudos alertam que alguns corantes podem causar reações adversas, como alergias, irritações gastrointestinais ou intolerâncias. Além disso, a presença desses aditivos pode mascarar ingredientes de baixa qualidade ou processos de fabricação inadequados.   Cores naturais: transparência e qualidade   Os alimentos super premium se destacam pelo compromisso com a saúde e a transparência. Optar por manter as cores naturais das matérias-primas - como proteínas frescas, vegetais e cereais selecionados - transmite confiança, pureza e respeito pela nutrição animal.
  Esses alimentos não precisam de 'maquiagem': sua qualidade é percebida desde a fórmula até a apresentação final, sem truques visuais.   O Papel da Indústria e da Tecnologia   Na Clivio Solutions, acompanhamos as empresas do setor de pet food na América Latina que apostam na inovação, na sustentabilidade e na melhoria contínua. Trabalhamos com tecnologias que preservam os atributos naturais do alimento sem a necessidade de aditivos artificiais, otimizando processos e garantindo qualidade desde a recepção dos ingredientes até a embalagem final.
  Promover o uso de matérias-primas nobres, técnicas de extrusão controladas e soluções de pós-processo eficientes faz parte do compromisso que assumimos com nossos parceiros.   Conclusão   Em um mundo onde os consumidores estão cada vez mais informados e comprometidos com o bem-estar dos seus pets, manter as cores naturais nos alimentos super premium não é apenas uma escolha estética - é uma declaração de princípios. É escolher a saúde, a transparência e a qualidade em vez do artifício. Na Clivio Solutions, seguimos trabalhando ao lado de nossos clientes para que essa visão se torne realidade em cada produto que chega ao prato de um pet.

  Fonte: Clivio Solutions

Biocolina vegetal: Uma alternativa ao uso de cloreto de colina em alimentos para cães e gatos
Aditivos funcionais

6+ MIN

Biocolina vegetal: Uma alternativa ao uso de cloreto de colina em alimentos para cães e gatos

Por Erika Stasieniuk

Conhecida como vitamina B4, a colina é encontrada em praticamente todos os ingredientes utilizados na formulação de alimentos para cães e gatos, com maior disponibilidade nos produtos de origem animal, principalmente na farinha de vísceras de aves.

A classificação da colina como vitamina do complexo B é controversa, pois ela não participa do metabolismo como coenzima e é exigida em quantidades superiores às outras vitaminas do complexo B (Bertechini, 2013). Além disso, ao contrário das outras vitaminas do complexo B, a colina pode ser sintetizada no fígado pelos animais a partir do aminoácido serina, na presença de ácido fólico e vitamina B6, conforme destacado por Reis et al. (2012).

Considerando suas funções orgânicas, a colina não parece se encaixar perfeitamente na definição de vitamina, sugerindo que talvez ela deva ser considerada uma amina essencial (Bertechini, 2013).

A recomendação nutricional de colina para cães varia de 1.640 a 1.890g/1.000g de matéria seca de alimento. Enquanto para os gatos, a recomendação varia entre 2.400 e 3.200g/1.000g de matéria seca de alimento. Esses valores dependem da fase de vida e das necessidades energéticas de manutenção do animal, conforme FEDIAF (2021).

Essas recomendações geralmente são parcialmente atendidas pelos ingredientes utilizados na formulação dos alimentos. No entanto, dependendo da quantidade de ingredientes de origem animal, ainda pode ser necessário suplementar com cloreto de colina. Este sal composto é produzido por síntese química e amplamente utilizado na indústria de alimentos para animais.

De acordo com Leeson e Summers (2001), Combs Jr. (2008) e Rutz (2008), a forma em pó do cloreto de colina é altamente higroscópica e pode acelerar a degradação de outras vitaminas quando em contato com estas. Por outro lado, a forma líquida do cloreto de colina é altamente corrosiva, exigindo equipamentos especiais para manuseio e armazenamento (Mcdowell, 2000). Essas características tornam o manuseio do cloreto de colina na fábrica de alimentos ou premix desafiador, podendo comprometer sua pré-mistura com outros microingredientes e resultar na perda de vitaminas (Mallo e Paolella, 2017).

A colina é naturalmente encontrada nos alimentos, principalmente na forma de fosfatidilcolina. Essa substância é composta por dois ácidos graxos esterificados e a própria colina. Segundo Leeson & Summers (2001), Combs Jr (2008) e Rutz (2008), menos de 10% da colina presente nos alimentos é encontrada na forma livre ou como esfingomielina, que são análogos da fosfatidilcolina contendo esfingosina em vez de ácido graxo.

Além disso, a colina também está presente em plantas na forma de fosfatidilcolina, colina livre e esfingomielina. Atualmente, existem produtos naturais derivados de plantas selecionadas que possuem alto teor de colina na forma esterificada, oferecendo alta biodisponibilidade, o que pode ser uma importante alternativa ao uso de cloreto de colina sintético. 

Uma dessas fontes alternativas de colina, chamada de biocolina vegetal, são provenientes de extrato vegetais de plantas como Trachyspermum ammi, Citrullus colocynthis, Achyranthes aspera, Azadirachta indica, Acacia nilótica, Silybum marianum, Andrographis paniculata e Ocimum sanctum. Vale ressaltar que a composição das biocolinas vegetais comerciais disponíveis no mercado podem variar entre os seus fornecedores.

O fato de a biocolina vegetal apresentar baixa higroscopicidade é positivo, pois isso leva a menores perdas de vitaminas hidrossolúveis quando adicionada ao premix, comparado ao cloreto de colina. Isso se deve à diminuição do teor de água livre na mistura, resultando em um menor potencial reativo. Além disso, o excesso de água pode ocasionar problemas operacionais nas fábricas de alimentos para cães e gatos.

Embora haja poucos estudos em animais de companhia, a biocolina vegetal tem sido utilizada com sucesso em frangos de corte e galinhas poedeiras, demonstrando resultados favoráveis na conversão alimentar, produção e peso dos ovos (Chen, 2007; Calderano, 2015).

Em um estudo conduzido por Mallo e Paolella (2017) com 40 cães da raça beagle, foram avaliadas três dietas: uma com inclusão da fonte herbal de colina, outra com cloreto de colina e a terceira como controle negativo. Os resultados mostraram que não houve diferenças significativas na preferência dos cães pelas dietas, na qualidade e quantidade de fezes, nem no perfil proteico sanguíneo. No entanto, foi observada uma diminuição nos valores de triglicerídeos e HDL nas dietas com suplementação de colina em comparação ao controle negativo.

Já Mendoza-Martínez et al. (2022) realizaram um estudo com os seguintes tratamentos: dieta não suplementada (377 mg colina/kg), cloreto de colina (3.850 mg/kg equivalente a 2.000 mg de colina/kg de dieta), e biocolina vegetal ((200, 400 e 800 mg/kg) por 60 dias. Os resultados indicaram que a resposta foi semelhante com as duas fontes de colina, mas a biocolina vegetal demonstrou propriedades adicionais, como prevenção de doenças cardiovasculares e metabólicas, prevenção do câncer, resposta inflamatória e imune, além de influenciar o comportamento e processos cognitivos em cães.

Nascimento et al. (2022) concluíram que a biocolina vegetal avaliada pode substituir o cloreto de colina na nutrição de cães, pois não prejudicou o metabolismo lipídico e outras funções do organismo. Pelo contrário, observou-se melhora em algumas funções, especialmente pela redução significativa nas enzimas hepáticas, colesterol total e triglicerídeos.
  Por Erika Stasieniuk e Ludmila Barbi
  Erika Stasieniuk é Zootecnista e Doutora em Nutrição e Alimentação de cães e gatos pela UFMG. É sócia fundadora da SFA Consultoria que tem como objetivo ajudar as empresas de alimentos e ingredientes para cães e gatos a desenvolverem seus produtos e fabricarem um alimento seguro e de qualidade. Contato: erika_stasieniuk@sfa-consultoria.com

Ludmila Barbi T Bomcompagni é Médica Veterinária e Mestre em Nutrição e Alimentação de cães e gatos pela UFMG. É consultora nutricional pet food e atua como executiva de desenvolvimento de negócios na Celta Brasil, empresa especialista em aditivos adsorventes para o mercado de nutrição animal. Contato: ludmila.barbi@celtabrasil.com.br
  REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Bertechini, A.G. Nutrição de Monogástricos – Lavras :Editora UFLA/FAEPE, p. 450, 2004.
Bertechini, A.G. Nutrição de monogástricos. Lavras: Ed. UFLA, 369p, 2013.
Calderano, A. A.; Nunes, R. V.; Rodrigueiro, R. J. B.; César, R. A. Replacement of choline chloride by a vegetal source of choline in diets for broilers. Ciência animal brasileira, v.16, n.1, p. 37-44, 2015.
Combs Jr. G.F. The Vitamins: Fundamental Aspects in Nutrition and Health. 3th ed. Cornell University, Division of Nutritional Sciences, 583p, 2008.
FEDIAF. The European pet food industry. Disponível em: https://europeanpetfood.org/self-regulation/nutritional-guidelines/, 2021.
Leeson, S.; Summers, J. COMMERCIAL POULTRY NUTRITION. 4 ed. Guelph: University Books, 2001
Mallo, G.D.; Paolella, M. Fuente Herbal de Colina em nutrición canina. Congresso Argentino de Nutrição Animal, Buenos Aires, 2017.
Mcdowell, L.R. Vitamins in animal and human nutrition, 2nd edição, Academic Press, 2000.
Mendoza-Martínez, G.D.; Hernández-García, P.A.; Plata-Pérez, F.X.; Martínez-García, J.A.; Lizarazo-Chaparro, A.C.; Martínez-Cortes, I.; Campillo-Navarro, M.; Lee-Rangel, H.A.; De la Torre-Hernández, M.E.; Gloria-Trujillo, A. Influence of a Polyherbal Choline Source in Dogs: BodyWeight Changes, Blood Metabolites, and Gene Expression, Animals, 12, 1313, 2022.
Nascimento, R.C.D.; Souza, C.M.M.; Bastos, T.S.; Kaelle, G.C.B.; Oliveira, S.G. D.; Félix, A.P. Effects of an Herbal Source of Choline on Diet Digestibility and Palatability, Blood Lipid Profile, Liver Morphology, and Cardiac Function in Dogs. Animals, 12, 2658, 2022.
Rutz, F. Absorção de vitaminas. In: MACARI, M.; FURLAN, R.L.; GONZALES, E. Fisiologia aviária aplicada a frangos de corte. 2 ed. Jaboticabal: FUNEP/UNESP, p. 149-166, 2008.