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Delivery para pets cresce e sachê é o produto mais comprado pelos responsáveis de gatos
 
Consumo

2+ MIN

Delivery para pets cresce e sachê é o produto mais comprado pelos responsáveis de gatos  

O mercado pet brasileiro está em franco crescimento e os felinos estão conquistando cada vez mais espaço na casa das pessoas e nas empresas que atendem o setor.
  Um levantamento recente realizado pelo iFood mostra exatamente isso. De acordo com dados da plataforma de entregas, em primeiro lugar entre os dez itens mais vendidos para gatos no primeiro semestre de 2026 estão os sachês, também chamados de alimentos úmidos.
  No primeiro semestre deste ano, o campeão de compras foi o sachê de atum ao molho para gatos adultos (85g). Na sequência aparecem os sabores frango, carne, peixe branco e cordeiro.
  A pesquisa também mostrou que os produtos adquiridos para agradar os gatos, como sachês e petiscos, representam mais de 25% de todos os produtos felinos vendidos na plataforma.
  Saindo um pouco do segmento de alimentação, as areias para gatos apareceram no levantamento da plataforma. De janeiro a junho de 2026, o iFood registrou o crescimento de mais de 31% de pedidos contendo esse item, em comparação ao mesmo período de 2025.
  Além disso, a pesquisa avaliou os horários nos quais esses pedidos são realizados e mostrou que 10% das compras ocorrem fora do horário comercial, entre 20h e 8h da manhã, e o pico de pedidos nos dias úteis se concentra às 18h.   Cidades em destaque
Os gatos já conquistaram todas as regiões do Brasil, mas algumas cidades se destacam no iFood devido aos hábitos de compra dos responsáveis.
  No primeiro semestre de 2026, Porto Alegre (RS) foi apontada como a capital mais gatificada do país e cerca de 48% dos pedidos feitos na vertical Pet do aplicativo na cidade contêm pelo menos um produto para gatos. Em seguida aparecem Palmas (TO), Aracaju (SE), Florianópolis (SC) e Salvador (BA).
  Já em volume absoluto de pedidos para felinos, grandes metrópoles lideraram o ranking nacional: São Paulo ocupa o topo, seguida por Rio de Janeiro e Curitiba.
  Todos esses dados mostram a relevância do mercado felino e como esse segmento tem impulsionado o crescimento da categoria no aplicativo.
  No acumulado do primeiro semestre de 2026, a vertical Pet Shops do iFood ultrapassou a marca de dois milhões de pedidos, registrando um salto superior a 53% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em unidades vendidas, a expansão superou 51%, ultrapassando 4,3 milhões de itens comercializados em todo o país. Fonte: Cães & Gatos

Mercado pet cresce no Brasil e já consome 8% do orçamento familiar
 
Consumo

3+ MIN

Mercado pet cresce no Brasil e já consome 8% do orçamento familiar  

O mercado pet no Brasil segue em expansão e reforça a mudança no comportamento dos consumidores em relação aos animais de estimação. Dados recentes apontam que os brasileiros já destinam, em média, 8% do orçamento familiar mensal aos pets, cenário que evidencia a força de um dos setores mais resilientes da economia nacional.
  O avanço acompanha o crescimento da chamada humanização dos animais, tendência em que cães e gatos passam a ocupar um papel cada vez mais próximo ao de integrantes da família. Segundo levantamento da consultoria CVA Solutions, o gasto médio mensal com cães chega a R$ 690, enquanto os custos com gatos giram em torno de R$ 574 por mês.

Além disso, 33% dos responsáveis afirmam considerar os animais de estimação como filhos, comportamento que tem impulsionado a procura por produtos premium, serviços veterinários especializados, planos de saúde animal e itens voltados ao bem-estar pet.   Mercado pet movimenta bilhões no Brasil
O fortalecimento da relação entre responsáveis e animais ajuda a explicar o crescimento contínuo do mercado pet brasileiro, que já movimenta cerca de R$ 77 bilhões por ano. O Brasil segue entre os maiores mercados pet do mundo, impulsionado principalmente pelos segmentos de alimentação, saúde animal, higiene e acessórios.
  Mesmo em períodos de instabilidade econômica, o setor mantém resultados positivos. Pesquisas indicam que sete em cada dez brasileiros afirmam gastar 'o quanto for necessário' com seus pets, demonstrando que os animais ocupam hoje uma posição prioritária dentro do orçamento familiar.
  A alimentação segue como a principal despesa mensal dos responsáveis, mas serviços veterinários e cuidados preventivos também vêm registrando crescimento acima da média nos últimos anos.
Saúde animal e serviços especializados avançam
Outro segmento que cresce dentro do mercado pet é o de saúde animal. A busca por consultas, exames, vacinas, medicamentos e acompanhamento preventivo tem ampliado a demanda por clínicas veterinárias, hospitais especializados e planos de assistência para cães e gatos.
  Especialistas apontam que o comportamento do consumidor mudou principalmente após a pandemia, período em que houve aumento nas adoções e fortalecimento do vínculo emocional entre responsáveis e animais de estimação.
  Apesar do cenário positivo para o setor, o aumento dos custos também gera preocupação entre parte das famílias. Gastos com alimentação, medicamentos e emergências veterinárias têm impactado diretamente o orçamento doméstico, especialmente entre responsáveis com mais de um animal.   FAQ sobre o crescimento do mercado pet no Brasil
Quanto os brasileiros gastam com pets?
Em média, os brasileiros destinam 8% do orçamento familiar mensal aos animais de estimação.
  Quanto movimenta o mercado pet no Brasil?
O setor movimenta cerca de R$ 77 bilhões por ano no país.
  Quais áreas mais crescem no mercado pet?
Saúde animal, alimentação premium, planos veterinários e serviços especializados estão entre os segmentos que mais avançam. Fonte: Cães & Gatos

Consumidor mais ativo redefine o padrão de consumo no mercado pet
 
Consumo

4+ MIN

Consumidor mais ativo redefine o padrão de consumo no mercado pet  

O comportamento do responsável de pet brasileiro está em transformação e esse movimento já impacta a forma como a saúde animal é conduzida no país. Mais informado e participativo, esse consumidor passou a influenciar decisões que antes ficavam concentradas quase exclusivamente no médico-veterinário.
  Parte dessa mudança se explica pelo acesso ampliado à informação. Dados do Radar Pet, estudo que analisa o comportamento dos responsáveis no Brasil, mostram que 55% recorrem à internet, a outros consumidores ou à própria experiência antes de decidir sobre produtos e tratamentos. O médico-veterinário segue como principal referência técnica, mas já não ocupa esse espaço sozinho.
Na prática, isso se reflete em um consumidor que compara mais, questiona mais e busca entender melhor cada escolha. A decisão deixa de ser automática e passa a exigir confiança, clareza e segurança, especialmente em temas relacionados à saúde e ao bem-estar dos animais.
  O próprio perfil dos consumidores ajuda a entender esse cenário. O Radar Pet aponta que 32% já se enquadram como 'pet lovers emocionais', com alto nível de envolvimento e preocupação com o bem-estar dos animais. 
  Outros 23% são classificados como 'pet lovers racionais', que combinam vínculo com decisões mais estruturadas e baseadas em informação. Em comum, esses grupos indicam um comportamento mais atento e criterioso, com maior disposição para investir em prevenção e qualidade de vida.
  Esse avanço no nível de informação também reorganiza a dinâmica dentro das clínicas. Na prática, o atendimento se torna mais dialogado, com responsáveis que chegam à consulta com dúvidas, referências e maior disposição para participar das decisões. 
  Isso exige mais clareza na comunicação e reforça o papel do médico-veterinário na orientação e no alinhamento das escolhas, especialmente diante de um volume crescente de informações disponíveis fora do ambiente técnico.
  Esse movimento acontece dentro de um mercado já consolidado. Dados do RadarVet, levantamento conduzido pela Comissão de Animais de Companhia (Comac), do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), mostram a forte presença dos pets nos lares brasileiros e sua influência direta nas decisões de consumo. 
  Esse contexto ajuda a explicar o crescimento de categorias ligadas à prevenção, nutrição e cuidados contínuos.
  Ao mesmo tempo em que esse cenário abre espaço para uma relação mais próxima e consciente com a saúde animal, ele também traz novos desafios. O aumento dos canais digitais ampliou o acesso à informação e aos produtos, mas também expôs o responsável a conteúdos imprecisos e a ofertas sem procedência clara, o que pode comprometer a segurança dos tratamentos.
  Esse é um ponto de atenção para toda a cadeia. Em um ambiente com múltiplas fontes de influência, orientar o consumidor e garantir acesso a informações confiáveis se torna tão importante quanto oferecer soluções eficazes. 
  Mais do que vender produtos, o setor passa a ter um papel ativo na construção de confiança.
  O que se observa hoje não é apenas uma mudança de comportamento, mas uma transformação na forma como o cuidado é construído. O responsável quer participar, entender e decidir, e isso redefine a relação com os profissionais, com as marcas e com o próprio mercado.
  No fim, mais do que acompanhar esse novo consumidor, o desafio está em construir com ele uma relação baseada em confiança, informação de qualidade e responsabilidade compartilhada. É essa combinação que tende a sustentar o crescimento do setor nos próximos anos. Fonte: Cães e Gatos

E-commerce impulsiona crescimento do pet food na América Latina
 
Consumo

3+ MIN

E-commerce impulsiona crescimento do pet food na América Latina  

O mercado de pet food na América Latina passa por uma transformação impulsionada pela digitalização do consumo e pela consolidação dos animais de estimação como parte da família. 
  Dados recentes da Worldpanel by Numerator mostram que o e-commerce da categoria cresceu mais de 300% em valor nos últimos três anos, acompanhado de um aumento de 60% na penetração do canal.
O movimento reflete mudanças estruturais no comportamento do consumidor e posiciona o segmento pet como um dos mais dinâmicos dentro dos bens de consumo massivo.   Pets ganham espaço na 'família estendida'
O levantamento aponta que a categoria pet passou a integrar a chamada 'Família Estendida', ganhando relevância dentro da pirâmide de consumo. 
  Enquanto cestas tradicionais buscam estabilidade, o pet food ampliou em 30% sua participação no gasto total de FMCG.
  Esse avanço está diretamente ligado a mudanças demográficas. Lares formados por pessoas com mais de 65 anos e sem filhos já representam 16% do valor de mercado da categoria, reforçando o papel dos pets como companheiros centrais.   Canal digital acelera expansão do setor
O e-commerce se consolidou como um dos principais motores de crescimento. A conveniência, a recorrência de compra e a variedade de produtos disponíveis têm impulsionado a migração para o ambiente digital.
  Nos diferentes mercados da região, o avanço apresenta características específicas:
  Brasil: crescimento acelerado, com aumento contínuo de novos lares compradores e maior adesão ao canal online México: mercado mais maduro, com crescimento de 49,9% em 2025 e participação de 3,5% no valor total da categoria Argentina: alta adoção digital, com foco em eficiência e compras recorrentes   Participação no gasto segue em alta
O estudo também revela mudanças relevantes no comportamento de consumo. O pet food aumentou sua participação no gasto total de FMCG, alcançando 4% — alta de 6% em relação a 2024.
  Esse crescimento foi 60% superior ao observado nas cestas de produtos básicos, que avançaram 4% no mesmo período.
  O dado reforça que, mesmo em cenários econômicos desafiadores, os responsáveis mantêm o investimento no bem-estar dos animais.   Tendência reforça importância estratégica do setor
A evolução do mercado indica uma mudança de percepção: os pets deixam de ocupar um papel secundário e passam a ser prioridade dentro do orçamento familiar.
  Esse cenário amplia oportunidades para a indústria, especialmente em inovação, personalização e fortalecimento de canais digitais.   FAQ sobre crescimento de pet food na América Latina
Quanto cresceu o e-commerce de pet food na América Latina?
Mais de 300% em valor nos últimos três anos.
  O que explica esse crescimento?
Digitalização do consumo e maior valorização dos pets como membros da família.
  O Brasil se destaca nesse cenário?
Sim. O país é um dos principais motores de expansão do setor na região. Fonte: Cães & Gatos

O consumidor de pet food na Argentina: novos sinais de mercado
Consumo

5+ MIN

O consumidor de pet food na Argentina: novos sinais de mercado

A resposta está não apenas no crescimento do mercado, mas em quem consome, quais pets predominam nas casas e como as decisões de seus donos evoluem.

O Estudo sobre shoppers Pet Food na Argentina 2025, desenvolvido pela All Pet Food Market Insights, nos permite observar esse fenômeno sob uma perspectiva diferente: não apenas a partir do produto, mas pelo vínculo entre o tutor e seu pet. E, dentro dessa análise, surge uma das questões que mais interessa na indústria atualmente: como se reconfigura a competição entre cães e gatos no consumo de alimentos para pets.
Argentina, um país historicamente canino, mas com sinais de mudança     Historicamente, a Argentina foi um país de cães. A presença do cachorro em casa ainda é dominante e faz parte da identidade cultural do vínculo com os animais de estimação.

De acordo com os dados do estudo, 6 em cada 10 famílias com animais de estimação têm apenas um cachorro, o que confirma o peso estrutural do universo canino no mercado. No entanto, também há sinais de mudança: cerca de uma em cada sete famílias já vive com dois ou mais cães, um indicativo de como a relação entre famílias e seus animais de estimação está evoluindo.

Mais do que uma substituição entre cães e gatos, o que emerge é uma ampliação do mapa de consumo, onde cada espécie começa a ocupar um lugar estratégico diferente dentro do mercado.
O DNA do cão argentino: diversidade e vínculo   
Uma das descobertas mais interessantes do estudo é que o mercado argentino de cães reflete características muito específicas. A predominância dos cães SRD, por exemplo, não é apenas uma variável estatística, ela fala de um vínculo cultural baseado em adoção, proximidade emocional e convivência diária.

No ranking das raças declaradas, o grupo identificado como "outras raças" e os SRD concentram a maior participação, seguidos por algumas raças icônicas como Labrador, Chihuahua ou Golden Retriever. Isso parece indicar que o mercado argentino combina diversidade genética com símbolos culturais que continuam a ter peso na imaginação dos proprietários.

Ao mesmo tempo, o estudo revela como o estilo de vida urbano também começa a influenciar o tipo de cão presente nas casas. O crescimento de cães pequenos e médios reflete mudanças no tamanho das famílias e na moradia em apartamentos.
O universo felino: o vínculo importa mais do que a raça
 
Se o cachorro continua sendo o animal de estimação dominante, o universo felino mostra uma dinâmica diferente. O estudo revela que mais de 60% dos gatos domésticos na Argentina são mestiços, o que reflete um padrão cultural em que a adoção tem um peso central dentro do vínculo entre as pessoas e os animais de estimação que escolhem. Esses dados são especialmente relevantes para a indústria, pois mostram que o valor simbólico do gato na casa argentina está menos associado à linhagem e mais ao vínculo emocional.

Ao mesmo tempo, algumas raças como Siamês ou Persa mantêm presença no mercado, especialmente em certos segmentos urbanos, mas seu peso ainda é significativamente menor em comparação ao universo dos gatos mestiços. 

Esse fenômeno também tem implicações estratégicas: o crescimento do gato em ambientes urbanos e em residências menores abre novas oportunidades para categorias de produtos, formatos e posicionamento de marca.
Cães e gatos: duas lógicas de consumo que coexistem
Mais do que uma competição entre espécies, o estudo mostra que cães e gatos representam lógicas diferentes dentro do mercado de alimentos para pets. Enquanto o cachorro continua associado à tradição do lar argentino e a um vínculo familiar de longa data, o gato, por outro lado, parece cada vez mais ligado a novas dinâmicas urbanas, casas menores e estilos de vida diferentes.

Para o setor, entender essas diferenças torna-se fundamental, não apenas porque impactam categorias de produtos, mas porque influenciam a comunicação, o posicionamento e as decisões estratégicas de portfólio de cada empresa.

Em outras palavras, entender como cães e gatos coexistem no mercado não é mais apenas uma questão demográfica, mas uma ferramenta para antecipar oportunidades de negócio.
Um estudo para entender o novo consumidor argentino
O Estudo 2025 Pet Food Shoppers na Argentina oferece uma leitura aprofundada do consumidor atual, analisando não apenas quais animais estão presentes em casas, mas também como evolui o vínculo entre donos, pets e consumo.

Entre outros aspectos, o estudo explora:
  Posse de animais de estimação e evolução demográfica Preferências por espécie, tamanho e raça  Diferenças por nível de renda Relação entre estilo de vida e escolha do animal  Implicações estratégicas para o mercado de alimentos para pets
Em um contexto em que as decisões de consumo estão se tornando mais complexas, entender o tutor de animais de estimação argentino se torna uma vantagem competitiva para as empresas do setor.
Acesse o Estudo sobre Shoppers de Pet food na Argentina 2025   Fonte: All Pet Food Market Insights, a plataforma de inteligência de mercado da All Pet Food

O novo poder da Análise do Shopper em pet food: entender o consumidor é entender o futuro
Consumo

7+ MIN

O novo poder da Análise do Shopper em pet food: entender o consumidor é entender o futuro

Por Iván Franco

A análise do shopper não é mais uma ferramenta secundária. É, em essência, a bússola competitiva de um mercado cada vez mais fragmentado, emocional e percebido em termos de valor.
Mais do que donos de pets: arquétipos com motivações diferentes   Uma das grandes contribuições da análise contemporânea do consumidor é quebrar a ideia simplificada de "donos de cães e gatos". Não há apenas um comprador de ração para pets, mas vários arquétipos, cada um com motivações emocionais, racionais e econômicas específicas.
  Nos estudos mais recentes que realizamos, surgem perfis que transformam completamente a forma como as estratégias são desenhadas:
  O especialista: altamente informado, compara rótulos, busca benefícios funcionais, valoriza os ingredientes e está disposto a pagar mais por resultados visíveis.
  O protetor econômico: cuida do seu orçamento sem sacrificar o bem-estar básico; responde a promoções e marcas confiáveis, mas não necessariamente premium.
  Os aspiracionais: eles querem "o melhor" mesmo que nem sempre possam pagar ainda; são o motor silencioso da premiumização.
  O pragmático rotineiro: ele compra o que sempre comprou; mudar isso exige argumentos claros, simples e muito práticos.
  O localizador de soluções: se move conforme necessidades específicas: digestão, pele, cabelo, alergias, controle de peso, etc.
  Conhecer esses arquétipos não só permite segmentar melhor, como também possibilita transmitir mensagens que realmente se conectam, projetar produtos alinhados com expectativas reais e entender quais tipos de evidências, alegações e formatos são relevantes para cada um.
  Marcas que dominam arquétipos transformam insights em ações: desde redefinir seu portfólio até redesenhar sua narrativa de valor.
Segmentação precisa: o motor de decisão mais lucrativo   A segmentação adequada não se resume apenas a dividir o mercado em econômico, padrão e premium, hoje exige dimensões cruzadas: Tipo de comida, Nível de renda, missão de compra, frequência, sensibilidade ao preço, canal preferido, O papel emocional do animal na casa.
  Quando uma empresa segmenta com precisão, ela ganha três benefícios imediatos:
  Melhor foco estratégico: cada real investido tem um retorno maior, porque cada ação é direcionada ao segmento certo.
  Otimização de portfólio: SKUs de baixo perfil são reduzidos e aqueles que representam a maior contribuição para o crescimento são aprimorados.
  Maior competitividade nos canais: cada canal tem um cliente diferente, então a segmentação permite criar estratégias diferenciadas para autoatendimento, veterinário, tradicional, especializado ou online.
  Segmentação bem feita evita esforços confusos, multiplicação desnecessária de SKUs e promoções sem impacto real.
Entendendo a jornada do shopper: onde ele decide, o que o prende e o que o motiva   O shopper de alimentos para petss não decide apenas na prateleira. O processo deles é construído em múltiplas camadas: recomendações do veterinário, conteúdo digital, experiências anteriores, avaliações online, promoções, disponibilidade nas lojas, até mesmo a pressão para "ser um bom tutor".}
  A análise do consumidor revela pontos críticos da jornada, tais como:
  O que desencadeia a decisão (um problema de saúde, aumento do poder de compra, mudança no estilo de vida). O que retarda a conversão (confusão entre claims, saturação de prateleiras, desconfiança em novas marcas). O que impulsiona a troca (benefícios claros, embalagem profissional, respaldo científico, influenciadores veterinários). O que estimula a recorrência (consistência do produto, acessibilidade em vários canais, sensação de segurança).
Quando a marca domina esses momentos, ela não só vende mais: cria uma lealdade psicológica, muito mais profunda do que a simples compra repetida.
Preço, elasticidade e valor percebido: o triângulo que define a lucratividade   Estudos de shoppers nos permitem entender por que o preço não é apenas um número, mas uma percepção.
  Por meio de grupos por idade do cão, tamanho da raça, missão de compra e motivações emocionais, observa-se que:
  Famílias com cães jovens são as que mais impulsionam a premiumização. Raças médias e pequenas pagam mais por quilo porque a despesa mensal total ainda é administrável. Famílias com vários pets respondem melhor a promoções em volume. Compradores no canal veterinário são menos sensíveis ao preço, mas mais exigentes em funcionalidades.
  Com essas informações, as marcas podem otimizar preços, segmentar promoções e criar apresentações que maximizam a lucratividade por segmento.
  A análise do shopper permite encontrar exatamente o ponto em que a marca mantém a competitividade sem prejudicar o valor. Esse cruzamento entre comportamento real e percepção subjetiva é impossível de deduzir sem dados.
Canais que se comportam de forma diferente: entendendo a rivalidade do consumidor   O canal não é apenas um ponto de venda; É um universo com suas próprias regras.
  Cada canal concentra diferentes arquétipos:
  Autoatendimento: compradores racionais, comparativos, sensíveis a preços e apresentação. Veterinários: eles buscam autoridade, apoio e funcionalidade; menos elasticidade, maior confiança. Especializados: compradores aspiracionais, compradores premium e buscadores de consultoria coexistem. Tradicional: busca por conveniência, hábitos enraizados e marcas econômicas. Online: alto nível de pesquisa, comparação imediata e sensibilidade à variedade.
  A análise do cliente permite que você saiba o que vender, para quem vender e como posicioná-lo em cada canal. Sem essa leitura, as empresas caem em estratégias genéricas que não refletem a verdadeira dinâmica competitiva.
O que as empresas ganham ao investir em uma análise de consumidores   Por fim, a indústria frequentemente pergunta: "O que eu ganho com isso?" E a resposta é retumbante:
  Precisão estratégica: as decisões não são mais baseadas em intuição ou apenas em dados de vendas: são baseadas no profundo entendimento do comprador.
  Produtos mais relevantes: Insights revelam necessidades não atendidas e abrem espaço para inovações funcionais, naturais, terapêuticas ou premium.
  Posicionamento mais claro: as marcas conseguem comunicar vantagens que ressoam emocionalmente, não apenas tecnicamente.
  Portfólios mais eficientes: SKUs que não agregam valor são cortados e aqueles que impulsionam vendas, faturamento e margem são fortalecidos.
  Melhor execução comercial: as estratégias por canal tornam-se consistentes com o tipo de comprador que o visita.
  Maior lucratividade: melhor combinação de SKUs, preços ótimos, promoções direcionadas e promoção de negociação apoiadas por evidências.
  Em um setor que cresce rápido e evolui a cada ano, entender quem é o shopper não é mais um luxo. É, literalmente, a vantagem competitiva mais estratégica do setor.   Conclusão: o shopper é a narrativa que une tudo   A análise do shopper de pet food nos permite enxergar além de marcas, apresentações e categorias. Isso permite que você entenda a vida real dos guardiões, suas emoções, preocupações, aspirações pessoais e o papel emocional de seus pets. Quem domina essa história domina o mercado. E empresas que integram a análise do consumidor como um eixo central alcançam algo que poucas marcas têm: relevância emocional e competitiva ao mesmo tempo.
  Porque na ração para pets, a batalha pelo crescimento não é vencida na prateleira, ela é conquistada na mente e no coração do consumidor. Por Ivan Franco
Fonte: All Pet Food Magazine

Mentalidade do consumidor global em 2026: onde o pet food entra nessa equação?
Consumo

3+ MIN

Mentalidade do consumidor global em 2026: onde o pet food entra nessa equação?

A volatilidade econômica deixou de ser algo passageiro e passou a fazer parte do cotidiano dos consumidores em todo o mundo.
  Mesmo sem se sentirem mais otimistas em relação à economia ou às próprias finanças, as pessoas aprenderam a conviver com esse cenário e ajustaram a forma como pensam e decidem suas compras. É o que revela uma pesquisa global da NielsenIQ (NIQ).
  Os dados mais recentes foram coletados em julho de 2025 e reapresentados no fim do ano. Ainda assim, ajudam a entender o comportamento do consumidor no início de 2026 — inclusive no que diz respeito ao mercado pet.   Preocupações globais ainda pesam no bolso
Entre os principais fatores que impactam o consumo, o aumento no preço dos alimentos continua liderando a lista, citado por 29% dos entrevistados. 
  Embora esse percentual tenha caído levemente em relação ao ano anterior, o tema segue longe de ser resolvido.
  Outro ponto que ganhou força foi a preocupação com conflitos globais, crises e guerras, mencionada por 23% dos consumidores — um aumento significativo em apenas 12 meses. 
  A tendência é que esse número seja ainda maior diante do atual cenário geopolítico.   Brasil mostra baixo otimismo financeiro
Um dado que chama atenção é o nível de otimismo financeiro nos principais mercados de pet food. 
  Em meados de 2025, países considerados grandes consumidores de alimentos para pets, como Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França e Japão, registraram queda expressiva no otimismo.
  No Brasil, apesar de ser um dos maiores mercados de pet food do mundo, o índice de consumidores otimistas foi de apenas 0,5%, indicando cautela extrema no consumo e reforçando a necessidade de escolhas mais conscientes.   Gastos com alimentação pet seguem estáveis
Mesmo com preços ainda elevados em diversas categorias, a inflação no segmento de pet food apresentou comportamento mais controlado. 
  Até junho de 2025, os preços globais de alimentos para pets subiram apenas 0,5% em relação ao ano anterior, enquanto o volume de vendas cresceu 0,7%.
  Esse desempenho indica que, para muitos tutores, a alimentação e os cuidados com os animais continuam sendo vistos como gastos essenciais, ao lado de itens como moradia, saúde e educação.
  Ainda assim, a pesquisa aponta que os consumidores pretendiam gastar cerca de 1% menos com cuidados pet, o que pode refletir tanto uma leve redução no consumo quanto a expectativa de estabilidade nos preços.
  Outro movimento relevante identificado pela NielsenIQ é a mudança nas estratégias de economia. Caiu a intenção de trocar marcas por opções mais baratas ou comprar apenas itens em promoção. 
  Em contrapartida, cresce a valorização de produtos que entregam, ao mesmo tempo, preço justo, qualidade e alinhamento com valores do consumidor.
  O relatório resume esse comportamento de forma clara: 'cada compra precisa justificar seu lugar'. 
  Simplicidade, clareza de benefícios e propostas mais objetivas tendem a se destacar em um cenário de fadiga mental e excesso de opções.
  Para marcas de pet food, o recado é direto: oferecer valor real, comunicação clara e soluções práticas será decisivo para conquistar e manter o consumidor em 2026.   FAQ sobre tendências de mercado de pet food em 2026
O consumidor pretende reduzir gastos com alimentação pet em 2026?
A redução é pequena e pode estar mais ligada à expectativa de estabilidade de preços do que a cortes significativos.
  O pet food é considerado um gasto essencial?
Sim. A categoria aparece junto a itens considerados 'não negociáveis', como saúde e moradia.
  O que influencia a decisão de compra no mercado pet atualmente?
Produtos que combinam qualidade, preço equilibrado e valores claros, com comunicação simples e objetiva.

  Fonte: Cães & Gatos