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Trocadores de calor bem dimensionados: produtividade e qualidade na secagem de pet food
Secagem

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Trocadores de calor bem dimensionados: produtividade e qualidade na secagem de pet food

Na indústria de pet food, a secagem influencia diretamente a qualidade final, a segurança de armazenamento e a capacidade produtiva da planta. Nessa etapa, controla-se a retirada de umidade e boa parte da estabilidade do alimento após o envase. Para que o processo ocorra de forma uniforme, o ar precisa chegar ao secador com temperatura e vazão adequadas. O equipamento responsável por fornecer essa energia térmica é o trocador de calor.
Baterias de radiadores utilizam vapor ou água quente para aquecer grandes volumes de ar. Quando o sistema entrega calor de forma estável, o secador trabalha próximo de sua condição ideal. Quando há perda de capacidade térmica, a operação precisa compensar reduzindo a alimentação, aumentando o tempo de processo ou elevando o consumo de vapor. O resultado é menor produtividade, maior variação entre lotes e dificuldade para atingir a umidade desejada.
Um trocador bem dimensionado não é apenas aquele que atende à condição nominal informada no projeto. Ele deve considerar as variações reais da operação, como temperatura do ar ambiente, pressão e qualidade do vapor, vazão de ar, ritmo de produção e acúmulo de poeira. Também precisa manter desempenho ao longo do tempo, mesmo com a incrustação.
Entre os principais parâmetros de projeto estão a diferença de temperatura média logarítmica, conhecida como LMTD, a área de troca térmica, a geometria e o passo das aletas, a velocidade do ar e a perda de carga admissível. O fator de incrustação também merece atenção. Em ambientes com partículas e resíduos, dimensionar o equipamento apenas para condições limpas pode gerar uma falsa sensação de segurança. A sujeira depositada nas superfícies reduz a transferência de calor e compromete o processo.
Quando há margem térmica adequada, o ar de secagem permanece na temperatura necessária mesmo com a linha operando em sua capacidade nominal. Isso permite aumentar a taxa de alimentação sem elevar excessivamente a umidade do produto, reduzir o tempo de partida após paradas e diminuir as diferenças entre lotes. Na prática, um mesmo secador pode produzir mais toneladas por turno quando recebe calor de forma estável.
O contrário também é verdadeiro. Um trocador subdimensionado se transforma em um limitador da planta. Para atingir a umidade especificada, a equipe precisa reduzir a velocidade da linha. Essa perda nem sempre é percebida como falha do equipamento, porque o secador continua funcionando, mas produz abaixo do seu potencial. O impacto acumulado pode superar o investimento necessário para corrigir a deficiência térmica.
A estabilidade do sistema também ajuda a evitar a secagem excessiva. Quando a fonte de calor oscila, é comum operar com uma margem de segurança elevada, retirando mais umidade do que o necessário. Isso aumenta o consumo de energia e reduz a massa final comercializável.
Com um trocador corretamente projetado, a operação pode trabalhar mais próxima da umidade-alvo, equilibrando qualidade, rendimento e eficiência energética.
Um caso real de aplicação em uma indústria brasileira de pet food demonstra esse potencial. Antes da revisão do sistema térmico, determinados processos utilizavam entre quatro e oito radiadores, com elevado consumo de vapor e desempenho abaixo do esperado. Após o redimensionamento e a substituição por uma solução desenvolvida especificamente para a aplicação, algumas operações passaram a utilizar apenas um radiador.
Segundo os dados fornecidos pelo cliente, a capacidade de desidratação aumentou em até cinco vezes e o tempo de alguns processos caiu em até 25%. Os resultados variam conforme o produto e as condições operacionais, mas evidenciam o impacto que um projeto térmico adequado pode gerar.
Além da produtividade, há ganho direto de eficiência energética. Como a secagem representa parcela importante do consumo térmico da linha, cada melhoria na transferência de calor pode reduzir a demanda de vapor ou combustível. Projetos de recuperação de calor ampliam esse benefício ao aproveitar parte da energia do ar de exaustão para pré-aquecer o ar de entrada, reduzindo custos operacionais e emissões.
A escolha dos materiais também interfere no desempenho e na vida útil. Ambientes sujeitos a poeira, umidade e ciclos frequentes de limpeza exigem atenção à corrosão e à higienização. Dependendo da aplicação, podem ser utilizados aços inoxidáveis como AISI 304 ou AISI 316. O projeto mecânico deve considerar pressão, temperatura, vibração, dilatação térmica e acessibilidade para limpeza e manutenção.
Como a planta trabalha em regime contínuo, a disponibilidade do sistema é decisiva. A falha de um único trocador pode reduzir a produção ou interromper toda a linha. Por isso, inspeções periódicas, limpeza planejada, acompanhamento da perda de carga e avaliação do desempenho térmico devem fazer parte da manutenção preventiva.
Alguns sinais ajudam a identificar limitações no sistema: consumo crescente de vapor, dificuldade para atingir a temperatura do ar, necessidade de reduzir a alimentação, aumento do tempo de secagem, variação de umidade e maior demora na partida da linha. Quando esses sintomas aparecem, é importante avaliar não apenas o secador, mas também a capacidade real do trocador de calor.
Tratar a engenharia térmica como parte estratégica do processo significa analisar o custo total de operação, e não somente o preço inicial do equipamento. Um projeto adequado pode gerar retorno por meio de maior produtividade, menor consumo de energia, redução de paradas e melhor aproveitamento da matéria-prima. Nesse cenário, o trocador deixa de ser um item auxiliar e passa a atuar como elemento central do desempenho da planta.     Fonte: Tubal

Sobre a Tubal
Com mais de 37 anos de atuação e sede em Várzea Paulista (SP), a Tubal é especializada no projeto e na fabricação de trocadores de calor, tubos aletados, trocadores casco e tubo, radiadores e serpentinas sob medida. Certificada pela ISO 9001, atende diferentes segmentos industriais com soluções que abrangem dimensionamento, fabricação, manutenção e retubagem de equipamentos.

⁠Validação técnica antes do lançamento: investimento ou custo?
Segurança alimentar

5+ MIN

⁠Validação técnica antes do lançamento: investimento ou custo?

O desenvolvimento de um novo alimento está longe de ser um processo simples. Antes que um produto chegue às prateleiras, meses de trabalho são dedicados à pesquisa de mercado, seleção de ingredientes, desenvolvimento da formulação, definição do processo produtivo, embalagem e estratégias de posicionamento comercial. Cada uma dessas etapas envolve investimento financeiro, tempo e esforço de equipes multidisciplinares.

Existe uma etapa capaz de determinar o sucesso ou o fracasso desse investimento que, muitas vezes, recebe menor atenção do que deveria: a validação técnica. Avaliar se o produto atende aos objetivos propostos antes do lançamento reduz incertezas, fornece evidências para a tomada de decisões e aumenta a probabilidade de sucesso comercial.

Com isso, surge uma pergunta importante para a indústria pet food: investir em validação técnica antes do lançamento representa um custo adicional ou uma estratégia capaz de minimizar riscos e proteger todo o investimento realizado no desenvolvimento do produto?

Validação técnica é o processo que consiste em verificar se um produto atende aos objetivos definidos durante seu desenvolvimento. Mais do que confirmar sua conformidade com especificações, ela fornece evidências de que o alimento ou produto apresenta desempenho compatível com a proposta da formulação e com as expectativas do mercado.

Para o setor pet food, validar vai muito além de realizar um teste de palatabilidade, por exemplo. Envolve avaliar aspectos como desempenho nutricional, qualidade física, estabilidade, segurança, comportamento de consumo, aceitação pelos animais e, em testes in home, também a percepção dos tutores. Essas informações permitem identificar oportunidades de melhoria antes que o produto seja disponibilizado ao mercado consumidor, permitindo ajustes e melhorias antes de seu lançamento.

De maneira resumida, a validação técnica transforma percepções em dados, permitindo que decisões sobre o produto sejam tomadas com base em evidências e não apenas em expectativas.

A validação técnica consiste em confirmar, através de avaliações objetivas, que um produto realmente entrega o desempenho esperado antes que este chegue ao mercado. Mais do que verificar se ele atende às especificações do projeto, essa etapa produz evidências que apoiam decisões técnicas e reduzem incertezas durante o desenvolvimento.

No segmento pet, a validação pode envolver diferentes aspectos, como desempenho nutricional, qualidade física, estabilidade, segurança, comportamento de consumo, aceitação pelos animais e percepção dos tutores. A combinação dessas informações nos permite identificar as oportunidades de melhoria, e realizar possíveis ajustes antes do lançamento, reduzindo riscos e aumentando a competitividade do produto.

Como demonstrado na Figura 1, a validação não deve ser vista como uma etapa isolada, mas como parte integrante dentro de um processo de desenvolvimento. Os resultados que serão obtidos, podem orientar na realização de ajustes de formulação, no processo produtivo, na embalagem ou até mesmo no posicionamento do produto, tornando o lançamento mais seguro e alinhado às expectativas do mercado consumidor final.   Figura 1. Representação simplificada das etapas do desenvolvimento de um produto e do papel da validação técnica como ferramenta para gerar evidências, orientar ajustes e reduzir riscos antes do lançamento.
 É importante destacar que a validação técnica de um produto vai além de apenas testes de palatabilidade. Embora a aceitação pelos animais seja um dos fatores mais relevantes, uma avaliação técnica completa considera diferentes indicadores de desempenho para verificar se o produto atende aos objetivos para os quais foi desenvolvido, pois a validação técnica deve ser entendida como uma forma de transformar expectativas em evidências e dados em decisões.

À primeira vista, reduzir etapas de validação pode parecer uma forma de economizar tempo e recursos. No entanto, quando um produto não entrega o desempenho esperado, os custos costumam ser muito maiores do que o investimento necessário para validá-lo ainda durante o desenvolvimento.

Por exemplo, uma baixa aceitação pelos animais, reclamações dos consumidores, perda de recompra, desgaste da marca, necessidade de reformulação, recolhimento de lotes e investimentos em marketing que não geram retorno são consequências que podem comprometer o sucesso de um lançamento. Em muitos casos, corrigir um problema após a comercialização exige mais tempo, recursos e impacto na reputação da empresa do que identificá-lo previamente por meio da validação técnica.

A Figura 2 ilustra como a validação técnica reduz riscos, direciona ajustes ainda na fase de desenvolvimento e contribui para decisões baseadas em evidências. Mais do que evitar falhas, ela aumenta a confiança no produto e fortalece sua competitividade no mercado.   Figura 2. Comparação entre os possíveis impactos de um lançamento sem validação técnica e os benefícios obtidos quando a validação é incorporada ao processo de desenvolvimento, favorecendo decisões baseadas em dados e maior segurança no lançamento.
Como na Figura 3, o investimento em validação costuma ser pequeno quando comparado aos custos de corrigir problemas após o lançamento. Em um mercado cada vez mais competitivo, decisões baseadas em dados representam um diferencial estratégico para desenvolver produtos mais seguros, competitivos e alinhados às expectativas dos animais, dos tutores e da indústria. Mais do que um custo, a validação técnica é um investimento que reduz incertezas, protege a reputação da marca e aumenta as chances de um lançamento bem sucedido.   Figura 3. Representação conceitual da relação entre o investimento em validação técnica e os custos associados à identificação de falhas apenas após o lançamento do produto. A validação reduz riscos, evita retrabalho e contribui para o sucesso comercial. Por Ingrid Caroline da Silva
Fonte: Nutripet Insights

NIR-Online na Indústria Pet Food: O Futuro do Controle de Processo em Tempo Real
Automação

7+ MIN

NIR-Online na Indústria Pet Food: O Futuro do Controle de Processo em Tempo Real

A indústria de pet food vive um momento de grande evolução. O aumento da exigência dos consumidores, a expansão do mercado premium e super premium, a busca por maior rastreabilidade e o rigor das normas de qualidade impulsionam investimentos em automação e controle de processos. Nesse cenário, decisões baseadas apenas em análises laboratoriais periódicas já não são suficientes para acompanhar a velocidade da produção.

Enquanto métodos tradicionais fornecem informações minutos ou até horas após a coleta da amostra, a espectroscopia no infravermelho próximo (Near Infrared Spectroscopy – NIR) aplicada diretamente ao processo permite monitoramento contínuo das características do produto. Isso significa que desvios podem ser identificados imediatamente, permitindo correções antes que impactem a qualidade do lote ou gerem desperdícios.

Mais do que substituir análises laboratoriais, o NIR-Online transforma dados analíticos em informações operacionais capazes de otimizar todo o processo produtivo.
 
Controle contínuo em vez de análises pontuais
O princípio do NIR-Online é relativamente simples: um sensor instalado diretamente na linha de produção realiza medições contínuas da composição do produto sem necessidade de coleta manual de amostras, preparo ou utilização de reagentes químicos.
 
Em poucos segundos, parâmetros como umidade, proteína, gordura, fibra e cinzas podem ser determinados simultaneamente, fornecendo informações em tempo real para operadores, supervisores e sistemas de automação.
 
Essa disponibilidade imediata de dados permite que decisões sejam tomadas durante a produção, evitando que problemas sejam identificados apenas no laboratório, quando o produto já foi processado.
 
Além da rapidez, outro diferencial importante é a alta frequência das medições. Enquanto o laboratório normalmente analisa algumas amostras por turno, um sistema NIR-Online pode realizar centenas ou milhares de medições diariamente, oferecendo uma visão muito mais representativa do comportamento do processo.
 

Aplicações ao longo de toda a produção
 
Embora muitas empresas associem o NIR apenas ao controle do produto acabado, o maior potencial da tecnologia está justamente nas etapas intermediárias da fabricação.
 
Na recepção das matérias-primas, por exemplo, é possível avaliar rapidamente a qualidade de ingredientes como farinhas de carne, farinha de aves, milho, soja, farelo de trigo e outros componentes da formulação. Essa informação permite ajustes na produção antes mesmo do processamento.
 
Durante a etapa de mistura, o monitoramento contínuo auxilia na padronização da composição da massa, reduzindo variações entre bateladas.
 
Após a extrusão, o NIR pode acompanhar alterações decorrentes do processo térmico, contribuindo para maior estabilidade da produção.
 
Entretanto, uma das aplicações que mais desperta interesse na indústria pet food está localizada após o secador e, principalmente, após o sistema de recobrimento (coating), onde ocorre a aplicação de gordura, óleos, palatabilizantes e outros ingredientes líquidos.
 
Nesse ponto, pequenas variações na dosagem podem representar impactos significativos tanto na qualidade quanto no custo do produto.  
Controle preciso da aplicação de óleo
A etapa de recobrimento representa um dos maiores desafios da produção de alimentos para animais de companhia.
 
Uma aplicação inferior ao especificado pode comprometer a palatabilidade e reduzir a aceitação do alimento pelo consumidor final. Por outro lado, o excesso de óleo aumenta significativamente o custo de produção, além de gerar variabilidade entre lotes.
 
Tradicionalmente, esse controle depende de análises laboratoriais realizadas em intervalos relativamente longos. Durante esse período, eventuais desvios permanecem desconhecidos.
 
Com um sensor NIR-Online instalado logo após o recobrimento, torna-se possível monitorar continuamente o teor de gordura aplicado ao produto.
 
Essa informação pode ser utilizada tanto para acompanhamento operacional quanto integrada aos sistemas de automação da planta, permitindo ajustes automáticos na vazão das bombas de óleo e reduzindo a necessidade de intervenção manual.
 
O resultado é um processo mais estável, maior repetibilidade e redução das perdas por sobreaplicação de ingredientes de alto valor agregado.
Mais eficiência na secagem
Outro ponto estratégico encontra-se na saída dos secadores.
 
A umidade final influencia diretamente a estabilidade microbiológica, a vida útil do produto e o consumo energético da planta.
 
Quando o produto deixa o secador excessivamente úmido, existe risco de crescimento microbiológico e redução da shelf life. Já uma secagem excessiva representa desperdício de energia e perda de rendimento, uma vez que parte da massa comercializável é eliminada na forma de água.
 
O monitoramento contínuo da umidade e atividade de água permite otimizar o controle da secagem, ajustando automaticamente parâmetros como temperatura, vazão de ar e tempo de residência.
 
Além da economia energética, esse controle reduz retrabalhos e melhora significativamente a uniformidade do produto final.     Integração com a Indústria 4.0
O verdadeiro potencial do NIR-Online vai além da medição dos parâmetros químicos.
 
Os sensores podem ser integrados aos principais sistemas supervisórios (SCADA), PLCs e plataformas industriais, permitindo que as informações sejam utilizadas diretamente na automação do processo.
 
Além disso, plataformas de gerenciamento centralizado possibilitam acompanhar o desempenho de diversos sensores instalados em diferentes linhas ou unidades fabris por meio de uma única interface.
 
Indicadores históricos, alarmes automáticos, compartilhamento de calibrações, rastreabilidade da produção e monitoramento remoto tornam-se ferramentas importantes para equipes de qualidade, engenharia e produção.
 
Quando combinados com algoritmos de Inteligência Artificial e Machine Learning, esses dados também podem apoiar modelos preditivos capazes de identificar tendências, antecipar desvios e recomendar ajustes operacionais antes que ocorram perdas.
 
Um investimento que gera retorno
 
Embora o principal objetivo do NIR-Online seja aumentar o controle do processo, os benefícios econômicos rapidamente se tornam evidentes.
 
Entre os principais ganhos observados pelas indústrias estão:
  redução da variabilidade entre lotes;  menor consumo de óleo e ingredientes líquidos;  otimização da secagem e redução do consumo de energia;  diminuição de retrabalhos;  maior estabilidade operacional;  redução da dependência de análises laboratoriais de rotina;  maior produtividade das equipes de controle de qualidade;  rastreabilidade completa do processo produtivo.   
Além dos ganhos financeiros, a tecnologia contribui para elevar a consistência da qualidade, aspecto cada vez mais valorizado por fabricantes que atuam nos segmentos premium e super premium.
Conclusão
A transformação digital já é uma realidade na indústria pet food, e o controle analítico em tempo real ocupa posição central nessa evolução.
 
Ao fornecer informações contínuas sobre a composição do produto durante a fabricação, o NIR-Online deixa de ser apenas um equipamento analítico para tornar-se uma ferramenta estratégica de otimização do processo.
 
Em um mercado onde eficiência operacional, sustentabilidade e padronização caminham lado a lado, investir em tecnologias capazes de monitorar continuamente a produção significa reduzir perdas, aumentar a competitividade e entregar ao consumidor um produto com qualidade cada vez mais consistente.
 
Mais do que acompanhar a Indústria 4.0, o NIR-Online representa um dos pilares para uma produção inteligente, conectada e orientada por dados, transformando medições em decisões e decisões em resultados. Fonte: BUCHI

Presença de microplásticos acende alerta na composição de comidas comerciais para pets
 
Segurança alimentar

2+ MIN

Presença de microplásticos acende alerta na composição de comidas comerciais para pets  

Pesquisadores da Universidade de Sussex e da Universidade de Exeter, no Reino Unido, detectaram a presença de partículas plásticas microscópicas em 76% dos alimentos comerciais para animais de estimação analisados. A constatação faz parte de um estudo publicado na revista científica Environmental Toxicology and Chemistry.
  A investigação identificou esses componentes sintéticos em comidas destinadas a cães, gatos e porcos-espinhos. O levantamento serve como um indicador para o setor de nutrição animal repensar seus processos.   Quais tipos de ração apresentam maior risco?
De acordo com os dados obtidos, os alimentos do tipo úmido (como sachês e patês) foram apontados como os de maior potencial para a exposição diária dos animais de estimação a esses compostos.
  O contato contínuo desperta a atenção da comunidade veterinária global, que busca entender os impactos de longo prazo dessas substâncias invisíveis no organismo dos bichos.

  Rigor metodológico evita falhas nas análises
Para garantir a precisão dos achados, os cientistas adotaram rigorosos critérios de validação em laboratório. Apenas os resultados que apresentaram um índice de similaridade superior a 70% foram validados de forma oficial pela equipe técnica.
  Todo o processo contou com controles de amostragem específicos para identificar e descontar eventuais contaminações ambientais, assegurando que as partículas plásticas estavam presentes nos produtos comerciais.

  Sobre microplásticos em alimentos para pets
Qual foi o percentual de contaminação apontado pela pesquisa?
O estudo científico revelou que 76% dos alimentos comerciais analisados continham vestígios e partículas microscópicas de plástico em sua composição.
  Quais produtos expõem mais os animais a essas partículas?
De acordo com os pesquisadores envolvidos, os alimentos úmidos são os que oferecem maior potencial de exposição diária dos animais de estimação aos componentes plásticos.
  O estudo incluiu rações feitas para quais espécies de animais?
As amostras de alimentos comerciais avaliadas pela equipe de cientistas incluíam produtos voltados para cães, gatinhos e porcos-espinhos. Fonte: Cães & Gatos

Mercado pet food ganha nova aposta em embalagens
 
Embalagem

2+ MIN

Mercado pet food ganha nova aposta em embalagens  

O mercado de alimentos úmidos para animais ganha uma nova aposta em embalagens. A Tetra Recart®, da Tetra Pak, passa a atender essa categoria em expansão.
  A solução é a primeira embalagem cartonada desenvolvida para alimentos em pedaços. Isso inclui refeições prontas, produtos à base de tomate, vegetais e, agora, alimentos úmidos para pets.   Como funciona a tecnologia
O diferencial é a esterilização em autoclave. O processo esteriliza o alimento já envasado, dispensando refrigeração antes da abertura.
  Segundo Danilo Zorzan, Diretor de Marketing da Tetra Pak Brasil, a tecnologia ajuda a preservar sabor, textura e valor nutricional do alimento.
  Zorzan afirma que a esterilização com o produto já embalado também reforça a segurança alimentar. Para ele, isso torna a Tetra Recart® adequada tanto a categorias consolidadas quanto emergentes, como os alimentos úmidos para animais de estimação.   Por que o pet food é aposta
O interesse da indústria pelo segmento tem respaldo financeiro. Segundo a Associação Brasileira das Empresas do Setor de Animais de Estimação (Abempet), o pet food movimenta cerca de R$ 41 bilhões, o que equivale a mais da metade do faturamento total do setor de animais de estimação.
Atenta a esse movimento, a Tetra Pak atua desde 2025 ao lado da indústria com equipamentos e soluções voltadas ao desenvolvimento de alimentos úmidos para pets.
  Além disso, a embalagem traz vantagens operacionais para a indústria. Em comparação com outras soluções, a Tetra Recart® pode reduzir em até 85% as emissões de carbono e em até 40% o consumo de energia, da fabricação à gestão de resíduos.
  No transporte, o formato permite carregar de 10% a 20% a mais de unidades por caminhão. A embalagem também é composta por pelo menos 71% de materiais renováveis.   Tecnologia também para alimentos humanos
A tecnologia já é usada em categorias como atomatados e vegetais, e também nas refeições prontas para consumo humano, segmento que segue em crescimento no Brasil e no mundo.
  Segundo a Pesquisa de Categoria Innova de 2025, 48% dos consumidores globais já compram refeições prontas de alguma forma. O investimento da Tetra Pak nessa embalagem aposta em conveniência, custo-benefício, segurança e preservação das propriedades nutricionais dos alimentos. Fonte: Panorama Pet&Vet

Indústria de ração acelera integração digital de fábricas para proteger margens em meio à alta de insumos 
Automação

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Indústria de ração acelera integração digital de fábricas para proteger margens em meio à alta de insumos 

O setor brasileiro de nutrição animal atravessa uma mudança estrutural em 2026, ditada pela necessidade de eficiência máxima em um cenário de custos operacionais elevados. Estimativas do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações) e da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indicam que o país deve produzir 97 milhões de toneladas de ração este ano, levando grandes grupos agroindustriais a redesenharem suas plantas para modelos de integração total. 
  Essa migração estratégica substitui as antigas estruturas modulares por sistemas fabris onde armazenagem, dosagem, moagem e expedição são geridos por uma única inteligência de engenharia. O objetivo central passa a ser a redução do custo por tonelada produzida e a garantia da rastreabilidade absoluta, exigência crescente dos mercados importadores de proteína animal.    Engenharia como pilar de rentabilidade    Para Fernando Caprioli, Diretor Comercial & Marketing da AGI Brasil, uma das principais fornecedoras de soluções em armazenamento e movimentação de grãos no país, diferente de ciclos anteriores, em que a automação era vista como um diferencial acessório, hoje ela é o núcleo da viabilidade financeira. "A precisão no processamento é um fator crítico: segundo indicadores de custos de produção da Embrapa Suínos e Aves, a alimentação chega a representar entre 70% e 80% do custo total da produção animal. Nesse cenário, plantas que operam com sistemas integrados conseguem reduzir desperdícios de insumos em até dois dígitos, preservando a margem de lucro da operação'', afirma. 
  De acordo com o especialista, o mercado atingiu um nível de maturidade em que a técnica define a competitividade. "Não se trata apenas de erguer uma estrutura, mas de projetar um fluxo inteligente que elimine gargalos logísticos e falhas de dosagem. O mercado de ração hoje exige escala industrial com precisão laboratorial para assegurar a conversão alimentar", explica o executivo.    Segurança e conformidade internacional    Outro fator que impulsiona essa modernização é a pressão por conformidade sanitária. Fábricas altamente integradas minimizam o risco de contaminação cruzada e permitem o monitoramento em tempo real de cada lote. O uso de tecnologias de ponta na armazenagem e no transporte interno garante que a matéria-prima mantenha suas propriedades nutricionais intactas até o processamento final. 
  "A integração total permite que as grandes marcas tenham o controle absoluto do produto. Se um mercado internacional questionar qualquer parâmetro de um lote, a indústria conectada tem a resposta técnica em segundos. É a engenharia aplicada para transformar dados em segurança de mercado", reforça Caprioli.    Perspectivas de infraestrutura    O movimento de verticalização entre grandes grupos agroindustriais, que operam cadeias completas de produção animal, tende a se intensificar. À medida que as plantas ampliam a complexidade operacional, cresce a necessidade de sistemas capazes de gerenciar o fluxo físico e os dados de qualidade de forma unificada. 
  ''A expectativa é que o investimento em engenharia industrial e automação consolide-se como a base da expansão do setor em 2026. Ao priorizar infraestruturas eficientes e conectadas, o Brasil sustenta o avanço da cadeia de proteínas e blinda suas margens contra as oscilações do mercado global de commodities'', conclui o diretor.  Fonte: AGI Brasil Sobre a AGI Brasil
A AGI Brasil é uma das principais fornecedoras de soluções em armazenamento e movimentação de grãos no país. Com sede em Cândido Mota (SP), a companhia faz parte da AGI — Ag Growth International, referência global em equipamentos agrícolas e de infraestrutura, com presença em mais de 100 países. Seu portfólio inclui silos metálicos, sistemas de secagem, aeração e transporte de grãos, além de estruturas e soluções completas para pós-colheita. A AGI Brasil alia experiência local à expertise internacional, oferecendo tecnologia, confiabilidade e eficiência para apoiar a competitividade do agronegócio. 

Valor estratégico na indústria de alimentos para pets
Automação

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Valor estratégico na indústria de alimentos para pets

Hoje, o valor real de uma matéria-prima é construído a partir de múltiplos fatores que vão além de seu custo ou composição química. A rastreabilidade da origem e a capacidade de preservar suas propriedades durante o armazenamento e a produção tornaram-se variáveis determinantes para os fabricantes de alimentos para pets.

Nesse cenário, a relação entre ingredientes e tecnologia de processo ganha relevância crescente, pois a qualidade de uma matéria-prima depende não apenas de sua origem, mas também de como ela é gerenciada dentro da planta de produção.
Novos ingredientes, novas demandas para a indústria
A evolução do mercado pet food está impulsionando uma diversificação sem precedentes nos tipos de ingredientes usados nas formulações. Além das matérias-primas tradicionais, novas fontes de proteína, compostos funcionais e aditivos especializados estão sendo adicionados para atender a demandas nutricionais cada vez mais específicas.

Essa expansão do universo dos ingredientes introduz novos desafios para as plantas de produção. Cada matéria-prima possui características físicas particulares que influenciam seu comportamento durante o armazenamento, transporte e dosagem.
Quando o comportamento físico do ingrediente se torna crítico
Além do perfil nutricional, as matérias-primas usadas na indústria de alimentos para pets apresentam comportamentos físicos muito diversos. Variáveis, como tamanho das partículas, umidade, densidade a granel ou tendência de compactação, podem afetar significativamente o comportamento dos ingredientes nos sistemas de manuseio dos sólidos.

Ingredientes como farinhas de origem animal e vegetal, subprodutos proteicos, farinha de peixe ou alguns concentrados geralmente apresentam problemas de fluxo, gerando fenómenos como compactação, formação de arcos ou zonas mortas dentro de silos e/ou células de armazenamento.

Quando isso acontece, as consequências podem ir além de uma simples interrupção do processo de produção. A retenção prolongada do material armazenado pode levar à degradação dos ingredientes, contaminação cruzada entre lotes ou perda de rastreabilidade na cadeia de produção. 

Em outras palavras, uma matéria-prima de alta qualidade pode perder parte de seu valor se não for gerenciada corretamente dentro da planta.
O Impacto do Armazenamento na Qualidade dos Ingredientes
Um dos aspectos menos visíveis na cadeia de valor pet food é o impacto que os sistemas de armazenamento e recuperação de matéria-prima têm na qualidade final do ingrediente.
Em muitos casos, silos tradicionais apresentam limitações no manuseio de matérias-primas com baixa fluidez. A formação de pontes internas ou túneis pode impedir o fluxo uniforme do produto, gerando áreas onde a matéria-prima permanece retida por longos períodos.

No caso de armazéns planos organizados em células, também existem desafios relevantes do ponto de vista operacional e de qualidade. A ausência de sistemas automatizados de extração dificulta o gerenciamento eficiente do fluxo de materiais, aumentando o risco de manuseio excessivo e, consequentemente, contaminação do produto. Da mesma forma, a impossibilidade de garantir uma rotação correta sob os critérios FIFO (First In, First Out) pode levar à permanência prolongada de certos lotes. Além disso, está o risco operacional associado ao armazenamento em altura, onde a pressão exercida pelo próprio material pode gerar compactação ou esmagamento, afetando as características físicas da matéria-prima e seu desempenho subsequente no processo.

Esse fenômeno não afeta apenas a eficiência operacional, mas também compromete a rotação correta do produto armazenado. Quando um fluxo controlado sob os princípios do FIFO não é garantido, é possível que matérias-primas mais antigas permaneçam no sistema enquanto novos lotes entram no processo de produção.

Para uma indústria que exige altos padrões de qualidade, rastreabilidade e segurança alimentar, essas situações representam um desafio significativo.
Tecnologia para preservar o valor dos ingredientes
Diante desses desafios, a engenharia de processos e as tecnologias de manuseio de materiais desempenham um papel fundamental na preservação do valor real das matérias-primas dentro da planta.

Entre essas soluções estão os sistemas de extração desenvolvidos pela Laidig Systems, projetados para trabalhar com materiais e produtos de baixo fluxo que tendem a se compactar durante o armazenamento. Esses sistemas permitem que a matéria-prima armazenada seja recuperada de forma progressiva e uniforme, favorecendo sua rotação adequada.
 
Esse tipo de tecnologia contribui para manter condições de armazenamento mais estáveis, reduzindo a retenção e garantindo que os ingredientes sejam usados dentro de parâmetros controlados de tempo e qualidade.

Além disso, a automação do processo de descarga elimina a necessidade de intervenções manuais dentro dos silos, melhorando significativamente as condições de segurança operacional na planta.
Quando a Engenharia Passa a Fazer parte da Qualidade
A gestão eficiente da matéria-prima não depende apenas da qualidade do ingrediente ou do design dos equipamentos individuais. Ela exige uma visão abrangente que inclua toda a cadeia de gestão dentro da planta: desde a recepção inicial até sua incorporação nas etapas de mistura ou processamento.

Nesse contexto, as soluções de engenharia industrial possibilitam integrar sistemas de armazenamento, transporte interno, dosagem e controle de processos em uma arquitetura de produção coerente e eficiente.

Na Clivio Solutions, trabalhamos no desenvolvimento e implementação de soluções de engenharia para o manuseio eficiente de matérias-primas, adaptando tecnologias internacionais às necessidades específicas de cada planta. O objetivo é garantir que as matérias-primas mantenham sua qualidade, rastreabilidade e funcionalidade durante todo o processo de produção.
O verdadeiro valor da matéria-prima
A evolução do setor de ração para pets mostra que o conceito de valor associado aos ingredientes está mudando. Hoje, uma matéria-prima não é avaliada apenas por seu preço ou composição nutricional, mas também por sua capacidade de se integrar de forma eficiente em sistemas de produção cada vez mais sofisticados.

Nesse novo cenário, ingredientes, tecnologia e processos fazem parte do mesmo ecossistema industrial. A forma como uma planta gerencia suas matérias-primas pode influenciar diretamente a qualidade do produto final, a estabilidade do processo e a confiabilidade da cadeia de suprimentos.

Por essa razão, o verdadeiro valor de uma matéria-prima não está apenas em sua origem ou formulação, mas também na capacidade da indústria de preservá-la ao longo de todo o processo de produção. Por Clivio Solutions
Fonte: All Pet Food Magazine

O papel da embalagem na nova geração de ingredientes pet food
Embalagem

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O papel da embalagem na nova geração de ingredientes pet food

Essa mudança não afeta apenas o desenvolvimento de produtos, mas também os processos industriais atrelados a ele. Quando as matérias-primas se tornam mais complexas e valiosas, cada etapa da produção deve garantir seu correto manuseio, preservação e rastreabilidade. 

Nesse contexto, o ensacamento e o fim de linha estão assumindo um papel cada vez mais estratégico nas fábricas de produção. 
Novos ingredientes, novos desafios de manuseio
As formulações atuais de alimentos para pets integram ingredientes com características físicas muito diversas: proteínas vegetais, farinhas funcionais, misturas com diferentes granulometrias ou ingredientes desidratados com alto valor nutricional. 

Essas matérias-primas podem se comportar de forma muito diferente durante o manuseio e processamento, o que torna necessário adaptar soluções de ensacamento. Entre os fatores mais relevantes estão: 
  Variações na densidade global do produto. Presença de partículas finas ou poeira durante o preenchimento. Ingredientes frágeis ou sensíveis ao manuseio.
  Nesses casos, o sistema de dosagem e pesagem deve garantir um fluxo controlado e manuseio cuidadoso do produto, evitando perdas, quebras ou segregações que possam afetar a qualidade final. 

Ter equipamentos capazes de se adaptar a essas características é essencial para manter a eficiência do processo e proteger a integridade do produto. 
Pesagem da precisão: proteção do valor do produto
À medida que as formulações incorporam ingredientes de maior valor agregado, a precisão no processo de ensacamento torna-se crítica. 

Mesmo pequenas variações de peso podem representar perdas econômicas significativas ao trabalhar com matérias-primas de alto custo ou misturas nutricionais muito compactas. Portanto, as linhas de embalagem devem integrar sistemas dinâmicos de pesagem e controle digital para manter alta precisão mesmo em produção em alta velocidade. 

Nessa área, a PAYPER se estabeleceu como uma das líderes mundiais em pesagem dinâmica de produtos sólidos a granel. Todas as suas máquinas automáticas de embalagem possuem o novo sistema de controle de pesagem MSX, desenvolvido para garantir níveis excepcionais de precisão em processos industriais exigentes.

Esse sistema permite otimizar a dosagem do produto, reduzir a variabilidade entre os sacos e maximizar o uso da matéria-prima, fatores especialmente relevantes ao trabalhar com ingredientes de alto valor. 
Controle de Qualidade e Segurança do Produto
A qualidade e segurança dos alimentos são prioridades máximas no setor pet food, onde os padrões de produção estão cada vez mais próximos dos da indústria alimentícia. 

Por esse motivo, as linhas de ensacamento atuais podem incorporar diferentes sistemas de inspeção e controle, como detectores de metais, pesadores de verificação ou sistemas automáticos de rejeição. Essas soluções possibilitam identificar possíveis desvios durante o processo e garantir que apenas sacos que atendam a todos os parâmetros de qualidade continuem na linha de produção. 

No caso do PAYPER, essas tecnologias podem ser integradas a linhas completas de fim de linha, que vão desde dosagem e pesagem até embalagem, paletização e proteção final de pallets. Essa abordagem abrangente permite otimizar a coordenação entre equipes e garantir operações fluidas e eficientes em toda a linha. 
Automação e Controle Avançados de Linhas
À medida que as fábricas aumentam em capacidade e complexidade, a gestão da linha de ensacamento exige ferramentas avançadas de controle e monitoramento. 

Nesse contexto, a PAYPER desenvolveu o Pulsar, a plataforma digital completa projetada para centralizar o gerenciamento de toda a linha de ensacamento. Essa ferramenta permite monitorar a operação dos equipamentos, analisar dados de produção e otimizar a configuração da linha de forma simples e intuitiva. 

Graças a esse sistema, os fabricantes podem obter uma visão global do processo, identificar possíveis desvios e melhorar a eficiência operacional.

Além disso, o Pulsar também facilita a gestão de manutenção e o acesso a informações técnicas essenciais, permitindo que você antecipe incidentes potenciais e planeje intervenções antes que ocorram períodos de inatividade não planejados. 
Serviço técnico e continuidade operacional
Em instalações de alta produção, a continuidade operacional é um fator crítico. Qualquer paralisação inesperada pode ter impacto direto na eficiência da usina e na capacidade de fornecimento. 

Por essa razão, contar com um serviço técnico especializado e ferramentas de manutenção preditiva tornou-se um elemento fundamental para os fabricantes.

Soluções digitais como o Pulsar possibilitam gerenciar o status dos equipamentos, consultar peças de reposição e facilitar tarefas de manutenção, ajudando a reduzir o tempo de inatividade e melhorar a disponibilidade da linha. 

Essa abordagem combina tecnologia com suporte técnico especializado para garantir que as instalações operem com máxima confiabilidade.
Embalar diante dos novos desafios do mercado pet food
A evolução da indústria pet exige soluções cada vez mais precisas, flexíveis e automatizadas. Nesse contexto, a experiência no design e otimização de sistemas de embalagem torna-se um fator chave para responder a novas demandas do mercado.

Em um ambiente onde os ingredientes são cada vez mais inovadores e têm maior valor agregado, embalar não é mais apenas uma etapa logística, mas uma parte essencial do valor do produto. Garantir precisão, controle de qualidade, rastreabilidade e uma apresentação final correta permite preservar esse valor desde a produção até a distribuição.

Essa evolução, cada vez mais ligada à eficiência operacional e otimização da produção, também está muito presente nos principais encontros internacionais do setor. Nesse contexto, a PAYPER participa ativamente de feiras como Interpack (estande 12C06), Fenagra (estande C19) e Foro Mascotas (D6-B), onde apresenta suas soluções e estabelece contato direto com os principais players do setor.

Além disso, a empresa fortalece sua presença internacional em mercados-chave, como América Central e Brasil, onde possui uma estrutura local para oferecer um serviço próximo adaptado às necessidades específicas do setor. Por PAYPER
Fonte: All Pet Food Magazine

O custo invisível da matéria-prima barata: o que realmente impacta a rentabilidade 
Laboratório

5+ MIN

O custo invisível da matéria-prima barata: o que realmente impacta a rentabilidade 

Por Ludmila Barbi T. Bomcompagni

Na prática, o preço unitário raramente reflete o custo total de utilização de um ingrediente. Fatores como estabilidade, padronização, desempenho tecnológico e confiabilidade da cadeia de fornecimento exercem influência direta na eficiência industrial e na consistência do produto final. Ignorar essas variáveis pode gerar uma série de custos invisíveis que, ao longo do tempo, comprometem a rentabilidade da operação.   O limite da comparação baseada apenas em preço
Tradicionalmente, muitos processos de compra ainda se baseiam em comparações diretas de preço por quilo. Essa abordagem parte do princípio de que ingredientes equivalentes podem ser avaliados apenas pelo valor de aquisição. No entanto, matérias-primas aparentemente semelhantes podem apresentar diferenças relevantes em parâmetros como granulometria, teor de umidade, pureza, concentração do composto ativo ou comportamento funcional na formulação.

Essas diferenças frequentemente passam despercebidas na negociação comercial, mas tornam-se evidentes durante a produção. Quando um ingrediente apresenta variações entre lotes, a operação industrial precisa se adaptar constantemente para manter a estabilidade do processo. Ajustes de temperatura, pressão, umidade ou taxa de inclusão passam a ser necessários para compensar variações não previstas na formulação original.   Variabilidade: um dos principais custos invisíveis
A variabilidade é um dos principais custos ocultos associados a matérias-primas de menor preço. Em linhas de extrusão, por exemplo, pequenas diferenças na capacidade de absorção de água ou no comportamento físico de um ingrediente podem alterar a expansão do kibble, a textura do produto ou a densidade final. Esses efeitos exigem correções operacionais frequentes e reduzem a previsibilidade da produção.

Outro impacto comum está relacionado ao rendimento industrial. Ingredientes com menor padronização podem aumentar a formação de finos, reduzir a durabilidade do pellet ou gerar maior quantidade de material fora de especificação. Em alguns casos, isso implica reprocessamento ou descarte parcial da produção, aumentando o consumo de energia e reduzindo a eficiência da linha.   Quando o ingrediente mais barato exige maior inclusão
Exemplos desse fenômeno são frequentes na indústria. Fontes proteicas com menor digestibilidade podem exigir maior inclusão para atingir o mesmo nível nutricional, reduzindo a economia inicialmente percebida. Ingredientes minerais com menor concentração do composto ativo também podem demandar taxas mais altas de inclusão para fornecer o mesmo aporte nutricional. Da mesma forma, extratos funcionais ou aditivos tecnológicos que não apresentam padronização adequada podem oferecer desempenho inconsistente, exigindo ajustes frequentes na formulação ou na operação industrial.

Em casos mais evidentes, essas variações podem impactar a performance do produto final — seja na palatabilidade, na aparência ou na consistência do alimento — levando tutores a perceberem queda na qualidade e afetando diretamente a satisfação e a confiança na marca.   O custo técnico da formulação corretiva
Além dos impactos diretos no processo produtivo, existe também um custo técnico frequentemente subestimado: o tempo dedicado à formulação corretiva. Quando matérias-primas apresentam grande variabilidade, equipes de pesquisa, desenvolvimento e qualidade precisam investir mais horas em análises adicionais, testes internos e ajustes de especificação. Esse esforço raramente é contabilizado como parte do custo do ingrediente, mas representa uma alocação significativa de recursos especializados.   Rastreabilidade e segurança da cadeia de suprimentos
Outro fator cada vez mais relevante é a rastreabilidade da matéria-prima. A indústria de pet food enfrenta exigências crescentes relacionadas à transparência da cadeia de suprimentos, segurança alimentar e conformidade regulatória. Ingredientes com origem pouco clara ou documentação técnica limitada podem gerar dificuldades em auditorias, questionamentos regulatórios e incertezas na padronização de especificações.

Nesse contexto, a confiabilidade do fornecedor e o controle da cadeia produtiva passam a ter papel estratégico. Consistência entre lotes, disponibilidade de dados analíticos e clareza sobre a origem da matéria-prima contribuem para reduzir riscos operacionais e garantir maior previsibilidade no desempenho da formulação.   Redefinindo o conceito de valor
Essa realidade reforça a necessidade de ampliar o conceito de valor aplicado aos ingredientes utilizados na indústria de pet food. Durante muito tempo, o preço de aquisição foi considerado o principal critério de escolha. Hoje, torna-se cada vez mais evidente que o valor real de uma matéria-prima está diretamente ligado à sua capacidade de entregar estabilidade, funcionalidade e segurança ao longo de todo o processo produtivo.

Quando um ingrediente apresenta comportamento consistente, permite que a formulação seja executada com maior precisão e reduz a necessidade de ajustes operacionais. O resultado são linhas de produção mais estáveis, melhor aproveitamento da capacidade industrial e maior previsibilidade na qualidade do produto final.   Uma nova pergunta para a indústria
Diante desse cenário, cresce a importância de avaliar o custo total associado ao uso de um ingrediente — e não apenas o valor pago por ele. Em vez de perguntar quanto custa um ingrediente por quilo, talvez a pergunta mais relevante para a indústria seja: quanto custa a variabilidade que ele pode trazer ao processo?

Empresas que adotam essa visão mais ampla conseguem estruturar cadeias de suprimento mais estáveis, reduzir riscos operacionais e construir processos produtivos mais eficientes. No longo prazo, essa abordagem contribui para margens mais previsíveis e para o fortalecimento da confiança nas marcas. Por Ludmila Barbi Trindade Bomcompagni – All Pet Food
Fonte: All Pet Food Magazine

Estação de Garantia da Qualidade
 
Segurança alimentar

5+ MIN

Estação de Garantia da Qualidade  

Desenvolvida em colaboração com a Extru-Tech, líder reconhecida em tecnologia de extrusão, nossa Estação de Garantia de Qualidade (QAS) representa um avanço significativo na forma como os fabricantes realizam e documentam as verificações de qualidade durante o processo.
  O QAS é um sistema semiautomatizado de medição e geração de relatórios que combina tecnologia de visão de ponta com um excelente design para orientar os operadores ao longo do processo de medição da densidade do produto e das dimensões das peças. Esses são dois dos indicadores de qualidade mais críticos para produtos alimentícios extrudados e rações para animais de estimação. Ele transforma um processo que, historicamente, dependia de medições manuais, técnicas individuais e registros em papel, tornando-o consistente, eficiente e com resultados imediatamente aplicáveis.   Implementação da tecnologia de visão
No centro da capacidade de medição dimensional do QAS está uma câmera de profundidade de nível industrial que leva imagens de alta precisão para o chão de fábrica. A equipe de desenvolvimento realizou extensos testes de precisão antes de encontrar uma solução que medisse com exatidão a partir da distância necessária e incorporasse um filtro infravermelho adequado ao ambiente operacional da estação.
  O software da estação utiliza as bibliotecas RealSense existentes da Intel, proporcionando uma base de software estável e com amplo suporte. A câmera se conecta e se comunica exclusivamente por Ethernet.
  A tecnologia de visão oferece resultados em duas frentes simultaneamente: As imagens do sensor de cores capturam uma imagem visual da amostra do produto Os sensores infravermelhos duplos fornecem dados detalhados, permitindo a medição dimensional precisa de cada peça individual do produto
O software da estação processa então esses dados combinados para identificar cada peça individualmente e calcular suas dimensões e valores de cor automaticamente, em questão de segundos.
  Além das dimensões, a câmera captura a cor do produto e inclui uma imagem da ração diretamente no relatório de qualidade, proporcionando aos operadores e gerentes de qualidade um registro visual, além dos dados numéricos.   Medição da densidade
A densidade aparente é um indicador de qualidade fundamental para produtos extrudados e é notoriamente sensível às técnicas de medição. O QAS resolve essa questão com uma abordagem específica: uma distância de queda consistente e um método padronizado para limpar o recipiente estão integrados ao processo da estação, garantindo que as medições de densidade sejam repetíveis entre operadores, turnos e instalações.   Integração perfeita ao seu processo de qualidade
O QAS foi projetado para se integrar às suas operações atuais.
  A estação pode operar no modo autônomo, no qual os operadores inserem manualmente as informações sobre o pedido e o produto, ou pode integrar-se diretamente a uma linha de produção por meio de uma conexão com o PLC para obter esses dados automaticamente. Após a medição das amostras, os resultados são enviados para o banco de dados e, opcionalmente, de volta ao PLC. O operador da extrusora verifica imediatamente, diretamente na máquina, se a amostra atende às especificações.   Recursos adicionais   Orientação integrada para o operador: as instruções exibidas na tela orientam o operador em cada etapa do processo de medição, reduzindo o tempo de treinamento e garantindo que o procedimento seja seguido corretamente em todas as ocasiões.
  Gerenciamento de verificações de balança: As verificações de balança são solicitadas na tela em intervalos adequados, e os resultados são registrados no banco de dados e incluídos no relatório da web.
  Visibilidade de tendências: os gráficos exibidos no aplicativo mostram aos operadores se as medições apresentam tendência de alta ou de baixa ao longo do tempo, permitindo ajustes proativos.
  Lembretes de verificação programados: Um cronômetro na tela e um banner alertam o operador quando é hora de realizar a próxima verificação de qualidade. Isso garante a consistência dos intervalos de amostragem sem depender do operador para controlar o tempo manualmente.
  Capacidade para várias linhas: Uma única estação QAS pode dar suporte a até 4 linhas de produção, tornando-a uma solução escalável para instalações de diversos tamanhos.
  Relatórios acessíveis: Relatórios de qualidade estão disponíveis através de um navegador da web na mesma rede e podem ser exportados para o Excel. Isso torna os dados acessíveis a gerentes de qualidade, supervisores e a equipe de liderança sem a necessidade de software especializado ou intervenção do departamento de TI.   Conclusão
A garantia da qualidade sempre foi essencial na fabricação de alimentos e rações para animais de estimação. O que está mudando é o padrão de como isso é feito. Os processos manuais, dependentes do operador e baseados em papel estão dando lugar a sistemas mais inteligentes, consistentes e conectados.
  A Estação de Garantia de Qualidade, desenvolvida em parceria com a Extru-Tech, foi projetada especificamente para esse momento. Ela oferece a precisão, a consistência e a visibilidade em tempo real que a fabricação moderna exige.
  Quer saber mais sobre o QAS ou agendar uma demonstração? Entre em contato conosco para começarmos a conversar. Fonte: NorthWind

<em>Salmonella </em>em pet food: como ocorre a contaminação e quais cuidados ajudam a prevenir riscos
 
Segurança alimentar

5+ MIN

Salmonella em pet food: como ocorre a contaminação e quais cuidados ajudam a prevenir riscos  

A segurança dos alimentos destinados a cães e gatos é uma preocupação constante dentro da indústria e do atendimento veterinário. 
  Entre os microrganismos que podem representar risco nesse contexto está a Salmonella, bactéria amplamente conhecida por causar infecções alimentares em humanos e animais.
Embora a presença do patógeno em alimentos industrializados seja incomum quando boas práticas de fabricação são seguidas, a contaminação pode ocorrer em diferentes etapas da cadeia — desde a origem das matérias-primas até o armazenamento final do produto. 
  Por isso, compreender os fatores envolvidos e adotar medidas preventivas é fundamental para proteger a saúde dos animais e das pessoas que convivem com eles.   Como a Salmonella pode contaminar alimentos para cães e gatos
A Salmonella é um gênero de bactéria presente no ambiente, que pode ser encontrado em alimentos de origem animal e vegetal. 
  Na cadeia de produção da pet food, as principais fontes potenciais de contaminação incluem matérias-primas contaminadas, manipulação inadequada e falhas nos processos de controle sanitário.
  De acordo com o zootecnista João Marcel, o controle começa antes mesmo da fabricação do alimento. 
  'A prevenção da contaminação por Salmonella começa na escolha e no monitoramento das matérias-primas utilizadas na formulação do produto', afirma.
  Durante o processo industrial, a aplicação de temperaturas elevadas — como ocorre na extrusão das rações secas — contribui para reduzir significativamente a presença de microrganismos. 
  Ainda assim, existe a possibilidade de contaminação posterior, caso ocorram falhas nas etapas de manipulação, transporte ou armazenamento.
  'Mesmo após o processamento térmico, é essencial manter rigorosas práticas de higiene e controle sanitário para evitar recontaminações', explica João Marcel.
  Produtos crus ou minimamente processados, como dietas naturais cruas, podem apresentar risco maior de presença da bactéria se as matérias-primas não forem adequadamente controladas ou armazenadas.   Processos como extrusão utilizam altas temperaturas que ajudam a reduzir a presença de microrganismos (Foto: Reprodução)
Armazenamento e manejo também influenciam na segurança alimentar
Além da produção industrial, o armazenamento doméstico também exerce papel importante na prevenção da contaminação. 
  Embalagens abertas, recipientes mal higienizados ou exposição do alimento à umidade podem favorecer a proliferação de microrganismos.
  Segundo João Marcel, a forma como o alimento é armazenado após a compra faz diferença na preservação da qualidade do produto. 
  'Manter a ração em local seco, protegido da luz e bem fechado ajuda a preservar as características do alimento e reduzir o risco de contaminações', orienta.
  Outro ponto importante é evitar misturar alimento novo com restos antigos que permanecem no recipiente. Esse hábito pode favorecer deterioração e contaminação cruzada.
  Também é recomendado higienizar periodicamente potes e recipientes utilizados para armazenar o alimento dos animais, bem como respeitar o prazo de validade indicado pelo fabricante.
  Já no caso de alimentos úmidos ou dietas naturais, a conservação adequada sob refrigeração é essencial após a abertura da embalagem.   Sinais de que o alimento pode estar contaminado
Nem sempre a presença de Salmonella altera o aspecto do alimento, o que torna a contaminação difícil de identificar visualmente. 
  Ainda assim, algumas mudanças podem indicar que o produto sofreu deterioração ou armazenamento inadequado.
  Entre os sinais que merecem atenção estão o odor alterado, presença de mofo, mudança na textura ou aspecto incomum da ração. Embalagens violadas ou estufadas também podem indicar comprometimento do produto.
  'Qualquer alteração perceptível no alimento deve ser motivo para interromper o uso e buscar orientação adequada', ressalta o zootecnista. 
  Em casos de suspeita, é importante não oferecer o alimento ao animal e entrar em contato com o fabricante ou com um profissional da área para avaliação.   Sintomas de salmonelose em cães e gatos
A infecção causada por Salmonella, chamada salmonelose, pode provocar diferentes sinais clínicos em cães e gatos. 
  Em muitos casos, os animais podem ser portadores assintomáticos, mas alguns desenvolvem manifestações gastrointestinais.
  Entre os sinais comuns da condição estão diarreia, presença de muco ou sangue nas fezes, vômito, febre, apatia e redução do apetite. 
  Filhotes, animais idosos ou indivíduos com sistema imunológico comprometido podem apresentar maior risco de desenvolver quadros mais graves.
  João Marcel destaca que qualquer alteração digestiva persistente deve ser avaliada por um profissional. 
  'A presença de sintomas gastrointestinais deve sempre motivar a busca por atendimento veterinário para diagnóstico e manejo adequado', afirma.
  Além do impacto na saúde animal, a Salmonella também possui importância em saúde pública, pois pode ser transmitida entre animais e humanos por meio do contato com fezes ou alimentos contaminados.
  Por esse motivo, a higienização adequada das mãos após manipular alimentos ou utensílios utilizados pelos animais é uma medida importante de prevenção.   Embalagens comprometidas podem indicar risco de contaminação do produto (Foto: Reprodução)
FAQ sobre salmonella na pet food
A salmonella é comum em alimentos para pets?
A presença da bactéria é considerada incomum em produtos fabricados sob rigorosos controles sanitários, mas pode ocorrer caso haja falhas na cadeia de produção ou armazenamento.
  Animais sempre apresentam sintomas quando entram em contato com Salmonella?
Não. Alguns cães e gatos podem ser portadores assintomáticos, enquanto outros desenvolvem sinais gastrointestinais.
  Como reduzir o risco de contaminação na alimentação dos pets?
Armazenar o alimento corretamente, manter utensílios limpos, respeitar o prazo de validade e adquirir produtos de fabricantes que sigam boas práticas de produção são medidas importantes. Fonte: Cães e Gatos

Segurança de alimentos pet: 10 pontos críticos para fortalecer o sistema nas fábricas
Segurança alimentar

4+ MIN

Segurança de alimentos pet: 10 pontos críticos para fortalecer o sistema nas fábricas

Garantir a segurança de alimentos para animais de companhia exige mais do que protocolos bem escritos. 
  Na prática industrial, falhas costumam ocorrer na execução, especialmente quando há mudanças em formulações, equipamentos ou rotinas operacionais que não passam por reavaliações criteriosas.

A construção de um sistema robusto depende de três pilares: equipes bem treinadas e engajadas, procedimentos fundamentados em evidências científicas e revisão contínua dos processos produtivos. 
  Sem esses elementos, mesmo programas tecnicamente estruturados podem apresentar lacunas no chão de fábrica.
  A seguir, dez pontos considerados centrais para fortalecer programas de segurança em fábricas de alimentos para pets:
  Pessoas são a base do sistema
Mesmo o melhor programa não funciona sem uma equipe comprometida e tecnicamente preparada. 

O desempenho do sistema depende diretamente do engajamento e da capacidade dos profissionais responsáveis por executar os procedimentos operacionais padrão.
  Segurança de alimentos exige revisão contínua
O sistema não pode ser tratado como documento estático. Revisões devem ocorrer ao menos uma vez por ano e sempre que houver mudanças em equipamentos, fluxo de processo ou formulação. A atualização constante é essencial para garantir que as medidas preventivas permaneçam adequadas.
  Modificações estruturais aumentam o risco de patógenos
Alterações em estruturas físicas ou substituição de equipamentos estão entre os principais fatores associados ao surgimento de riscos sanitários. Intervenções em paredes, passagens ou áreas técnicas podem expor pontos previamente ocultos de contaminação. Por isso, recomenda-se higienização antes e depois das obras, além de protocolos rigorosos para equipes terceirizadas.
  Maior inclusão de proteínas requer revalidação
O aumento no uso de carnes frescas e farinhas de origem animal em formulações premium pode exigir reavaliação das etapas de controle de patógenos. Estudos de validação realizados com níveis menores de inclusão proteica podem não refletir o risco atual, especialmente quando há cargas microbianas superiores às inicialmente consideradas.
  Estudos internos são fundamentais
Estudos de desafio conduzidos internamente são importantes para correlacionar dados laboratoriais com a produção em escala industrial. Como plantas-piloto não reproduzem integralmente as condições de extrusoras comerciais, é necessário gerar dados próprios que comprovem equivalência em parâmetros como tempo, pressão e umidade.
  Controles preventivos não podem ser flexibilizados
Pressões por aumento de produtividade não devem comprometer parâmetros críticos de controle. Ajustes para ganho de eficiência devem ocorrer por meio de pesquisa e otimização de processos — como configuração de pré-condicionadores ou ajustes de velocidade — e não pela redução de medidas de segurança.

Avaliação externa amplia objetividade
Equipes internas podem perder a capacidade de identificar vulnerabilidades ao longo do tempo. A contratação de auditorias externas e certificações independentes é considerada estratégica para garantir avaliação imparcial de riscos.
  Cultura começa na liderança
A coerência entre discurso e prática da gestão é determinante para consolidar a cultura de segurança. Inconsistências no uso de equipamentos de proteção individual por parte de gestores, por exemplo, sinalizam fragilidade no alinhamento institucional.
  Treinamento deve ser acessível e contínuo
Programas de capacitação simples, atualizados e integrados à rotina operacional tendem a gerar maior adesão. Sistemas digitais com alertas automáticos de atualização de procedimentos podem reforçar a cultura de melhoria contínua, desde que complementados por treinamentos práticos.
  Verificação de fornecedores é inegociável
A consistência de ingredientes influencia diretamente a segurança e a estabilidade do processo. Variações regionais em matérias-primas, como trigo, podem afetar densidade, comportamento na extrusão e carga microbiana. Auditorias anuais, exigência de certificados de análise e comunicação transparente sobre mudanças de origem são medidas consideradas essenciais.   FAQ sobre segurança de alimentos pet
Por que mudanças estruturais aumentam o risco sanitário?
Porque podem expor áreas previamente contaminadas ou criar novos pontos de abrigo para patógenos.
  Com que frequência o sistema de segurança deve ser revisado?
Recomenda-se ao menos uma revisão anual completa, além de avaliações sempre que houver mudanças operacionais.
  Qual é o papel da liderança na segurança de alimentos?
A gestão deve demonstrar, na prática, o padrão de conduta esperado, fortalecendo a cultura organizacional. Fonte: Cães & Gatos

Liberando o poder da inovação de alto impacto e baixo esforço
Automação

4+ MIN

Liberando o poder da inovação de alto impacto e baixo esforço

Por Felipe Martínez R.

Para a área de negócios da indústria de ração para pets, essa "inovação silenciosa" pode ser uma fonte inesgotável de oportunidades para melhorar produtos, otimizar custos e atender às necessidades em constante mudança dos clientes.   E muitas vezes, acabam sendo de baixo esforço e de alto impacto.   O processo de produção como fonte de inspiração
Cada etapa do processo de produção, desde a seleção dos ingredientes até a embalagem final, apresenta oportunidades para inovações de baixo esforço e alto impacto. Ao conhecer cada detalhe minuciosamente, pode-se identificar áreas a serem melhoradas que muitas vezes passam despercebidas.   Exemplos de inovação de baixo esforço e alto impacto
  Otimização da moagem: Ajustar o tamanho da moagem dos ingredientes pode melhorar a digestibilidade do alimento e reduzir perdas. Isso não exige grandes investimentos, mas pode ter um impacto significativo na saúde dos pets e na satisfação do cliente.
  Modificação da textura: Experimentar diferentes texturas de ração pode tornar a comida mais atraente para cães e gatos com preferências diferentes. Isso pode ser alcançado ajustando os parâmetros de extrusão ou queima, sem a necessidade de adquirir novos equipamentos.
  Adicionando ingredientes funcionais: Incorporar pequenas quantidades de ingredientes funcionais, como probióticos, prebióticos ou antioxidantes, pode melhorar a saúde digestiva, o sistema imunológico ou a qualidade do pelo dos pets. Esses ingredientes geralmente são fáceis de incorporar no processo de produção e, se forem comunicados corretamente, podem trazer vantagens na comercialização dos produtos.
  Embalagem aprimorada: O uso de materiais de embalagem mais sustentáveis, como embalagens recicláveis ou biodegradáveis, pode reduzir o impacto ambiental do produto e atrair consumidores ambientalmente conscientes. Isso não exige grandes mudanças no processo de produção, mas pode ter um impacto positivo na imagem da marca.  Além de melhorias na porcentagem de enchimento ou redimensionamento das embalagens para torná-las mais eficientes do ponto de vista logístico, o que pode trazer economias operacionais em grande escala.
  Personalização das porções: Oferecer comida em porções individuais ou em embalagens seláveis pode facilitar a alimentação dos pets e reduzir o desperdício. Isso pode ser alcançado ajustando o processo de embalagem, sem a necessidade de modificar a formulação do produto.  Além disso, modificar a unidade de vendas para o cliente varejista pode ajudar a equilibrar o capital de giro e a gestão de estoque nos pontos de venda.   Como identificar oportunidades de inovação   Observação direta: passar um tempo no chão de fábrica, observar o processo e conversar com os operadores, que são os mais especialistas em cada subprocesso, pode revelar áreas de melhoria que não são evidentes no escritório.
  Análise de dados: Revisar dados de produção, reclamações de clientes e feedback dos fornecedores pode identificar padrões e tendências que sugerem oportunidades de inovação.
  Benchmarking: Estudar os produtos e processos dos concorrentes pode inspirar novas ideias e revelar áreas onde a empresa pode melhorar.
  Brainstorming: Realizar sessões de brainstorming com equipes multifuncionais (desde a fábrica até ao setor de vendas) pode gerar uma riqueza de ideias inovadoras.   Benefícios da inovação de baixo esforço e alto impacto   Melhoria Contínua: permite que a empresa melhore continuamente seus produtos e processos, sem a necessidade de grandes investimentos.
  Vantagem competitiva: Ajuda a diferenciá-lo da concorrência e atender às necessidades em constante mudança dos clientes.
  Redução de custos: Pode levar a economias em materiais, energia e mão de obra.
  Maior satisfação do cliente: Melhora a qualidade do produto e a experiência do cliente.   Conclusão
Inovação de baixo esforço e alto impacto é uma estratégia vencedora a longo prazo na indústria de alimentos para pets. Ao compreender profundamente o processo de produção, a área comercial pode desencadear uma onda de ideias criativas que melhoram os produtos, otimizam custos e atendem às necessidades dos clientes. Essa inovação silenciosa pode ser a chave para o sucesso a longo prazo em um mercado competitivo. Por Felipe Martinez R.
Fonte: All Pet Food Magazine

TMI e HS Automation consolidam expansão internacional com o lançamento da TMI USA Inc.
Embalagem

3+ MIN

TMI e HS Automation consolidam expansão internacional com o lançamento da TMI USA Inc.

Como parte dessa expansão, a TMI USA Inc. e a HS Automation concluíram um Acordo de Compra de Ativos com a Bratcher Bagging Inc., uma empresa local com forte histórico e reconhecimento no mercado de soluções de embalagem dos EUA.

Não se trata apenas de uma aquisição, mas de uma integração estratégica voltada para fortalecer o mercado local, expandir as capacidades técnicas e trazer maior valor ao mercado norte-americano ao aproveitar o conhecimento do mercado local.
Integração da expertise e liderança locais
A Bratcher Bagging Inc. construiu uma reputação baseada em confiabilidade, serviço e conhecimento técnico especializado. A experiência e o portfólio de produtos da TMI USA reforçam nossa capacidade operacional e nossa rede de suporte técnico no país.

Além disso, Kyle Bratcher continuará liderando a equipe dentro da TMI USA Inc., garantindo continuidade, estabilidade e uma transição suave para todos os clientes.

Essa integração garante:
  Continuidade total nos serviços e pedidos em andamento Suporte permanente para equipamentos instalados Expansão das capacidades técnicas e comerciais
Ampliação do portfólio de soluções de embalagem e automação
Com essa medida estratégica, a TMI USA amplia sua oferta no mercado norte-americano combinando as soluções históricas da Bratcher com a avançada tecnologia de automação da TMI.
Nosso portfólio agora inclui:
  Linhas automáticas completas de ensacamento Sistemas de Fechamento de Sacos, Células de Paletização com Robô Máquinas de saco de boca aberta Sistemas form-fill-seal de fechamento Soluções de fim de linha e de paletização automática
Essa integração nos permite oferecer soluções completas e integradas para setores como agricultura, ração animal, química, minerais e alimentícios.
Automação de direção na indústria dos EUA
O setor industrial nos Estados Unidos está caminhando para níveis mais altos de automação, eficiência operacional e otimização de processos. Por meio da TMI USA Inc., estamos preparados para acompanhar essa transformação por:
  Engenharia especializada Soluções de automação personalizadas Suporte comercial e técnico local Inovação apoiada pela expertise internacional da TMI e da Automação HS
  Nosso objetivo é claro: ajudar os fabricantes americanos a otimizar seus processos de embalagem, reduzir o tempo de inatividade e melhorar o desempenho geral de suas fábricas.
Declaração institucional
"Esta aquisição representa um passo importante em nosso compromisso de atender ao mercado dos EUA com capacidades ampliadas e expertise local. A integração de nossas equipes fortalece nossa plataforma de crescimento e inovação."
Justin Hartwick, Presidente da TMI USA Inc.
Construindo o futuro juntos
Na TMI, entendemos o crescimento como um processo baseado em colaboração e confiança. Essa expansão reafirma nosso compromisso de longo prazo com o mercado norte-americano.

Com recursos aumentados, ofertas ampliadas e liderança estabelecida nos Estados Unidos, a TMI USA Inc. está pronta para trazer ainda mais valor ao setor.

Mais informações em: www.tmipal.com
 

Transformação digital no coração do pet food
Automação

5+ MIN

Transformação digital no coração do pet food

Digitalização desde o primeiro passo
À primeira vista, uma planta de pet food parece um sistema complexo de máquinas, silos, tubulações e linhas de envase trabalhando simultaneamente. Mas por trás dessa sinfonia industrial há algo mais profundo: decisões, dados e tecnologia que permitem que cada parte do processo responda com precisão. Esse é o coração da planta conectada.

Durante anos, as fábricas operaram sob um modelo fragmentado: cada etapa tinha seu próprio ritmo, seus próprios controles e, muitas vezes, sua própria lógica. Hoje, esse paradigma está mudando. A indústria avança para um ecossistema integrado no qual processamento, monitoramento, manutenção e controle se articulam entre si, criando fluxos mais inteligentes, seguros e eficientes. E o interessante é que não se trata de um conceito futurista: já está acontecendo.   Quando a qualidade se torna parte do processo
A qualidade no pet food é definida desde a primeira etapa. A digitalização permite monitorar em tempo real variáveis que antes exigiam intervenção manual ou controles esporádicos: umidade, temperatura, tempos de retenção, condições de secagem ou resfriamento.

Isso não só melhora a eficiência, como também melhora a sanidade, evita retrabalhos e garante que o produto final cumpra sempre os mesmos parâmetros. Para um mercado tão exigente quanto o de pets, no qual a confiança do consumidor é crítica, isso faz diferença.

Paralelamente, tecnologias avançadas de separação magnética, amostragem e tratamento de ar elevam os padrões de inocuidade e sustentabilidade. Muitas plantas já estão adotando sistemas que detectam contaminantes ferrosos, plantas que automatizam a validação da qualidade ou plantas que neutralizam odores sem recorrer a produtos químicos.
Melhorias tecnológicas aplicadas ao processamento
Dosagem de Precisão. Sistemas de microdosagem garantem que cada fórmula receba a quantidade exata de ingredientes, aditivos e micronutrientes. Isso não apenas minimiza erros humanos e desperdícios, mas também garante a consistência nutricional do produto final, fundamental para a saúde dos pets.

Otimização da Extrusão e Secagem. A automação agora inclui o controle ideal de variáveis críticas como umidade, temperatura e pressão durante a extrusão e a secagem. Isso é essencial para alcançar a densidade, textura e durabilidade desejadas no grão, além de garantir uma cocção adequada. O desperdício de produto é reduzido durante partidas e paradas de linha.

Embalagem Inteligente. Sistemas de envase em alta velocidade que não só são mais rápidos e higiênicos, como também estão equipados para realizar inspeções de qualidade em tempo real e garantir a integridade do selado.
O fim de linha também se digitaliza
Na etapa final, do envase à paletização, a automação e o registro contínuo permitem uma eficiência que antes exigia muita supervisão manual. Mudanças de formato mais rápidas, menor desperdício de sacos ou filmes, rastreabilidade de cada lote até a entrega.

O que antes era 'a ponta do processo' agora é um ponto-chave para garantir eficiência logística e qualidade percebida.
Benefícios concretos 
Adotar uma planta digitalizada e conectada com soluções integrais traz múltiplas vantagens competitivas:
  Eficiência operacional e redução de custos: dosagens precisas, transporte eficiente e automação dos processos minimizam erros, desperdícios e retrabalhos, reduzindo custos de insumos, mão de obra e manutenção.
  Melhora da qualidade e consistência do produto: processos controlados, rastreabilidade, separação magnética e controles sanitários garantem que cada lote cumpra os padrões, impactando positivamente na confiabilidade do produto final.
  Segurança e ergonomia operacional: minimizar a intervenção manual, evitar entrada em silos, reduzir risco de contaminação ou acidentes, tudo resulta em um ambiente mais seguro e confiável para os operadores.
  Sustentabilidade e responsabilidade ambiental: controle de odores, otimização de recursos, menor desperdício de matéria-prima e energia contribuem para operações mais limpas e responsáveis com o meio ambiente.
  Escalabilidade e adaptabilidade: uma planta conectada pode se ajustar a diferentes formatos, volumes ou produtos, facilitando diversificação e expansão.
  Rastreabilidade e conformidade regulatória: registro digital dos processos, controle de qualidade e monitoramento contínuo ajudam a cumprir normas de segurança alimentar e a responder a auditorias e exigências do mercado.   Conclusão
A planta conectada é uma inovação construída todos os dias. A digitalização transforma a forma de produzir, controlar e assegurar a qualidade. Nesse caminho, o desafio é construir processos integrados, estáveis e capazes de evoluir.      

Nesse cenário, a Clivio Solutions acompanha a indústria de pet food na adoção de tecnologias e abordagens de engenharia que permitem operar com maior precisão, rastreabilidade e eficiência. Para as empresas, investir em digitalização é a chave para garantir competitividade, liderança e nutrição de qualidade na próxima geração de alimentos para pets.
   

STATEC BINDER: Ensacadoras para diferentes produtos para alimentação animal
Embalagem

3+ MIN

STATEC BINDER: Ensacadoras para diferentes produtos para alimentação animal

Ração para cachorro em sacos de polietileno; para pássaros, em sacos de papel; e para cavalos, em sacos grandes. A indústria global está decolando, e até 2030, o setor atingirá US$ 816 bilhões segundo estatísticas, tornando-se um grande mercado. Os maiores produtores estão localizados na China e nos Estados Unidos. Soja e milho estão entre os recursos mais importantes, seguidos pelo trigo e pela canola. Seja para alimentos para animais de produção ou para nossos queridos pets, esses produtos não só precisam atender aos padrões de qualidade, mas também ser bem embalados. É então que sistemas de alta tecnologia desempenham um papel fundamental. O produtor austríaco STATEC BINDER é especializado nessa área.   Uma grande variedade de produtos exige um alto nível de flexibilidade   As máquinas de embalagem da STATEC BINDER apresentam várias vantagens: desde componentes de alta qualidade que garantem durabilidade e robustez até softwares sofisticados que facilitam a operação. Acima de tudo, há um aspecto especial como fio condutor comum do desenvolvimento e da produção, que também define a direção: flexibilidade. A razão é simples de explicar: nem todos os alimentos de origem animal são iguais. Pelo contrário, eles variam em tamanho e características do fluxo, desde pós até produtos sem fluxo.
  O que isso significa para as máquinas de ensacamento? Esse tipo de máquina deve funcionar com vários produtos e, mais importante, adaptar-se a eles. Para o STATEC BINDER, alta flexibilidade não é apenas desejável, mas há muito tempo se tornou um valor central. Somente dessa forma o sistema pode ser integrado de forma ideal à empresa e ser 100% compatível com o produto.   Flexibilidade como conceito central da empresa   No STATEC BINDER, a flexibilidade vem em vários níveis:
  Sistemas sofisticados: O principal é escolher a ensacadora certa. O portfólio de produtos inclui sistemas para bolsas de boca aberta e máquinas FFS.
  Personalização: O próximo passo é configurá-lo, por exemplo, com um design de lavagem para facilitar a limpeza, um dispositivo de pressão de ar embalado para resultados ainda mais eficientes, ou funções de rotulagem.
  Acessórios eficazes: Uma balança de peso neto precisa para dosar a quantidade exata do saco. Máquinas modernas garantem uma vedação segura. Por fim, detectores de metais garantem que nenhum objeto desconhecido entre na embalagem.
  Máquinas de embalagem de alta qualidade, confiáveis e duráveis confirmam os anos de experiência da STATEC BINDER.
  Além de ser embalada de forma segura, a ração para pets deve ser armazenada em paletes rápidamente e cuidadosamente antes de ser transportada. Todas as máquinas de embalagem podem ser complementadas com paletizadores da STATEC BINDER, o que aumenta o nível de automação.   Fortes habilidades profissionais e interpessoais    A STATEC BINDER é um parceiro de longo prazo que não apenas desenvolve, produz e fornece. Ele se importa em projetar a máquina de embalagem ideal para cada alimento e empresa, além de garantir a operação regular por anos e desenvolvimento contínuo. Por isso, a STATEC BINDER conta com seu atendimento ao cliente abrangente em todo o mundo. O atendimento humanizado, combinado com expertise técnica, faz da empresa uma das principais fornecedoras de máquinas de embalagem para a indústria alimentícia. Por STATEC BINDER
Fonte: All Pet Food Magazine

Veterinários clínicos deveriam conhecer o processo de fabricação de alimentos para pets e suas inovações
Automação

4+ MIN

Veterinários clínicos deveriam conhecer o processo de fabricação de alimentos para pets e suas inovações

Por Candela Bonaura

É uma realidade que nossos pets, nossos pacientes, comem diariamente, e que, se não o fizessem, isso seria motivo de preocupação e angústia para toda a família e para nós, os médicos veterinários. Portanto, considero, a partir do meu humilde papel, que devemos nos envolver em conhecer mais sobre o processo de fabricação, matérias-primas, fabricantes, qualidade e inovação.    A dieta não é um acessório: é uma ferramenta clínica. Somos nós, médicos, que conhecemos a fisiologia de cada paciente ou o comportamento de uma doença, para que a dieta seja determinante na manutenção da saúde ou, muitas vezes, para que se torne o próprio tratamento, sendo crucial para preservar a qualidade de vida dos nossos pacientes.   Atualmente, a inovação permite otimizar processos e obter alimentos cada vez mais completos e funcionais. Isso significa que, além de nutrir e atender às necessidades energéticas, eles promovem saúde integral por meio da combinação de ações nutritivas e 'farmacológicas ou medicinais' de forma natural.   A inovação também permitiu identificar quais ingredientes não são adequados ou seguros e, portanto, devem ser retirados das formulações. Além disso, aproximou-nos de alternativas melhores e mais naturais. Saber mais e nos envolver nesse tema nos dá as ferramentas para distinguir entre propostas de marketing tentadoras de alimentos realmente seguros e de qualidade.
  As fábricas modernas implementam automação desde a recepção das matérias-primas até a embalagem e o paletizado final. Assim, reduz-se o risco de erro humano e aumenta-se a velocidade de produção. São utilizados sensores para medir parâmetros críticos como umidade, temperatura, densidade, condições de secagem, entre outros. Já a inteligência artificial e o aprendizado de máquina permitem otimizar fórmulas, prever falhas e corrigi-las. No controle de qualidade, algumas fábricas já utilizam inspeção automática (com visão computacional, sensores, etc.) para detectar defeitos, contaminações e inconsistências em tamanho, densidade ou textura do alimento.A digitalização permite rastrear cada lote, desde a entrada das matérias-primas até o produto final, melhorando a rastreabilidade e ajudando a minimizar eventuais recolhimentos ou reclamações. Isso contribui para assegurar padrões de qualidade e segurança alimentar, essenciais para evitar contaminação, variabilidade nutricional ou falhas de produção. 
  Como médicos-veterinários de animais de companhia, devemos conhecer esse processo de digitalização, pois somos responsáveis por garantir consistência nutricional, qualidade, segurança alimentar, rastreabilidade e adequada prescrição de dietas especiais, além de assegurar transparência. Nem todas as fábricas ou fabricantes têm o mesmo nível tecnológico, já que isso requer grandes investimentos e equipe capacitada.   Conhecer esses processos permite:
  Avaliar melhor a qualidade do alimento que prescrevemos ou recomendamos.   Compreender o quão 'seguro' pode ser um alimento comercial.   Acompanhar as mudanças na indústria e ter informações atualizadas sobre alimentos personalizados ou especializados.   Diagnosticar e oferecer tratamento com maior precisão, aumentando a capacidade de prescrever dietas terapêuticas e recomendar alimentos de alta qualidade e bem específicos. Manejar doenças crônicas utilizando alimentos como tratamento primário — como obesidade, doenças gastrointestinais e dermatológicas. Orientar tutores sobre qualidade, distinguir entre modismos e ciência, e reforçar a importância da nutrição.   Prevenir doenças promovendo, desde filhotes, dietas adequadas para evitar problemas futuros.   Em resumo   Essas mudanças são especialmente relevantes para os profissionais veterinários porque a digitalização na indústria pet food impacta diretamente a qualidade, segurança e confiabilidade dos alimentos que recomendamos a nossos pacientes.   Para receber capacitações em nutrição, alimentos e outros temas, não hesite em me contatar. Por Dr. M. Candela Bonaura
Fonte: All Pet Food Magazine

Tendências no ensacamento de rações para animais de estimação: inovação, precisão e eficiência para um setor em crescimento
Embalagem

6+ MIN

Tendências no ensacamento de rações para animais de estimação: inovação, precisão e eficiência para um setor em crescimento

Esse crescimento não afeta apenas a formulação dos alimentos, mas também os processos industriais que garantem sua conservação, segurança e apresentação. Nesse contexto, o ensacamento de rações para animais de estimação passou a ocupar um lugar estratégico na cadeia produtiva.

A embalagem final tem várias finalidades: proteger os alimentos da umidade e da contaminação, facilitar o armazenamento e o transporte e proporcionar uma apresentação atraente no ponto de venda. Ao mesmo tempo, deve ser prática e resistente para o consumidor final. Por esse motivo, os fabricantes de alimentos para animais de estimação estão buscando soluções tecnológicas que combinem eficiência, versatilidade e controle de qualidade em todo o processo de ensacamento.
Formatos e materiais: versatilidade como vantagem competitiva
O formato da embalagem é um dos fatores mais decisivos na indústria. Os alimentos secos para animais de estimação são geralmente embalados em sacos de polipropileno ou polietileno laminado, materiais que oferecem alta resistência mecânica e proteção contra umidade, oxigênio e pragas. Esses materiais preservam a textura crocante do produto e prolongam sua vida útil.

Tradicionalmente, os formatos mais comuns têm entre 5 e 20 kg, ideais para proprietários com vários animais de estimação ou para distribuidores. No entanto, a tendência atual mostra um crescimento sustentado na demanda por sacos menores, com menos de 5 kg, projetados para consumidores que buscam conveniência ou produtos de maior rotatividade.

Essa mudança exige que os fabricantes tenham equipamentos de ensacamento flexíveis, capazes de se adaptar rapidamente a diferentes tamanhos e tipos de sacos, sem comprometer a velocidade de produção.
  As máquinas automáticas de ensacamento de ração para animais PAYPER são projetadas precisamente para oferecer essa versatilidade: elas permitem mudanças rápidas e automáticas de formato, com sistemas que ajustam as medidas sem a necessidade de intervenção manual. Além disso, o sistema horizontal de armazenamento de sacos vazios proporciona autonomia operacional, pois pode armazenar até seis pilhas de sacos prontos para o próximo ciclo.
  Antes da selagem, um sistema de alinhamento automático garante que a boca do saco fique perfeitamente nivelada, garantindo um acabamento preciso e profissional. Se o processo assim o exigir, a soldagem dupla adiciona uma camada extra de proteção contra umidade e contaminação.
Dosagem e pesagem: precisão em cada saco
Na indústria de alimentos para animais de estimação, a homogeneidade do produto e a precisão do peso são essenciais para atender aos padrões de qualidade. A PAYPER desenvolveu o controlador de pesagem MSX, uma das tecnologias mais precisas do mercado. Acreditado por instituições oficiais de metrologia, este sistema foi projetado especificamente para processos de ensacamento em alta velocidade e garante uma dosagem precisa, mesmo em linhas com alto rendimento de produção.
O MSX combina velocidade e confiabilidade, mantendo a consistência do produto sem gerar excesso de peso ou perdas. Dependendo das características do alimento — densidade, tamanho das partículas ou fluidez —, o sistema de dosagem mais adequado é selecionado, garantindo um fluxo estável e controlado em todos os momentos.
Proteção do produto: frescura e conservação garantidas
Manter a qualidade dos alimentos secos ao longo de todo o seu ciclo de vida é um desafio fundamental. As linhas de ensacamento de alimentos para animais de estimação da PAYPER incorporam tecnologias de extração de ar residual e desareação, que removem o excesso de ar do interior do saco e permitem obter uma embalagem mais compacta e estável. Em alguns casos, o ar é substituído por gás inerte (como o nitrogênio), uma técnica que evita a oxidação e a deterioração dos ingredientes, prolongando a frescura do produto.

Além disso, a vedação dupla superior reforça o fechamento hermético e oferece proteção extra contra umidade, poeira e variações de temperatura. Dessa forma, os fabricantes podem garantir que cada lote mantenha suas propriedades nutricionais e organolépticas até chegar ao consumidor.
Controle de qualidade: segurança em todas as etapas do processo
A indústria de alimentos para animais de estimação compartilha padrões muito semelhantes aos do setor de alimentos para consumo humano. Por esse motivo, as linhas PAYPER incorporam sistemas automáticos de inspeção e controle que verificam a conformidade com todos os parâmetros de segurança e qualidade.

Entre elas estão: Balanças de controle, que verificam se cada saco atinge o peso nominal. Detectores de metais, que garantem a ausência de contaminantes metálicos. Sistemas de rejeição automática, que removem da linha qualquer saco que não cumpra as normas.
  Este controlo total garante que apenas produtos em conformidade cheguem ao mercado, reforçando a confiança do cliente final e a reputação do fabricante.
Paletização e embalagem: apresentação e logística em equilíbrio
Depois de selar o saco, o próximo passo é garantir um manuseamento e uma apresentação impecáveis. Os sistemas de paletização de sacos PAYPER, disponíveis nas versões de paletização robótica e paletização convencional, são concebidos para manusear cada saco com cuidado e precisão. O resultado é uma palete perfeitamente quadrada e estável, pronta para armazenamento ou transporte.

Os paletizadores de alta velocidade incorporam alimentadores de correia telescópicos e cabeças de fixação especializadas, capazes de manter a integridade do saco mesmo em taxas de produção intensivas.

Por fim, o Stretch Hooding e o Stretch Wrapping protegem as paletes da humidade, poeira e raios UV, garantindo a sua estabilidade durante o transporte. Esta etapa não só contribui para a segurança logística, como também melhora a imagem final do produto, um aspeto cada vez mais valorizado pelas marcas.
Compromisso com a inovação e foco no cliente
Com mais de 50 anos de experiência e mais de 5.000 projetos concluídos em mais de 80 países, a PAYPER se estabeleceu como líder global em linhas completas de ensacamento. Sua rede de oito subsidiárias internacionais e equipes de assistência técnica locais permite oferecer assistência imediata e personalizada, adaptando-se às necessidades específicas de cada cliente e região.
Conclusão: O ensacamento de alimentos para animais de estimação como parte essencial do valor do produto
As tendências atuais no mercado de alimentos para animais de estimação apontam para uma maior automação, precisão e sustentabilidade. O ensacamento de alimentos para animais de estimação não é mais considerado uma etapa secundária no processo, mas sim um elemento-chave para garantir a qualidade e a competitividade do produto final.

As soluções de ensacamento da PAYPER integram todos os elementos críticos — dosagem, pesagem, ensacamento, paletização e cintagem — em linhas completas, flexíveis e personalizadas. Graças ao seu foco na eficiência e inovação tecnológica, a PAYPER acompanha a indústria de alimentos para animais de estimação rumo a um futuro mais seguro, sustentável e lucrativo. Fonte: PAYPER

Ensacadora de ração: Tipos, tecnologias e características principais
Embalagem

7+ MIN

Ensacadora de ração: Tipos, tecnologias e características principais

Neste artigo, abordaremos em detalhes os principais tipos de ensacadoras de ração, suas principais características, vantagens competitivas e os requisitos técnicos essenciais para garantir um processo de ensacamento eficiente, seguro e rentável.   Tecnologias disponíveis para ensacadoras de ração animal   As máquinas de ensacamento de ração são equipamentos essenciais nas indústrias agroalimentar e de nutrição animal, cumprindo a função principal de automatizar o processo de enchimento, pesagem e fechamento de sacos, sem perder o foco na precisão, produtividade e segurança.
  Atualmente, existem diferentes tecnologias de ensacamento projetadas para se adaptar às necessidades de cada indústria. Quais são as soluções mais adequadas para ensacar ração animal?
  Ensacadora de boca aberta A máquina de ensacamento com boca aberta é a solução mais utilizada para embalar rações e produtos agroalimentares, graças à sua versatilidade e alto desempenho.
  Foi concebida para trabalhar com sacos pré-fabricados com peso entre 5 e 50 kg, feitos de papel, PE ou PP laminado, e pode lidar com diferentes formatos, com ou sem reforços, fundos planos ou pinçados e com ou sem alças. Sua capacidade de produção chega a 1.800 sacos por hora (40 T/h), e a gama pode ser adaptada tanto para pós finos como para produtos granulares.
  Além disso, essa tecnologia oferece alta precisão por meio de sistemas de pesagem avançados, como o controlador MSX, um design robusto e durável, troca fácil e rápida entre os tipos de sacos e manutenção conveniente e acessível, tornando-a a escolha ideal como máquina de ensacamento para rações compostas, grãos, sementes, farinha, arroz, açúcar e aditivos alimentares que exigem eficiência sem comprometer a versatilidade.
  Alta precisão: graças ao controlador de pesagem MSX, garante consistência em cada pesagem, adaptando-se em tempo real às variações de densidade dentro dos mesmos lotes de fabricação, como, por exemplo, produtos misturados.
  Alta produção: até 1.800 sacos/hora, eficiente para grandes volumes.
  Flexibilidade dos sacos: aceita diferentes materiais e formatos, com ou sem fole e alças.
  Durabilidade e manutenção acessível: design robusto e resistente que facilita a limpeza e a manutenção segura.   Ensacadora de ração com válvula A máquina de ensacamento com válvula foi especialmente projetada para encher sacos com válvula pré-fabricados, tornando-a a melhor solução para pós finos e produtos com fluxo complicado.
  Sua produção chega a 500 sacos por hora por bico e pode lidar com tudo, desde pós finos a grossos, incluindo produtos como várias farinhas, misturas de cereais, milho, etc. Além disso, suporta diferentes tipos de sacos com válvula, para uso manual ou automático, com possibilidade de fechamento.
  Principais características: Precisão: Máxima precisão graças ao nosso controlador de pesagem MSX Durabilidade: Design robusto e resistente Compatibilidade: Bicos intercambiáveis para diferentes tipos de sacos com válvula Acessibilidade: Manutenção fácil e segura   Ensacadora de ração FFS (Form-Fill-Seal) A máquina de ensacamento FFS (Form-Fill-Seal) permite que os sacos sejam formados, enchidos e selados em um único processo totalmente automatizado, utilizando rolos de filme PE tubular ou complexos que combinam diferentes materiais, como alumínio, para obter embalagens com alta barreira contra raios UV, odores, etc., garantindo a integridade do produto até chegar ao usuário final. A linha evoluiu para uma capacidade de produção de até 2.600 sacos por hora (60 T/h), tornando-a ideal para produtos granulados e pós grossos, bem como para qualquer tipo de cereal ou milho para ração de aves. Também estão disponíveis variantes para produtos frágeis e em pó.
  As bolsas podem ser configuradas com selagem de canto ou labirinto, oferecendo uma solução compacta e de alto desempenho que otimiza o espaço em fábricas com altas demandas de produção.
  Alta velocidade e rendimento: até 2.600 sacos/hora para grandes volumes. Automação completa: formação, enchimento e selagem em um único processo. Flexibilidade de selagem: variabilidade no tipo de selagem e nível de vácuo dentro do saco. Design compacto: ideal para instalações com espaço limitado, sem sacrificar a produtividade. Estações de enchimento de Big Bags – FIBC Por fim, as estações de enchimento de Big Bags (FIBC) são a solução ideal para o manuseio de produtos a granel em grandes volumes, com capacidades que variam de 500 a 2.000 kg por saco.
  Sua produção chega a 120 Big Bags por hora, sendo adequados para fertilizantes, grãos, sementes, pellets plásticos, açúcar e sal. Além disso, podem utilizar diferentes tipos de sacos FIBC, com 1, 2 ou 4 alças, e com bocal ou lona superior, adaptando-se às necessidades da fábrica.
  Alta capacidade de enchimento: entre 500 e 2.000 kg por Big Bag. Produção eficiente: até 120 Big Bags/hora. Flexibilidade dos sacos: FIBC com 1, 2 ou 4 alças, com boca aberta ou saco aberto. Robustez e facilidade de manuseio: adaptáveis a diferentes ambientes industriais e operações com ou sem palete.   Como escolher a melhor máquina de ensacamento de ração   Conhecendo os diferentes tipos de ensacadoras de ração, a escolha da mais adequada dependerá de fatores como o tipo de produto a ser embalado, o volume de produção necessário, o formato da embalagem e as características da fábrica, como o espaço disponível e o nível de automação necessário para garantir um processo eficiente e seguro.
  Nesse contexto, para a maioria das fábricas de ração animal, a ensacadora de boca aberta se destaca por ser a ensacadora de ração mais completa, graças à sua versatilidade, velocidade e facilidade de operação, enquanto que em processos que exigem maior precisão e durabilidade, as máquinas de válvula oferecem bicos intercambiáveis, manutenção segura e um controle de pesagem exato; os sistemas FFS se destacam por sua alta velocidade, automação completa e flexibilidade na selagem; e os equipamentos Big Bag permitem lidar com grandes volumes, com enchimento eficiente, adaptabilidade a diferentes tipos de sacos e robustez para ambientes industriais exigentes.   Requisitos a serem considerados durante o processo de ensacamento   No entanto, independentemente da ensacadora de ração selecionada, para que o ensacamento seja eficiente, seguro e sem incidentes, é fundamental que o produto cumpra determinados requisitos, bem como que o processo tenha em conta certas características específicas da ração:
  Peso e densidade do saco A densidade do produto influencia diretamente a velocidade de enchimento e a seleção da máquina mais adequada, uma vez que os alimentos muito finos requerem um controle de fluxo mais preciso para garantir um ensacamento uniforme e eficiente. Assim, a ração deve ser dosada com precisão de acordo com o peso do saco, que geralmente varia entre 5 e 50 kg para sacos padrão e até 2.000 kg no caso de Big Bags.
  Umidade e características do produto Produtos com excesso de umidade ou grumos podem causar entupimentos ou falhas na vedação do saco, por isso a ração deve estar seca e com um teor de umidade controlado, evitando aglomeração ou aderência em funis e bocais.
Fluxo e tamanho das partículas É importante conhecer a granulometria para ajustar a velocidade de enchimento e garantir a precisão da pesagem, uma vez que rações granuladas, pellets ou pós finos requerem sistemas de enchimento específicos: os grânulos fluem facilmente, enquanto os pós mais finos requerem sistemas adaptados para não gerar pó ou perdas.
  Compatibilidade com os materiais dos sacos A ração deve poder ser armazenada em sacos de papel, PE, PP ou laminados, sem risco de o saco se romper ou deteriorar durante o transporte e a manuseio.
  Estabilidade e compactação do produto Por fim, para garantir um enchimento uniforme e evitar a deformação do saco, o produto deve manter uma certa estabilidade durante o fluxo, pelo que produtos muito soltos ou pós finos podem necessitar de sistemas de compactação ou vibração para um ensacamento uniforme.
  Qual máquina de ensacamento de ração é a mais adequada para o seu setor? Na PAYPER, teremos o maior prazer em aconselhá-lo. Fonte: PAYPER

Tecnologia para um futuro sustentável: como a automação está impulsionando embalagens ecoeficientes no mercado pet
Automação

4+ MIN

Tecnologia para um futuro sustentável: como a automação está impulsionando embalagens ecoeficientes no mercado pet

A sustentabilidade deixou de ser apenas um diferencial de marca e se tornou um pilar estratégico para a evolução do mercado global de pet food. Hoje, o consumidor não busca apenas a melhor nutrição para seus pets, ele quer garantir que o alimento e sua embalagem respeitem o meio ambiente. Sustentabilidade, conveniência e responsabilidade caminham juntas, e isso exige inovação em todo o processo produtivo, da formulação à embalagem, transporte e distribuição. É nesse contexto que a automação industrial demonstra seu valor real.
  Além disso, a humanização dos pets, é um dos grandes motores de crescimento do setor pet care global. Recentemente, o mercado global de pet care, que inclui alimentos, serviços e produtos para pets, atingiu US$ 197,6 bilhões, refletindo a importância de atender às expectativas crescentes dos consumidores.

  O mercado de embalagens para pet food   O segmento de embalagens para pet food, especificamente, também mostra crescimento significativo. Estima-se que o mercado global de pet food packaging tenha atingido US$ 11,38 bilhões em 2024, com projeção de crescimento nos próximos anos a uma taxa anual composta (CAGR) de 6 a 7% (Global Growth Insights).   Esse crescimento é impulsionado por tendências como:
  Aumento da demanda por produtos premium; Preferência por embalagens sustentáveis, recicláveis ou monomateriais; Conveniência para o consumidor final; Diversidade de formatos e tamanhos de embalagem.   A adoção de embalagens mais sofisticadas ou sustentáveis não é apenas uma exigência de mercado, mas também pode se tornar um diferencial competitivo valioso para marcas que desejam se destacar. Com o crescimento contínuo do mercado pet food, a demanda por escala, eficiência e diferenciação tende a aumentar, justificando o investimento em automação, controle de qualidade e soluções modernas de envase e paletização.    Automação como alavanca de impacto ambiental positivo   Integrar automação significa transformar a sustentabilidade de intenção em resultados concretos:   Reduz desperdício de produto e embalagem; Minimiza energia e recursos por unidade produzida; Garante consistência e repetibilidade mesmo em materiais mais delicados; Permite trabalhar com maior diversidade de materiais sustentáveis; Atinge metas de ESG sem sacrificar competitividade.   A automação garante que as boas práticas ambientais andem lado a lado com a eficiência operacional, oferecendo embalagens ecoeficientes, consistentes e escaláveis.   Soluções Premier Tech: embalagem verde com eficiência total     OML 1140 — Ensacadora automática para sacos pré fabricados
  Compatível com sacos de 5 a 50 kg; Aceita papel kraft, PE, PP e filmes recicláveis ou monomateriais; Alta produtividade com precisão constante; Magazine com até 600 sacos, garantindo autonomia e menos paradas; Design modular, ideal para adaptação a novos formatos e materiais sustentáveis.   APC 1120 — Paletizador automático compacto   Empilhamento estável e seguro, garantindo integridade da carga no transporte; Facilidade de ajuste a diferentes padrões logísticos, peso e tipos de saco; Durabilidade e baixa manutenção; Excelente custo-benefício, especialmente em transições de automação gradativa.   Combinados, OML 1140 e APC 1120 formam uma linha completa e ecoeficiente, do enchimento ao palete, permitindo que marcas atendam ao mercado de forma sustentável e eficiente.   Benefícios sustentáveis que também melhoram o negócio   Redução drástica de desperdício e retrabalho; Menor desperdício de matéria-prima e produto; Mais autonomia e produtividade contínua; Redução de custos operacionais e de energia; Adequação às legislações ambientais e às demandas do mercado; Fortalecimento da imagem da marca perante consumidores e distribuidores.   Sustentabilidade e performance tornam-se aliados estratégicos!   Compromisso com a indústria do futuro   Na Premier Tech, nosso compromisso é oferecer tecnologia que permita o crescimento das marcas sem comprometer valores ambientais e sociais, promovendo inovação, sustentabilidade e competitividade.
  Se sua empresa quer dar o próximo passo rumo a uma cadeia produtiva mais consciente e eficiente, as soluções da Premier Tech estão prontas para acompanhar. A automação certa transforma desafios em oportunidades! Fonte: Premier Tech

CPM reforça sua presença global com novo centro de inovação na Ásia, na China
Extrusão

2+ MIN

CPM reforça sua presença global com novo centro de inovação na Ásia, na China

A rede mundial de instalações de engenharia, fabricação e serviços da empresa garante que os clientes recebam tecnologias de ponta combinadas com suporte local e profundo conhecimento do setor.   Como parte de sua expansão internacional contínua, a CPM está se preparando para abrir um novo Centro de Inovação da Ásia em Wuxi, China, em 2026. Esta instalação contará com uma linha de produção completa centrada em sistemas de extrusão, secagem e revestimento.   De acordo com Olivier Drean, vice-presidente da divisão de alimentos para animais de estimação da CPM, o novo centro terá um papel fundamental no apoio à região: 'Estamos muito entusiasmados com este novo desenvolvimento. O principal objetivo é receber nossos clientes e parceiros para ajudá-los a desenvolver novas receitas e produtos. Ele servirá como um centro para demonstrações, testes, desenvolvimento de processos e produtos, e também se tornará um centro regional de especialização onde realizaremos programas de treinamento.'   A instalação foi estrategicamente projetada para promover a inovação e a colaboração em toda a Ásia-Pacífico, um mercado de crescente importância para a CPM. 'A Ásia é muito importante para nós, pois estamos lançando nossa nova linha', acrescentou Drean. 'Ver é acreditar, mas testar seu produto no equipamento é ainda melhor. Acreditamos que, quando nossos clientes visitarem o Centro de Inovação da Ásia, ficarão impressionados, e isso apoiará a indústria e nosso crescimento conjunto.'   Este marco segue a introdução bem-sucedida da nova extrusora de dupla rosca da CPM, com o secador de dupla passagem a seguir-se em breve, reforçando a capacidade da empresa para oferecer um desempenho e eficiência de nível superior.   Ao investir em centros de inovação regionais, como o de Wuxi, a CPM reafirma seu compromisso de estar mais perto dos clientes, oferecendo soluções práticas e impulsionando a indústria de alimentos para animais de estimação em direção a um futuro mais sustentável, eficiente e inovador.   Visite o site da empresa para saber mais sobre suas soluções: https://onecpm.com/pet-food-solutions   Por CPM Fonte: All Pet Food

A ANDRITZ lança o ExMax S1021 para uma produção mais eficiente de rações para animais de estimação e aquicultura
Moagem

3+ MIN

A ANDRITZ lança o ExMax S1021 para uma produção mais eficiente de rações para animais de estimação e aquicultura

A nova extrusora responde à crescente demanda por alimentos para animais de estimação e rações para aquicultura mais seguros e sustentáveis, ajudando os produtores a obter nutrição de alta qualidade consistente, maior segurança alimentar e maior eficiência, ao mesmo tempo em que reduz os custos operacionais e o tempo de inatividade não planejado.   Desenvolvida em colaboração com produtores do setor, a ExMax S1021 combina um design higiênico com automação avançada para tornar a produção mais limpa, confiável e fácil de controlar, minimizando o desperdício.   'O ExMax S1021 não se trata apenas de capacidade – trata-se de oferecer aos produtores maior controle, operações mais limpas e qualidade de produto consistentemente superior', disse Danny Cummins, chefe de gerenciamento de produtos da ANDRITZ Feed & Biofuel. 'Os produtores em todo o mundo estão sob pressão para fornecer rações mais seguras e sustentáveis a um custo menor. Essa tecnologia foi projetada para atender a essas demandas e ajudá-los a permanecer competitivos em mercados em rápido crescimento, como os da América Latina.'   Construído para os desafios atuais   O ExMax S1021 possui o sistema patenteado DensiFlex™, que automatiza o controle do cozimento e da expansão para garantir a uniformidade do produto. Seu design higiênico em aço inoxidável simplifica a limpeza e minimiza o risco de contaminação cruzada — duas preocupações importantes para os fabricantes de ração para animais de estimação e aquicultura.   Os principais benefícios incluem: Segurança alimentar: design higiênico em aço inoxidável para limpeza mais rápida e conformidade com as normas de segurança Consistência do produto: sistema patenteado DensiFlex™ para controle preciso da densidade, inicialização e desligamento mais rápidos Flexibilidade: capaz de processar uma ampla variedade de formulações de ração com facilidade Tempo de inatividade reduzido: lâmina da faca curva com ajuste automático para minimizar o acúmulo de resíduos Custos operacionais mais baixos: sistema de acionamento com eficiência energética para reduzir o consumo Confiabilidade: recursos otimizados de automação e manutenção para prolongar a vida útil da máquina e reduzir as paradas   Em exibição na VICTAM LATAM   Juntamente com o ExMax S1021, a ANDRITZ está apresentando suas soluções de automação e digitalização, além de seu portfólio completo de serviços de suporte. Essas ofertas ajudam os produtores a maximizarem o desempenho dos equipamentos ao longo de seu ciclo de vida.   Os visitantes podem explorar essas tecnologias e conversar com os especialistas da ANDRITZ no estande nº 4000 da VICTAM LATAM, que acontece de 16 a 18 de setembro de 2025, no Expo Center Norte, em São Paulo.   Fonte: ANDRITZ Feed & Biofuel

Como a Ferraz melhora a qualidade dos alimentos para animais de estimação com a tecnologia de revestimento com gordura
Revestimento

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Como a Ferraz melhora a qualidade dos alimentos para animais de estimação com a tecnologia de revestimento com gordura

Seus sistemas de aplicação de gorduras e intensificadores de sabor permitem melhorar a palatabilidade, o valor energético e a qualidade final dos alimentos extrudados, marcando a diferença em um mercado cada vez mais exigente.   Apresentamos cinco aspectos fundamentais de suas soluções para um revestimento eficaz e bem-sucedido:   1. Tecnologia de revestimento em lotes para óleos, gorduras e palatabilizantes A Ferraz oferece o VC, um revestidor especialmente projetado para aplicar óleos, gorduras, hidrolisados e intensificadores de sabor em alimentos extrudados para animais de estimação, com ou sem sistema de vácuo. Este sistema permite altas inclusões de gordura, essenciais em alimentos premium, e controla com precisão a quantidade exata de óleo ou melaço aplicada, reduzindo o desperdício e os custos.     2. Homogeneidade superior A tecnologia da Ferraz promove uma melhor homogeneidade após a aplicação de gordura ou melaço, melhorando a textura, a palatabilidade e o valor energético do produto final. Para porcentagens acima de 12%, deve-se utilizar o modelo com atmosfera de vácuo, que evita a perda de gordura e garante maior aderência em cada partícula.   3. Capacidades adaptadas a diferentes demandas produtivas Os revestidores da Ferraz estão disponíveis em capacidades de 2.000, 4.000, 6.000 e até 12.000 kg/h (considerando produtos com densidades de 0,4 kg/l), construídos em aço inoxidável e sistemas com eixo duplo ajustável para evitar contaminação cruzada e facilitar a limpeza total do lote.   4. Integração com soluções completas de fabricação A Ferraz não só pode fornecer o revestidor, mas também linhas completas, desde a dosagem até a extrusão para fábricas de ração animal. Eles também oferecem extrusoras (de parafuso simples e duplo), secadores, misturadores e sistemas de automação integral. Isso permite garantir qualidade uniforme em toda a cadeia de processamento.   5. Serviço pós-venda com foco em disponibilidade e suporte técnico A Ferraz se destaca por manter um alto estoque de peças de reposição prontas para entrega imediata, acompanhadas de assistência técnica permanente, treinamento e suporte remoto e em campo, mesmo após o início das operações da fábrica.   Conclusão   Os sistemas de revestimento desenvolvidos pela Ferraz apresentam uma solução fundamental para elevar a qualidade dos alimentos balanceados para animais de estimação, especialmente em produtos premium. Graças à aplicação precisa do revestimento, é possível aumentar a palatabilidade e o valor energético das fórmulas, proporcionando um diferencial competitivo. Com uma trajetória de inovação constante e um foco centrado na eficiência e personalização, a Ferraz continua se consolidando como um aliado estratégico para a evolução tecnológica da indústria de alimentos para animais de estimação.   Fonte: Ferraz

Paletizadores Especializados vs. Braços Robóticos: uma visão técnica para a indústria de rações
Embalagem

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Paletizadores Especializados vs. Braços Robóticos: uma visão técnica para a indústria de rações

Nos processos industriais atuais, especialmente no setor de rações, a paletização automática tornou-se uma necessidade para alcançar níveis consistentes de eficiência, segurança e qualidade. Duas tecnologias disputam esse espaço estratégico: os braços robóticos convencionais e os paletizadores projetados especificamente para o empilhamento de sacos. Embora ambos os sistemas permitam automatizar essa etapa, seu desempenho, manutenção e retorno sobre o investimento apresentam diferenças que devem ser consideradas ao tomar uma decisão de investimento de longo prazo.   1. Precisão e qualidade do empilhamento
Os paletizadores especializados são projetados exclusivamente para o manuseio de sacos, incorporando sistemas de centralização, compressão de camadas e correção automática que proporcionam uma carga estável, estética e sem deformações. Por outro lado, os braços robóticos dependem fortemente de o saco estar perfeitamente posicionado e alinhado antes da coleta, o que aumenta o risco de erros e de paradas em caso de desalinhamento.
  2. Robustez e facilidade de manutenção
Um dos desafios mais recorrentes com os braços robóticos é a manutenção. Tarefas como lubrificação, substituição de baterias ou calibração após paradas de emergência geralmente exigem a intervenção do fornecedor original e conhecimento especializado, o que pode resultar em altos custos operacionais e atrasos. Já os paletizadores oferecem uma estrutura mais robusta, com menor desgaste em ambientes exigentes, e sua manutenção pode ser realizada com maior facilidade por equipes internas.
  3. Eficiência e velocidade de operação
Em linhas de produção de alto volume, velocidade e continuidade são fundamentais. O ciclo de trabalho de um braço robótico é limitado pelos movimentos adicionais necessários para pegar e soltar cada saco. Os paletizadores, por serem otimizados para essa única tarefa, alcançam velocidades de paletização mais altas e podem operar continuamente durante turnos prolongados.
  4. Custos ocultos e vida útil
Embora o custo inicial de um braço robótico possa parecer competitivo, ao analisar os custos acumulados ao longo de sua vida útil surgem diferenças significativas. Custos com visitas técnicas, troca de baterias, paradas, treinamento de operadores em softwares complexos e até mesmo maior índice de rompimento de sacos impactam negativamente no custo operacional mensal. Soma-se a isso uma vida útil média de 10 anos, contra até 20 anos esperados em paletizadores bem mantidos.
5. Especialização vs. versatilidade
Embora os braços robóticos se destaquem pela versatilidade em diversas aplicações, em ambientes onde o produto final são sacos com características variáveis e ritmo constante — como em fábricas de rações — a especialização do paletizador é uma vantagem crítica. A configuração personalizada para tipos de sacos, pesos e padrões de paletização garante maior consistência e menor necessidade de intervenção operacional.   Conclusão
A automação da paletização é um investimento estratégico que pode transformar radicalmente a eficiência de uma planta. No entanto, a análise técnica deve ir além do custo inicial ou do apelo da robótica. Em indústrias como a de rações, onde o volume, a repetibilidade e a integridade do produto são determinantes, os paletizadores especializados oferecem uma solução mais robusta, eficiente e rentável a longo prazo.

Para as empresas que buscam garantir continuidade, reduzir perdas e maximizar o retorno sobre o investimento, vale a pena olhar além das modas tecnológicas e optar por soluções testadas, projetadas especificamente para as exigências do setor.

  Fonte: Clivio Solutions

Ensaio de digestibilidade e avaliação do escore fecal como parâmetros essenciais para lançamento de um pet food
Laboratório

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Ensaio de digestibilidade e avaliação do escore fecal como parâmetros essenciais para lançamento de um pet food

Por Erika Stasieniuk

A competitividade acirrada no mercado pet food não apenas destaca a necessidade de diferenciação e excelência na formulação de alimentos para animais de estimação, mas também enfatiza a importância de validar a eficácia dessas formulações. Um dos métodos cruciais para avaliar a qualidade nutricional dos alimentos para animais de estimação é a realização de ensaios de digestibilidade e avaliação do escore fecal.

O ensaio de digestibilidade é uma ferramenta crucial na avaliação da eficiência com que os animais utilizam e absorvem os nutrientes contidos nos alimentos. Este método proporciona uma compreensão profunda da capacidade de digestão e absorção de nutrientes essenciais, sendo fundamental para otimizar as formulações de dietas e garantir a nutrição adequada dos seres vivos. Ao analisar a taxa de digestibilidade de diversos componentes presentes nos alimentos, como proteínas, gorduras e amido, o ensaio de digestibilidade contribui significativamente para o desenvolvimento de estratégias alimentares mais eficientes e sustentáveis, beneficiando os produtos pet food.

A avaliação do escore fecal em cães e gatos é um método prático e valioso para monitorar a digestibilidade dos alimentos consumidos por esses animais. O escore fecal refere-se à consistência e aparência das fezes, sendo uma indicação visual da saúde gastrointestinal e da eficiência digestiva. Este método envolve a atribuição de uma pontuação apropriada às fezes, geralmente em uma escala que varia de 1 a 5, com base em características como consistência, coloração e formato.

Quando aplicado a estudos de digestibilidade de alimentos para cães e gatos, o escore fecal desempenha um papel crucial. Fezes bem formadas e com consistência adequada indicam uma boa absorção de nutrientes no trato gastrointestinal. Por outro lado, fezes excessivamente moles, diarreia ou outras anormalidades pode ser atribuído a má digestibilidade da dieta.

A avaliação do escore fecal é frequentemente realizada em estudos de alimentação experimental, nos quais os animais são submetidos a diferentes dietas. Comparando os escores fecais ao longo do tempo, os pesquisadores podem inferir a digestibilidade relativa de diferentes ingredientes ou formulações alimentares. Dietas que resultam em fezes mais bem formadas e consistentes geralmente indicam uma melhor utilização dos nutrientes presentes nos alimentos.

A avaliação visual do escore fecal pode complementar a avaliação da digestibilidade. Essa abordagem oferece uma compreensão mais abrangente do impacto dos alimentos na saúde gastrointestinal dos cães e gatos, permitindo ajustes nas formulações para otimizar a nutrição e a digestibilidade, promovendo assim a saúde e o bem-estar dos animais de estimação.

Avaliar esses parâmetros antes do lançamento de um alimento pet para o mercado pode te trazer vantagens na comparação com concorrentes, avaliar o processamento se foi feito corretamente, e identifica a tempo a necessidade de mudanças em formulações.
Uma demonstração na prática, seria o excesso de carboidratos na dieta, por exemplo, que leva a uma fermentação lática acentuada e as fezes apresentam-se pastosas com coloração clara e cheiro ácido (sem cheiro de podre). O mesmo ocorre quando a ração é mal processada. Normalmente, para a fabricação de ração seca, utiliza-se um processo chamado de extrusão, o qual consiste em aplicar vapor e pressão a uma massa farelada, formando aqueles grânulos que chamamos tecnicamente de 'kibbles'. Neste processo o amido é fundamental, pois é ele que faz a ração expandir, entretanto, se neste processo o amido não sofrer uma boa cocção (ou gelatinização) corre-se o risco de provocar uma diarreia osmótica no animal alimentado com a ração em questão (Saad et al., 2014). 

A utilização de ingredientes com menor digestibilidade impacta diretamente o escore fecal. Ingredientes como o farelo de soja, amplamente utilizados na fabricação de alimentos Standart ou econômicos para animais de companhia, contém 20% de polissacarídeos não amiláceos (PNA). Os PNA solúveis podem reduzir a digestibilidade dos nutrientes e energia da dieta, devido ao aumento da viscosidade do trato gastrintestinal (TGI) e à redução do tempo de passagem do alimento, dificultando o acesso das enzimas digestivas ao bolo alimentar e interferindo na difusão e no transporte dos nutrientes, resultando em fezes amolecidas e em grande quantidade. 

Para minimizar os efeitos adversos dos ingredientes com menor digestibilidade, pode-se restringir a utilização deles em pequenas inclusões, ou pode-se utilizar aditivos, tipo enzimas e/ou adsorventes. No caso de dietas com matérias-primas ricas em PNA e sua influência sobre as características fecais de cães e gatos por exemplo, a inclusão de aditivo adsorvente tipo zeólita ajusta o escore fecal da dieta, uma vez que este aditivo ao passar inerte pelo TGI adsorve água e gases e reduze a eliminação de amônia, o que melhora as características e odores fecais dos animais.

O escore fecal do animal após consumir uma ração desempenha um papel significativo na satisfação do consumidor e pode influenciar diretamente a decisão de recompra. Assim a digestibilidade e consistência do escore fecal reforça a confiança do consumidor no produto. Se a ração proporciona uma digestão saudável e regular, os proprietários tendem a associar essa qualidade à marca, fortalecendo assim a lealdade do cliente. A confiança na marca é um fator crucial para a recompra, pois os consumidores procuram produtos que atendam consistentemente às expectativas de um mercado tão competitivo. Por Ludmila Bomcompagni e Érika Stasieniuk