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Estabilidade integral com ingredientes funcionais e valor real
Formulação

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Estabilidade integral com ingredientes funcionais e valor real

3A BIOTECH e o valor real: não se compra, se protege
O valor de uma matéria-prima não é definido apenas pela sua ficha técnica, mas pela sua capacidade de se manter estável ao longo do tempo. O alimento para animais de companhia é um sistema vivo, exposto a alterações químicas, mudanças sensoriais e riscos microbiológicos durante o processamento, o armazenamento e o transporte—e, por fim, quando a embalagem é aberta em casa. Ao longo desse percurso, a estabilidade determina se a formulação cumpre o que promete.
  Como evitar a perda de valor real diante da oxidação
Gorduras e óleos, farinhas e proteínas são pilares da energia metabolizável, da palatabilidade e do aporte de nutrientes essenciais. Ao mesmo tempo, são os componentes mais vulneráveis à degradação. A oxidação lipídica gera radicais livres e peróxidos que degradam vitaminas e outros compostos lipossolúveis, alteram o aroma e reduzem a biodisponibilidade real do alimento. Estes processos começam assim que a matéria-prima é exposta ao ar e continuam ao longo de toda a vida útil.

As consequências são diretas: queda do aporte energético real, perda de palatabilidade, formação de compostos secundários indesejáveis e menor estabilidade aromática. Na prática, o perfil lipídico que o animal consome pode deixar de corresponder ao declarado. Por isso, a estabilidade oxidativa é um parâmetro central do valor real: se um ingrediente oxida facilmente, o seu valor nutricional e funcional diminui muito antes de chegar ao consumidor.

Além disso, a oxidação não é apenas um problema sensorial. Certos compostos resultantes do ranço podem contribuir para desequilíbrios digestivos. Em pet food—onde a tolerância e o microbioma importam—proteger contra a oxidação é também proteger a experiência nutricional.
  3A BIOTECH e a segurança microbiológica: o outro pilar do valor real
À perda oxidativa soma-se a instabilidade microbiológica. Matérias-primas de origem animal e determinados cereais podem favorecer a proliferação de fungos e bactérias se não forem devidamente controlados. O desafio agrava-se com a possível presença de micotoxinas termoestáveis, capazes de sobreviver ao processamento e comprometer a segurança do produto final.

Mesmo cargas microbianas moderadas podem acelerar degradações e reduzir a vida útil de forma pouco visível. Por isso, a qualidade microbiológica é um componente crítico do valor real: condiciona a inocuidade, a estabilidade e o desempenho da formulação, além de influenciar a consistência entre lotes.    Para além do preço - eficiência tecnológica e valor funcional
Num mercado que historicamente competiu pelo custo, cada vez mais fabricantes compreendem que a diferença não está apenas no preço de compra, mas no valor funcional real: o que um ingrediente entrega, o que preserva e o que garante. A avaliação deixa de ser '€/tonelada' e passa a incluir estabilidade, digestibilidade, controlo de perdas, consistência sensorial e redução de incidências.

Esta evolução reflete um consumidor final mais exigente, que procura produtos premium, naturais e com benefícios concretos. E impulsiona a indústria a desenhar sistemas integrados que, além de proteger a matéria-prima, aportem funcionalidade tecnológica e biológica.   Ingredientes funcionais 3A BIOTECH: proteger, complementar, otimizar
Um ingrediente funcional—habitualmente natural, derivado de plantas, microrganismos ou extratos bioativos—aporta benefícios adicionais ao organismo ou à própria formulação. Em pet food, isso traduz-se em melhorias como suporte da saúde intestinal, reforço do sistema imunitário, estabilização oxidativa, modulação da microbiota, proteção celular contra o stress oxidativo e melhoria da digestibilidade.

No plano tecnológico, os ingredientes funcionais prolongam a estabilidade do alimento, preservam a integridade organoléptica e reduzem a degradação durante o armazenamento. Podem ainda ajudar a otimizar textura, estabilizar emulsões, minimizar reações indesejadas e sustentar a conservação—reduzindo variabilidade e suportando alegações nutricionais mais consistentes.
  Estabilidade integral com 3A BIOTECH: antioxidantes + conservantes, com design
Para preservar o valor real, a indústria depende de sistemas antioxidantes e conservantes cuidadosamente desenhados. Os antioxidantes atuam prevenindo a formação de radicais livres e protegendo a integridade lipídica. Em paralelo, conservantes à base de ácidos orgânicos ajudam a manter a carga microbiana sob controle, evitando deteriorações que reduziriam o valor nutricional inicial.

Quando estes sistemas são formulados com uma abordagem integral—sinergia, dosagem adequada e compatibilidade com o processo—deixam de ser 'aditivos' e tornam-se ingredientes funcionais: influenciam a estabilidade, a segurança e o desempenho global da fórmula.   3A BIOTECH em secos e úmidos: dois retos, o mesmo objetivo
Em alimentos secos, o risco de ranço aumenta quando farinhas suscetíveis à oxidação são combinadas com óleos aplicados como revestimento. O processamento e o tempo de armazenamento podem intensificar a degradação, afetando aroma, sabor e aceitação pelo animal.

Em alimentação úmida, embora o recobrimento com ceras possa minimizar o ressecamento—particularmente relevante em gatos devido ao padrão de consumo fracionado—continua a ser essencial estabilizar emulsões e controlar a degradação oxidativa e microbiológica. Aqui, a estabilidade física da emulsão é crucial para manter textura, aparência e palatabilidade: pequenas variações podem desencadear defeitos visíveis para o consumidor.   TOCOTYROSOL 3A BIOTECH: estabilidade + funcionalidade numa única solução
Uma combinação equilibrada de proteção antioxidante e suporte funcional está presente em formulações como a gama TOCOTYROSOL da 3A BIOTECH. Trata-se de uma solução desenvolvida com antioxidantes naturais—tocoferóis e extratos de alecrim, oliveira e chá verde—concebida para se integrar de forma eficiente em processos produtivos tanto de alimentos secos como úmidos.

A sua sinergia antioxidante contribui para preservar a estabilidade sensorial e nutricional desde a produção até o consumo, ajudando a manter a integridade do perfil lipídico, a palatabilidade e a consistência do produto. Além disso, incorpora uma vertente prebiótica que apoia a microbiota intestinal e a eficiência digestiva, alinhando-se com a crescente procura por formulações mais funcionais.

Do lado do fabricante, estas soluções geram valor na fase tecnológica (controle da oxidação, estabilidade, conservação e redução de variabilidade) e ajudam a sustentar o desempenho da formulação ao longo do tempo. Em outras palavras, permitem que o produto final cumpra a promessa da marca—lote após lote.   Conclusión: materia prima, valor real
A indústria pet food já não compete para ser a mais barata, mas para ser a mais eficiente, estável e funcional. Num setor em que cada ingrediente representa um investimento, garantir que a matéria-prima preserva o seu valor real é uma decisão estratégica: melhora a qualidade final, reduz incidências e reforça a confiança do consumidor.

Na 3A BIOTECH, ajudamos as marcas a proteger esse valor com soluções naturais baseadas em ingredientes funcionais e sistemas de estabilidade integral. Quer validar na sua própria linha? Solicite uma avaliação técnica ou um piloto com TOCOTYROSOL e confirme como uma proteção bem desenhada pode traduzir-se em maior estabilidade, melhor experiência de consumo e um produto mais consistente. Por 3A BIOTECH
Fonte: All Pet Food Magazine

Novo artigo científico demonstra que o plasma spray dried melhora a mobilidade em cães adultos
Outros microingredientes

2+ MIN

Novo artigo científico demonstra que o plasma spray dried melhora a mobilidade em cães adultos

Compreender como a nutrição influencia a mobilidade, a inflamação e biomarcadores associados às articulações continua sendo uma área de estudo importante na nutrição de animais de companhia. Um novo trabalho publicado no Journal of Animal Science, baseado em um estudo conduzido em parceria entre a APC e a China Agricultural University, avaliou a inclusão de plasma spray dried em dietas extrusadas para cães idosos com desafios de mobilidade.   Este trabalho faz parte de uma iniciativa mais ampla de pesquisa da APC que explora as conexões entre nutrição, saúde gastrointestinal, biomarcadores sistêmicos e longevidade em pets.   Mobilidade e saúde articular continuam sendo duas das áreas funcionais mais buscadas na nutrição pet. Neste estudo de 42 dias, cães idosos com desafios de mobilidade foram avaliados em múltiplos parâmetros, incluindo escore de claudicação, digestibilidade da dieta, além de biomarcadores sorológicos e no líquido sinovial associados à imunidade, capacidade antioxidante e saúde das articulações.   Foram observadas diferenças favoráveis ao plasma em vários parâmetros avaliados, incluindo mobilidade e biomarcadores selecionados.   Os principais achados favoráveis ao plasma foram:
  Mobilidade: melhora no escore de claudicação em comparação com dietas controle ao longo do período do estudo.
  Marcadores inflamatórios: mudanças favoráveis em biomarcadores relacionados a citocinas associados à imunidade.
  Biomarcadores relacionados às articulações: melhorias na atividade de metaloproteinases, enzimas que degradam componentes da cartilagem, e em outras medidas associadas à saúde articular avaliadas no sangue e no líquido sinovial, sugerindo melhor condição das articulações.
  Digestibilidade: a digestibilidade da proteína bruta foi melhorada, confirmando melhora no valor nutricional da dieta.   'Esses resultados se somam ao crescente número de pesquisas que mostram como as proteínas funcionais do plasma podem contribuir para a mobilidade, a saúde geral e a longevidade de cães adultos', afirmou Jerry Frankl, presidente e CEO da APC. 'Seguimos comprometidos em colaborar com instituições de pesquisa de referência e em desenvolver estratégias nutricionais baseadas em ciência que promovam o envelhecimento saudável e mais qualidade de vida para os pets.'   Para ler o estudo completo: https://academic.oup.com/jas/article/doi/10.1093/jas/skag043/8487757 Fonte: APC

Otimizando a palatabilidade ao longo das fases da vida: ligação entre a primeira escolha e a proporção de ingestão em cães e gatos
Palatabilizantes

4+ MIN

Otimizando a palatabilidade ao longo das fases da vida: ligação entre a primeira escolha e a proporção de ingestão em cães e gatos

Este estudo enfatiza a importância de desenvolver formulações de palatabilizantes que atendam às sensibilidades de paladar, às necessidades nutricionais e ao prazer dos pets em cada fase, apoiando assim a saúde e o bem-estar de gatos e cães. base em mais de 1.500 testes de palatabilidade em dois potes realizados para ambas as espécies, esta pesquisa forneceu um conjunto robusto de dados, fundamentado em condições reais com uma ampla população de cães e gatos em diferentes fases da vida.   Principais resultados   Nossa pesquisa destacou fatores-chave de palatabilidade que influenciam a preferência, por meio de testes controlados de alimentação e avaliações de escolha. Avaliamos a eficácia de diversos parâmetros de palatabilidade em cada fase da vida e espécie, aplicando estratégias de intensificação de sabor voltadas para a melhoria da palatabilidade.   A palatabilidade é conhecida por impulsionar a aceitação e o consumo de alimentos para pets. Dois indicadores críticos identificados em relação às fases da vida foram: Proporção de ingestão (Intake ratio): proporção do alimento oferecido que é efetivamente consumido. Primeira Escolha (First Choice): O produto que o pet escolhe primeiro quando oferece várias opções, impulsionadas principalmente pelo cheiro.   No presente estudo, observou-se que ambas as métricas são influenciadas pela percepção sensorial do pet, que se acredita mudar com a idade. Um dos principais achados é que a primeira escolha, relacionada à percepção do aroma, não apenas apresenta correlação positiva com a proporção de ingestão, mas também, particularmente em gatos — da juventude à fase adulta e até a senilidade — essa correlação é consideravelmente alta (>0,87) em todas as fases da vida (Figura 1).   Resultados: Insights de correlação ao longo das fases da vida   A relação entre a primeira escolha e a proporção de ingestão é baseada em dados de mais de 1.500 avaliações de dois potes para cães e gatos. Os resultados demonstraram padrões claros de correlação, que variam conforme a fase de vida em ambas as espécies estudadas.        Figura 1. Gráficos de dispersão com a correlação entre a primeira escolha e a taxa de ingestão para gatos de acordo com as fases da vida (jovens, adultos e idosos).        Figura 2. Gráficos de dispersão com a correlação entre a primeira escolha e a proporção de ingestão para cães de acordo com as fases da vida (jovens, adultos e idosos).   Esses resultados mostram que, em cães, a primeira escolha torna-se um preditor mais forte da ingestão à medida que amadurecem, atingindo seu pico na fase adulta. Em gatos, por outro lado, uma correlação consistentemente alta em todas as fases indica forte alinhamento entre a preferência inicial e o consumo total, mesmo em animais jovens. Na tabela a seguir, os fatores de correlação entre a taxa de ingestão e a primeira escolha são capturados para gatos e cães, nas três fases da vida estudadas.   Tabela 1. Correlação (r ao quadrado) entre FC e IR para gatos e cachorros, de acordo com as fases da vida.   Conclusão Os insights fornecidos sugerem que, embora ambas as espécies respondam bem a palatabilizadores direcionados, os ajustes específicos do estágio de vida têm um impacto particular em cães, especialmente em animais jovens, onde as preferências de palatabilidade ainda podem estar em desenvolvimento. Em gatos, a primeira escolha mostrou uma correlação significativamente positiva com a proporção de ingestão desde a juventude até a fase adulta e a senilidade.   A palatabilidade não é única. À medida que cães e gatos crescem, suas necessidades sensoriais evoluem, e a abordagem deve evoluir junto. Considerando a primeira escolha e a proporção de ingestão no contexto das fases da vida, é possível oferecer alimentos para pets mais atrativos, eficazes e diferenciados. Para mais informações sobre este tema ou para conversar com nossos especialistas em ciência e tecnologia, entre em contato com seu representante de vendas da AFB ou afbinternational.com/contact.   Por: AFB International Fuente: All Pet Food Magazine

A importância da fibra na nutrição pet: Para além da digestibilidade
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4+ MIN

A importância da fibra na nutrição pet: Para além da digestibilidade

Se o animal não as digere, quais são seus benefícios para a saúde dos pets?
As fibras são muito importantes para a saúde do sistema digestivo de cães e gatos. Elas ajudam a manter o intestino em equilíbrio e trazem vários benefícios para o organismo do animal, como o estímulo ao crescimento de bactérias benéficas, melhor controle da glicose no sangue, regulação do trânsito intestinal e fortalecimento da barreira de proteção do intestino.   Uma microbiota equilibrada
Uma microbiota equilibrada é fundamental para o bom funcionamento do intestino e impacta diretamente na saúde geral do animal. As fibras têm funções essenciais nesse quesito. Elas contribuem para o equilíbrio da microbiota — a comunidade de bactérias que vive no intestino — ajudando a manter as bactérias benéficas e a reduzir as indesejadas.
  Certos tipos de fibras funcionam como prebióticos, ou seja, servem de substrato para as bactérias saudáveis do intestino. Isso estimula o crescimento de microrganismos benéficos, como as Bifidobacterium spp. e Lactobacillus spp., e ao mesmo tempo, dificulta a proliferação de bactérias que podem ser patogênicas, como Clostridia e Escherichia coli.
  Fermentação de fibras e saúde intestinal   Quando as fibras são fermentadas pelas bactérias benéficas do intestino, elas produzem substâncias importantes chamadas ácidos graxos de cadeia curta (AGCC). Um dos principais AGCC é o butirato, que serve como fonte de energia essencial para as células intestinais, ajudando a manter o intestino saudável e funcionando bem.   Controle glicêmico
A fibra ajuda a controlar os níveis de açúcar no sangue, especialmente após as refeições, o que é útil para o manejo da hiperglicemia pós-prandial.
  As fibras solúveis formam um gel no intestino, aumentando a viscosidade do conteúdo digestivo. Isso é importante para o controle da glicose, pois retarda a chegada de açúcares como glicose, galactose e frutose ao intestino. Com isso, esses açúcares têm mais dificuldade em serem absorvidos pelas células do intestino, ajudando a evitar picos rápidos de glicose no sangue.
  Regulação do tempo de trânsito intestinal
A fibra também desempenha um papel importante na regulação do trânsito intestinal e na melhoria da consistência das fezes. A fibra insolúvel, como a celulose, aumenta o volume fecal, ajudando a evitar a constipação. Já a fibra solúvel retém água e pode amolecer as fezes, tornando-as mais fáceis de serem eliminadas.
  Alinhada à estratégia de melhoria da saúde intestinal do animal, um pilar fundamental na formulação da linha Bionatural é a presença de fontes de fibras insolúveis e solúveis, como fibra de cana-de-açúcar, fibra de mandioca, fibra de maçã e fibra de laranja, que favorecem a funcionalidade intestinal dos cães e gatos.
  Esses ingredientes são fontes de fibras provenientes de alimentos que se assemelham ao consumo humano, sendo oriundos de co-produtos com ótimo potencial nutricional e funcional. Por Ellen Freitas Marcena, Estudante de Medicina-Veterinária- USP/SP) - Embaixadora Special Dog Company. 
Fonte: Portal Pet Referências Bernaud, F. S. R., & Rodrigues, T. C.. (2013). Fibra alimentar: ingestão adequada e efeitos sobre a saúde do metabolismo. Arquivos Brasileiros De Endocrinologia & Metabologia, 57(6), 397–405. Moreno, A.A., Parker, V.J., Winston, J.A., et al. (2022). Dietary fiber aids in the management of canine and feline gastrointestinal disease. J. Am. Vet. Med. Assoc. National Research Council (NRC). Nutrient Requirements of Dogs and Cats. National Academies Press, 2006. Pinna, C., & Biagi, G. (2014). The Utilisation of Prebiotics and Synbiotics in Dogs. Italian Journal of Animal Science, 13(1). Roediger, W.E.W. (1980). Role of anaerobic bacteria in the metabolic welfare of the colonic mucosa in man. Gut, 21, 793–798. Swanson, K.S., Fahey, G.C. (2006). Prebiotic impacts on companion animals. In: Gibson, G.R., Rastall, R.A. (Eds.), Prebiotics: Development & Application. Chichester: John Wiley & Sons, Cap. 10. VETSMART. Estudo técnico sobre a linha Bionatural. Bionatural Prime, 05 set. 2024. PDF. Disponível em: https://www.bionaturalpet.com.br/assets/uploads/sobre/faca-o-download-do-nosso-03338-20240813110335.pdf Yvonne M. Cassidy, Emeir M. McSorley, Philip J. Allsopp, Effect of soluble dietary fibre on postprandial blood glucose response and its potential as a functional food ingredient, Journal of Functional Foods, Volume 46, 2018.

Proteína e alergias alimentares
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Proteína e alergias alimentares

Com que frequência os pets têm alergias alimentares?   Embora a prevalência mundial de alergias alimentares esteja aumentando entre as pessoas,1 esse tipo de alergia é considerado menos comum em cães e gatos. As alergias alimentares podem parecer mais comuns em pets, porque muitos outros problemas de saúde apresentam sintomas semelhantes.2-4

As estatísticas sobre a prevalência de alergia alimentar em pets podem se somar a essa percepção equivocada, pois os números variam de acordo com o motivo da consulta veterinária: apenas 1% dos gatos atendidos para um check-up geral de saúde foi diagnosticado com alergia alimentar, mas 21% dos gatos levados ao veterinário por conta de prurido cutâneo (coceira) tiveram o mesmo diagnóstico. 5,6     O que causa as alergias alimentares?   As alergias alimentares aparecem quando o sistema imunológico de cada animal individualmente responde a um alimento inofensivo como um 'invasor' nocivo. Essa resposta imune diferencia as alergias alimentares de intolerância alimentar ou de intoxicação alimentar — quadros que não envolvem o sistema imunológico.

Quando as alergias alimentares se desenvolvem, o fator desencadeante mais comum é uma proteína. Nenhuma proteína específica é hipoalergênica. Uma resposta alérgica é o resultado da reação imune de cada animal individualmente ao tamanho ou à estrutura de uma proteína, e tal reação é estimulada, em parte, pela exposição prévia à proteína.3, 7-9

Embora também haja relatos de que ingredientes como os grãos constituem uma das causas de alergias alimentares, estudos revelam que a parte proteica do grão, em geral, é responsável pelo desencadeamento da reação.10

Sendo assim, os grãos especificamente não estão entre os alérgenos alimentares mais relatados em cães ou gatos. Nos cães, os três principais alérgenos alimentares são proteínas da carne bovina, do leite e derivados ou da carne de frango.

Nos gatos, os alérgenos alimentares mais comumente relatados são provenientes da carne bovina, do frango ou do peixe.9     Qual o papel da nutrição em alergias alimentares?   O método diagnóstico considerado como o 'padrão-ouro' para os casos de alergia alimentar consiste em um teste de eliminação que combina uma fonte de proteína e uma fonte de carboidrato, as quais o pet não tenha sido exposto anteriormente.8 Estudos mostram que os testes alérgicos feitos com base em amostras de pele, sangue, saliva ou pelo não produzem resultados confiáveis. 11-14

A seleção de novas proteínas nem sempre é fácil. Novas fontes proteicas podem sofrer reação cruzada com o alérgeno original; além disso, muitos pets apresentam múltiplas hipersensibilidades alimentares.15,16 Além da necessidade de que as dietas sejam nutricionalmente completas e balanceadas, o ideal é que elas sejam fáceis de serem fornecidas durante um ensaio alimentar de 8 a 12 semanas ou possam ser usadas como uma dieta de manutenção a longo prazo.

A alimentação com dietas proteicas hidrolisadas pode oferecer uma estratégia conveniente, completa e balanceada do ponto de vista nutricional, para reduzir a alergenicidade dos alimentos.17-19   Como as proteínas hidrolisadas ajudam a controlar as alergias alimentares?   A hidrólise é um processo responsável pela degradação das proteínas em fragmentos menores. As proteínas 'hidrolisadas' são reduzidas a fragmentos muito pequenos. Esse processo altera o tamanho e a estrutura da proteína — fatores-chave na determinação da alergenicidade de uma proteína.

Em geral, as reações imunológicas adversas a um ingrediente alimentar exigem um alérgeno – tipicamente uma proteína – grande o suficiente para se ligar de forma cruzada com receptores na superfície de células imunes específicas. O tamanho e a estrutura alterados das proteínas hidrolisadas não fazem ligação cruzada com esses receptores da superfície celular e, portanto, não desencadeiam uma resposta imune.7  
Como um benefício adicional, as proteínas hidrolisadas possuem uma alta digestibilidade, o que pode reduzir as condições inflamatórias do intestino.20 Fonte: Purina Institute


Palatabilizantes

Palatabilizantes  Utilizando Inteligência Artificial para Prever a Palatabilidade de Alimentos para Animais de Estimação

3+ MIN

 Utilizando Inteligência Artificial para Prever a Palatabilidade de Alimentos para Animais de Estimação

POR QUE ISSO IMPORTA
A palatabilidade é um dos principais fatores de sucesso de um produto na área de alimentos para animais de estimação. No entanto, prevê-la continua sendo um desafio. O desenvolvimento ainda depende muito de testes iterativos em animais, que são demorados, dispendiosos e, muitas vezes, identificam falhas tardiamente no processo.
  Na AFB, estamos mudando essa abordagem usando inteligência artificial (IA) para prever os resultados de palatabilidade antes dos testes. Ao combinar dados históricos com conhecimento de formulação, ajudamos a transformar o desenvolvimento de um processo de tentativa e erro para um processo mais direcionado e eficiente.
  O DESAFIO
A palatabilidade resulta da interação de múltiplos fatores, incluindo ingredientes, níveis de inclusão, sistemas de gordura, processamento e variabilidade animal. Essas interações são complexas e não lineares, o que dificulta a previsão dos resultados.
  Devido a essa complexidade, as abordagens tradicionais têm dificuldade em explorar o espaço de formulações de forma eficiente e em fornecer soluções de alto desempenho de forma consistente.   UMA NOVA ABORDAGEM: DOS TESTES À PREVISÃO
Em vez de nos basearmos apenas em experimentos, integramos dados de diferentes ensaios e formulações para identificar padrões e prever resultados.
  Nossos modelos transformam dados de entrada, como composição da receita, níveis de ingredientes e condições de processamento, em orientações claras: quais soluções têm maior probabilidade de sucesso e quais apresentam maior risco.     DOS DADOS ÀS DECISÕES
Nossa abordagem converte conjuntos de dados complexos em insights práticos que orientam o desenvolvimento. Em vez de focarmos apenas no desempenho, também consideramos a confiabilidade de cada resultado.
  Ao combinar desempenho com confiança, geramos uma priorização clara do que testar em seguida. Isso permite que as equipes se concentrem nas formulações mais promissoras e evitem testes desnecessários.
    O QUE ISTO PERMITE

Essa abordagem preditiva nos permite:
  Identificar soluções de alto potencial mais cedo Reduzir a carga experimental Concentre-se nos ingredientes de maior impacto. Melhorar a consistência dos resultados
  Na prática, grandes espaços experimentais podem ser reduzidos a um conjunto menor de candidatos de alta confiança, acelerando o desenvolvimento e melhorando os resultados.   UMA MANEIRA MAIS INTELIGENTE DE DESENVOLVER PALATANTES
A inteligência artificial não substitui a experiência — ela a aprimora. O conhecimento científico continua sendo fundamental para a interpretação e validação, enquanto os modelos preditivos ajudam a orientar as decisões e a reduzir a incerteza.
  Ao combinar dados, ciência e IA, possibilitamos uma abordagem mais eficiente e confiável para o desenvolvimento da palatabilidade. Fonte: AFB International

Proteínas Potencial de Inovação na Formulação de Alimentos Úmidos para Pets com a Proteína de Fava

5+ MIN

Potencial de Inovação na Formulação de Alimentos Úmidos para Pets com a Proteína de Fava

A demanda por alimentos úmidos para pets continua crescendo, impulsionada por tutores que buscam produtos premium, nutricionalmente equilibrados e altamente palatáveisi. Ao mesmo tempo, os consumidores estão cada vez mais exigindo escolhas plant-based que reflitam seus próprios valores em sustentabilidade. Em resposta, a BENEO realizou uma série de ensaios técnicos para estudar o potencial de seu concentrado de proteína de fava como ingrediente funcional de origem vegetal para formulações de alimentos úmidos para pets.
Explorando alternativas ao plasma animal
Manter a qualidade consistente é fundamental em alimentos úmidos premium e super premium. Esses produtos normalmente contêm uma base úmida de 50% e são padronizados em qualidade pela adição de plasma animal atomizado (ABP). Esse ingrediente oferece excelentes propriedades texturizantes e emulsionantes, mas pode ter um custo alto. Por causa de sua origem animal, é cada vez menos aceito pelos consumidores que buscam opções de ingredientes à base de plantas para seus pets.

Para enfrentar esses desafios, a BENEO iniciou uma série de testes técnicos em colaboração com a Passion4Food, fornecedora especializada na indústria de alimentos para pets. O objetivo era avaliar se o concentrado de proteína de fava poderia funcionar como uma alternativa viável e custo-efetiva ao ABP em formulações de dietas úmidas.
Testes técnicos confirmam forte desempenho funcional
Os primeiros ensaios analisaram o comportamento do concentrado de proteína de fava da BENEO em substituição parcial (50%) ou total (100%) do ABP em alimentos úmidos ricos em proteína (formato patê). Foi demonstrado que o ingrediente pode ser usado tanto para substituições parciais quanto totais, sem gerar mudanças significativas no peso ou na textura do produto final. Isso permite que os fabricantes mantenham a qualidade desejada e gerem economias consideráveis em comparação ao uso de plasma. Com base nesses resultados positivos, a BENEO avançou com testes adicionais usando uma receita piloto para expansão industrial.

Nesse segundo estágio, as mesmas proporções de reposição com proteína de fava foram avaliadas em comparação com uma formulação com substituição parcial de ABP (50%) por concentrado de proteína de ervilha.

Os dados mostraram que o concentrado de proteína de fava atua como um aglutinante altamente eficaz e econômico, não gerando mudanças significativas na altura, peso, dureza ou aderência do produto. Em contraste, o uso parcial da proteína da ervilha gerou uma redução significativa na dureza, indicando que a proteína da fava tem maior capacidade de ligação nesse tipo de aplicação, tornando-a uma solução fundamental para manter a textura desejada do produto final e, assim, reduzir a dependência de ingredientes de origem animal.  
Inovação apoiada  
Após esses resultados, a BENEO entrou com um pedido internacional de patente para o uso de concentrado de proteína de fava como alternativa ao plasma animal em alimentos úmidos para pets. A solicitação foi publicada em agosto de 2025, reforçando o compromisso da empresa com a inovação baseada em pesquisa e desenvolvimento de ingredientes funcionais para a indústria de alimentos para pets.
Vantagens nutricionais e de formulação
Além de seus benefícios técnicos e econômicos, o concentrado de proteína de fava da BENEO oferece alto valor nutricional. Com um teor proteico de 61g a cada 100 g na materia seca e digestibilidade ileal próxima a 90%, é uma fonte de proteína altamente digestível. Seu perfil de aminoácidos, rico em lisina, permite complementar proteínas de cereais, como proteína de arroz ou glúten de trigo, alcançando um perfil completo de aminoácidos essenciais.

Da mesma forma, o ingrediente oferece flexibilidade no posicionamento do produto. Está incluído no Catálogo de Matérias-Primas da União Europeiaii  e pode ser usado em formulações "grain free".
Desenvolver soluções sustentáveis e de origem local
A sustentabilidade tornou-se um fator-chave tanto para consumidores quanto para fabricantes. O concentrado de proteína de fava da BENEO possui atributos fortes nesse aspecto, ligados tanto ao cultivo da fava quanto aos processos locais de obtenção e produção na Alemanha. A produção local na moderna planta de processamento de leguminosas em Obrigheim possibilita reduzir distâncias de transporte, garantir o suprimento e diminuir o impacto ambiental em comparação com ingredientes mais intensivos em recursos.

Dra. Maygane Ronsmans, Gerente de Produto de Nutrição Animal na BENEO, comenta:

"Com dois em cada três tutores considerando proteínas de origem vegetal melhores para o meio ambienteiii, a demanda por ingredientes proteicos de origem vegetal, sustentáveis e locais cresceu significativamente. Como demonstram os testes técnicos, o concentrado de proteína de grão da BENEO oferece um cenário vantajoso para todos: os fabricantes podem reduzir os custos de formulação, garantir o fornecimento e atender às expectativas dos consumidores, sem comprometer a qualidade do produto final."
Impulsionando a próxima geração de inovação em alimentos úmidos
Os resultados dos ensaios confirmam que o concentrado de proteína de fava combina funcionalidade, qualidade nutricional e sustentabilidade. Ele atua efetivamente como aglutinante em rações úmidas, oferece alto nível de digestibilidade e representa uma alternativa viável ao plasma animal em aplicações onde consistência e textura são fatores críticos.

Para os fabricantes, isso oferece novas oportunidades de formulação que equilibram desempenho técnico, eficiência de custos e responsabilidade ambiental. À medida que o mercado continua a evoluir, ingredientes como o Concentrado de Proteína de Fava da BENEO podem responder à crescente demanda por produtos de origem vegetal, produzidos localmente e de alta qualidade.

Interessado em saber mais sobre os ingredientes da BENEO? Encontre mais detalhes aqui.
Por BENEO
Fonte: All Pet Food Magazine
Fontes
i Wet Pet Food Market Analysis - Size, Share, and Forecast Outlook 2025 to 2035, Future Market Insights Inc, 2024. 
ii Commission Regulation (EU) No 68/2013 of 16 January 2013 on the Catalogue of feed materials – Faba bean protein concentrate is listed under entry 3.7.5: 'Horse bean protein' 
iii BENEO Consumer Research On Pet Care 2025. FMCG Gurus conducted a quantitative online survey in 2025 with 2.500 pet owners in the US, Brazil, UK, Germany, and China (250 cat and 250 dog owners per country).


Formulação

Formulação <em>Gleiditsia amorphoides</em> como fonte de saponinas e compostos bioativos em alimentos para animais de estimação

9+ MIN

Gleiditsia amorphoides como fonte de saponinas e compostos bioativos em alimentos para animais de estimação

Gleditsia amorphoides  
Nos últimos anos, novas fontes vegetais de saponinas têm sido investigadas para ampliar os benefícios funcionais desses compostos, com a Gleditsia amorphoides destacando-se como uma alternativa promissora. Essa espécie arbórea da família Fabaceae é nativa de regiões temperadas e subtropicais e é tradicionalmente utilizada para fins madeireiros e industriais. A Gleditsia amorphoides possui alta concentração de saponinas (aproximadamente 22% em Gleditsia, comparado a 7-15% em Yucca schidigera) e um perfil interessante de compostos bioativos, como galactomananas e polifenóis (Perduca et al., 2013; Lu et al., 2024). 

Embora os estudos ainda sejam limitados, evidências iniciais, principalmente de experimentos in vitro, sugerem que o extrato de Gleditsia pode modular a microbiota intestinal, favorecendo bactérias com atividade sacarolítica, reduzindo microrganismos associados à fermentação proteolítica e aumentando a produção de metabólitos com potencial antioxidante e anti-inflamatório (Francis et al., 2002; Sparg et al., 2004; Sittikijyothin et al., 2005). Para investigar esse potencial, foi realizado um estudo com cães adultos para avaliar os efeitos da suplementação alimentar com extratos de Gleditsia amorphoides e Yucca schidigera sobre a fermentação intestinal, metabólitos fecais e biomarcadores sistêmicos relacionados à inflamação e ao sistema antioxidante.     Gleditsia amorphoides.
Fonte: Wikimedia Commons   Estudo sobre Gleditsia amorphoides em cães 
Material e Métodos 
O estudo foi conduzido no Laboratório de Estudos de Nutrição Canina (LENUCAN) da Universidade Federal do Paraná (UFPR)/Brasil e foi aprovado pelo Comissão de Ética no Uso de Animais da instituição (protocolo nº 013/2024). Dezoito cães Beagle adultos saudáveis (10 machos e 8 fêmeas), com aproximadamente dois anos de idade e peso corporal médio de 12,2 ± 1,33 kg, foram distribuídos aleatoriamente em três grupos experimentais (seis cães por grupo): controle (dieta sem suplementos), dieta suplementada com 200 g/ton de extrato de Yucca schidigera e dieta suplementada com 200 g/ton de extrato de Gleditsia amorphoides (Sapcor®, Bioaromas do Brasil). As dietas diferiram apenas na inclusão ou exclusão dos aditivos. Os cães foram alimentados com as dietas experimentais duas vezes ao dia durante 20 dias. 

Ao final do período experimental, amostras fecais frescas foram coletadas para avaliar as características fecais e os metabólitos associados à fermentação intestinal. Amostras de sangue em jejum foram coletadas para avaliar as respostas fisiológicas sistêmicas aos tratamentos dietéticos. Os dados foram analisados por meio de análise de variância (ANOVA) para comparar os tratamentos, seguida pelo teste de Tukey quando diferenças significativas foram identificadas. Dados não paramétricos foram avaliados pelo teste de Kruskal-Wallis, considerando significância estatística em p < 0,05. 
Resultados
Não foram observadas reações adversas à alimentação, como vômito, diarreia ou recusa alimentar, durante o período experimental, indicando boa aceitação das dietas pelos cães. 
Metabólitos da Fermentação Intestinal 
A suplementação dietética com Gleditsia e Yucca influenciou diversos metabólitos associados à fermentação intestinal (Tabela 1). Cães alimentados com dietas contendo Yucca schidigera ou Gleditsia amorphoides apresentaram concentrações fecais de amônia menores em comparação ao grupo controle (P<0,05), sugerindo uma redução na fermentação proteolítica no intestino. No entanto, apenas os cães suplementados com Gleditsia apresentaram concentrações fecais mais elevadas de propionato e ácidos graxos de cadeia curta (AGCC) totais, bem como concentrações mais baixas de 4-metilvalerato, em comparação com o grupo Yucca (P<0,05). 

O propionato é um metabólito característico da fermentação sacarolítica e tem sido associado a potenciais efeitos anti-inflamatórios no sistema gastrointestinal, incluindo a inibição da proteína acessória CD14 do receptor Toll-like 4. Isso leva a uma menor ativação das vias inflamatórias mediadas por NF-κB e a uma consequente redução na produção de citocinas pró-inflamatórias (Hoyles et al., 2018). 
Tabela 1 – Médias (com base na matéria seca) das concentrações fecais de amônia, ácidos graxos de cadeia curta (AGCC) e ácidos graxos de cadeia ramificada (AGCR) em cães dos grupos Controle, Yucca e Gleditsia.
  Nota: EPM: Erro padrão da média; P: Probabilidade.
a,b Médias seguidas por letras diferentes diferem de acordo com o teste de Tukey (P<0,05).
  Além disso, as concentrações fecais de histamina e espermina foram menores no grupo Gleditsia em comparação com o grupo controle (P<0,05, Figura 1). Esses compostos são derivados da degradação microbiana de aminoácidos e estão associados à fermentação proteolítica, que pode ter efeitos nocivos na mucosa intestinal e na função hepática quando esses metabólitos estão presentes em altas concentrações (Brito et al., 2010; Souza et al., 2025).

  a,b Médias seguidas por letras diferentes diferem de acordo com o teste de Tukey (P<0,05).
Figura 1: Concentrações fecais (mg/kg de matéria seca) de aminas biogênicas em cães dos grupos Controle, Gleditsia e Yucca

Esses efeitos podem estar relacionados à composição do extrato de Gleditsia, que combina saponinas triterpenoides com compostos galactomananos de potencial atividade prebiótica (Lu et al., 2024). Essa associação pode favorecer uma mudança nos padrões fermentativos da microbiota intestinal, passando de vias predominantemente proteolíticas para vias mais sacarolíticas, como também sugerido por estudos in vitro utilizando microbiota fecal humana exposta a extratos de Gleditsia (Wang et al., 2023). 

Além disso, as saponinas podem contribuir para a redução de metabólitos proteolíticos por meio de diferentes mecanismos, incluindo a inibição da atividade da urease bacteriana, a ligação direta a compostos nitrogenados e a modulação da microbiota intestinal (Dos Reis et al., 2016; Zhang et al., 2023).  
Biomarcadores Sistêmicos 
Cães alimentados com dietas suplementadas com Gleditsia amorphoides ou Yucca schidigera apresentaram menor peroxidação lipídica (LPO) e maior atividade da catalase (CAT) em comparação ao grupo controle (P<0,05, Figura 2), indicando uma melhora no estado antioxidante. Além disso, os cães do grupo Gleditsia exibiram menor atividade da fosfatase alcalina em comparação ao grupo controle (Controle: 45,10 U/L e Gleditsia: 33,30 U/L, P<0,05). Esses efeitos sistêmicos podem estar parcialmente associados à redução da produção e absorção de metabólitos proteolíticos no intestino, que podem desencadear respostas inflamatórias e oxidativas (Souza et al., 2025).  Os efeitos antioxidantes adicionais também podem estar relacionados aos compostos polifenólicos presentes na Gleditsia, como os derivados da quercetina, que demonstraram ativar a via de resposta ao estresse oxidativo Nrf2 em culturas de hepatócitos caninos (Lu et al., 2024).
  a,b Médias seguidas por letras diferentes diferem de acordo com o teste de Tukey (P<0,05).            Figura 2: Peroxidação lipídica (LPO, mmol/mL) e catalase (CAT, mU/mL) em cães dos grupos Controle, Gleditsia e Yucca.
No geral, esses achados sugerem que a suplementação com Gleditsia amorphoides pode contribuir para a melhoria dos padrões de fermentação intestinal e do status antioxidante em cães, indicando potenciais benefícios funcionais para a nutrição canina.   Conclusão 
O estudo realizado na UFPR indica que a suplementação alimentar com Gleditsia amorphoides modula beneficamente os metabólitos da fermentação intestinal em cães. Essas alterações foram acompanhadas por melhorias nos marcadores antioxidantes sistêmicos, incluindo redução da peroxidação lipídica e aumento da atividade da catalase. Em conjunto, esses achados sugerem que aditivos botânicos contendo saponinas e compostos bioativos associados podem contribuir para a função intestinal e a saúde sistêmica em cães. Por Vanessa R. Olszewski, Danieli Z. Cypriano; Ananda P. Félix – BioAromas
Fonte: All Pet Food Magazine
Fonte
Brito, C., Félix, A., Jesus, R., França, M., Oliveira, S., Krabbe, E., & Maiorka, A. (2010). Digestibility and palatability of dog foods containing different moisture levels, and the inclusion of a mould inhibitor. Animal Feed Science and Technology, 159, 150–155. https://doi.org/10.1016/j.anifeedsci.2010.06.001 
Dos Reis, J. S., Zangerônimo, M. G., Ogoshi, R. C. S., França, J., Costa, A. C., Almeida, T. N., Dos Santos, J. P. F., Pires, C. P., Chizzotti, A. F., Leite, C. A. L., Saad, F. M. O. B. (2016). Inclusion of Yucca schidigera extract in diets with different protein levels for dogs. Animal Science Journal. 87: 1019–1027. https://doi.org/10.1111/asj.12535. 
Francis, G.; Kerem, Z.; Makkar, H. P. S.; Becker, K. The biological action of saponins in animal systems: a review. British Journal of Nutrition, Cambridge, v. 88, n. 6, p. 587–605, 2002. DOI: https://doi.org/10.1079/BJN2002725.
Hoyles, L., Snelling, T., Umlai, U. K., Nicholson, J. K., Carding, S. R., Glen, R. C., McArthur, S. (2018). Microbiome–host systems interactions: protective effects of propionate upon the blood–brain barrier. Microbiome. 6, 55. https://doi.org/10.1186/s40168-018-0439-y. 
Lu, G., Ren, T., Zhao, Z., Li, B., & Tan, S. (2024). Chemical component differences in the endosperm of Gleditsia species seeds revealed based on comparative metabolomics. Food Chemistry: X, 21, 101060. https://doi.org/10.1016/j.fochx.2023.101060. 
National Research Council (NRC). (2006). Nutrient requirements of dogs and cats. National Academies Press.
Perduca, M. J. et al. Gleditsia amorphoides galactomannans: physicochemical properties and industrial applications. In: RAMAWAT, K. G.; MÉRILLON, J. M. (eds.). Polysaccharides: bioactivity and biotechnology. Cham: Springer International Publishing, 2013.  DOI: 10.1007/978-3-319-03751-6_39-1.
Sittikijyothin, W.; Torres, D.; Gonçalves, M. P. Modelling the rheological behaviour of galactomannan aqueous solutions. Carbohydrate Polymers, Oxford, v. 59, n. 3, p. 339–350, 2005. DOI: https://doi.org/10.1016/j.carbpol.2004.10.005.
Sparg, S. G.; Light, M. E.; Staden, J. Biological activities and distribution of plant saponins. Journal of Ethnopharmacology, Amsterdam, v. 94, n. 2-3, p. 219–243, 2004. DOI: https://doi.org/10.1016/j.jep.2004.05.016.
Souza, R. B. M. S., Fernandes, E. L., Santos, L. N. A., Lima, L. S., Silva, H. L., Putarov, T. C., Oliveira, S. G., Felix, A. P. (2025). Effects of yeast beta-1,3/1,6-glucans on nutrient digestibility, intestinal functionality, and immune and antioxidant variables in growing dogs submitted to spay or neutering surgery. Plos One. 20(9): e0331843. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0331843. 
Wang, H., Lai, C., Tao, Y., Zhou, M., Tang, R., Yong, Q. (2023). Evaluation of the enzymatic production and prebiotic activity of galactomannan oligosaccharides derived from Gleditsia microphylla. Fermentation. 9(7), 632. https://doi.org/10.3390/fermentation9070632. 
Zhang, Y., Wang, L., Chen, X., Liu, Y., & Li, J. (2023). Quillaja saponaria extract modulates gut microbiota and reduces proteolytic bacteria in dogs: A dose-response study. Veterinary Microbiology, 276, 109634. https://doi.org/10.1016/j.vetmic.2023.109634. 

Origem Vegetal Das algas ao prato: astaxantina na saúde dos pets

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Das algas ao prato: astaxantina na saúde dos pets

Impulsionados pela crescente humanização dos pets, os tutores têm avaliado com mais atenção a forma como alimentam seus companheiros. Assim como buscam para si uma nutrição mais saudável e rótulos mais limpos — além de considerarem cada vez mais os impactos ambientais —, procuram refletir esses mesmos critérios na alimentação de seus animais. Esse movimento se traduz na valorização de alimentos mais frescos e na preferência por produtos naturais ou orgânicos.

De modo geral, o setor pet food continua a se expandir. O mercado europeu foi estimado em 55 bilhões de dólares até 2024 e está projetado para ultrapassar 78 bilhões de dólares até 2029 (com uma taxa composta anual de crescimento próxima de 7%).1 Junto com ingredientes tradicionais, como grãos ou carne, ingredientes funcionais inovadores estão ganhando destaque neste mercado em desenvolvimento. Muitos desses componentes podem ser incorporados tanto em alimentos quanto em nutracêuticos. Um exemplo são os carotenoides, conhecidos não apenas por suas cores amarelo, laranja ou vermelho, mas também por suas propriedades antioxidantes. Entre elas, a astaxantina se destaca por seu alto poder antioxidante, que é até 110 vezes maior que o da vitamina E.

Na natureza, a microalga Haematococcus pluvialis é a principal fonte de astaxantina. Embora esse ingrediente tenha uma longa história em suplementos humanos, seus benefícios foram inicialmente identificados no ambiente marinho, especialmente na sobrevivência e reprodução do salmão. A pesquisa em aquicultura foi a base dos negócios da empresa sueca AstaReal, pioneira na produção industrial de astaxantina natural e responsável pela marca mais estudada do mercado, apoiada por mais de 70 estudos clínicos em humanos e animais.
Pesquisa por espécie
"Queríamos entender o que isso significava para diferentes espécies, então começamos a usar o ingrediente em estudos com cães e gatos", explica Peter Ahlm, diretor de marketing e vendas da AstaReal. Pesquisas espécie específicas são fundamentais para desenvolver produtos seguros e eficazes, pois os efeitos podem variar entre animais e otimizar as doses dos ingredientes é fundamental.

Há um corpo crescente de evidências sobre os efeitos positivos da astaxantina natural na saúde dos pets, muitos semelhantes aos observados em humanos. Por exemplo, contribui para a mobilidade, resistência e recuperação muscular em cães, assim como para o sistema cardiovascular, função cognitiva, atenção e, no nível celular, para o funcionamento das mitocôndrias.2-5 Da mesma forma, a suplementação com astaxantina natural em cães e gatos pode fortalecer seus sistemas de defesa e melhorar tanto a resposta imune celular quanto a humanal.6,7 Também demonstrou potencial para melhorar problemas de visão relacionados à idade, como a opacidade ocular em cães.8

"Os efeitos na saúde podem parecer diversos, mas todos são explicados pela estrutura molecular única da astaxantina. Graças à sua configuração linear polar-nãopolar-polar, ela pode atravessar efetivamente membranas celulares e mitocondriais e neutralizar espécies reativas de oxigênio (ROS) tanto nas superfícies hidrofóbicas quanto hidrofílicas. Além de proteger melhor as células contra o estresse oxidativo, possui efeitos anti-inflamatórios que beneficiam múltiplos órgãos e sistemas", explica Behnaz Shakersain, diretora de assuntos científicos da AstaReal.
Opções Naturais de Astaxantina  
Como nem humanos nem animais podem produzir astaxantina naturalmente, eles só podem colher seus benefícios através da alimentação. Para atingir níveis efetivos, recomenda-se uma dose aproximada de 1 mg/10 kg de peso corporal em cães, o que equivale ao consumo diário de dois filés de salmão selvagem para um beagle ou três para um golden retriever. Nesse sentido, alimentos ou petiscos enriquecidos com astaxantina representam uma solução mais prática e sustentável.

Versões naturais derivadas de algas oferecem vantagens adicionais, como aumento do poder antioxidante. Além disso, as algas desempenham um papel essencial no ecossistema e são reconhecidas como um recurso renovável, que conecta com consumidores cada vez mais conscientes. Quando cultivadas em sistemas fechados, podem se proteger melhor contra contaminantes ambientais e obter uma biomassa rica em astaxantina com perfil de qualidade superior.

Desenvolver uma fórmula com ingredientes saudáveis é apenas o primeiro passo, segundo Peter Ahlm: "Os fabricantes também devem garantir que o produto mantenha sua estabilidade e valor nutricional durante toda a sua vida útil. Substâncias bioativas podem interagir com outros compostos em formulações complexas ou se degradar durante processos exigentes, como extrusão ou pelletização."
Para minimizar esses riscos, a AstaReal utiliza tecnologias de encapsulamento em sua  linha de nutrição animal NOVASTA®. Seu lançamento mais recente, NOVASTA® EB15, pode ser incorporado a alimentos ou suplementos para pets e contém farinha de algas (32%) encapsulada em óleo de canola, com uma concentração final de astaxantina de 1,5%. Graças à encapsulação, o ingrediente é melhor integrado em formulações exigentes, como pellets, blends ou mastigáveis, que geralmente são mais expostos ao ar em temperatura ambiente.
Os fabricantes estarão melhor posicionados se responderem às novas demandas dos consumidores e combinarem saúde com sustentabilidade. Nesse cenário, a astaxantina pode desempenhar um papel fundamental. Graças à sua ação antioxidante e multifuncional, ele contribui naturalmente para o bem-estar dos pets e, além disso, vem de uma fonte alinhada com o futuro da indústria.
Comida visionária
Um dos grandes desafios de hoje é a alimentação sustentável. Na busca por fontes de origem vegetal tanto para humanos quanto para animais, as algas estão ocupando o centro das atenções. São relativamente fáceis de cultivar, altamente nutritivas e consideradas mais sustentáveis do que várias culturas tradicionais. Entre seus compostos mais valiosos está a astaxantina. A AstaReal obtém esse carotenoide da microalga Haematococcus pluvialis, cultivada em sistemas fechados usando fotobiorreatores especialmente projetados. Além disso, a empresa implementa um sistema para reutilizar o calor residual gerado durante o processo de cultivo, que é usado para aquecer 2500 residências próximas, contribuindo assim para reduzir sua pegada de carbono. Por AstaReal
Fonte: All Pet Food Magazine
  Referências
1.    Mordor Intelligence. 'Europe Pet Food Market SIZE & SHARE ANALYSIS - GROWTH TRENDS & FORECASTS UP TO 2029.' https://www.mordorintelligence.com/industry-reports/pet-food-market-in-europe-industry. Accessed Feb. 23, 2024. 
2.    B.M. Zanghi, et al., 'Effects of Postexercise Feeding of a Supplemental Carbohydrate and Protein Bar with or without Astaxanthin from Haematococcus pluvialis to Exercise-Conditioned Dogs,' Am. J. Vet. Res. 76(4), 338–350 (2015). 
3.    T. Murai, et al., 'Effects of Astaxanthin Supplementation in Healthy and Obese Dogs,' Veterinary Medicine: Research and Reports 10, 29–35 (2019). 
4.    National Center for Biotechnology Information. 'PubChem Patent Summary for US-9820497-B2, Astaxanthin-containing pet foods.' https://pubchem.ncbi.nlm.nih.gov/patent/US-9820497-B2. Accessed Feb. 23, 2024. 
5.    J.S. Park, et al., 'Astaxanthin Modulates Age-Associated Mitochondrial Dysfunction in Healthy Dogs,' Journal of Animal Science 91(1), 268–275 (2013). 
6.    B.P. Chew, et al., 'Dietary Astaxanthin Enhances Immune Response in Dogs,' Veterinary Immunology and Immunopathology 140(3–4), 199–206 (2011). 
7.    J.S. Park, et al., 'Astaxanthin Stimulates Cell-Mediated and Humoral Immune Responses in Cats,' Veterinary Immunology and Immunopathology 144, 455–461 (2011). 
8.    W. Wang, et al., 'Antioxidant Supplementation Increases Retinal Responses and Decreases Refractive Error Changes in Dogs,' Journal of Nutritional Science 5, E18 (2016).