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O novo poder da Análise do Shopper em pet food: entender o consumidor é entender o futuro
Consumo

7+ MIN

O novo poder da Análise do Shopper em pet food: entender o consumidor é entender o futuro

Por Iván Franco

A análise do shopper não é mais uma ferramenta secundária. É, em essência, a bússola competitiva de um mercado cada vez mais fragmentado, emocional e percebido em termos de valor.
Mais do que donos de pets: arquétipos com motivações diferentes   Uma das grandes contribuições da análise contemporânea do consumidor é quebrar a ideia simplificada de "donos de cães e gatos". Não há apenas um comprador de ração para pets, mas vários arquétipos, cada um com motivações emocionais, racionais e econômicas específicas.
  Nos estudos mais recentes que realizamos, surgem perfis que transformam completamente a forma como as estratégias são desenhadas:
  O especialista: altamente informado, compara rótulos, busca benefícios funcionais, valoriza os ingredientes e está disposto a pagar mais por resultados visíveis.
  O protetor econômico: cuida do seu orçamento sem sacrificar o bem-estar básico; responde a promoções e marcas confiáveis, mas não necessariamente premium.
  Os aspiracionais: eles querem "o melhor" mesmo que nem sempre possam pagar ainda; são o motor silencioso da premiumização.
  O pragmático rotineiro: ele compra o que sempre comprou; mudar isso exige argumentos claros, simples e muito práticos.
  O localizador de soluções: se move conforme necessidades específicas: digestão, pele, cabelo, alergias, controle de peso, etc.
  Conhecer esses arquétipos não só permite segmentar melhor, como também possibilita transmitir mensagens que realmente se conectam, projetar produtos alinhados com expectativas reais e entender quais tipos de evidências, alegações e formatos são relevantes para cada um.
  Marcas que dominam arquétipos transformam insights em ações: desde redefinir seu portfólio até redesenhar sua narrativa de valor.
Segmentação precisa: o motor de decisão mais lucrativo   A segmentação adequada não se resume apenas a dividir o mercado em econômico, padrão e premium, hoje exige dimensões cruzadas: Tipo de comida, Nível de renda, missão de compra, frequência, sensibilidade ao preço, canal preferido, O papel emocional do animal na casa.
  Quando uma empresa segmenta com precisão, ela ganha três benefícios imediatos:
  Melhor foco estratégico: cada real investido tem um retorno maior, porque cada ação é direcionada ao segmento certo.
  Otimização de portfólio: SKUs de baixo perfil são reduzidos e aqueles que representam a maior contribuição para o crescimento são aprimorados.
  Maior competitividade nos canais: cada canal tem um cliente diferente, então a segmentação permite criar estratégias diferenciadas para autoatendimento, veterinário, tradicional, especializado ou online.
  Segmentação bem feita evita esforços confusos, multiplicação desnecessária de SKUs e promoções sem impacto real.
Entendendo a jornada do shopper: onde ele decide, o que o prende e o que o motiva   O shopper de alimentos para petss não decide apenas na prateleira. O processo deles é construído em múltiplas camadas: recomendações do veterinário, conteúdo digital, experiências anteriores, avaliações online, promoções, disponibilidade nas lojas, até mesmo a pressão para "ser um bom tutor".}
  A análise do consumidor revela pontos críticos da jornada, tais como:
  O que desencadeia a decisão (um problema de saúde, aumento do poder de compra, mudança no estilo de vida). O que retarda a conversão (confusão entre claims, saturação de prateleiras, desconfiança em novas marcas). O que impulsiona a troca (benefícios claros, embalagem profissional, respaldo científico, influenciadores veterinários). O que estimula a recorrência (consistência do produto, acessibilidade em vários canais, sensação de segurança).
Quando a marca domina esses momentos, ela não só vende mais: cria uma lealdade psicológica, muito mais profunda do que a simples compra repetida.
Preço, elasticidade e valor percebido: o triângulo que define a lucratividade   Estudos de shoppers nos permitem entender por que o preço não é apenas um número, mas uma percepção.
  Por meio de grupos por idade do cão, tamanho da raça, missão de compra e motivações emocionais, observa-se que:
  Famílias com cães jovens são as que mais impulsionam a premiumização. Raças médias e pequenas pagam mais por quilo porque a despesa mensal total ainda é administrável. Famílias com vários pets respondem melhor a promoções em volume. Compradores no canal veterinário são menos sensíveis ao preço, mas mais exigentes em funcionalidades.
  Com essas informações, as marcas podem otimizar preços, segmentar promoções e criar apresentações que maximizam a lucratividade por segmento.
  A análise do shopper permite encontrar exatamente o ponto em que a marca mantém a competitividade sem prejudicar o valor. Esse cruzamento entre comportamento real e percepção subjetiva é impossível de deduzir sem dados.
Canais que se comportam de forma diferente: entendendo a rivalidade do consumidor   O canal não é apenas um ponto de venda; É um universo com suas próprias regras.
  Cada canal concentra diferentes arquétipos:
  Autoatendimento: compradores racionais, comparativos, sensíveis a preços e apresentação. Veterinários: eles buscam autoridade, apoio e funcionalidade; menos elasticidade, maior confiança. Especializados: compradores aspiracionais, compradores premium e buscadores de consultoria coexistem. Tradicional: busca por conveniência, hábitos enraizados e marcas econômicas. Online: alto nível de pesquisa, comparação imediata e sensibilidade à variedade.
  A análise do cliente permite que você saiba o que vender, para quem vender e como posicioná-lo em cada canal. Sem essa leitura, as empresas caem em estratégias genéricas que não refletem a verdadeira dinâmica competitiva.
O que as empresas ganham ao investir em uma análise de consumidores   Por fim, a indústria frequentemente pergunta: "O que eu ganho com isso?" E a resposta é retumbante:
  Precisão estratégica: as decisões não são mais baseadas em intuição ou apenas em dados de vendas: são baseadas no profundo entendimento do comprador.
  Produtos mais relevantes: Insights revelam necessidades não atendidas e abrem espaço para inovações funcionais, naturais, terapêuticas ou premium.
  Posicionamento mais claro: as marcas conseguem comunicar vantagens que ressoam emocionalmente, não apenas tecnicamente.
  Portfólios mais eficientes: SKUs que não agregam valor são cortados e aqueles que impulsionam vendas, faturamento e margem são fortalecidos.
  Melhor execução comercial: as estratégias por canal tornam-se consistentes com o tipo de comprador que o visita.
  Maior lucratividade: melhor combinação de SKUs, preços ótimos, promoções direcionadas e promoção de negociação apoiadas por evidências.
  Em um setor que cresce rápido e evolui a cada ano, entender quem é o shopper não é mais um luxo. É, literalmente, a vantagem competitiva mais estratégica do setor.   Conclusão: o shopper é a narrativa que une tudo   A análise do shopper de pet food nos permite enxergar além de marcas, apresentações e categorias. Isso permite que você entenda a vida real dos guardiões, suas emoções, preocupações, aspirações pessoais e o papel emocional de seus pets. Quem domina essa história domina o mercado. E empresas que integram a análise do consumidor como um eixo central alcançam algo que poucas marcas têm: relevância emocional e competitiva ao mesmo tempo.
  Porque na ração para pets, a batalha pelo crescimento não é vencida na prateleira, ela é conquistada na mente e no coração do consumidor. Por Ivan Franco
Fonte: All Pet Food Magazine

Mentalidade do consumidor global em 2026: onde o pet food entra nessa equação?
Consumo

3+ MIN

Mentalidade do consumidor global em 2026: onde o pet food entra nessa equação?

A volatilidade econômica deixou de ser algo passageiro e passou a fazer parte do cotidiano dos consumidores em todo o mundo.
  Mesmo sem se sentirem mais otimistas em relação à economia ou às próprias finanças, as pessoas aprenderam a conviver com esse cenário e ajustaram a forma como pensam e decidem suas compras. É o que revela uma pesquisa global da NielsenIQ (NIQ).
  Os dados mais recentes foram coletados em julho de 2025 e reapresentados no fim do ano. Ainda assim, ajudam a entender o comportamento do consumidor no início de 2026 — inclusive no que diz respeito ao mercado pet.   Preocupações globais ainda pesam no bolso
Entre os principais fatores que impactam o consumo, o aumento no preço dos alimentos continua liderando a lista, citado por 29% dos entrevistados. 
  Embora esse percentual tenha caído levemente em relação ao ano anterior, o tema segue longe de ser resolvido.
  Outro ponto que ganhou força foi a preocupação com conflitos globais, crises e guerras, mencionada por 23% dos consumidores — um aumento significativo em apenas 12 meses. 
  A tendência é que esse número seja ainda maior diante do atual cenário geopolítico.   Brasil mostra baixo otimismo financeiro
Um dado que chama atenção é o nível de otimismo financeiro nos principais mercados de pet food. 
  Em meados de 2025, países considerados grandes consumidores de alimentos para pets, como Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França e Japão, registraram queda expressiva no otimismo.
  No Brasil, apesar de ser um dos maiores mercados de pet food do mundo, o índice de consumidores otimistas foi de apenas 0,5%, indicando cautela extrema no consumo e reforçando a necessidade de escolhas mais conscientes.   Gastos com alimentação pet seguem estáveis
Mesmo com preços ainda elevados em diversas categorias, a inflação no segmento de pet food apresentou comportamento mais controlado. 
  Até junho de 2025, os preços globais de alimentos para pets subiram apenas 0,5% em relação ao ano anterior, enquanto o volume de vendas cresceu 0,7%.
  Esse desempenho indica que, para muitos tutores, a alimentação e os cuidados com os animais continuam sendo vistos como gastos essenciais, ao lado de itens como moradia, saúde e educação.
  Ainda assim, a pesquisa aponta que os consumidores pretendiam gastar cerca de 1% menos com cuidados pet, o que pode refletir tanto uma leve redução no consumo quanto a expectativa de estabilidade nos preços.
  Outro movimento relevante identificado pela NielsenIQ é a mudança nas estratégias de economia. Caiu a intenção de trocar marcas por opções mais baratas ou comprar apenas itens em promoção. 
  Em contrapartida, cresce a valorização de produtos que entregam, ao mesmo tempo, preço justo, qualidade e alinhamento com valores do consumidor.
  O relatório resume esse comportamento de forma clara: 'cada compra precisa justificar seu lugar'. 
  Simplicidade, clareza de benefícios e propostas mais objetivas tendem a se destacar em um cenário de fadiga mental e excesso de opções.
  Para marcas de pet food, o recado é direto: oferecer valor real, comunicação clara e soluções práticas será decisivo para conquistar e manter o consumidor em 2026.   FAQ sobre tendências de mercado de pet food em 2026
O consumidor pretende reduzir gastos com alimentação pet em 2026?
A redução é pequena e pode estar mais ligada à expectativa de estabilidade de preços do que a cortes significativos.
  O pet food é considerado um gasto essencial?
Sim. A categoria aparece junto a itens considerados 'não negociáveis', como saúde e moradia.
  O que influencia a decisão de compra no mercado pet atualmente?
Produtos que combinam qualidade, preço equilibrado e valores claros, com comunicação simples e objetiva.

  Fonte: Cães & Gatos