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01/04/2026

O consumidor de pet food na Argentina: novos sinais de mercado

A resposta está não apenas no crescimento do mercado, mas em quem consome, quais pets predominam nas casas e como as decisões de seus donos evoluem.

O Estudo sobre shoppers Pet Food na Argentina 2025, desenvolvido pela All Pet Food Market Insights, nos permite observar esse fenômeno sob uma perspectiva diferente: não apenas a partir do produto, mas pelo vínculo entre o tutor e seu pet. E, dentro dessa análise, surge uma das questões que mais interessa na indústria atualmente: como se reconfigura a competição entre cães e gatos no consumo de alimentos para pets.
Argentina, um país historicamente canino, mas com sinais de mudança     Historicamente, a Argentina foi um país de cães. A presença do cachorro em casa ainda é dominante e faz parte da identidade cultural do vínculo com os animais de estimação.

De acordo com os dados do estudo, 6 em cada 10 famílias com animais de estimação têm apenas um cachorro, o que confirma o peso estrutural do universo canino no mercado. No entanto, também há sinais de mudança: cerca de uma em cada sete famílias já vive com dois ou mais cães, um indicativo de como a relação entre famílias e seus animais de estimação está evoluindo.

Mais do que uma substituição entre cães e gatos, o que emerge é uma ampliação do mapa de consumo, onde cada espécie começa a ocupar um lugar estratégico diferente dentro do mercado.
O DNA do cão argentino: diversidade e vínculo   
Uma das descobertas mais interessantes do estudo é que o mercado argentino de cães reflete características muito específicas. A predominância dos cães SRD, por exemplo, não é apenas uma variável estatística, ela fala de um vínculo cultural baseado em adoção, proximidade emocional e convivência diária.

No ranking das raças declaradas, o grupo identificado como "outras raças" e os SRD concentram a maior participação, seguidos por algumas raças icônicas como Labrador, Chihuahua ou Golden Retriever. Isso parece indicar que o mercado argentino combina diversidade genética com símbolos culturais que continuam a ter peso na imaginação dos proprietários.

Ao mesmo tempo, o estudo revela como o estilo de vida urbano também começa a influenciar o tipo de cão presente nas casas. O crescimento de cães pequenos e médios reflete mudanças no tamanho das famílias e na moradia em apartamentos.
O universo felino: o vínculo importa mais do que a raça
 
Se o cachorro continua sendo o animal de estimação dominante, o universo felino mostra uma dinâmica diferente. O estudo revela que mais de 60% dos gatos domésticos na Argentina são mestiços, o que reflete um padrão cultural em que a adoção tem um peso central dentro do vínculo entre as pessoas e os animais de estimação que escolhem. Esses dados são especialmente relevantes para a indústria, pois mostram que o valor simbólico do gato na casa argentina está menos associado à linhagem e mais ao vínculo emocional.

Ao mesmo tempo, algumas raças como Siamês ou Persa mantêm presença no mercado, especialmente em certos segmentos urbanos, mas seu peso ainda é significativamente menor em comparação ao universo dos gatos mestiços. 

Esse fenômeno também tem implicações estratégicas: o crescimento do gato em ambientes urbanos e em residências menores abre novas oportunidades para categorias de produtos, formatos e posicionamento de marca.
Cães e gatos: duas lógicas de consumo que coexistem
Mais do que uma competição entre espécies, o estudo mostra que cães e gatos representam lógicas diferentes dentro do mercado de alimentos para pets. Enquanto o cachorro continua associado à tradição do lar argentino e a um vínculo familiar de longa data, o gato, por outro lado, parece cada vez mais ligado a novas dinâmicas urbanas, casas menores e estilos de vida diferentes.

Para o setor, entender essas diferenças torna-se fundamental, não apenas porque impactam categorias de produtos, mas porque influenciam a comunicação, o posicionamento e as decisões estratégicas de portfólio de cada empresa.

Em outras palavras, entender como cães e gatos coexistem no mercado não é mais apenas uma questão demográfica, mas uma ferramenta para antecipar oportunidades de negócio.
Um estudo para entender o novo consumidor argentino
O Estudo 2025 Pet Food Shoppers na Argentina oferece uma leitura aprofundada do consumidor atual, analisando não apenas quais animais estão presentes em casas, mas também como evolui o vínculo entre donos, pets e consumo.

Entre outros aspectos, o estudo explora:
  Posse de animais de estimação e evolução demográfica Preferências por espécie, tamanho e raça  Diferenças por nível de renda Relação entre estilo de vida e escolha do animal  Implicações estratégicas para o mercado de alimentos para pets
Em um contexto em que as decisões de consumo estão se tornando mais complexas, entender o tutor de animais de estimação argentino se torna uma vantagem competitiva para as empresas do setor.
Acesse o Estudo sobre Shoppers de Pet food na Argentina 2025   Fonte: All Pet Food Market Insights, a plataforma de inteligência de mercado da All Pet Food

Informações de mercado

31/03/2026

O novo poder da Análise do Shopper em pet food: entender o consumidor é entender o futuro

A análise do shopper não é mais uma ferramenta secundária. É, em essência, a bússola competitiva de um mercado cada vez mais fragmentado, emocional e percebido em termos de valor.
Mais do que donos de pets: arquétipos com motivações diferentes   Uma das grandes contribuições da análise contemporânea do consumidor é quebrar a ideia simplificada de "donos de cães e gatos". Não há apenas um comprador de ração para pets, mas vários arquétipos, cada um com motivações emocionais, racionais e econômicas específicas.
  Nos estudos mais recentes que realizamos, surgem perfis que transformam completamente a forma como as estratégias são desenhadas:
  O especialista: altamente informado, compara rótulos, busca benefícios funcionais, valoriza os ingredientes e está disposto a pagar mais por resultados visíveis.
  O protetor econômico: cuida do seu orçamento sem sacrificar o bem-estar básico; responde a promoções e marcas confiáveis, mas não necessariamente premium.
  Os aspiracionais: eles querem "o melhor" mesmo que nem sempre possam pagar ainda; são o motor silencioso da premiumização.
  O pragmático rotineiro: ele compra o que sempre comprou; mudar isso exige argumentos claros, simples e muito práticos.
  O localizador de soluções: se move conforme necessidades específicas: digestão, pele, cabelo, alergias, controle de peso, etc.
  Conhecer esses arquétipos não só permite segmentar melhor, como também possibilita transmitir mensagens que realmente se conectam, projetar produtos alinhados com expectativas reais e entender quais tipos de evidências, alegações e formatos são relevantes para cada um.
  Marcas que dominam arquétipos transformam insights em ações: desde redefinir seu portfólio até redesenhar sua narrativa de valor.
Segmentação precisa: o motor de decisão mais lucrativo   A segmentação adequada não se resume apenas a dividir o mercado em econômico, padrão e premium, hoje exige dimensões cruzadas: Tipo de comida, Nível de renda, missão de compra, frequência, sensibilidade ao preço, canal preferido, O papel emocional do animal na casa.
  Quando uma empresa segmenta com precisão, ela ganha três benefícios imediatos:
  Melhor foco estratégico: cada real investido tem um retorno maior, porque cada ação é direcionada ao segmento certo.
  Otimização de portfólio: SKUs de baixo perfil são reduzidos e aqueles que representam a maior contribuição para o crescimento são aprimorados.
  Maior competitividade nos canais: cada canal tem um cliente diferente, então a segmentação permite criar estratégias diferenciadas para autoatendimento, veterinário, tradicional, especializado ou online.
  Segmentação bem feita evita esforços confusos, multiplicação desnecessária de SKUs e promoções sem impacto real.
Entendendo a jornada do shopper: onde ele decide, o que o prende e o que o motiva   O shopper de alimentos para petss não decide apenas na prateleira. O processo deles é construído em múltiplas camadas: recomendações do veterinário, conteúdo digital, experiências anteriores, avaliações online, promoções, disponibilidade nas lojas, até mesmo a pressão para "ser um bom tutor".}
  A análise do consumidor revela pontos críticos da jornada, tais como:
  O que desencadeia a decisão (um problema de saúde, aumento do poder de compra, mudança no estilo de vida). O que retarda a conversão (confusão entre claims, saturação de prateleiras, desconfiança em novas marcas). O que impulsiona a troca (benefícios claros, embalagem profissional, respaldo científico, influenciadores veterinários). O que estimula a recorrência (consistência do produto, acessibilidade em vários canais, sensação de segurança).
Quando a marca domina esses momentos, ela não só vende mais: cria uma lealdade psicológica, muito mais profunda do que a simples compra repetida.
Preço, elasticidade e valor percebido: o triângulo que define a lucratividade   Estudos de shoppers nos permitem entender por que o preço não é apenas um número, mas uma percepção.
  Por meio de grupos por idade do cão, tamanho da raça, missão de compra e motivações emocionais, observa-se que:
  Famílias com cães jovens são as que mais impulsionam a premiumização. Raças médias e pequenas pagam mais por quilo porque a despesa mensal total ainda é administrável. Famílias com vários pets respondem melhor a promoções em volume. Compradores no canal veterinário são menos sensíveis ao preço, mas mais exigentes em funcionalidades.
  Com essas informações, as marcas podem otimizar preços, segmentar promoções e criar apresentações que maximizam a lucratividade por segmento.
  A análise do shopper permite encontrar exatamente o ponto em que a marca mantém a competitividade sem prejudicar o valor. Esse cruzamento entre comportamento real e percepção subjetiva é impossível de deduzir sem dados.
Canais que se comportam de forma diferente: entendendo a rivalidade do consumidor   O canal não é apenas um ponto de venda; É um universo com suas próprias regras.
  Cada canal concentra diferentes arquétipos:
  Autoatendimento: compradores racionais, comparativos, sensíveis a preços e apresentação. Veterinários: eles buscam autoridade, apoio e funcionalidade; menos elasticidade, maior confiança. Especializados: compradores aspiracionais, compradores premium e buscadores de consultoria coexistem. Tradicional: busca por conveniência, hábitos enraizados e marcas econômicas. Online: alto nível de pesquisa, comparação imediata e sensibilidade à variedade.
  A análise do cliente permite que você saiba o que vender, para quem vender e como posicioná-lo em cada canal. Sem essa leitura, as empresas caem em estratégias genéricas que não refletem a verdadeira dinâmica competitiva.
O que as empresas ganham ao investir em uma análise de consumidores   Por fim, a indústria frequentemente pergunta: "O que eu ganho com isso?" E a resposta é retumbante:
  Precisão estratégica: as decisões não são mais baseadas em intuição ou apenas em dados de vendas: são baseadas no profundo entendimento do comprador.
  Produtos mais relevantes: Insights revelam necessidades não atendidas e abrem espaço para inovações funcionais, naturais, terapêuticas ou premium.
  Posicionamento mais claro: as marcas conseguem comunicar vantagens que ressoam emocionalmente, não apenas tecnicamente.
  Portfólios mais eficientes: SKUs que não agregam valor são cortados e aqueles que impulsionam vendas, faturamento e margem são fortalecidos.
  Melhor execução comercial: as estratégias por canal tornam-se consistentes com o tipo de comprador que o visita.
  Maior lucratividade: melhor combinação de SKUs, preços ótimos, promoções direcionadas e promoção de negociação apoiadas por evidências.
  Em um setor que cresce rápido e evolui a cada ano, entender quem é o shopper não é mais um luxo. É, literalmente, a vantagem competitiva mais estratégica do setor.   Conclusão: o shopper é a narrativa que une tudo   A análise do shopper de pet food nos permite enxergar além de marcas, apresentações e categorias. Isso permite que você entenda a vida real dos guardiões, suas emoções, preocupações, aspirações pessoais e o papel emocional de seus pets. Quem domina essa história domina o mercado. E empresas que integram a análise do consumidor como um eixo central alcançam algo que poucas marcas têm: relevância emocional e competitiva ao mesmo tempo.
  Porque na ração para pets, a batalha pelo crescimento não é vencida na prateleira, ela é conquistada na mente e no coração do consumidor. Por Ivan Franco
Fonte: All Pet Food Magazine

Por Iván Franco

Informações de mercado

13/03/2026

Brasil habilita 40 plantas para exportar pet food à Costa Rica  

O Brasil ampliou sua presença internacional no setor de pet food após habilitar 40 plantas industriais para exportação à Costa Rica. A autorização foi formalizada pelo Servicio Nacional de Salud Animal (Senasa), conforme comunicado do Ministério da Agricultura.
  A medida fortalece o comércio bilateral e amplia o acesso da indústria brasileira de alimentos para pets a um mercado em expansão. O acordo estabelece a habilitação prévia das empresas exportadoras e reforça requisitos sanitários, controle de qualidade e segurança alimentar para o comércio entre os países.   Mercado pet da Costa Rica cresce e impulsiona demanda
Dados do Instituto Nacional de Estadística y Censos (INEC), por meio da ENAHO 2024, mostram que 62,2% dos lares costarriquenhos mantêm ao menos um cão ou gato. A população canina no país é estimada em cerca de 1,78 milhão de animais, o que sustenta a expansão do mercado de alimentos para pets.
  O desempenho também aparece no comércio exterior. Em 2025, a Costa Rica importou aproximadamente US$ 98 milhões (R$ 506,1 milhões) em alimentos para animais de companhia, sendo cerca de US$ 2,8 milhões (R$ 14,4 milhões) provenientes do Brasil, indicador que sinaliza potencial de crescimento para a indústria nacional.   Exigências sanitárias reforçam oportunidades para a indústria brasileira
As novas diretrizes implementadas pela Costa Rica exigem habilitação sanitária prévia das empresas exportadoras, resultado de cooperação técnica entre os países. O processo integra protocolos de inspeção, rastreabilidade e padrões de segurança alimentar.
  Para a indústria brasileira de pet food, a habilitação das plantas representa avanço estratégico, ampliando competitividade, previsibilidade regulatória e oportunidades de expansão na América Central. Por Juliana de Caprio
Fonte: Panorama Pet & Vet

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09/03/2026

XXV Congresso CBNA Pet debate nutrição, processo e segurança, mercado e comunicação ética em nutrição de cães e gatos em São Paulo

Com o tema Desafios na alimentação de felinos, o XXV Congresso CBNA Pet vai ser realizado entre os dias 13 e 14 de maio, no Distrito Anhembi, em São Paulo. O evento mais importante em nutrição de cães e gatos do país terá sua programacao dividida em quatro grandes painéis com os temas Nutrição, Processo e Segurança, Mercado e Comunicação ética em nutrição de cães e gatos no combate à desinformação, anuncia o membro da Diretoria Técnica do CBNA, coordenador do evento e professor da Unesp – Campus de Jaboticabal, Aulus Carciofi.
  O encontro, realizado pelo CBNA (Colégio Brasileiro de Nutrição Animal), vai abordar alguns dos temas que têm tirado o sono dos profissionais de toda a cadeia produtiva, como as medidas mais adequadas de alguns dos nutrientes mais importantes na formulação de dietas de gatos, processamento de ração, aditivos e ingredientes potencialmente tóxicos, indicadores de desempenho em fábricas de ração e as principais perspectivas de mercado.
  O objetivo é reunir alguns dos principais especialistas em nutrição de cães e gatos da academia e da indústria para discutir desafios, oportunidades, tendências, inovações e perspectivas do setor, disse Carciofi. 'Nestes dois dias de evento, teremos apresentação de trabalhos científicos e debates com representantes da indústria e da academia, incluindo as universidades mais importantes do Brasil, dos Estados Unidos e do Canadá'.   Programação
O programa científico do XXV Congresso CBNA Pet, será aberto com o Painel de Nutrição, a partir das 9h do dia 13, pela professora da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ/USP), Márcia Gomes. Em seguida, a professora da University of Guelph, do Canadá, Kate Schoveller, vai debater Quando e como fazer uso dos aminoácidos cristalinos em alimentos comerciais para gatos.
  Logo depois, o professor da University of Missouri, dos Estados Unidos, Bob Backus, vai destacar Betaína, colina e metabolismo de carbono: Além da necessidade mínima. No período da tarde, a programação segue com o professor da Kansas State University, dos Estados Unidos, Dennis Jewell, que vai discutir Formulando minerais com vistas a saúde do trato urinário dos gatos. 
  O professor da Kansas State University, dos Estados Unidos, Dennis Jewell, vai apresentar Água do alimento, balanço hídrico e a saúde renal de gatos. Na sequência, o professor da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Luciano Trevizan vai ministrar a palestra Gordura na dieta de gatos: Quanto e qual?. 
  No dia 14 de maio, a programação começa com o Painel de Processo e Segurança, que será aberto com o tema Criando alimentos para gatos: Processamento e características específicas, encabeçado pelo gerente de P&D da Adimax, Fabiano Cesar Sá. Em seguida, o debate será Muito além do sabor: A influência da palatabilidade e do ambiente no comportamento alimentar felino, com a gerente da Nestlé Purina na América do Norte, Sandra Lyn.
  Logo depois, a discussão avança sobre Aditivos e ingredientes potencialmente tóxicos para gatos, com a professora da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ/USP), Silvana Lima Gorniak. Na sequência, os Indicadores de desempenho na fábrica de ração serão debatidos com o consultor da AZC Animal Nutrition Consulting, Alderley Zani.
  O Painel de Mercado abre a programação no período da tarde com o tema Alimentos para gatos: Perspectivas de mercado e ótica de seus responsáveis, com o gerente de Marketing da Symrise Pet Food na América Latina, Anderson Conejo. A programação desta edição será encerrada com uma mesa-redonda sobre Comunicação ética em nutrição de cães e gatos no combate à desinformação.
  A mesa-redonda terá a participação de representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), além das médicas veterinárias e influenciadoras digital Fernanda Yamamoto e Carla Maion. O CBNA vai realizar três eventos simultâneos de 12 a 14 de maio no Distrito Anhembi, em São Paulo. No dia 12 haverá o IX Workshop sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos, dias 13 e 14 será o XXV Congresso CBNA Pet e de 12 a 14 de maio será realizada a 36ª Reunião Anual do CBNA – Aves, Suínos e Bovinos.
  Toda essa programação será paralela à Fenagra, Feira Internacional dedicada à tecnologia e processamento da agroindústria Feed & Food, apoiadora da iniciativa. As edições deste ano tem o patrocínio confirmado de empresas como AB Vista, Adimax, Alltech, APC, Bionatural, CBO Laboratório, dsm-firmenich, Evonik, ICC Pet, Kemin Nutrisurance, Novus, PremieRpet, Royal Canin, Sanfer, Symrise, Sindirações e Waltham. As empresas interessadas em participar ou patrocinar os eventos, podem entrar em contato com o CBNA através do e-mail cbna@cbna.com.br ou pelo What'sApp (19) 3232.7518. Fonte: XXV Congresso CBNA Pet Serviço:
XXV Congresso CBNA Pet
Data: 13 e 14 de maio de 2026 
Local: Distrito Anhembi 
Endereço: Avenida Olavo Fontoura, 1209, Santana, São Paulo, SP
Informações: https://www.pet.cbna.com.br  
Telefone/What'sApp: (19) 3232.7518
E-mail: cbna@cbna.com.br
  Assessoria de Imprensa: 
Márcia Midori
(19) 9 9712.3224
E-mail: agronoticia@gmail.com 

Informações de mercado Acordo entre União Europeia e Mercosul pode influenciar o mercado de alimentos para pets

4+ MIN

Acordo entre União Europeia e Mercosul pode influenciar o mercado de alimentos para pets

O acordo comercial firmado entre a União Europeia e os países do Mercosul — Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai — pode gerar reflexos importantes para a cadeia de alimentos para pets, mesmo sem trazer dispositivos específicos voltados ao setor. 
  A explicação está no alcance das regras comerciais sobre produtos agropecuários e ingredientes de origem animal, amplamente utilizados na produção de rações e alimentos completos para cães e gatos.

Enquanto o Mercosul se destaca como grande exportador de matérias-primas agrícolas, a União Europeia reúne tanto fabricantes relevantes quanto um mercado consumidor estratégico para produtos de maior valor agregado. 
  A proposta do acordo é reduzir tarifas e ampliar o acesso aos mercados entre os dois blocos, o que pode beneficiar diferentes etapas da cadeia produtiva.   O que prevê o acordo entre União Europeia e Mercosul
Após cerca de 20 anos de negociações, representantes dos dois blocos chegaram a um acordo político em dezembro de 2024. 
  Em setembro de 2025, a Comissão Europeia aprovou dois instrumentos jurídicos paralelos: o Acordo de Parceria União Europeia–Mercosul e um Acordo Comercial Interino.
  Ambos foram assinados em janeiro deste ano e agora seguem para etapas internas de ratificação e definição de cronogramas, que vão determinar quando e como as medidas previstas passam a valer na prática.   Classificação aduaneira define o impacto para o setor pet
Mesmo sem citar diretamente alimentos para cães e gatos, o acordo pode afetar o setor por meio das regras de classificação utilizadas no comércio internacional. 
  Os compromissos tarifários costumam ser organizados com base no Sistema Harmonizado (SH), que agrupa mercadorias por códigos técnicos.
  No caso dos alimentos completos para cães e gatos destinados ao varejo, a classificação utilizada é o código SH 2309.10, correspondente a alimentos para cães ou gatos preparados para venda direta ao consumidor. 
  Caso as listas tarifárias do acordo incluam esse código, os produtos de pet food passam automaticamente a ser contemplados.   Ingredientes e matérias-primas também entram na equação
O mesmo princípio vale para ingredientes usados na fabricação de alimentos para pets, enquadrados em outros códigos ligados à alimentação animal e à produção agropecuária. 
  Assim, o acordo pode influenciar tanto a exportação de produtos acabados quanto o fornecimento e o custo das matérias-primas.
  Na prática, os efeitos variam conforme o tratamento dado a cada linha tarifária, os prazos de implementação e fatores como logística, variação cambial e exigências regulatórias.
  Exigências sanitárias seguem obrigatórias no comércio com a União Europeia
Apesar da possível redução de tarifas, o acordo não altera os padrões sanitários da União Europeia. 
  Alimentos para pets continuam obrigados a cumprir integralmente as exigências relacionadas à saúde animal, segurança dos produtos e rastreabilidade.
  O que pode ocorrer é a padronização ou o reconhecimento de determinados procedimentos, tornando o processo comercial mais previsível, sem flexibilizar os critérios de controle.
  Impactos dependem da implementação do acordo
Para a indústria de alimentos para pets, os impactos concretos do acordo entre União Europeia e Mercosul dependem das definições finais sobre tarifas, do calendário de entrada em vigor e da capacidade das empresas de atender às exigências regulatórias.
  Mesmo sem regras específicas para o setor pet, o acordo mostra como políticas comerciais podem influenciar o mercado de forma indireta, por meio das normas aplicáveis ao comércio agrícola como um todo.   FAQ sobre Acordo União Europeia–Mercosul e alimentos para pets
O acordo cita diretamente alimentos para cães e gatos?
Não. O impacto ocorre de forma indireta, por meio das regras de classificação aduaneira.
  Produtos brasileiros de pet food podem ser beneficiados?
Sim, dependendo da redução de tarifas aplicada aos códigos que incluem alimentos para pets.
  As exigências sanitárias europeias mudam com o acordo?
Não. As regras de segurança, saúde animal e rastreabilidade continuam obrigatórias. Fonte: Cães & Gatos

Informações de mercado Smart Pet Food Production: Da Escala de P&D ao Custo Total de Propriedade e operações

3+ MIN

Smart Pet Food Production: Da Escala de P&D ao Custo Total de Propriedade e operações

Reunindo fornecedores de tecnologia líderes e especialistas de toda a cadeia de valor do mercado pet food, o seminário de meio dia oferecerá insights práticos sobre inovação, escalonamento industrial, otimização de processos e eficiência de custos, tanto para fabricantes de alimentos úmidos quanto secos.   Enfrentando os Desafios Atuais de Produção    À medida que o mercado global de alimentos para pets continua a se expandir e evoluir, os fabricantes enfrentam uma pressão crescente para inovar, mantendo eficiência e lucratividade. Este evento foi criado para fornecer conhecimento prático sobre:
  Prototipagem e ampliação de novas formulações Tecnologias inovadoras para snacks e produtos especiais Engenharia e controle de plantas para produção de alimentos úmidos e secos Otimização do custo total de propriedade (TCO)   Programação conduzida por Especialistas   O programa da tarde começa com um café de boas-vindas às 13h45, seguido por apresentações técnicas a partir das 14h30.
  As principais sessões incluem:
  Abertura e Introdução: Gael Seguin (Clevertech) e Torsten Trampe (JRS)
  Prototipagem e Escalonamento: Carolin Bohlke (Miavit) e Astrid Bosse (JRS)
  Tecnologias Inovadoras na Preparação de snacks e especialidades: Lars Heymer (Karl Schnell) e Stefan Irmscher (REICH Thermoprozesstechnik GmbH)
  Engenharia e Controle de Plantas na produção de Alimentos Úmidos e Secos: William McBride (ANDRITZ) e Gael Seguin (Clevertech)
  Custo Total de Propriedade para operações de alimentos úmidos e secos:  William McBride (ANDRITZ) e Inigo Pardo (JBT Marel)
  O evento será encerrado com uma sessão de perguntas e respostas, seguida por uma recepção de networking com aperitivos às 18h.   Vagas Limitadas Disponíveis   A participação é gratuita; no entanto, a participação é limitada a 300 participantes. Recomenda-se inscrição antecipada.
  Inscreva-se agora pela página oficial do evento: https://www.petfoodcompetencenet.com/events/   Conheça a Rede no Interzoo   A Pet Food Competence Network também estará presente na Interzoo, no Hall 7A – Estande 515, oferecendo aos participantes a oportunidade de dar continuidade às discussões e explorar oportunidades de colaboração. Fonte: Pet Food Competence Network
Sobre a Pet Food Competence Network (PFCN)
A Pet Food Competence Network reúne 11 empresas líderes com sólida expertise em toda a cadeia de produção de alimentos para pets. Com mais de 1.000 anos de experiência combinada no setor, a rede apoia fabricantes em todo o mundo por meio de soluções integradas que abrangem P&D, tecnologias de processamento, engenharia e otimização de plantas.


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Tendências

Sustentabilidade

09/04/2026

Rações premium elevam emissões de gases de efeito estufa  

Um estudo da Universidade de Edimburgo, publicado no Journal of Cleaner Production, indica que rações premium para cães, especialmente as úmidas, cruas e com alto teor de carne, apresentam emissões de gases de efeito estufa (GEE) significativamente superiores às da ração seca convencional. A pesquisa avaliou quase 1.000 produtos comerciais disponíveis no mercado do Reino Unido.
  De acordo com os pesquisadores, a produção de ingredientes para a alimentação canina no país responde por cerca de 1% das emissões totais de GEE. O levantamento também aponta que cães alimentados com dietas premium ricas em carne podem ter pegadas de carbono dietéticas maiores do que as de seus próprios tutores.   Cálculo da pegada de carbono
O estudo foi conduzido por cientistas das universidades de Edimburgo (Escócia) e Exeter (Inglaterra), que calcularam as emissões considerando os gases gerados durante a produção dos alimentos. As estimativas utilizaram informações de rotulagem de ingredientes e nutrientes, abrangendo rações secas, úmidas e cruas, além de opções à base de plantas e sem grãos.   Continua depois da publicidade
A análise revelou diferenças expressivas no impacto ambiental conforme a formulação e o método de processamento. Dietas com maior impacto podem emitir de 65 a mais de 160 vezes mais GEE do que aquelas com melhor desempenho ambiental.
  As rações secas convencionais, por utilizarem maior proporção de grãos e subprodutos, apresentaram o menor impacto, com emissões medianas inferiores a 1 kg de CO₂ equivalente por 1.000 calorias (kgCO₂eq/1.000 kcal). Em contrapartida, dietas úmidas e, sobretudo, cruas figuram entre as mais emissoras, com as cruas atingindo uma mediana de 4,7 kgCO₂eq/1.000 kcal.
  O maior impacto foi observado em dietas que incluem carne bovina, alcançando 25,36 kgCO₂eq, valor cerca de 70 vezes superior à média das rações secas.   Comparação com a alimentação humana
O estudo também comparou os impactos com diferentes padrões de alimentação humana. As emissões medianas para alimentar um cão de 20,1 kg com comida úmida ou crua superam as de uma dieta humana vegana, ficando abaixo apenas de dietas humanas muito ricas em carne. No caso de dietas cruas com cortes premium, o impacto pode exceder o de uma dieta humana carnívora.
  Segundo estimativas dos pesquisadores, se toda a população canina mundial fosse alimentada nos mesmos moldes e quantidades dos cães do Reino Unido, as emissões globais poderiam se equiparar às da aviação comercial mundial em um ano.   Papel dos ingredientes e desafios para o setor
O principal fator por trás das diferenças de emissão, segundo o estudo, é a substituição de subprodutos animais por cortes nobres de carne. Dietas premium, sem grãos ou cruas tendem a utilizar ingredientes que demandam mais recursos ambientais, enquanto rações secas convencionais aproveitam subprodutos, maximizando o uso do animal abatido.
  'Como cirurgião-veterinário que trabalha com sustentabilidade ambiental, vejo com frequência tutores divididos entre a ideia de cães como 'lobos' carnívoros e o desejo de reduzir os danos ao meio ambiente', afirmou John Harvey, veterinário pesquisador da Universidade de Edimburgo e coautor do estudo. 'Nossa pesquisa mostra o quão grande e variável é o impacto climático da ração para cães', acrescenta.
  Para a indústria de pet food, Harvey aponta que o uso de cortes normalmente não consumidos por humanos e uma rotulagem clara podem ajudar a equilibrar saúde animal e redução da pegada ambiental, oferecendo informações mais transparentes para a tomada de decisão dos tutores. Fonte: Panorama Pet & Vet

Tecnologia

07/04/2026

Gêmeos digitais na indústria de alimentos para pets: da simulação ao controle preditivo

O que são gêmeos digitais e em que usam atualmente?
Um gêmeo digital é uma réplica virtual dinâmica de um ativo físico, um processo ou um sistema de produção inteiro. Ao contrário de uma simulação estática, o gêmeo digital é continuamente alimentado com dados reais de sensores e sistemas de controle, permitindo que ele reflita o estado atual do processo e antecipe seu comportamento futuro.

Segundo a IBM, os  gêmeos digitais são atualmente usados na manufatura para melhorar a eficiência operacional, otimizar processos, reduzir falhas, acelerar o desenvolvimento de produtos e possibilitar manutenção preditiva. No campo industrial, sua aplicação abrange desde linhas de produção individuais até plantas completas, integrando variáveis de operação, consumo de energia, qualidade e desempenho de equipamentos, bem como no planejamento de plantas, testes virtuais de novos produtos, otimização de  layouts e controle de processos complexos, entre outros.
Da simulação à tomada de decisão preditiva
O avanço dos gêmeos digitais está intimamente ligado à convergência entre simulação de processos, sensores industriais, inteligência artificial e computação em nuvem. Essa integração permite que os fabricantes migrem de um modelo reativo, baseado em amostragem manual e ajustes subsequentes, para uma abordagem preditiva e preventiva.

De acordo com um artigo da StartUs Insights, o mercado de gêmeos digitais aplicados à manufatura pode atingir USD 714.000 milhões até 2032, impulsionado pela necessidade de otimizar processos complexos e reduzir ineficiências operacionais. O mesmo relatório indica que mais de 81% das empresas globais já estão explorando ativamente o metaverso industrial, e que 62% aumentaram seus investimentos nessas tecnologias no último ano.

Esses números refletem uma mudança estrutural: a simulação não se limita mais ao projeto, tornando-se uma ferramenta central para a gestão diária da planta.

O estudo Digital Twins applications in the food industry: a review identifica quatro principais abordagens para a aplicação dos digital twins na indústria alimentícia, definidas por sua função dentro do sistema de produção. Primeiro, gêmeos digitais com abordagem de previsão são usados para antecipar o comportamento futuro de processos ou equipamentos, com base na análise de dados históricos e condições atuais, permitindo que desvios, insuficiências ou falhas sejam previstos antes que ocorram. Segundo, modelos de simulação reativos permitem monitorar o processo em tempo real e responder de forma autônoma a desvios, ajustando variáveis operacionais e recomendando ações corretivas ou preventivas. Uma terceira abordagem é o comissionamento virtual, onde gêmeos digitais são usados para testar, validar e otimizar novas tecnologias, equipamentos ou configurações de plantas em um ambiente virtual antes de sua implementação física. Por fim, a abordagem de simulação baseada em sincronização mantém o gêmeo digital alinhado em tempo real ou quase em tempo real com o sistema físico, criando uma representação altamente precisa do processo, especialmente valiosa para analisar cenários, otimizar operações e melhorar a tomada de decisão em sistemas complexos.
Como os gêmeos digitais contribuem para a indústria de ração para pets?
Se focarmos estritamente na indústria de alimentos para pets, a variabilidade das matérias-primas é um dos principais fatores que impactam a qualidade final do produto. Ingredientes como cereais, farinhas proteicas, gorduras e subprodutos de origem animal apresentam flutuações naturais em umidade, teor proteico, gordura e granulometria.
De acordo com uma análise técnica publicada pela Haskell, essas variações afetam diretamente operações críticas como extrusão e secagem, influenciando atributos como textura, densidade, estabilidade nutricional e vida útil do produto. Métodos tradicionais de controle geralmente detectam essas variações quando o produto já foi fabricado, gerando retrabalho, desperdício e perdas de eficiência. Por outro lado, os gêmeos digitais permitem que você antecipe esses efeitos antes que impactem o produto final.

Em ração para pets, um gêmeo digital é construído a partir de modelos que representam o comportamento térmico, mecânico e dinâmico de cada operação de unidade: mistura, condicionamento, extrusão, secagem e resfriamento. Esses modelos são alimentados em tempo real com dados de sensores instalados na fábrica, como medições de umidade dos ingredientes, temperatura do canhão do extrusor, velocidade do parafuso, pressão, fluxo de ar e parâmetros do secador. Essa informação sincroniza o modelo virtual com o processo real, criando uma representação viva da planta em operação.

Em sistemas de controle em circuito fechado, os gêmeos digitais não apenas observam o processo, mas também preveem como uma variação da matéria-prima impactará o produto final e ajustam automaticamente os parâmetros operacionais para compensá-lo, mesmo antes do ingrediente entrar no extrusor.
Benefícios de sua implementação   A implementação dos gêmeos digitais traz benefícios concretos em múltiplos níveis. Primeiramente, melhora significativamente a consistência do produto, reduzindo a variabilidade de lote para lote, um fator chave para a confiança do consumidor e para a reputação da marca.
  Além disso, ao evitar a produção fora das especificações, diminui o desperdício de matérias-primas e energia. Essa abordagem também possibilita otimizar o consumo de energia e aumentar o desempenho sem comprometer a qualidade, impactando diretamente os custos operacionais.

Outro benefício estratégico é a aceleração do desenvolvimento de novos produtos. As formulações podem ser testadas virtualmente, avaliando seu comportamento no processo antes da realização dos testes físicos, o que reduz o tempo, riscos e custos associados aos testes industriais.

Além disso, há a possibilidade de integrar manutenção preditiva, usando gêmeos digitais para detectar desvios no desempenho dos equipamentos e antecipar falhas, evitando paradas não planejadas.
Gêmeos digitais, uma tecnologia chave para construir plantas verdadeiramente conectadas
A adoção dos gêmeos digitais marca um ponto de virada na forma como as fábricas de produção de ração para pets são gerenciadas. Não se trata mais apenas de automatizar, mas de entender o processo em profundidade, antecipar desvios e tomar decisões baseadas em dados reais e comparáveis.

Em um cenário onde eficiência, sustentabilidade e qualidade são cada vez mais decisivas, os gêmeos digitais são consolidados como uma ferramenta estratégica para fabricantes que buscam escalar, se diferenciar e construir plantas verdadeiramente conectadas e resilientes. Por Candelaria Carbajo – All Pet Food
Fonte: All Pet Food Magazine

Referências
Gallagher, Nick (Actualizado el  17 de octubre del 2025) What is a Digital Twin? IBM
Prasser, David R. (July 21, 2025). Future of Manufacturing: 13 Trends Driving 2026-2035 Growth. StarUs Insights
Abdurrahman, Emadaldin Elfatih M. & Ferrari, Giovanna. (3 de abril de 2025). Digital Twin applications in the food industry: a review. Frontiers
Haskell. (19 de diciembre de 2025). A Process Engineering Perspective on Digital Twins in Pet Food Manufacturing.

Por Maria Candelaria Carbajo

Mix feeding

02/04/2026

Mix feeding: a mistura de secos e úmidos no manejo nutricional de cães e gatos

Nas prateleiras de lojas especializadas no segmento pet é possível encontrar uma ampla variedade de alimentos para cães e gatos. Dentre eles, alternativas secas e úmidas, que podem ser utilizadas em conjunto ou separadas. 
  O mix feeding consiste na oferta dos dois formatos de alimento na rotina do animal, geralmente, misturando alimento seco e alimento úmido, seja ele em lata, sachê ou comida caseira. 

'Essa prática ganhou força porque une o melhor dos dois mundos: a praticidade do seco com a maior hidratação e palatabilidade do úmido. Em gatos, especialmente, o úmido ajuda a aumentar o consumo de água — algo muito relevante para saúde urinária', explica Carla Maion, médica-veterinária pós-graduada em Nutrição de cães e gatos. 
  Esse modelo também é adotado por muitos responsáveis pelos animais, graças à procura por mais variedade e qualidade sensorial na alimentação de cães e gatos. 
  Dentre as vantagens do mix feeding pode-se citar: maior ingestão de água, principalmente para gatos, melhora do apetite em animais mais seletivos e a possibilidade de fracionar adequadamente as calorias ao longo do dia e tornar a refeição mais atrativa.Já as desvantagens, segundo a especialista, surgem quando não há cálculo adequado das calorias ou quando as dietas não estão balanceadas, citando especificamente as dietas caseiras. 
  'O erro mais comum é o excesso calórico. Muitas vezes, o alimento úmido é incluído na alimentação como 'extra' e não substitui parte da ração. Outro ponto é que alguns alimentos úmidos são apenas complementares e não completos. Isso pode desbalancear a dieta se não houver atenção ao rótulo', cita.   Avaliar os rótulos é fundamental 
De modo geral, os alimentos secos são completos e balanceados para fornecer a nutrição adequada a cães e gatos. 
  No entanto, ao optar pelo mix feeding é essencial verificar se as opções escolhidas são adequadas para a fase de vida e o gasto energético atual do pet. 
  A veterinária explica que há muitas opções de alimentos secos e úmidos completos para manutenção nutricional e até versões indicadas como coadjuvantes em tratamentos de determinadas doenças. 
  'O ponto principal é conferir no rótulo se o alimento é completo e balanceado. Produtos chamados de 'topper' ou 'complementares' não devem substituir parte relevante da caloria sem orientação. Porém, podem ser oferecidos como veículos de água ou coberturas para aumentar o interesse pela refeição em casos de animais mais seletivos', pontua. 
  Também é importante calcular a necessidade calórica diária e dividir corretamente as quantias entre alimento seco e úmido. 
  Além disso, Maion esclarece que deve-se considerar a condição corporal, presença de doenças ou particularidades, rotina do responsável e comportamento alimentar do pet ao optar por esse tipo de dieta.   Quando implementar a técnica    Alguns animais podem se beneficiar mais com o mix feeding do que outros. Citando espécies, os felinos são os que mais aproveitam a técnica, especialmente devido às suas restrições com relação à hidratação. 
  'Eles naturalmente bebem pouca água, então o alimento úmido ajuda bastante. Já os cães também se adaptam bem, mas o impacto fisiológico do mix feeding costuma ser mais significativo nos felinos', explica a profissional. 
  Outro ponto importante é que os gatos não se adaptam tão bem a dietas caseiras como cães. Logo, na alimentação deles é indicado dar preferência aos sachês e alimentos enlatados em mousse.
  A mistura de secos e úmidos também pode ser uma ótima estratégia para aumentar a palatabilidade dos alimentos, mas exige atenção. 
  Carla explica que em casos como doença renal, alergias alimentares ou problemas urinários os dois alimentos precisam ser compatíveis com a condição clínica. 
  Já em dietas de eliminação, por exemplo, não se deve misturar alimentos diferentes, pois isso compromete o diagnóstico. 
  'O mix feeding deve ser evitado quando o responsável pelo animal não consegue controlar porções com precisão, quando não se adapta a rotina da família ou quando há a possibilidade de o alimento úmido ficar exposto por muito tempo', pontua.   Qualidade associada a porções corretas 
A partir do momento que o animal está ingerindo alimentos secos e úmidos em sua dieta ele já está realizando o mix feeding. No entanto, não é o formato que determina qualidade nutricional e, sim, a formulação de ambas as escolhas.
  De acordo com a especialista, a base dessa técnica é calcular as calorias diárias necessárias ao animal e dividi-las corretamente entre os dois alimentos. 
  'O úmido não pode ser 'acréscimo', ele deve substituir parte da ração. Também é importante incluir petiscos no cálculo total. O acompanhamento do peso e do escore corporal deve ser regular e eu geralmente peço retorno em três semanas para ver se tudo correu bem e como foram as mudanças naquela família', esclarece.
  Dessa forma, primeiramente, é indicado verificar se ambos os alimentos são completos e adequados para a fase de vida do animal. Em seguida, deve-se observar a densidade energética (quantas calorias por grama ou por lata). 
  Para definir as porções é preciso calcular a necessidade energética diária do pet e determinar a proporção entre alimento seco e úmido (por exemplo, 50% das calorias de cada). 
  Logo depois, segundo Maion, convertem-se as calorias em gramas de ração e quantidade de lata/sachê, conforme a informação do fabricante. Já os ajustes devem ser feitos conforme a resposta do pet e de acordo com a rotina da família. Também é fundamental deixar as quantidades bem claras para evitar erros. 
  Inclusive, todo o cálculo alimentar do animal deve ser definido junto com o médico-veterinário. 
  'A introdução do mix feeding deve ser gradual, substituindo pequenas quantidades do alimento atual ao longo de alguns dias (geralmente, entre quatro e cinco dias são suficientes). Em gatos mais sensíveis, a adaptação pode precisar de um período maior (de sete a 12 dias). Mudanças bruscas aumentam risco de êmese e disbiose e não são indicadas em nenhum momento, a não ser em casos de internação ou urgências', conclui. Fonte: Cães e Gatos

Nutrição

01/04/2026

Inovação, tecnologia e nutrição: o uso de petiscos funcionais no manejo da osteoartrite canina

A osteoartrite (OA) é uma doença articular crônica, de caráter progressivo e degenerativo, frequentemente diagnosticada em cães de raças grandes, obesos, idosos, bem como naqueles com predisposição genética, como os Labradores Retrievers e os Pastores Alemães. Os sinais clínicos mais comumente observados incluem dor articular, limitação de movimento, crepitação e inflamação, resultando em restrição da atividade física e recusa à realização de atividades rotineiras, como caminhar ou subir escadas, comprometendo significativamente o bem-estar e a qualidade de vida dos animais acometidos.

Dentre as opções de tratamento convencionais, estão incluídas as cirurgias das articulações afetadas e o controle da dor com administração de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), cujos benefícios clínicos em termos de analgesia e melhora funcional são amplamente reconhecidos. No entanto, o uso prolongado desses medicamentos pode ser associado a eventos adversos relevantes, incluindo toxicidade renal e hepática, bem como complicações gastrointestinais. Além disso, a eficácia terapêutica depende não apenas da farmacodinâmica do princípio ativo, mas também da adesão ao tratamento, que está diretamente ligada à palatabilidade e facilidade de administração do medicamento. Diante dessas limitações, cresce o interesse por tratamentos complementares e menos invasivos, como a utilização de nutracêuticos e suplementos alimentares.

Os nutracêuticos são produtos bioativos com potencial terapêutico, amplamente utilizados no manejo da OA em cães. Entre os compostos estudados como alternativas terapêuticas destacam-se a glucosamina, o sulfato de condroitina, o colágeno tipo II não desnaturado, os ácidos graxos ômega-3 e os canabinoides, especialmente o canabidiol (CBD). Esses agentes são utilizados com o objetivo de modular processos inflamatórios, estimular a regeneração e manutenção da cartilagem articular, reduzir a dor e melhorar a função locomotora.

Diante desse cenário, os petiscos funcionais surgem como um veículo eficaz para a administração desses compostos, sobretudo porque oferecem maior aceitação pelos cães e facilitam o manejo por parte dos tutores, já que regularmente são oferecidos como reforços positivos em treinamentos e/ou como expressões de afeto dos tutores para com seus animais de estimação. Estudos como o de Costa et al. (2025), ao avaliarem a aceitação de diferentes formas farmacêuticas para administração de medicamentos de uso contínuo em cães, com base na percepção dos tutores, demonstraram elevada taxa de aceitação para o biscoito funcional (95%) e para a pasta palatável (90%), seguidos pelo sachê em pó (75%), suspensão oral (60%) e cápsula (35%). As apresentações associadas diretamente à alimentação exibiram desempenho superior em termos de adesão, ao passo que cápsulas apresentaram menor aceitabilidade, sobretudo entre cães de pequeno porte. A palatabilidade elevada, característica natural dos petiscos, contribui para uma adesão terapêutica superior quando comparada à suplementação tradicional em cápsulas ou pós, que frequentemente é rejeitada pelos animais ou esquecida pelos tutores. Outro benefício relevante está na padronização das doses: cada unidade do petisco pode ser formulada para conter concentrações exatas de bioativos, garantindo precisão na ingestão e facilitando o acompanhamento terapêutico. 

Apesar dos benefícios, o desenvolvimento e processamento de petiscos funcionais enfrenta também desafios e exige atenção a aspectos tecnológicos e nutricionais uma vez que a eficácia dos bioativos depende fortemente dos ingredientes utilizados e do processamento utilizado ao longo da sua fabricação.

A matriz alimentar do petisco pode influenciar positivamente ou negativamente a biodisponibilidade dos nutrientes. Formulações com teores adequados de lipídios, por exemplo, auxiliam na absorção de compostos lipossolúveis como EPA e DHA. Da mesma forma, ingredientes funcionais adicionais (fibras fermentáveis, prebióticos, antioxidantes) podem exercer efeitos complementares à função articular e inflamatória.

Muitos compostos utilizados no manejo da OA são sensíveis ao calor, oxidação e umidade, ou seja, diferentes métodos de fabricação influenciam diretamente a integridade, a estabilidade e a biodisponibilidade dos ingredientes nutracêuticos adicionados. 

A extrusão, principal método na indústria pet food, expõe os ingredientes a altas temperaturas e pressões que podem degradar compostos essenciais para a eficácia terapêutica. O assamento prolongado, por sua vez, intensifica reações de Maillard e oxidação lipídica, reduzindo a funcionalidade de ativos sensíveis. A moldagem a frio surge como uma alternativa atraente, mas apresenta limitações relacionadas à vida útil, segurança microbiológica e custos operacionais. Dessa forma, o desafio está em adaptar tecnologias tradicionais de fabricação para minimizar a degradação dos bioativos, sem prejudicar textura, palatabilidade e segurança.

Para minimizar perdas funcionais, a indústria adota tecnologias como microencapsulação, coating pós-processamento e controle rigoroso de atividade de água e oxidação. Fábricas modernas utilizam extrusoras de baixa temperatura, linhas híbridas de produção, NIR em linha para monitoramento contínuo e embalagens inteligentes que prolongam a vida útil dos nutracêuticos. A modelagem computacional também otimiza parâmetros industriais, garantindo maior preservação dos ativos.

As inovações industriais aplicadas às fábricas de pet food têm desempenhado papel central na viabilização dos petiscos terapêuticos destinados ao manejo da osteoartrite. A integração entre tecnologia avançada, processos industriais otimizados e saúde animal garante não apenas a estabilidade dos compostos bioativos como também a eficácia dos mesmos, representando uma estratégia nutricional segura, prática e altamente aderente para tutores e profissionais veterinários, contribuindo de maneira significativa para o controle da dor, inflamação e progressão da doença.

Esse movimento acompanha o crescimento acelerado do mercado pet premium, impulsionado por tutores que procuram soluções de saúde preventiva e produtos com maior valor agregado. 

Dessa forma, os petiscos funcionais deixam de ser apenas snacks palatáveis e passam a ocupar posição estratégica como parte de tratamentos complementares, enquanto as fábricas beneficiam-se de tecnologias que promovem eficiência operacional, redução de perdas e inovação contínua, tornando-se protagonista no desenvolvimento de soluções nutricionais mais sustentáveis, rastreáveis e personalizadas. Por Flávia Lavach
Fonte: All Pet Food Magazine
Referências bibliográficas
ALEXANDRU, C. B.; SORANA, D.; ADRIAN, M. The science of snacks: a review of dog treats. Frontiers in Animal Science, v. 5, 2024.
COSTA, M. B. F.; CHAMELETE, M. O.; MARTINEZ, M. S. de S. S.; ANDRADE, T. U. de. Palatability test of different pharmaceutical forms for administration of continuous-use medications in dogs: evaluation by owners. Observatório de la Economia Latinoamericana, [S. l.], v. 23, n. 9, p. e11390, 2025.
DE GODOY, M. R. C. et al. In vitro disappearance characteristics of selected categories of commercially available dog treats. Journal of Nutritional Science, v. 3, p, 47, 2014. 
GAMBLE, L. J. et al. Pharmacokinetics, Safety, and Clinical Efficacy of Cannabidiol Treatment in Osteoarthritic Dogs. Frontiers Veterinary Science, v. 23, p. 5-16, 2023.
KHAN, S. A. e MCLEAN, M. K. 2012. Toxicology of frequently encountered nonsteroidal anti inflammatory drugs in dogs and cats. Veterinary Clinics North America Small Animal Practice , v. 42(2), p. 289-306, 2012.
KIM, J. et al. Effect of microencapsulation on viability of probiotic in functional dog treats. Veterinary Research Communications, v. 43, n. 2, p. 91-101, 2019.
MATA, F. e DORMER, L. The efficacy of neutraceuticals to alleviate dog osteoarthritis symptoms, a meta analysis of case-control trials. Veterinary Archive Science, v. 93, p. 351-360, 2023.
OBA, P. et al. Nutrient and Maillard reaction product concentrations of commercially available pet foods and treats. Journal of Animal Science, v. 100, p. 11, 2022.
 

Sustentabilidade Estratégias para sustentabilidade no mercado pet food

4+ MIN

Estratégias para sustentabilidade no mercado pet food

O que torna um alimento para pets sustentável?
Atributos de soluções sustentáveis
  Minimizar os impactos negativos sobre o meio ambiente e os animais Proteger os ecossistemas e as economias locais Reduzir a geração de resíduos
  Ao discutir sustentabilidade, consideramos uma série de questões ambientais, sociais e econômicas. O objetivo é atender às necessidades do presente sem limitar a capacidade das futuras gerações de suprir suas próprias necessidades. Embora não exista uma definição abrangente de ingrediente ou prática sustentável, podemos usar a tabela acima para orientar nossas decisões.
Uso de ingredientes sustentáveis
A sustentabilidade começa dentro da embalagem do alimento para pets. Cada vez mais, os ingredientes utilizados em alimentos para animais de companhia são obtidos por meio de métodos de produção sustentáveis, com o objetivo de minimizar impactos negativos sobre o equilíbrio ecológico, o meio ambiente e o bem-estar humano.
Abastecimento Sustentável e Agronomia
Fabricantes de alimentos para pets podem estabelecer parcerias com fornecedores que adotam práticas de abastecimento sustentável. A Kemin Industries é um dos fornecedores mais verticalmente integrados de ingredientes de origem vegetal. Ao longo de toda a cadeia produtiva, a empresa controla etapas como melhoramento genético, seleção de plantas, cultivo, colheita e extração de suas culturas especiais. As culturas de alecrim e hortelã-verde da Kemin são produzidas de acordo com alguns dos mais rigorosos padrões operacionais do mundo. Essas culturas são utilizadas na produção dos antioxidantes naturais da empresa.
Proteínas Sustentáveis
O uso de proteínas alternativas pode reduzir a dependência de fontes proteicas tradicionalmente destinadas à alimentação humana. Opções de proteínas de origem sustentável incluem certas variedades de peixes, nozes e sementes, que também fornecem ácidos graxos ômega-3 benéficos para pets. O uso de espécies invasoras como fonte proteica também pode trazer benefícios ambientais, ao contribuir para o controle dessas populações nos ecossistemas onde são removidas. Muitos fabricantes de alimentos para pets também vêm explorando proteínas de insetos, que representam uma fonte proteica para animais sem competir diretamente com a cadeia alimentar humana.
Produtos de Rendering Outra fonte de proteínas sustentáveis, frequentemente pouco reconhecida, são os produtos provenientes de rendering. O processo de rendering gera gorduras e proteínas valiosas, ricas em vitaminas e minerais importantes para os pets. O rendering pode ser considerado uma forma de reciclagem, pois aproveita cerca de 56 bilhões de libras de matérias-primas por ano nos Estados Unidos e no Canadá que, de outra forma, seriam descartadas em aterros sanitários.
Embalagens Sustentáveis
Grande parte do que consumimos vem embalado, e a maioria das embalagens plásticas pode levar de 10 a 1.000 anos para se decompor. No entanto, novas soluções inovadoras podem ser utilizadas para economizar espaço em aterros sanitários. Algumas soluções de embalagens sustentáveis na indústria de alimentos para pets incluem:
  Papelão, papel ou plástico reciclados Opções biodegradáveis inovadoras, como bioplásticos Recipientes reutilizáveis para transporte a granel
  A tendência de pequenas porções de alimento para pets embaladas individualmente não é tão sustentável quanto incluir múltiplas porções em uma única embalagem. Fabricantes de alimentos para pets podem otimizar os tamanhos de porção utilizando antioxidantes e ingredientes de segurança alimentar para ajudar a manter a vida útil de embalagens maiores de alimento para pets.
Certificações de Qualidade
A indústria de alimentos para pets é constantemente impactada por novas tendências e mudanças na percepção dos consumidores. Por isso, os consumidores estão atentos a práticas de 'greenwashing', quando empresas tentam parecer sustentáveis sem comprovação de práticas verificadas ou certificadas. Há uma variedade de certificações que os fabricantes de alimentos para pets podem utilizar para certificar como seus produtos são produzidos, incluindo:
  Certificações para ingredientes Frutos do mar sustentáveis (MSC – certificado – Marine Stewardship Council) Cultivo Sustentável (SCS Global) RSPO ou RTRS (Roundtable for Sustainable Palm Oil & Roundtable for Responsible Soy) Não OGM Orgânico USDA   Certificações dentro da produção e operações: Certificações de cadeia de suprimentos que avaliam rastreabilidade, integridade dos ingredientes e abastecimento ético e transparente Certificação de Bem-Estar Animal Energia renovável e emissões líquidas zero Embalagens sustentáveis e recicláveis Certificado vegano
Sustentabilidade na Kemin
A sustentabilidade é uma área-chave de foco na Kemin, conforme refletido em sua declaração de visão. Além de práticas agronômicas sustentáveis, a Kemin possui iniciativas de sustentabilidade voltadas para energia, resíduos, conservação e biodiversidade. Saiba mais sobre sustentabilidade na Kemin aqui: https://www.kemin.com/na/en-us/company/sustainability
  Fonte: Kemin Nutrisurance

Tecnologia Processamento de alimentos para cães e gatos: desafio “nosso” de cada dia

7+ MIN

Processamento de alimentos para cães e gatos: desafio “nosso” de cada dia

Atualmente, os alimentos para cães e gatos são classificados em três categorias: completos, coadjuvantes e específicos, podendo ser seco ou úmido. Dentro de cada uma delas, as empresas desenvolvem subcategorias para atender diferentes perfis de animais, como sêniores, atletas, obesos entre outras. Tem crescido de forma consistente a busca por alimentos alternativos, ingredientes funcionais e soluções mais sustentáveis. Esse movimento tem impulsionado pesquisas intensas para que os alimentos ofereçam não apenas nutrição adequada, mas também benefícios adicionais à saúde, maior qualidade de vida e menor impacto ambiental.

Para entregar tudo isso, a indústria já não depende apenas de equipamentos robustos ou somente formulações genéricas para cães e gatos. Agora, mais do que nunca, a empresa precisa estar conectada em tempo real a cada etapa do processo, com cada setor responsável pela elaboração daquele alimento. Assim, máquinas, sensores, softwares e pessoas precisam operar de forma integrada para que a produção seja ajustada ao processo e melhore continuamente. Com isso, ao combinar automação, dados e conhecimento técnico, uma fábrica automatizada transforma a produção em um processo dinâmico, inteligente e capaz de evoluir continuamente.   Inovação que se fabrica todos os dias   Um exemplo prático de como isso se aplica à produção de alimentos secos para cães e gatos está no ganho de precisão em cada etapa do processo, como extrusão, secagem e recobrimento. Um sistema automatizado permite:
  Dosagem precisa e automática de microingredientes, especialmente em alimentos coadjuvantes, que exigem alto nível de precisão. Controle automático e inclusão de carne fresca, farinhas e óleos. Laboratórios altamente tecnificado permitindo análise de todos as matérias-primas no recebimento. NIRs em linha com resultados just in time, permitindo ajustes imediatos quando necessário. Minimização de variações que afetam digestibilidade e palatabilidade. Rastreabilidade completa e digital, desde o recebimento até o produto acabado. Indicadores automáticos de eficiência (OEE), ajudando a identificar gargalos e oportunidades de melhoria.
  Na extrusão, etapa central na fabricação de kibbles, é profundamente otimizada com a automação:
  Controle de temperatura e pressão em cada zona do extrusor. Controle de velocidade da rosca. Adição de vapor e água conforme necessidade. Maior consistência no cozimento, impactanto positivamente a digestibilidade, textura e durabilidade do kibble. Densidade e expansão do kibble mais homogêneos, com melhor gelatinização do amido e redução de desperdícios. Registro automático dos parâmetros do processo, garantindo rastreabilidade e padronização entre lotes.
A etapa de secagem é essencial para a retirada de água e o controle da atividade de água, fatores que contribuem diretamente para a segurança microbiológica do produto. Além disso, a umidade interfere na palatabilidade: cães tendem a preferir alimentos ligeiramente mais úmidos, enquanto gatos costumam aceitar melhor alimentos mais secos. Por isso, a integração de sensores e softwares inteligentes nos secadores é fundamental, evitando o sub ou super processamento e garantindo que cada lote atinja exatamente a umidade desejada. Esse controle preciso assegura estabilidade, segurança e a palatabilidade adequada ao perfil de cada espécie.
  Outra etapa importante é o recobrimento, etapa sensível na fabricação de alimentos secos. Hoje, o mercado conta com sistemas de recobrimento muito mais modernos, como os equipamentos batelada com vácuo, que permitem uma aplicação altamente precisa dos ingredientes. Esse nível de controle influencia diretamente a palatabilidade, a estabilidade oxidativa e a aceitação final do produto, garantindo maior desempenho sensorial e qualidade ao alimento.
  Além disso, a automação permite uma rastreabilidade muito mais robusta e acessível. Com sistemas integrados, é possível acompanhar cada lote, desde a matéria-prima até o produto acabado, o que garante:
  Identificação rápida de não conformidades. Respostas mais eficientes em casos de recall. Maior transparência para o consumidor. Histórico completo e auditável de cada etapa do processo.
  Essa rastreabilidade é especialmente crítica na produção de alimentos coadjuvantes e terapêuticos, onde qualquer variação nutricional pode comprometer a eficácia do produto. Com controles digitalizados, a indústria assegura precisão, consistência e total segurança do lote ao consumo pelos cães e gatos.
A importância da rotulagem   Outra etapa igualmente essencial é a elaboração da rotulagem do produto, fundamental para garantir que todas as informações obrigatórias estejam presentes e corretas, conforme a legislação de cada país.
  Nessa etapa, é essencial envolver representantes de todas as áreas da cadeia produtiva, como: Regulatório, Garantia da Qualidade, Pesquisa e Desenvolvimento de Produtos e Embalagem e Marketing. Essa integração assegura que a rotulagem e a embalagem sejam construídas de maneira segura, eficiente e sem retrabalhos, sendo compatível com a linha de envase e atraente para o consumidor final. A tecnologia também tem um papel cada vez mais relevante nesse processo. Atualmente, muitas empresas utilizam softwares especializados que realizam a conferência automática das descrições dos rótulos a cada versionamento, comparando informações, destacando inconsistências e reduzindo significativamente o risco de erros humanos. Essa automação traz maior segurança documental, agilidade na revisão e confiabilidade na aprovação final da rotulagem.
  Outro assunto que ganha cada vez mais espaço dentro da indústria pet food e que impacta diretamente toda a cadeia produtiva é a sustentabilidade. Mais do que uma tendência, ela se tornou um pilar estratégico que orienta decisões desde a escolha de matérias-primas até o desenvolvimento de embalagens e o desenho dos processos industriais. Implementar sustentabilidade na indústria pet food é desafiador porque envolve equilibrar eficiência produtiva, custos, regulamentações e, ao mesmo tempo, atender às expectativas de consumidores cada vez mais atentos ao impacto ambiental dos produtos que compram. A cadeia é complexa: depende de ingredientes de origem animal e vegetal, exige grande volume de água e energia e utiliza embalagens com alta barreira, muitas vezes difíceis de reciclar.
  Ainda assim, o setor tem avançado de forma consistente. Cada vez mais empresas incorporam matérias-primas inovadoras, como as chamadas super proteínas entre elas as farinhas de larvas de insetos que possuem pegada ambiental reduzida e excelente valor nutricional. Paralelamente, cresce o movimento interno de reduzir o consumo de água e energia, reaproveitar recursos, monitorar e mitigar emissões de CO₂ e desenvolver embalagens monomateriais 100% recicláveis, que facilitam a reinserção no ciclo produtivo e diminuem o impacto ambiental.
  Um passo ainda mais estratégico é a adoção da Avaliação do Ciclo de Vida (AVC), uma ferramenta que quantifica os impactos ambientais de um produto desde a origem dos ingredientes até o destino final. Empresas que já realizam esse estudo se destacam por tomar decisões baseadas em dados reais, identificando pontos críticos e direcionando esforços de forma assertiva, seja na escolha de matérias-primas, na eficiência dos processos ou na sustentabilidade das embalagens. A ACV é vista como uma das principais tendências para o futuro da indústria pet food, e um diferencial competitivo das organizações que realmente se comprometem com a redução de impactos ambientais em todas as etapas da cadeia.
  Com isso, ao reunir inovação, responsabilidade e visão de longo prazo, a indústria Pet Food demonstra que sustentabilidade não é apenas um discurso, mas um caminho sem volta e uma oportunidade concreta de construir produtos melhores, processos mais eficientes e um futuro mais equilibrado para o planeta e para as próximas gerações. Isso mostro que o desafio de produzir alimentos para cães e gatos vai muito além da formulação ou da escolha dos ingredientes. Ele envolve uma cadeia complexa que depende de tecnologia, integração, controle rigoroso e inovação contínua.
  Por Josiane Volpato e Juliana Soares Brazorotto
Fonte: All Pet Food Magazine

Por Josiane Volpato

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Ingredientes

Outros microingredientes

25/03/2026

Novo artigo científico demonstra que o plasma spray dried melhora a mobilidade em cães adultos

Compreender como a nutrição influencia a mobilidade, a inflamação e biomarcadores associados às articulações continua sendo uma área de estudo importante na nutrição de animais de companhia. Um novo trabalho publicado no Journal of Animal Science, baseado em um estudo conduzido em parceria entre a APC e a China Agricultural University, avaliou a inclusão de plasma spray dried em dietas extrusadas para cães idosos com desafios de mobilidade.   Este trabalho faz parte de uma iniciativa mais ampla de pesquisa da APC que explora as conexões entre nutrição, saúde gastrointestinal, biomarcadores sistêmicos e longevidade em pets.   Mobilidade e saúde articular continuam sendo duas das áreas funcionais mais buscadas na nutrição pet. Neste estudo de 42 dias, cães idosos com desafios de mobilidade foram avaliados em múltiplos parâmetros, incluindo escore de claudicação, digestibilidade da dieta, além de biomarcadores sorológicos e no líquido sinovial associados à imunidade, capacidade antioxidante e saúde das articulações.   Foram observadas diferenças favoráveis ao plasma em vários parâmetros avaliados, incluindo mobilidade e biomarcadores selecionados.   Os principais achados favoráveis ao plasma foram:
  Mobilidade: melhora no escore de claudicação em comparação com dietas controle ao longo do período do estudo.
  Marcadores inflamatórios: mudanças favoráveis em biomarcadores relacionados a citocinas associados à imunidade.
  Biomarcadores relacionados às articulações: melhorias na atividade de metaloproteinases, enzimas que degradam componentes da cartilagem, e em outras medidas associadas à saúde articular avaliadas no sangue e no líquido sinovial, sugerindo melhor condição das articulações.
  Digestibilidade: a digestibilidade da proteína bruta foi melhorada, confirmando melhora no valor nutricional da dieta.   'Esses resultados se somam ao crescente número de pesquisas que mostram como as proteínas funcionais do plasma podem contribuir para a mobilidade, a saúde geral e a longevidade de cães adultos', afirmou Jerry Frankl, presidente e CEO da APC. 'Seguimos comprometidos em colaborar com instituições de pesquisa de referência e em desenvolver estratégias nutricionais baseadas em ciência que promovam o envelhecimento saudável e mais qualidade de vida para os pets.'   Para ler o estudo completo: https://academic.oup.com/jas/article/doi/10.1093/jas/skag043/8487757 Fonte: APC

Palatabilizantes

17/02/2026

Otimizando a palatabilidade ao longo das fases da vida: ligação entre a primeira escolha e a proporção de ingestão em cães e gatos

Este estudo enfatiza a importância de desenvolver formulações de palatabilizantes que atendam às sensibilidades de paladar, às necessidades nutricionais e ao prazer dos pets em cada fase, apoiando assim a saúde e o bem-estar de gatos e cães. base em mais de 1.500 testes de palatabilidade em dois potes realizados para ambas as espécies, esta pesquisa forneceu um conjunto robusto de dados, fundamentado em condições reais com uma ampla população de cães e gatos em diferentes fases da vida.   Principais resultados   Nossa pesquisa destacou fatores-chave de palatabilidade que influenciam a preferência, por meio de testes controlados de alimentação e avaliações de escolha. Avaliamos a eficácia de diversos parâmetros de palatabilidade em cada fase da vida e espécie, aplicando estratégias de intensificação de sabor voltadas para a melhoria da palatabilidade.   A palatabilidade é conhecida por impulsionar a aceitação e o consumo de alimentos para pets. Dois indicadores críticos identificados em relação às fases da vida foram: Proporção de ingestão (Intake ratio): proporção do alimento oferecido que é efetivamente consumido. Primeira Escolha (First Choice): O produto que o pet escolhe primeiro quando oferece várias opções, impulsionadas principalmente pelo cheiro.   No presente estudo, observou-se que ambas as métricas são influenciadas pela percepção sensorial do pet, que se acredita mudar com a idade. Um dos principais achados é que a primeira escolha, relacionada à percepção do aroma, não apenas apresenta correlação positiva com a proporção de ingestão, mas também, particularmente em gatos — da juventude à fase adulta e até a senilidade — essa correlação é consideravelmente alta (>0,87) em todas as fases da vida (Figura 1).   Resultados: Insights de correlação ao longo das fases da vida   A relação entre a primeira escolha e a proporção de ingestão é baseada em dados de mais de 1.500 avaliações de dois potes para cães e gatos. Os resultados demonstraram padrões claros de correlação, que variam conforme a fase de vida em ambas as espécies estudadas.        Figura 1. Gráficos de dispersão com a correlação entre a primeira escolha e a taxa de ingestão para gatos de acordo com as fases da vida (jovens, adultos e idosos).        Figura 2. Gráficos de dispersão com a correlação entre a primeira escolha e a proporção de ingestão para cães de acordo com as fases da vida (jovens, adultos e idosos).   Esses resultados mostram que, em cães, a primeira escolha torna-se um preditor mais forte da ingestão à medida que amadurecem, atingindo seu pico na fase adulta. Em gatos, por outro lado, uma correlação consistentemente alta em todas as fases indica forte alinhamento entre a preferência inicial e o consumo total, mesmo em animais jovens. Na tabela a seguir, os fatores de correlação entre a taxa de ingestão e a primeira escolha são capturados para gatos e cães, nas três fases da vida estudadas.   Tabela 1. Correlação (r ao quadrado) entre FC e IR para gatos e cachorros, de acordo com as fases da vida.   Conclusão Os insights fornecidos sugerem que, embora ambas as espécies respondam bem a palatabilizadores direcionados, os ajustes específicos do estágio de vida têm um impacto particular em cães, especialmente em animais jovens, onde as preferências de palatabilidade ainda podem estar em desenvolvimento. Em gatos, a primeira escolha mostrou uma correlação significativamente positiva com a proporção de ingestão desde a juventude até a fase adulta e a senilidade.   A palatabilidade não é única. À medida que cães e gatos crescem, suas necessidades sensoriais evoluem, e a abordagem deve evoluir junto. Considerando a primeira escolha e a proporção de ingestão no contexto das fases da vida, é possível oferecer alimentos para pets mais atrativos, eficazes e diferenciados. Para mais informações sobre este tema ou para conversar com nossos especialistas em ciência e tecnologia, entre em contato com seu representante de vendas da AFB ou afbinternational.com/contact.   Por: AFB International Fuente: All Pet Food Magazine

Outros microingredientes

12/02/2026

A importância da fibra na nutrição pet: Para além da digestibilidade

Se o animal não as digere, quais são seus benefícios para a saúde dos pets?
As fibras são muito importantes para a saúde do sistema digestivo de cães e gatos. Elas ajudam a manter o intestino em equilíbrio e trazem vários benefícios para o organismo do animal, como o estímulo ao crescimento de bactérias benéficas, melhor controle da glicose no sangue, regulação do trânsito intestinal e fortalecimento da barreira de proteção do intestino.   Uma microbiota equilibrada
Uma microbiota equilibrada é fundamental para o bom funcionamento do intestino e impacta diretamente na saúde geral do animal. As fibras têm funções essenciais nesse quesito. Elas contribuem para o equilíbrio da microbiota — a comunidade de bactérias que vive no intestino — ajudando a manter as bactérias benéficas e a reduzir as indesejadas.
  Certos tipos de fibras funcionam como prebióticos, ou seja, servem de substrato para as bactérias saudáveis do intestino. Isso estimula o crescimento de microrganismos benéficos, como as Bifidobacterium spp. e Lactobacillus spp., e ao mesmo tempo, dificulta a proliferação de bactérias que podem ser patogênicas, como Clostridia e Escherichia coli.
  Fermentação de fibras e saúde intestinal   Quando as fibras são fermentadas pelas bactérias benéficas do intestino, elas produzem substâncias importantes chamadas ácidos graxos de cadeia curta (AGCC). Um dos principais AGCC é o butirato, que serve como fonte de energia essencial para as células intestinais, ajudando a manter o intestino saudável e funcionando bem.   Controle glicêmico
A fibra ajuda a controlar os níveis de açúcar no sangue, especialmente após as refeições, o que é útil para o manejo da hiperglicemia pós-prandial.
  As fibras solúveis formam um gel no intestino, aumentando a viscosidade do conteúdo digestivo. Isso é importante para o controle da glicose, pois retarda a chegada de açúcares como glicose, galactose e frutose ao intestino. Com isso, esses açúcares têm mais dificuldade em serem absorvidos pelas células do intestino, ajudando a evitar picos rápidos de glicose no sangue.
  Regulação do tempo de trânsito intestinal
A fibra também desempenha um papel importante na regulação do trânsito intestinal e na melhoria da consistência das fezes. A fibra insolúvel, como a celulose, aumenta o volume fecal, ajudando a evitar a constipação. Já a fibra solúvel retém água e pode amolecer as fezes, tornando-as mais fáceis de serem eliminadas.
  Alinhada à estratégia de melhoria da saúde intestinal do animal, um pilar fundamental na formulação da linha Bionatural é a presença de fontes de fibras insolúveis e solúveis, como fibra de cana-de-açúcar, fibra de mandioca, fibra de maçã e fibra de laranja, que favorecem a funcionalidade intestinal dos cães e gatos.
  Esses ingredientes são fontes de fibras provenientes de alimentos que se assemelham ao consumo humano, sendo oriundos de co-produtos com ótimo potencial nutricional e funcional. Por Ellen Freitas Marcena, Estudante de Medicina-Veterinária- USP/SP) - Embaixadora Special Dog Company. 
Fonte: Portal Pet Referências Bernaud, F. S. R., & Rodrigues, T. C.. (2013). Fibra alimentar: ingestão adequada e efeitos sobre a saúde do metabolismo. Arquivos Brasileiros De Endocrinologia & Metabologia, 57(6), 397–405. Moreno, A.A., Parker, V.J., Winston, J.A., et al. (2022). Dietary fiber aids in the management of canine and feline gastrointestinal disease. J. Am. Vet. Med. Assoc. National Research Council (NRC). Nutrient Requirements of Dogs and Cats. National Academies Press, 2006. Pinna, C., & Biagi, G. (2014). The Utilisation of Prebiotics and Synbiotics in Dogs. Italian Journal of Animal Science, 13(1). Roediger, W.E.W. (1980). Role of anaerobic bacteria in the metabolic welfare of the colonic mucosa in man. Gut, 21, 793–798. Swanson, K.S., Fahey, G.C. (2006). Prebiotic impacts on companion animals. In: Gibson, G.R., Rastall, R.A. (Eds.), Prebiotics: Development & Application. Chichester: John Wiley & Sons, Cap. 10. VETSMART. Estudo técnico sobre a linha Bionatural. Bionatural Prime, 05 set. 2024. PDF. Disponível em: https://www.bionaturalpet.com.br/assets/uploads/sobre/faca-o-download-do-nosso-03338-20240813110335.pdf Yvonne M. Cassidy, Emeir M. McSorley, Philip J. Allsopp, Effect of soluble dietary fibre on postprandial blood glucose response and its potential as a functional food ingredient, Journal of Functional Foods, Volume 46, 2018.

Outros microingredientes

06/02/2026

Proteína e alergias alimentares

Com que frequência os pets têm alergias alimentares?   Embora a prevalência mundial de alergias alimentares esteja aumentando entre as pessoas,1 esse tipo de alergia é considerado menos comum em cães e gatos. As alergias alimentares podem parecer mais comuns em pets, porque muitos outros problemas de saúde apresentam sintomas semelhantes.2-4

As estatísticas sobre a prevalência de alergia alimentar em pets podem se somar a essa percepção equivocada, pois os números variam de acordo com o motivo da consulta veterinária: apenas 1% dos gatos atendidos para um check-up geral de saúde foi diagnosticado com alergia alimentar, mas 21% dos gatos levados ao veterinário por conta de prurido cutâneo (coceira) tiveram o mesmo diagnóstico. 5,6     O que causa as alergias alimentares?   As alergias alimentares aparecem quando o sistema imunológico de cada animal individualmente responde a um alimento inofensivo como um 'invasor' nocivo. Essa resposta imune diferencia as alergias alimentares de intolerância alimentar ou de intoxicação alimentar — quadros que não envolvem o sistema imunológico.

Quando as alergias alimentares se desenvolvem, o fator desencadeante mais comum é uma proteína. Nenhuma proteína específica é hipoalergênica. Uma resposta alérgica é o resultado da reação imune de cada animal individualmente ao tamanho ou à estrutura de uma proteína, e tal reação é estimulada, em parte, pela exposição prévia à proteína.3, 7-9

Embora também haja relatos de que ingredientes como os grãos constituem uma das causas de alergias alimentares, estudos revelam que a parte proteica do grão, em geral, é responsável pelo desencadeamento da reação.10

Sendo assim, os grãos especificamente não estão entre os alérgenos alimentares mais relatados em cães ou gatos. Nos cães, os três principais alérgenos alimentares são proteínas da carne bovina, do leite e derivados ou da carne de frango.

Nos gatos, os alérgenos alimentares mais comumente relatados são provenientes da carne bovina, do frango ou do peixe.9     Qual o papel da nutrição em alergias alimentares?   O método diagnóstico considerado como o 'padrão-ouro' para os casos de alergia alimentar consiste em um teste de eliminação que combina uma fonte de proteína e uma fonte de carboidrato, as quais o pet não tenha sido exposto anteriormente.8 Estudos mostram que os testes alérgicos feitos com base em amostras de pele, sangue, saliva ou pelo não produzem resultados confiáveis. 11-14

A seleção de novas proteínas nem sempre é fácil. Novas fontes proteicas podem sofrer reação cruzada com o alérgeno original; além disso, muitos pets apresentam múltiplas hipersensibilidades alimentares.15,16 Além da necessidade de que as dietas sejam nutricionalmente completas e balanceadas, o ideal é que elas sejam fáceis de serem fornecidas durante um ensaio alimentar de 8 a 12 semanas ou possam ser usadas como uma dieta de manutenção a longo prazo.

A alimentação com dietas proteicas hidrolisadas pode oferecer uma estratégia conveniente, completa e balanceada do ponto de vista nutricional, para reduzir a alergenicidade dos alimentos.17-19   Como as proteínas hidrolisadas ajudam a controlar as alergias alimentares?   A hidrólise é um processo responsável pela degradação das proteínas em fragmentos menores. As proteínas 'hidrolisadas' são reduzidas a fragmentos muito pequenos. Esse processo altera o tamanho e a estrutura da proteína — fatores-chave na determinação da alergenicidade de uma proteína.

Em geral, as reações imunológicas adversas a um ingrediente alimentar exigem um alérgeno – tipicamente uma proteína – grande o suficiente para se ligar de forma cruzada com receptores na superfície de células imunes específicas. O tamanho e a estrutura alterados das proteínas hidrolisadas não fazem ligação cruzada com esses receptores da superfície celular e, portanto, não desencadeiam uma resposta imune.7  
Como um benefício adicional, as proteínas hidrolisadas possuem uma alta digestibilidade, o que pode reduzir as condições inflamatórias do intestino.20 Fonte: Purina Institute

Outros microingredientes Biscoitos assados utilizando plasma spray dried

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Biscoitos assados utilizando plasma spray dried

Introdução   O plasma spray dried (SDP) é um ingrediente rico em proteína utilizado em alimentos para pets, com propriedades funcionais de textura, aumento da palatabilidade e suporte à saúde sistêmica integral.   Objetivo   O objetivo do estudo foi avaliar como a inclusão de SDP impacta a textura e a palatabilidade de biscoitos assados utilizando glúten de trigo.   Metodologia   O estudo avaliou a palatabilidade e a textura de biscoitos assados utilizando 1% de SDP para substituir o glúten de trigo na fórmula Controle. O teste de palatabilidade foi conduzido com 20 cães durante 2 dias. Diferentes fontes de ingredientes e condições de processamento foram utilizadas em cada estudo, o que explica as diferenças na textura do produto final.

Os biscoitos assados foram preparados utilizando uma batedeira KitchenAid equipada com gancho para sovar massas, abertos manualmente até uma profundidade e tamanho definidos e, em seguida, assados até atingirem um nível de umidade inferior a 10%. Três lotes replicados de cada fórmula foram produzidos para análise em cada estudo.

A textura foi medida em um texturômetro TA.XT Plus utilizando uma ponte ajustável com uma sonda em formato de faca de ponta arredondada para o teste de flexão em 3 pontos. Biscoitos assados de 2 cm x 7 cm foram posicionados sobre o vão da ponte, espaçados a 2,5 cm, para medir a força máxima de quebra (dureza), fraturabilidade e rigidez, a fim de determinar a textura. Cinco biscoitos assados por tratamento foram analisados quanto à textura em cada lote replicado. Paquímetros digitais foram utilizados para medir as dimensões e o volume dos biscoitos.   Validação do conceito: fórmula de teste 
    Resultados: textura
    Resultados: palatabilidade
    Resumo   O SDP pode ser utilizado em formulações de biscoitos assados como auxiliar de processamento para influenciar a textura, dependendo da matriz de ingredientes, além de melhorar a palatabilidade. De modo geral, o SDP pode ser uma alternativa ao glúten de trigo para manter ou melhorar a qualidade do produto.   Por Joy Campbell e Angela Smith – APC
Fonte: All Pet Food Magazine

Outros microingredientes Além do alimento seco: aditivos funcionais no mercado pet food

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Além do alimento seco: aditivos funcionais no mercado pet food

A resposta está na intersecção entre ciência nutricional, comportamento do consumidor e estratégia de mercado.   O que os tutores valorizam?   A crescente humanização dos animais de companhia transformou o olhar dos tutores sobre o alimento de seus pets. Hoje, eles não querem apenas saciar a fome, mas prevenir doenças, apoiar a saúde e promover bem-estar, espelhando as preocupações com a própria alimentação e saúde.
  Essa mudança de comportamento é confirmada por Hobbs Jr. e Anderson (2024), que investigaram as alegações de saúde que realmente agregam valor aos olhos do consumidor. Em um estudo com quase 1.600 alimentos secos para cães, os autores observaram que os tutores estão, sim, dispostos a pagar mais por benefícios específicos.
  A alegação de 'alívio de alergias', por exemplo, apresentou um prêmio de preço de até 22,7%. Alegações como 'saúde digestiva' e 'pele sensível' também mostraram correlação com maior valor percebido. Já termos genéricos como 'vitaminas e minerais' ou 'cuidado dental' foram associados a menor disposição de pagamento, indicando que são percebidos como atributos básicos e não diferenciais.
  Para a indústria, esses dados oferecem um direcionamento estratégico: alegações claras, específicas e com benefícios visíveis são mais valorizadas e podem justificar um posicionamento premium.   Aplicações de aditivos funcionais na nutrição de cães e gatos   Para que uma alegação funcional vá além do marketing, ela precisa estar respaldada por ingredientes com eficácia comprovada.
  Aditivos sempre integraram as formulações, seja com funções tecnológicas, sensoriais, nutricionais ou zootécnicas. Hoje, porém, seu papel vai além: tornaram-se também ferramentas estratégicas de diferenciação e valorização comercial.
  Prebióticos, antioxidantes naturais, ácidos graxos essenciais, entre outros, têm sido cada vez mais incorporados às formulações não apenas por sua funcionalidade técnica, mas também pelo apelo comercial que geram. Entre eles, destacam-se os ingredientes com efeito funcional sobre a saúde intestinal, como os mananoligossacarídeos (MOS), os frutoligossacarídeos (FOS) e a polpa de beterraba.
  De acordo com Singla e Chakkaravarthi (2017), prebióticos como inulina e FOS são fibras não digeríveis que servem de substrato para bactérias benéficas do intestino, como bifidobactérias e lactobacilos. Alguns estudos clássicos apontam seus benefícios:
  Equilíbrio da microbiota intestinal (Gibson e Roberfroid, 1995); Aumento da absorção de minerais como cálcio e magnésio (Scholz-Ahrens et al., 2007); Modulação da resposta imune (Lomax e Calder, 2009); Redução de compostos inflamatórios no cólon (Slavin, 2013).
  Os MOS são carboidratos funcionais extraídos da parede celular de leveduras, principalmente da Saccharomyces cerevisiae. Esses compostos atuam como aliados da saúde intestinal ao dificultar que bactérias patogênicas se fixem na mucosa. Isso acontece porque os MOS ocupam os sítios de ligação das células epiteliais, impedindo a adesão de microorganismos nocivos, mecanismo conhecido como exclusão competitiva. Além desse efeito protetor, os MOS estimulam células de defesa chamadas macrófagos, saturando os receptores de manose presentes nas glicoproteínas da superfície celular (Macari e Maiorka, 2000; Strickling et al., 2000).
  A polpa de beterraba, por sua vez, é uma fibra moderadamente fermentável, rica em fibras solúveis e insolúveis, ela contribui para o equilíbrio da microbiota, melhora a consistência das fezes e auxilia na regularidade do trânsito intestinal. Além disso, sua fermentação parcial no cólon gera ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), como o butirato, que servem como fonte de energia para os colonócitos e contribuem para a integridade da mucosa intestinal (Swanson et al., 2002).
  Logo, alegações como 'suporte à saúde digestiva' ou 'equilíbrio da flora intestinal' ganham consistência quando há ingredientes como inulina, FOS, MOS ou polpa de beterraba na formulação. Essa conexão entre funcionalidade e rótulo é essencial para gerar confiança e percepção de valor real.   Do ingrediente ao posicionamento de mercado   O desafio das marcas está em traduzir a complexidade técnica em mensagens claras, atrativas e acessíveis.
  Mais do que listar 'inulina' na composição, é possível destacar: 'fibra prebiótica natural da raiz de chicória, que favorece a saúde intestinal'.
  Essa abordagem educa o consumidor e fortalece a legitimidade da alegação funcional. Ingredientes funcionais não devem ser apenas listados, precisam ser transformados em diferenciais percebidos e valorizados.
  Outros exemplos relevantes:
  Ômega-3 (de óleo de peixe ou linhaça): associado à saúde da pele, brilho da pelagem e suporte articular; Vitamina E e selênio: antioxidantes naturais com ação sobre o sistema imunológico; Glucosamina e condroitina: frequentemente presentes em alimentos para cães idosos ou de raças grandes, sustentando a alegação de suporte às articulações.
  A eficácia comercial dessas promessas depende de três pilares:
  Do ingrediente funcional com base em evidência científica e na dosagem eficaz comprovada por estudos; Clareza e transparência na comunicação dos benefícios; Alinhamento entre proposta de valor e posicionamento de preço.   Oportunidades em um novo cenário   A busca por alimentos mais saudáveis, específicos e funcionais não é mais uma tendência: é o novo padrão do mercado pet food. 
  Em um mercado cada vez mais competitivo, as marcas que conseguem unir ciência, formulação e uma estratégia de comunicação eficazes estarão mais bem posicionadas para atender um consumidor cada vez mais exigente e bem informado.
  Prebióticos e outros aditivos funcionais, quando aplicados com conhecimento técnico e propósito definido, têm o potencial de transformar alimentos secos em verdadeiras ferramentas de saúde e bem-estar para cães e gatos. O mercado está aberto para marcas que oferecem mais do que nutrição, entregam confiança.
  A rotulagem ideal vai além de promessas atrativas: ela conquista o consumidor ao apresentar uma lista de ingredientes alinhada à ciência que sustenta cada alegação. Ao construir essa ponte entre formulação e comunicação transparente, a indústria avança em sua missão de promover uma vida mais longa e saudável para os cães e gatos. Por Marcos Borges S. Rosa, Marcela Lobo N. Lima e Erika Stasieniuk

Sobre os autores
Marcos Borges S. Rosa é Zootecnista, Pós-graduado em Nutrição de cães e gatos e Mestrando em Ciências Veterinárias pela UFU. Atua com atendimentos nutricionais para cães e gatos de forma presencial e online.  Contato: www.marcosnutripet.com | Instagram: @marcosbsrr
  Marcela Lobo N. Lima é médica veterinária, pós graduada em Nutrologia de Cães e Gatos pela Unyleya e atua como formuladora.  Contato: marcela.nasc21@hotmail.com | Instagram: @marcelanasc
  Erika Stasieniuk é Zootecnista, Doutora em Nutrição e Alimentação de Cães e Gatos pela UFMG, sócia-fundadora da SFA Consultoria e atua como consultora técnica no desenvolvimento de alimentos e ingredientes para cães e gatos.
Contato: erika_stasieniuk@sfa-consultoria.com | Instagram: @erikastasieniuk   Referências
Gibson, G. R., e Roberfroid, M. B. (1995). Dietary modulation of the human colonic microbiota: introducing the concept of prebiotics. The Journal of Nutrition, 125(6), 1401–1412. Hobbs Jr., L., e Anderson, A. (2024). Assessing Price Premiums of Health and Wellness Product Attributes in Pet Food: Implications for Product Positioning and Marketing Strategies. Lomax, A. R., e Calder, P. C. (2009). Prebiotics, immune function, infection and inflammation: a review of the evidence. British Journal of Nutrition, 101(5), 633–658. Singla, V.; Chakkaravarthi, S. (2017). Applications of prebiotics in food industry: A review. Food Science and Technology International 23(8) 649–667. DOI: 10.1177/1082013217721769. Macari, M.; Maiorka, A. Função gastrintestinal e seu impacto no rendimento avícola. In: CONFERÊNCIA APINCO'2000 DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA AVÍCOLAS, 2000, Campinas. Scholz-Ahrens, K. E., et al. (2007). Prebiotics, probiotics, and synbiotics affect mineral absorption, bone mineral content, and bone structure. The Journal of Nutrition, 137(3 Suppl 2), 838S–846S. Slavin, J. (2013). Fiber and prebiotics: mechanisms and health benefits. Nutrients, 5(4), 1417–1435.Swanson, K. S., et al. (2002). Fruit and vegetable fiber fermentation by gut microflora from canines. Journal of Animal Science, 80(10), 2725–2734.

Por Erika Stasieniuk


Processo de fabrico

Automação

25/03/2026

Liberando o poder da inovação de alto impacto e baixo esforço

Para a área de negócios da indústria de ração para pets, essa "inovação silenciosa" pode ser uma fonte inesgotável de oportunidades para melhorar produtos, otimizar custos e atender às necessidades em constante mudança dos clientes.   E muitas vezes, acabam sendo de baixo esforço e de alto impacto.   O processo de produção como fonte de inspiração
Cada etapa do processo de produção, desde a seleção dos ingredientes até a embalagem final, apresenta oportunidades para inovações de baixo esforço e alto impacto. Ao conhecer cada detalhe minuciosamente, pode-se identificar áreas a serem melhoradas que muitas vezes passam despercebidas.   Exemplos de inovação de baixo esforço e alto impacto
  Otimização da moagem: Ajustar o tamanho da moagem dos ingredientes pode melhorar a digestibilidade do alimento e reduzir perdas. Isso não exige grandes investimentos, mas pode ter um impacto significativo na saúde dos pets e na satisfação do cliente.
  Modificação da textura: Experimentar diferentes texturas de ração pode tornar a comida mais atraente para cães e gatos com preferências diferentes. Isso pode ser alcançado ajustando os parâmetros de extrusão ou queima, sem a necessidade de adquirir novos equipamentos.
  Adicionando ingredientes funcionais: Incorporar pequenas quantidades de ingredientes funcionais, como probióticos, prebióticos ou antioxidantes, pode melhorar a saúde digestiva, o sistema imunológico ou a qualidade do pelo dos pets. Esses ingredientes geralmente são fáceis de incorporar no processo de produção e, se forem comunicados corretamente, podem trazer vantagens na comercialização dos produtos.
  Embalagem aprimorada: O uso de materiais de embalagem mais sustentáveis, como embalagens recicláveis ou biodegradáveis, pode reduzir o impacto ambiental do produto e atrair consumidores ambientalmente conscientes. Isso não exige grandes mudanças no processo de produção, mas pode ter um impacto positivo na imagem da marca.  Além de melhorias na porcentagem de enchimento ou redimensionamento das embalagens para torná-las mais eficientes do ponto de vista logístico, o que pode trazer economias operacionais em grande escala.
  Personalização das porções: Oferecer comida em porções individuais ou em embalagens seláveis pode facilitar a alimentação dos pets e reduzir o desperdício. Isso pode ser alcançado ajustando o processo de embalagem, sem a necessidade de modificar a formulação do produto.  Além disso, modificar a unidade de vendas para o cliente varejista pode ajudar a equilibrar o capital de giro e a gestão de estoque nos pontos de venda.   Como identificar oportunidades de inovação   Observação direta: passar um tempo no chão de fábrica, observar o processo e conversar com os operadores, que são os mais especialistas em cada subprocesso, pode revelar áreas de melhoria que não são evidentes no escritório.
  Análise de dados: Revisar dados de produção, reclamações de clientes e feedback dos fornecedores pode identificar padrões e tendências que sugerem oportunidades de inovação.
  Benchmarking: Estudar os produtos e processos dos concorrentes pode inspirar novas ideias e revelar áreas onde a empresa pode melhorar.
  Brainstorming: Realizar sessões de brainstorming com equipes multifuncionais (desde a fábrica até ao setor de vendas) pode gerar uma riqueza de ideias inovadoras.   Benefícios da inovação de baixo esforço e alto impacto   Melhoria Contínua: permite que a empresa melhore continuamente seus produtos e processos, sem a necessidade de grandes investimentos.
  Vantagem competitiva: Ajuda a diferenciá-lo da concorrência e atender às necessidades em constante mudança dos clientes.
  Redução de custos: Pode levar a economias em materiais, energia e mão de obra.
  Maior satisfação do cliente: Melhora a qualidade do produto e a experiência do cliente.   Conclusão
Inovação de baixo esforço e alto impacto é uma estratégia vencedora a longo prazo na indústria de alimentos para pets. Ao compreender profundamente o processo de produção, a área comercial pode desencadear uma onda de ideias criativas que melhoram os produtos, otimizam custos e atendem às necessidades dos clientes. Essa inovação silenciosa pode ser a chave para o sucesso a longo prazo em um mercado competitivo. Por Felipe Martinez R.
Fonte: All Pet Food Magazine

Por Felipe Martínez R.

Embalagem

23/03/2026

TMI e HS Automation consolidam expansão internacional com o lançamento da TMI USA Inc.

Como parte dessa expansão, a TMI USA Inc. e a HS Automation concluíram um Acordo de Compra de Ativos com a Bratcher Bagging Inc., uma empresa local com forte histórico e reconhecimento no mercado de soluções de embalagem dos EUA.

Não se trata apenas de uma aquisição, mas de uma integração estratégica voltada para fortalecer o mercado local, expandir as capacidades técnicas e trazer maior valor ao mercado norte-americano ao aproveitar o conhecimento do mercado local.
Integração da expertise e liderança locais
A Bratcher Bagging Inc. construiu uma reputação baseada em confiabilidade, serviço e conhecimento técnico especializado. A experiência e o portfólio de produtos da TMI USA reforçam nossa capacidade operacional e nossa rede de suporte técnico no país.

Além disso, Kyle Bratcher continuará liderando a equipe dentro da TMI USA Inc., garantindo continuidade, estabilidade e uma transição suave para todos os clientes.

Essa integração garante:
  Continuidade total nos serviços e pedidos em andamento Suporte permanente para equipamentos instalados Expansão das capacidades técnicas e comerciais
Ampliação do portfólio de soluções de embalagem e automação
Com essa medida estratégica, a TMI USA amplia sua oferta no mercado norte-americano combinando as soluções históricas da Bratcher com a avançada tecnologia de automação da TMI.
Nosso portfólio agora inclui:
  Linhas automáticas completas de ensacamento Sistemas de Fechamento de Sacos, Células de Paletização com Robô Máquinas de saco de boca aberta Sistemas form-fill-seal de fechamento Soluções de fim de linha e de paletização automática
Essa integração nos permite oferecer soluções completas e integradas para setores como agricultura, ração animal, química, minerais e alimentícios.
Automação de direção na indústria dos EUA
O setor industrial nos Estados Unidos está caminhando para níveis mais altos de automação, eficiência operacional e otimização de processos. Por meio da TMI USA Inc., estamos preparados para acompanhar essa transformação por:
  Engenharia especializada Soluções de automação personalizadas Suporte comercial e técnico local Inovação apoiada pela expertise internacional da TMI e da Automação HS
  Nosso objetivo é claro: ajudar os fabricantes americanos a otimizar seus processos de embalagem, reduzir o tempo de inatividade e melhorar o desempenho geral de suas fábricas.
Declaração institucional
"Esta aquisição representa um passo importante em nosso compromisso de atender ao mercado dos EUA com capacidades ampliadas e expertise local. A integração de nossas equipes fortalece nossa plataforma de crescimento e inovação."
Justin Hartwick, Presidente da TMI USA Inc.
Construindo o futuro juntos
Na TMI, entendemos o crescimento como um processo baseado em colaboração e confiança. Essa expansão reafirma nosso compromisso de longo prazo com o mercado norte-americano.

Com recursos aumentados, ofertas ampliadas e liderança estabelecida nos Estados Unidos, a TMI USA Inc. está pronta para trazer ainda mais valor ao setor.

Mais informações em: www.tmipal.com
 

Automação

18/03/2026

Transformação digital no coração do pet food

Digitalização desde o primeiro passo
À primeira vista, uma planta de pet food parece um sistema complexo de máquinas, silos, tubulações e linhas de envase trabalhando simultaneamente. Mas por trás dessa sinfonia industrial há algo mais profundo: decisões, dados e tecnologia que permitem que cada parte do processo responda com precisão. Esse é o coração da planta conectada.

Durante anos, as fábricas operaram sob um modelo fragmentado: cada etapa tinha seu próprio ritmo, seus próprios controles e, muitas vezes, sua própria lógica. Hoje, esse paradigma está mudando. A indústria avança para um ecossistema integrado no qual processamento, monitoramento, manutenção e controle se articulam entre si, criando fluxos mais inteligentes, seguros e eficientes. E o interessante é que não se trata de um conceito futurista: já está acontecendo.   Quando a qualidade se torna parte do processo
A qualidade no pet food é definida desde a primeira etapa. A digitalização permite monitorar em tempo real variáveis que antes exigiam intervenção manual ou controles esporádicos: umidade, temperatura, tempos de retenção, condições de secagem ou resfriamento.

Isso não só melhora a eficiência, como também melhora a sanidade, evita retrabalhos e garante que o produto final cumpra sempre os mesmos parâmetros. Para um mercado tão exigente quanto o de pets, no qual a confiança do consumidor é crítica, isso faz diferença.

Paralelamente, tecnologias avançadas de separação magnética, amostragem e tratamento de ar elevam os padrões de inocuidade e sustentabilidade. Muitas plantas já estão adotando sistemas que detectam contaminantes ferrosos, plantas que automatizam a validação da qualidade ou plantas que neutralizam odores sem recorrer a produtos químicos.
Melhorias tecnológicas aplicadas ao processamento
Dosagem de Precisão. Sistemas de microdosagem garantem que cada fórmula receba a quantidade exata de ingredientes, aditivos e micronutrientes. Isso não apenas minimiza erros humanos e desperdícios, mas também garante a consistência nutricional do produto final, fundamental para a saúde dos pets.

Otimização da Extrusão e Secagem. A automação agora inclui o controle ideal de variáveis críticas como umidade, temperatura e pressão durante a extrusão e a secagem. Isso é essencial para alcançar a densidade, textura e durabilidade desejadas no grão, além de garantir uma cocção adequada. O desperdício de produto é reduzido durante partidas e paradas de linha.

Embalagem Inteligente. Sistemas de envase em alta velocidade que não só são mais rápidos e higiênicos, como também estão equipados para realizar inspeções de qualidade em tempo real e garantir a integridade do selado.
O fim de linha também se digitaliza
Na etapa final, do envase à paletização, a automação e o registro contínuo permitem uma eficiência que antes exigia muita supervisão manual. Mudanças de formato mais rápidas, menor desperdício de sacos ou filmes, rastreabilidade de cada lote até a entrega.

O que antes era 'a ponta do processo' agora é um ponto-chave para garantir eficiência logística e qualidade percebida.
Benefícios concretos 
Adotar uma planta digitalizada e conectada com soluções integrais traz múltiplas vantagens competitivas:
  Eficiência operacional e redução de custos: dosagens precisas, transporte eficiente e automação dos processos minimizam erros, desperdícios e retrabalhos, reduzindo custos de insumos, mão de obra e manutenção.
  Melhora da qualidade e consistência do produto: processos controlados, rastreabilidade, separação magnética e controles sanitários garantem que cada lote cumpra os padrões, impactando positivamente na confiabilidade do produto final.
  Segurança e ergonomia operacional: minimizar a intervenção manual, evitar entrada em silos, reduzir risco de contaminação ou acidentes, tudo resulta em um ambiente mais seguro e confiável para os operadores.
  Sustentabilidade e responsabilidade ambiental: controle de odores, otimização de recursos, menor desperdício de matéria-prima e energia contribuem para operações mais limpas e responsáveis com o meio ambiente.
  Escalabilidade e adaptabilidade: uma planta conectada pode se ajustar a diferentes formatos, volumes ou produtos, facilitando diversificação e expansão.
  Rastreabilidade e conformidade regulatória: registro digital dos processos, controle de qualidade e monitoramento contínuo ajudam a cumprir normas de segurança alimentar e a responder a auditorias e exigências do mercado.   Conclusão
A planta conectada é uma inovação construída todos os dias. A digitalização transforma a forma de produzir, controlar e assegurar a qualidade. Nesse caminho, o desafio é construir processos integrados, estáveis e capazes de evoluir.      

Nesse cenário, a Clivio Solutions acompanha a indústria de pet food na adoção de tecnologias e abordagens de engenharia que permitem operar com maior precisão, rastreabilidade e eficiência. Para as empresas, investir em digitalização é a chave para garantir competitividade, liderança e nutrição de qualidade na próxima geração de alimentos para pets.
   

Embalagem

04/03/2026

STATEC BINDER: Ensacadoras para diferentes produtos para alimentação animal

Ração para cachorro em sacos de polietileno; para pássaros, em sacos de papel; e para cavalos, em sacos grandes. A indústria global está decolando, e até 2030, o setor atingirá US$ 816 bilhões segundo estatísticas, tornando-se um grande mercado. Os maiores produtores estão localizados na China e nos Estados Unidos. Soja e milho estão entre os recursos mais importantes, seguidos pelo trigo e pela canola. Seja para alimentos para animais de produção ou para nossos queridos pets, esses produtos não só precisam atender aos padrões de qualidade, mas também ser bem embalados. É então que sistemas de alta tecnologia desempenham um papel fundamental. O produtor austríaco STATEC BINDER é especializado nessa área.   Uma grande variedade de produtos exige um alto nível de flexibilidade   As máquinas de embalagem da STATEC BINDER apresentam várias vantagens: desde componentes de alta qualidade que garantem durabilidade e robustez até softwares sofisticados que facilitam a operação. Acima de tudo, há um aspecto especial como fio condutor comum do desenvolvimento e da produção, que também define a direção: flexibilidade. A razão é simples de explicar: nem todos os alimentos de origem animal são iguais. Pelo contrário, eles variam em tamanho e características do fluxo, desde pós até produtos sem fluxo.
  O que isso significa para as máquinas de ensacamento? Esse tipo de máquina deve funcionar com vários produtos e, mais importante, adaptar-se a eles. Para o STATEC BINDER, alta flexibilidade não é apenas desejável, mas há muito tempo se tornou um valor central. Somente dessa forma o sistema pode ser integrado de forma ideal à empresa e ser 100% compatível com o produto.   Flexibilidade como conceito central da empresa   No STATEC BINDER, a flexibilidade vem em vários níveis:
  Sistemas sofisticados: O principal é escolher a ensacadora certa. O portfólio de produtos inclui sistemas para bolsas de boca aberta e máquinas FFS.
  Personalização: O próximo passo é configurá-lo, por exemplo, com um design de lavagem para facilitar a limpeza, um dispositivo de pressão de ar embalado para resultados ainda mais eficientes, ou funções de rotulagem.
  Acessórios eficazes: Uma balança de peso neto precisa para dosar a quantidade exata do saco. Máquinas modernas garantem uma vedação segura. Por fim, detectores de metais garantem que nenhum objeto desconhecido entre na embalagem.
  Máquinas de embalagem de alta qualidade, confiáveis e duráveis confirmam os anos de experiência da STATEC BINDER.
  Além de ser embalada de forma segura, a ração para pets deve ser armazenada em paletes rápidamente e cuidadosamente antes de ser transportada. Todas as máquinas de embalagem podem ser complementadas com paletizadores da STATEC BINDER, o que aumenta o nível de automação.   Fortes habilidades profissionais e interpessoais    A STATEC BINDER é um parceiro de longo prazo que não apenas desenvolve, produz e fornece. Ele se importa em projetar a máquina de embalagem ideal para cada alimento e empresa, além de garantir a operação regular por anos e desenvolvimento contínuo. Por isso, a STATEC BINDER conta com seu atendimento ao cliente abrangente em todo o mundo. O atendimento humanizado, combinado com expertise técnica, faz da empresa uma das principais fornecedoras de máquinas de embalagem para a indústria alimentícia. Por STATEC BINDER
Fonte: All Pet Food Magazine

Automação Veterinários clínicos deveriam conhecer o processo de fabricação de alimentos para pets e suas inovações

4+ MIN

Veterinários clínicos deveriam conhecer o processo de fabricação de alimentos para pets e suas inovações

É uma realidade que nossos pets, nossos pacientes, comem diariamente, e que, se não o fizessem, isso seria motivo de preocupação e angústia para toda a família e para nós, os médicos veterinários. Portanto, considero, a partir do meu humilde papel, que devemos nos envolver em conhecer mais sobre o processo de fabricação, matérias-primas, fabricantes, qualidade e inovação.    A dieta não é um acessório: é uma ferramenta clínica. Somos nós, médicos, que conhecemos a fisiologia de cada paciente ou o comportamento de uma doença, para que a dieta seja determinante na manutenção da saúde ou, muitas vezes, para que se torne o próprio tratamento, sendo crucial para preservar a qualidade de vida dos nossos pacientes.   Atualmente, a inovação permite otimizar processos e obter alimentos cada vez mais completos e funcionais. Isso significa que, além de nutrir e atender às necessidades energéticas, eles promovem saúde integral por meio da combinação de ações nutritivas e 'farmacológicas ou medicinais' de forma natural.   A inovação também permitiu identificar quais ingredientes não são adequados ou seguros e, portanto, devem ser retirados das formulações. Além disso, aproximou-nos de alternativas melhores e mais naturais. Saber mais e nos envolver nesse tema nos dá as ferramentas para distinguir entre propostas de marketing tentadoras de alimentos realmente seguros e de qualidade.
  As fábricas modernas implementam automação desde a recepção das matérias-primas até a embalagem e o paletizado final. Assim, reduz-se o risco de erro humano e aumenta-se a velocidade de produção. São utilizados sensores para medir parâmetros críticos como umidade, temperatura, densidade, condições de secagem, entre outros. Já a inteligência artificial e o aprendizado de máquina permitem otimizar fórmulas, prever falhas e corrigi-las. No controle de qualidade, algumas fábricas já utilizam inspeção automática (com visão computacional, sensores, etc.) para detectar defeitos, contaminações e inconsistências em tamanho, densidade ou textura do alimento.A digitalização permite rastrear cada lote, desde a entrada das matérias-primas até o produto final, melhorando a rastreabilidade e ajudando a minimizar eventuais recolhimentos ou reclamações. Isso contribui para assegurar padrões de qualidade e segurança alimentar, essenciais para evitar contaminação, variabilidade nutricional ou falhas de produção. 
  Como médicos-veterinários de animais de companhia, devemos conhecer esse processo de digitalização, pois somos responsáveis por garantir consistência nutricional, qualidade, segurança alimentar, rastreabilidade e adequada prescrição de dietas especiais, além de assegurar transparência. Nem todas as fábricas ou fabricantes têm o mesmo nível tecnológico, já que isso requer grandes investimentos e equipe capacitada.   Conhecer esses processos permite:
  Avaliar melhor a qualidade do alimento que prescrevemos ou recomendamos.   Compreender o quão 'seguro' pode ser um alimento comercial.   Acompanhar as mudanças na indústria e ter informações atualizadas sobre alimentos personalizados ou especializados.   Diagnosticar e oferecer tratamento com maior precisão, aumentando a capacidade de prescrever dietas terapêuticas e recomendar alimentos de alta qualidade e bem específicos. Manejar doenças crônicas utilizando alimentos como tratamento primário — como obesidade, doenças gastrointestinais e dermatológicas. Orientar tutores sobre qualidade, distinguir entre modismos e ciência, e reforçar a importância da nutrição.   Prevenir doenças promovendo, desde filhotes, dietas adequadas para evitar problemas futuros.   Em resumo   Essas mudanças são especialmente relevantes para os profissionais veterinários porque a digitalização na indústria pet food impacta diretamente a qualidade, segurança e confiabilidade dos alimentos que recomendamos a nossos pacientes.   Para receber capacitações em nutrição, alimentos e outros temas, não hesite em me contatar. Por Dr. M. Candela Bonaura
Fonte: All Pet Food Magazine

Por Candela Bonaura

Embalagem Tendências no ensacamento de rações para animais de estimação: inovação, precisão e eficiência para um setor em crescimento

6+ MIN

Tendências no ensacamento de rações para animais de estimação: inovação, precisão e eficiência para um setor em crescimento

Esse crescimento não afeta apenas a formulação dos alimentos, mas também os processos industriais que garantem sua conservação, segurança e apresentação. Nesse contexto, o ensacamento de rações para animais de estimação passou a ocupar um lugar estratégico na cadeia produtiva.

A embalagem final tem várias finalidades: proteger os alimentos da umidade e da contaminação, facilitar o armazenamento e o transporte e proporcionar uma apresentação atraente no ponto de venda. Ao mesmo tempo, deve ser prática e resistente para o consumidor final. Por esse motivo, os fabricantes de alimentos para animais de estimação estão buscando soluções tecnológicas que combinem eficiência, versatilidade e controle de qualidade em todo o processo de ensacamento.
Formatos e materiais: versatilidade como vantagem competitiva
O formato da embalagem é um dos fatores mais decisivos na indústria. Os alimentos secos para animais de estimação são geralmente embalados em sacos de polipropileno ou polietileno laminado, materiais que oferecem alta resistência mecânica e proteção contra umidade, oxigênio e pragas. Esses materiais preservam a textura crocante do produto e prolongam sua vida útil.

Tradicionalmente, os formatos mais comuns têm entre 5 e 20 kg, ideais para proprietários com vários animais de estimação ou para distribuidores. No entanto, a tendência atual mostra um crescimento sustentado na demanda por sacos menores, com menos de 5 kg, projetados para consumidores que buscam conveniência ou produtos de maior rotatividade.

Essa mudança exige que os fabricantes tenham equipamentos de ensacamento flexíveis, capazes de se adaptar rapidamente a diferentes tamanhos e tipos de sacos, sem comprometer a velocidade de produção.
  As máquinas automáticas de ensacamento de ração para animais PAYPER são projetadas precisamente para oferecer essa versatilidade: elas permitem mudanças rápidas e automáticas de formato, com sistemas que ajustam as medidas sem a necessidade de intervenção manual. Além disso, o sistema horizontal de armazenamento de sacos vazios proporciona autonomia operacional, pois pode armazenar até seis pilhas de sacos prontos para o próximo ciclo.
  Antes da selagem, um sistema de alinhamento automático garante que a boca do saco fique perfeitamente nivelada, garantindo um acabamento preciso e profissional. Se o processo assim o exigir, a soldagem dupla adiciona uma camada extra de proteção contra umidade e contaminação.
Dosagem e pesagem: precisão em cada saco
Na indústria de alimentos para animais de estimação, a homogeneidade do produto e a precisão do peso são essenciais para atender aos padrões de qualidade. A PAYPER desenvolveu o controlador de pesagem MSX, uma das tecnologias mais precisas do mercado. Acreditado por instituições oficiais de metrologia, este sistema foi projetado especificamente para processos de ensacamento em alta velocidade e garante uma dosagem precisa, mesmo em linhas com alto rendimento de produção.
O MSX combina velocidade e confiabilidade, mantendo a consistência do produto sem gerar excesso de peso ou perdas. Dependendo das características do alimento — densidade, tamanho das partículas ou fluidez —, o sistema de dosagem mais adequado é selecionado, garantindo um fluxo estável e controlado em todos os momentos.
Proteção do produto: frescura e conservação garantidas
Manter a qualidade dos alimentos secos ao longo de todo o seu ciclo de vida é um desafio fundamental. As linhas de ensacamento de alimentos para animais de estimação da PAYPER incorporam tecnologias de extração de ar residual e desareação, que removem o excesso de ar do interior do saco e permitem obter uma embalagem mais compacta e estável. Em alguns casos, o ar é substituído por gás inerte (como o nitrogênio), uma técnica que evita a oxidação e a deterioração dos ingredientes, prolongando a frescura do produto.

Além disso, a vedação dupla superior reforça o fechamento hermético e oferece proteção extra contra umidade, poeira e variações de temperatura. Dessa forma, os fabricantes podem garantir que cada lote mantenha suas propriedades nutricionais e organolépticas até chegar ao consumidor.
Controle de qualidade: segurança em todas as etapas do processo
A indústria de alimentos para animais de estimação compartilha padrões muito semelhantes aos do setor de alimentos para consumo humano. Por esse motivo, as linhas PAYPER incorporam sistemas automáticos de inspeção e controle que verificam a conformidade com todos os parâmetros de segurança e qualidade.

Entre elas estão: Balanças de controle, que verificam se cada saco atinge o peso nominal. Detectores de metais, que garantem a ausência de contaminantes metálicos. Sistemas de rejeição automática, que removem da linha qualquer saco que não cumpra as normas.
  Este controlo total garante que apenas produtos em conformidade cheguem ao mercado, reforçando a confiança do cliente final e a reputação do fabricante.
Paletização e embalagem: apresentação e logística em equilíbrio
Depois de selar o saco, o próximo passo é garantir um manuseamento e uma apresentação impecáveis. Os sistemas de paletização de sacos PAYPER, disponíveis nas versões de paletização robótica e paletização convencional, são concebidos para manusear cada saco com cuidado e precisão. O resultado é uma palete perfeitamente quadrada e estável, pronta para armazenamento ou transporte.

Os paletizadores de alta velocidade incorporam alimentadores de correia telescópicos e cabeças de fixação especializadas, capazes de manter a integridade do saco mesmo em taxas de produção intensivas.

Por fim, o Stretch Hooding e o Stretch Wrapping protegem as paletes da humidade, poeira e raios UV, garantindo a sua estabilidade durante o transporte. Esta etapa não só contribui para a segurança logística, como também melhora a imagem final do produto, um aspeto cada vez mais valorizado pelas marcas.
Compromisso com a inovação e foco no cliente
Com mais de 50 anos de experiência e mais de 5.000 projetos concluídos em mais de 80 países, a PAYPER se estabeleceu como líder global em linhas completas de ensacamento. Sua rede de oito subsidiárias internacionais e equipes de assistência técnica locais permite oferecer assistência imediata e personalizada, adaptando-se às necessidades específicas de cada cliente e região.
Conclusão: O ensacamento de alimentos para animais de estimação como parte essencial do valor do produto
As tendências atuais no mercado de alimentos para animais de estimação apontam para uma maior automação, precisão e sustentabilidade. O ensacamento de alimentos para animais de estimação não é mais considerado uma etapa secundária no processo, mas sim um elemento-chave para garantir a qualidade e a competitividade do produto final.

As soluções de ensacamento da PAYPER integram todos os elementos críticos — dosagem, pesagem, ensacamento, paletização e cintagem — em linhas completas, flexíveis e personalizadas. Graças ao seu foco na eficiência e inovação tecnológica, a PAYPER acompanha a indústria de alimentos para animais de estimação rumo a um futuro mais seguro, sustentável e lucrativo. Fonte: PAYPER


Veterinária

Sanidade

10/04/2026

Segurança de alimentos pet: 10 pontos críticos para fortalecer o sistema nas fábricas

Garantir a segurança de alimentos para animais de companhia exige mais do que protocolos bem escritos. 
  Na prática industrial, falhas costumam ocorrer na execução, especialmente quando há mudanças em formulações, equipamentos ou rotinas operacionais que não passam por reavaliações criteriosas.

A construção de um sistema robusto depende de três pilares: equipes bem treinadas e engajadas, procedimentos fundamentados em evidências científicas e revisão contínua dos processos produtivos. 
  Sem esses elementos, mesmo programas tecnicamente estruturados podem apresentar lacunas no chão de fábrica.
  A seguir, dez pontos considerados centrais para fortalecer programas de segurança em fábricas de alimentos para pets:
  Pessoas são a base do sistema
Mesmo o melhor programa não funciona sem uma equipe comprometida e tecnicamente preparada. 

O desempenho do sistema depende diretamente do engajamento e da capacidade dos profissionais responsáveis por executar os procedimentos operacionais padrão.
  Segurança de alimentos exige revisão contínua
O sistema não pode ser tratado como documento estático. Revisões devem ocorrer ao menos uma vez por ano e sempre que houver mudanças em equipamentos, fluxo de processo ou formulação. A atualização constante é essencial para garantir que as medidas preventivas permaneçam adequadas.
  Modificações estruturais aumentam o risco de patógenos
Alterações em estruturas físicas ou substituição de equipamentos estão entre os principais fatores associados ao surgimento de riscos sanitários. Intervenções em paredes, passagens ou áreas técnicas podem expor pontos previamente ocultos de contaminação. Por isso, recomenda-se higienização antes e depois das obras, além de protocolos rigorosos para equipes terceirizadas.
  Maior inclusão de proteínas requer revalidação
O aumento no uso de carnes frescas e farinhas de origem animal em formulações premium pode exigir reavaliação das etapas de controle de patógenos. Estudos de validação realizados com níveis menores de inclusão proteica podem não refletir o risco atual, especialmente quando há cargas microbianas superiores às inicialmente consideradas.
  Estudos internos são fundamentais
Estudos de desafio conduzidos internamente são importantes para correlacionar dados laboratoriais com a produção em escala industrial. Como plantas-piloto não reproduzem integralmente as condições de extrusoras comerciais, é necessário gerar dados próprios que comprovem equivalência em parâmetros como tempo, pressão e umidade.
  Controles preventivos não podem ser flexibilizados
Pressões por aumento de produtividade não devem comprometer parâmetros críticos de controle. Ajustes para ganho de eficiência devem ocorrer por meio de pesquisa e otimização de processos — como configuração de pré-condicionadores ou ajustes de velocidade — e não pela redução de medidas de segurança.

Avaliação externa amplia objetividade
Equipes internas podem perder a capacidade de identificar vulnerabilidades ao longo do tempo. A contratação de auditorias externas e certificações independentes é considerada estratégica para garantir avaliação imparcial de riscos.
  Cultura começa na liderança
A coerência entre discurso e prática da gestão é determinante para consolidar a cultura de segurança. Inconsistências no uso de equipamentos de proteção individual por parte de gestores, por exemplo, sinalizam fragilidade no alinhamento institucional.
  Treinamento deve ser acessível e contínuo
Programas de capacitação simples, atualizados e integrados à rotina operacional tendem a gerar maior adesão. Sistemas digitais com alertas automáticos de atualização de procedimentos podem reforçar a cultura de melhoria contínua, desde que complementados por treinamentos práticos.
  Verificação de fornecedores é inegociável
A consistência de ingredientes influencia diretamente a segurança e a estabilidade do processo. Variações regionais em matérias-primas, como trigo, podem afetar densidade, comportamento na extrusão e carga microbiana. Auditorias anuais, exigência de certificados de análise e comunicação transparente sobre mudanças de origem são medidas consideradas essenciais.   FAQ sobre segurança de alimentos pet
Por que mudanças estruturais aumentam o risco sanitário?
Porque podem expor áreas previamente contaminadas ou criar novos pontos de abrigo para patógenos.
  Com que frequência o sistema de segurança deve ser revisado?
Recomenda-se ao menos uma revisão anual completa, além de avaliações sempre que houver mudanças operacionais.
  Qual é o papel da liderança na segurança de alimentos?
A gestão deve demonstrar, na prática, o padrão de conduta esperado, fortalecendo a cultura organizacional. Fonte: Cães & Gatos

Sanidade

20/03/2026

Perigo invisível aos olhos: micotoxinas no pet food  

Recentemente, as micotoxinas voltaram a ser foco das discussões no pet food. O motivo é a aprovação da portaria SDA/MAPA nº 1.412 pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), que define novos limites máximos de micotoxinas em produtos destinados à alimentação de cães e gatos.
  Mas, afinal, o que muda com essa nova portaria e o que são as micotoxinas? Para responder esses questionamentos conversamos com a médica-veterinária mestre e doutora em Nutrição de cães e gatos e membro do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal Pet (CBNA PET) e da Sociedade Brasileira de Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos (SBNutriPet), Luciana Domingues de Oliveira. 

'A portaria nº 1.412, de 3 de outubro de 2025, determina de forma inédita os limites máximos de aflatoxinas B1 e de aflatoxinas totais (somatória das aflatoxinas B1, B2, G1 e G2) em produtos destinados à alimentação de cães e gatos. Essa mudança é positiva e aumenta a segurança de alimentos para as espécies, trazendo também mais segurança aos responsáveis que preferem usar rações e produtos industrializados na alimentação de seus animais', explica.
  Ainda segundo a profissional, a existência de limites claros e fiscalizáveis permite um controle de qualidade mais rigoroso por parte da indústria e dos órgãos de fiscalização, reduzindo os riscos de doenças e óbitos em pets causados pelo consumo de alimentos contaminados.   Entendo as micotoxinas    Basicamente, as micotoxinas são metabólitos secundários tóxicos produzidos por fungos filamentosos. 
  Luciana esclarece que elas podem contaminar alimentos usados tanto para alimentação humana, quanto animal, quando esses microrganismos estão na presença de condições adequadas de umidade e calor. 
  'Parte das micotoxinas são resistentes ao processamento térmico e podem estar presentes mesmo em produtos industrializados. Os principais fungos produtores de micotoxinas em alimentos para cães e gatos são os gêneros Aspergillus, Penicillium e Fusarium', pontua.
  Esses fungos estão presentes em diferentes alimentos, como milho, trigo, cevada, aveia, amendoim, nozes, castanhas, café, frutas secas e produtos derivados, como suco de maçã.
  Com isso, as rações podem conter micotoxinas devido ao uso de ingredientes que contenham essas substâncias ou porque o processamento não foi adequado e a ração acabou retendo mais umidade que o ideal.
  'As micotoxinas mais comuns encontradas em alimentos para pets são aflatoxinas, fumonisinas, ocratoxina A, zearalenona e deoxinivalenol (DON)', informa a especialista.    Perigos envolvidos 
A contaminação por micotoxinas pode tornar os alimentos verdadeiros vilões para a saúde de cães e gatos. 
  Conforme relata Oliveira, os riscos da ingestão vão desde problemas agudos e crônicos até óbito em casos mais graves. Dentre eles estão: 
  Sintomas gastrointestinais agudos: náuseas, vômitos e diarreia; Sintomas neurológicos agudos: tremores musculares, convulsões, ataxia, fraqueza, agitação ou depressão e letargia;  Outros sintomas agudos: temperatura corporal alterada, aumento da frequência cardíaca e respiratória e salivação excessiva; Sintomas crônicos: hepatopatias, câncer, redução da imunidade, perda de peso, diminuição do crescimento, hemorragias, etc.    Controle no processo de produção    Para evitar que os alimentos sejam contaminados pelas micotoxinas é preciso realizar um controle multimodal, que acontece em diferentes pontos do processo de produção. 
  A médica-veterinária explica que tudo começa com a qualidade dos fornecedores de matérias-primas. Também é importante analisar cada novo lote de insumos. Para isso é indicado testar todos os lotes de ingredientes que têm potencial de contaminação por micotoxinas antes da descarga.
  'Deve-se, ainda, controlar o processo de produção através da mensuração contínua da umidade e atividade de água dos alimentos durante sua produção. Já quando o produto final estiver pronto, é necessário garantir teores adequados de umidade, atividade de água e temperatura durante o envase dos alimentos. Assim, evita-se a formação de gotículas de água dentro da embalagem', afirma. 
  Inclusive, a embalagem é uma peça-chave para prevenir as contaminações. Dessa forma, é fundamental que não apresente furos, que permitam o surgimento de umidade enquanto o produto está na prateleira das lojas. 
  Outro ponto que faz parte da prevenção às micotoxinas é o uso dos antifúngicos nos alimentos para pets. De acordo com a especialista, alguns antifúngicos utilizados para essa finalidade são: propionato de cálcio, ácido propiônico, ácido cítrico e ácido sórbico. 
  Também há os adsorventes de micotoxinas, que podem ser usados sozinhos ou em associação aos antifúngicos. 
  'Dentre esses, temos os adsorventes inorgânicos, que incluem principalmente os aluminossilicatos como argilas e zeólitas, e os orgânicos, que são mais recentes e produzidos à base de algas ou leveduras modificadas', cita.   Cuidados com o armazenamento
O armazenamento adequado dos alimentos para pets é uma ação indispensável quando se fala em prevenção de micotoxinas. 
  Oliveira recomenda a realização de ações para orientar os responsáveis pelos animais sobre a importância de manter os alimentos em condições ideais de acondicionamento e longe de umidade e do calor. 
  'As micotoxinas podem surgir nas rações quando existe um ambiente que permita o crescimento de fungos. Isso ocorre em condições ambientais como temperaturas elevadas (entre 20ºC e 30ºC) e alta umidade, que são situações muito comuns em países tropicais como o Brasil, principalmente, depois que as pessoas abrem a embalagem e não a mantém em ambiente seco, fresco e arejado como recomendado pelos fabricantes', explica.
  Logo, as embalagens devem sempre ficar fechadas e armazenadas em ambiente seco, fresco, arejado e longe de umidade e da luz solar direta. 
  Também é importante que as rações sejam conservadas em suas embalagens originais, pois existe um trabalho dos fabricantes em desenvolver pacotes que ajudem a manter a qualidade dos seus alimentos. 
  'Quando retiramos os alimentos de suas embalagens originais, além do fabricante não poder garantir a qualidade dos alimentos, caso haja qualquer problema com a ração, o consumidor não terá as informações necessárias para fazer a solicitação de troca ou reclamação, como número de lote, data de fabricação e data de validade', finaliza.

Sanidade

11/02/2026

Transformando fornecedores em aliados de inovação na indústria pet food

Matérias-primas como origem dos principais riscos   Nos últimos anos, muitos países registraram diversos episódios de recall em produtos destinados à alimentação animal, e a literatura científica confirma um padrão que o setor já conhece bem: a maioria das contaminações em pet food tem origem em matérias-primas mal monitoradas ou adquiridas sem histórico técnico adequado (Witaszak et al., 2020; Cheli et al., 2020). 
  A ocorrência crescente de micotoxinas como aflatoxinas, DON, fumonisinas e zearalenona, ou outros contaminantes em rações para cães e gatos demonstra que ingredientes agrícolas e subprodutos animais representam riscos concretos para a segurança e a qualidade do alimento (Witaszak et al., 2020). Esses dados reforçam algo essencial: não existe planta conectada sem fornecedor conectado.   Os limites do controle isolado nas fábricas   Quando um fabricante, especialmente industria menor, tenta construir um sistema de controle de qualidade isolado, sem colaboração técnica upstream, rapidamente encontra seus limites. Isso ocorre porque a variabilidade natural de ingredientes como milho, farinhas proteicas, subprodutos animais e óleos não pode ser completamente controlada apenas com inspeção no recebimento. 
  A literatura de segurança alimentar mostra que a especificação das matérias-primas é um dos pilares da prevenção de riscos, embora ainda seja negligenciada especialmente por fábricas menores (Cheli et al., 2020). Muitos fabricantes operam com descrições simplificadas das matérias-primas, sem limites analíticos, sem histórico estatístico e sem compreensão dos riscos específicos de cada origem ou safra.   O fornecedor como elo inteligente da cadeia   É justamente nesse ponto que o fornecedor se transforma não apenas em um vendedor de insumos, mas em verdadeiro elo inteligente da cadeia. Fornecedores tecnificados têm acesso a bancos de dados internos, análises por lote, curvas de variação, registros de safra, monitoramentos sazonais e processos industriais certificados. 
  Quando esses dados são compartilhados, o fabricante ganha acesso imediato a uma camada de inteligência que dificilmente conseguiria construir sozinho. E é essa troca estruturada de informações que caracteriza a planta verdadeiramente conectada, não apenas integrada internamente, mas estendida a toda a cadeia produtiva (Integrated Mycotoxin Management System, 2021; Aung & Chang, 2014).   Construção conjunta de especificações técnicas    A construção conjunta de especificações técnicas é um bom exemplo de como essa conexão muda o cenário. Especificações baseadas em dados históricos são significativamente mais eficazes na redução de desvios do que modelos genéricos aplicados a todas as origens (Cheli et al., 2020). 
  Um fornecedor preparado pode ajudar o fabricante a entender:
  a variabilidade natural dos ingredientes os limites de micotoxinas e outros contaminantes esperados por região as tendências de umidade e composição ao longo do ano os métodos analíticos adequados para cada risco
  Essa colaboração reduz rejeições desnecessárias, minimiza variações no processo e diminui custos de formulação.   Micotoxinas: um exemplo de parceria estratégica   No caso das micotoxinas, um dos contaminantes críticos para pet food, essa parceria se torna ainda mais estratégica. O BIOMIN Mycotoxin Survey e outros estudos demonstram que a ocorrência de aflatoxinas, DON e fumonisinas varia intensamente entre safras, regiões e condições climáticas, reforçando a necessidade de monitoramento contínuo e compartilhado (Cheli et al., 2020; Witaszak et al., 2020). Ou seja, um fabricante que analisa apenas o que chega à sua porta está sempre atrasado. Programas de monitoramento baseados em tendências sazonais são muito mais eficazes do que análises pontuais (Cheli et al., 2020). E quem melhor conhece essas tendências do que o próprio fornecedor, que acompanha desde o campo até o beneficiamento?   Rastreabilidade que nasce no fornecedor   A conectividade também se manifesta na rastreabilidade. Cada lote que chega à fábrica leva consigo uma história: origem, data de produção, tempo de estocagem, rota logística, análises laboratoriais e condições de processamento. 
  Quando o fornecedor disponibiliza esses dados de forma estruturada, seja por QR codes, relatórios digitais ou sistemas integrados,o fabricante passa a operar com velocidade e segurança muito superiores. A rastreabilidade upstream é um dos pontos mais frágeis da cadeia global de pet food, e a maneira mais eficiente de fortalecê-la é garantir que o fluxo de informações nasça no fornecedor (Aung & Chang, 2014).   Treinamento e capacitação como parte da conexão   Essa relação não se limita a documentos; ela se expande para a capacitação técnica. Muitos dos erros que levam pequenas fábricas a aceitar lotes irregulares são resultado de amostragem inadequada, interpretação errada de laudos ou desconhecimento dos riscos mais prováveis. Estudos mostram que treinamentos simples para equipes de recebimento já reduzem significativamente a entrada de matéria-prima fora de especificação (Integrated Mycotoxin Management System, 2021). 
  Quando o fornecedor oferece esse suporte, seja com treinamentos, consultorias ou visitas técnicas, ele está, na prática, elevando o nível de maturidade da planta, ajudando-a a operar como um sistema conectado mesmo sem grandes investimentos em tecnologia.   Ferramentas analíticas híbridas   Outro ponto em que a conectividade entre fornecedor e fabricante se traduz em inovação realista é o uso de ferramentas analíticas híbridas. Kits rápidos para triagem de micotoxinas, quando validados, apresentam boa correlação com métodos confirmatórios e são recomendados como parte de sistemas de triagem (Cheli et al., 2020). Pequenas fábricas podem adotar uma combinação eficiente: triagem rápida no recebimento, validação periódica em laboratório acreditado e relatórios analíticos contínuos fornecidos pelo parceiro upstream. Isso reduz desperdícios, acelera a tomada de decisão e permite uso mais inteligente dos recursos.   Conclusão   A literatura também evidencia que fábricas que operam com dados compartilhados de fornecedores têm melhor previsibilidade produtiva e menor variabilidade de custos (Integrated Mycotoxin Management System, 2021). 
  Quando fornecedor e fabricante operam como uma única rede de informações, a indústria ganha em segurança, previsibilidade, inovação e competitividade. O mercado global de pet food, cada vez mais exigente e sensível a riscos, depende exatamente dessa integração inteligente, que começa muito antes da linha de produção e termina no alimento seguro, rastreável e estável que chega ao comedouro. Por Ludmila Barbi Trindade Bomcompagni – All Pet Food
Fonte: All Pet Food Magazine
  Referências • Aung, M. M., & Chang, Y. S. (2014). Traceability in a food supply chain: Safety and quality perspectives. Food Control, 39, 172 184. https://doi.org/10.1016/j.foodcont.2013.11.007 • Cheli, F., Campagnoli, A., Dell'Orto, V. (2020). Mycotoxin contamination management tools and efficient strategies in feed industry. Toxins, 12(8), 480. https://doi.org/10.3390/toxins12080480 • Witaszak, N., Waśkiewicz, A., Bocianowski, J., & Stępień, Ł. (2020). Contamination of Pet Food with Mycobiota and Fusarium Mycotoxins—Focus on Dogs and Cats. Toxins, 12(2), 130. https://doi.org/10.3390/toxins12020130 • Integrated Mycotoxin Management System in the Feed Supply Chain: Innovative Approaches. (2021). Toxins, 13(8), 572. https://doi.org/10.3390/toxins13080572

Por Ludmila Barbi T. Bomcompagni

Cães

12/01/2026

O bem-estar animal definirá o ano de 2026: mais saúde emocional, tecnologia e consumo responsável

Até 2026, o cuidado e a convivência com animais de estimação evoluirão para uma abordagem mais consciente, inovadora e responsável em todos os níveis. Nesse sentido, a Tiendanimal antecipa as tendências que se consolidarão no próximo ano, marcadas por uma visão mais holística do bem-estar, a busca por produtos premium e personalizados, a integração da tecnologia no cotidiano e um firme compromisso com a sustentabilidade.
  Caroline Arrú, Diretora de Marketing e Atendimento ao Cliente e copatrocinadora do Comitê ESG da Tiendanimal, afirma que essas tendências refletem uma relação cada vez mais próxima entre pessoas e animais, onde qualidade, inovação e respeito se tornam os pilares da convivência. Esse vínculo está se expandindo nos lares espanhóis, estando presente em mais de 50% deles.   BEM-ESTAR FÍSICO E EMOCIONAL: UMA PRIORIDADE CRESCENTE   Até 2026, o bem-estar será o foco central em nossa relação com os animais. Não se trata apenas de atender às necessidades básicas, mas de garantir uma vida plena e equilibrada, onde nutrição especializada e funcional, suplementos específicos, rotinas de exercícios adaptadas às necessidades individuais e medicina preventiva desempenharão um papel fundamental.
  Nessa mesma linha, destaca-se a importância contínua da saúde emocional, que se traduz na busca por brinquedos interativos, espaços seguros e serviços voltados para a redução do estresse e da ansiedade.
  "Cada vez mais pessoas entendem que a saúde emocional é tão importante quanto a saúde física e, portanto, em 2026 veremos um aumento nas soluções que promovem a calma e a estimulação positiva ", afirma Arrú a esse respeito.   PREMIUMIZAÇÃO E PERSONALIZAÇÃO: PRODUTOS FEITOS SOB MEDIDA   Por outro lado, a tendência de premiumização também continuará a crescer, com o aumento da procura por produtos de alta qualidade, feitos com ingredientes naturais e processos sustentáveis. Neste contexto, a personalização será fundamental, com dietas adaptadas à idade, tamanho e necessidades específicas, acessórios concebidos para cada estilo de vida e serviços exclusivos que fortalecem o vínculo entre humanos e animais.   TECNOLOGIA: INOVAÇÃO A SERVIÇO DO CUIDADO   Ao longo do próximo ano, a digitalização transformará significativamente a forma como as pessoas cuidam e interagem com seus animais de estimação. Veremos um aumento no uso de ferramentas como dispositivos inteligentes de monitoramento de saúde, aplicativos que simplificam o gerenciamento de rotina e serviços de consulta veterinária online.
  "A tecnologia não só proporcionará conveniência, mas também a segurança e a prevenção necessárias para o bem-estar dos animais de estimação, oferecendo muitos benefícios que não poderíamos alcançar de outra forma. Entre eles, a antecipação de problemas de saúde e a melhoria da qualidade de vida ", afirma Arrú, que insiste que "a tecnologia aplicada ao mundo animal não é apenas mais uma moda passageira, mas uma ferramenta perfeita para melhorar significativamente o bem-estar e a qualidade de vida dos animais".   SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL: UM COMPROMISSO INEVITÁVEL   Em 2026, a consciência ambiental também será essencial na escolha de produtos e serviços para ajudar a minimizar o impacto ambiental. Fatores como o uso de materiais reciclados, embalagens biodegradáveis ​​e processos de produção ecologicamente corretos farão a diferença e serão decisivos nas decisões de compra.
  "O compromisso ambiental é inegociável, e cada vez mais setores estão se comprometendo com a economia circular e a redução de resíduos. Isso não é, e não deveria ser, algo estranho ao mundo dos animais de companhia, porque querer o melhor para o nosso planeta é também querer o melhor para todos nós: humanos e animais ", conclui Arrú.

  Fonte: IM VETERINARIA

Cães Estudo revela que 94% das dietas caseiras para cães não oferecem nutrição completa

3+ MIN

Estudo revela que 94% das dietas caseiras para cães não oferecem nutrição completa

Uma análise conduzida pelo Dog Aging Project, iniciativa científica de longo prazo liderada pela Universidade de Washington e pela Texas A&M University, revelou que apenas 6% das 1.726 dietas caseiras avaliadas tinham potencial para atender às necessidades nutricionais mínimas de cães adultos.
  O estudo, publicado no American Journal of Veterinary Research, reforça a preocupação crescente com a popularidade das refeições preparadas em casa, que muitas vezes não entregam o equilíbrio essencial de nutrientes para a saúde animal.
   'Como nosso estudo não incluiu a quantidade exata dos ingredientes, é possível que uma porcentagem ainda menor fosse realmente completa do ponto de vista nutricional', afirmou Janice O'Brien, co-autora do estudo e pesquisadora de doutorado no Virginia-Maryland College of Veterinary Medicine, da Virginia Tech.
  A pesquisa utilizou relatos fornecidos por tutores sobre ingredientes e métodos de preparo, incluindo dados do próprio Dog Aging Project, que reúne informações de mais de 50 mil cães. Todo o material foi analisado no Balance It, ferramenta alinhada às recomendações da Food and Drug Administration (FDA) e da Association of American Feed Control Officials (AAFCO), órgãos que regulam e definem os parâmetros de nutrição animal nos Estados Unidos.   Erros comuns em dietas caseiras elevam riscos nutricionais para cães
Os pesquisadores apontaram que alterações feitas pelos tutores, como trocar tipos de óleo, omitir ingredientes ou deixar de incluir suplementos obrigatórios, especialmente cálcio, comprometem diretamente o equilíbrio nutricional das dietas caseiras.
  Desajustes entre cálcio e fósforo podem gerar problemas ósseos e renais, e cães com doenças pré-existentes estão ainda mais expostos a riscos quando seguem dietas desbalanceadas. O grupo também reforçou a importância de evitar ingredientes perigosos, lembrando que alimentos como uvas são tóxicos para cães e que ossos inteiros representam ameaças sérias, já que fragmentos podem perfurar ou obstruir o trato gastrointestinal.   Alimentação caseira cresce, mas exige supervisão profissional
Embora a alimentação caseira continue crescendo em popularidade, especialmente entre tutores que buscam uma rotina mais natural e personalizada para seus pets, o estudo alerta que esse tipo de dieta exige acompanhamento profissional rigoroso.
  Os pesquisadores recomendam que qualquer tutor que opte por cozinhar para seu cão trabalhe diretamente com um médico veterinário ou nutricionista veterinário certificado, siga a receita exatamente como prescrita e, sempre que possível, envie amostras para análise laboratorial em programas de monitoramento nutricional.

  Fonte: Panorama Pet&Vet

Gatos Por que é tão comum que gatos tenham problemas urinários?

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Por que é tão comum que gatos tenham problemas urinários?

Discretos por natureza, os gatos são especialistas em esconder sinais de dor e desconforto, o que torna os problemas urinários ainda mais perigosos quando não identificados precocemente.    Consideradas uma das queixas mais frequentes nos consultórios veterinários, as doenças do trato urinário inferior dos felinos afetam, principalmente, gatos adultos e estão diretamente ligadas a fatores como falta de hidratação, alimentação, ambiente e estresse crônico. Segundo a médica-veterinária Paolla Dias, do Hospital Veterinário Polipet, as particularidades do organismo dos gatos explicam, em parte, essa alta incidência.    'O sistema urinário dos felinos é extremamente sensível a alterações no consumo de água, na dieta e na rotina. Pequenos desequilíbrios já podem levar a inflamações, formação de cristais e até obstruções, que são quadros graves e potencialmente fatais', explica.   As doenças urinárias mais comuns em gatos   Entre os principais problemas estão a cistite idiopática felina (CIF), a formação de cristais e cálculos urinários e as obstruções uretrais — estas últimas mais comuns em gatos machos, por conta da anatomia da uretra, que é mais estreita. Os sinais clínicos costumam incluir esforço para urinar, idas frequentes à caixa de areia com pouco volume de urina, dor ao urinar, vocalização, presença de sangue, além de lambedura excessiva da região genital.    Em muitos casos, os tutores percebem mudanças comportamentais, como isolamento, apatia ou agressividade. 'É muito comum que os tutores achem que o gato está apenas com um problema comportamental ou 'birra' por estar urinando fora da caixa, quando, na verdade, ele está sentindo dor intensa', alerta Paolla.   A relação direta entre hidratação, alimentação e saúde urinária   A baixa ingestão de água é apontada como um dos principais gatilhos para problemas urinários em felinos.  Diferentemente dos cães, os gatos possuem baixa sensação de sede, uma herança de seus ancestrais desertícolas, que obtinham grande parte da água a partir das presas. Na rotina doméstica, quando a alimentação é baseada exclusivamente em ração seca, o consumo hídrico muitas vezes se torna insuficiente.    'A alimentação tem papel central na saúde do trato urinário. Dietas com baixo teor de umidade e desequilíbrio de minerais favorecem a formação de cristais e cálculos. Além disso, a urina mais concentrada aumenta a chance de inflamações', explica a profissional. Por isso, a combinação entre ração seca de qualidade e alimento úmido, além do estímulo constante à ingestão de água, é fortemente recomendada. Fontes de água corrente, potes espalhados pela casa e recipientes de vidro ou inox ajudam a aumentar o consumo.   O estresse como fator silencioso das doenças urinárias   Outro vilão frequente, e muitas vezes subestimado, é o estresse. Mudanças de ambiente, chegada de novos animais, ausência de enriquecimento ambiental, disputas por recursos, rotina instável e até ruídos constantes podem desencadear crises, especialmente nos casos de cistite idiopática felina.   'O estresse provoca alterações hormonais e neurológicas que afetam diretamente a bexiga do gato. Em muitos casos, não há infecção bacteriana, mas sim um processo inflamatório ligado ao desequilíbrio emocional do animal', afirma a médica-veterinária. Ambientes pouco estimulantes, com poucas opções de arranhadores, esconderijos, brinquedos e alturas, também favorecem o surgimento desses quadros, sobretudo em gatos que vivem exclusivamente dentro de casa.   Obstrução urinária é emergência veterinária   A obstrução da uretra é o quadro mais grave dentro das doenças urinárias felinas e ocorre, principalmente, em machos.  Nessa situação, o gato simplesmente não consegue eliminar a urina, o que pode causar intoxicação no organismo, insuficiência renal aguda e até levar à morte em poucas horas. 'A obstrução urinária é uma emergência absoluta. O tutor deve procurar atendimento imediato ao perceber que o gato faz força para urinar e não consegue, apresenta dor intensa ou está prostrado', alerta Paolla Dias.   Prevenção começa na rotina do tutor A boa notícia é que muitos problemas urinários podem ser prevenidos com cuidados simples no dia a dia.  Alimentação adequada ao perfil do animal, incentivo ao consumo de água, manejo correto da caixa de areia, enriquecimento ambiental e acompanhamento veterinário regular fazem toda a diferença. 'A prevenção é sempre o melhor caminho. Quando o problema é identificado no início, as chances de resposta ao tratamento são muito altas e evitam sequelas mais graves', reforça a profissional.   A recomendação geral é que cada gato tenha pelo menos uma caixa de areia, sempre limpa e posicionada em local tranquilo, além de acesso facilitado à água e alimento.  Mudanças na rotina devem ser feitas de forma gradual, respeitando o comportamento do animal.   Atenção aos sinais e acompanhamento contínuo Por serem silenciosas no início, as doenças urinárias exigem atenção redobrada dos tutores.  Qualquer alteração no padrão urinário, no comportamento ou no apetite deve ser investigada o quanto antes. O acompanhamento veterinário periódico, mesmo em gatos aparentemente saudáveis, é essencial para a detecção precoce de alterações e para manter a qualidade de vida dos felinos ao longo dos anos.   Fonte: Cães e Gatos


Sección en español

Info Mercado

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09/04/2026

Callizo inaugura nueva planta en Texas y refuerza su expansión en el mercado pet food de Norteamérica 

La apertura de Callizo Aromas Texas marca un nuevo capítulo en la trayectoria del grupo. Tras más de 30 años de crecimiento sostenido en Latinoamérica, la empresa da un paso clave en su proceso de internacionalización al establecer una base operativa en Estados Unidos, uno de los mercados más exigentes y competitivos del mundo en el sector de alimentos para mascotas. 
  La elección de Texas responde a una combinación de factores logísticos y estratégicos. Su ubicación facilita el acceso a los mercados de Estados Unidos y Canadá, al tiempo que permite una mayor integración operativa con la planta que la compañía posee en México. Esta articulación regional busca fortalecer la capacidad del grupo para ofrecer soluciones de palatabilidad de alto desempeño a clientes en toda América del Norte. 
  La nueva instalación se convierte en el séptimo centro de desarrollo y fabricación del grupo Callizo en el continente americano. Con esta ampliación, la empresa busca optimizar su cadena de suministro, mejorar los tiempos de respuesta al mercado y ampliar su capacidad de innovación junto a clientes y socios estratégicos.    Tecnología y capacidad productiva para un mercado en expansión    Desde el punto de vista tecnológico, la planta incorpora equipamiento de última generación y una de las mayores capacidades operativas del grupo. Entre sus principales líneas de producción se destacan los hidrolizados líquidos y en polvo obtenidos mediante tecnología de spray drying, rellenos semihúmedos para croquetas, bases para alimentos blandos y una gama completa de aditivos orientados a optimizar la palatabilidad de los productos.    La instalación también incluye una línea de manufactura de salsas y toppers 'ready to use', lo que abre oportunidades para desarrollar soluciones dirigidas a nuevos segmentos dentro del mercado pet food. Además, Callizo Aromas Texas contará con laboratorios de Investigación y Desarrollo equipados con tecnología avanzada, diseñados para facilitar la creación de formulaciones personalizadas, mejorar procesos y acelerar el desarrollo de nuevas soluciones adaptadas a las necesidades del mercado.    Este conjunto de capacidades permitirá a la empresa responder con mayor agilidad a la creciente demanda del sector, ofreciendo productos diferenciados por su desempeño en palatabilidad y generando valor agregado para las marcas que buscan competir en segmentos cada vez más sofisticados.    Una apuesta estratégica para consolidar presencia en Norteamérica    La expansión en Estados Unidos coincide además con la primera participación de Callizo como expositor en el Pet Food Forum de Kansas, uno de los encuentros más relevantes de la industria a nivel internacional. Para la compañía, este evento representa una plataforma estratégica para presentar sus nuevas capacidades tecnológicas, establecer contacto directo con potenciales clientes y fortalecer su posicionamiento dentro del mercado norteamericano. 
  El mercado estadounidense de alimentos para mascotas se caracteriza por su alto nivel de madurez y sofisticación, con una creciente orientación hacia productos premium y super premium. En este contexto, los fabricantes buscan soluciones que aporten diferenciación, calidad y experiencia sensorial para el consumidor final, factores donde la palatabilidad adquiere un rol central. 
  La experiencia de Callizo en Latinoamérica, trabajando de manera cercana con productores y marcas, ha permitido a la compañía desarrollar soluciones adaptadas a diferentes necesidades del mercado, combinando innovación, conocimiento técnico y desarrollo conjunto con sus clientes.    Proyección regional y nuevas oportunidades de crecimiento    Con la apertura de su nueva planta en Texas y su presencia en uno de los principales foros de la industria, Callizo Aromas reafirma su apuesta por el crecimiento internacional y por el desarrollo de soluciones cada vez más avanzadas para el sector pet food. La estrategia apunta a consolidar su presencia en Norteamérica, ampliar su red de alianzas comerciales y seguir impulsando la innovación en un mercado que continúa evolucionando hacia mayores estándares de calidad, diferenciación y valor agregado. 
  Descubre más sobre sus soluciones en www.callizoaromas.com  Fuente: All Pet Food

Sustentabilidad

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09/04/2026

Los alimentos premium para mascotas aumentan las emisiones de gases de efecto invernadero

Un estudio de la Universidad de Edimburgo, publicado en la revista Journal of Cleaner Production, indica que los alimentos premium para perros, especialmente los húmedos, crudos y con alto contenido de carne, generan emisiones de gases de efecto invernadero (GEI) significativamente mayores que los alimentos secos convencionales. La investigación evaluó cerca de 1000 productos comerciales disponibles en el mercado del Reino Unido.
  Según los investigadores, la producción de ingredientes para alimentos para perros en el país representa aproximadamente el 1 % de las emisiones totales de gases de efecto invernadero. El estudio también indica que los perros alimentados con dietas premium ricas en carne pueden tener una huella de carbono alimentaria mayor que la de sus propios dueños.   Cálculo de la huella de carbono
El estudio fue realizado por científicos de las universidades de Edimburgo (Escocia) y Exeter (Inglaterra), quienes calcularon las emisiones considerando los gases generados durante la producción de alimentos. Las estimaciones utilizaron información del etiquetado de ingredientes y nutrientes, que abarca alimentos secos, húmedos y crudos para mascotas, así como opciones de origen vegetal y sin cereales.
  El análisis reveló diferencias significativas en el impacto ambiental según la formulación y el método de procesamiento. Las dietas con mayor impacto pueden emitir entre 65 y más de 160 veces más gases de efecto invernadero que aquellas con un mejor desempeño ambiental.
  El alimento seco convencional para mascotas , debido a su mayor proporción de cereales y subproductos, mostró el menor impacto , con emisiones medias inferiores a 1 kg de CO₂ equivalente por cada 1000 calorías (kgCO₂eq/1000 kcal). Por el contrario, los alimentos húmedos y, sobre todo, los crudos se encuentran entre los que generan mayores emisiones, alcanzando los alimentos crudos una media de 4,7 kgCO₂eq/1000 kcal.
  El mayor impacto se observó en las dietas que incluían carne de res, alcanzando los 25,36 kgCO₂eq, un valor aproximadamente 70 veces superior al promedio de las raciones secas.   Comparación con la nutrición humana
El estudio también comparó los impactos con diferentes patrones alimentarios humanos. Las emisiones medias de alimentar a un perro de 20,1 kg con comida húmeda o cruda superan las de una dieta humana vegana, siendo solo inferiores a las de dietas humanas muy ricas en carne. En el caso de dietas crudas con cortes de primera calidad, el impacto puede superar el de una dieta humana carnívora.
  Según las estimaciones de los investigadores, si toda la población canina del mundo fuera alimentada de la misma manera y en las mismas cantidades que los perros del Reino Unido, las emisiones globales podrían igualar las de la industria de la aviación comercial mundial en un año.   El papel de los ingredientes y los retos para el sector
Según el estudio, el principal factor que explica las diferencias en las emisiones es la sustitución de subproductos animales por cortes de carne de primera calidad. Las dietas premium, sin cereales o crudas tienden a utilizar ingredientes que requieren más recursos ambientales, mientras que los piensos secos convencionales utilizan subproductos, maximizando así el aprovechamiento del animal sacrificado.
  «Como veterinario especializado en sostenibilidad ambiental, veo con frecuencia a dueños de mascotas divididos entre la idea de que los perros son "lobos" carnívoros y el deseo de reducir el daño ambiental», afirmó John Harvey, investigador veterinario de la Universidad de Edimburgo y coautor del estudio. «Nuestra investigación demuestra la magnitud y la variabilidad del impacto climático de la alimentación canina», añadió.
  En lo que respecta a la industria de alimentos para mascotas, Harvey señala que el uso de cortes de carne que normalmente no consumen los humanos y un etiquetado claro pueden ayudar a equilibrar la salud animal y reducir el impacto ambiental, ofreciendo información más transparente para que los dueños de mascotas puedan tomar decisiones informadas. Fuente: Panorama Pet & Vet

Sanidad

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08/04/2026

La ciencia reafirma la calidad y la seguridad de los alimentos preparados secos para animales de compañía  

La llamada 'croqueta' de pienso es resultado de un riguroso procedimiento diseñado para proporcionar una nutrición completa y equilibrada y regido por una estricta legislación a nivel nacional y europeo. Las compañías miembros de ANFAAC, como parte de la Federación Europea de la Industria de Alimentos para Animales de Compañía (FEDIAF), siguen, además de la normativa correspondiente, códigos de prácticas avanzados para garantizar productos seguros y de alta calidad, tal y como se detalla en las guías de buenas prácticas sectoriales de la asociación. 
Un proceso de elaboración basado en la ciencia y la seguridad 
La producción de alimento seco arranca con la selección cuidadosa de las materias primas. Los ingredientes de los alimentos para mascotas pueden ser de origen animal o vegetal. Muchos de los ingredientes de origen animal utilizados en los alimentos para animales de compañía proceden de partes del animal que no son consumidas por los seres humanos por razones culturales, por los hábitos alimentarios, o por tratarse de excedentes, que son perfectamente seguros (por ejemplo, pulmones, corazón, riñones o hígado, etc.), ya que han superado las inspecciones veterinarias y han sido designados como aptos para el consumo humano. 
  Una vez seleccionados los ingredientes en base a las fórmulas específicas de cada fabricante para proporcionar una nutrición completa y equilibrada para perros y gatos, aquellos se muelen y mezclan de forma homogénea para asegurar una distribución uniforme de los nutrientes.  
  La mezcla resultante pasa por un proceso de extrusión, una tecnología clave en la producción de alimentos secos para animales de compañía que somete al alimento a altas temperaturas y presión, lo que no solo cocina los ingredientes, sino que también elimina posibles microorganismos patógenos, garantizando la seguridad del producto. 
  Tras la extrusión y el corte de las croquetas, estas se secan en un horno para eliminar el agua y posteriormente se enfrían, paso importante para mantener la frescura y evitar el deterioro de los alimentos. A continuación, se les aplica un recubrimiento de sabores y conservantes que aumentan su palatabilidad y prolongan su vida útil. 
  En el proceso de embalaje, los envases se llenan según el peso declarado y se sellan adecuadamente para evitar la contaminación. Después, los paquetes se almacenan en cajas o palets, donde permanecen listos para su distribución.  

'Para nosotros es fundamental transmitir a la sociedad que la industria española de alimentación para animales de compañía opera bajo los estándares de calidad y seguridad más exigentes de Europa', indica el secretario general de ANFAAC, Santiago de Andrés. 'Cada croqueta es el resultado de un proceso científico controlado y una formulación precisa que garantiza una nutrición completa. Invitamos a los tutores a que se informen a través de fuentes contrastadas y a confiar en un sector que tiene como única prioridad la salud y el bienestar de sus animales'. 
  Para más información sobre la fabricación de alimento seco para animales de compañía, acceda a este link y reproduzca el vídeo elaborado por FEDIAF o consulte nuestro fact sheet 'Cómo se hace la comida seca para mascotas'. Fuente: ANFAAC

Tecnología

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07/04/2026

Gemelos digitales en la industria pet food: de la simulación al control predictivo

Qué son los gemelos digitales y en qué se utilizan hoy en día
Un gemelo digital es una réplica virtual dinámica de un activo físico, un proceso o un sistema productivo completo. A diferencia de una simulación estática, el gemelo digital se alimenta continuamente de datos reales provenientes de sensores y sistemas de control, lo que le permite reflejar el estado actual del proceso y anticipar su comportamiento futuro.

Según IBM, los gemelos digitales se utilizan actualmente en manufactura para mejorar la eficiencia operativa, optimizar procesos, reducir fallas, acelerar el desarrollo de productos y habilitar mantenimiento predictivo. En el ámbito industrial, su aplicación abarca desde líneas de producción individuales hasta plantas completas, integrando variables de operación, consumo energético, calidad y desempeño de equipos, así como en planificación de plantas, pruebas virtuales de nuevos productos, optimización de layouts y control de procesos complejos, entre otros.
De la simulación a la toma de decisiones predictiva
El avance de los gemelos digitales está estrechamente vinculado a la convergencia entre simulación de procesos, sensores industriales, inteligencia artificial y computación en la nube. Esta integración permite a los fabricantes pasar de un modelo reactivo, basado en muestreo manual y ajustes posteriores, a un enfoque predictivo y preventivo.

De acuerdo con un artículo de StartUs Insights, el mercado de gemelos digitales aplicados a manufactura podría alcanzar los USD 714.000 millones hacia 2032, impulsado por la necesidad de optimizar procesos complejos y reducir ineficiencias operativas. El mismo informe indica que más del 81% de las empresas globales ya están explorando activamente el metaverso industrial, y que el 62% incrementó su inversión en estas tecnologías durante el último año.

Estas cifras reflejan un cambio estructural: la simulación ya no se limita al diseño, sino que se convierte en una herramienta central para la gestión diaria de la planta.

El estudio Digital Twin applications in the food industry: a review  identifica cuatro enfoques principales de aplicación de los gemelos digitales en la industria alimentaria, definidos por su función dentro del sistema productivo. En primer lugar, los gemelos digitales con enfoque pronóstico se utilizan para anticipar el comportamiento futuro de procesos o equipos, a partir del análisis de datos históricos y condiciones actuales, permitiendo prever desvíos, insuficiencias o fallas antes de que ocurran. En segundo lugar, los modelos de simulación reactiva permiten monitorear el proceso en tiempo real y responder de forma autónoma ante desviaciones, ajustando variables operativas y recomendando acciones correctivas o preventivas. Un tercer enfoque es el de virtual commissioning, donde los gemelos digitales se emplean para probar, validar y optimizar nuevas tecnologías, equipos o configuraciones de planta en un entorno virtual previo a su implementación física. Finalmente, el enfoque de simulación basada en sincronización mantiene el gemelo digital alineado en tiempo real o casi real con el sistema físico, creando una representación altamente precisa del proceso, especialmente valiosa para analizar escenarios, optimizar operaciones y mejorar la toma de decisiones en sistemas complejos.
¿Cómo aportan los gemelos digitales en la industria pet food?
Si nos centramos estrictamente en la industria pet food, la variabilidad de las materias primas es uno de los principales factores que impactan la calidad final del producto. Ingredientes como cereales, harinas proteicas, grasas y subproductos de origen animal presentan fluctuaciones naturales en humedad, contenido proteico, grasa y granulometría.

Según un análisis técnico publicado por Haskell, estas variaciones afectan directamente operaciones críticas como la extrusión y el secado, influyendo en atributos como textura, densidad, estabilidad nutricional y vida útil del producto. Los métodos tradicionales de control suelen detectar estos desvíos cuando el producto ya fue fabricado, generando reprocesos, desperdicios y pérdidas de eficiencia. En cambio, los gemelos digitales permiten anticipar esos efectos antes de que impacten en el producto final.

En pet food, un gemelo digital se construye a partir de modelos que representan el comportamiento térmico, mecánico y dinámico de cada operación unitaria: mezcla, acondicionamiento, extrusión, secado y enfriado. Estos modelos se alimentan en tiempo real con datos provenientes de sensores instalados en planta, como mediciones de humedad de ingredientes, temperatura del barril del extrusor, velocidad de tornillos, presión, flujo de aire y parámetros del secador. Esa información sincroniza el modelo virtual con el proceso real, creando una representación viva de la planta en operación.

En sistemas de control de lazo cerrado, los gemelos digitales no solo observan el proceso, sino que predicen cómo impactará una variación de materia prima en el producto final y ajusta automáticamente los parámetros de operación para compensarla, incluso antes de que el ingrediente ingrese al extrusor.   Beneficios de su implementación
La implementación de gemelos digitales aporta beneficios concretos en múltiples niveles. En primer lugar, mejora significativamente la consistencia del producto, reduciendo la variabilidad entre lotes, un factor clave para la confianza del consumidor y la reputación de marca.

Además, al prevenir la producción fuera de especificación, disminuye el desperdicio de materias primas y energía. Este enfoque también permite optimizar el consumo energético y aumentar el rendimiento sin comprometer la calidad, impactando directamente en los costos operativos.

Otro beneficio estratégico es la aceleración del desarrollo de nuevos productos. Las formulaciones pueden probarse virtualmente, evaluando su comportamiento en el proceso antes de realizar ensayos físicos, lo que reduce tiempos, riesgos y costos asociados a pruebas industriales.

A esto se suma la posibilidad de integrar mantenimiento predictivo, utilizando los gemelos digitales para detectar desvíos en el desempeño de equipos y anticipar fallas, evitando paradas no planificadas.   Gemelos digitales, una tecnología clave para construir plantas verdaderamente conectadas
La adopción de gemelos digitales marca un punto de inflexión en la forma de gestionar las plantas de producción de alimentos para mascotas. Ya no se trata solo de automatizar, sino de comprender el proceso en profundidad, anticiparse a los desvíos y tomar decisiones basadas en datos reales y comparables.

En un escenario donde la eficiencia, la sustentabilidad y la calidad son cada vez más determinantes, los gemelos digitales se consolidan como una herramienta estratégica para los fabricantes que buscan escalar, diferenciarse y construir plantas verdaderamente conectadas y resilientes. Por Candelaria Carbajo - All Pet Food
Fuente: All Pet Food Magazine
  Referencias
Gallagher, Nick (Actualizado el  17 de octubre del 2025) What is a Digital Twin? IBM
Prasser, David R. (July 21, 2025). Future of Manufacturing: 13 Trends Driving 2026-2035 Growth. StarUs Insights
Abdurrahman, Emadaldin Elfatih M. & Ferrari, Giovanna. (3 de abril de 2025). Digital Twin applications in the food industry: a review. Frontiers
Haskell. (19 de diciembre de 2025). A Process Engineering Perspective on Digital Twins in Pet Food Manufacturing.

Por Maria Candelaria Carbajo


English Section

Market Information

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09/04/2026

Callizo Opens New Facility in Texas, Reinforcing its Expansion in the North American Pet Food Market 

Callizo Aromas Texas opens a new chapter in its path. Having more than 30 years of sustained growth in Latin America, the company takes a key step in its internationalization process by establishing an operational basis in the United States—the most demanding and competitive pet food market worldwide. 
  Texas addresses a combination of logistic and strategic factors. The location facilitates access to the US and Canadian markets while allowing major operational integration with the company in Mexico. This regional joint venture aims to strengthen the groups' capacity to provide high-performance palatability solutions for customers throughout North America. 
  This is Callizo's 7th development and production center in America. Through this expansion, the company aims to optimize the supply chain, improve lead times, and expand its innovation capacity with customers and strategic partners.    Technology and Production Capacity for an Expanding Market    From a technological perspective, the facility incorporates last-generation equipment and the largest operational capacity. Among the main production lines, hydrolyzed liquids and powders—obtained from spray drying technology—, semi-moist kibbles, and a complete portfolio of additives aimed at optimizing palatability stand out. 
  There is also a ready-to-use manufacturing line of sauces and toppers, which means an opportunity to develop solutions for new segments within the pet food market. Moreover, Callizo Aromas Texas will have a R&D lab equipped with advanced technology, designed to create personalized formulations, optimize processes, and improve the development of new solutions tailored to market needs. 
  Different capacities will allow the company to address demands with more agility, offering products highlighted for their palatability and adding value to brands that seek to compete in increasingly sophisticated segments.    A Strategic Stake to Consolidate Presence in North America    The US expansion coincides with Callizo's first time exhibiting at Pet Food Forum Kansas—one of the top international meeting points. This strategic platform lets the company showcase new technologies, build direct relationships, and strengthen its position in the North American market. 
  The American pet food market is characterized by a high level of maturity and sophistication, and its focus on premium and super-premium products. In this context, manufacturers seek differentiation and quality solutions and sensorial experiences for the end consumer, key factors in palatability. 
  Callizo's experience in Latin America, working closely with manufacturers and brands, has enabled the company to adapt solutions to market needs by combining innovation, technical knowledge, and joint development with clients.    Regional Projection and New Growth Opportunities    With the opening in Texas and its presence in one of the main forums, Callizo Aromas reaffirms its commitment to international growth and development of more advanced solutions for the pet food sector. Callizo's strategy focuses on consolidating its presence in North America, expanding its business relationship network, and driving innovation in a market that evolves to high-quality, differentiation, and added-value standards. 
  Discover their solutions on www.callizoaromas.com   Source: All Pet Food

Technology

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07/04/2026

Digital Twins in the Pet Food Industry: From Simulation to Predictive Control

What Digital Twins Are and How They Are Used Today
A digital twin is a dynamic, virtual representation of a physical object, process, or entire an production system. Unlike static simulation, it continuously utilizes real data from sensors and control systems, enabling it to accurately reflect the current state of the process and predict its future behavior.

According to IBM, digital twins are currently used in manufacturing to improve operational efficiency, optimize processes, reduce failures, accelerate product development, and enable predictive maintenance. In industrial environments, their application ranges from individual production lines to entire plants, integrating operating variables, energy consumption, quality, and equipment performance, as well as supporting plant planning, virtual testing of new products, layout optimization, and control of complex processes, among other uses.
From Simulation to Predictive Decision-Making
The advancement of digital twins is closely linked to the convergence of process simulation, industrial sensors, artificial intelligence, and cloud computing. This integration enables manufacturers to move from a reactive model—based on manual sampling and subsequent adjustments—to a predictive and preventive approach.

According to an article by StartUs Insights, the market for digital twins applied to manufacturing could reach USD 714 billion by 2032, driven by the need to optimize complex processes and reduce operational inefficiencies. The same report indicates that more than 81% of global companies are already actively exploring the industrial metaverse, and that 62% increased their investment in these technologies over the past year.

These figures reflect a structural shift: simulation is no longer limited to the design stage but is becoming a central tool for day-to-day plant management.

The study, Digital Twin applications in the food industry: a review, identifies four main approaches to applying digital twins in the food industry, defined by their role within the production system. First, forecasting digital twins are used to anticipate the future behavior of processes or equipment based on the analysis of historical data and current conditions, enabling the prediction of deviations, inefficiencies, or failures before they occur. Second, reactive simulation models allow real-time process monitoring and autonomous responses to deviations, adjusting operating variables and recommending corrective or preventive actions. A third approach is virtual commissioning, which utilizes digital twins to test, validate, and optimize new technologies, equipment, or plant configurations in a virtual environment before physical implementation. Finally, synchronization-based simulation keeps the digital twin aligned in real time, or near real time, with the physical system, creating a highly accurate representation of the process that is especially valuable for scenario analysis, operational optimization, and improved decision-making in complex systems.
How Do Digital Twins Contribute to the Pet Food Industry?
Focusing specifically on the pet food industry, raw material variability is one of the main factors affecting final product quality. Ingredients, such as cereals, protein meals, fats, and animal by-products naturally fluctuate in moisture, protein content, fat levels, and particle size distribution.

According to a technical analysis published by Haskell, these variations directly affect critical operations such as extrusion and drying, influencing attributes such as texture, density, nutritional stability, and product shelf life. Traditional control methods often detect these deviations only after the product has already been produced, leading to reprocessing, waste, and efficiency losses. Digital twins, by contrast, anticipate these effects before they impact the final product.

In pet food production, a digital twin is built from models that represent the thermal, mechanical, and dynamic behavior of each unit operation (mixing, conditioning, extrusion, drying, and cooling). These models are powered in real time with data from sensors installed in the plant, such as ingredient moisture measurements, extruder barrel temperature, screw speed, pressure, airflow, and dryer parameters. This information synchronizes the virtual model with the real process, creating a living representation of the plant in operation.

In closed-loop control systems, besides observing the process, digital twins predict how variations in raw materials will affect the final product and automatically adjust operating parameters to compensate—often even before the ingredient enters the extruder.
Benefits of Implementation
Implementing digital twins delivers tangible benefits at multiple levels. First, it significantly improves product consistency by reducing batch-to-batch variability, a key factor for consumer trust and brand reputation.

By preventing out-of-spec production, raw materials and energy waste are reduced. This approach also optimizes energy consumption and increases throughput without compromising quality, directly impacting operating costs.

Another strategic benefit is to hasten product development. Formulations can be tested virtually, evaluating their performance in the process before conducting physical trials, thereby reducing time, risk, and costs associated with industrial testing.

Added to this is the ability to integrate predictive maintenance, using digital twins to detect deviations in equipment performance and anticipate failures, avoiding unplanned downtime.
Digital Twins: Key Technology for Building Truly Connected Plants
The incorporation of digital twins marks a turning point in how pet food production plants are managed. It is no longer just about automation, but about deeply understanding the process, anticipating deviations, and making decisions based on real, comparable data.

In a context where efficiency, sustainability, and quality are increasingly decisive, digital twins are consolidating their role as a strategic tool for manufacturers seeking to scale, differentiate, and build truly connected and resilient plants. By Candelaria Carbajo – All Pet Food
Source: All Pet Food Magazine
References
Gallagher, Nick (Updated October 17, 2025) What is a Digital Twin? IBM
Prasser, David R. (July 21, 2025). Future of Manufacturing: 13 Trends Driving 2026-2035 Growth. StarUs Insights
Abdurrahman, Emadaldin Elfatih M. & Ferrari, Giovanna. (April 3, 2025). Digital Twin applications in the food industry: a review. Frontiers
Haskell. (December 19, 2025). A Process Engineering Perspective on Digital Twins in Pet Food Manufacturing.

Por María Candelaria Carbajo

Market Information

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07/04/2026

Smart Pet Food Production: Industry Experts Gather in Nuremberg to Address Innovation, Scale-Up and Cost Efficiency

The event will take place at the Sheraton Carlton Nuremberg and will offer a comprehensive program covering the entire production value chain—from early-stage product development to full-scale industrial operations and cost optimization. 

With over 1,000 years of combined expertise across its member companies, the Pet Food Competence Network aims to provide actionable insights into innovation, process engineering and operational efficiency.
A comprehensive agenda addressing critical industry topics
The conference will open with a welcome session led by Gael Seguin (Clevertech) and Torsten Trampe (JRS), setting the stage to present how the network can support the pet food market from end to end on all emerging trends.

A first session will address prototyping and scale-up, highlighting how manufacturers can efficiently transition from R&D to industrial production while maintaining product quality and consistency. This topic will be explored by experts from Miavit and JRS, who will share technical approaches and real-world applications.

The program will then focus on innovative technologies in snack production, with insights into advanced processing solutions and engineering techniques designed to enhance product functionality, efficiency and flexibility. Contributions from Karl Schnell and REICH Thermoprozesstechnik will showcase cutting-edge developments in this rapidly growing segment.

Following the break, discussions will move to engineering and plant control in wet and dry pet food production, addressing the integration of automation, process control and plant design to optimize performance and ensure product safety and consistency. Experts from ANDRITZ and Clevertech will present solutions tailored to modern production environments.

A key highlight of the event will be the session dedicated to the total cost of ownership (TCO), an increasingly critical factor for pet food producers. Speakers from ANDRITZ and JBT Marel will examine how companies can evaluate and reduce long-term operational costs through smarter investment decisions, improved efficiency and optimized plant management.

The event will conclude with a wrap-up and Q&A session, followed by a networking aperitif, offering participants the opportunity to engage directly with speakers and industry peers.
Limited seats for a high-value industry event
Participation in the event is free of charge, but attendance is limited to 300 participants, ensuring a focused and high-quality exchange among professionals. 

The Pet Food Competence Network will also be present at Interzoo (Hall 7A – Stand 515), further extending opportunities for networking and knowledge sharing within the global pet food community. 

For more information and registration, please visit: https://h7.cl/1jw3- Source: Smart Pet Food Production

Manufacturers

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06/04/2026

OPTIMEAL Introduced Daily Wellbeing Grain-Free Wet Cat Food Line Inspired by Picky Cats  

Designed for everyday feeding, the Daily Wellbeing line focuses on the factors that matter most to cats: variety, protein, and texture; while delivering complete and balanced nutrition that cat parents can trust.

Cats are known for having strong preferences, and the new Optimeal Daily Wellbeing line was created with that in mind. The range includes eight grain-free wet recipes and three variety packs, featuring visible cuts of real chicken breast, turkey breast, beef liver, or shrimp served in savory gravy or delicate gelée. 
  What makes the line stand out:  97% of protein from animal sources,  84% moisture to support hydration,  Prebiotic FOS to support gut health,  Packed in convenient single-serve pouches,  Made with high quality European ingredients.
  'I have a picky cat myself, so I know how challenging it can be to make sure my cat drinks enough water while also enjoying complete and balanced natural food,' said Lyudmyla Dobrynina, Head of Product & Marketing, Optimeal USA. 'With this new line, we introduced Optimeal Daily Wellbeing Wet Food Line with hydration focus, designed to help even selective cats find their favorite. We also upgraded the packaging to better showcase the food inside, so cat parents can see what they are feeding — including real shrimp and visible pieces of chicken breast or beef liver. We are seeing growing interest in our wet food, and this category continues to show strong year-over-year growth for our company.'
 
Today, Optimeal products in the U.S. are available on major online platforms such as Amazon and Chewy, as well as through independent pet stores. The brand has also launched direct-to-consumer sales, helping the team better connect with cat parents and understand their needs.

All Optimeal wet cat food for the U.S. market is produced at Kormotech's Ukrainian facilities and fully complies with both high European and U.S. quality and safety standards. Kormotech has been steadily building its presence in the United States over the past several years. In 2025, Optimeal began transitioning in the U.S. to become a cat-focused brand with a strong emphasis on wet nutrition, one of the fastest-growing segments in the American pet food market. This strategy is already delivering results: U.S. sales grew fourfold in 2025 compared to 2024.
  Source: Kormotech
  About Optimeal
Optimeal is a European premium cat food brand produced by family-owned and operated manufacturer Kormotech. For cat parents who prioritize feline health, Optimeal offers nutritionally balanced, European-crafted wet cat food backed by more than 20 years of trusted family expertise. Produced in the company's own European facilities using high-quality ingredients, Optimeal recipes deliver exceptional taste, proven palatability, and complete everyday nutrition to support cats' overall wellbeing. The brand uniquely combines European production standards, visible quality, and reliable health benefits — all at a competitive price, providing strong value for U.S. pet parents.
About Kormotech
Kormotech is an international family company with Ukrainian roots that has been producing high-quality food for cats and dogs under the trademarks Optimeal, Delickcious, Club 4 Paws, Hav!, Miau!, and My Love since 2003. The company has production facilities in Ukraine and the EU. The product range includes over 650 items. Kormotech is a market leader in Ukraine, ranks in the top-55 global and top-20 European pet food manufacturers. The company's products are represented in 51 countries worldwide both under its own trademarks and under partner company trademarks.