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Sinergia e o papel dos probióticos no bem-estar digestivo e no cuidado com animais de estimação
Aditivos funcionais
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Sinergia e o papel dos probióticos no bem-estar digestivo e no cuidado com animais de estimação

Após anos focados exclusivamente em necessidades básicas, avanços em microbiologia e nutrição funcional posicionaram a saúde intestinal como um pilar fundamental do bem-estar animal. A microbiota deixou de ser um conceito exclusivamente científico para se tornar um fator estratégico para o desenvolvimento de alimentos diferenciados com alto valor agregado. 

Hoje, fabricantes de alimentos para pets, veterinários e consumidores reconhecem que o equilíbrio da microbiota intestinal influencia a digestão, o uso de nutrientes, a resposta imune e a qualidade de vida em cães e gatos.  Isso impulsiona uma transformação na forma como os alimentos são formulados e os ingredientes funcionais são desenvolvidos.
    Por que a microbiota se tornou um eixo chave no pet food?
A microbiota intestinal é composta por bilhões de microrganismos que interagem permanentemente com o hospedeiro. Longe de desempenhar um papel passivo, eles estão ativamente envolvidos em funções digestivas, metabólicas e imunológicas fundamentais.

Atualmente, reconhece-se que uma microbiota equilibrada contribui para a integridade da barreira intestinal, favorece o uso eficiente dos nutrientes e ajuda a manter os mecanismos fisiológicos associados à saúde geral; ou seja, alterações em sua composição podem impactar negativamente o bem-estar e o desempenho digestivo dos pets.
Qual o papel dos probióticos nessa nova abordagem nutricional?
Os probióticos são uma das ferramentas mais importantes para acompanhar o equilíbrio da microbiota. Sua função vai muito além da incorporação de microrganismos vivos na ração: buscam gerar condições favoráveis para o ecossistema intestinal e contribuir para o bem-estar integral do animal.

A tendência atual é entender não apenas quais microrganismos estão incorporados, mas também quais metabólitos eles produzem e como interagem com a microbiota residente. Essa mudança de foco está posicionando os probióticos como componentes-chave da nutrição funcional moderna. 

Para os fabricantes, representa uma oportunidade concreta de desenvolver alimentos com atributos diferenciais respaldados pela ciência, alinhados com a crescente demanda por produtos voltados para o bem-estar digestivo e a saúde integral.
Quais características um probiótico deve ter para proporcionar benefícios reais em pets?  
Nem todos os probióticos oferecem o mesmo nível de funcionalidade. A eficácia depende de múltiplos fatores, incluindo seleção da cepa, estabilidade durante o processamento industrial e sua capacidade de alcançar o trato gastrointestinal de forma viável.

Na ração para pets, o maior desafio tecnológico é garantir a viabilidade microbiana diante de condições severas de extrusão e secagem. Por essa razão, a tecnologia de microrganismos esporulados marcou um ponto de virada. Os endosporos atuam como um escudo protetor natural contra altas temperaturas, estresse mecânico (pressão e cisalhamento) e longos tempos  de armazenamento (vida útil). Isso garante ao fabricante que a contagem de Unidade Formadoras de Colônias (UFC) declarada na embalagem chega intacta na tigela do pet.   "Sinergia by Adinnova é uma solução desenvolvida para acompanhar a nova geração de alimentos funcionais voltados para o bem-estar digestivo de cães e gatos"
Da mesma forma, a seleção das cepas deve considerar seus benefícios individuais, os metabólitos que geram e as interações que se estabelecem no ecossistema intestinal.
Como surgiu SINERGIA e qual necessidade do mercado ela busca resolver?
Na Adinnova, observamos uma clara evolução nas necessidades da indústria de alimentos para pets. Os fabricantes buscam soluções que diferenciem seus produtos por meio de benefícios funcionais reais, respaldados por evidências científicas e compatíveis com processos industriais modernos.

A partir de nossa experiência em microbiologia aplicada e no desenvolvimento de soluções biotecnológicas para nutrição animal, identificamos a necessidade de abordar a saúde intestinal de uma perspectiva mais ampla, considerando tanto os microrganismos quanto os metabólitos funcionais envolvidos no equilíbrio da microbiota.

Sob essa visão, nasceu Sinergia by Adinnova, uma solução desenvolvida para acompanhar a nova geração de alimentos funcionais voltados para o bem-estar digestivo de cães e gatos.
O que diferencia Sinergia de outras soluções atualmente disponíveis?
A principal característica de Sinergia é seu design simbiótico de ecossistemas. Sua formulação não é uma simples soma de microrganismos, mas um consórcio estratégico selecionado por seus mecanismos complementares de ação:
  Consórcio Bacillus (termostabilidade e digestibilidade): Composto por Bacillus subtilis, Bacillus licheniformis e Bacillus coagulans. Além de sua robustez contra extrusão industrial, essas cepas atuam como biofábricas no intestino, produzindo enzimas extracelulares (proteases, amilases e lipases) que maximizam o uso de nutrientes na ração. Além disso, B. coagulans contribui para a produção de ácido lático, essencial para a modulação do pH intestinal e no controle competitivo dos patógenos.   "Mais do que um aditivo, Sinergia by Adinnova é um motor funcional de metabólitos projetado para impactar a saúde sistêmica do trato gastrointestinal"
    Clostridium butyricum (integridade da barreira intestinal): Destaca-se por ser um dos principais produtores de ácido butírico. Esse ácido graxo de cadeia curta (AGCC) sendo essencial para manter as junções estreitas (tight junctions) no epitélio, prevenir a síndrome do intestino permeável e modular a resposta inflamatória local.
  Saccharomyces cerevisiae (probiótico imunomodulador): Como levedura probiótica viva e biologicamente ativa, ela oferece uma abordagem celular diferenciada em relação às bactérias presentes na fórmula. Sua presença promove o equilíbrio competitivo e a estabilidade do ecossistema digestivo, enquanto os componentes estruturais de sua parede celular, ricos em beta-glucanos e manana-oligossacarídeos (MOS), atuam interceptando ativamente patógenos e estimulando a resposta imune associada à mucosa intestinal (GALT).
  Mais do que um aditivo nutricional, Sinergia é um mecanismo funcional de metabólitos projetado para impactar a saúde sistêmica do trato gastrointestinal.
Quais benefícios a Sinergia traz para os fabricantes de alimentos e para os pets que consomem esses produtos?

Para os fabricantes, Sinergia representa uma ferramenta para incorporar inovação baseada na microbiologia aplicada, permitindo desenvolver propostas de valor alinhadas às tendências globais em nutrição funcional e saúde intestinal.

Para cães e gatos, o objetivo é acompanhar o equilíbrio da microbiota por meio de microrganismos e metabólitos funcionais que contribuem para manter condições favoráveis para a saúde digestiva e o bem-estar geral.
O Futuro da Nutrição Funcional  
Compreender a microbiota está redefinindo o futuro da nutrição animal. Nesse cenário, as soluções probióticas evoluem do conceito tradicional de microrganismos vivos para estratégias mais abrangentes, onde a interação entre microrganismos, metabólitos e hospedeiro assume um papel central.

Na Adinnova, acreditamos que o futuro pet food estará cada vez mais ligado ao conhecimento aprofundado dos ecossistemas microbianos e à capacidade de transformar esse conhecimento em soluções inovadoras para a indústria. Por Mg. Ing. Gonzalo Vicente, Diretor de P+D da Adinnova
Fonte: All Pet Food Magazine

Sobre Adinnova
A Adinnova é uma empresa argentina com presença em mercados internacionais dedicada ao desenvolvimento de aditivos naturais para a nutrição animal. Cada biosolução integra ciência e inovação aplicadas ao bem-estar e à produtividade. Mais informações: adinnova.com.ar 

Alimentação baseada em ingredientes vegetais para cães e gatos
Ingredientes à base de plantas

7+ MIN

Alimentação baseada em ingredientes vegetais para cães e gatos

A obtenção de alimentos para humanos com alto valor nutricional, baixo gasto hídrico e energético, com sustentabilidade elevada e baixa pegada de carbono norteia as pesquisas neste sentido. O aumento do aproveitamento de todas as partes dos alimentos a partir de processos químicos, físicos e enzimáticos, por exemplo, visam reduzir desperdício. Em um outro ponto, a convivência de cães e gatos com humanos sempre foi uma constante na história da humanidade, a ponto destes animais se tornarem os principais parceiros interespécie do planeta, estabelecidos em pontos como proteção, trabalho, controle de pragas e, finalmente, em um vinculo emocional profundo estabelecido na sociedade atual.
  Hoje calcula-se 2,0 a 2,5 bilhões de cães e gatos no planeta, sendo cerca de 1,0 a 1,5 bilhões domiciliados, dependendo de cuidados humanos. O problema é que estes animais são carnívoros, portanto, potenciais competidores dos seres humanos por recursos alimentares do planeta.  Atualmente esta competição não é visível, uma vez que a produção industrial de alimentos para cães e gatos se baseia em ingredientes não utilizados na alimentação humana; desde resíduos agriculturáveis até coprodutos de origem animal, inclusive os caracterizando como finalizadores de cadeia agropecuária, gerando renda extra para produtores destes insumos.
  A questão é; se ocorrer uma mudança de paradigma, com uma diminuição de produção de alimentos com alta pegada de carbono e alto gasto hídrico, como produtos de origem animal, para produções mais sustentáveis, a exemplo de alimentos de origem vegetal, algas, insetos etc., seria possível manter uma população de carnívoros coabitante aos humanos, como é estabelecida hoje? 
  A análise do impacto socioambiental da alimentação de animais de companhia assume importância estratégica no contexto da sustentabilidade global, e de sua dependência de ingredientes de origem animal (Pedrinelli et al., 2021, 2022). Considerando que a produção de alimentos para o consumo humano já exerce pressão significativa sobre os recursos naturais a nutrição pet acrescenta complexidade a esse cenário. O sistema alimentar global é responsável por 34% das emissões antrópicas totais de gases de efeito estufa (GEEs) anualmente, além de ser o maior contribuinte para a eutrofização oceânica (cerca de 78%) e de água doce (cerca de 95%). Em 2013, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) estimou que o setor pecuário respondia por 14,5% das emissões globais de GEEs. Dados recentes indicam que a produção de alimentos de origem animal, base da indústria pet food, é responsável por pelo menos 20% das emissões antrópicas globais. 
  Nesse contexto de crescente preocupação com a sustentabilidade global, surge o conceito de "pegada de carbono, que adapta a ideia de pegada ecológica para medir o impacto do consumo de recursos (como terra, água e energia) por animais de companhia. A vasta população de cães e gatos torna o impacto de sua alimentação significativo (Knight et al., 2022). Assim, há um consenso de que o impacto da alimentação de animais de companhia não é negligenciável e deve ser considerado nas estratégias de diminuir as mudanças climáticas.
  A questão não é somente ideológica e não se pretende transformar carnívoros em herbívoros. A questão é; seria possível manter esta população atual de maneira saudável e sustentável após a redução de recursos alimentares de origem animal? Para responder esta pergunta é preciso avaliar as várias nuances relacionadas ao metabolismo e a fisiologia dos carnívoros, aos alimentos disponíveis hoje e futuramente, aos impactos de uma população atual de carnívoros nas metas de sustentabilidade, entre outros fatores. 
  Na ordem carnívora existem milhares de espécies com características totalmente diferentes. Somente como exemplo, embora a taxonomia seja estabelecida primariamente considerando a anatomia (Carnívoros anatômicos), o comportamento alimentar na natureza (Carnivoros preferenciais) e o metabolismo (carnívoros anatômicos, além de outras características, auxiliam para estabelecer os agrupamentos familiares. Por exemplo, embora pandas (Ailuropoda melanouleuca) sejam carnívoros anatômicos, suas preferencias e hábitos alimentares permitem que se mantenham com dietas estritamente vegetais, ao passo que cães (Canis lupus), devido suas imensas variações genéticas provocadas pela interferência humana e/ou geográfica possam ser classificados como 'carnívoros preferenciais', 'carnívoros facultativos' ou ate 'carnívoros oportunistas'. Isto significa que sempre terão preferencias por carne, mas que na ausência deste alimento, podem se alimentar e manter a saúde com alimentos de origem vegetal disponíveis na natureza, como frutos, folhas e raízes.  De acordo com Axelsson et al. (2013) as 52 raças de cães avaliadas em um estudo de genoma apresentaram uma variação muto grande na capacidade digestória e amido, entretanto todas elas apresentaram muito mais genes (de 6 a 24 copias) relacionados a esta digestão, quando comparadas às 12 espécies de lobos utilizadas neste estudo. A adaptação a uma dieta rica em amido, em contraste com a dieta carnívora dos lobos, constituiu um passo crucial na domesticação dos cães. 
  Já gatos domésticos (Felis catus) guardam uma semelhança metabólica grande com seus ancestrais selvagens, com modificações metabólicas que lhes permitiram, ao longo de milhões de anos, ter um aproveitamento máximo de suas presas, prioritariamente compostas por proteína e gorduras, suprimindo enzimas, como a amilase, que significavam um gasto metabólico desnecessário. Estas modificações o caracterizaram como 'carnívoros restritos' ou 'carnívoros metabólicos' significando que, em ambiente natural, dependem de vários nutrientes encontrados somente em alimentos de origem animal, a exemplo do ácido araquidônico e da taurina.

Por outro lado, sabemos que é possível, a partir de adequações nutricionais, formular e produzir dietas para cães e gatos com ingredientes vegetais, desde que sejam feitas modificações para corrigir déficits e excessos de nutrientes presentes nestes. A compreensão dos nutrientes que compõem uma dieta vegetal é essencial para avaliar sua aplicabilidade na nutrição de cães e gatos. Embora seja possível atender às exigências nutricionais desses animais por meio de ingredientes de origem vegetal, a formulação requer atenção criteriosa para assegurar adequação, biodisponibilidade e equilíbrio entre os diferentes nutrientes (Roberts et al., 2023).

A literatura científica contemporânea demonstra um crescimento expressivo no mercado e no interesse por alimentos plant-based para cães, impulsionado pelo desejo de tutores veganos em alinhar seus princípios de vida ao manejo alimentar de seus animais. Paralelamente, a sustentabilidade estabelece-se como um pilar central nessa discussão, evidências sólidas indicam que a transição para dietas vegetais nutricionalmente completas promove benefícios ambientais significativos, incluindo reduções drásticas no uso da terra, consumo de água missões de GEE quando comparadas à produção de dietas baseadas em produtos de origem animal.

Finalmente, fornecimento de dietas vegetais para cães e gatos tem sido uma posição controversa devido às preocupações com a adequação nutricional de um carnívor. No entanto, evidências atuais e crescentes sugerem que dietas veganas bem formuladas podem ser nutricionalmente sólidas. Além da análise teórica dos nutrientes e da composição dos alimentos, é fundamental avaliar os efeitos de longo prazo das dietas veganas na saúde de cães. Por Flavia Maria de Oliveira Borges Saad y Susana Mantuani Reis Alves
Fonte: All Pet Food Magazine
Referências
KNIGHT, A. et al. Vegan versus meat-based dog food: Guardian-reported indicators of health. PLoS ONE, v. 17, n. 4 April, 1 abr. 2022. 
KNIGHT, A. The relative benefits for environmental sustainability of vegan diets for dogs, cats and people. PLoS ONE, v. 18, n. 10 October, 1 out. 2023. 
KNIGHT, A.; LEITSBERGER, M. Vegetarian versus meat-based diets for companion animals. Animals, 2016. 
KNIGHT, A.; SATCHELL, L. Vegan versus meat-based pet foods: Ownerreported palatability behaviours and implications for canine and feline welfare. PLoS ONE, v. 16, n. 6 June 2021, 2021. 
KNIGHT, A.; SATCHELL, L. Erratum: Vegan versus meat-based pet foods: Owner-reported palatability behaviours and implications for canine and feline welfare (PLoS ONE (2021) 16: 6 (e0253292) DOI: 10.1371/journal.pone.0253292). PLoS ONEPublic Library of Science, 2021.
PEDRINELLI, V. et al. Influence of number of ingredients, use of supplement and vegetarian or vegan preparation on the composition of homemade diets for dogs and cats. BMC Veterinary Research, v. 17, n. 1, 1 dez. 2021. 
PEDRINELLI, V. et al. Environmental impact of diets for dogs and cats. Scientific Reports, v. 12, n. 1, 1 dez. 2022. 
ROBERTS, L. J.; OBA, P. M.; SWANSON, K. S. Apparent total tract macronutrient digestibility of mildly cooked human-grade vegan dog foods and their effects on the blood metabolites and fecal characteristics, microbiota, and metabolites of adult dogs. Journal of Animal Science, v. 101, 2023.

Palatabilidade em Pet Food: fatores que influenciam a aceitação e o consumo de alimentos por cães e gatos
Palatabilizantes

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Palatabilidade em Pet Food: fatores que influenciam a aceitação e o consumo de alimentos por cães e gatos

O mercado pet vem apresentando uma evolução significativa nos últimos anos, impulsionado pela crescente humanização dos animais de companhia e pela busca por alimentos de maior qualidade. Além do perfil nutricional, a aceitação do alimento pelo animal tornou-se um aspecto fundamental para o sucesso de uma formulação, especialmente em categorias premium e super premium. A palatabilidade é resultado da combinação de diferentes fatores sensoriais, incluindo aroma, sabor, textura, formato e teor de umidade. Enquanto os cães tendem a ser mais receptivos a diferentes sabores, os gatos são naturalmente mais seletivos, tornando a aceitação do alimento um desafio ainda maior para os fabricantes. Dessa forma, o desenvolvimento de produtos altamente palatáveis exige conhecimento aprofundado sobre o comportamento alimentar e sobre a interação entre os ingredientes utilizados na formulação.

Diversos ingredientes contribuem para a melhoria da palatabilidade dos alimentos para pets. Compostos associados ao sabor umami, como o Glutamato Monossódico, podem atuar intensificando a percepção de sabor e potencializando características sensoriais desejáveis. Ingredientes como a Lecitina de Soja também desempenham papel importante na distribuição homogênea de aromas e na aplicação de revestimentos, além de contribuírem para a textura e estabilidade dos produtos. Carboidratos como a Maltodextrina podem ser utilizados como veículos para ingredientes líquidos e aromatizantes, favorecendo a uniformidade das formulações. Já compostos aromáticos, como a Vanilina, podem agregar notas sensoriais específicas e auxiliar na construção de perfis aromáticos diferenciados em determinadas aplicações. A combinação adequada desses ingredientes, associada a processos tecnológicos eficientes, permite desenvolver produtos com elevada aceitação e maior consistência entre os lotes produzidos.

À medida que o setor pet food evolui, a palatabilidade assume uma importância cada vez maior, uma vez que o valor percebido pelos tutores está diretamente relacionado ao bem-estar e à satisfação dos animais. Alimentos que apresentam elevada aceitação favorecem o consumo adequado dos nutrientes e contribuem para a manutenção da saúde e da qualidade de vida dos pets. Além disso, a crescente diversificação das fontes proteicas e a busca por formulações mais sustentáveis exigem soluções capazes de preservar ou até mesmo melhorar as características sensoriais dos produtos. Nesse contexto, ingredientes que atuam no aroma, sabor, textura e estabilidade tornam-se aliados importantes da indústria, permitindo o desenvolvimento de alimentos cada vez mais atrativos, seguros e alinhados às tendências do mercado global de nutrição para animais de companhia. Fuente: Atias Quimica

Estudo indica que gatos aceitam e digerem bem dieta com carne cultivada
 
Proteínas

2+ MIN

Estudo indica que gatos aceitam e digerem bem dieta com carne cultivada  

A carne cultivada, produzida a partir de células animais em ambiente controlado, pode representar uma alternativa promissora para a nutrição felina. Um estudo recente publicado na revista científica Frontiers in Veterinary Science apontou que gatos domésticos aceitaram bem uma dieta completa formulada com esse ingrediente e apresentaram índices de digestibilidade semelhantes aos observados em uma alimentação convencional à base de frango.
A pesquisa foi conduzida em parceria com a Universidade de Ghent, na Bélgica, e avaliou a aceitação alimentar e a digestibilidade de uma dieta contendo carne cultivada produzida pela empresa Bene Meat. Durante o teste, nove em cada dez gatos consumiram o alimento de forma satisfatória, deixando menos sobras em comparação com uma dieta controle formulada com carne de frango destinada ao consumo humano.   Boa aceitação entre os felinos
Além da boa aceitação, os pesquisadores observaram que a digestibilidade das proteínas e gorduras foi comparável entre as duas dietas. Ao longo do período de avaliação, também não foram registradas alterações relevantes na condição corporal, na massa muscular ou na consistência das fezes dos animais.
  Segundo os autores, os resultados sugerem que a carne cultivada pode funcionar como um ingrediente nutricionalmente adequado, bem tolerado e palatável para gatos. No entanto, eles ressaltam que novas pesquisas serão necessárias para avaliar os efeitos do consumo a longo prazo e ampliar o conhecimento sobre o uso desse tipo de proteína na alimentação pet.

  Alternativa para o futuro da nutrição pet
O estudo surge em um momento em que a indústria pet busca alternativas para diversificar as fontes de proteína e reduzir impactos ambientais associados à produção convencional de carne. Como os gatos são carnívoros obrigatórios, qualquer nova fonte proteica destinada a esses animais precisa demonstrar não apenas segurança, mas também elevada aceitação e capacidade de fornecer nutrientes de forma eficiente.
  Embora a carne cultivada ainda enfrente desafios regulatórios e de escala produtiva em diversos mercados, os resultados da pesquisa representam um passo importante para o desenvolvimento de ingredientes inovadores voltados à nutrição animal. Especialistas acreditam que avanços tecnológicos e novas pesquisas poderão acelerar a adoção desse tipo de ingrediente nos próximos anos, especialmente em segmentos voltados à sustentabilidade e à inovação em pet food. Fonte: Cães&Gatos

Reflexão sobre a proteína na nutrição de pets: desde fontes tradicionais a proteínas alternativas e funcionais
Proteínas

10+ MIN

Reflexão sobre a proteína na nutrição de pets: desde fontes tradicionais a proteínas alternativas e funcionais

Por Dr. Juan Gómez Basauri

Nos últimos anos, a discussão sobre proteínas tem se expandido. Na indústria alimentícia, os termos "proteínas alternativas", "proteínas novas" e "proteínas funcionais" são cada vez mais usados. Grande parte desse interesse se deve a preocupações com a sustentabilidade e à previsão de que a demanda global por proteína aumentará em grande escala à medida que a população mundial atinga dez bilhões de pessoas até 2050 (FAO, 2022; OCDE-FAO, 2023).
  Assim, surge uma questão importante: é necessário ter novas fontes de proteína para alimentar nossos pets, ou devemos focar em melhorar o uso das fontes que já existem?
  A resposta não é preto no branco. Fontes tradicionais de proteína são nutricionalmente adequadas, enquanto tecnologias emergentes e ingredientes alternativos oferecem oportunidades para impulsionar a sustentabilidade, a funcionalidade e os resultados de saúde, além de impactar a microbiota intestinal.    Demanda Global de Proteína e o Debate sobre Sustentabilidade   A previsão para 2050 sugere que a demanda por proteína aumentará rapidamente à medida que a população mundial atingirá dez bilhões. Além disso, espera-se que a demanda por alimentos aumente 60% (FAO 2018; FAO 2022; Henchion et al., 2017). Ao mesmo tempo, a população global de animais de estimação continua a crescer, estimando novecentos milhões de cães e gatos no mundo todo, dos quais 60% estão concentrados na Europa, Estados Unidos, China e Brasil.
  Essas tendências levantaram preocupações se a pecuária tradicional sozinha será capaz de suprir as necessidades de proteína do futuro. Críticos apontam que alimentar animais de estimação com proteína de origem animal compete com a cadeia de suprimentos de alimentos e contribui para pressões ambientais, como uso do solo, emissões de gases de efeito estufa e consumo de água.
  No entanto, o cenário é mais complexo. Grande parte dos derivados animais usados em alimentos para pets vem de coprodutos obtidos de alimentos humanos, por exemplo, resíduos de órgãos, aparas ou processamento de peixes. Esses ingredientes representam uma forma eficiente de reciclagem de nutrientes na cadeia de suprimentos de alimentos (Boland et al., 2013).
  Avanços tecnológicos no processamento de alimentos estão melhorando a utilização de nutrientes, o que permite uma melhor recuperação de proteínas, peptídeos e compostos bioativos a partir de matérias-primas e subprodutos (Yuan et al., 2025). Melhorar o processamento e o uso das proteínas é tão importante quanto identificar novas fontes.   Necessidades de proteína em cães e gatos   Os requisitos de proteína em animais de companhia foram estabelecidos após décadas de estudos nutricionais. De acordo com a orientação da AAFCO (AAFCO 2026), a proteína mínima necessária para cães adultos é cerca de 18% em regime seco, enquanto filhotes precisam de 22,5%. Gatos, como carnívoros estritos, exigem uma ingestão maior, com um nível mínimo de 26%. 
  No entanto, dietas comerciais têm um nível mais alto de proteína. Algumas rações secas para cães contêm entre 22-32%, enquanto rações para gato contêm 30-40%. Como o teor de proteína está cada vez mais associado à percepção da qualidade da dieta, esses níveis refletem tanto as necessidades nutricionais quanto as expectativas dos consumidores.   Fontes convencionais de proteína continuam sendo a base   Graças ao seu perfil equilibrado de aminoácidos e alta digestibilidade, as proteínas de origem animal continuam sendo a base da nutrição dos pets. Ingredientes comuns são as farinhas de vísceras de frango, carne e cordeiro; proteínas de peixe; subprodutos de carne e órgãos. Esses ingredientes fornecem aminoácidos essenciais (lisina, metionina e taurina) e, dependendo dos ingredientes e do processamento, proporcionam aproximadamente 85-90% de digestibilidade.
  As proteínas vegetais também desempenham um papel essencial nas formulações modernas. Farelo de soja, proteína de ervilha, lentilhas e grão-de-bico fornecem aminoácidos e, ao mesmo tempo, flexibilidade e custo-benefício na formulação. 
  As inovações mais recentes no processamento de alimentos melhoraram a funcionalidade das proteínas vegetais. Fermentação, hidrólise enzimática e moagem avançada apresentam maior digestibilidade e redução dos fatores antinutricionais, como lectinas e inibidores de protease.
  Esses avanços destacam um ponto importante: inovação não exige novos ingredientes, mas melhora o processamento e o uso dos já existentes.   O Surgimento dos Ingredientes Frescos e Minimamente Processados   Nas décadas anteriores, o uso de carne fresca ou branca se espalhou na formulação de rações secas para pets. Hoje, muitos produtos premium incorporam frango, cordeiro ou peixe frescos em seu sistema proteico.
  Em alguns casos, esses ingredientes frescos são obtidos a partir de carne desossada mecanicamente (CMS) ou do sistema de recuperação de carne, no qual tecido muscular comestível é recuperado das carcaças após o primeiro corte. Esses ingredientes não apenas fornecem proteínas altamente digestíveis, mas também melhoram a palatabilidade e a percepção do consumidor.
  A comercialização de "ingredientes frescos" foi impulsionada pelo rápido crescimento dos formatos frescos e semi-cozidos. Estima-se que o mercado de alimentos frescos para pets nos Estados Unidos ultrapasse três bilhões de dólares e continua crescendo (Packaged Facts, 2023). Essa tendência ilustra como as expectativas estão influenciando cada vez mais a escolha de ingredientes e as estratégias de processamento na indústria de alimentos para pets.   O Crescimento de Proteínas Alternativas   Embora as proteínas convencionais possam dominar, muitas tecnologias emergentes estão atraindo atenção.
  Proteínas de insetos
Larvas de mosca-soldado negra, Tenebrio molitor e grilos estão sendo estudadas como fontes sustentáveis de proteína. A farinha de insetos normalmente contém entre 40 e 60% de proteína e pode ser produzida em áreas menores gastando menos recursos de terra e água, em comparação com a produção tradicional de gado (van Huis, 2021).
  As proteínas dos insetos contêm componentes bioativos, como peptídeos antimicrobianos e quitina, que impactam a função imunológica e a saúde intestinal (Gasco et al., 2020). No entanto, aumentar a produção e alcançar ampla aceitação dos consumidores continua sendo um desafio.
  Proteínas fermentadas
As tecnologias de fermentação representam um cenário promissor. A fermentação microbiana produz proteínas unicelulares por meio de leveduras, bactérias, fungos e microalgas cultivadas em diferentes substratos (Matassa et al., 2016). Além disso, fornecem perfis favoráveis de aminoácidos e requerem uma área de cultivo relativamente pequena.
  Métodos tradicionais, como a fermentação do koji com o fungo Aspergillus oryzae, transformam substratos vegetais em ingredientes mais digeríveis e nutritivos (Yuan et al., 2025). Avanços na biotecnologia permitem que bactérias geneticamente modificadas produzam peptídeos ou proteínas com propriedades funcionais específicas.
  Cultura celular
A agricultura celular representa uma das abordagens tecnológicas mais ambiciosas na produção de proteínas. Eventualmente, ao cultivar células animais em ambientes monitorados, será possível produzir carne sem recorrer à criação tradicional de gado (Post, 2012). Embora pareça promissor, essa tecnologia está em estágios iniciais, especialmente em aplicações de ração para pets, e enfrenta desafios em custos, consumo de energia e estrutura regulatória.   Proteínas e o microbioma intestinal   Uma das áreas mais empolgantes da nutrição e da saúde proteica é o microbioma intestinal.
  A microbiota intestinal é essencial para a digestão, função imunológica e saúde metabólica dos pets. A dieta, assim como as fontes de proteína e a digestibilidade, impactam significativamente a comunidade microbiana do trato gastrointestinal (Handl et al., 2013).
  Proteínas altamente digeríveis reduzem a quantidade de nitrogênio não direcionado no cólon, diminuindo a produção de subprodutos fermentados indesejados, como amônia ou aminas biogênicas.
  Em vez disso, certos peptídeos ou aminoácidos servem como substratos para algumas comunidades. Eles contribuem para a produção de ácidos graxos de cadeia curta e outros metabólitos que apoiam a saúde intestinal (Sandri et al., 2017).   Principais lições   Frequentemente, o debate sobre proteínas alternativas é enquadrado em seu uso como substituto das fontes tradicionais. Na realidade, o futuro da proteína na nutrição animal será mais integrado. Diversas conclusões importantes emergem desse debate:
  Fontes tradicionais de proteína ainda são nutricionalmente eficientes. Proteínas de origem animal e vegetal continuam sendo uma fonte confiável de aminoácidos e continuarão sendo essenciais na ração para pets.
  Proteínas alternativas diversificam ferramentas; insetos, fermentação microbiana e agricultura celular complementarão os sistemas existentes.

  Tecnologias de processamento e avanços em fermentação, modificação enzimática e recuperação de ingredientes podem melhorar o uso de nutrientes, reduzir fatores antinutricionais e aumentar o valor funcional dos ingredientes proteicos.
  As expectativas do consumidor remodelam os sistemas proteicos. A produção de ração fresca, semiprocessada e rica em proteínas mostra como as tendências do mercado influenciam a seleção e as tecnologias de processamento de nutrientes.
  O objetivo não deve ser substituir fontes tradicionais por alternativas, mas desenvolver ecossistemas diferentes e eficientes que apoiem a sustentabilidade, a nutrição e a saúde dos pets. A questão principal não está nas proteínas que escolhemos, mas sim em como usá-las com sabedoria. Por Juan Gomez-Basauri, Ph.D. – MAGELLAN LLC
Fonte: All Pet Food Magazine
  Referências
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Além da Fibra: O Papel dos Frutooligossacarídeos de Cadeia Curta na Nutrição Funcional em Pet Food
Aditivos funcionais

4+ MIN

Além da Fibra: O Papel dos Frutooligossacarídeos de Cadeia Curta na Nutrição Funcional em Pet Food

Paralelamente, o avanço do conhecimento sobre a microbiota intestinal ampliou o papel das fibras prebióticas na nutrição animal. Mais do que contribuir para o trânsito intestinal, esses ingredientes passaram a ser reconhecidos por sua capacidade de modular seletivamente a microbiota, tornando-se componentes estratégicos no desenvolvimento de alimentos funcionais para cães e gatos.
Entre os prebióticos disponíveis, os frutooligossacarídeos de cadeia curta (sc-FOS) despertam interesse da indústria pet food.   Muito além do conceito de fibra
Embora frequentemente agrupadas na mesma categoria, nem todas as fibras prebióticas apresentam o mesmo comportamento fisiológico. A estrutura molecular influencia diretamente a velocidade de fermentação, a seletividade para bactérias benéficas e a produção de metabólitos de interesse nutricional.
Os frutooligossacarídeos de cadeia curta (sc-FOS) são fibras prebióticas solúveis pertencentes à família dos frutanos e produzidos por processo enzimático a partir da sacarose. Seu perfil fermentativo e sua versatilidade de aplicação tornam esse ingrediente uma alternativa de interesse para diferentes categorias de alimentos destinados a cães e gatos.

Por não serem hidrolisados pelas enzimas digestivas do estômago e do intestino delgado, os sc-FOS chegam intactos ao intestino grosso, onde são seletivamente fermentados pela microbiota intestinal. Esse processo favorece o crescimento de bactérias benéficas, especialmente dos gêneros Bifidobacterium e Lactobacillus, estimulando a produção de ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), como acetato, propionato e butirato, metabólitos associados à manutenção da integridade da mucosa intestinal, ao equilíbrio do ambiente intestinal e à saúde digestiva.   Características que despertam o interesse da indústria
Além dos benefícios associados à modulação da microbiota intestinal, os sc-FOS apresentam características tecnológicas que atendem às necessidades da indústria pet food.
Ingredientes comerciais à base de sc-FOS podem apresentar elevado teor de fibra prebiótica e ser utilizados em baixas taxas de inclusão, conforme recomendação do fabricante, favorecendo sua incorporação em diferentes formulações.

Outro diferencial importante é a sua estabilidade durante o processamento industrial, o sc-FOS apresentam estabilidade sob as condições normalmente empregadas nos processos de extrusão e pasteurização, possibilitando sua aplicação em diferentes categorias de produtos, incluindo alimentos secos, alimentos úmidos, petiscos, suplementos nutricionais e dietas de suporte nutricional.
 
Perspectivas para a nutrição pet
O avanço do conhecimento sobre a microbiota intestinal modificou a forma como a saúde digestiva é abordada na nutrição de pet food. Atualmente, a microbiota é reconhecida como um importante modulador da homeostase intestinal, influenciando processos relacionados à digestão, à integridade da barreira intestinal, ao metabolismo e à resposta imunológica.

Esse entendimento amplia o interesse por ingredientes capazes de modular seletivamente a microbiota e contribuir para formulações nutricionalmente mais funcionais. Nesse contexto, os frutooligossacarídeos de cadeia curta representam uma alternativa que reúne características de interesse tanto do ponto de vista biológico quanto tecnológico.
Novas perspectivas para formulações pet
O avanço da ciência demonstra que o conceito de fibra evoluiu significativamente na nutrição pet. Mais do que contribuir para o trânsito intestinal, as fibras prebióticas passaram a desempenhar papel importante na modulação da microbiota e no desenvolvimento de formulações mais funcionais.

Nesse cenário, os frutooligossacarídeos de cadeia curta representam uma alternativa consistente para a indústria pet food. Sua rápida fermentação pela microbiota intestinal, associada à estabilidade durante o processamento industrial e à versatilidade de aplicação em diferentes categorias de alimentos, reforça seu potencial como ingrediente para formulações que buscam aliar funcionalidade nutricional e viabilidade tecnológica. O time de especialistas da Barentz, distribuidora global em soluções de ingredientes especiais, fica à disposição para esta e outras possibilidades de desenvolvimento de novos projetos junto a indústria: info-an.br@barentz.com | (11) 2974-7474.
  Por Heloisa Brunetto, Account Executive da divisão de Animal Nutrition da Barentz no Brasil
Fonte: Barentz

 A matriz proteica: equilibrando nutrição, realidade operacional e demandas dos consumidores 
Proteínas

6+ MIN

 A matriz proteica: equilibrando nutrição, realidade operacional e demandas dos consumidores 

Por Felipe Martínez R.

Hoje, à medida que os pets se humanizam e se elevam ao status de membros da família, a fiscalização sobre os ingredientes em suas refeições nunca foi tão intensa.  Por isso, nesta edição, quis adotar uma abordagem diferente dos meus artigos anteriores e decidi escrever sobre o componente mais analisado, caro e dinâmico de qualquer fórmula de ração para pets: a proteína.

O verdadeiro valor de uma mercadoria não é mais ditado apenas pelo seu preço por tonelada, passando a ser definido por uma matriz complexa de eficácia nutricional, atratividade comercial e fabricabilidade. O universo dos ingredientes está crescendo rapidamente, introduzindo proteínas alternativas, extratos funcionais e novos aditivos.  No entanto, para realmente entender como diferentes ingredientes agregam valor, precisamos examinar como o cardápio de opções, incluindo diferentes fontes de proteína, se complementa em três eixos: nutrição, tendências de consumo e gestão operacional da fábrica.   Nutrição: Como suplementar proteína?
Do ponto de vista estritamente nutricional, um pet não precisa de ingredientes específicos, mas de nutrientes específicos. O objetivo de qualquer formulador é oferecer um perfil completo e equilibrado de aminoácidos, junto com alta digestibilidade e biodisponibilidade (e palatabilidade... porque se o pet não consumir o produto, todo o esforço terá sido em vão).  Alcançar isso raramente é feito de forma eficiente com uma única fonte de proteína.  Na verdade, a formulação consiste em complementar diferentes ingredientes.

Fontes tradicionais de proteína animal, como frango, cordeiro, peixe e carne, há muito tempo são a base da indústria, oferecendo alta densidade proteica e excelente palatabilidade.  No entanto, geralmente se complementam e também oferecem opções vegetais como ervilhas, soja, batatas ou farinha de glúten de milho.

Por que misturá-los?  Porque o que falta a um ingrediente, outro fornece.  Por exemplo, uma proteína vegetal pode ser altamente digestível e reduzir o teor total de cinzas da fórmula, mas pode ser limitada em aminoácidos essenciais como metionina ou precursores de taurina.  Ao combinar estrategicamente esse tipo de proteína com uma fonte marinha, como farinha de salmão ou um extrato funcional como levedura, o formulador pode preencher essa lacuna de aminoácidos mantendo um certo preço e objetivo funcional.

Além disso, o surgimento de proteínas alternativas, como insetos, proteínas unicelulares e até carnes cultivadas, está mudando o cenário das formulações.  Esses ingredientes não são apenas novidades: podem oferecer benefícios funcionais, como propriedades hipoalergênicas ou altos níveis de peptídeos antimicrobianos. Eles desempenham um papel importante dentro de uma fórmula como aditivos funcionais que enriquecem o perfil nutricional e o verdadeiro valor do produto final.   A Iniciativa de Marketing: Premiumização e Rótulos Limpos 
Enquanto os formuladores focam em aminoácidos, digestibilidade, biodisponibilidade e palatabilidade, os departamentos de marketing e consumidores focam na lista de ingredientes e nas alegações do produto.  Nos segmentos de alto valor de hoje, as tendências de comunicação influenciam profundamente o design de produtos, às vezes causando conflito com a lógica tradicional de formulação.

A demanda por produtos de "etiqueta limpa" e dietas com poucos ingredientes é um exemplo claro.  Segmentos de maior valor exigem listas de ingredientes mais curtas, impulsionadas pela percepção do consumidor de que menos ingredientes equivalem a um produto mais natural, saudável e transparente.  Isso representa um grande desafio: como alcançar um perfil de aminoácidos perfeitamente equilibrado quando o briefing de marketing restringe você a uma única fonte de proteína e um único carboidrato?

Essa restrição empurrou a indústria para novas proteínas.  Esses novos ingredientes, como coelho, canguru, javali, arenque, cervo e pato, têm preços premium e cumprem dupla função.  Por um lado, são muito eficazes para pets com suspeita de sensibilidade alimentar ou alergias; por outro, oferecem uma narrativa poderosa para marketing e comunicação.  Uma proteína inovadora diferencia instantaneamente uma marca em uma prateleira saturada, transmitindo exclusividade e qualidade premium.

No entanto, o verdadeiro valor aqui também depende da rastreabilidade da origem. Os consumidores valorizam saber que o coelho foi obtido de forma sustentável ou que o salmão é selvagem.
Rastreabilidade evoluiu de uma palavra da moda na cadeia de suprimentos para se tornar uma exigência inegociável do consumidor e um pilar fundamental da proposta de valor de uma marca.  A história por trás do ingrediente agora é tão importante quanto o próprio ingrediente.   Realidade operacional: desafios na produção 
Uma receita pode parecer perfeita no papel (ou no Excel) e brilhar em grupos focais com os consumidores, mas deve ser possível fabricá-la dentro do processo existente. Gerenciar proteínas diversas e inovadoras em uma fábrica de alto volume cria uma série de desafios que questionam o conceito de "valor verdadeiro".

Um dos desafios mais persistentes é o gerenciamento da variabilidade natural das matérias-primas, especialmente as farinhas de subprodutos animais.  Por exemplo, as farinhas de carne e osso podem variar muito de lote para lote, dependendo do processo de processamento e da origem.  Um problema clássico na fábrica é a variação de cor; por exemplo, se um lote específico de farinha de carne e osso tiver uma concentração maior de sangue, ele ficará visivelmente mais escuro.  Mesmo que o produto seja totalmente seguro e nutricionalmente correto, essa inconsistência visual pode gerar reclamações dos consumidores.  Os tutores de pets esperam uniformidade absoluta e um lote escuro pode ser interpretado como ração queimada e fora de especificação.  Para gerenciar isso, são necessárias especificações rigorosas de fornecedores, técnicas avançadas de mistura e, às vezes, o uso (relutante) de corantes para padronizar a aparência final.

Independentemente da cor, diferentes proteínas se comportam de forma diferente durante a extrusão.  Proteínas vegetais geralmente requerem energias mecânicas específicas e entradas de umidade diferentes das proteínas animais. Altos níveis de carne fresca, embora muito atraentes no rótulo dos ingredientes, introduzem grandes quantidades de água na fórmula, que deve ser controlada para que a ração se expanda corretamente e possa ser seca até um nível seguro de umidade.   Conclusão: Redefinindo o Verdadeiro Valor    O universo dos ingredientes na ração para pets certamente está crescendo, mas o "verdadeiro valor" não é encontrado apenas adicionando a proteína mais nova e moderna a uma fórmula.  O verdadeiro valor é alcançado na interseção de três disciplinas distintas.

Requer a capacidade do formulador de misturar perfis complementares de aminoácidos em busca da saúde ideal dos animais; exige a visão da equipe de marketing para selecionar ingredientes que respondam à demanda do consumidor por transparência e sustentabilidade; E, crucialmente, depende da expertise da fábrica para lidar com as realidades físicas, variações e desafios organolépticos do processamento de matérias-primas em larga escala.


À medida que a indústria continua inovando além do preço, as marcas que tiverem sucesso serão aquelas que dominarão essa matriz complexa, garantindo que cada matéria-prima justifique seu lugar na tigela do pet: nutricionalmente, comercialmente e operacionalmente. Por Felipe Martínez R.
Fonte: All Pet Food Magazine

Farinha de larva de mosca-soldado-negro: uma fonte proteica sustentável e funcional para alimentos pet
Proteínas

9+ MIN

Farinha de larva de mosca-soldado-negro: uma fonte proteica sustentável e funcional para alimentos pet

Por Josiane Volpato

Um novo cenário para proteínas na indústria pet food   A indústria pet food tem buscado alternativas que atendam simultaneamente aos requisitos nutricionais, tecnológicos e ambientais, promovendo inovação sem comprometer a qualidade dos produtos finais.
  Entre as principais tendências, destaca-se a substituição parcial ou total de fontes proteicas tradicionais, como farinha de vísceras de aves, farinha de carne e ossos, farinha de peixe e farelo de soja, por ingredientes mais sustentáveis e com menor impacto ambiental. Nesse contexto, a farinha de larva de mosca-soldado-negro (Hermetia illucens) tem ganhado destaque como uma solução promissora para os desafios atuais da cadeia produtiva.
  A produção desse ingrediente está diretamente relacionada à capacidade das larvas de converter resíduos orgânicos em biomassa de alto valor nutricional. Esse processo, conhecido como bioconversão, permite o aproveitamento de subprodutos agroindustriais, reduzindo desperdícios e contribuindo para modelos de economia circular. Dessa forma, a farinha de BSF não apenas atende às demandas nutricionais, mas também se insere em uma estratégia mais ampla de sustentabilidade no setor pet food.
  Do ponto de vista nutricional, a farinha de BSF apresenta teor proteico variável, geralmente entre 35% e 60%, dependendo do substrato utilizado na criação das larvas e do processamento industrial aplicado. Embora esse teor seja considerado intermediário em comparação a algumas fontes convencionais, o ingrediente se destaca pela qualidade de sua proteína e pelo perfil de aminoácidos, adequado às exigências nutricionais de cães e gatos.
  Além disso, a farinha de BSF possui elevado teor lipídico, com destaque para o ácido láurico, um ácido graxo de cadeia média associado a propriedades antimicrobianas e potenciais benefícios à saúde intestinal. Essa composição lipídica diferenciada pode contribuir não apenas para o valor energético das dietas, mas também para efeitos funcionais importantes no organismo dos animais.     Estudos recentes também indicam benefícios adicionais associados ao uso da farinha de BSF em dietas extrusadas, incluindo melhorias na integridade da pele, na qualidade da pelagem e na resposta antioxidante. Esses efeitos estão possivelmente relacionados à presença de compostos bioativos e à qualidade dos nutrientes presentes no ingrediente.
  Outro ponto relevante é a presença de minerais, como cálcio e fósforo, em níveis significativos, além de aminoácidos essenciais como metionina e tirosina. A maior concentração de tirosina, em particular, tem sido destacada como um diferencial da farinha de BSF, reforçando seu potencial nutricional em formulações completas.
  Adicionalmente, a farinha de BSF contém compostos com potencial ação prebiótica e antibacteriana, que podem contribuir para a modulação da microbiota intestinal e para a manutenção da saúde digestiva. Esse conjunto de características torna o ingrediente atrativo não apenas como fonte de proteína, mas também como componente funcional em dietas para cães e gatos.
  Por se tratar de uma proteína alternativa e ainda pouco utilizada em larga escala, a farinha de BSF também apresenta potencial aplicação em dietas hipoalergênicas, sendo uma opção interessante para animais com sensibilidades alimentares a proteínas convencionais, como frango, carne bovina ou soja.   Digestibilidade: o ponto crítico da formulação para um futuro sustentável na alimentação pet   A digestibilidade é um dos principais critérios para avaliação da qualidade de novos ingredientes na nutrição animal. Nesse aspecto, a farinha de BSF apresenta resultados consistentes, com coeficientes de digestibilidade da proteína semelhantes aos observados em dietas formuladas com ingredientes tradicionais.
  Estudos indicam que níveis de inclusão variando entre 5% e 20% resultam em digestibilidade aparente da proteína na faixa de 83% a 84%, valores compatíveis com aqueles observados em dietas convencionais. Esses resultados demonstram que o ingrediente é eficientemente aproveitado pelo organismo dos animais, sem comprometer a qualidade fecal.

Além da fração proteica, a digestibilidade lipídica da farinha de BSF também merece destaque, sendo frequentemente elevada devido à presença de ácidos graxos de cadeia média, que apresentam maior facilidade de digestão e absorção quando comparados aos ácidos graxos de cadeia longa.
  A presença de quitina, um polissacarídeo estrutural do exoesqueleto das larvas, representa outro aspecto importante do ponto de vista nutricional. A quitina pode atuar como fibra funcional, contribuindo para a modulação da microbiota intestinal e para a formação de fezes com melhor consistência. No entanto, seu efeito depende diretamente do nível de inclusão e do processamento do ingrediente, podendo, em concentrações elevadas, interferir na digestibilidade dos nutrientes.
  Dessa forma, o uso da farinha de BSF requer um balanceamento adequado na formulação das dietas, de modo a maximizar seus benefícios funcionais sem comprometer o aproveitamento nutricional.     Palatabilidade e aceitação pelos animais    Outro fator determinante para a aplicação prática do ingrediente é a palatabilidade. A aceitação do alimento pelos animais é um dos principais indicadores de sucesso comercial, especialmente em dietas para gatos, que apresentam comportamento alimentar mais seletivo.
  De modo geral, a inclusão da farinha de BSF não compromete a ingestão, sendo observada boa aceitação tanto em cães quanto em gatos. No entanto, estudos indicam que esse fator é fortemente dependente do nível de inclusão.
  Níveis mais baixos de substituição, como 3%, mantêm ingestão semelhante à dieta controle e podem até estimular o interesse inicial dos animais pelo alimento. Em contrapartida, níveis mais elevados, como 6%, tendem a reduzir a ingestão e a preferência. Esse efeito pode estar associado à composição lipídica das larvas, especialmente ao maior teor de ácidos graxos de cadeia média, que podem influenciar a percepção sensorial do alimento.
  Assim, a definição do nível de inclusão adequado é essencial para garantir a aceitação do produto final, sendo a inclusão moderada a estratégia mais indicada para formulações comerciais.
  Além dos aspectos nutricionais e funcionais, a farinha de BSF apresenta vantagens ambientais significativas quando comparada às fontes proteicas tradicionais. Sua produção demanda menor uso de recursos naturais, como água e área agrícola, além de resultar em menores emissões de gases de efeito estufa.
  A capacidade das larvas de converter resíduos orgânicos em proteína de alto valor permite o aproveitamento de subprodutos que, de outra forma, seriam descartados, contribuindo para a redução do impacto ambiental da cadeia produtiva.
  Outro ponto importante é a eficiência produtiva. A criação de insetos apresenta melhor conversão alimentar e menor necessidade de insumos quando comparada à pecuária convencional, tornando-se uma alternativa viável para sistemas de produção mais sustentáveis.

Esse conjunto de características posiciona a farinha de BSF como um ingrediente alinhado às principais tendências globais da indústria pet food, que buscam integrar desempenho nutricional, inovação e responsabilidade ambiental.
  Em conclusão, a farinha de larva de mosca-soldado-negro se consolida como um ingrediente estratégico para a indústria pet food, reunindo qualidade nutricional, funcionalidade e benefícios ambientais. Sua utilização permite o desenvolvimento de dietas mais sustentáveis sem comprometer digestibilidade, qualidade fecal ou aceitação pelos animais, representando uma solução promissora para o futuro da nutrição de cães e gatos.
  Por Bruna Cavalari Santello; Laura Cicília Cassol da Silva; Douglas Melo de Souza; Lorenna Nicole Araújo Santos; Josiane Aparecida Volpato
Fonte: All Pet Food Magazine
  Referências
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Proteína de insetos na alimentação pet: uma nova fronteira nutricional
A base de insetos

6+ MIN

Proteína de insetos na alimentação pet: uma nova fronteira nutricional

A proteína de insetos vem ganhando espaço nas principais discussões globais sobre nutrição animal. Em feiras internacionais, centros de pesquisa e portfólios de grandes empresas, deixou de ser tratada como uma possibilidade distante e passou a ocupar posição estratégica entre os ingredientes de nova geração. No segmento pet, esse movimento é particularmente relevante. Cães e gatos vivem por mais tempo, os tutores estão mais atentos à qualidade das formulações e a indústria busca matérias-primas capazes de combinar desempenho nutricional, segurança, funcionalidade e menor impacto ambiental.

Entre as espécies estudadas, a mosca soldado-negro, ou black soldier fly, tornou-se uma das mais promissoras. Seu principal valor está na fase larval. Em cerca de duas semanas, as larvas atingem o ponto de colheita e convertem coprodutos orgânicos selecionados em biomassa rica em proteína, gordura e minerais. A mosca adulta não pica, não morde e tem função essencialmente reprodutiva. O interesse industrial, portanto, concentra-se na capacidade das larvas de transformar fluxos orgânicos em ingredientes de alto valor para nutrição animal.

Do ponto de vista nutricional, a farinha integral de BSF apresenta, em média, cerca de 50% de proteína bruta. A versão desengordurada, frequentemente utilizada em formulações premium, pode superar 65% de proteína. Além do teor proteico, destaca-se o perfil de aminoácidos, competitivo em relação a fontes tradicionais de origem animal e superior ao de diversas proteínas vegetais. Esse conjunto explica o interesse crescente de formuladores que buscam fontes proteicas consistentes, rastreáveis e com boa aplicabilidade industrial.

A relevância da BSF, contudo, não se limita à proteína. A fração lipídica da larva contém ácido láurico, um ácido graxo de cadeia média associado a propriedades antimicrobianas. Em alimentos para cães e gatos, esse componente pode contribuir para estratégias nutricionais voltadas à saúde intestinal, ao suporte imunológico e à integridade da pele. Por isso, a BSF vem sendo avaliada com especial atenção em formulações destinadas a animais com sensibilidade digestiva ou cutânea.

Outro componente de interesse é a quitina, presente no exoesqueleto dos insetos. Ela atua como fibra funcional e pode exercer efeito prebiótico, influenciando positivamente a microbiota intestinal. Estudos recentes investigam seus efeitos sobre produção de compostos fecais, marcadores imunológicos e função de barreira cutânea. No Brasil, pesquisas apresentadas na 10ª edição do Prêmio de Pesquisa PremieRpet, em 2024, avaliaram dietas com farinha de BSF para beagles, considerando parâmetros relacionados à microbiota, imunidade e saúde da pele.

A característica de proteína nova também amplia o potencial da BSF no mercado pet. Para a maioria dos cães e gatos, trata-se de uma fonte pouco familiar ao organismo. Esse fator torna o ingrediente relevante para dietas de exclusão e para formulações voltadas a animais com sensibilidades alimentares ou dermatológicas. Em mercados mais maduros, a farinha de inseto já aparece em produtos posicionados em linhas premium, especialmente nas categorias associadas a pele sensível, digestibilidade e bem-estar gastrointestinal.

A digestibilidade reforça esse posicionamento técnico. Diferentes estudos com cães, gatos, aves e peixes indicam bons coeficientes de aproveitamento da proteína de BSF, frequentemente acima de 85%. A fração lipídica também apresenta elevada utilização pelo organismo, com resultados que em alguns trabalhos superam 90%. Para nutricionistas e formuladores, esse é um ponto central: não basta que o ingrediente contenha nutrientes, é necessário que eles sejam efetivamente disponíveis para o animal.

A sustentabilidade é outro eixo fundamental. No caso da BSF, o argumento ambiental está diretamente ligado à eficiência produtiva. A criação das larvas pode demandar menos área, menos água e gerar menor emissão de gases de efeito estufa em comparação com diversas fontes tradicionais de proteína animal. Além disso, seu modelo produtivo permite a bioconversão de coprodutos provenientes de cadeias como fruticultura, cereais, cervejarias e agroindústria. O resultado é a transformação de materiais de menor valor em proteína, gordura e fertilizante orgânico.

Esse modelo se conecta à lógica de economia circular, cada vez mais presente nas estratégias globais de alimentos. A BSF permite reduzir perdas, agregar valor a resíduos e diversificar a matriz de ingredientes da nutrição animal. Para o setor pet, que cresce em sofisticação e exigência, essa combinação de eficiência, rastreabilidade e funcionalidade representa uma oportunidade relevante.

Grandes empresas internacionais já se movimentaram nessa direção. A Tyson Foods adquiriu participação na holandesa Protix em 2023 e anunciou planos para desenvolver produção de proteína de insetos nos Estados Unidos. A ADM firmou parceria com a francesa Innovafeed para implantação de uma unidade em Illinois. A Cargill mantém acordo de longo prazo com a Innovafeed para fornecimento de farinha de insetos voltada à aquicultura. A Bunge, por meio da Bunge Ventures, investiu na Nutrition Technologies, especializada em ingredientes derivados de BSF.

No varejo, marcas internacionais como Purina e Hill's já exploram produtos com proteína de insetos em mercados específicos. No Brasil, empresas como Special Dog e Raguife também passaram a incorporar farinha de BSF em linhas para cães, sinalizando que o ingrediente começa a avançar da inovação conceitual para a aplicação comercial.

O Brasil reúne condições particularmente favoráveis para participar desse mercado. A disponibilidade de coprodutos agroindustriais, o clima adequado, a escala na produção de alimentos e a maturidade crescente da cadeia pet criam um ambiente propício para o desenvolvimento de uma indústria nacional competitiva. Para que esse potencial se concretize, será essencial avançar em padronização, segurança regulatória, rastreabilidade, controle de qualidade e comunicação técnica.

A proteína de insetos já não pertence apenas ao campo das promessas. No caso da BSF, trata-se de uma matéria-prima com base técnica, aplicação prática e relevância estratégica para o futuro da nutrição pet. Sua adoção dependerá da capacidade da indústria de demonstrar, com consistência, seus benefícios nutricionais, funcionais e ambientais. O caminho, no entanto, já está aberto. Por Matheus Machado y Bruno Leme
Fonte: Aboissa

Sobre os autores
Matheus Machado é especialista em Animal Profat na Aboissa, maior corretora de commodities do Brasil. Bruno Leme é fundador da Insy Nutrition, biotech brasileira especializada na produção de larvas de mosca soldado-negro.

Das algas ao prato: astaxantina na saúde dos pets
Ingredientes à base de plantas

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Das algas ao prato: astaxantina na saúde dos pets

Impulsionados pela crescente humanização dos pets, os tutores têm avaliado com mais atenção a forma como alimentam seus companheiros. Assim como buscam para si uma nutrição mais saudável e rótulos mais limpos — além de considerarem cada vez mais os impactos ambientais —, procuram refletir esses mesmos critérios na alimentação de seus animais. Esse movimento se traduz na valorização de alimentos mais frescos e na preferência por produtos naturais ou orgânicos.

De modo geral, o setor pet food continua a se expandir. O mercado europeu foi estimado em 55 bilhões de dólares até 2024 e está projetado para ultrapassar 78 bilhões de dólares até 2029 (com uma taxa composta anual de crescimento próxima de 7%).1 Junto com ingredientes tradicionais, como grãos ou carne, ingredientes funcionais inovadores estão ganhando destaque neste mercado em desenvolvimento. Muitos desses componentes podem ser incorporados tanto em alimentos quanto em nutracêuticos. Um exemplo são os carotenoides, conhecidos não apenas por suas cores amarelo, laranja ou vermelho, mas também por suas propriedades antioxidantes. Entre elas, a astaxantina se destaca por seu alto poder antioxidante, que é até 110 vezes maior que o da vitamina E.

Na natureza, a microalga Haematococcus pluvialis é a principal fonte de astaxantina. Embora esse ingrediente tenha uma longa história em suplementos humanos, seus benefícios foram inicialmente identificados no ambiente marinho, especialmente na sobrevivência e reprodução do salmão. A pesquisa em aquicultura foi a base dos negócios da empresa sueca AstaReal, pioneira na produção industrial de astaxantina natural e responsável pela marca mais estudada do mercado, apoiada por mais de 70 estudos clínicos em humanos e animais.
Pesquisa por espécie
"Queríamos entender o que isso significava para diferentes espécies, então começamos a usar o ingrediente em estudos com cães e gatos", explica Peter Ahlm, diretor de marketing e vendas da AstaReal. Pesquisas espécie específicas são fundamentais para desenvolver produtos seguros e eficazes, pois os efeitos podem variar entre animais e otimizar as doses dos ingredientes é fundamental.

Há um corpo crescente de evidências sobre os efeitos positivos da astaxantina natural na saúde dos pets, muitos semelhantes aos observados em humanos. Por exemplo, contribui para a mobilidade, resistência e recuperação muscular em cães, assim como para o sistema cardiovascular, função cognitiva, atenção e, no nível celular, para o funcionamento das mitocôndrias.2-5 Da mesma forma, a suplementação com astaxantina natural em cães e gatos pode fortalecer seus sistemas de defesa e melhorar tanto a resposta imune celular quanto a humanal.6,7 Também demonstrou potencial para melhorar problemas de visão relacionados à idade, como a opacidade ocular em cães.8

"Os efeitos na saúde podem parecer diversos, mas todos são explicados pela estrutura molecular única da astaxantina. Graças à sua configuração linear polar-nãopolar-polar, ela pode atravessar efetivamente membranas celulares e mitocondriais e neutralizar espécies reativas de oxigênio (ROS) tanto nas superfícies hidrofóbicas quanto hidrofílicas. Além de proteger melhor as células contra o estresse oxidativo, possui efeitos anti-inflamatórios que beneficiam múltiplos órgãos e sistemas", explica Behnaz Shakersain, diretora de assuntos científicos da AstaReal.
Opções Naturais de Astaxantina  
Como nem humanos nem animais podem produzir astaxantina naturalmente, eles só podem colher seus benefícios através da alimentação. Para atingir níveis efetivos, recomenda-se uma dose aproximada de 1 mg/10 kg de peso corporal em cães, o que equivale ao consumo diário de dois filés de salmão selvagem para um beagle ou três para um golden retriever. Nesse sentido, alimentos ou petiscos enriquecidos com astaxantina representam uma solução mais prática e sustentável.

Versões naturais derivadas de algas oferecem vantagens adicionais, como aumento do poder antioxidante. Além disso, as algas desempenham um papel essencial no ecossistema e são reconhecidas como um recurso renovável, que conecta com consumidores cada vez mais conscientes. Quando cultivadas em sistemas fechados, podem se proteger melhor contra contaminantes ambientais e obter uma biomassa rica em astaxantina com perfil de qualidade superior.

Desenvolver uma fórmula com ingredientes saudáveis é apenas o primeiro passo, segundo Peter Ahlm: "Os fabricantes também devem garantir que o produto mantenha sua estabilidade e valor nutricional durante toda a sua vida útil. Substâncias bioativas podem interagir com outros compostos em formulações complexas ou se degradar durante processos exigentes, como extrusão ou pelletização."
Para minimizar esses riscos, a AstaReal utiliza tecnologias de encapsulamento em sua  linha de nutrição animal NOVASTA®. Seu lançamento mais recente, NOVASTA® EB15, pode ser incorporado a alimentos ou suplementos para pets e contém farinha de algas (32%) encapsulada em óleo de canola, com uma concentração final de astaxantina de 1,5%. Graças à encapsulação, o ingrediente é melhor integrado em formulações exigentes, como pellets, blends ou mastigáveis, que geralmente são mais expostos ao ar em temperatura ambiente.
Os fabricantes estarão melhor posicionados se responderem às novas demandas dos consumidores e combinarem saúde com sustentabilidade. Nesse cenário, a astaxantina pode desempenhar um papel fundamental. Graças à sua ação antioxidante e multifuncional, ele contribui naturalmente para o bem-estar dos pets e, além disso, vem de uma fonte alinhada com o futuro da indústria.
Comida visionária
Um dos grandes desafios de hoje é a alimentação sustentável. Na busca por fontes de origem vegetal tanto para humanos quanto para animais, as algas estão ocupando o centro das atenções. São relativamente fáceis de cultivar, altamente nutritivas e consideradas mais sustentáveis do que várias culturas tradicionais. Entre seus compostos mais valiosos está a astaxantina. A AstaReal obtém esse carotenoide da microalga Haematococcus pluvialis, cultivada em sistemas fechados usando fotobiorreatores especialmente projetados. Além disso, a empresa implementa um sistema para reutilizar o calor residual gerado durante o processo de cultivo, que é usado para aquecer 2500 residências próximas, contribuindo assim para reduzir sua pegada de carbono. Por AstaReal
Fonte: All Pet Food Magazine
  Referências
1.    Mordor Intelligence. 'Europe Pet Food Market SIZE & SHARE ANALYSIS - GROWTH TRENDS & FORECASTS UP TO 2029.' https://www.mordorintelligence.com/industry-reports/pet-food-market-in-europe-industry. Accessed Feb. 23, 2024. 
2.    B.M. Zanghi, et al., 'Effects of Postexercise Feeding of a Supplemental Carbohydrate and Protein Bar with or without Astaxanthin from Haematococcus pluvialis to Exercise-Conditioned Dogs,' Am. J. Vet. Res. 76(4), 338–350 (2015). 
3.    T. Murai, et al., 'Effects of Astaxanthin Supplementation in Healthy and Obese Dogs,' Veterinary Medicine: Research and Reports 10, 29–35 (2019). 
4.    National Center for Biotechnology Information. 'PubChem Patent Summary for US-9820497-B2, Astaxanthin-containing pet foods.' https://pubchem.ncbi.nlm.nih.gov/patent/US-9820497-B2. Accessed Feb. 23, 2024. 
5.    J.S. Park, et al., 'Astaxanthin Modulates Age-Associated Mitochondrial Dysfunction in Healthy Dogs,' Journal of Animal Science 91(1), 268–275 (2013). 
6.    B.P. Chew, et al., 'Dietary Astaxanthin Enhances Immune Response in Dogs,' Veterinary Immunology and Immunopathology 140(3–4), 199–206 (2011). 
7.    J.S. Park, et al., 'Astaxanthin Stimulates Cell-Mediated and Humoral Immune Responses in Cats,' Veterinary Immunology and Immunopathology 144, 455–461 (2011). 
8.    W. Wang, et al., 'Antioxidant Supplementation Increases Retinal Responses and Decreases Refractive Error Changes in Dogs,' Journal of Nutritional Science 5, E18 (2016). 

Potencial de Inovação na Formulação de Alimentos Úmidos para Pets com a Proteína de Fava
Proteínas

5+ MIN

Potencial de Inovação na Formulação de Alimentos Úmidos para Pets com a Proteína de Fava

A demanda por alimentos úmidos para pets continua crescendo, impulsionada por tutores que buscam produtos premium, nutricionalmente equilibrados e altamente palatáveisi. Ao mesmo tempo, os consumidores estão cada vez mais exigindo escolhas plant-based que reflitam seus próprios valores em sustentabilidade. Em resposta, a BENEO realizou uma série de ensaios técnicos para estudar o potencial de seu concentrado de proteína de fava como ingrediente funcional de origem vegetal para formulações de alimentos úmidos para pets.
Explorando alternativas ao plasma animal
Manter a qualidade consistente é fundamental em alimentos úmidos premium e super premium. Esses produtos normalmente contêm uma base úmida de 50% e são padronizados em qualidade pela adição de plasma animal atomizado (ABP). Esse ingrediente oferece excelentes propriedades texturizantes e emulsionantes, mas pode ter um custo alto. Por causa de sua origem animal, é cada vez menos aceito pelos consumidores que buscam opções de ingredientes à base de plantas para seus pets.

Para enfrentar esses desafios, a BENEO iniciou uma série de testes técnicos em colaboração com a Passion4Food, fornecedora especializada na indústria de alimentos para pets. O objetivo era avaliar se o concentrado de proteína de fava poderia funcionar como uma alternativa viável e custo-efetiva ao ABP em formulações de dietas úmidas.
Testes técnicos confirmam forte desempenho funcional
Os primeiros ensaios analisaram o comportamento do concentrado de proteína de fava da BENEO em substituição parcial (50%) ou total (100%) do ABP em alimentos úmidos ricos em proteína (formato patê). Foi demonstrado que o ingrediente pode ser usado tanto para substituições parciais quanto totais, sem gerar mudanças significativas no peso ou na textura do produto final. Isso permite que os fabricantes mantenham a qualidade desejada e gerem economias consideráveis em comparação ao uso de plasma. Com base nesses resultados positivos, a BENEO avançou com testes adicionais usando uma receita piloto para expansão industrial.

Nesse segundo estágio, as mesmas proporções de reposição com proteína de fava foram avaliadas em comparação com uma formulação com substituição parcial de ABP (50%) por concentrado de proteína de ervilha.

Os dados mostraram que o concentrado de proteína de fava atua como um aglutinante altamente eficaz e econômico, não gerando mudanças significativas na altura, peso, dureza ou aderência do produto. Em contraste, o uso parcial da proteína da ervilha gerou uma redução significativa na dureza, indicando que a proteína da fava tem maior capacidade de ligação nesse tipo de aplicação, tornando-a uma solução fundamental para manter a textura desejada do produto final e, assim, reduzir a dependência de ingredientes de origem animal.  
Inovação apoiada  
Após esses resultados, a BENEO entrou com um pedido internacional de patente para o uso de concentrado de proteína de fava como alternativa ao plasma animal em alimentos úmidos para pets. A solicitação foi publicada em agosto de 2025, reforçando o compromisso da empresa com a inovação baseada em pesquisa e desenvolvimento de ingredientes funcionais para a indústria de alimentos para pets.
Vantagens nutricionais e de formulação
Além de seus benefícios técnicos e econômicos, o concentrado de proteína de fava da BENEO oferece alto valor nutricional. Com um teor proteico de 61g a cada 100 g na materia seca e digestibilidade ileal próxima a 90%, é uma fonte de proteína altamente digestível. Seu perfil de aminoácidos, rico em lisina, permite complementar proteínas de cereais, como proteína de arroz ou glúten de trigo, alcançando um perfil completo de aminoácidos essenciais.

Da mesma forma, o ingrediente oferece flexibilidade no posicionamento do produto. Está incluído no Catálogo de Matérias-Primas da União Europeiaii  e pode ser usado em formulações "grain free".
Desenvolver soluções sustentáveis e de origem local
A sustentabilidade tornou-se um fator-chave tanto para consumidores quanto para fabricantes. O concentrado de proteína de fava da BENEO possui atributos fortes nesse aspecto, ligados tanto ao cultivo da fava quanto aos processos locais de obtenção e produção na Alemanha. A produção local na moderna planta de processamento de leguminosas em Obrigheim possibilita reduzir distâncias de transporte, garantir o suprimento e diminuir o impacto ambiental em comparação com ingredientes mais intensivos em recursos.

Dra. Maygane Ronsmans, Gerente de Produto de Nutrição Animal na BENEO, comenta:

"Com dois em cada três tutores considerando proteínas de origem vegetal melhores para o meio ambienteiii, a demanda por ingredientes proteicos de origem vegetal, sustentáveis e locais cresceu significativamente. Como demonstram os testes técnicos, o concentrado de proteína de grão da BENEO oferece um cenário vantajoso para todos: os fabricantes podem reduzir os custos de formulação, garantir o fornecimento e atender às expectativas dos consumidores, sem comprometer a qualidade do produto final."
Impulsionando a próxima geração de inovação em alimentos úmidos
Os resultados dos ensaios confirmam que o concentrado de proteína de fava combina funcionalidade, qualidade nutricional e sustentabilidade. Ele atua efetivamente como aglutinante em rações úmidas, oferece alto nível de digestibilidade e representa uma alternativa viável ao plasma animal em aplicações onde consistência e textura são fatores críticos.

Para os fabricantes, isso oferece novas oportunidades de formulação que equilibram desempenho técnico, eficiência de custos e responsabilidade ambiental. À medida que o mercado continua a evoluir, ingredientes como o Concentrado de Proteína de Fava da BENEO podem responder à crescente demanda por produtos de origem vegetal, produzidos localmente e de alta qualidade.

Interessado em saber mais sobre os ingredientes da BENEO? Encontre mais detalhes aqui.
Por BENEO
Fonte: All Pet Food Magazine
Fontes
i Wet Pet Food Market Analysis - Size, Share, and Forecast Outlook 2025 to 2035, Future Market Insights Inc, 2024. 
ii Commission Regulation (EU) No 68/2013 of 16 January 2013 on the Catalogue of feed materials – Faba bean protein concentrate is listed under entry 3.7.5: 'Horse bean protein' 
iii BENEO Consumer Research On Pet Care 2025. FMCG Gurus conducted a quantitative online survey in 2025 with 2.500 pet owners in the US, Brazil, UK, Germany, and China (250 cat and 250 dog owners per country).

<strong>Colmax</strong>: colina natural para o bem-estar neural, metabólico e digestivo em pets
Aditivos funcionais

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Colmax: colina natural para o bem-estar neural, metabólico e digestivo em pets

Na nutrição de animais de estimação, o bem-estar começa muito antes da comida chegar ao prato. A qualidade dos ingredientes e o equilíbrio dos nutrientes são fatores-chave para manter a vitalidade e a saúde metabólica de cães e gatos.

Dentro desses nutrientes, a colina desempenha um papel fundamental: sua presença na dieta colabora com o funcionamento adequado do fígado, o transporte de lipídios e o desenvolvimento do sistema nervoso. Cães e gatos não a sintetizam em quantidades suficientes, então sua incorporação em alimentos balanceados é essencial.

Colmax é uma fonte natural de colina e inositol desenvolvida pela Adinnova, que ajuda a regular o fígado, lipídios e metabolismo energético. Sua formulação à base de plantas permite que esse nutriente essencial seja fornecido de forma estável e segura em diferentes formulações de rações.  
Por que a colina é fundamental na nutrição dos pets?
A colina está envolvida em processos fundamentais do corpo, especialmente no metabolismo do fígado, transporte de gordura e funcionamento do sistema nervoso. Quando a ingestão da dieta é insuficiente, podem surgir problemas hepáticos, redução de vitalidade ou fraqueza muscular.

Tradicionalmente, a fonte mais amplamente utilizada de colina na nutrição animal tem sido o cloreto de colina. No entanto, essa molécula apresenta algumas limitações tecnológicas. É um composto higroscópico e reativo que pode interagir com outros ingredientes da dieta e afetar a estabilidade de nutrientes sensíveis durante o processamento e armazenamento dos alimentos. Entre os efeitos mais comuns estão a oxidação de vitaminas, pigmentos e aminoácidos. Além disso, sua origem está associada a derivados petroquímicos.

Fontes naturais de colina representam uma alternativa que busca resolver essas limitações. A colina vegetal está associada a fosfolipídios como a fosfatidilcolina, que fazem parte da estrutura das membranas celulares e contribuem para sua estabilidade biológica.   A colina natural da Adinnova
Colmax é uma fonte natural de colina e inositol desenvolvida pela Adinnova para contribuir para o equilíbrio metabólico na nutrição animal. Sua formulação combina colina de origem vegetal com compostos funcionais que beneficiam a função celular.

Entre seus componentes estão fosfolipídios como fosfatidilcolina e fosfatidilinositol, além de adjuvantes como ácido butírico e extratos vegetais que promovem a saúde intestinal e hepática, bem como a absorção de nutrientes. Essa combinação permite otimizar o transporte e a utilização dos lipídios, contribuindo para o equilíbrio metabólico e a vitalidade dos pets por meio de sua nutrição.

Outra característica relevante é sua estabilidade tecnológica. O Colmax possui uma apresentação fluida, não é higroscópico e resiste aos tratamentos térmicos usuais no processamento de alimentações balanceadas, já que essas moléculas possuem capacidade de absorção ativada. Por sua vez, seu uso permite trabalhar com níveis menores de inclusão na fórmula em comparação com fontes sintéticas de colina, otimizando a formulação e a eficiência econômica da ração.   Impacto de Colmax no cuidado com pets
Colmax fornece colina, uma pseudovitamina que cães e gatos não sintetizam em quantidades suficientes. Sua presença na dieta permite fortalecer a integridade das membranas celulares e participar de processos neurometabólicos ligados à vitalidade e funcionamento do corpo.

Esse aditivo nutricional colabora com o desenvolvimento saudável do cérebro, coração, fígado, músculos e sistema nervoso, acompanhando o bem-estar geral dos animais por meio de sua dieta.
Por outro lado, sua formulação estável permite fácil incorporação em rações balanceadas. A dose recomendada no petcare é entre 150 e 500 g por tonelada de alimento, podendo substituir o cloreto de colina (60%) em uma proporção aproximada de 1 a 4, otimizando o uso do espaço na dieta.

Ao fortalecer a função celular, o Colmax ajuda a manter a vitalidade e o bem-estar de cães e gatos ao longo de toda a vida. Sua contribuição nutricional reforça a integridade das membranas celulares, favorece o desenvolvimento neural e acompanha a saúde integral dos pets.   Estudos sobre Colmax
Essa biosolução foi acompanhada por avaliações científicas voltadas para entender seu efeito no metabolismo animal. Durante 2024 e 2025, a Adinnova desenvolveu estudos em conjunto com o Instituto Nacional de Tecnologia Agrícola (INTA), nos quais diferentes parâmetros produtivos, metabólicos e fisiológicos foram analisados, incluindo desempenho, função hepática e análise de tecidos. Os resultados permitiram validar a contribuição do Colmax como aditivo nutricional que contribui para o bem-estar geral dos animais.
 
Estudos de expressão gênica também foram realizados usando tecnologias avançadas de sequenciamento, com o objetivo de observar como o corpo responde à sua incorporação na dieta. As análises mostraram que o Colmax modula diferentes vias metabólicas ligadas à utilização de nutrientes e à produção de energia celular.

Foi evidenciada uma menor ativação dos genes associados aos processos de proliferação celular, mecanismos que, quando desregulados, geralmente estão ligados a diferentes patologias, incluindo processos tumorais como o câncer. Em outras palavras, o Colmax promove um metabolismo ativo e equilibrado sem estimular mecanismos celulares associados à proliferação descontrolada. Por Adinnova
Fonte: All Pet Food Magazine

Sobre Adinnova
A Adinnova é uma empresa argentina com presença em mercados internacionais dedicada ao desenvolvimento de aditivos naturais para a nutrição animal. Cada biosolução integra ciência e inovação aplicadas ao bem-estar e à produtividade. 

Mais informações em nosso site: adinnova.com.ar

Novo artigo científico demonstra que o plasma spray dried melhora a mobilidade em cães adultos
Aditivos funcionais

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Novo artigo científico demonstra que o plasma spray dried melhora a mobilidade em cães adultos

Compreender como a nutrição influencia a mobilidade, a inflamação e biomarcadores associados às articulações continua sendo uma área de estudo importante na nutrição de animais de companhia. Um novo trabalho publicado no Journal of Animal Science, baseado em um estudo conduzido em parceria entre a APC e a China Agricultural University, avaliou a inclusão de plasma spray dried em dietas extrusadas para cães idosos com desafios de mobilidade.   Este trabalho faz parte de uma iniciativa mais ampla de pesquisa da APC que explora as conexões entre nutrição, saúde gastrointestinal, biomarcadores sistêmicos e longevidade em pets.   Mobilidade e saúde articular continuam sendo duas das áreas funcionais mais buscadas na nutrição pet. Neste estudo de 42 dias, cães idosos com desafios de mobilidade foram avaliados em múltiplos parâmetros, incluindo escore de claudicação, digestibilidade da dieta, além de biomarcadores sorológicos e no líquido sinovial associados à imunidade, capacidade antioxidante e saúde das articulações.   Foram observadas diferenças favoráveis ao plasma em vários parâmetros avaliados, incluindo mobilidade e biomarcadores selecionados.   Os principais achados favoráveis ao plasma foram:
  Mobilidade: melhora no escore de claudicação em comparação com dietas controle ao longo do período do estudo.
  Marcadores inflamatórios: mudanças favoráveis em biomarcadores relacionados a citocinas associados à imunidade.
  Biomarcadores relacionados às articulações: melhorias na atividade de metaloproteinases, enzimas que degradam componentes da cartilagem, e em outras medidas associadas à saúde articular avaliadas no sangue e no líquido sinovial, sugerindo melhor condição das articulações.
  Digestibilidade: a digestibilidade da proteína bruta foi melhorada, confirmando melhora no valor nutricional da dieta.   'Esses resultados se somam ao crescente número de pesquisas que mostram como as proteínas funcionais do plasma podem contribuir para a mobilidade, a saúde geral e a longevidade de cães adultos', afirmou Jerry Frankl, presidente e CEO da APC. 'Seguimos comprometidos em colaborar com instituições de pesquisa de referência e em desenvolver estratégias nutricionais baseadas em ciência que promovam o envelhecimento saudável e mais qualidade de vida para os pets.'   Para ler o estudo completo: https://academic.oup.com/jas/article/doi/10.1093/jas/skag043/8487757 Fonte: APC

Estudo aponta boa aceitação de alimentos úmidos à base de insetos por cães
A base de insetos

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Estudo aponta boa aceitação de alimentos úmidos à base de insetos por cães

Ingredientes derivados de insetos vêm sendo explorados como fontes alternativas de proteína na nutrição pet.    Além do potencial funcional, essas matérias-primas têm despertado interesse da indústria por sua versatilidade em formulações úmidas e secas.
  Um estudo recente avaliou a aceitação de alimentos úmidos para cães contendo ingredientes à base de insetos comercializados sob as marcas PureeX e ProteinX, desenvolvidas pela Protix. 
  Os resultados indicaram que tanto a dieta totalmente à base de insetos quanto a formulação híbrida — combinando inseto e frango — foram prontamente consumidas pelos animais participantes.   Como o estudo foi conduzido
O ensaio incluiu 170 cães de pequeno e médio porte, todos domiciliados. Segundo o resumo técnico, essas categorias foram selecionadas por serem frequentemente consideradas mais seletivas em relação à alimentação.
  Foram avaliadas duas dietas. A primeira era composta exclusivamente por ingredientes derivados da larva de mosca-soldado-negra (Hermetia illucens), combinando PureeX — descrito como ingrediente minimamente processado — e ProteinX, uma farinha de inseto. 
  A segunda era uma formulação híbrida que unia os mesmos ingredientes de inseto a frango fresco.
  Cada responsável ofereceu uma das dietas por dois dias consecutivos e, em seguida, realizou a troca para a outra formulação por mais dois dias. 
  Durante o período do teste, os participantes não foram informados sobre a composição dos produtos.
  Ao final de cada etapa, os responsáveis avaliaram o consumo dos cães. Segundo o relatório, ambas as formulações foram consideradas altamente aceitas, sem diferença estatisticamente significativa na ingestão entre a dieta 100% inseto e a híbrida.   Avaliação comportamental e percepção sensorial
Além do volume consumido, o estudo analisou o comportamento dos cães antes, durante e após as refeições. 
  Entre as respostas associadas à aceitação positiva estavam abanar o rabo antes da oferta do alimento, consumir toda a porção e lamber os lábios após a refeição. Esses comportamentos foram registrados em ambas as dietas.
  Os responsáveis também avaliaram atributos sensoriais como textura, aroma e aparência. As duas formulações receberam nota média sete, em uma escala de zero a dez, para esses critérios.
  Quando questionados sobre recomendação, 82% afirmaram que indicariam a dieta totalmente à base de insetos, enquanto 81% disseram que recomendariam a formulação híbrida com frango.
  Segundo a fabricante, o PureeX é indicado para aplicações em alimentos úmidos e também pode ser incluído em formulações extrusadas secas, estando disponível nas versões fresca e congelada. Já o ProteinX é comercializado como ingrediente protéico em forma de farinha.   Proteína alternativa em expansão
Proteínas de insetos têm sido estudadas como alternativas às fontes tradicionais, com potencial para contribuir em formulações que buscam diversificação de ingredientes. 
Além do perfil nutricional, fabricantes destacam aspectos funcionais e de sustentabilidade como diferenciais desse tipo de matéria-prima.   FAQ sobre alimentos úmidos com proteína de inseto
Cães aceitam bem alimentos com proteína de inseto?
Segundo o estudo, tanto a formulação 100% inseto quanto a híbrida com frango foram prontamente consumidas.
  Houve diferença de consumo entre as dietas testadas?
Não. O relatório aponta que não foi observada diferença significativa na ingestão.
  Proteína de inseto pode substituir proteínas tradicionais?
Ela vem sendo estudada como fonte alternativa, mas a escolha da dieta deve sempre considerar orientação durante consulta veterinária. Fonte: Cães & Gatos

Otimizando a palatabilidade ao longo das fases da vida: ligação entre a primeira escolha e a proporção de ingestão em cães e gatos
Palatabilizantes

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Otimizando a palatabilidade ao longo das fases da vida: ligação entre a primeira escolha e a proporção de ingestão em cães e gatos

Este estudo enfatiza a importância de desenvolver formulações de palatabilizantes que atendam às sensibilidades de paladar, às necessidades nutricionais e ao prazer dos pets em cada fase, apoiando assim a saúde e o bem-estar de gatos e cães. base em mais de 1.500 testes de palatabilidade em dois potes realizados para ambas as espécies, esta pesquisa forneceu um conjunto robusto de dados, fundamentado em condições reais com uma ampla população de cães e gatos em diferentes fases da vida.   Principais resultados   Nossa pesquisa destacou fatores-chave de palatabilidade que influenciam a preferência, por meio de testes controlados de alimentação e avaliações de escolha. Avaliamos a eficácia de diversos parâmetros de palatabilidade em cada fase da vida e espécie, aplicando estratégias de intensificação de sabor voltadas para a melhoria da palatabilidade.   A palatabilidade é conhecida por impulsionar a aceitação e o consumo de alimentos para pets. Dois indicadores críticos identificados em relação às fases da vida foram: Proporção de ingestão (Intake ratio): proporção do alimento oferecido que é efetivamente consumido. Primeira Escolha (First Choice): O produto que o pet escolhe primeiro quando oferece várias opções, impulsionadas principalmente pelo cheiro.   No presente estudo, observou-se que ambas as métricas são influenciadas pela percepção sensorial do pet, que se acredita mudar com a idade. Um dos principais achados é que a primeira escolha, relacionada à percepção do aroma, não apenas apresenta correlação positiva com a proporção de ingestão, mas também, particularmente em gatos — da juventude à fase adulta e até a senilidade — essa correlação é consideravelmente alta (>0,87) em todas as fases da vida (Figura 1).   Resultados: Insights de correlação ao longo das fases da vida   A relação entre a primeira escolha e a proporção de ingestão é baseada em dados de mais de 1.500 avaliações de dois potes para cães e gatos. Os resultados demonstraram padrões claros de correlação, que variam conforme a fase de vida em ambas as espécies estudadas.        Figura 1. Gráficos de dispersão com a correlação entre a primeira escolha e a taxa de ingestão para gatos de acordo com as fases da vida (jovens, adultos e idosos).        Figura 2. Gráficos de dispersão com a correlação entre a primeira escolha e a proporção de ingestão para cães de acordo com as fases da vida (jovens, adultos e idosos).   Esses resultados mostram que, em cães, a primeira escolha torna-se um preditor mais forte da ingestão à medida que amadurecem, atingindo seu pico na fase adulta. Em gatos, por outro lado, uma correlação consistentemente alta em todas as fases indica forte alinhamento entre a preferência inicial e o consumo total, mesmo em animais jovens. Na tabela a seguir, os fatores de correlação entre a taxa de ingestão e a primeira escolha são capturados para gatos e cães, nas três fases da vida estudadas.   Tabela 1. Correlação (r ao quadrado) entre FC e IR para gatos e cachorros, de acordo com as fases da vida.   Conclusão Os insights fornecidos sugerem que, embora ambas as espécies respondam bem a palatabilizadores direcionados, os ajustes específicos do estágio de vida têm um impacto particular em cães, especialmente em animais jovens, onde as preferências de palatabilidade ainda podem estar em desenvolvimento. Em gatos, a primeira escolha mostrou uma correlação significativamente positiva com a proporção de ingestão desde a juventude até a fase adulta e a senilidade.   A palatabilidade não é única. À medida que cães e gatos crescem, suas necessidades sensoriais evoluem, e a abordagem deve evoluir junto. Considerando a primeira escolha e a proporção de ingestão no contexto das fases da vida, é possível oferecer alimentos para pets mais atrativos, eficazes e diferenciados. Para mais informações sobre este tema ou para conversar com nossos especialistas em ciência e tecnologia, entre em contato com seu representante de vendas da AFB ou afbinternational.com/contact.   Por: AFB International Fuente: All Pet Food Magazine

A importância da fibra na nutrição pet: Para além da digestibilidade
Aditivos funcionais

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A importância da fibra na nutrição pet: Para além da digestibilidade

Se o animal não as digere, quais são seus benefícios para a saúde dos pets?
As fibras são muito importantes para a saúde do sistema digestivo de cães e gatos. Elas ajudam a manter o intestino em equilíbrio e trazem vários benefícios para o organismo do animal, como o estímulo ao crescimento de bactérias benéficas, melhor controle da glicose no sangue, regulação do trânsito intestinal e fortalecimento da barreira de proteção do intestino.   Uma microbiota equilibrada
Uma microbiota equilibrada é fundamental para o bom funcionamento do intestino e impacta diretamente na saúde geral do animal. As fibras têm funções essenciais nesse quesito. Elas contribuem para o equilíbrio da microbiota — a comunidade de bactérias que vive no intestino — ajudando a manter as bactérias benéficas e a reduzir as indesejadas.
  Certos tipos de fibras funcionam como prebióticos, ou seja, servem de substrato para as bactérias saudáveis do intestino. Isso estimula o crescimento de microrganismos benéficos, como as Bifidobacterium spp. e Lactobacillus spp., e ao mesmo tempo, dificulta a proliferação de bactérias que podem ser patogênicas, como Clostridia e Escherichia coli.
  Fermentação de fibras e saúde intestinal   Quando as fibras são fermentadas pelas bactérias benéficas do intestino, elas produzem substâncias importantes chamadas ácidos graxos de cadeia curta (AGCC). Um dos principais AGCC é o butirato, que serve como fonte de energia essencial para as células intestinais, ajudando a manter o intestino saudável e funcionando bem.   Controle glicêmico
A fibra ajuda a controlar os níveis de açúcar no sangue, especialmente após as refeições, o que é útil para o manejo da hiperglicemia pós-prandial.
  As fibras solúveis formam um gel no intestino, aumentando a viscosidade do conteúdo digestivo. Isso é importante para o controle da glicose, pois retarda a chegada de açúcares como glicose, galactose e frutose ao intestino. Com isso, esses açúcares têm mais dificuldade em serem absorvidos pelas células do intestino, ajudando a evitar picos rápidos de glicose no sangue.
  Regulação do tempo de trânsito intestinal
A fibra também desempenha um papel importante na regulação do trânsito intestinal e na melhoria da consistência das fezes. A fibra insolúvel, como a celulose, aumenta o volume fecal, ajudando a evitar a constipação. Já a fibra solúvel retém água e pode amolecer as fezes, tornando-as mais fáceis de serem eliminadas.
  Alinhada à estratégia de melhoria da saúde intestinal do animal, um pilar fundamental na formulação da linha Bionatural é a presença de fontes de fibras insolúveis e solúveis, como fibra de cana-de-açúcar, fibra de mandioca, fibra de maçã e fibra de laranja, que favorecem a funcionalidade intestinal dos cães e gatos.
  Esses ingredientes são fontes de fibras provenientes de alimentos que se assemelham ao consumo humano, sendo oriundos de co-produtos com ótimo potencial nutricional e funcional. Por Ellen Freitas Marcena, Estudante de Medicina-Veterinária- USP/SP) - Embaixadora Special Dog Company. 
Fonte: Portal Pet Referências Bernaud, F. S. R., & Rodrigues, T. C.. (2013). Fibra alimentar: ingestão adequada e efeitos sobre a saúde do metabolismo. Arquivos Brasileiros De Endocrinologia & Metabologia, 57(6), 397–405. Moreno, A.A., Parker, V.J., Winston, J.A., et al. (2022). Dietary fiber aids in the management of canine and feline gastrointestinal disease. J. Am. Vet. Med. Assoc. National Research Council (NRC). Nutrient Requirements of Dogs and Cats. National Academies Press, 2006. Pinna, C., & Biagi, G. (2014). The Utilisation of Prebiotics and Synbiotics in Dogs. Italian Journal of Animal Science, 13(1). Roediger, W.E.W. (1980). Role of anaerobic bacteria in the metabolic welfare of the colonic mucosa in man. Gut, 21, 793–798. Swanson, K.S., Fahey, G.C. (2006). Prebiotic impacts on companion animals. In: Gibson, G.R., Rastall, R.A. (Eds.), Prebiotics: Development & Application. Chichester: John Wiley & Sons, Cap. 10. VETSMART. Estudo técnico sobre a linha Bionatural. Bionatural Prime, 05 set. 2024. PDF. Disponível em: https://www.bionaturalpet.com.br/assets/uploads/sobre/faca-o-download-do-nosso-03338-20240813110335.pdf Yvonne M. Cassidy, Emeir M. McSorley, Philip J. Allsopp, Effect of soluble dietary fibre on postprandial blood glucose response and its potential as a functional food ingredient, Journal of Functional Foods, Volume 46, 2018.

Proteína e alergias alimentares
Aditivos funcionais

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Proteína e alergias alimentares

Com que frequência os pets têm alergias alimentares?   Embora a prevalência mundial de alergias alimentares esteja aumentando entre as pessoas,1 esse tipo de alergia é considerado menos comum em cães e gatos. As alergias alimentares podem parecer mais comuns em pets, porque muitos outros problemas de saúde apresentam sintomas semelhantes.2-4

As estatísticas sobre a prevalência de alergia alimentar em pets podem se somar a essa percepção equivocada, pois os números variam de acordo com o motivo da consulta veterinária: apenas 1% dos gatos atendidos para um check-up geral de saúde foi diagnosticado com alergia alimentar, mas 21% dos gatos levados ao veterinário por conta de prurido cutâneo (coceira) tiveram o mesmo diagnóstico. 5,6     O que causa as alergias alimentares?   As alergias alimentares aparecem quando o sistema imunológico de cada animal individualmente responde a um alimento inofensivo como um 'invasor' nocivo. Essa resposta imune diferencia as alergias alimentares de intolerância alimentar ou de intoxicação alimentar — quadros que não envolvem o sistema imunológico.

Quando as alergias alimentares se desenvolvem, o fator desencadeante mais comum é uma proteína. Nenhuma proteína específica é hipoalergênica. Uma resposta alérgica é o resultado da reação imune de cada animal individualmente ao tamanho ou à estrutura de uma proteína, e tal reação é estimulada, em parte, pela exposição prévia à proteína.3, 7-9

Embora também haja relatos de que ingredientes como os grãos constituem uma das causas de alergias alimentares, estudos revelam que a parte proteica do grão, em geral, é responsável pelo desencadeamento da reação.10

Sendo assim, os grãos especificamente não estão entre os alérgenos alimentares mais relatados em cães ou gatos. Nos cães, os três principais alérgenos alimentares são proteínas da carne bovina, do leite e derivados ou da carne de frango.

Nos gatos, os alérgenos alimentares mais comumente relatados são provenientes da carne bovina, do frango ou do peixe.9     Qual o papel da nutrição em alergias alimentares?   O método diagnóstico considerado como o 'padrão-ouro' para os casos de alergia alimentar consiste em um teste de eliminação que combina uma fonte de proteína e uma fonte de carboidrato, as quais o pet não tenha sido exposto anteriormente.8 Estudos mostram que os testes alérgicos feitos com base em amostras de pele, sangue, saliva ou pelo não produzem resultados confiáveis. 11-14

A seleção de novas proteínas nem sempre é fácil. Novas fontes proteicas podem sofrer reação cruzada com o alérgeno original; além disso, muitos pets apresentam múltiplas hipersensibilidades alimentares.15,16 Além da necessidade de que as dietas sejam nutricionalmente completas e balanceadas, o ideal é que elas sejam fáceis de serem fornecidas durante um ensaio alimentar de 8 a 12 semanas ou possam ser usadas como uma dieta de manutenção a longo prazo.

A alimentação com dietas proteicas hidrolisadas pode oferecer uma estratégia conveniente, completa e balanceada do ponto de vista nutricional, para reduzir a alergenicidade dos alimentos.17-19   Como as proteínas hidrolisadas ajudam a controlar as alergias alimentares?   A hidrólise é um processo responsável pela degradação das proteínas em fragmentos menores. As proteínas 'hidrolisadas' são reduzidas a fragmentos muito pequenos. Esse processo altera o tamanho e a estrutura da proteína — fatores-chave na determinação da alergenicidade de uma proteína.

Em geral, as reações imunológicas adversas a um ingrediente alimentar exigem um alérgeno – tipicamente uma proteína – grande o suficiente para se ligar de forma cruzada com receptores na superfície de células imunes específicas. O tamanho e a estrutura alterados das proteínas hidrolisadas não fazem ligação cruzada com esses receptores da superfície celular e, portanto, não desencadeiam uma resposta imune.7  
Como um benefício adicional, as proteínas hidrolisadas possuem uma alta digestibilidade, o que pode reduzir as condições inflamatórias do intestino.20 Fonte: Purina Institute

Biscoitos assados utilizando plasma spray dried
Aditivos funcionais

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Biscoitos assados utilizando plasma spray dried

Introdução   O plasma spray dried (SDP) é um ingrediente rico em proteína utilizado em alimentos para pets, com propriedades funcionais de textura, aumento da palatabilidade e suporte à saúde sistêmica integral.   Objetivo   O objetivo do estudo foi avaliar como a inclusão de SDP impacta a textura e a palatabilidade de biscoitos assados utilizando glúten de trigo.   Metodologia   O estudo avaliou a palatabilidade e a textura de biscoitos assados utilizando 1% de SDP para substituir o glúten de trigo na fórmula Controle. O teste de palatabilidade foi conduzido com 20 cães durante 2 dias. Diferentes fontes de ingredientes e condições de processamento foram utilizadas em cada estudo, o que explica as diferenças na textura do produto final.

Os biscoitos assados foram preparados utilizando uma batedeira KitchenAid equipada com gancho para sovar massas, abertos manualmente até uma profundidade e tamanho definidos e, em seguida, assados até atingirem um nível de umidade inferior a 10%. Três lotes replicados de cada fórmula foram produzidos para análise em cada estudo.

A textura foi medida em um texturômetro TA.XT Plus utilizando uma ponte ajustável com uma sonda em formato de faca de ponta arredondada para o teste de flexão em 3 pontos. Biscoitos assados de 2 cm x 7 cm foram posicionados sobre o vão da ponte, espaçados a 2,5 cm, para medir a força máxima de quebra (dureza), fraturabilidade e rigidez, a fim de determinar a textura. Cinco biscoitos assados por tratamento foram analisados quanto à textura em cada lote replicado. Paquímetros digitais foram utilizados para medir as dimensões e o volume dos biscoitos.   Validação do conceito: fórmula de teste 
    Resultados: textura
    Resultados: palatabilidade
    Resumo   O SDP pode ser utilizado em formulações de biscoitos assados como auxiliar de processamento para influenciar a textura, dependendo da matriz de ingredientes, além de melhorar a palatabilidade. De modo geral, o SDP pode ser uma alternativa ao glúten de trigo para manter ou melhorar a qualidade do produto.   Por Joy Campbell e Angela Smith – APC
Fonte: All Pet Food Magazine

Ração para cães à base de insetos: segura, saudável ou simplesmente estranha?
A base de insetos

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Ração para cães à base de insetos: segura, saudável ou simplesmente estranha?

Acontece que seu instinto de sentir nojo pode estar ultrapassado. Insetos não são mais apenas petiscos acidentais. Eles estão aparecendo como ingrediente principal em rações para cães. Ração à base de grilos. Receitas à base de larvas. E não, isso não é um experimento marginal. Ração para cães à base de insetos está se tornando uma opção legítima para donos de animais de estimação nos EUA e no Canadá.
  Mas será que é seguro? Será que o seu cão realmente receberá os nutrientes de que precisa? E, mais importante ainda, será que ele vai sequer comer?   O que é, de fato, a ração para cães à base de insetos?
Para que fique claro: você não está despejando um monte de grilos vivos na tigela do seu cachorro. A ração para cães à base de insetos utiliza grilos ou larvas como principal fonte de proteína, processados ​​e formulados para atender às necessidades nutricionais dos cães em diferentes fases da vida.
  Os filhotes precisam de cerca de 22% de proteína na dieta. Os adultos precisam de cerca de 18%. Proteína em excesso, acima de 30%, pode causar problemas. Os insetos são ricos em proteínas o suficiente para atingir essas metas, mas a alimentação ainda precisa ser balanceada com gorduras, carboidratos, vitaminas e minerais. Um grilo sozinho não é uma refeição completa. Uma ração seca bem formulada à base de grilos pode ser.   A proteína de insetos é realmente segura?
Sim, com uma ressalva. Estudos sugerem que grilos e larvas fornecem proteína de alta qualidade que os cães conseguem digerir e com a qual se desenvolvem bem. Para a maioria dos cães, a proteína de insetos é uma alternativa viável à carne bovina, de frango ou de cordeiro.
  A ressalva? As pesquisas de longo prazo ainda estão em andamento. Ainda não temos décadas de dados sobre o que acontece quando os cães se alimentam com dietas à base de insetos durante toda a vida. Mas, com base no que sabemos agora, a proteína de insetos é geralmente segura e nutricionalmente adequada para cães saudáveis.
Por que as pessoas estão optando por alimentos à base de insetos?
O apelo vai além de simplesmente "funciona". Existem alguns motivos pelos quais a proteína de insetos está ganhando popularidade.
  É muito mais sustentável. A criação de insetos requer uma fração da água, da terra e dos recursos necessários para a criação de gado ou aves. Se o impacto ambiental é importante para você, esta é uma das fontes de proteína mais ecológicas disponíveis.
  Isso contorna as preocupações éticas. Alguns donos de animais de estimação não se sentem confortáveis ​​com as práticas convencionais de criação de animais. Os insetos oferecem uma maneira de alimentar seus cães sem apoiar esses sistemas.
  Funciona para cães com alergias. Cães alérgicos a carne bovina, frango ou peixe podem tolerar a proteína de insetos sem problemas. É uma proteína verdadeiramente nova — o que significa que a maioria dos cães nunca foi exposta a ela antes, reduzindo a probabilidade de desencadear uma reação.
  Resumindo, a ração para cães à base de insetos pode ser mais amigável ao planeta e menos agressiva para estômagos sensíveis.   As desvantagens que você precisa conhecer
A ração para cães à base de insetos não está isenta de desvantagens. Para começar, é cara e nem sempre fácil de encontrar. Muitas marcas só estão disponíveis online e são vendidas em embalagens menores, o que aumenta o custo em comparação com a ração tradicional.
  Seu cachorro também pode detestar. Cães têm preferências, e alguns vão rejeitar alimentos à base de insetos, não importa o quão nutritivos sejam. O paladar importa, e nem todos os cachorros vão gostar.
  Também existe uma preocupação potencial para cães com alergia a frutos do mar. As proteínas dos insetos compartilham algumas semelhanças com as proteínas dos frutos do mar, portanto, reações alérgicas são possíveis. Se o seu cão tem histórico de sensibilidade a frutos do mar, proceda com cautela e consulte o veterinário primeiro.
  Por fim, ainda estamos aprendendo sobre os riscos a longo prazo. Questões relacionadas à contaminação bacteriana, resistência a antibióticos e outros impactos na saúde ainda não foram totalmente respondidas. Isso não significa que o alimento seja inseguro — significa apenas que a pesquisa está em andamento.
Como mudar a alimentação do seu cão para uma dieta à base de insetos
Se você decidir experimentar, não troque a ração do seu cachorro de uma hora para outra. Mesmo cães saudáveis ​​podem ter problemas estomacais com mudanças repentinas na dieta. A abordagem mais segura é uma transição gradual ao longo de 5 a 7 dias.   Comece devagar: No primeiro dia, misture 25% de alimento à base de insetos com 75% da ração atual do seu cão.
  Aumente gradualmente: Nos próximos dias, aumente lentamente a proporção de alimentos à base de insetos até que seu cão esteja consumindo 100% deles.
  Fique atento às reações: Monitore a energia, a qualidade das fezes e o apetite do seu cão durante todo o período de transição.
  E antes de fazer qualquer alteração na dieta, especialmente se o seu cão tiver problemas de saúde ou histórico de sensibilidade alimentar, consulte primeiro o seu veterinário.   É adequado para o seu cão?
A proteína de insetos faz parte de uma categoria crescente de proteínas inovadoras que também inclui carne de veado, bisão e até mesmo jacaré. É particularmente útil para cães com alergias alimentares, mas tem um preço mais elevado.
  Se você está pensando em mudar para uma ração diferente, procure marcas que sigam as diretrizes da AAFCO ( Associação Americana de Oficiais de Controle de Alimentos para Animais ). Esses padrões garantem que o alimento atenda às necessidades nutricionais básicas dos cães. Faça a transição gradualmente. E converse com seu veterinário, principalmente se tiver alguma dúvida sobre as necessidades de saúde específicas do seu cão.
  Muitos cães se adaptam muito bem a dietas à base de insetos. É seguro, sustentável e, para alguns filhotes, resolve problemas que as proteínas tradicionais não conseguiam solucionar.   Conclusão
Alimentos para cães à base de insetos podem parecer estranhos à primeira vista, mas são uma opção legítima e aprovada por veterinários para muitos cães. Com a orientação adequada, uma introdução gradual e atenção à qualidade, seu cão pode desfrutar de uma dieta rica em proteínas e que também é benéfica para o planeta.

Experimentar algo novo não precisa ser arriscado. Às vezes, é apenas o próximo passo para descobrir o que funciona melhor para o seu cão e para o mundo em que ele vive.
  Fonte: dogster

Além do alimento seco: aditivos funcionais no mercado pet food
Aditivos funcionais

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Além do alimento seco: aditivos funcionais no mercado pet food

Por Erika Stasieniuk

A resposta está na intersecção entre ciência nutricional, comportamento do consumidor e estratégia de mercado.   O que os tutores valorizam?   A crescente humanização dos animais de companhia transformou o olhar dos tutores sobre o alimento de seus pets. Hoje, eles não querem apenas saciar a fome, mas prevenir doenças, apoiar a saúde e promover bem-estar, espelhando as preocupações com a própria alimentação e saúde.
  Essa mudança de comportamento é confirmada por Hobbs Jr. e Anderson (2024), que investigaram as alegações de saúde que realmente agregam valor aos olhos do consumidor. Em um estudo com quase 1.600 alimentos secos para cães, os autores observaram que os tutores estão, sim, dispostos a pagar mais por benefícios específicos.
  A alegação de 'alívio de alergias', por exemplo, apresentou um prêmio de preço de até 22,7%. Alegações como 'saúde digestiva' e 'pele sensível' também mostraram correlação com maior valor percebido. Já termos genéricos como 'vitaminas e minerais' ou 'cuidado dental' foram associados a menor disposição de pagamento, indicando que são percebidos como atributos básicos e não diferenciais.
  Para a indústria, esses dados oferecem um direcionamento estratégico: alegações claras, específicas e com benefícios visíveis são mais valorizadas e podem justificar um posicionamento premium.   Aplicações de aditivos funcionais na nutrição de cães e gatos   Para que uma alegação funcional vá além do marketing, ela precisa estar respaldada por ingredientes com eficácia comprovada.
  Aditivos sempre integraram as formulações, seja com funções tecnológicas, sensoriais, nutricionais ou zootécnicas. Hoje, porém, seu papel vai além: tornaram-se também ferramentas estratégicas de diferenciação e valorização comercial.
  Prebióticos, antioxidantes naturais, ácidos graxos essenciais, entre outros, têm sido cada vez mais incorporados às formulações não apenas por sua funcionalidade técnica, mas também pelo apelo comercial que geram. Entre eles, destacam-se os ingredientes com efeito funcional sobre a saúde intestinal, como os mananoligossacarídeos (MOS), os frutoligossacarídeos (FOS) e a polpa de beterraba.
  De acordo com Singla e Chakkaravarthi (2017), prebióticos como inulina e FOS são fibras não digeríveis que servem de substrato para bactérias benéficas do intestino, como bifidobactérias e lactobacilos. Alguns estudos clássicos apontam seus benefícios:
  Equilíbrio da microbiota intestinal (Gibson e Roberfroid, 1995); Aumento da absorção de minerais como cálcio e magnésio (Scholz-Ahrens et al., 2007); Modulação da resposta imune (Lomax e Calder, 2009); Redução de compostos inflamatórios no cólon (Slavin, 2013).
  Os MOS são carboidratos funcionais extraídos da parede celular de leveduras, principalmente da Saccharomyces cerevisiae. Esses compostos atuam como aliados da saúde intestinal ao dificultar que bactérias patogênicas se fixem na mucosa. Isso acontece porque os MOS ocupam os sítios de ligação das células epiteliais, impedindo a adesão de microorganismos nocivos, mecanismo conhecido como exclusão competitiva. Além desse efeito protetor, os MOS estimulam células de defesa chamadas macrófagos, saturando os receptores de manose presentes nas glicoproteínas da superfície celular (Macari e Maiorka, 2000; Strickling et al., 2000).
  A polpa de beterraba, por sua vez, é uma fibra moderadamente fermentável, rica em fibras solúveis e insolúveis, ela contribui para o equilíbrio da microbiota, melhora a consistência das fezes e auxilia na regularidade do trânsito intestinal. Além disso, sua fermentação parcial no cólon gera ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), como o butirato, que servem como fonte de energia para os colonócitos e contribuem para a integridade da mucosa intestinal (Swanson et al., 2002).
  Logo, alegações como 'suporte à saúde digestiva' ou 'equilíbrio da flora intestinal' ganham consistência quando há ingredientes como inulina, FOS, MOS ou polpa de beterraba na formulação. Essa conexão entre funcionalidade e rótulo é essencial para gerar confiança e percepção de valor real.   Do ingrediente ao posicionamento de mercado   O desafio das marcas está em traduzir a complexidade técnica em mensagens claras, atrativas e acessíveis.
  Mais do que listar 'inulina' na composição, é possível destacar: 'fibra prebiótica natural da raiz de chicória, que favorece a saúde intestinal'.
  Essa abordagem educa o consumidor e fortalece a legitimidade da alegação funcional. Ingredientes funcionais não devem ser apenas listados, precisam ser transformados em diferenciais percebidos e valorizados.
  Outros exemplos relevantes:
  Ômega-3 (de óleo de peixe ou linhaça): associado à saúde da pele, brilho da pelagem e suporte articular; Vitamina E e selênio: antioxidantes naturais com ação sobre o sistema imunológico; Glucosamina e condroitina: frequentemente presentes em alimentos para cães idosos ou de raças grandes, sustentando a alegação de suporte às articulações.
  A eficácia comercial dessas promessas depende de três pilares:
  Do ingrediente funcional com base em evidência científica e na dosagem eficaz comprovada por estudos; Clareza e transparência na comunicação dos benefícios; Alinhamento entre proposta de valor e posicionamento de preço.   Oportunidades em um novo cenário   A busca por alimentos mais saudáveis, específicos e funcionais não é mais uma tendência: é o novo padrão do mercado pet food. 
  Em um mercado cada vez mais competitivo, as marcas que conseguem unir ciência, formulação e uma estratégia de comunicação eficazes estarão mais bem posicionadas para atender um consumidor cada vez mais exigente e bem informado.
  Prebióticos e outros aditivos funcionais, quando aplicados com conhecimento técnico e propósito definido, têm o potencial de transformar alimentos secos em verdadeiras ferramentas de saúde e bem-estar para cães e gatos. O mercado está aberto para marcas que oferecem mais do que nutrição, entregam confiança.
  A rotulagem ideal vai além de promessas atrativas: ela conquista o consumidor ao apresentar uma lista de ingredientes alinhada à ciência que sustenta cada alegação. Ao construir essa ponte entre formulação e comunicação transparente, a indústria avança em sua missão de promover uma vida mais longa e saudável para os cães e gatos. Por Marcos Borges S. Rosa, Marcela Lobo N. Lima e Erika Stasieniuk

Sobre os autores
Marcos Borges S. Rosa é Zootecnista, Pós-graduado em Nutrição de cães e gatos e Mestrando em Ciências Veterinárias pela UFU. Atua com atendimentos nutricionais para cães e gatos de forma presencial e online.  Contato: www.marcosnutripet.com | Instagram: @marcosbsrr
  Marcela Lobo N. Lima é médica veterinária, pós graduada em Nutrologia de Cães e Gatos pela Unyleya e atua como formuladora.  Contato: marcela.nasc21@hotmail.com | Instagram: @marcelanasc
  Erika Stasieniuk é Zootecnista, Doutora em Nutrição e Alimentação de Cães e Gatos pela UFMG, sócia-fundadora da SFA Consultoria e atua como consultora técnica no desenvolvimento de alimentos e ingredientes para cães e gatos.
Contato: erika_stasieniuk@sfa-consultoria.com | Instagram: @erikastasieniuk   Referências
Gibson, G. R., e Roberfroid, M. B. (1995). Dietary modulation of the human colonic microbiota: introducing the concept of prebiotics. The Journal of Nutrition, 125(6), 1401–1412. Hobbs Jr., L., e Anderson, A. (2024). Assessing Price Premiums of Health and Wellness Product Attributes in Pet Food: Implications for Product Positioning and Marketing Strategies. Lomax, A. R., e Calder, P. C. (2009). Prebiotics, immune function, infection and inflammation: a review of the evidence. British Journal of Nutrition, 101(5), 633–658. Singla, V.; Chakkaravarthi, S. (2017). Applications of prebiotics in food industry: A review. Food Science and Technology International 23(8) 649–667. DOI: 10.1177/1082013217721769. Macari, M.; Maiorka, A. Função gastrintestinal e seu impacto no rendimento avícola. In: CONFERÊNCIA APINCO'2000 DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA AVÍCOLAS, 2000, Campinas. Scholz-Ahrens, K. E., et al. (2007). Prebiotics, probiotics, and synbiotics affect mineral absorption, bone mineral content, and bone structure. The Journal of Nutrition, 137(3 Suppl 2), 838S–846S. Slavin, J. (2013). Fiber and prebiotics: mechanisms and health benefits. Nutrients, 5(4), 1417–1435.Swanson, K. S., et al. (2002). Fruit and vegetable fiber fermentation by gut microflora from canines. Journal of Animal Science, 80(10), 2725–2734.

Novo Artigo Científico demonstra que o plasma spray dried contribui para um microbioma intestinal mais saudável em cães
Aditivos funcionais

2+ MIN

Novo Artigo Científico demonstra que o plasma spray dried contribui para um microbioma intestinal mais saudável em cães

A APC tem o prazer de anunciar a publicação de um estudo conduzido em parceria com o Departamento de Ciências Animais da University of Illinois, avaliando como o plasma spray dried incluído em alimentos secos apoia a saúde intestinal e a imunidade em cães. A saúde intestinal é amplamente reconhecida como um componente essencial do bem-estar sistêmico, por meio de vias como o eixo intestino-cérebro, e este novo artigo se soma às evidências sobre o papel do plasma no suporte a esse sistema. Os resultados mostram mudanças significativas nos perfis de metabólitos fecais, sugerindo um impacto benéfico no microbioma e um efeito positivo sobre a saúde intestinal.

Pesquisas anteriores em animais de laboratório já haviam relatado reduções na inflamação sistêmica, propriedades neuroprotetoras e mudanças benéficas na microbiota intestinal associadas ao uso de plasma. Estudos em outras espécies demonstraram melhorias sistêmicas, incluindo padrões que aumentam proporcionalmente ao nível de inclusão de plasma. O estudo em cães da University of Illinois amplia essa base, examinando a composição do microbioma e medidas relacionadas à inflamação em condições controladas.

'Entre diferentes espécies, continuamos observando um efeito sistêmico e positivo sobre a saúde intestinal', afirma Joy Campbell, Diretora Sênior de Serviços Técnicos Global para Pet Food da APC. 'Neste estudo com cães, observamos efeitos lineares relacionados ao nível de inclusão, o que demonstra potencial uso dessa tecnologia em alimentos, petiscos e suplementos funcionais comerciais para pets. Estamos muito satisfeitos em ver resultados tão positivos e impactantes neste estudo conduzido diretamente na espécie-alvo.'

Destaques da pesquisa incluem: 
  Desenho experimental com controles que reforçam a contribuição do plasma para a saúde intestinal  Estudo dos efeitos lineares da inclusão de plasma em dietas para cães  Resultados de digestibilidade de nutrientes, metabólitos fecais, microbioma e biomarcadores imunológicos relevantes para a saúde intestinal canina 
  O estudo completo, 'Effects of spray-dried plasma on nutrient digestibility, fecal metabolites, microbiota, and immune and inflammatory biomarkers in adult dogs', publicado no Journal of Animal Science, já está disponível em: https://academic.oup.com/jas/article-abstract/doi/10.1093/jas/skaf373/8313524 
. Para mais informações, visite www.apcpet.com. 

  Fonte: APC

Insetos no Pet Food: uma alternativa nutricional e sustentável
A base de insetos

4+ MIN

Insetos no Pet Food: uma alternativa nutricional e sustentável

O interesse na utilização de farinhas de insetos nas formulações de alimentos para cães e gatos, como fonte alternativa de proteínas e gorduras tem crescido significativamente.
  Esse fenômeno é impulsionado não apenas pelos benefícios nutricionais desses ingredientes, mas também pelo crescimento populacional de cães e gatos, a expansão do mercado pet e as limitações associadas às proteínas convencionais de origem animal que muitas vezes competem com a alimentação humana.
  Assim, a inclusão de insetos em formulações pode trazer benefícios nutricionais, melhorar a palatabilidade e promover o desenvolvimento sustentável do mercado de pet food.
  Nesse contexto, os insetos surgem como alternativa viável. Regulamentados no Brasil pela Instrução Normativa nº 10/2020 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), estão aprovadas para uso em dietas animais espécies como Hermetia illucens (mosca-soldado-negra), Tenebrio molitor (tenébrio comum), Zophobas morio (tenébrio gigante), Acheta domesticus (grilo doméstico), Gryllus assimilis (grilo preto), Nauphoeta cinerea (barata cinérea) e crisálidas desengorduradas.
  Além dos benefícios nutricionais, a formulação de pet foods à base de proteína de insetos pode promover o desenvolvimento sustentável deste mercado (Foto: Reprodução)   PERFIL NUTRICIONAL DOS INSETOS 
Os insetos apresentam características nutricionais vantajosas para cães e gatos, sendo capazes de atender às suas necessidades nutricionais.
  Esses ingredientes possuem um elevado teor de proteína de alto valor biológico, com um perfil de aminoácidos balanceado, que frequentemente se assemelha ou até supera o das fontes protéicas convencionais, como pode ser visto no gráfico. 
  Diversos autores conduziram estudos que evidenciam que a digestibilidade in vivo para alimentos à base de farinha da larva da mosca-soldado-negra (FLMSN), por exemplo, apresenta percentuais excelentes entre 73,4% e 83,9% (Bosch e Swanson, 2021), apresentando excelente digestibilidade.
   O perfil lipídico dos insetos é influenciado principalmente pelo ambiente em que são criados, pela espécie e pela composição da sua dieta. Na literatura é possível encontrar variações de 4 a 39% de extrato etéreo na matéria seca (MS). Sendo geralmente mais elevados nas larvas do que nos insetos adultos. 
  Segundo Kępińska-Pacelik et al., (2022), a larva da mosca soldado negra contém cerca de 40% de C12:0, um valor superior ao encontrado em fontes convencionais de proteína. 
  Além disso, ácidos monoinsaturados como o ácido oleico, são encontrados nos óleos extraídos de insetos, contribuindo para a estabilidade oxidativa. Já os ácidos graxos poli-insaturados, como os ômegas 3 e 6, são encontrados em larvas de tenébrios e de grilos, porém, as larvas de mosca-soldado-negra são a fonte mais significativa de ácido eicosapentaenoico – EPA e ácido docosahexaenóico – DHA, dois componentes essenciais para a manutenção da função neurológica e o equilíbrio do sistema imunológico. 
  Os insetos também são fontes de minerais essenciais, incluindo ferro, zinco, cobre, manganês e selênio. As lavas da mosca soldado-negra, por exemplo, possuem um exoesqueleto calcificado, proporcionando maiores teores de cálcio e fósforo (Kępińska-Pacelik et al., 2022), o que pode ser benéfico em uma formulação para cães e gatos em crescimento.    EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS DOS EFEITOS BENÉFICOS PARA CÃES E GATOS
É possível encontrar na literatura estudos que evidenciam os benefícios da inclusão da farinha da larva da mosca-soldado-negra (FLMSN) nas dietas de cães e gatos, favorecendo a saúde e contribuindo para uma aplicação na clínica de pequenos animais.
  A proteína da larva da mosca-soldado-negra (LMSN) apresenta uma quantidade significativa de peptídeos de baixo peso molecular, um estudo cruzado desenvolvido por Carvalho et al., (2024), evidenciou como o uso da farinha desengordurada da LMSN em dietas para cães pode contribuir para promover a saúde cutânea. 
  Através do embasamento científico e do potencial benéfico em se ter a inclusão da farinha da larva da mosca-soldado-negra em formulações para cães e gatos, a Special Dog Company lançou no mês de julho de 2025 o primeiro produto brasileiro formulado com esse ingrediente, o Bionatural Sensitive. Fonte: Cães e Gatos
Por Viviane Priscila Moura, médica-veterinária, pós-graduada em clínica médica de cães e gatos e nutrição de pequenos animais e analista de comunicação científica sênior na Special Dog Company.

INSETOS NA ALIMENTAÇÃO DE CÃES E GATOS: COMPOSIÇÃO, APLICAÇÕES E BENEFÍCIOS FUNCIONAIS
A base de insetos

7+ MIN

INSETOS NA ALIMENTAÇÃO DE CÃES E GATOS: COMPOSIÇÃO, APLICAÇÕES E BENEFÍCIOS FUNCIONAIS

Por Erika Stasieniuk

COMPOSIÇÃO QUÍMICA E PERFIL NUTRICIONAL DE INSETOS
O crescente interesse pelo potencial proteico dos insetos tem impulsionado estudos que revelam dados relevantes sobre sua composição nutricional (Tabela 1).
  Tabela 1: Composição de algumas farinhas de espécies de insetos utilizados na alimentação animal. A composição das farinhas de insetos depende da espécie, fase de desenvolvimento, dieta e origem (Reilly et al., 2022), sendo, em geral, ricas em proteína bruta e gordura.

Quanto ao perfil de aminoácidos, a larva de BSF apresenta altos teores de ácido glutâmico (3,49%), ácido aspártico (2,70%), alanina (2,47%) e leucina (2,15%), mas baixos níveis de metionina (0,47%), lisina (1,67%) e histidina (0,70%) (Astuti; Komalasari, 2020). Já a farinha de grilos (Gryllus bimaculatus) é rica em aminoácidos essenciais como metionina (1,80%), valina (6,28%), histidina (11,10%), lisina (6,59%) e leucina (7,49%), além de não essenciais como glutamina (13,00%), alanina (8,13%), arginina (6,90%) e glicina (6,36%) (Jayanegara et al., 2018).

A BSF também se destaca pelo teor de ácido glutâmico, enquanto a pupa do bicho-da-seda apresenta altos níveis de ácidos graxos insaturados, como linoleico e linolênico (Astuti; Komalasari, 2020).

A quitina, presente no exoesqueleto dos insetos, é um polissacarídeo que contém entre 6% e 7% de nitrogênio não proteico, o que pode superestimar o teor de proteína bruta quando se utiliza o fator padrão de 6,25 no método de Kjeldahl. Novas metodologias vêm sendo propostas para mensurar o teor real de proteína (Janssen et al., 2017; Homska et al., 2022).   APLICAÇÕES EM DIETAS PARA CÃES E GATOS
Diversas espécies de insetos e níveis de inclusão já foram avaliadas em dietas para cães e gatos, com foco em palatabilidade, digestibilidade e saúde. Reilly et al. (2022) testaram a inclusão de 4% de barata de Madagascar, barata cinérea e tenébrio gigante em alimentos extrusados para gatos. Lisenko (2017) avaliou até 15% de farinhas de insetos em dietas para gatos adultos e não encontrou diferenças significativas na digestibilidade aparente da matéria seca, matéria orgânica, proteína bruta, extrato etéreo e energia metabolizável, exceto para matéria mineral. Também foram observadas alterações nos níveis fecais de valerato e 4-metilfenol, sem impacto no pH ou na microbiota intestinal. A estabilidade dos parâmetros sanguíneos reforça que a inclusão de até 15% é segura para gatos adultos. 

Em cães, Areerat et al. (2021) testaram até 20% de grilo doméstico e 14% de pupa de bicho-da-seda em dietas extrusadas, concluindo que ambas as inclusões são seguras. Freel et al. (2021) avaliou 20% de farinha desengordurada e 5% de óleo de larva de BSF, enquanto Penazzi et al. (2021) testaram 36,5% de farinha desengordurada de BSF em comparação a dieta com carne de cervídeo, sem diferenças significativas entre os grupos. Os estudos analisaram consumo, digestibilidade, escore fecal, hemograma e perfil bioquímico, sem alterações relevantes, indicando segurança das concentrações testadas. 

Kara et al. (2025) também observaram redução no teor de matéria mineral com a inclusão de farinha de insetos, o que pode ser útil em formulações com menor densidade mineral. Esse achado é consistente com Seo et al. (2021), que registraram menor teor de fósforo em dietas com farinha de BSF e aveia fermentada, em comparação àquelas com arroz e farinha de aves.   BENEFÍCIOS FUNCIONAIS E TECNOLÓGICOS DA INCLUSÃO DE INSETOS
Diversos estudos investigaram os efeitos do uso de farinhas de insetos em parâmetros hematológicos, microbiota intestinal e metabólitos fecais.

Do ponto de vista ambiental, proteínas de insetos exigem menos espaço, água e recursos, além de emitirem menos gases de efeito estufa comparadas a fontes proteicas convencionais. Por isso, seu uso pode estar associado a apelos de sustentabilidade, atraindo tutores dispostos a investir em alimentos com menor impacto ambiental.

Insetos também se destacam pelo teor de ácido láurico, um ácido graxo de cadeia média com ação antimicrobiana e imunomoduladora, eficaz contra patógenos como E. coli, Salmonella spp. e Clostridium perfringens (Skřivanová et al., 2006).

A microbiota intestinal de cães saudáveis é composta principalmente por Bacteroidetes, Fusobacteria, Firmicutes e Proteobacteria. Nos gatos, predominam Actinobacteriota, Bacteroidota, Campilobacterota, Desulfobacterota, Firmicutes, Fusobacteriota e Proteobacteria (Jarett et al., 2019; Reilly et al., 2022). Desequilíbrios na composição microbiana estão associados a condições como obesidade, diarreia e doença inflamatória intestinal, reforçando o papel da modulação da microbiota na prevenção de doenças (Jarett et al., 2019).
Nesse contexto, a inclusão de insetos na dieta de cães e gatos tem demonstrado efeitos positivos na saúde intestinal, atribuídos à quitina, um polissacarídeo estrutural do exoesqueleto, com potencial prebiótico no intestino grosso (Cardoso, 2024).

A quitosana, derivada da quitina, mostrou benefícios em gatos nas doses de 500 e 2.000 mg/kg, com diminuição da diarreia, aumento da capacidade antioxidante e redução de marcadores inflamatórios. Também foram observados maiores níveis de ácidos graxos voláteis, como acetato e butirato, sugerindo maior atividade fermentativa microbiana e modulação benéfica da microbiota (Mo et al., 2023).   CONSIDERAÇÕES FINAIS
A utilização de insetos na formulação de alimentos para cães e gatos oferece vantagens nutricionais, funcionais e ambientais. Estudos indicam boa digestibilidade, efeitos positivos na microbiota intestinal e presença de compostos bioativos. Apesar do alto custo e da baixa disponibilidade limitarem seu uso em larga escala, os insetos surgem como uma alternativa promissora e sustentável frente aos desafios da produção de proteína animal.

  Por Caroline Deleffe, Murilo Marques e Erika Stasieniuk
Fonte: All Pet Food Magazine

Sobre o autor
Caroline Deleffe é Médica Veterinária, formada pela USP. Já atuou na área de regulamentação de alimentos, e também na área de treinamento e desenvolvimento de equipes veterinárias, com foco na indústria de alimentos para cães e gatos.
Contato: carolinedeleffe@gmail.com

Murilo Marques é Zootecnista, formado pela UFLA. Possui Mestrado em Nutrição Animal pela UFMG e atualmente é Doutorando pela mesma universidade. Possui experiência nas áreas de nutrição de cães, gatos e animais silvestres.
Contato: mrulomarques1406@gmail.com

Erika Stasieniuk é Zootecnista, Doutora em Nutrição e Alimentação de Cães e Gatos pela UFMG, sócia-fundadora da SFA Consultoria e atua como consultora técnica no desenvolvimento de alimentos e ingredientes para cães e gatos.
Contato: erika_stasieniuk@sfa-consultoria.com | Instagram: @erikastasieniuk
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AREERAT, Sathita et al. Possibility of using house cricket (Acheta domesticus) or mulberry silkworm (Bombyx mori) pupae meal to replace poultry meal in canine diets based on health and nutrient digestibility. Animals, v. 11, n. 9, p. 2680, 2021.
ASTUTI, Dewi Apri; KOMALASARI, Kokom. Feed and animal nutrition: insect as animal feed. In: IOP Conference Series. Earth and Environmental Science. IOP Publishing, 2020.
CARDOSO, Rayssa Kelly Nóbrega et al. Avaliação nutricional da farinha de larva da mosca soldado-negro em dietas extrusadas para cães e efeito na saúde intestinal. 2024.
FREEL, Tarra A.; MCCOMB, Alejandra; KOUTSOS, Elizabeth A. Digestibility and safety of dry black soldier fly larvae meal and black soldier fly larvae oil in dogs. Journal of Animal Science, v. 99, n. 3, p. skab047, 2021.
HOMSKA, Natalia et al. Dietary fish meal replacement with Hermetia illucens and Tenebrio molitor larval meals improves the growth performance and nutriphysiological status of ide (Leuciscus idus) juveniles. Animals, v. 12, n. 10, p. 1227, 2022.
JANSSEN, Renske H. et al. Nitrogen-to-protein conversion factors for three edible insects: Tenebrio molitor, Alphitobius diaperinus, and Hermetia illucens. Journal of agricultural and food chemistry, v. 65, n. 11, p. 2275-2278, 2017.
JAYANEGARA, Anuraga et al. Lowering Chitin Content of Cricket (Gryllus assimilis) Through Exoskeleton Removal and Chemical Extraction and its Utilization as a Ruminant Feed in vitro. Pakistan journal of Biological Sciences: PJBS, v. 20, n. 10, p. 523-529, 2017.
KĘPIŃSKA-PACELIK, Jagoda; BIEL, Wioletta. Microbiological hazards in dry dog chews and feeds. Animals, v. 11, n. 3, p. 631, 2021.
LISENKO, K. G. Valor nutricional de farinhas de insetos para cães e gatos. 2017. Tese (Doutorado em Zootecnia) – Universidade Federal de Lavras, Lavras.
MO, Ruixia et al. Chitosan enhances intestinal health in cats by altering the composition of gut microbiota and metabolites. Metabolites, v. 13, n. 4, p. 529, 2023.
PENAZZI, Livio et al. In vivo and in vitro digestibility of an extruded complete dog food containing black soldier fly (Hermetia illucens) larvae meal as protein source. Frontiers in Veterinary Science, v. 8, p. 653411, 2021.
REILLY, Lauren M. et al. Chemical composition of selected insect meals and their effect on apparent total tract digestibility, fecal metabolites, and microbiota of adult cats fed insect-based retorted diets. Journal of animal science, v. 100, n. 2, p. skac024, 2022.
SEO, Kangmin et al. Evaluation of fermented oat and black soldier fly larva as food ingredients in senior dog diets. Animals, v. 11, n. 12, p. 3509, 2021.
SKŘIVANOVÁ, Eva et al. Susceptibility of Escherichia coli, Salmonella sp and Clostridium perfringens to organic acids and monolaurin. Veterinární medicína, 2006.


 

A importância da palatabilidade em petiscos para criar vínculos entre pets e tutores
Palatabilizantes

10+ MIN

A importância da palatabilidade em petiscos para criar vínculos entre pets e tutores

Cada vez mais, os pets são vistos como verdadeiros membros da família. No Brasil, 92% dos tutores compartilham essa visão¹, enquanto na Irlanda do Norte, 90% também consideram seus animais de estimação parte do núcleo familiar².   Estamos vivendo uma transformação na forma como nos relacionamos com os pets. Os tutores adotam uma abordagem mais humanizada, alinhando os cuidados com seus animais aos próprios valores e estilo de vida.   Para 61% dos tutores de pets nos Estados Unidos, a felicidade e o bem-estar de seus animais são mais importantes do que os próprios³. Esse dado revela o quanto cães e gatos ocupam um lugar especial e essencial na vida das pessoas.   Com essa visão mais afetiva e consciente, é natural que os tutores apliquem aos pets os mesmos critérios que usam para si e para sua família, inclusive na hora de montar a rotina e escolher os alimentos.   As experiências se tornam ainda mais significativas quando compartilhadas com os companheiros de quatro patas: viagens, passeios e até datas comemorativas já contam com a presença especial dos pets.   Esses momentos fortalecem o vínculo entre humanos e animais, e os petiscos têm um papel importante nisso: 81% dos consumidores brasileiros acreditam que as guloseimas ajudam a estreitar a conexão com seus pets4.   Além disso, os tutores buscam alimentos que ofereçam benefícios à saúde e estejam disponíveis em diferentes formatos. 83% dos brasileiros concordam que é importante oferecer uma dieta variada aos pets4. Afinal, diferentes tipos, sabores e texturas estimulam os sentidos e tornam a hora da refeição mais prazerosa.   É nesse cenário que o mercado de nutrição pet encontra uma grande oportunidade: inovar no segmento de snacks e alimentação em múltiplos formatos, atendendo às necessidades dos pets e às emoções e expectativas dos tutores.   Neste artigo, vamos mostrar como os extratos de levedura podem ser grandes aliados da indústria pet food, contribuindo para o desenvolvimento de alimentos mais palatáveis, saudáveis e alinhados com os valores dos tutores, como conexão, bem-estar e sustentabilidade.   O PAPEL DOS EXTRATOS DE LEVEDURA NA PALATABILIDADE DE ALIMENTOS PARA PETS
  A palatabilidade de um alimento vai muito além do sabor. Ela é resultado da combinação de diversos fatores sensoriais que influenciam diretamente a aceitação do alimento pelos pets. E, assim como acontece com os humanos, o prazer em comer é essencial para garantir que os animais consumam a quantidade adequada de nutrientes e vitaminas de forma prazerosa.   Pensando nisso, o PalaUp da Biorigin foi desenvolvido para apoiar a indústria de alimentos para pets a direcionar o paladar para notas específicas, como por exemplo carne e frango assado, aproximando ainda mais os gostos do tutor e do seu pet. Além disso, a linha é caracterizada por ser clean label, sustentável, e por intensificar o sabor umami.   Os extratos de levedura presentes na linha podem ser aplicados diretamente na formulação ou como cobertura, em conjunto com palatabilizantes, em diversos tipos de alimentos para pets, desde alimentos secos extrusados até úmidos. Essa versatilidade permite que os extratos se combinem com diferentes ingredientes, criando experiências sensoriais únicas e agradáveis para os animais de estimação.   Leia nosso artigo completo sobre palatabilidade e descubra como o sabor influencia a nutrição e o bem-estar dos pets.   Quais são as oportunidades que o mercado de nutrição pet pode explorar ao unir snacks e a construção de vínculos afetivos entre tutores e seus animais de estimação?   TENDÊNCIAS QUE IMPULSIONAM A INOVAÇÃO EM PETISCOS PARA PETS
  Produtos indulgentes, como snacks e alimentos que promovem momentos de interação entre os tutores e seus animais de estimação, continuam ganhando popularidade. Nos Estados Unidos, 63% dos donos de cães afirmam oferecer petiscos diariamente³.   As empresas que produzem alimentos para pets podem fidelizar seus clientes ao oferecer maior variedade de sabores e ingredientes. Afinal, diferentes tipos, sabores e texturas de alimentos estimulam o apetite e os sentidos dos animais, tornando a hora da refeição mais agradável.   Além disso, esses petiscos desempenham um papel fundamental no cuidado com cães e gatos: auxiliam no treinamento, fortalecem o vínculo emocional com os tutores e contribuem para o consumo adequado de vitaminas e nutrientes. Entre os consumidores norte-americanos que compram petiscos para pets, 76% afirmam que esses produtos fortalecem o vínculo com seus animais de estimação³.   Essa tendência faz sentido, considerando que muitos tutores veem seus pets como membros da família e estão sempre em busca de promover o bem-estar e a felicidade de seus companheiros de quatro patas.   Com uma visão mais humanizada dos animais de estimação, é natural que os tutores apliquem critérios semelhantes aos utilizados na escolha de alimentos para si próprios. À medida que se tornam mais conscientes sobre como estilo de vida, dieta, exercícios e estímulos mentais afetam a saúde dos pets, tornam-se mais exigentes e seletivos em suas compras.   Por exemplo, 27% dos tutores tailandeses afirmam que a dieta de seus pets reflete suas próprias preferências alimentares³, e 51% concordam que alimentos totalmente naturais seriam uma opção mais saudável³.   O uso de ingredientes de origem natural, como o extrato de levedura, também é uma tendência crescente. Na China, 47% dos tutores priorizam alimentos 'totalmente naturais' ao recomprar alimentos secos ou úmidos².   Enquanto isso, nos Estados Unidos, 34% dos tutores que compram alimentos para gatos e 39% dos que compram para cães consideram os ingredientes naturais um fator importante na decisão de compra5.   Pensando no bem-estar dos pets, cresce também o interesse pelo enriquecimento ambiental. No Brasil, 50% dos tutores demonstram interesse por petiscos que entretenham seus animais4. A variedade de formatos de petiscos permite adaptar a experiência de recompensa às necessidades e preferências dos pets, tornando cada interação mais especial.   E podemos ir além: famílias com pets gostam de incluí-los em celebrações especiais, permitindo que participem de momentos importantes. Snacks inspirados em datas comemorativas, como ovos de Páscoa, panetones natalinos, bolos de aniversário, entre outros, ajudam os tutores a celebrarem essas ocasiões ao lado de seus animais.   Em resumo, há diversas tendências que o mercado de nutrição pet pode explorar para apoiar os tutores na missão de manter seus pets entretidos, ativos e bem-comportados, oferecendo mais tempo de qualidade e nutrição adequada. Mas tudo isso sem esquecer do apelo à palatabilidade: para 43% dos tutores norte-americanos de gatos e 38% dos de cães, o sabor preferido do pet é o fator mais importante na hora da compra5.   Por fim, há ainda outro fator essencial que a indústria de alimentos para pets deve considerar ao desenvolver snacks para cães e gatos: a saúde.   SABORES QUE CONECTAM: A INFLUÊNCIA HUMANA NA ALIMENTAÇÃO ANIMAL
  A indulgência humana refere-se à busca por experiências prazerosas, como saborear um doce favorito ou preparar uma refeição especial. Afinal, os seres humanos estão constantemente em busca de estímulos sensoriais que proporcionem conforto e alegria. Com o crescente processo de humanização dos pets, essa mesma indulgência passou a ser estendida aos companheiros de quatro patas.   É comum vermos cães e gatos observando atentamente o prato de seus tutores, quase como se pedissem para compartilhar aquele momento. Nesse contexto, os alimentos úmidos ganham destaque pela praticidade e pela capacidade de oferecer uma experiência indulgente. Produtos como petisco cremoso, embutidos, toppers líquidos (molhos para alimentos secos) e outros mimos úmidos são exemplos claros dessa humanização. Eles não são apenas alimentos, mas gestos de carinho e momentos de conexão e prazer compartilhado.   Não é por acaso que essa conexão emocional entre humanos e pets tem impulsionado uma verdadeira revolução no mercado de pet food, com lançamentos cada vez mais próximos do universo da alimentação humana: sorvetes e macarrão para pets, comida natural, petiscos com formatos e sabores variados, alimentos gourmetizados e até mesmo produtos comemorativos, como os voltados para aniversários, Natal e outras datas especiais.   Cada vez mais, os tutores desejam compartilhar momentos com seus pets. Mas como fazer isso prezando pela segurança do melhor amigo?   A origem dos ingredientes é um fator relevante. Para os tutores brasileiros, 91% concordam que é importante que os produtos especifiquem claramente os ingredientes utilizados⁴, e 49% têm receio de que ingredientes desconhecidos possam prejudicar seus pets⁴.   A indulgência não pode vir à custa da nutrição. Manter os pets saudáveis é uma prioridade, e isso exige fórmulas que combinem ingredientes de qualidade com alta palatabilidade. Afinal, o alimento precisa agradar tanto ao paladar do pet quanto ao olhar e ao olfato do tutor, que busca opções saudáveis, saborosas e visualmente atrativas.   É nesse cenário que a Biorigin se destaca com o PalaUp, um ingrediente food-grade, ou seja, produzido com o mesmo nível de exigência e qualidade dos ingredientes utilizados na alimentação humana, desenvolvido com a mesma tecnologia utilizada pela indústria de alimentos humanos.   O PalaUp é mais do que um ingrediente: é uma solução estratégica para elevar a percepção sensorial dos alimentos pet, conferindo sabor, aroma e apelo visual que encantam os humanos e pets mais exigentes.   Com expertise consolidada na produção de extratos de levedura de origem natural para o mercado alimentício, a Biorigin aplica esse conhecimento para criar experiências únicas também no universo pet. O uso dos extratos da linha PalaUp permite que as marcas desenvolvam produtos indulgentes sem abrir mão da saudabilidade, atendendo à crescente demanda por alimentos que sejam, ao mesmo tempo, nutritivos e prazerosos.   A indulgência é uma ponte entre o emocional e o funcional, entre o prazer e o cuidado. E com soluções como o PalaUp, o mercado de pet food tem tudo para continuar encantando tutores e seus melhores amigos, permitindo que tutores compartilhem cada vez mais momentos com seus cães e gatos.   BIORIGIN: INGREDIENTES DE ORIGEM NATURAL QUE POTENCIALIZAM A PALATABILIDADE
  Os produtos da linha PalaUp intensificam o sabor umami e proporcionam notas específicas, como carne e frango assado, aproximando o paladar dos tutores ao dos pets. Com fonte natural de ácido glutâmico, esses ingredientes melhoram o sabor geral dos alimentos para animais de estimação, criando um perfil sensorial irresistível que os pets adoram e merecem.   'Na interseção entre ciência e afeto, oferecemos extratos de levedura naturais — amplamente utilizados na indústria alimentícia — como soluções estratégicas para formulações de petiscos. A linha PalaUp, com elevado teor de ácido glutâmico livre, intensifica o sabor umami e atua como direcionadora de sabor, agregando valor sensorial e funcional às formulações que acompanham a evolução da relação entre humanos e seus pets. Além disso, contribui para a diversificação do portfólio, oferecendo notas específicas de sabor que enriquecem a experiência dos nossos companheiros de quatro patas', afirma Thaila Cristina Putarov, Gerente Global de Nutrição e Saúde Animal na Biorigin.   Há mais de 20 anos, a Biorigin desenvolve ingredientes de origem natural para atender às demandas do mercado de nutrição pet, oferecendo soluções que contribuem para a saúde intestinal, o fortalecimento da imunidade e a atratividade dos alimentos.   Para saber mais sobre as nossas soluções à base de leveduras e extratos de levedura, acesse o nosso site. Fontes: Biorigin
  Referências
¹ Mintel – Patent insights: revolutionise the future of pet food (2024) 
² Mintel – A year of innovation in pet food, 2025 
³ Mintel – A year of innovation in pet food and products, 2024 
4 Mintel – Pet Food – Brazil – 2025 
5 Mintel – Pet Food – US – 2024 

Inovação baseada em dados para consistência robusta de produtos
Palatabilizantes

4+ MIN

Inovação baseada em dados para consistência robusta de produtos

Palatantes são intensificadores de sabor usados ​​em alimentos para animais de estimação para melhorar sua palatabilidade e aumentar a aceitação dos animais de estimação. O desenvolvimento de um palatante eficaz envolve uma abordagem sistemática para selecionar a melhor combinação de ingredientes que proporcionem o aroma e o sabor ideais para cães e gatos. No entanto, alguns ingredientes possuem uma variabilidade natural inerente que deve ser gerenciada para garantir a robustez e consistência dos palatantes.
  Para resolver isto, pode ser implementada uma abordagem inovadora baseada em dados, utilizando diversas técnicas analíticas. A caracterização química de matérias-primas – com foco em parâmetros como proteínas, cinzas, gorduras, umidade, aminoácidos e aminas biogênicas – é essencial para monitorar a variabilidade entre diferentes tipos e fornecedores dessas matérias-primas.
  Garantir robustez e consistência envolve várias etapas importantes:
  Análise abrangente de ingredientes: A análise regular de matérias-primas quanto à sua composição química ajuda a identificar e controlar a variabilidade. Esta análise inclui a medição dos níveis de proteínas, gorduras, umidade e outros componentes críticos.
  Modelagem Preditiva: A utilização de técnicas avançadas de modelagem preditiva pode classificar impressões digitais químicas de matérias-primas com rapidez e precisão. Esses modelos auxiliam na antecipação e compensação de variações, mantendo uma qualidade consistente no produto final.
  Avaliação de fornecedores: Avaliar continuamente os fornecedores com base nos perfis químicos de seus materiais garante que apenas as matérias-primas mais consistentes e de alta qualidade sejam utilizadas.
  Protocolos de controle de qualidade: A implementação de protocolos de controle de qualidade rigorosos em vários estágios de produção ajuda a detectar e solucionar desvios dos perfis químicos desejados.
  Ao integrar essas estratégias, o desenvolvimento de palatantes pode alcançar maior robustez e consistência, levando a melhor desempenho do produto e maior satisfação dos animais de estimação.   TÉCNICAS ANALÍTICAS BASEADAS EM DADOS   Essas técnicas envolvem o aproveitamento de métodos de análise de dados para informar a tomada de decisões.     MODELAGEM PREDITIVA PARA CONSISTÊNCIA   A integração de dados de impressões digitais com técnicas avançadas de modelagem preditiva permite a classificação e comparação de matérias-primas. Algoritmos de aprendizado de máquina podem ser treinados nas impressões digitais químicas para prever a qualidade e a consistência dessas amostras, garantindo que as variações sejam detectadas e gerenciadas de forma eficaz.     ESTRATÉGIA DE IMPLEMENTAÇÃO   Esta etapa é importante para desenvolver estratégias viáveis ​​para otimizar processos e resultados.   CONCLUSÃO   Uma abordagem baseada em dados para gerenciar a variabilidade de matérias-primas naturais em palatantes e alimentos para animais de estimação pode melhorar significativamente a consistência e robustez do produto. Ao aproveitar técnicas avançadas como caracterização química, análise de impressões digitais e modelagem preditiva, garantimos que nossos produtos atendam aos mais altos padrões de qualidade e palatabilidade para animais de estimação.
  Esta estratégia inovadora não só mantém a consistência, mas também impulsiona a melhoria contínua nas nossas ofertas de produtos. Ao analisar de forma abrangente as matérias-primas, classificar rapidamente as impressões digitais químicas e implementar modelos preditivos, podemos antecipar e mitigar variações, resultando em um produto mais confiável.
  Além disso, a avaliação contínua dos fornecedores e os rigorosos protocolos de controle de qualidade garantem que apenas os melhores ingredientes sejam utilizados, reforçando ainda mais a robustez dos nossos palatantes. Esta abordagem holística não apenas atende aos padrões de qualidade atuais, mas também estabelece uma base para o aprimoramento e a inovação contínuos em intensificadores de sabor de alimentos para animais de estimação.
  Para obter mais informações, entre em contato com a equipe de insights técnicos do cliente da AFB visitando afbinternational.com/contact ou com seu representante de conta da AFB.
  Fonte: AFB International

Revestimento de palatabilidade com secagem retardada: afeta a taxa de recuperação do palatabilidade e a palatabilidade?
Palatabilizantes

4+ MIN

Revestimento de palatabilidade com secagem retardada: afeta a taxa de recuperação do palatabilidade e a palatabilidade?

Na fabricação de alimentos secos para animais de estimação, a sequência padrão de aplicação de palatantes normalmente segue três etapas: (i) pulverização de gordura, (ii) pulverização de palatante líquido, (iii) aplicação de palatante seco. A maioria das gorduras precisa ser aquecida (30-40 °C) para permanecer líquida. Após a aplicação da gordura, os palatantes geralmente são aplicados em camadas, como ilustrado na Figura XNUMX. Figura 1.
  Entretanto, em certas situações, como quando o palatante seco é aplicado em um local diferente, pode ser necessário revestir rações pré-revestidas com gordura com palatantes secos em um estágio posterior.
  Este estudo investiga duas questões principais:
  A aplicação de palatante seco em rações pré-revestidas com gordura em temperatura ambiente reduz a eficiência de adesão do palatante? Essa aplicação tardia afeta a palatabilidade?

  Figura 1: Representação simplificada da aplicação de palatabilizantes em alimentos secos para animais de estimação.   DESIGN EXPERIMENTAL   Três condições de revestimento foram testadas:
  Aplicação direta de palatante seco: 3% de gordura foi pulverizada sobre rações pré-revestidas com 3% de gordura. As rações pré-revestidas com 3% de gordura foram produzidas de forma padrão, com a gordura sendo pulverizada sobre rações secas e quentes que saíam do secador. Houve um intervalo de três semanas entre as duas aplicações de gordura, sendo esta última seguida por uma aplicação imediata de palatante seco.
  Aplicação tardia de palatante seco nº 1 (atraso de 3 semanas): 6% de gordura foi pulverizada sobre rações não revestidas. Após três semanas de armazenamento, o palatante seco foi aplicado.
  Aplicação tardia de palatante seco nº 2 (atraso de 3 meses): Igual à Condição 2, mas com um período de armazenamento de três meses antes da aplicação do palatante seco.
  Cada condição foi testada em rações para cães e gatos, usando níveis de aplicação de palatante seco de 1.5% e 2.0%.
  A mesma gordura de aves (aplicada a 35 °C) foi usada em todas as condições.   Medidas Taxa de recuperação (RR): utilizando traçadores analíticos, foi calculada a porcentagem real de palatante seco recuperado nas rações.
  Teste de palatabilidade:
- realizado em canis de cães e gatos da AFB com 30 animais durante dois dias;
- Os testes versus foram analisados ​​usando testes t pareados para amostras dependentes.
  Teor de umidade: controlado para garantir que não influenciasse os resultados de palatabilidade (gato: 5.8% ± 0.1, cão: 7.0% ± 0.1).
  Teor de gordura bruta: verificado quanto à uniformidade do revestimento (gato: 11.9% ± 0.3, cão: 10.4% ± 0.3).   RESULTADOS   Taxa de recuperação de palatante seco Figura 2 ilustra o RR do palatante seco para cada condição. Descoberta principal: o RR permaneceu consistente em todas as condições, indicando que neste nível de gordura (6%) o palato estava seco.   Figura 2: Taxa de recuperação de palatante seco sob diferentes condições de revestimento. Taxa de recuperação de palatante seco sob diferentes condições de revestimento.   Resultados de palatabilidade tabela 1 resume os resultados dos testes versus. Principais observações:
- os testes não mostraram diferença estatisticamente significativa na palatabilidade.
- um caso mostrou uma preferência significativa: ração para gatos com 1.5% de palatante seco, aplicada após 3 semanas.
  Tabela 1: Resultados do teste de palatabilidade para revestimento palatante seco diferencial (versus teste, n = 30 animais).   CONCLUSÃO   Retardar a aplicação do palatante seco não reduz a eficiência da adesão. A palatabilidade permanece inalterada, exceto em um caso específico.
  Essas descobertas indicam que a aplicação do palatante seco pode ser adiada por dias, semanas ou até meses após o revestimento de gordura, sem comprometer o desempenho do produto ou a adesão do palatante seco.
  Essa flexibilidade pode ser particularmente útil quando: aplicação de palatabilizantes secos em uma linha de revestimento separada (por exemplo, líquidos em uma revestidora de lote, pós em uma revestidora contínua). fabricação de duas dietas que diferem apenas na etapa de revestimento. realização de testes em instalações da AFB usando condições de aplicação e gordura específicas do cliente.
  Nota de precaução: Esses resultados baseiam-se em um conjunto limitado de condições (um tipo de gordura, um tipo de ração, uma dosagem de gordura...) e não devem ser considerados universalmente representativos. Seu objetivo é fornecer insights e não evidências conclusivas.
  Para saber mais sobre este tópico ou para falar com nossos especialistas em ciência e tecnologia, entre em contato com seu representante de vendas da AFB ou visite afbinternational.com/contact.

  Fonte: AFB International

Cores naturais em alimentos super premium: um sinal de qualidade e compromisso com a saúde dos pets
Corantes
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2+ MIN

Cores naturais em alimentos super premium: um sinal de qualidade e compromisso com a saúde dos pets

Por que é importante evitar os corantes artificiais?   O uso de corantes em alimentos para pets tem sido tradicionalmente associado a produtos de baixo custo que buscam simular variedade ou melhorar o apelo visual para os humanos - e não para os animais, que têm uma percepção de cores muito diferente e não são influenciados por esses detalhes estéticos.
  No entanto, diversos estudos alertam que alguns corantes podem causar reações adversas, como alergias, irritações gastrointestinais ou intolerâncias. Além disso, a presença desses aditivos pode mascarar ingredientes de baixa qualidade ou processos de fabricação inadequados.   Cores naturais: transparência e qualidade   Os alimentos super premium se destacam pelo compromisso com a saúde e a transparência. Optar por manter as cores naturais das matérias-primas - como proteínas frescas, vegetais e cereais selecionados - transmite confiança, pureza e respeito pela nutrição animal.
  Esses alimentos não precisam de 'maquiagem': sua qualidade é percebida desde a fórmula até a apresentação final, sem truques visuais.   O Papel da Indústria e da Tecnologia   Na Clivio Solutions, acompanhamos as empresas do setor de pet food na América Latina que apostam na inovação, na sustentabilidade e na melhoria contínua. Trabalhamos com tecnologias que preservam os atributos naturais do alimento sem a necessidade de aditivos artificiais, otimizando processos e garantindo qualidade desde a recepção dos ingredientes até a embalagem final.
  Promover o uso de matérias-primas nobres, técnicas de extrusão controladas e soluções de pós-processo eficientes faz parte do compromisso que assumimos com nossos parceiros.   Conclusão   Em um mundo onde os consumidores estão cada vez mais informados e comprometidos com o bem-estar dos seus pets, manter as cores naturais nos alimentos super premium não é apenas uma escolha estética - é uma declaração de princípios. É escolher a saúde, a transparência e a qualidade em vez do artifício. Na Clivio Solutions, seguimos trabalhando ao lado de nossos clientes para que essa visão se torne realidade em cada produto que chega ao prato de um pet.

  Fonte: Clivio Solutions

INGREDIENTES E TENDÊNCIAS PARA O SETOR DE ALIMENTOS PARA ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO EM 2025
A base de insetos

7+ MIN

INGREDIENTES E TENDÊNCIAS PARA O SETOR DE ALIMENTOS PARA ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO EM 2025

Por Josiane Volpato

Reflexo do crescimento populacional desses animais e da humanização que fazem com que os consumidores pesquisem sobre o que vai na comida de seus animais de estimação e os tornam cada vez mais exigentes quanto à qualidade dos produtos. Com isso, o setor de alimentos para cães e gatos, está em constante transformação, impulsionado por tendências globais e mudanças de hábitos que influenciam no comportamento do consumidor.
  Assim, o mercado Pet Food tende a caminhar baseados nos resultados de procura por produtos dentro do próprio mercado, através de avanços tecnológicos e pela busca constante por inovação e transformações graduais no comportamento dos consumidores. Para 2025, a expectativa está voltada na sustentabilidade, não somente em relação ao alimento em si, como também em embalagens biodegradáveis e renováveis, com isso, um crescimento de alimentos formulados com proteínas de insetos e alimentos embalados em embalagens ecológicas tende aumentar. Mas será que essa tendência do uso de insetos em alimentos para animais de estimação é apenas uma tendência emergente ou uma tendência duradoura? 
  Conforme informações da ONU, a população global está crescendo de modo que, até 2050, estima-se uma população de aproximadamente 9 bilhões de pessoas, com isso, novas estratégias para atender à crescente necessidade global de proteína para os animais de estimação estão sendo implementadas, como as fontes de proteínas de insetos que visa reduzir a competitividade de proteínas com a alimentação humana. Assim, com a boa aceitabilidade pelos cães e gatos de alimentos formulados com proteínas de insetos, acredita-se que a busca por essas proteínas tende a aumentar fazendo com que a criação de insetos seja um caminho longo e duradouro, até mesmo por ser uma fonte de proteína sustentável devido ao modelo de criação dos insetos e ao baixo uso de recursos hídricos.
  Aliado a isso vem a importância da reciclagem, do aproveitamento de nutrientes e a luta em atender as necessidades de proteínas da população, que faz da farinha de vísceras de aves um ingrediente muito utilizado nas formulações de alimentos para cães e gatos como principal fonte proteica, justamente por ser um ingrediente rico em proteínas, minerais, ácidos graxos essenciais e ainda por ser sustentável devido o aproveitamento das partes não comestíveis que seriam descartadas no meio ambiente. 
  Com isso, os fabricantes de farinha de vísceras de aves buscam constantemente melhorar a qualidade dessas farinhas para atender as exigências nutricionais das empresas fabricantes de alimentos para animais de estimação, e a hidrólise enzimática é uma alternativa que vem sendo muito utilizada, pois quebra a proteína em tri, di e peptídeos, os quais melhoram a absorção e o aproveitamento dessas moléculas pelo organismo do animal.
  Assim, para 2025 a expectativa é que a quantidade de alimentos fabricados utilizando farinhas de vísceras de aves hidrolisada enzimaticamente aumente, visando os vários benefícios que os peptídeos dessas farinhas fornecem à saúde dos animais que por possuírem baixo peso molecular são facilmente absorvidos e aproveitados pelo organismo. Essa disponibilidade dos peptídeos bioativos favorece o sistema imunológico que confere várias funcionalidades como: atividade antioxidante, antimicrobiana, anti-inflamatória, dentre outras, como a mais reconhecida que é a característica de ser hipoalergênica. 
  Devido a essas características, a farinha de vísceras hidrolisada com o uso de enzimas possuem peptídeos com atividades bioativas fazendo com que esse produto seja um dos principais ingredientes a ser escolhido para alimentos coadjuvantes utilizadas em dietas clínicas, atuando no tratamento dos animais com distúrbios gastrointestinais ou com hipersensibilidade e intolerância alimentar, assim, sua utilização tende a aumentar ainda mais, fazendo com que as proteínas hidrolisadas juntamente com a farinha de insetos sejam uma das alternativas mais promissoras do mercado para alimentos pet em 2025.
  Com uma visão voltada a sustentabilidade, além do uso das proteínas de insetos que contribuiu para uma formulação sustentável, se o alimento não for empacotado em embalagem que prioriza minimizar o impacto ambiental não faz sentido. Assim, muitas empresas estão escolhendo embalagens fabricadas com materiais sustentáveis e processos de produção menos poluentes, que se decompõem naturalmente no ambiente, reduzindo a quantidade de lixo plástico por serem feitas de materiais orgânicos, como papel reciclado ou bioplásticos, que não prejudicam o ecossistema do planeta ao serem descartados, mostrando comprometimento com a sustentabilidade e conscientização ambiental.
  Outra expectativa para o setor Pet Food em 2025 é o aumento no consumo de suplementos para animais de estimação que inclui vitaminas para cães e gatos, óleo de peixe e os probióticos, principalmente os petiscos probióticos que podem ajudar os animais de estimação que sofrem de problemas digestivos e alergias alimentares. Assim, devido a maior proximidade dos animais de estimação com seus donos que querem ver seus bichinhos bonitos e saudáveis, há um aumento na procura pelos diversos suplementos existentes no mercado com benefícios relacionados a saúde da pele, do pelo, ansiedade e envelhecimento. De acordo com a pesquisa da Packaged Facts dos Estados Unidos mostrou que os suplementos para mobilidade/quadril e articulações são os tipos de suplemento mais comprados, revelando que a saúde e bem-estar dos animais de estimação são  prioridades para seus donos.
  As Startups que avaliam a qualidade dos alimentos para cães e gatos em home office vem como tendência para 2025, pois como as empresas necessitam avaliar seus produtos com testes de aceitabilidade, palatabilidade e digestibilidade, e sabendo que nem todas as empresas conseguem testar a palatabilidade e digestibilidade de seus produtos em canis e gatis de pesquisa, as Startups utilizam protocolos validados cientificamente com o qual os alimentos para cães e gatos podem ser testados de forma confiável em casa, sendo possível fornecer aos fabricantes informações importantes sobre o desempenho de seus produtos na prática, visto que os animais utilizados geralmente são de diferentes raças, idades e sexos e, portanto, proporcionam uma imagem representativa da população variada de cães e gatos para avaliação do alimento teste.
  Aliado tudo isso, vem o desafio da indústria pet para 2025 de incluir as práticas sustentáveis e manter a qualidade dos alimentos produzidos com custo competitivo para que possam garantir uma vantagem significativa, pois os consumidores estão cada vez mais conscientes do impacto ambiental dos produtos que oferecem aos seus animais de estimação e buscam por marcas que compartilhem de seus valores, afinal, como essas tendências adequam o mercado de alimentos pet quem realmente tende a ganhar são os cães e gatos, que assim seja.
  Por Josiane Volpato, Ingrid Caroline da Silva e Isabela Bogo
Fonte: All Pet Food Magazine

Referencias
Bassi Scarpim, L., de Ramos, E.C., Graziele Pacheco, L., Goloni, C., de Souza Theodoro, S., de Souza Ávida de Castro, T., Carciofi, A.C., 2024. Hydrolysed poultry byproduct meal in extruded diets for cats. Arch. Anim. Nutr. 78, 45–59. https://doi.org/10.1080/1745039X.2024.2312700
Perez-Velazquez, M., Millanes-Mora, M.A., González-Félix, M.L., 2024. Avaliação da hidrólise de farinha de larvas de mosca soldado negra parcialmente desengordurada em dietas para tilápia do Nilo Oreochromis niloticus. Anim. Feed Sci. Technol. 307, 115831. https://doi.org/10.1016/j.anifeedsci.2023.115831
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Pet Supplements in the US, 10th Edition Report [WWW Document], n.d. . Free. Group. URL https://www.freedoniagroup.com/packaged-facts/pet-supplements-in-the-us (accessed 12.11.24).
UN/DESA Policy Brief #102: Population, food security, nutrition and sustainable development | Department of Economic and Social Affairs [WWW Document], n.d. URL https://www.un.org/development/desa/dpad/publication/un-desa-policy-brief-102-population-food-security-nutrition-and-sustainable-development/ (accessed 12.11.24).
Zóia Miltenburg, T., Uana da Silva, M., Bosch, G., Vasconcellos, R.S., 2021. Effects of enzymatically hydrolysed poultry byproduct meal in extruded diets on serum angiotensin-converting enzyme activity and aldosterone in cats. Arch. Anim. Nutr. 75, 64–77. https://doi.org/10.1080/1745039X.2020.1849899

Biocolina vegetal: Uma alternativa ao uso de cloreto de colina em alimentos para cães e gatos
Aditivos funcionais

6+ MIN

Biocolina vegetal: Uma alternativa ao uso de cloreto de colina em alimentos para cães e gatos

Por Erika Stasieniuk

Conhecida como vitamina B4, a colina é encontrada em praticamente todos os ingredientes utilizados na formulação de alimentos para cães e gatos, com maior disponibilidade nos produtos de origem animal, principalmente na farinha de vísceras de aves.

A classificação da colina como vitamina do complexo B é controversa, pois ela não participa do metabolismo como coenzima e é exigida em quantidades superiores às outras vitaminas do complexo B (Bertechini, 2013). Além disso, ao contrário das outras vitaminas do complexo B, a colina pode ser sintetizada no fígado pelos animais a partir do aminoácido serina, na presença de ácido fólico e vitamina B6, conforme destacado por Reis et al. (2012).

Considerando suas funções orgânicas, a colina não parece se encaixar perfeitamente na definição de vitamina, sugerindo que talvez ela deva ser considerada uma amina essencial (Bertechini, 2013).

A recomendação nutricional de colina para cães varia de 1.640 a 1.890g/1.000g de matéria seca de alimento. Enquanto para os gatos, a recomendação varia entre 2.400 e 3.200g/1.000g de matéria seca de alimento. Esses valores dependem da fase de vida e das necessidades energéticas de manutenção do animal, conforme FEDIAF (2021).

Essas recomendações geralmente são parcialmente atendidas pelos ingredientes utilizados na formulação dos alimentos. No entanto, dependendo da quantidade de ingredientes de origem animal, ainda pode ser necessário suplementar com cloreto de colina. Este sal composto é produzido por síntese química e amplamente utilizado na indústria de alimentos para animais.

De acordo com Leeson e Summers (2001), Combs Jr. (2008) e Rutz (2008), a forma em pó do cloreto de colina é altamente higroscópica e pode acelerar a degradação de outras vitaminas quando em contato com estas. Por outro lado, a forma líquida do cloreto de colina é altamente corrosiva, exigindo equipamentos especiais para manuseio e armazenamento (Mcdowell, 2000). Essas características tornam o manuseio do cloreto de colina na fábrica de alimentos ou premix desafiador, podendo comprometer sua pré-mistura com outros microingredientes e resultar na perda de vitaminas (Mallo e Paolella, 2017).

A colina é naturalmente encontrada nos alimentos, principalmente na forma de fosfatidilcolina. Essa substância é composta por dois ácidos graxos esterificados e a própria colina. Segundo Leeson & Summers (2001), Combs Jr (2008) e Rutz (2008), menos de 10% da colina presente nos alimentos é encontrada na forma livre ou como esfingomielina, que são análogos da fosfatidilcolina contendo esfingosina em vez de ácido graxo.

Além disso, a colina também está presente em plantas na forma de fosfatidilcolina, colina livre e esfingomielina. Atualmente, existem produtos naturais derivados de plantas selecionadas que possuem alto teor de colina na forma esterificada, oferecendo alta biodisponibilidade, o que pode ser uma importante alternativa ao uso de cloreto de colina sintético. 

Uma dessas fontes alternativas de colina, chamada de biocolina vegetal, são provenientes de extrato vegetais de plantas como Trachyspermum ammi, Citrullus colocynthis, Achyranthes aspera, Azadirachta indica, Acacia nilótica, Silybum marianum, Andrographis paniculata e Ocimum sanctum. Vale ressaltar que a composição das biocolinas vegetais comerciais disponíveis no mercado podem variar entre os seus fornecedores.

O fato de a biocolina vegetal apresentar baixa higroscopicidade é positivo, pois isso leva a menores perdas de vitaminas hidrossolúveis quando adicionada ao premix, comparado ao cloreto de colina. Isso se deve à diminuição do teor de água livre na mistura, resultando em um menor potencial reativo. Além disso, o excesso de água pode ocasionar problemas operacionais nas fábricas de alimentos para cães e gatos.

Embora haja poucos estudos em animais de companhia, a biocolina vegetal tem sido utilizada com sucesso em frangos de corte e galinhas poedeiras, demonstrando resultados favoráveis na conversão alimentar, produção e peso dos ovos (Chen, 2007; Calderano, 2015).

Em um estudo conduzido por Mallo e Paolella (2017) com 40 cães da raça beagle, foram avaliadas três dietas: uma com inclusão da fonte herbal de colina, outra com cloreto de colina e a terceira como controle negativo. Os resultados mostraram que não houve diferenças significativas na preferência dos cães pelas dietas, na qualidade e quantidade de fezes, nem no perfil proteico sanguíneo. No entanto, foi observada uma diminuição nos valores de triglicerídeos e HDL nas dietas com suplementação de colina em comparação ao controle negativo.

Já Mendoza-Martínez et al. (2022) realizaram um estudo com os seguintes tratamentos: dieta não suplementada (377 mg colina/kg), cloreto de colina (3.850 mg/kg equivalente a 2.000 mg de colina/kg de dieta), e biocolina vegetal ((200, 400 e 800 mg/kg) por 60 dias. Os resultados indicaram que a resposta foi semelhante com as duas fontes de colina, mas a biocolina vegetal demonstrou propriedades adicionais, como prevenção de doenças cardiovasculares e metabólicas, prevenção do câncer, resposta inflamatória e imune, além de influenciar o comportamento e processos cognitivos em cães.

Nascimento et al. (2022) concluíram que a biocolina vegetal avaliada pode substituir o cloreto de colina na nutrição de cães, pois não prejudicou o metabolismo lipídico e outras funções do organismo. Pelo contrário, observou-se melhora em algumas funções, especialmente pela redução significativa nas enzimas hepáticas, colesterol total e triglicerídeos.
  Por Erika Stasieniuk e Ludmila Barbi
  Erika Stasieniuk é Zootecnista e Doutora em Nutrição e Alimentação de cães e gatos pela UFMG. É sócia fundadora da SFA Consultoria que tem como objetivo ajudar as empresas de alimentos e ingredientes para cães e gatos a desenvolverem seus produtos e fabricarem um alimento seguro e de qualidade. Contato: erika_stasieniuk@sfa-consultoria.com

Ludmila Barbi T Bomcompagni é Médica Veterinária e Mestre em Nutrição e Alimentação de cães e gatos pela UFMG. É consultora nutricional pet food e atua como executiva de desenvolvimento de negócios na Celta Brasil, empresa especialista em aditivos adsorventes para o mercado de nutrição animal. Contato: ludmila.barbi@celtabrasil.com.br
  REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Bertechini, A.G. Nutrição de Monogástricos – Lavras :Editora UFLA/FAEPE, p. 450, 2004.
Bertechini, A.G. Nutrição de monogástricos. Lavras: Ed. UFLA, 369p, 2013.
Calderano, A. A.; Nunes, R. V.; Rodrigueiro, R. J. B.; César, R. A. Replacement of choline chloride by a vegetal source of choline in diets for broilers. Ciência animal brasileira, v.16, n.1, p. 37-44, 2015.
Combs Jr. G.F. The Vitamins: Fundamental Aspects in Nutrition and Health. 3th ed. Cornell University, Division of Nutritional Sciences, 583p, 2008.
FEDIAF. The European pet food industry. Disponível em: https://europeanpetfood.org/self-regulation/nutritional-guidelines/, 2021.
Leeson, S.; Summers, J. COMMERCIAL POULTRY NUTRITION. 4 ed. Guelph: University Books, 2001
Mallo, G.D.; Paolella, M. Fuente Herbal de Colina em nutrición canina. Congresso Argentino de Nutrição Animal, Buenos Aires, 2017.
Mcdowell, L.R. Vitamins in animal and human nutrition, 2nd edição, Academic Press, 2000.
Mendoza-Martínez, G.D.; Hernández-García, P.A.; Plata-Pérez, F.X.; Martínez-García, J.A.; Lizarazo-Chaparro, A.C.; Martínez-Cortes, I.; Campillo-Navarro, M.; Lee-Rangel, H.A.; De la Torre-Hernández, M.E.; Gloria-Trujillo, A. Influence of a Polyherbal Choline Source in Dogs: BodyWeight Changes, Blood Metabolites, and Gene Expression, Animals, 12, 1313, 2022.
Nascimento, R.C.D.; Souza, C.M.M.; Bastos, T.S.; Kaelle, G.C.B.; Oliveira, S.G. D.; Félix, A.P. Effects of an Herbal Source of Choline on Diet Digestibility and Palatability, Blood Lipid Profile, Liver Morphology, and Cardiac Function in Dogs. Animals, 12, 2658, 2022.
Rutz, F. Absorção de vitaminas. In: MACARI, M.; FURLAN, R.L.; GONZALES, E. Fisiologia aviária aplicada a frangos de corte. 2 ed. Jaboticabal: FUNEP/UNESP, p. 149-166, 2008.

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