Uma análise conduzida pelo Dog Aging Project, iniciativa científica de longo prazo liderada pela Universidade de Washington e pela Texas A&M University, revelou que apenas 6% das 1.726 dietas caseiras avaliadas tinham potencial para atender às necessidades nutricionais mínimas de cães adultos.
 

O estudo, publicado no American Journal of Veterinary Research, reforça a preocupação crescente com a popularidade das refeições preparadas em casa, que muitas vezes não entregam o equilíbrio essencial de nutrientes para a saúde animal.
 

 'Como nosso estudo não incluiu a quantidade exata dos ingredientes, é possível que uma porcentagem ainda menor fosse realmente completa do ponto de vista nutricional', afirmou Janice O'Brien, co-autora do estudo e pesquisadora de doutorado no Virginia-Maryland College of Veterinary Medicine, da Virginia Tech.
 

A pesquisa utilizou relatos fornecidos por tutores sobre ingredientes e métodos de preparo, incluindo dados do próprio Dog Aging Project, que reúne informações de mais de 50 mil cães. Todo o material foi analisado no Balance It, ferramenta alinhada às recomendações da Food and Drug Administration (FDA) e da Association of American Feed Control Officials (AAFCO), órgãos que regulam e definem os parâmetros de nutrição animal nos Estados Unidos.

 

Erros comuns em dietas caseiras elevam riscos nutricionais para cães


Os pesquisadores apontaram que alterações feitas pelos tutores, como trocar tipos de óleo, omitir ingredientes ou deixar de incluir suplementos obrigatórios, especialmente cálcio, comprometem diretamente o equilíbrio nutricional das dietas caseiras.
 

Desajustes entre cálcio e fósforo podem gerar problemas ósseos e renais, e cães com doenças pré-existentes estão ainda mais expostos a riscos quando seguem dietas desbalanceadas.

O grupo também reforçou a importância de evitar ingredientes perigosos, lembrando que alimentos como uvas são tóxicos para cães e que ossos inteiros representam ameaças sérias, já que fragmentos podem perfurar ou obstruir o trato gastrointestinal.

 

Alimentação caseira cresce, mas exige supervisão profissional


Embora a alimentação caseira continue crescendo em popularidade, especialmente entre tutores que buscam uma rotina mais natural e personalizada para seus pets, o estudo alerta que esse tipo de dieta exige acompanhamento profissional rigoroso.
 

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Os pesquisadores recomendam que qualquer tutor que opte por cozinhar para seu cão trabalhe diretamente com um médico veterinário ou nutricionista veterinário certificado, siga a receita exatamente como prescrita e, sempre que possível, envie amostras para análise laboratorial em programas de monitoramento nutricional.

 


Fonte: Panorama Pet&Vet


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