Conteúdo mais recente de Ingredientes

A importância da fibra na nutrição pet: Para além da digestibilidade
Outros microingredientes

4+ MIN

A importância da fibra na nutrição pet: Para além da digestibilidade

Se o animal não as digere, quais são seus benefícios para a saúde dos pets?
As fibras são muito importantes para a saúde do sistema digestivo de cães e gatos. Elas ajudam a manter o intestino em equilíbrio e trazem vários benefícios para o organismo do animal, como o estímulo ao crescimento de bactérias benéficas, melhor controle da glicose no sangue, regulação do trânsito intestinal e fortalecimento da barreira de proteção do intestino.   Uma microbiota equilibrada
Uma microbiota equilibrada é fundamental para o bom funcionamento do intestino e impacta diretamente na saúde geral do animal. As fibras têm funções essenciais nesse quesito. Elas contribuem para o equilíbrio da microbiota — a comunidade de bactérias que vive no intestino — ajudando a manter as bactérias benéficas e a reduzir as indesejadas.
  Certos tipos de fibras funcionam como prebióticos, ou seja, servem de substrato para as bactérias saudáveis do intestino. Isso estimula o crescimento de microrganismos benéficos, como as Bifidobacterium spp. e Lactobacillus spp., e ao mesmo tempo, dificulta a proliferação de bactérias que podem ser patogênicas, como Clostridia e Escherichia coli.
  Fermentação de fibras e saúde intestinal   Quando as fibras são fermentadas pelas bactérias benéficas do intestino, elas produzem substâncias importantes chamadas ácidos graxos de cadeia curta (AGCC). Um dos principais AGCC é o butirato, que serve como fonte de energia essencial para as células intestinais, ajudando a manter o intestino saudável e funcionando bem.   Controle glicêmico
A fibra ajuda a controlar os níveis de açúcar no sangue, especialmente após as refeições, o que é útil para o manejo da hiperglicemia pós-prandial.
  As fibras solúveis formam um gel no intestino, aumentando a viscosidade do conteúdo digestivo. Isso é importante para o controle da glicose, pois retarda a chegada de açúcares como glicose, galactose e frutose ao intestino. Com isso, esses açúcares têm mais dificuldade em serem absorvidos pelas células do intestino, ajudando a evitar picos rápidos de glicose no sangue.
  Regulação do tempo de trânsito intestinal
A fibra também desempenha um papel importante na regulação do trânsito intestinal e na melhoria da consistência das fezes. A fibra insolúvel, como a celulose, aumenta o volume fecal, ajudando a evitar a constipação. Já a fibra solúvel retém água e pode amolecer as fezes, tornando-as mais fáceis de serem eliminadas.
  Alinhada à estratégia de melhoria da saúde intestinal do animal, um pilar fundamental na formulação da linha Bionatural é a presença de fontes de fibras insolúveis e solúveis, como fibra de cana-de-açúcar, fibra de mandioca, fibra de maçã e fibra de laranja, que favorecem a funcionalidade intestinal dos cães e gatos.
  Esses ingredientes são fontes de fibras provenientes de alimentos que se assemelham ao consumo humano, sendo oriundos de co-produtos com ótimo potencial nutricional e funcional. Por Ellen Freitas Marcena, Estudante de Medicina-Veterinária- USP/SP) - Embaixadora Special Dog Company. 
Fonte: Portal Pet Referências Bernaud, F. S. R., & Rodrigues, T. C.. (2013). Fibra alimentar: ingestão adequada e efeitos sobre a saúde do metabolismo. Arquivos Brasileiros De Endocrinologia & Metabologia, 57(6), 397–405. Moreno, A.A., Parker, V.J., Winston, J.A., et al. (2022). Dietary fiber aids in the management of canine and feline gastrointestinal disease. J. Am. Vet. Med. Assoc. National Research Council (NRC). Nutrient Requirements of Dogs and Cats. National Academies Press, 2006. Pinna, C., & Biagi, G. (2014). The Utilisation of Prebiotics and Synbiotics in Dogs. Italian Journal of Animal Science, 13(1). Roediger, W.E.W. (1980). Role of anaerobic bacteria in the metabolic welfare of the colonic mucosa in man. Gut, 21, 793–798. Swanson, K.S., Fahey, G.C. (2006). Prebiotic impacts on companion animals. In: Gibson, G.R., Rastall, R.A. (Eds.), Prebiotics: Development & Application. Chichester: John Wiley & Sons, Cap. 10. VETSMART. Estudo técnico sobre a linha Bionatural. Bionatural Prime, 05 set. 2024. PDF. Disponível em: https://www.bionaturalpet.com.br/assets/uploads/sobre/faca-o-download-do-nosso-03338-20240813110335.pdf Yvonne M. Cassidy, Emeir M. McSorley, Philip J. Allsopp, Effect of soluble dietary fibre on postprandial blood glucose response and its potential as a functional food ingredient, Journal of Functional Foods, Volume 46, 2018.

Proteína e alergias alimentares
Outros microingredientes

4+ MIN

Proteína e alergias alimentares

Com que frequência os pets têm alergias alimentares?   Embora a prevalência mundial de alergias alimentares esteja aumentando entre as pessoas,1 esse tipo de alergia é considerado menos comum em cães e gatos. As alergias alimentares podem parecer mais comuns em pets, porque muitos outros problemas de saúde apresentam sintomas semelhantes.2-4

As estatísticas sobre a prevalência de alergia alimentar em pets podem se somar a essa percepção equivocada, pois os números variam de acordo com o motivo da consulta veterinária: apenas 1% dos gatos atendidos para um check-up geral de saúde foi diagnosticado com alergia alimentar, mas 21% dos gatos levados ao veterinário por conta de prurido cutâneo (coceira) tiveram o mesmo diagnóstico. 5,6     O que causa as alergias alimentares?   As alergias alimentares aparecem quando o sistema imunológico de cada animal individualmente responde a um alimento inofensivo como um 'invasor' nocivo. Essa resposta imune diferencia as alergias alimentares de intolerância alimentar ou de intoxicação alimentar — quadros que não envolvem o sistema imunológico.

Quando as alergias alimentares se desenvolvem, o fator desencadeante mais comum é uma proteína. Nenhuma proteína específica é hipoalergênica. Uma resposta alérgica é o resultado da reação imune de cada animal individualmente ao tamanho ou à estrutura de uma proteína, e tal reação é estimulada, em parte, pela exposição prévia à proteína.3, 7-9

Embora também haja relatos de que ingredientes como os grãos constituem uma das causas de alergias alimentares, estudos revelam que a parte proteica do grão, em geral, é responsável pelo desencadeamento da reação.10

Sendo assim, os grãos especificamente não estão entre os alérgenos alimentares mais relatados em cães ou gatos. Nos cães, os três principais alérgenos alimentares são proteínas da carne bovina, do leite e derivados ou da carne de frango.

Nos gatos, os alérgenos alimentares mais comumente relatados são provenientes da carne bovina, do frango ou do peixe.9     Qual o papel da nutrição em alergias alimentares?   O método diagnóstico considerado como o 'padrão-ouro' para os casos de alergia alimentar consiste em um teste de eliminação que combina uma fonte de proteína e uma fonte de carboidrato, as quais o pet não tenha sido exposto anteriormente.8 Estudos mostram que os testes alérgicos feitos com base em amostras de pele, sangue, saliva ou pelo não produzem resultados confiáveis. 11-14

A seleção de novas proteínas nem sempre é fácil. Novas fontes proteicas podem sofrer reação cruzada com o alérgeno original; além disso, muitos pets apresentam múltiplas hipersensibilidades alimentares.15,16 Além da necessidade de que as dietas sejam nutricionalmente completas e balanceadas, o ideal é que elas sejam fáceis de serem fornecidas durante um ensaio alimentar de 8 a 12 semanas ou possam ser usadas como uma dieta de manutenção a longo prazo.

A alimentação com dietas proteicas hidrolisadas pode oferecer uma estratégia conveniente, completa e balanceada do ponto de vista nutricional, para reduzir a alergenicidade dos alimentos.17-19   Como as proteínas hidrolisadas ajudam a controlar as alergias alimentares?   A hidrólise é um processo responsável pela degradação das proteínas em fragmentos menores. As proteínas 'hidrolisadas' são reduzidas a fragmentos muito pequenos. Esse processo altera o tamanho e a estrutura da proteína — fatores-chave na determinação da alergenicidade de uma proteína.

Em geral, as reações imunológicas adversas a um ingrediente alimentar exigem um alérgeno – tipicamente uma proteína – grande o suficiente para se ligar de forma cruzada com receptores na superfície de células imunes específicas. O tamanho e a estrutura alterados das proteínas hidrolisadas não fazem ligação cruzada com esses receptores da superfície celular e, portanto, não desencadeiam uma resposta imune.7  
Como um benefício adicional, as proteínas hidrolisadas possuem uma alta digestibilidade, o que pode reduzir as condições inflamatórias do intestino.20 Fonte: Purina Institute

Biscoitos assados utilizando plasma spray dried
Outros microingredientes

2+ MIN

Biscoitos assados utilizando plasma spray dried

Introdução   O plasma spray dried (SDP) é um ingrediente rico em proteína utilizado em alimentos para pets, com propriedades funcionais de textura, aumento da palatabilidade e suporte à saúde sistêmica integral.   Objetivo   O objetivo do estudo foi avaliar como a inclusão de SDP impacta a textura e a palatabilidade de biscoitos assados utilizando glúten de trigo.   Metodologia   O estudo avaliou a palatabilidade e a textura de biscoitos assados utilizando 1% de SDP para substituir o glúten de trigo na fórmula Controle. O teste de palatabilidade foi conduzido com 20 cães durante 2 dias. Diferentes fontes de ingredientes e condições de processamento foram utilizadas em cada estudo, o que explica as diferenças na textura do produto final.

Os biscoitos assados foram preparados utilizando uma batedeira KitchenAid equipada com gancho para sovar massas, abertos manualmente até uma profundidade e tamanho definidos e, em seguida, assados até atingirem um nível de umidade inferior a 10%. Três lotes replicados de cada fórmula foram produzidos para análise em cada estudo.

A textura foi medida em um texturômetro TA.XT Plus utilizando uma ponte ajustável com uma sonda em formato de faca de ponta arredondada para o teste de flexão em 3 pontos. Biscoitos assados de 2 cm x 7 cm foram posicionados sobre o vão da ponte, espaçados a 2,5 cm, para medir a força máxima de quebra (dureza), fraturabilidade e rigidez, a fim de determinar a textura. Cinco biscoitos assados por tratamento foram analisados quanto à textura em cada lote replicado. Paquímetros digitais foram utilizados para medir as dimensões e o volume dos biscoitos.   Validação do conceito: fórmula de teste 
    Resultados: textura
    Resultados: palatabilidade
    Resumo   O SDP pode ser utilizado em formulações de biscoitos assados como auxiliar de processamento para influenciar a textura, dependendo da matriz de ingredientes, além de melhorar a palatabilidade. De modo geral, o SDP pode ser uma alternativa ao glúten de trigo para manter ou melhorar a qualidade do produto.   Por Joy Campbell e Angela Smith – APC
Fonte: All Pet Food Magazine

Além do alimento seco: aditivos funcionais no mercado pet food
Outros microingredientes

7+ MIN

Além do alimento seco: aditivos funcionais no mercado pet food

Por Erika Stasieniuk

A resposta está na intersecção entre ciência nutricional, comportamento do consumidor e estratégia de mercado.   O que os tutores valorizam?   A crescente humanização dos animais de companhia transformou o olhar dos tutores sobre o alimento de seus pets. Hoje, eles não querem apenas saciar a fome, mas prevenir doenças, apoiar a saúde e promover bem-estar, espelhando as preocupações com a própria alimentação e saúde.
  Essa mudança de comportamento é confirmada por Hobbs Jr. e Anderson (2024), que investigaram as alegações de saúde que realmente agregam valor aos olhos do consumidor. Em um estudo com quase 1.600 alimentos secos para cães, os autores observaram que os tutores estão, sim, dispostos a pagar mais por benefícios específicos.
  A alegação de 'alívio de alergias', por exemplo, apresentou um prêmio de preço de até 22,7%. Alegações como 'saúde digestiva' e 'pele sensível' também mostraram correlação com maior valor percebido. Já termos genéricos como 'vitaminas e minerais' ou 'cuidado dental' foram associados a menor disposição de pagamento, indicando que são percebidos como atributos básicos e não diferenciais.
  Para a indústria, esses dados oferecem um direcionamento estratégico: alegações claras, específicas e com benefícios visíveis são mais valorizadas e podem justificar um posicionamento premium.   Aplicações de aditivos funcionais na nutrição de cães e gatos   Para que uma alegação funcional vá além do marketing, ela precisa estar respaldada por ingredientes com eficácia comprovada.
  Aditivos sempre integraram as formulações, seja com funções tecnológicas, sensoriais, nutricionais ou zootécnicas. Hoje, porém, seu papel vai além: tornaram-se também ferramentas estratégicas de diferenciação e valorização comercial.
  Prebióticos, antioxidantes naturais, ácidos graxos essenciais, entre outros, têm sido cada vez mais incorporados às formulações não apenas por sua funcionalidade técnica, mas também pelo apelo comercial que geram. Entre eles, destacam-se os ingredientes com efeito funcional sobre a saúde intestinal, como os mananoligossacarídeos (MOS), os frutoligossacarídeos (FOS) e a polpa de beterraba.
  De acordo com Singla e Chakkaravarthi (2017), prebióticos como inulina e FOS são fibras não digeríveis que servem de substrato para bactérias benéficas do intestino, como bifidobactérias e lactobacilos. Alguns estudos clássicos apontam seus benefícios:
  Equilíbrio da microbiota intestinal (Gibson e Roberfroid, 1995); Aumento da absorção de minerais como cálcio e magnésio (Scholz-Ahrens et al., 2007); Modulação da resposta imune (Lomax e Calder, 2009); Redução de compostos inflamatórios no cólon (Slavin, 2013).
  Os MOS são carboidratos funcionais extraídos da parede celular de leveduras, principalmente da Saccharomyces cerevisiae. Esses compostos atuam como aliados da saúde intestinal ao dificultar que bactérias patogênicas se fixem na mucosa. Isso acontece porque os MOS ocupam os sítios de ligação das células epiteliais, impedindo a adesão de microorganismos nocivos, mecanismo conhecido como exclusão competitiva. Além desse efeito protetor, os MOS estimulam células de defesa chamadas macrófagos, saturando os receptores de manose presentes nas glicoproteínas da superfície celular (Macari e Maiorka, 2000; Strickling et al., 2000).
  A polpa de beterraba, por sua vez, é uma fibra moderadamente fermentável, rica em fibras solúveis e insolúveis, ela contribui para o equilíbrio da microbiota, melhora a consistência das fezes e auxilia na regularidade do trânsito intestinal. Além disso, sua fermentação parcial no cólon gera ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), como o butirato, que servem como fonte de energia para os colonócitos e contribuem para a integridade da mucosa intestinal (Swanson et al., 2002).
  Logo, alegações como 'suporte à saúde digestiva' ou 'equilíbrio da flora intestinal' ganham consistência quando há ingredientes como inulina, FOS, MOS ou polpa de beterraba na formulação. Essa conexão entre funcionalidade e rótulo é essencial para gerar confiança e percepção de valor real.   Do ingrediente ao posicionamento de mercado   O desafio das marcas está em traduzir a complexidade técnica em mensagens claras, atrativas e acessíveis.
  Mais do que listar 'inulina' na composição, é possível destacar: 'fibra prebiótica natural da raiz de chicória, que favorece a saúde intestinal'.
  Essa abordagem educa o consumidor e fortalece a legitimidade da alegação funcional. Ingredientes funcionais não devem ser apenas listados, precisam ser transformados em diferenciais percebidos e valorizados.
  Outros exemplos relevantes:
  Ômega-3 (de óleo de peixe ou linhaça): associado à saúde da pele, brilho da pelagem e suporte articular; Vitamina E e selênio: antioxidantes naturais com ação sobre o sistema imunológico; Glucosamina e condroitina: frequentemente presentes em alimentos para cães idosos ou de raças grandes, sustentando a alegação de suporte às articulações.
  A eficácia comercial dessas promessas depende de três pilares:
  Do ingrediente funcional com base em evidência científica e na dosagem eficaz comprovada por estudos; Clareza e transparência na comunicação dos benefícios; Alinhamento entre proposta de valor e posicionamento de preço.   Oportunidades em um novo cenário   A busca por alimentos mais saudáveis, específicos e funcionais não é mais uma tendência: é o novo padrão do mercado pet food. 
  Em um mercado cada vez mais competitivo, as marcas que conseguem unir ciência, formulação e uma estratégia de comunicação eficazes estarão mais bem posicionadas para atender um consumidor cada vez mais exigente e bem informado.
  Prebióticos e outros aditivos funcionais, quando aplicados com conhecimento técnico e propósito definido, têm o potencial de transformar alimentos secos em verdadeiras ferramentas de saúde e bem-estar para cães e gatos. O mercado está aberto para marcas que oferecem mais do que nutrição, entregam confiança.
  A rotulagem ideal vai além de promessas atrativas: ela conquista o consumidor ao apresentar uma lista de ingredientes alinhada à ciência que sustenta cada alegação. Ao construir essa ponte entre formulação e comunicação transparente, a indústria avança em sua missão de promover uma vida mais longa e saudável para os cães e gatos. Por Marcos Borges S. Rosa, Marcela Lobo N. Lima e Erika Stasieniuk

Sobre os autores
Marcos Borges S. Rosa é Zootecnista, Pós-graduado em Nutrição de cães e gatos e Mestrando em Ciências Veterinárias pela UFU. Atua com atendimentos nutricionais para cães e gatos de forma presencial e online.  Contato: www.marcosnutripet.com | Instagram: @marcosbsrr
  Marcela Lobo N. Lima é médica veterinária, pós graduada em Nutrologia de Cães e Gatos pela Unyleya e atua como formuladora.  Contato: marcela.nasc21@hotmail.com | Instagram: @marcelanasc
  Erika Stasieniuk é Zootecnista, Doutora em Nutrição e Alimentação de Cães e Gatos pela UFMG, sócia-fundadora da SFA Consultoria e atua como consultora técnica no desenvolvimento de alimentos e ingredientes para cães e gatos.
Contato: erika_stasieniuk@sfa-consultoria.com | Instagram: @erikastasieniuk   Referências
Gibson, G. R., e Roberfroid, M. B. (1995). Dietary modulation of the human colonic microbiota: introducing the concept of prebiotics. The Journal of Nutrition, 125(6), 1401–1412. Hobbs Jr., L., e Anderson, A. (2024). Assessing Price Premiums of Health and Wellness Product Attributes in Pet Food: Implications for Product Positioning and Marketing Strategies. Lomax, A. R., e Calder, P. C. (2009). Prebiotics, immune function, infection and inflammation: a review of the evidence. British Journal of Nutrition, 101(5), 633–658. Singla, V.; Chakkaravarthi, S. (2017). Applications of prebiotics in food industry: A review. Food Science and Technology International 23(8) 649–667. DOI: 10.1177/1082013217721769. Macari, M.; Maiorka, A. Função gastrintestinal e seu impacto no rendimento avícola. In: CONFERÊNCIA APINCO'2000 DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA AVÍCOLAS, 2000, Campinas. Scholz-Ahrens, K. E., et al. (2007). Prebiotics, probiotics, and synbiotics affect mineral absorption, bone mineral content, and bone structure. The Journal of Nutrition, 137(3 Suppl 2), 838S–846S. Slavin, J. (2013). Fiber and prebiotics: mechanisms and health benefits. Nutrients, 5(4), 1417–1435.Swanson, K. S., et al. (2002). Fruit and vegetable fiber fermentation by gut microflora from canines. Journal of Animal Science, 80(10), 2725–2734.

Novo Artigo Científico demonstra que o plasma spray dried contribui para um microbioma intestinal mais saudável em cães
Outros microingredientes

2+ MIN

Novo Artigo Científico demonstra que o plasma spray dried contribui para um microbioma intestinal mais saudável em cães

A APC tem o prazer de anunciar a publicação de um estudo conduzido em parceria com o Departamento de Ciências Animais da University of Illinois, avaliando como o plasma spray dried incluído em alimentos secos apoia a saúde intestinal e a imunidade em cães. A saúde intestinal é amplamente reconhecida como um componente essencial do bem-estar sistêmico, por meio de vias como o eixo intestino-cérebro, e este novo artigo se soma às evidências sobre o papel do plasma no suporte a esse sistema. Os resultados mostram mudanças significativas nos perfis de metabólitos fecais, sugerindo um impacto benéfico no microbioma e um efeito positivo sobre a saúde intestinal.

Pesquisas anteriores em animais de laboratório já haviam relatado reduções na inflamação sistêmica, propriedades neuroprotetoras e mudanças benéficas na microbiota intestinal associadas ao uso de plasma. Estudos em outras espécies demonstraram melhorias sistêmicas, incluindo padrões que aumentam proporcionalmente ao nível de inclusão de plasma. O estudo em cães da University of Illinois amplia essa base, examinando a composição do microbioma e medidas relacionadas à inflamação em condições controladas.

'Entre diferentes espécies, continuamos observando um efeito sistêmico e positivo sobre a saúde intestinal', afirma Joy Campbell, Diretora Sênior de Serviços Técnicos Global para Pet Food da APC. 'Neste estudo com cães, observamos efeitos lineares relacionados ao nível de inclusão, o que demonstra potencial uso dessa tecnologia em alimentos, petiscos e suplementos funcionais comerciais para pets. Estamos muito satisfeitos em ver resultados tão positivos e impactantes neste estudo conduzido diretamente na espécie-alvo.'

Destaques da pesquisa incluem: 
  Desenho experimental com controles que reforçam a contribuição do plasma para a saúde intestinal  Estudo dos efeitos lineares da inclusão de plasma em dietas para cães  Resultados de digestibilidade de nutrientes, metabólitos fecais, microbioma e biomarcadores imunológicos relevantes para a saúde intestinal canina 
  O estudo completo, 'Effects of spray-dried plasma on nutrient digestibility, fecal metabolites, microbiota, and immune and inflammatory biomarkers in adult dogs', publicado no Journal of Animal Science, já está disponível em: https://academic.oup.com/jas/article-abstract/doi/10.1093/jas/skaf373/8313524 
. Para mais informações, visite www.apcpet.com. 

  Fonte: APC


Proteínas

Proteínas Potencial de Inovação na Formulação de Alimentos Úmidos para Pets com a Proteína de Fava

5+ MIN

Potencial de Inovação na Formulação de Alimentos Úmidos para Pets com a Proteína de Fava

A demanda por alimentos úmidos para pets continua crescendo, impulsionada por tutores que buscam produtos premium, nutricionalmente equilibrados e altamente palatáveisi. Ao mesmo tempo, os consumidores estão cada vez mais exigindo escolhas plant-based que reflitam seus próprios valores em sustentabilidade. Em resposta, a BENEO realizou uma série de ensaios técnicos para estudar o potencial de seu concentrado de proteína de fava como ingrediente funcional de origem vegetal para formulações de alimentos úmidos para pets.
Explorando alternativas ao plasma animal
Manter a qualidade consistente é fundamental em alimentos úmidos premium e super premium. Esses produtos normalmente contêm uma base úmida de 50% e são padronizados em qualidade pela adição de plasma animal atomizado (ABP). Esse ingrediente oferece excelentes propriedades texturizantes e emulsionantes, mas pode ter um custo alto. Por causa de sua origem animal, é cada vez menos aceito pelos consumidores que buscam opções de ingredientes à base de plantas para seus pets.

Para enfrentar esses desafios, a BENEO iniciou uma série de testes técnicos em colaboração com a Passion4Food, fornecedora especializada na indústria de alimentos para pets. O objetivo era avaliar se o concentrado de proteína de fava poderia funcionar como uma alternativa viável e custo-efetiva ao ABP em formulações de dietas úmidas.
Testes técnicos confirmam forte desempenho funcional
Os primeiros ensaios analisaram o comportamento do concentrado de proteína de fava da BENEO em substituição parcial (50%) ou total (100%) do ABP em alimentos úmidos ricos em proteína (formato patê). Foi demonstrado que o ingrediente pode ser usado tanto para substituições parciais quanto totais, sem gerar mudanças significativas no peso ou na textura do produto final. Isso permite que os fabricantes mantenham a qualidade desejada e gerem economias consideráveis em comparação ao uso de plasma. Com base nesses resultados positivos, a BENEO avançou com testes adicionais usando uma receita piloto para expansão industrial.

Nesse segundo estágio, as mesmas proporções de reposição com proteína de fava foram avaliadas em comparação com uma formulação com substituição parcial de ABP (50%) por concentrado de proteína de ervilha.

Os dados mostraram que o concentrado de proteína de fava atua como um aglutinante altamente eficaz e econômico, não gerando mudanças significativas na altura, peso, dureza ou aderência do produto. Em contraste, o uso parcial da proteína da ervilha gerou uma redução significativa na dureza, indicando que a proteína da fava tem maior capacidade de ligação nesse tipo de aplicação, tornando-a uma solução fundamental para manter a textura desejada do produto final e, assim, reduzir a dependência de ingredientes de origem animal.  
Inovação apoiada  
Após esses resultados, a BENEO entrou com um pedido internacional de patente para o uso de concentrado de proteína de fava como alternativa ao plasma animal em alimentos úmidos para pets. A solicitação foi publicada em agosto de 2025, reforçando o compromisso da empresa com a inovação baseada em pesquisa e desenvolvimento de ingredientes funcionais para a indústria de alimentos para pets.
Vantagens nutricionais e de formulação
Além de seus benefícios técnicos e econômicos, o concentrado de proteína de fava da BENEO oferece alto valor nutricional. Com um teor proteico de 61g a cada 100 g na materia seca e digestibilidade ileal próxima a 90%, é uma fonte de proteína altamente digestível. Seu perfil de aminoácidos, rico em lisina, permite complementar proteínas de cereais, como proteína de arroz ou glúten de trigo, alcançando um perfil completo de aminoácidos essenciais.

Da mesma forma, o ingrediente oferece flexibilidade no posicionamento do produto. Está incluído no Catálogo de Matérias-Primas da União Europeiaii  e pode ser usado em formulações "grain free".
Desenvolver soluções sustentáveis e de origem local
A sustentabilidade tornou-se um fator-chave tanto para consumidores quanto para fabricantes. O concentrado de proteína de fava da BENEO possui atributos fortes nesse aspecto, ligados tanto ao cultivo da fava quanto aos processos locais de obtenção e produção na Alemanha. A produção local na moderna planta de processamento de leguminosas em Obrigheim possibilita reduzir distâncias de transporte, garantir o suprimento e diminuir o impacto ambiental em comparação com ingredientes mais intensivos em recursos.

Dra. Maygane Ronsmans, Gerente de Produto de Nutrição Animal na BENEO, comenta:

"Com dois em cada três tutores considerando proteínas de origem vegetal melhores para o meio ambienteiii, a demanda por ingredientes proteicos de origem vegetal, sustentáveis e locais cresceu significativamente. Como demonstram os testes técnicos, o concentrado de proteína de grão da BENEO oferece um cenário vantajoso para todos: os fabricantes podem reduzir os custos de formulação, garantir o fornecimento e atender às expectativas dos consumidores, sem comprometer a qualidade do produto final."
Impulsionando a próxima geração de inovação em alimentos úmidos
Os resultados dos ensaios confirmam que o concentrado de proteína de fava combina funcionalidade, qualidade nutricional e sustentabilidade. Ele atua efetivamente como aglutinante em rações úmidas, oferece alto nível de digestibilidade e representa uma alternativa viável ao plasma animal em aplicações onde consistência e textura são fatores críticos.

Para os fabricantes, isso oferece novas oportunidades de formulação que equilibram desempenho técnico, eficiência de custos e responsabilidade ambiental. À medida que o mercado continua a evoluir, ingredientes como o Concentrado de Proteína de Fava da BENEO podem responder à crescente demanda por produtos de origem vegetal, produzidos localmente e de alta qualidade.

Interessado em saber mais sobre os ingredientes da BENEO? Encontre mais detalhes aqui.
Por BENEO
Fonte: All Pet Food Magazine
Fontes
i Wet Pet Food Market Analysis - Size, Share, and Forecast Outlook 2025 to 2035, Future Market Insights Inc, 2024. 
ii Commission Regulation (EU) No 68/2013 of 16 January 2013 on the Catalogue of feed materials – Faba bean protein concentrate is listed under entry 3.7.5: 'Horse bean protein' 
iii BENEO Consumer Research On Pet Care 2025. FMCG Gurus conducted a quantitative online survey in 2025 with 2.500 pet owners in the US, Brazil, UK, Germany, and China (250 cat and 250 dog owners per country).

Outros microingredientes <strong>Colmax</strong>: colina natural para o bem-estar neural, metabólico e digestivo em pets

5+ MIN

Colmax: colina natural para o bem-estar neural, metabólico e digestivo em pets

Na nutrição de animais de estimação, o bem-estar começa muito antes da comida chegar ao prato. A qualidade dos ingredientes e o equilíbrio dos nutrientes são fatores-chave para manter a vitalidade e a saúde metabólica de cães e gatos.

Dentro desses nutrientes, a colina desempenha um papel fundamental: sua presença na dieta colabora com o funcionamento adequado do fígado, o transporte de lipídios e o desenvolvimento do sistema nervoso. Cães e gatos não a sintetizam em quantidades suficientes, então sua incorporação em alimentos balanceados é essencial.

Colmax é uma fonte natural de colina e inositol desenvolvida pela Adinnova, que ajuda a regular o fígado, lipídios e metabolismo energético. Sua formulação à base de plantas permite que esse nutriente essencial seja fornecido de forma estável e segura em diferentes formulações de rações.  
Por que a colina é fundamental na nutrição dos pets?
A colina está envolvida em processos fundamentais do corpo, especialmente no metabolismo do fígado, transporte de gordura e funcionamento do sistema nervoso. Quando a ingestão da dieta é insuficiente, podem surgir problemas hepáticos, redução de vitalidade ou fraqueza muscular.

Tradicionalmente, a fonte mais amplamente utilizada de colina na nutrição animal tem sido o cloreto de colina. No entanto, essa molécula apresenta algumas limitações tecnológicas. É um composto higroscópico e reativo que pode interagir com outros ingredientes da dieta e afetar a estabilidade de nutrientes sensíveis durante o processamento e armazenamento dos alimentos. Entre os efeitos mais comuns estão a oxidação de vitaminas, pigmentos e aminoácidos. Além disso, sua origem está associada a derivados petroquímicos.

Fontes naturais de colina representam uma alternativa que busca resolver essas limitações. A colina vegetal está associada a fosfolipídios como a fosfatidilcolina, que fazem parte da estrutura das membranas celulares e contribuem para sua estabilidade biológica.   A colina natural da Adinnova
Colmax é uma fonte natural de colina e inositol desenvolvida pela Adinnova para contribuir para o equilíbrio metabólico na nutrição animal. Sua formulação combina colina de origem vegetal com compostos funcionais que beneficiam a função celular.

Entre seus componentes estão fosfolipídios como fosfatidilcolina e fosfatidilinositol, além de adjuvantes como ácido butírico e extratos vegetais que promovem a saúde intestinal e hepática, bem como a absorção de nutrientes. Essa combinação permite otimizar o transporte e a utilização dos lipídios, contribuindo para o equilíbrio metabólico e a vitalidade dos pets por meio de sua nutrição.

Outra característica relevante é sua estabilidade tecnológica. O Colmax possui uma apresentação fluida, não é higroscópico e resiste aos tratamentos térmicos usuais no processamento de alimentações balanceadas, já que essas moléculas possuem capacidade de absorção ativada. Por sua vez, seu uso permite trabalhar com níveis menores de inclusão na fórmula em comparação com fontes sintéticas de colina, otimizando a formulação e a eficiência econômica da ração.   Impacto de Colmax no cuidado com pets
Colmax fornece colina, uma pseudovitamina que cães e gatos não sintetizam em quantidades suficientes. Sua presença na dieta permite fortalecer a integridade das membranas celulares e participar de processos neurometabólicos ligados à vitalidade e funcionamento do corpo.

Esse aditivo nutricional colabora com o desenvolvimento saudável do cérebro, coração, fígado, músculos e sistema nervoso, acompanhando o bem-estar geral dos animais por meio de sua dieta.
Por outro lado, sua formulação estável permite fácil incorporação em rações balanceadas. A dose recomendada no petcare é entre 150 e 500 g por tonelada de alimento, podendo substituir o cloreto de colina (60%) em uma proporção aproximada de 1 a 4, otimizando o uso do espaço na dieta.

Ao fortalecer a função celular, o Colmax ajuda a manter a vitalidade e o bem-estar de cães e gatos ao longo de toda a vida. Sua contribuição nutricional reforça a integridade das membranas celulares, favorece o desenvolvimento neural e acompanha a saúde integral dos pets.   Estudos sobre Colmax
Essa biosolução foi acompanhada por avaliações científicas voltadas para entender seu efeito no metabolismo animal. Durante 2024 e 2025, a Adinnova desenvolveu estudos em conjunto com o Instituto Nacional de Tecnologia Agrícola (INTA), nos quais diferentes parâmetros produtivos, metabólicos e fisiológicos foram analisados, incluindo desempenho, função hepática e análise de tecidos. Os resultados permitiram validar a contribuição do Colmax como aditivo nutricional que contribui para o bem-estar geral dos animais.
 
Estudos de expressão gênica também foram realizados usando tecnologias avançadas de sequenciamento, com o objetivo de observar como o corpo responde à sua incorporação na dieta. As análises mostraram que o Colmax modula diferentes vias metabólicas ligadas à utilização de nutrientes e à produção de energia celular.

Foi evidenciada uma menor ativação dos genes associados aos processos de proliferação celular, mecanismos que, quando desregulados, geralmente estão ligados a diferentes patologias, incluindo processos tumorais como o câncer. Em outras palavras, o Colmax promove um metabolismo ativo e equilibrado sem estimular mecanismos celulares associados à proliferação descontrolada. Por Adinnova
Fonte: All Pet Food Magazine

Sobre Adinnova
A Adinnova é uma empresa argentina com presença em mercados internacionais dedicada ao desenvolvimento de aditivos naturais para a nutrição animal. Cada biosolução integra ciência e inovação aplicadas ao bem-estar e à produtividade. 

Mais informações em nosso site: adinnova.com.ar