De aplicação versátil, podendo ser incorporado a alimentos, petiscos ou cápsulas, o óleo de krill se destaca por sua biodisponibilidade. Enquanto as fontes convencionais fornecem ômega-3 predominantemente na forma de triglicerídeos, que dependem de processos de emulsificação e de hidrólise durante a digestão, o óleo de krill é naturalmente rico em fosfolipídios, que apresentam natureza anfipática, ou seja, possuem afinidade tanto com a água quanto com lipídios, característica que favorece sua absorção, digestão e dispersão.

Essa estrutura diferenciada também pode favorecer a incorporação dos ácidos eicosapentaenoico (EPA) e docosahexaenoico (DHA) às membranas celulares. Em estudo realizado com cães da raça Alaskan Husky, a suplementação com ômega-3 proveniente de óleo de krill resultou em maior incorporação de EPA e DHA em determinados tecidos quando comparada a uma fonte fornecida predominantemente na forma de triglicerídeos.

Além dos ácidos graxos ômega-3, o óleo de krill destaca-se pela presença natural de outros componentes de interesse nutricional, entre eles a colina, principalmente na forma de fosfatidilcolina, e a astaxantina, um carotenoide com potente atividade antioxidante.


Colina e fosfatidilcolina


A colina é um nutriente essencial envolvido em diversos processos fisiológicos. Como precursora do neurotransmissor acetilcolina, a colina está envolvida em processos relacionados à memória, cognição e controle muscular, além de participar da síntese de fosfolipídios essenciais à estrutura das membranas celulares.

No metabolismo hepático, a colina é necessária para a síntese de fosfatidilcolina, componente fundamental das lipoproteínas responsáveis pelo transporte de triglicerídeos para fora do fígado, contribuindo para o adequado metabolismo e mobilização de lipídios.

No óleo de krill, uma parcela relevante da colina encontra-se naturalmente na forma de fosfatidilcolina. Estudos realizados em cães indicam que a suplementação com fontes ricas em fosfatidilcolina pode aumentar as concentrações circulantes de colina e de seus metabólitos, como betaína e dimetilglicina.

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Astaxantina e proteção antioxidante


A astaxantina é um carotenoide conhecido por sua excelente atividade antioxidante. Sua estrutura molecular permite interação com diferentes regiões da bicamada lipídica das membranas celulares, contribuindo para a proteção contra danos oxidativos, neutralizando o estresse oxidativo tanto no ambiente intracelular quanto extracelular.

Na nutrição de cães e gatos, o estresse oxidativo sistêmico está associado ao envelhecimento, ao declínio cognitivo e ao desenvolvimento de patologias inflamatórias, como a osteoartrite e as dermatopatias alérgicas. Nesse contexto, a presença natural de astaxantina no óleo de krill agrega um componente antioxidante à matriz nutricional, complementando a oferta de EPA, DHA, fosfolipídios e colina.

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Sustentabilidade: um atributo cada vez mais relevante


Além dos aspectos nutricionais, a sustentabilidade da matéria-prima tornou-se um critério cada vez mais importante para a indústrias de pet food e para os tutores.

O krill antártico ocupa uma posição próxima à base da cadeia alimentar no ecossistema do Oceano Austral e se alimenta principalmente de fitoplâncton. Essa posição trófica também tende a limitar a bioacumulação de determinados contaminantes ambientais quando comparado a espécies marinhas de maior porte e níveis tróficos superiores.

A pesca do krill na Antártica é rigorosamente regulamentada pela Comissão para a Conservação dos Recursos Vivos Marinhos da Antártica (CCAMLR), responsável pelo estabelecimento de medidas de conservação e limites de captura com os objetivos de preservar o ecossistema marinho antártico. Além da regulamentação da pesca, tecnologias avançadas de captura, como os sistemas de captura contínua por bombeamento, contribuem para reduzir drasticamente a captura acidental de outras espécies.

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Uma matriz nutricional diferenciada


Mais do que uma fonte de ômega-3, o óleo de krill reúne, em uma única matriz, EPA e DHA associados a fosfolipídios, fosfatidilcolina e astaxantina.

Essa combinação diferencia o ingrediente das fontes convencionais de óleo marinho e amplia seu potencial de aplicação em produtos destinados à nutrição de cães e gatos, especialmente em formulações que buscam aliar ácidos graxos ômega-3, fosfolipídios e componentes antioxidantes.

Em um mercado cada vez mais orientado para ingredientes funcionais, evidência científica e sustentabilidade, compreender não apenas quanto ômega-3 um ingrediente mfornece, mas também a forma como esses nutrientes são apresentados ao organismo, pode ser um importante diferencial na formulação de produtos para a nutrição de pets.


Fonte: Kylios Nutrition


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