Na produção de alimentos pet, a extrusão combina fatores como temperatura, pressão, umidade, tempo de residência e cisalhamento para transformar a mistura de ingredientes em um produto com características específicas de formato, densidade, expansão e textura. Para que esse processo seja estável, é necessário que a matéria-prima chegue à extrusora em condições adequadas e que os parâmetros estejam ajustados à formulação e ao produto fabricado.

Uma moagem com granulometria inadequada, uma mistura pouco homogênea ou variações na umidade podem alterar o comportamento da massa durante a extrusão. O condicionamento também tem papel importante, já que a distribuição de vapor, a temperatura e o tempo de residência influenciam a preparação do produto antes de sua entrada na extrusora.

As etapas posteriores também precisam acompanhar o desempenho do equipamento. Uma extrusora pode ter capacidade disponível, mas encontrar uma limitação no sistema de secagem ou resfriamento. Nesse caso, aumentar a alimentação não significa necessariamente aumentar a produção efetiva da fábrica. O resultado pode ser acúmulo de produto, dificuldade de controle ou necessidade de reduzir novamente a velocidade da linha.

Por isso, a capacidade nominal de uma extrusora não representa, sozinha, a capacidade real de produção. O desempenho da linha depende do equilíbrio entre seus diferentes equipamentos e das condições de operação. Pequenas perdas em várias etapas podem representar uma redução significativa na produtividade ao longo de um turno ou de um mês.

Outro ponto importante é a diversidade de formulações produzidas. Alterações na composição dos ingredientes podem modificar a absorção de água, o comportamento térmico e a resposta da massa ao processo. Assim, os parâmetros de operação precisam ser avaliados de acordo com as características de cada produto.

A produtividade também precisa ser analisada junto com a estabilidade. Aumentar a velocidade da extrusora sem considerar paradas, variações do produto e capacidade das demais etapas pode gerar um ganho apenas momentâneo. Uma operação eficiente é aquela que consegue manter um ritmo de produção consistente, dentro dos padrões de qualidade estabelecidos.

Uma avaliação integrada da fábrica permite identificar onde estão essas limitações. O Alimentec 360 considera equipamentos, processos e operação em conjunto, analisando pontos que podem afetar produtividade, estabilidade e qualidade. Entre eles estão alimentação, moagem, mistura, condicionamento, parâmetros de extrusão, secagem, resfriamento e ocorrências de parada.

A partir desse diagnóstico, podem ser identificadas oportunidades de ajustes de processo, configuração ou equipamentos. Em alguns casos, pequenas adequações são suficientes para melhorar o desempenho. Em outros, a análise pode indicar a necessidade de uma intervenção ou investimento maior. O importante é identificar primeiro a origem da restrição.

Na prática, esse tipo de análise pode contribuir para ganhos de produtividade de 5% a 10%, além de auxiliar na redução de paradas e na melhoria da estabilidade operacional e da qualidade do produto.
Antes de ampliar uma linha ou investir em uma nova extrusora, portanto, é importante entender quanto da capacidade instalada já está sendo aproveitada. No segmento de pet food, em que produtividade e padronização precisam caminhar juntas, olhar para o processo completo permite identificar oportunidades que podem passar despercebidas quando o equipamento é analisado de forma isolada.

Uma extrusora eficiente não é apenas aquela que produz mais. É aquela que trabalha de forma estável, integrada ao restante da linha e adequada às características do produto.


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Fonte: Alimentec


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