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Segurança de alimentos pet: 10 pontos críticos para fortalecer o sistema nas fábricas
Especialista destaca fatores que impactam a eficácia dos programas de segurança no chão de fábrica.
01/04/2026
A resposta está não apenas no crescimento do mercado, mas em quem consome, quais pets predominam nas casas e como as decisões de seus donos evoluem.
O Estudo sobre shoppers Pet Food na Argentina 2025, desenvolvido pela All Pet Food Market Insights, nos permite observar esse fenômeno sob uma perspectiva diferente: não apenas a partir do produto, mas pelo vínculo entre o tutor e seu pet. E, dentro dessa análise, surge uma das questões que mais interessa na indústria atualmente: como se reconfigura a competição entre cães e gatos no consumo de alimentos para pets.
Argentina, um país historicamente canino, mas com sinais de mudança
Historicamente, a Argentina foi um país de cães. A presença do cachorro em casa ainda é dominante e faz parte da identidade cultural do vínculo com os animais de estimação.
De acordo com os dados do estudo, 6 em cada 10 famílias com animais de estimação têm apenas um cachorro, o que confirma o peso estrutural do universo canino no mercado. No entanto, também há sinais de mudança: cerca de uma em cada sete famílias já vive com dois ou mais cães, um indicativo de como a relação entre famílias e seus animais de estimação está evoluindo.
Mais do que uma substituição entre cães e gatos, o que emerge é uma ampliação do mapa de consumo, onde cada espécie começa a ocupar um lugar estratégico diferente dentro do mercado.
O DNA do cão argentino: diversidade e vínculo
Uma das descobertas mais interessantes do estudo é que o mercado argentino de cães reflete características muito específicas. A predominância dos cães SRD, por exemplo, não é apenas uma variável estatística, ela fala de um vínculo cultural baseado em adoção, proximidade emocional e convivência diária.
No ranking das raças declaradas, o grupo identificado como "outras raças" e os SRD concentram a maior participação, seguidos por algumas raças icônicas como Labrador, Chihuahua ou Golden Retriever. Isso parece indicar que o mercado argentino combina diversidade genética com símbolos culturais que continuam a ter peso na imaginação dos proprietários.
Ao mesmo tempo, o estudo revela como o estilo de vida urbano também começa a influenciar o tipo de cão presente nas casas. O crescimento de cães pequenos e médios reflete mudanças no tamanho das famílias e na moradia em apartamentos.
O universo felino: o vínculo importa mais do que a raça
Se o cachorro continua sendo o animal de estimação dominante, o universo felino mostra uma dinâmica diferente. O estudo revela que mais de 60% dos gatos domésticos na Argentina são mestiços, o que reflete um padrão cultural em que a adoção tem um peso central dentro do vínculo entre as pessoas e os animais de estimação que escolhem. Esses dados são especialmente relevantes para a indústria, pois mostram que o valor simbólico do gato na casa argentina está menos associado à linhagem e mais ao vínculo emocional.
Ao mesmo tempo, algumas raças como Siamês ou Persa mantêm presença no mercado, especialmente em certos segmentos urbanos, mas seu peso ainda é significativamente menor em comparação ao universo dos gatos mestiços.
Esse fenômeno também tem implicações estratégicas: o crescimento do gato em ambientes urbanos e em residências menores abre novas oportunidades para categorias de produtos, formatos e posicionamento de marca.
Cães e gatos: duas lógicas de consumo que coexistem
Mais do que uma competição entre espécies, o estudo mostra que cães e gatos representam lógicas diferentes dentro do mercado de alimentos para pets. Enquanto o cachorro continua associado à tradição do lar argentino e a um vínculo familiar de longa data, o gato, por outro lado, parece cada vez mais ligado a novas dinâmicas urbanas, casas menores e estilos de vida diferentes.
Para o setor, entender essas diferenças torna-se fundamental, não apenas porque impactam categorias de produtos, mas porque influenciam a comunicação, o posicionamento e as decisões estratégicas de portfólio de cada empresa.
Em outras palavras, entender como cães e gatos coexistem no mercado não é mais apenas uma questão demográfica, mas uma ferramenta para antecipar oportunidades de negócio.
Um estudo para entender o novo consumidor argentino
O Estudo 2025 Pet Food Shoppers na Argentina oferece uma leitura aprofundada do consumidor atual, analisando não apenas quais animais estão presentes em casas, mas também como evolui o vínculo entre donos, pets e consumo.
Entre outros aspectos, o estudo explora:
Posse de animais de estimação e evolução demográfica
Preferências por espécie, tamanho e raça
Diferenças por nível de renda
Relação entre estilo de vida e escolha do animal
Implicações estratégicas para o mercado de alimentos para pets
Em um contexto em que as decisões de consumo estão se tornando mais complexas, entender o tutor de animais de estimação argentino se torna uma vantagem competitiva para as empresas do setor.
Acesse o Estudo sobre Shoppers de Pet food na Argentina 2025
Fonte: All Pet Food Market Insights, a plataforma de inteligência de mercado da All Pet Food
31/03/2026
A análise do shopper não é mais uma ferramenta secundária. É, em essência, a bússola competitiva de um mercado cada vez mais fragmentado, emocional e percebido em termos de valor.
Mais do que donos de pets: arquétipos com motivações diferentes
Uma das grandes contribuições da análise contemporânea do consumidor é quebrar a ideia simplificada de "donos de cães e gatos". Não há apenas um comprador de ração para pets, mas vários arquétipos, cada um com motivações emocionais, racionais e econômicas específicas.
Nos estudos mais recentes que realizamos, surgem perfis que transformam completamente a forma como as estratégias são desenhadas:
O especialista: altamente informado, compara rótulos, busca benefícios funcionais, valoriza os ingredientes e está disposto a pagar mais por resultados visíveis.
O protetor econômico: cuida do seu orçamento sem sacrificar o bem-estar básico; responde a promoções e marcas confiáveis, mas não necessariamente premium.
Os aspiracionais: eles querem "o melhor" mesmo que nem sempre possam pagar ainda; são o motor silencioso da premiumização.
O pragmático rotineiro: ele compra o que sempre comprou; mudar isso exige argumentos claros, simples e muito práticos.
O localizador de soluções: se move conforme necessidades específicas: digestão, pele, cabelo, alergias, controle de peso, etc.
Conhecer esses arquétipos não só permite segmentar melhor, como também possibilita transmitir mensagens que realmente se conectam, projetar produtos alinhados com expectativas reais e entender quais tipos de evidências, alegações e formatos são relevantes para cada um.
Marcas que dominam arquétipos transformam insights em ações: desde redefinir seu portfólio até redesenhar sua narrativa de valor.
Segmentação precisa: o motor de decisão mais lucrativo
A segmentação adequada não se resume apenas a dividir o mercado em econômico, padrão e premium, hoje exige dimensões cruzadas:
Tipo de comida,
Nível de renda,
missão de compra,
frequência,
sensibilidade ao preço,
canal preferido,
O papel emocional do animal na casa.
Quando uma empresa segmenta com precisão, ela ganha três benefícios imediatos:
Melhor foco estratégico: cada real investido tem um retorno maior, porque cada ação é direcionada ao segmento certo.
Otimização de portfólio: SKUs de baixo perfil são reduzidos e aqueles que representam a maior contribuição para o crescimento são aprimorados.
Maior competitividade nos canais: cada canal tem um cliente diferente, então a segmentação permite criar estratégias diferenciadas para autoatendimento, veterinário, tradicional, especializado ou online.
Segmentação bem feita evita esforços confusos, multiplicação desnecessária de SKUs e promoções sem impacto real.
Entendendo a jornada do shopper: onde ele decide, o que o prende e o que o motiva
O shopper de alimentos para petss não decide apenas na prateleira. O processo deles é construído em múltiplas camadas: recomendações do veterinário, conteúdo digital, experiências anteriores, avaliações online, promoções, disponibilidade nas lojas, até mesmo a pressão para "ser um bom tutor".}
A análise do consumidor revela pontos críticos da jornada, tais como:
O que desencadeia a decisão (um problema de saúde, aumento do poder de compra, mudança no estilo de vida).
O que retarda a conversão (confusão entre claims, saturação de prateleiras, desconfiança em novas marcas).
O que impulsiona a troca (benefícios claros, embalagem profissional, respaldo científico, influenciadores veterinários).
O que estimula a recorrência (consistência do produto, acessibilidade em vários canais, sensação de segurança).
Quando a marca domina esses momentos, ela não só vende mais: cria uma lealdade psicológica, muito mais profunda do que a simples compra repetida.
Preço, elasticidade e valor percebido: o triângulo que define a lucratividade
Estudos de shoppers nos permitem entender por que o preço não é apenas um número, mas uma percepção.
Por meio de grupos por idade do cão, tamanho da raça, missão de compra e motivações emocionais, observa-se que:
Famílias com cães jovens são as que mais impulsionam a premiumização.
Raças médias e pequenas pagam mais por quilo porque a despesa mensal total ainda é administrável.
Famílias com vários pets respondem melhor a promoções em volume.
Compradores no canal veterinário são menos sensíveis ao preço, mas mais exigentes em funcionalidades.
Com essas informações, as marcas podem otimizar preços, segmentar promoções e criar apresentações que maximizam a lucratividade por segmento.
A análise do shopper permite encontrar exatamente o ponto em que a marca mantém a competitividade sem prejudicar o valor. Esse cruzamento entre comportamento real e percepção subjetiva é impossível de deduzir sem dados.
Canais que se comportam de forma diferente: entendendo a rivalidade do consumidor
O canal não é apenas um ponto de venda; É um universo com suas próprias regras.
Cada canal concentra diferentes arquétipos:
Autoatendimento: compradores racionais, comparativos, sensíveis a preços e apresentação.
Veterinários: eles buscam autoridade, apoio e funcionalidade; menos elasticidade, maior confiança.
Especializados: compradores aspiracionais, compradores premium e buscadores de consultoria coexistem.
Tradicional: busca por conveniência, hábitos enraizados e marcas econômicas.
Online: alto nível de pesquisa, comparação imediata e sensibilidade à variedade.
A análise do cliente permite que você saiba o que vender, para quem vender e como posicioná-lo em cada canal. Sem essa leitura, as empresas caem em estratégias genéricas que não refletem a verdadeira dinâmica competitiva.
O que as empresas ganham ao investir em uma análise de consumidores
Por fim, a indústria frequentemente pergunta: "O que eu ganho com isso?" E a resposta é retumbante:
Precisão estratégica: as decisões não são mais baseadas em intuição ou apenas em dados de vendas: são baseadas no profundo entendimento do comprador.
Produtos mais relevantes: Insights revelam necessidades não atendidas e abrem espaço para inovações funcionais, naturais, terapêuticas ou premium.
Posicionamento mais claro: as marcas conseguem comunicar vantagens que ressoam emocionalmente, não apenas tecnicamente.
Portfólios mais eficientes: SKUs que não agregam valor são cortados e aqueles que impulsionam vendas, faturamento e margem são fortalecidos.
Melhor execução comercial: as estratégias por canal tornam-se consistentes com o tipo de comprador que o visita.
Maior lucratividade: melhor combinação de SKUs, preços ótimos, promoções direcionadas e promoção de negociação apoiadas por evidências.
Em um setor que cresce rápido e evolui a cada ano, entender quem é o shopper não é mais um luxo. É, literalmente, a vantagem competitiva mais estratégica do setor.
Conclusão: o shopper é a narrativa que une tudo
A análise do shopper de pet food nos permite enxergar além de marcas, apresentações e categorias. Isso permite que você entenda a vida real dos guardiões, suas emoções, preocupações, aspirações pessoais e o papel emocional de seus pets. Quem domina essa história domina o mercado. E empresas que integram a análise do consumidor como um eixo central alcançam algo que poucas marcas têm: relevância emocional e competitiva ao mesmo tempo.
Porque na ração para pets, a batalha pelo crescimento não é vencida na prateleira, ela é conquistada na mente e no coração do consumidor.
Por Ivan Franco
Fonte: All Pet Food Magazine
Por
13/03/2026
O Brasil ampliou sua presença internacional no setor de pet food após habilitar 40 plantas industriais para exportação à Costa Rica. A autorização foi formalizada pelo Servicio Nacional de Salud Animal (Senasa), conforme comunicado do Ministério da Agricultura.
A medida fortalece o comércio bilateral e amplia o acesso da indústria brasileira de alimentos para pets a um mercado em expansão. O acordo estabelece a habilitação prévia das empresas exportadoras e reforça requisitos sanitários, controle de qualidade e segurança alimentar para o comércio entre os países.
Mercado pet da Costa Rica cresce e impulsiona demanda
Dados do Instituto Nacional de Estadística y Censos (INEC), por meio da ENAHO 2024, mostram que 62,2% dos lares costarriquenhos mantêm ao menos um cão ou gato. A população canina no país é estimada em cerca de 1,78 milhão de animais, o que sustenta a expansão do mercado de alimentos para pets.
O desempenho também aparece no comércio exterior. Em 2025, a Costa Rica importou aproximadamente US$ 98 milhões (R$ 506,1 milhões) em alimentos para animais de companhia, sendo cerca de US$ 2,8 milhões (R$ 14,4 milhões) provenientes do Brasil, indicador que sinaliza potencial de crescimento para a indústria nacional.
Exigências sanitárias reforçam oportunidades para a indústria brasileira
As novas diretrizes implementadas pela Costa Rica exigem habilitação sanitária prévia das empresas exportadoras, resultado de cooperação técnica entre os países. O processo integra protocolos de inspeção, rastreabilidade e padrões de segurança alimentar.
Para a indústria brasileira de pet food, a habilitação das plantas representa avanço estratégico, ampliando competitividade, previsibilidade regulatória e oportunidades de expansão na América Central.
Por Juliana de Caprio
Fonte: Panorama Pet & Vet
09/03/2026
Com o tema Desafios na alimentação de felinos, o XXV Congresso CBNA Pet vai ser realizado entre os dias 13 e 14 de maio, no Distrito Anhembi, em São Paulo. O evento mais importante em nutrição de cães e gatos do país terá sua programacao dividida em quatro grandes painéis com os temas Nutrição, Processo e Segurança, Mercado e Comunicação ética em nutrição de cães e gatos no combate à desinformação, anuncia o membro da Diretoria Técnica do CBNA, coordenador do evento e professor da Unesp – Campus de Jaboticabal, Aulus Carciofi.
O encontro, realizado pelo CBNA (Colégio Brasileiro de Nutrição Animal), vai abordar alguns dos temas que têm tirado o sono dos profissionais de toda a cadeia produtiva, como as medidas mais adequadas de alguns dos nutrientes mais importantes na formulação de dietas de gatos, processamento de ração, aditivos e ingredientes potencialmente tóxicos, indicadores de desempenho em fábricas de ração e as principais perspectivas de mercado.
O objetivo é reunir alguns dos principais especialistas em nutrição de cães e gatos da academia e da indústria para discutir desafios, oportunidades, tendências, inovações e perspectivas do setor, disse Carciofi. 'Nestes dois dias de evento, teremos apresentação de trabalhos científicos e debates com representantes da indústria e da academia, incluindo as universidades mais importantes do Brasil, dos Estados Unidos e do Canadá'.
Programação
O programa científico do XXV Congresso CBNA Pet, será aberto com o Painel de Nutrição, a partir das 9h do dia 13, pela professora da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ/USP), Márcia Gomes. Em seguida, a professora da University of Guelph, do Canadá, Kate Schoveller, vai debater Quando e como fazer uso dos aminoácidos cristalinos em alimentos comerciais para gatos.
Logo depois, o professor da University of Missouri, dos Estados Unidos, Bob Backus, vai destacar Betaína, colina e metabolismo de carbono: Além da necessidade mínima. No período da tarde, a programação segue com o professor da Kansas State University, dos Estados Unidos, Dennis Jewell, que vai discutir Formulando minerais com vistas a saúde do trato urinário dos gatos.
O professor da Kansas State University, dos Estados Unidos, Dennis Jewell, vai apresentar Água do alimento, balanço hídrico e a saúde renal de gatos. Na sequência, o professor da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Luciano Trevizan vai ministrar a palestra Gordura na dieta de gatos: Quanto e qual?.
No dia 14 de maio, a programação começa com o Painel de Processo e Segurança, que será aberto com o tema Criando alimentos para gatos: Processamento e características específicas, encabeçado pelo gerente de P&D da Adimax, Fabiano Cesar Sá. Em seguida, o debate será Muito além do sabor: A influência da palatabilidade e do ambiente no comportamento alimentar felino, com a gerente da Nestlé Purina na América do Norte, Sandra Lyn.
Logo depois, a discussão avança sobre Aditivos e ingredientes potencialmente tóxicos para gatos, com a professora da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ/USP), Silvana Lima Gorniak. Na sequência, os Indicadores de desempenho na fábrica de ração serão debatidos com o consultor da AZC Animal Nutrition Consulting, Alderley Zani.
O Painel de Mercado abre a programação no período da tarde com o tema Alimentos para gatos: Perspectivas de mercado e ótica de seus responsáveis, com o gerente de Marketing da Symrise Pet Food na América Latina, Anderson Conejo. A programação desta edição será encerrada com uma mesa-redonda sobre Comunicação ética em nutrição de cães e gatos no combate à desinformação.
A mesa-redonda terá a participação de representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), além das médicas veterinárias e influenciadoras digital Fernanda Yamamoto e Carla Maion. O CBNA vai realizar três eventos simultâneos de 12 a 14 de maio no Distrito Anhembi, em São Paulo. No dia 12 haverá o IX Workshop sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos, dias 13 e 14 será o XXV Congresso CBNA Pet e de 12 a 14 de maio será realizada a 36ª Reunião Anual do CBNA – Aves, Suínos e Bovinos.
Toda essa programação será paralela à Fenagra, Feira Internacional dedicada à tecnologia e processamento da agroindústria Feed & Food, apoiadora da iniciativa. As edições deste ano tem o patrocínio confirmado de empresas como AB Vista, Adimax, Alltech, APC, Bionatural, CBO Laboratório, dsm-firmenich, Evonik, ICC Pet, Kemin Nutrisurance, Novus, PremieRpet, Royal Canin, Sanfer, Symrise, Sindirações e Waltham. As empresas interessadas em participar ou patrocinar os eventos, podem entrar em contato com o CBNA através do e-mail cbna@cbna.com.br ou pelo What'sApp (19) 3232.7518.
Fonte: XXV Congresso CBNA Pet
Serviço:
XXV Congresso CBNA Pet
Data: 13 e 14 de maio de 2026
Local: Distrito Anhembi
Endereço: Avenida Olavo Fontoura, 1209, Santana, São Paulo, SP
Informações: https://www.pet.cbna.com.br
Telefone/What'sApp: (19) 3232.7518
E-mail: cbna@cbna.com.br
Assessoria de Imprensa:
Márcia Midori
(19) 9 9712.3224
E-mail: agronoticia@gmail.com
09/04/2026
Um estudo da Universidade de Edimburgo, publicado no Journal of Cleaner Production, indica que rações premium para cães, especialmente as úmidas, cruas e com alto teor de carne, apresentam emissões de gases de efeito estufa (GEE) significativamente superiores às da ração seca convencional. A pesquisa avaliou quase 1.000 produtos comerciais disponíveis no mercado do Reino Unido.
De acordo com os pesquisadores, a produção de ingredientes para a alimentação canina no país responde por cerca de 1% das emissões totais de GEE. O levantamento também aponta que cães alimentados com dietas premium ricas em carne podem ter pegadas de carbono dietéticas maiores do que as de seus próprios tutores.
Cálculo da pegada de carbono
O estudo foi conduzido por cientistas das universidades de Edimburgo (Escócia) e Exeter (Inglaterra), que calcularam as emissões considerando os gases gerados durante a produção dos alimentos. As estimativas utilizaram informações de rotulagem de ingredientes e nutrientes, abrangendo rações secas, úmidas e cruas, além de opções à base de plantas e sem grãos.
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A análise revelou diferenças expressivas no impacto ambiental conforme a formulação e o método de processamento. Dietas com maior impacto podem emitir de 65 a mais de 160 vezes mais GEE do que aquelas com melhor desempenho ambiental.
As rações secas convencionais, por utilizarem maior proporção de grãos e subprodutos, apresentaram o menor impacto, com emissões medianas inferiores a 1 kg de CO₂ equivalente por 1.000 calorias (kgCO₂eq/1.000 kcal). Em contrapartida, dietas úmidas e, sobretudo, cruas figuram entre as mais emissoras, com as cruas atingindo uma mediana de 4,7 kgCO₂eq/1.000 kcal.
O maior impacto foi observado em dietas que incluem carne bovina, alcançando 25,36 kgCO₂eq, valor cerca de 70 vezes superior à média das rações secas.
Comparação com a alimentação humana
O estudo também comparou os impactos com diferentes padrões de alimentação humana. As emissões medianas para alimentar um cão de 20,1 kg com comida úmida ou crua superam as de uma dieta humana vegana, ficando abaixo apenas de dietas humanas muito ricas em carne. No caso de dietas cruas com cortes premium, o impacto pode exceder o de uma dieta humana carnívora.
Segundo estimativas dos pesquisadores, se toda a população canina mundial fosse alimentada nos mesmos moldes e quantidades dos cães do Reino Unido, as emissões globais poderiam se equiparar às da aviação comercial mundial em um ano.
Papel dos ingredientes e desafios para o setor
O principal fator por trás das diferenças de emissão, segundo o estudo, é a substituição de subprodutos animais por cortes nobres de carne. Dietas premium, sem grãos ou cruas tendem a utilizar ingredientes que demandam mais recursos ambientais, enquanto rações secas convencionais aproveitam subprodutos, maximizando o uso do animal abatido.
'Como cirurgião-veterinário que trabalha com sustentabilidade ambiental, vejo com frequência tutores divididos entre a ideia de cães como 'lobos' carnívoros e o desejo de reduzir os danos ao meio ambiente', afirmou John Harvey, veterinário pesquisador da Universidade de Edimburgo e coautor do estudo. 'Nossa pesquisa mostra o quão grande e variável é o impacto climático da ração para cães', acrescenta.
Para a indústria de pet food, Harvey aponta que o uso de cortes normalmente não consumidos por humanos e uma rotulagem clara podem ajudar a equilibrar saúde animal e redução da pegada ambiental, oferecendo informações mais transparentes para a tomada de decisão dos tutores.
Fonte: Panorama Pet & Vet
07/04/2026
O que são gêmeos digitais e em que usam atualmente?
Um gêmeo digital é uma réplica virtual dinâmica de um ativo físico, um processo ou um sistema de produção inteiro. Ao contrário de uma simulação estática, o gêmeo digital é continuamente alimentado com dados reais de sensores e sistemas de controle, permitindo que ele reflita o estado atual do processo e antecipe seu comportamento futuro.
Segundo a IBM, os gêmeos digitais são atualmente usados na manufatura para melhorar a eficiência operacional, otimizar processos, reduzir falhas, acelerar o desenvolvimento de produtos e possibilitar manutenção preditiva. No campo industrial, sua aplicação abrange desde linhas de produção individuais até plantas completas, integrando variáveis de operação, consumo de energia, qualidade e desempenho de equipamentos, bem como no planejamento de plantas, testes virtuais de novos produtos, otimização de layouts e controle de processos complexos, entre outros.
Da simulação à tomada de decisão preditiva
O avanço dos gêmeos digitais está intimamente ligado à convergência entre simulação de processos, sensores industriais, inteligência artificial e computação em nuvem. Essa integração permite que os fabricantes migrem de um modelo reativo, baseado em amostragem manual e ajustes subsequentes, para uma abordagem preditiva e preventiva.
De acordo com um artigo da StartUs Insights, o mercado de gêmeos digitais aplicados à manufatura pode atingir USD 714.000 milhões até 2032, impulsionado pela necessidade de otimizar processos complexos e reduzir ineficiências operacionais. O mesmo relatório indica que mais de 81% das empresas globais já estão explorando ativamente o metaverso industrial, e que 62% aumentaram seus investimentos nessas tecnologias no último ano.
Esses números refletem uma mudança estrutural: a simulação não se limita mais ao projeto, tornando-se uma ferramenta central para a gestão diária da planta.
O estudo Digital Twins applications in the food industry: a review identifica quatro principais abordagens para a aplicação dos digital twins na indústria alimentícia, definidas por sua função dentro do sistema de produção. Primeiro, gêmeos digitais com abordagem de previsão são usados para antecipar o comportamento futuro de processos ou equipamentos, com base na análise de dados históricos e condições atuais, permitindo que desvios, insuficiências ou falhas sejam previstos antes que ocorram. Segundo, modelos de simulação reativos permitem monitorar o processo em tempo real e responder de forma autônoma a desvios, ajustando variáveis operacionais e recomendando ações corretivas ou preventivas. Uma terceira abordagem é o comissionamento virtual, onde gêmeos digitais são usados para testar, validar e otimizar novas tecnologias, equipamentos ou configurações de plantas em um ambiente virtual antes de sua implementação física. Por fim, a abordagem de simulação baseada em sincronização mantém o gêmeo digital alinhado em tempo real ou quase em tempo real com o sistema físico, criando uma representação altamente precisa do processo, especialmente valiosa para analisar cenários, otimizar operações e melhorar a tomada de decisão em sistemas complexos.
Como os gêmeos digitais contribuem para a indústria de ração para pets?
Se focarmos estritamente na indústria de alimentos para pets, a variabilidade das matérias-primas é um dos principais fatores que impactam a qualidade final do produto. Ingredientes como cereais, farinhas proteicas, gorduras e subprodutos de origem animal apresentam flutuações naturais em umidade, teor proteico, gordura e granulometria.
De acordo com uma análise técnica publicada pela Haskell, essas variações afetam diretamente operações críticas como extrusão e secagem, influenciando atributos como textura, densidade, estabilidade nutricional e vida útil do produto. Métodos tradicionais de controle geralmente detectam essas variações quando o produto já foi fabricado, gerando retrabalho, desperdício e perdas de eficiência. Por outro lado, os gêmeos digitais permitem que você antecipe esses efeitos antes que impactem o produto final.
Em ração para pets, um gêmeo digital é construído a partir de modelos que representam o comportamento térmico, mecânico e dinâmico de cada operação de unidade: mistura, condicionamento, extrusão, secagem e resfriamento. Esses modelos são alimentados em tempo real com dados de sensores instalados na fábrica, como medições de umidade dos ingredientes, temperatura do canhão do extrusor, velocidade do parafuso, pressão, fluxo de ar e parâmetros do secador. Essa informação sincroniza o modelo virtual com o processo real, criando uma representação viva da planta em operação.
Em sistemas de controle em circuito fechado, os gêmeos digitais não apenas observam o processo, mas também preveem como uma variação da matéria-prima impactará o produto final e ajustam automaticamente os parâmetros operacionais para compensá-lo, mesmo antes do ingrediente entrar no extrusor.
Benefícios de sua implementação
A implementação dos gêmeos digitais traz benefícios concretos em múltiplos níveis. Primeiramente, melhora significativamente a consistência do produto, reduzindo a variabilidade de lote para lote, um fator chave para a confiança do consumidor e para a reputação da marca.
Além disso, ao evitar a produção fora das especificações, diminui o desperdício de matérias-primas e energia. Essa abordagem também possibilita otimizar o consumo de energia e aumentar o desempenho sem comprometer a qualidade, impactando diretamente os custos operacionais.
Outro benefício estratégico é a aceleração do desenvolvimento de novos produtos. As formulações podem ser testadas virtualmente, avaliando seu comportamento no processo antes da realização dos testes físicos, o que reduz o tempo, riscos e custos associados aos testes industriais.
Além disso, há a possibilidade de integrar manutenção preditiva, usando gêmeos digitais para detectar desvios no desempenho dos equipamentos e antecipar falhas, evitando paradas não planejadas.
Gêmeos digitais, uma tecnologia chave para construir plantas verdadeiramente conectadas
A adoção dos gêmeos digitais marca um ponto de virada na forma como as fábricas de produção de ração para pets são gerenciadas. Não se trata mais apenas de automatizar, mas de entender o processo em profundidade, antecipar desvios e tomar decisões baseadas em dados reais e comparáveis.
Em um cenário onde eficiência, sustentabilidade e qualidade são cada vez mais decisivas, os gêmeos digitais são consolidados como uma ferramenta estratégica para fabricantes que buscam escalar, se diferenciar e construir plantas verdadeiramente conectadas e resilientes.
Por Candelaria Carbajo – All Pet Food
Fonte: All Pet Food Magazine
Referências
Gallagher, Nick (Actualizado el 17 de octubre del 2025) What is a Digital Twin? IBM
Prasser, David R. (July 21, 2025). Future of Manufacturing: 13 Trends Driving 2026-2035 Growth. StarUs Insights
Abdurrahman, Emadaldin Elfatih M. & Ferrari, Giovanna. (3 de abril de 2025). Digital Twin applications in the food industry: a review. Frontiers
Haskell. (19 de diciembre de 2025). A Process Engineering Perspective on Digital Twins in Pet Food Manufacturing.
Por
02/04/2026
Nas prateleiras de lojas especializadas no segmento pet é possível encontrar uma ampla variedade de alimentos para cães e gatos. Dentre eles, alternativas secas e úmidas, que podem ser utilizadas em conjunto ou separadas.
O mix feeding consiste na oferta dos dois formatos de alimento na rotina do animal, geralmente, misturando alimento seco e alimento úmido, seja ele em lata, sachê ou comida caseira.
'Essa prática ganhou força porque une o melhor dos dois mundos: a praticidade do seco com a maior hidratação e palatabilidade do úmido. Em gatos, especialmente, o úmido ajuda a aumentar o consumo de água — algo muito relevante para saúde urinária', explica Carla Maion, médica-veterinária pós-graduada em Nutrição de cães e gatos.
Esse modelo também é adotado por muitos responsáveis pelos animais, graças à procura por mais variedade e qualidade sensorial na alimentação de cães e gatos.
Dentre as vantagens do mix feeding pode-se citar: maior ingestão de água, principalmente para gatos, melhora do apetite em animais mais seletivos e a possibilidade de fracionar adequadamente as calorias ao longo do dia e tornar a refeição mais atrativa.Já as desvantagens, segundo a especialista, surgem quando não há cálculo adequado das calorias ou quando as dietas não estão balanceadas, citando especificamente as dietas caseiras.
'O erro mais comum é o excesso calórico. Muitas vezes, o alimento úmido é incluído na alimentação como 'extra' e não substitui parte da ração. Outro ponto é que alguns alimentos úmidos são apenas complementares e não completos. Isso pode desbalancear a dieta se não houver atenção ao rótulo', cita.
Avaliar os rótulos é fundamental
De modo geral, os alimentos secos são completos e balanceados para fornecer a nutrição adequada a cães e gatos.
No entanto, ao optar pelo mix feeding é essencial verificar se as opções escolhidas são adequadas para a fase de vida e o gasto energético atual do pet.
A veterinária explica que há muitas opções de alimentos secos e úmidos completos para manutenção nutricional e até versões indicadas como coadjuvantes em tratamentos de determinadas doenças.
'O ponto principal é conferir no rótulo se o alimento é completo e balanceado. Produtos chamados de 'topper' ou 'complementares' não devem substituir parte relevante da caloria sem orientação. Porém, podem ser oferecidos como veículos de água ou coberturas para aumentar o interesse pela refeição em casos de animais mais seletivos', pontua.
Também é importante calcular a necessidade calórica diária e dividir corretamente as quantias entre alimento seco e úmido.
Além disso, Maion esclarece que deve-se considerar a condição corporal, presença de doenças ou particularidades, rotina do responsável e comportamento alimentar do pet ao optar por esse tipo de dieta.
Quando implementar a técnica
Alguns animais podem se beneficiar mais com o mix feeding do que outros. Citando espécies, os felinos são os que mais aproveitam a técnica, especialmente devido às suas restrições com relação à hidratação.
'Eles naturalmente bebem pouca água, então o alimento úmido ajuda bastante. Já os cães também se adaptam bem, mas o impacto fisiológico do mix feeding costuma ser mais significativo nos felinos', explica a profissional.
Outro ponto importante é que os gatos não se adaptam tão bem a dietas caseiras como cães. Logo, na alimentação deles é indicado dar preferência aos sachês e alimentos enlatados em mousse.
A mistura de secos e úmidos também pode ser uma ótima estratégia para aumentar a palatabilidade dos alimentos, mas exige atenção.
Carla explica que em casos como doença renal, alergias alimentares ou problemas urinários os dois alimentos precisam ser compatíveis com a condição clínica.
Já em dietas de eliminação, por exemplo, não se deve misturar alimentos diferentes, pois isso compromete o diagnóstico.
'O mix feeding deve ser evitado quando o responsável pelo animal não consegue controlar porções com precisão, quando não se adapta a rotina da família ou quando há a possibilidade de o alimento úmido ficar exposto por muito tempo', pontua.
Qualidade associada a porções corretas
A partir do momento que o animal está ingerindo alimentos secos e úmidos em sua dieta ele já está realizando o mix feeding. No entanto, não é o formato que determina qualidade nutricional e, sim, a formulação de ambas as escolhas.
De acordo com a especialista, a base dessa técnica é calcular as calorias diárias necessárias ao animal e dividi-las corretamente entre os dois alimentos.
'O úmido não pode ser 'acréscimo', ele deve substituir parte da ração. Também é importante incluir petiscos no cálculo total. O acompanhamento do peso e do escore corporal deve ser regular e eu geralmente peço retorno em três semanas para ver se tudo correu bem e como foram as mudanças naquela família', esclarece.
Dessa forma, primeiramente, é indicado verificar se ambos os alimentos são completos e adequados para a fase de vida do animal. Em seguida, deve-se observar a densidade energética (quantas calorias por grama ou por lata).
Para definir as porções é preciso calcular a necessidade energética diária do pet e determinar a proporção entre alimento seco e úmido (por exemplo, 50% das calorias de cada).
Logo depois, segundo Maion, convertem-se as calorias em gramas de ração e quantidade de lata/sachê, conforme a informação do fabricante. Já os ajustes devem ser feitos conforme a resposta do pet e de acordo com a rotina da família. Também é fundamental deixar as quantidades bem claras para evitar erros.
Inclusive, todo o cálculo alimentar do animal deve ser definido junto com o médico-veterinário.
'A introdução do mix feeding deve ser gradual, substituindo pequenas quantidades do alimento atual ao longo de alguns dias (geralmente, entre quatro e cinco dias são suficientes). Em gatos mais sensíveis, a adaptação pode precisar de um período maior (de sete a 12 dias). Mudanças bruscas aumentam risco de êmese e disbiose e não são indicadas em nenhum momento, a não ser em casos de internação ou urgências', conclui.
Fonte: Cães e Gatos
01/04/2026
A osteoartrite (OA) é uma doença articular crônica, de caráter progressivo e degenerativo, frequentemente diagnosticada em cães de raças grandes, obesos, idosos, bem como naqueles com predisposição genética, como os Labradores Retrievers e os Pastores Alemães. Os sinais clínicos mais comumente observados incluem dor articular, limitação de movimento, crepitação e inflamação, resultando em restrição da atividade física e recusa à realização de atividades rotineiras, como caminhar ou subir escadas, comprometendo significativamente o bem-estar e a qualidade de vida dos animais acometidos.
Dentre as opções de tratamento convencionais, estão incluídas as cirurgias das articulações afetadas e o controle da dor com administração de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), cujos benefícios clínicos em termos de analgesia e melhora funcional são amplamente reconhecidos. No entanto, o uso prolongado desses medicamentos pode ser associado a eventos adversos relevantes, incluindo toxicidade renal e hepática, bem como complicações gastrointestinais. Além disso, a eficácia terapêutica depende não apenas da farmacodinâmica do princípio ativo, mas também da adesão ao tratamento, que está diretamente ligada à palatabilidade e facilidade de administração do medicamento. Diante dessas limitações, cresce o interesse por tratamentos complementares e menos invasivos, como a utilização de nutracêuticos e suplementos alimentares.
Os nutracêuticos são produtos bioativos com potencial terapêutico, amplamente utilizados no manejo da OA em cães. Entre os compostos estudados como alternativas terapêuticas destacam-se a glucosamina, o sulfato de condroitina, o colágeno tipo II não desnaturado, os ácidos graxos ômega-3 e os canabinoides, especialmente o canabidiol (CBD). Esses agentes são utilizados com o objetivo de modular processos inflamatórios, estimular a regeneração e manutenção da cartilagem articular, reduzir a dor e melhorar a função locomotora.
Diante desse cenário, os petiscos funcionais surgem como um veículo eficaz para a administração desses compostos, sobretudo porque oferecem maior aceitação pelos cães e facilitam o manejo por parte dos tutores, já que regularmente são oferecidos como reforços positivos em treinamentos e/ou como expressões de afeto dos tutores para com seus animais de estimação. Estudos como o de Costa et al. (2025), ao avaliarem a aceitação de diferentes formas farmacêuticas para administração de medicamentos de uso contínuo em cães, com base na percepção dos tutores, demonstraram elevada taxa de aceitação para o biscoito funcional (95%) e para a pasta palatável (90%), seguidos pelo sachê em pó (75%), suspensão oral (60%) e cápsula (35%). As apresentações associadas diretamente à alimentação exibiram desempenho superior em termos de adesão, ao passo que cápsulas apresentaram menor aceitabilidade, sobretudo entre cães de pequeno porte. A palatabilidade elevada, característica natural dos petiscos, contribui para uma adesão terapêutica superior quando comparada à suplementação tradicional em cápsulas ou pós, que frequentemente é rejeitada pelos animais ou esquecida pelos tutores. Outro benefício relevante está na padronização das doses: cada unidade do petisco pode ser formulada para conter concentrações exatas de bioativos, garantindo precisão na ingestão e facilitando o acompanhamento terapêutico.
Apesar dos benefícios, o desenvolvimento e processamento de petiscos funcionais enfrenta também desafios e exige atenção a aspectos tecnológicos e nutricionais uma vez que a eficácia dos bioativos depende fortemente dos ingredientes utilizados e do processamento utilizado ao longo da sua fabricação.
A matriz alimentar do petisco pode influenciar positivamente ou negativamente a biodisponibilidade dos nutrientes. Formulações com teores adequados de lipídios, por exemplo, auxiliam na absorção de compostos lipossolúveis como EPA e DHA. Da mesma forma, ingredientes funcionais adicionais (fibras fermentáveis, prebióticos, antioxidantes) podem exercer efeitos complementares à função articular e inflamatória.
Muitos compostos utilizados no manejo da OA são sensíveis ao calor, oxidação e umidade, ou seja, diferentes métodos de fabricação influenciam diretamente a integridade, a estabilidade e a biodisponibilidade dos ingredientes nutracêuticos adicionados.
A extrusão, principal método na indústria pet food, expõe os ingredientes a altas temperaturas e pressões que podem degradar compostos essenciais para a eficácia terapêutica. O assamento prolongado, por sua vez, intensifica reações de Maillard e oxidação lipídica, reduzindo a funcionalidade de ativos sensíveis. A moldagem a frio surge como uma alternativa atraente, mas apresenta limitações relacionadas à vida útil, segurança microbiológica e custos operacionais. Dessa forma, o desafio está em adaptar tecnologias tradicionais de fabricação para minimizar a degradação dos bioativos, sem prejudicar textura, palatabilidade e segurança.
Para minimizar perdas funcionais, a indústria adota tecnologias como microencapsulação, coating pós-processamento e controle rigoroso de atividade de água e oxidação. Fábricas modernas utilizam extrusoras de baixa temperatura, linhas híbridas de produção, NIR em linha para monitoramento contínuo e embalagens inteligentes que prolongam a vida útil dos nutracêuticos. A modelagem computacional também otimiza parâmetros industriais, garantindo maior preservação dos ativos.
As inovações industriais aplicadas às fábricas de pet food têm desempenhado papel central na viabilização dos petiscos terapêuticos destinados ao manejo da osteoartrite. A integração entre tecnologia avançada, processos industriais otimizados e saúde animal garante não apenas a estabilidade dos compostos bioativos como também a eficácia dos mesmos, representando uma estratégia nutricional segura, prática e altamente aderente para tutores e profissionais veterinários, contribuindo de maneira significativa para o controle da dor, inflamação e progressão da doença.
Esse movimento acompanha o crescimento acelerado do mercado pet premium, impulsionado por tutores que procuram soluções de saúde preventiva e produtos com maior valor agregado.
Dessa forma, os petiscos funcionais deixam de ser apenas snacks palatáveis e passam a ocupar posição estratégica como parte de tratamentos complementares, enquanto as fábricas beneficiam-se de tecnologias que promovem eficiência operacional, redução de perdas e inovação contínua, tornando-se protagonista no desenvolvimento de soluções nutricionais mais sustentáveis, rastreáveis e personalizadas.
Por Flávia Lavach
Fonte: All Pet Food Magazine
Referências bibliográficas
ALEXANDRU, C. B.; SORANA, D.; ADRIAN, M. The science of snacks: a review of dog treats. Frontiers in Animal Science, v. 5, 2024.
COSTA, M. B. F.; CHAMELETE, M. O.; MARTINEZ, M. S. de S. S.; ANDRADE, T. U. de. Palatability test of different pharmaceutical forms for administration of continuous-use medications in dogs: evaluation by owners. Observatório de la Economia Latinoamericana, [S. l.], v. 23, n. 9, p. e11390, 2025.
DE GODOY, M. R. C. et al. In vitro disappearance characteristics of selected categories of commercially available dog treats. Journal of Nutritional Science, v. 3, p, 47, 2014.
GAMBLE, L. J. et al. Pharmacokinetics, Safety, and Clinical Efficacy of Cannabidiol Treatment in Osteoarthritic Dogs. Frontiers Veterinary Science, v. 23, p. 5-16, 2023.
KHAN, S. A. e MCLEAN, M. K. 2012. Toxicology of frequently encountered nonsteroidal anti inflammatory drugs in dogs and cats. Veterinary Clinics North America Small Animal Practice , v. 42(2), p. 289-306, 2012.
KIM, J. et al. Effect of microencapsulation on viability of probiotic in functional dog treats. Veterinary Research Communications, v. 43, n. 2, p. 91-101, 2019.
MATA, F. e DORMER, L. The efficacy of neutraceuticals to alleviate dog osteoarthritis symptoms, a meta analysis of case-control trials. Veterinary Archive Science, v. 93, p. 351-360, 2023.
OBA, P. et al. Nutrient and Maillard reaction product concentrations of commercially available pet foods and treats. Journal of Animal Science, v. 100, p. 11, 2022.
25/03/2026
Compreender como a nutrição influencia a mobilidade, a inflamação e biomarcadores associados às articulações continua sendo uma área de estudo importante na nutrição de animais de companhia. Um novo trabalho publicado no Journal of Animal Science, baseado em um estudo conduzido em parceria entre a APC e a China Agricultural University, avaliou a inclusão de plasma spray dried em dietas extrusadas para cães idosos com desafios de mobilidade.
Este trabalho faz parte de uma iniciativa mais ampla de pesquisa da APC que explora as conexões entre nutrição, saúde gastrointestinal, biomarcadores sistêmicos e longevidade em pets.
Mobilidade e saúde articular continuam sendo duas das áreas funcionais mais buscadas na nutrição pet. Neste estudo de 42 dias, cães idosos com desafios de mobilidade foram avaliados em múltiplos parâmetros, incluindo escore de claudicação, digestibilidade da dieta, além de biomarcadores sorológicos e no líquido sinovial associados à imunidade, capacidade antioxidante e saúde das articulações.
Foram observadas diferenças favoráveis ao plasma em vários parâmetros avaliados, incluindo mobilidade e biomarcadores selecionados.
Os principais achados favoráveis ao plasma foram:
Mobilidade: melhora no escore de claudicação em comparação com dietas controle ao longo do período do estudo.
Marcadores inflamatórios: mudanças favoráveis em biomarcadores relacionados a citocinas associados à imunidade.
Biomarcadores relacionados às articulações: melhorias na atividade de metaloproteinases, enzimas que degradam componentes da cartilagem, e em outras medidas associadas à saúde articular avaliadas no sangue e no líquido sinovial, sugerindo melhor condição das articulações.
Digestibilidade: a digestibilidade da proteína bruta foi melhorada, confirmando melhora no valor nutricional da dieta.
'Esses resultados se somam ao crescente número de pesquisas que mostram como as proteínas funcionais do plasma podem contribuir para a mobilidade, a saúde geral e a longevidade de cães adultos', afirmou Jerry Frankl, presidente e CEO da APC. 'Seguimos comprometidos em colaborar com instituições de pesquisa de referência e em desenvolver estratégias nutricionais baseadas em ciência que promovam o envelhecimento saudável e mais qualidade de vida para os pets.'
Para ler o estudo completo: https://academic.oup.com/jas/article/doi/10.1093/jas/skag043/8487757
Fonte: APC
17/02/2026
Este estudo enfatiza a importância de desenvolver formulações de palatabilizantes que atendam às sensibilidades de paladar, às necessidades nutricionais e ao prazer dos pets em cada fase, apoiando assim a saúde e o bem-estar de gatos e cães. base em mais de 1.500 testes de palatabilidade em dois potes realizados para ambas as espécies, esta pesquisa forneceu um conjunto robusto de dados, fundamentado em condições reais com uma ampla população de cães e gatos em diferentes fases da vida. Principais resultados Nossa pesquisa destacou fatores-chave de palatabilidade que influenciam a preferência, por meio de testes controlados de alimentação e avaliações de escolha. Avaliamos a eficácia de diversos parâmetros de palatabilidade em cada fase da vida e espécie, aplicando estratégias de intensificação de sabor voltadas para a melhoria da palatabilidade. A palatabilidade é conhecida por impulsionar a aceitação e o consumo de alimentos para pets. Dois indicadores críticos identificados em relação às fases da vida foram: Proporção de ingestão (Intake ratio): proporção do alimento oferecido que é efetivamente consumido. Primeira Escolha (First Choice): O produto que o pet escolhe primeiro quando oferece várias opções, impulsionadas principalmente pelo cheiro. No presente estudo, observou-se que ambas as métricas são influenciadas pela percepção sensorial do pet, que se acredita mudar com a idade. Um dos principais achados é que a primeira escolha, relacionada à percepção do aroma, não apenas apresenta correlação positiva com a proporção de ingestão, mas também, particularmente em gatos — da juventude à fase adulta e até a senilidade — essa correlação é consideravelmente alta (>0,87) em todas as fases da vida (Figura 1). Resultados: Insights de correlação ao longo das fases da vida A relação entre a primeira escolha e a proporção de ingestão é baseada em dados de mais de 1.500 avaliações de dois potes para cães e gatos. Os resultados demonstraram padrões claros de correlação, que variam conforme a fase de vida em ambas as espécies estudadas. Figura 1. Gráficos de dispersão com a correlação entre a primeira escolha e a taxa de ingestão para gatos de acordo com as fases da vida (jovens, adultos e idosos). Figura 2. Gráficos de dispersão com a correlação entre a primeira escolha e a proporção de ingestão para cães de acordo com as fases da vida (jovens, adultos e idosos). Esses resultados mostram que, em cães, a primeira escolha torna-se um preditor mais forte da ingestão à medida que amadurecem, atingindo seu pico na fase adulta. Em gatos, por outro lado, uma correlação consistentemente alta em todas as fases indica forte alinhamento entre a preferência inicial e o consumo total, mesmo em animais jovens. Na tabela a seguir, os fatores de correlação entre a taxa de ingestão e a primeira escolha são capturados para gatos e cães, nas três fases da vida estudadas. Tabela 1. Correlação (r ao quadrado) entre FC e IR para gatos e cachorros, de acordo com as fases da vida. Conclusão Os insights fornecidos sugerem que, embora ambas as espécies respondam bem a palatabilizadores direcionados, os ajustes específicos do estágio de vida têm um impacto particular em cães, especialmente em animais jovens, onde as preferências de palatabilidade ainda podem estar em desenvolvimento. Em gatos, a primeira escolha mostrou uma correlação significativamente positiva com a proporção de ingestão desde a juventude até a fase adulta e a senilidade. A palatabilidade não é única. À medida que cães e gatos crescem, suas necessidades sensoriais evoluem, e a abordagem deve evoluir junto. Considerando a primeira escolha e a proporção de ingestão no contexto das fases da vida, é possível oferecer alimentos para pets mais atrativos, eficazes e diferenciados. Para mais informações sobre este tema ou para conversar com nossos especialistas em ciência e tecnologia, entre em contato com seu representante de vendas da AFB ou afbinternational.com/contact. Por: AFB International Fuente: All Pet Food Magazine
12/02/2026
Se o animal não as digere, quais são seus benefícios para a saúde dos pets?
As fibras são muito importantes para a saúde do sistema digestivo de cães e gatos. Elas ajudam a manter o intestino em equilíbrio e trazem vários benefícios para o organismo do animal, como o estímulo ao crescimento de bactérias benéficas, melhor controle da glicose no sangue, regulação do trânsito intestinal e fortalecimento da barreira de proteção do intestino.
Uma microbiota equilibrada
Uma microbiota equilibrada é fundamental para o bom funcionamento do intestino e impacta diretamente na saúde geral do animal. As fibras têm funções essenciais nesse quesito. Elas contribuem para o equilíbrio da microbiota — a comunidade de bactérias que vive no intestino — ajudando a manter as bactérias benéficas e a reduzir as indesejadas.
Certos tipos de fibras funcionam como prebióticos, ou seja, servem de substrato para as bactérias saudáveis do intestino. Isso estimula o crescimento de microrganismos benéficos, como as Bifidobacterium spp. e Lactobacillus spp., e ao mesmo tempo, dificulta a proliferação de bactérias que podem ser patogênicas, como Clostridia e Escherichia coli.
Fermentação de fibras e saúde intestinal
Quando as fibras são fermentadas pelas bactérias benéficas do intestino, elas produzem substâncias importantes chamadas ácidos graxos de cadeia curta (AGCC). Um dos principais AGCC é o butirato, que serve como fonte de energia essencial para as células intestinais, ajudando a manter o intestino saudável e funcionando bem.
Controle glicêmico
A fibra ajuda a controlar os níveis de açúcar no sangue, especialmente após as refeições, o que é útil para o manejo da hiperglicemia pós-prandial.
As fibras solúveis formam um gel no intestino, aumentando a viscosidade do conteúdo digestivo. Isso é importante para o controle da glicose, pois retarda a chegada de açúcares como glicose, galactose e frutose ao intestino. Com isso, esses açúcares têm mais dificuldade em serem absorvidos pelas células do intestino, ajudando a evitar picos rápidos de glicose no sangue.
Regulação do tempo de trânsito intestinal
A fibra também desempenha um papel importante na regulação do trânsito intestinal e na melhoria da consistência das fezes. A fibra insolúvel, como a celulose, aumenta o volume fecal, ajudando a evitar a constipação. Já a fibra solúvel retém água e pode amolecer as fezes, tornando-as mais fáceis de serem eliminadas.
Alinhada à estratégia de melhoria da saúde intestinal do animal, um pilar fundamental na formulação da linha Bionatural é a presença de fontes de fibras insolúveis e solúveis, como fibra de cana-de-açúcar, fibra de mandioca, fibra de maçã e fibra de laranja, que favorecem a funcionalidade intestinal dos cães e gatos.
Esses ingredientes são fontes de fibras provenientes de alimentos que se assemelham ao consumo humano, sendo oriundos de co-produtos com ótimo potencial nutricional e funcional.
Por Ellen Freitas Marcena, Estudante de Medicina-Veterinária- USP/SP) - Embaixadora Special Dog Company.
Fonte: Portal Pet
Referências
Bernaud, F. S. R., & Rodrigues, T. C.. (2013). Fibra alimentar: ingestão adequada e efeitos sobre a saúde do metabolismo. Arquivos Brasileiros De Endocrinologia & Metabologia, 57(6), 397–405.
Moreno, A.A., Parker, V.J., Winston, J.A., et al. (2022). Dietary fiber aids in the management of canine and feline gastrointestinal disease. J. Am. Vet. Med. Assoc.
National Research Council (NRC). Nutrient Requirements of Dogs and Cats. National Academies Press, 2006.
Pinna, C., & Biagi, G. (2014). The Utilisation of Prebiotics and Synbiotics in Dogs. Italian Journal of Animal Science, 13(1).
Roediger, W.E.W. (1980). Role of anaerobic bacteria in the metabolic welfare of the colonic mucosa in man. Gut, 21, 793–798.
Swanson, K.S., Fahey, G.C. (2006). Prebiotic impacts on companion animals. In: Gibson, G.R., Rastall, R.A. (Eds.), Prebiotics: Development & Application. Chichester: John Wiley & Sons, Cap. 10.
VETSMART. Estudo técnico sobre a linha Bionatural. Bionatural Prime, 05 set. 2024. PDF. Disponível em: https://www.bionaturalpet.com.br/assets/uploads/sobre/faca-o-download-do-nosso-03338-20240813110335.pdf
Yvonne M. Cassidy, Emeir M. McSorley, Philip J. Allsopp, Effect of soluble dietary fibre on postprandial blood glucose response and its potential as a functional food ingredient, Journal of Functional Foods, Volume 46, 2018.
06/02/2026
Com que frequência os pets têm alergias alimentares?
Embora a prevalência mundial de alergias alimentares esteja aumentando entre as pessoas,1 esse tipo de alergia é considerado menos comum em cães e gatos. As alergias alimentares podem parecer mais comuns em pets, porque muitos outros problemas de saúde apresentam sintomas semelhantes.2-4
As estatísticas sobre a prevalência de alergia alimentar em pets podem se somar a essa percepção equivocada, pois os números variam de acordo com o motivo da consulta veterinária: apenas 1% dos gatos atendidos para um check-up geral de saúde foi diagnosticado com alergia alimentar, mas 21% dos gatos levados ao veterinário por conta de prurido cutâneo (coceira) tiveram o mesmo diagnóstico. 5,6
O que causa as alergias alimentares?
As alergias alimentares aparecem quando o sistema imunológico de cada animal individualmente responde a um alimento inofensivo como um 'invasor' nocivo. Essa resposta imune diferencia as alergias alimentares de intolerância alimentar ou de intoxicação alimentar — quadros que não envolvem o sistema imunológico.
Quando as alergias alimentares se desenvolvem, o fator desencadeante mais comum é uma proteína. Nenhuma proteína específica é hipoalergênica. Uma resposta alérgica é o resultado da reação imune de cada animal individualmente ao tamanho ou à estrutura de uma proteína, e tal reação é estimulada, em parte, pela exposição prévia à proteína.3, 7-9
Embora também haja relatos de que ingredientes como os grãos constituem uma das causas de alergias alimentares, estudos revelam que a parte proteica do grão, em geral, é responsável pelo desencadeamento da reação.10
Sendo assim, os grãos especificamente não estão entre os alérgenos alimentares mais relatados em cães ou gatos. Nos cães, os três principais alérgenos alimentares são proteínas da carne bovina, do leite e derivados ou da carne de frango.
Nos gatos, os alérgenos alimentares mais comumente relatados são provenientes da carne bovina, do frango ou do peixe.9
Qual o papel da nutrição em alergias alimentares?
O método diagnóstico considerado como o 'padrão-ouro' para os casos de alergia alimentar consiste em um teste de eliminação que combina uma fonte de proteína e uma fonte de carboidrato, as quais o pet não tenha sido exposto anteriormente.8 Estudos mostram que os testes alérgicos feitos com base em amostras de pele, sangue, saliva ou pelo não produzem resultados confiáveis. 11-14
A seleção de novas proteínas nem sempre é fácil. Novas fontes proteicas podem sofrer reação cruzada com o alérgeno original; além disso, muitos pets apresentam múltiplas hipersensibilidades alimentares.15,16 Além da necessidade de que as dietas sejam nutricionalmente completas e balanceadas, o ideal é que elas sejam fáceis de serem fornecidas durante um ensaio alimentar de 8 a 12 semanas ou possam ser usadas como uma dieta de manutenção a longo prazo.
A alimentação com dietas proteicas hidrolisadas pode oferecer uma estratégia conveniente, completa e balanceada do ponto de vista nutricional, para reduzir a alergenicidade dos alimentos.17-19
Como as proteínas hidrolisadas ajudam a controlar as alergias alimentares?
A hidrólise é um processo responsável pela degradação das proteínas em fragmentos menores. As proteínas 'hidrolisadas' são reduzidas a fragmentos muito pequenos. Esse processo altera o tamanho e a estrutura da proteína — fatores-chave na determinação da alergenicidade de uma proteína.
Em geral, as reações imunológicas adversas a um ingrediente alimentar exigem um alérgeno – tipicamente uma proteína – grande o suficiente para se ligar de forma cruzada com receptores na superfície de células imunes específicas. O tamanho e a estrutura alterados das proteínas hidrolisadas não fazem ligação cruzada com esses receptores da superfície celular e, portanto, não desencadeiam uma resposta imune.7
Como um benefício adicional, as proteínas hidrolisadas possuem uma alta digestibilidade, o que pode reduzir as condições inflamatórias do intestino.20
Fonte: Purina Institute
25/03/2026
Para a área de negócios da indústria de ração para pets, essa "inovação silenciosa" pode ser uma fonte inesgotável de oportunidades para melhorar produtos, otimizar custos e atender às necessidades em constante mudança dos clientes. E muitas vezes, acabam sendo de baixo esforço e de alto impacto.
O processo de produção como fonte de inspiração
Cada etapa do processo de produção, desde a seleção dos ingredientes até a embalagem final, apresenta oportunidades para inovações de baixo esforço e alto impacto. Ao conhecer cada detalhe minuciosamente, pode-se identificar áreas a serem melhoradas que muitas vezes passam despercebidas.
Exemplos de inovação de baixo esforço e alto impacto
Otimização da moagem: Ajustar o tamanho da moagem dos ingredientes pode melhorar a digestibilidade do alimento e reduzir perdas. Isso não exige grandes investimentos, mas pode ter um impacto significativo na saúde dos pets e na satisfação do cliente.
Modificação da textura: Experimentar diferentes texturas de ração pode tornar a comida mais atraente para cães e gatos com preferências diferentes. Isso pode ser alcançado ajustando os parâmetros de extrusão ou queima, sem a necessidade de adquirir novos equipamentos.
Adicionando ingredientes funcionais: Incorporar pequenas quantidades de ingredientes funcionais, como probióticos, prebióticos ou antioxidantes, pode melhorar a saúde digestiva, o sistema imunológico ou a qualidade do pelo dos pets. Esses ingredientes geralmente são fáceis de incorporar no processo de produção e, se forem comunicados corretamente, podem trazer vantagens na comercialização dos produtos.
Embalagem aprimorada: O uso de materiais de embalagem mais sustentáveis, como embalagens recicláveis ou biodegradáveis, pode reduzir o impacto ambiental do produto e atrair consumidores ambientalmente conscientes. Isso não exige grandes mudanças no processo de produção, mas pode ter um impacto positivo na imagem da marca. Além de melhorias na porcentagem de enchimento ou redimensionamento das embalagens para torná-las mais eficientes do ponto de vista logístico, o que pode trazer economias operacionais em grande escala.
Personalização das porções: Oferecer comida em porções individuais ou em embalagens seláveis pode facilitar a alimentação dos pets e reduzir o desperdício. Isso pode ser alcançado ajustando o processo de embalagem, sem a necessidade de modificar a formulação do produto. Além disso, modificar a unidade de vendas para o cliente varejista pode ajudar a equilibrar o capital de giro e a gestão de estoque nos pontos de venda.
Como identificar oportunidades de inovação
Observação direta: passar um tempo no chão de fábrica, observar o processo e conversar com os operadores, que são os mais especialistas em cada subprocesso, pode revelar áreas de melhoria que não são evidentes no escritório.
Análise de dados: Revisar dados de produção, reclamações de clientes e feedback dos fornecedores pode identificar padrões e tendências que sugerem oportunidades de inovação.
Benchmarking: Estudar os produtos e processos dos concorrentes pode inspirar novas ideias e revelar áreas onde a empresa pode melhorar.
Brainstorming: Realizar sessões de brainstorming com equipes multifuncionais (desde a fábrica até ao setor de vendas) pode gerar uma riqueza de ideias inovadoras.
Benefícios da inovação de baixo esforço e alto impacto
Melhoria Contínua: permite que a empresa melhore continuamente seus produtos e processos, sem a necessidade de grandes investimentos.
Vantagem competitiva: Ajuda a diferenciá-lo da concorrência e atender às necessidades em constante mudança dos clientes.
Redução de custos: Pode levar a economias em materiais, energia e mão de obra.
Maior satisfação do cliente: Melhora a qualidade do produto e a experiência do cliente.
Conclusão
Inovação de baixo esforço e alto impacto é uma estratégia vencedora a longo prazo na indústria de alimentos para pets. Ao compreender profundamente o processo de produção, a área comercial pode desencadear uma onda de ideias criativas que melhoram os produtos, otimizam custos e atendem às necessidades dos clientes. Essa inovação silenciosa pode ser a chave para o sucesso a longo prazo em um mercado competitivo.
Por Felipe Martinez R.
Fonte: All Pet Food Magazine
Por
23/03/2026
Como parte dessa expansão, a TMI USA Inc. e a HS Automation concluíram um Acordo de Compra de Ativos com a Bratcher Bagging Inc., uma empresa local com forte histórico e reconhecimento no mercado de soluções de embalagem dos EUA.
Não se trata apenas de uma aquisição, mas de uma integração estratégica voltada para fortalecer o mercado local, expandir as capacidades técnicas e trazer maior valor ao mercado norte-americano ao aproveitar o conhecimento do mercado local.
Integração da expertise e liderança locais
A Bratcher Bagging Inc. construiu uma reputação baseada em confiabilidade, serviço e conhecimento técnico especializado. A experiência e o portfólio de produtos da TMI USA reforçam nossa capacidade operacional e nossa rede de suporte técnico no país.
Além disso, Kyle Bratcher continuará liderando a equipe dentro da TMI USA Inc., garantindo continuidade, estabilidade e uma transição suave para todos os clientes.
Essa integração garante:
Continuidade total nos serviços e pedidos em andamento
Suporte permanente para equipamentos instalados
Expansão das capacidades técnicas e comerciais
Ampliação do portfólio de soluções de embalagem e automação
Com essa medida estratégica, a TMI USA amplia sua oferta no mercado norte-americano combinando as soluções históricas da Bratcher com a avançada tecnologia de automação da TMI.
Nosso portfólio agora inclui:
Linhas automáticas completas de ensacamento
Sistemas de Fechamento de Sacos, Células de Paletização com Robô
Máquinas de saco de boca aberta
Sistemas form-fill-seal de fechamento
Soluções de fim de linha e de paletização automática
Essa integração nos permite oferecer soluções completas e integradas para setores como agricultura, ração animal, química, minerais e alimentícios.
Automação de direção na indústria dos EUA
O setor industrial nos Estados Unidos está caminhando para níveis mais altos de automação, eficiência operacional e otimização de processos. Por meio da TMI USA Inc., estamos preparados para acompanhar essa transformação por:
Engenharia especializada
Soluções de automação personalizadas
Suporte comercial e técnico local
Inovação apoiada pela expertise internacional da TMI e da Automação HS
Nosso objetivo é claro: ajudar os fabricantes americanos a otimizar seus processos de embalagem, reduzir o tempo de inatividade e melhorar o desempenho geral de suas fábricas.
Declaração institucional
"Esta aquisição representa um passo importante em nosso compromisso de atender ao mercado dos EUA com capacidades ampliadas e expertise local. A integração de nossas equipes fortalece nossa plataforma de crescimento e inovação."
Justin Hartwick, Presidente da TMI USA Inc.
Construindo o futuro juntos
Na TMI, entendemos o crescimento como um processo baseado em colaboração e confiança. Essa expansão reafirma nosso compromisso de longo prazo com o mercado norte-americano.
Com recursos aumentados, ofertas ampliadas e liderança estabelecida nos Estados Unidos, a TMI USA Inc. está pronta para trazer ainda mais valor ao setor.
Mais informações em: www.tmipal.com
18/03/2026
Digitalização desde o primeiro passo
À primeira vista, uma planta de pet food parece um sistema complexo de máquinas, silos, tubulações e linhas de envase trabalhando simultaneamente. Mas por trás dessa sinfonia industrial há algo mais profundo: decisões, dados e tecnologia que permitem que cada parte do processo responda com precisão. Esse é o coração da planta conectada.
Durante anos, as fábricas operaram sob um modelo fragmentado: cada etapa tinha seu próprio ritmo, seus próprios controles e, muitas vezes, sua própria lógica. Hoje, esse paradigma está mudando. A indústria avança para um ecossistema integrado no qual processamento, monitoramento, manutenção e controle se articulam entre si, criando fluxos mais inteligentes, seguros e eficientes. E o interessante é que não se trata de um conceito futurista: já está acontecendo.
Quando a qualidade se torna parte do processo
A qualidade no pet food é definida desde a primeira etapa. A digitalização permite monitorar em tempo real variáveis que antes exigiam intervenção manual ou controles esporádicos: umidade, temperatura, tempos de retenção, condições de secagem ou resfriamento.
Isso não só melhora a eficiência, como também melhora a sanidade, evita retrabalhos e garante que o produto final cumpra sempre os mesmos parâmetros. Para um mercado tão exigente quanto o de pets, no qual a confiança do consumidor é crítica, isso faz diferença.
Paralelamente, tecnologias avançadas de separação magnética, amostragem e tratamento de ar elevam os padrões de inocuidade e sustentabilidade. Muitas plantas já estão adotando sistemas que detectam contaminantes ferrosos, plantas que automatizam a validação da qualidade ou plantas que neutralizam odores sem recorrer a produtos químicos.
Melhorias tecnológicas aplicadas ao processamento
Dosagem de Precisão. Sistemas de microdosagem garantem que cada fórmula receba a quantidade exata de ingredientes, aditivos e micronutrientes. Isso não apenas minimiza erros humanos e desperdícios, mas também garante a consistência nutricional do produto final, fundamental para a saúde dos pets.
Otimização da Extrusão e Secagem. A automação agora inclui o controle ideal de variáveis críticas como umidade, temperatura e pressão durante a extrusão e a secagem. Isso é essencial para alcançar a densidade, textura e durabilidade desejadas no grão, além de garantir uma cocção adequada. O desperdício de produto é reduzido durante partidas e paradas de linha.
Embalagem Inteligente. Sistemas de envase em alta velocidade que não só são mais rápidos e higiênicos, como também estão equipados para realizar inspeções de qualidade em tempo real e garantir a integridade do selado.
O fim de linha também se digitaliza
Na etapa final, do envase à paletização, a automação e o registro contínuo permitem uma eficiência que antes exigia muita supervisão manual. Mudanças de formato mais rápidas, menor desperdício de sacos ou filmes, rastreabilidade de cada lote até a entrega.
O que antes era 'a ponta do processo' agora é um ponto-chave para garantir eficiência logística e qualidade percebida.
Benefícios concretos
Adotar uma planta digitalizada e conectada com soluções integrais traz múltiplas vantagens competitivas:
Eficiência operacional e redução de custos: dosagens precisas, transporte eficiente e automação dos processos minimizam erros, desperdícios e retrabalhos, reduzindo custos de insumos, mão de obra e manutenção.
Melhora da qualidade e consistência do produto: processos controlados, rastreabilidade, separação magnética e controles sanitários garantem que cada lote cumpra os padrões, impactando positivamente na confiabilidade do produto final.
Segurança e ergonomia operacional: minimizar a intervenção manual, evitar entrada em silos, reduzir risco de contaminação ou acidentes, tudo resulta em um ambiente mais seguro e confiável para os operadores.
Sustentabilidade e responsabilidade ambiental: controle de odores, otimização de recursos, menor desperdício de matéria-prima e energia contribuem para operações mais limpas e responsáveis com o meio ambiente.
Escalabilidade e adaptabilidade: uma planta conectada pode se ajustar a diferentes formatos, volumes ou produtos, facilitando diversificação e expansão.
Rastreabilidade e conformidade regulatória: registro digital dos processos, controle de qualidade e monitoramento contínuo ajudam a cumprir normas de segurança alimentar e a responder a auditorias e exigências do mercado.
Conclusão
A planta conectada é uma inovação construída todos os dias. A digitalização transforma a forma de produzir, controlar e assegurar a qualidade. Nesse caminho, o desafio é construir processos integrados, estáveis e capazes de evoluir.
Nesse cenário, a Clivio Solutions acompanha a indústria de pet food na adoção de tecnologias e abordagens de engenharia que permitem operar com maior precisão, rastreabilidade e eficiência. Para as empresas, investir em digitalização é a chave para garantir competitividade, liderança e nutrição de qualidade na próxima geração de alimentos para pets.
04/03/2026
Ração para cachorro em sacos de polietileno; para pássaros, em sacos de papel; e para cavalos, em sacos grandes. A indústria global está decolando, e até 2030, o setor atingirá US$ 816 bilhões segundo estatísticas, tornando-se um grande mercado. Os maiores produtores estão localizados na China e nos Estados Unidos. Soja e milho estão entre os recursos mais importantes, seguidos pelo trigo e pela canola. Seja para alimentos para animais de produção ou para nossos queridos pets, esses produtos não só precisam atender aos padrões de qualidade, mas também ser bem embalados. É então que sistemas de alta tecnologia desempenham um papel fundamental. O produtor austríaco STATEC BINDER é especializado nessa área.
Uma grande variedade de produtos exige um alto nível de flexibilidade
As máquinas de embalagem da STATEC BINDER apresentam várias vantagens: desde componentes de alta qualidade que garantem durabilidade e robustez até softwares sofisticados que facilitam a operação. Acima de tudo, há um aspecto especial como fio condutor comum do desenvolvimento e da produção, que também define a direção: flexibilidade. A razão é simples de explicar: nem todos os alimentos de origem animal são iguais. Pelo contrário, eles variam em tamanho e características do fluxo, desde pós até produtos sem fluxo.
O que isso significa para as máquinas de ensacamento? Esse tipo de máquina deve funcionar com vários produtos e, mais importante, adaptar-se a eles. Para o STATEC BINDER, alta flexibilidade não é apenas desejável, mas há muito tempo se tornou um valor central. Somente dessa forma o sistema pode ser integrado de forma ideal à empresa e ser 100% compatível com o produto.
Flexibilidade como conceito central da empresa
No STATEC BINDER, a flexibilidade vem em vários níveis:
Sistemas sofisticados: O principal é escolher a ensacadora certa. O portfólio de produtos inclui sistemas para bolsas de boca aberta e máquinas FFS.
Personalização: O próximo passo é configurá-lo, por exemplo, com um design de lavagem para facilitar a limpeza, um dispositivo de pressão de ar embalado para resultados ainda mais eficientes, ou funções de rotulagem.
Acessórios eficazes: Uma balança de peso neto precisa para dosar a quantidade exata do saco. Máquinas modernas garantem uma vedação segura. Por fim, detectores de metais garantem que nenhum objeto desconhecido entre na embalagem.
Máquinas de embalagem de alta qualidade, confiáveis e duráveis confirmam os anos de experiência da STATEC BINDER.
Além de ser embalada de forma segura, a ração para pets deve ser armazenada em paletes rápidamente e cuidadosamente antes de ser transportada. Todas as máquinas de embalagem podem ser complementadas com paletizadores da STATEC BINDER, o que aumenta o nível de automação.
Fortes habilidades profissionais e interpessoais
A STATEC BINDER é um parceiro de longo prazo que não apenas desenvolve, produz e fornece. Ele se importa em projetar a máquina de embalagem ideal para cada alimento e empresa, além de garantir a operação regular por anos e desenvolvimento contínuo. Por isso, a STATEC BINDER conta com seu atendimento ao cliente abrangente em todo o mundo. O atendimento humanizado, combinado com expertise técnica, faz da empresa uma das principais fornecedoras de máquinas de embalagem para a indústria alimentícia.
Por STATEC BINDER
Fonte: All Pet Food Magazine
10/04/2026
Garantir a segurança de alimentos para animais de companhia exige mais do que protocolos bem escritos.
Na prática industrial, falhas costumam ocorrer na execução, especialmente quando há mudanças em formulações, equipamentos ou rotinas operacionais que não passam por reavaliações criteriosas.
A construção de um sistema robusto depende de três pilares: equipes bem treinadas e engajadas, procedimentos fundamentados em evidências científicas e revisão contínua dos processos produtivos.
Sem esses elementos, mesmo programas tecnicamente estruturados podem apresentar lacunas no chão de fábrica.
A seguir, dez pontos considerados centrais para fortalecer programas de segurança em fábricas de alimentos para pets:
Pessoas são a base do sistema
Mesmo o melhor programa não funciona sem uma equipe comprometida e tecnicamente preparada.
O desempenho do sistema depende diretamente do engajamento e da capacidade dos profissionais responsáveis por executar os procedimentos operacionais padrão.
Segurança de alimentos exige revisão contínua
O sistema não pode ser tratado como documento estático. Revisões devem ocorrer ao menos uma vez por ano e sempre que houver mudanças em equipamentos, fluxo de processo ou formulação. A atualização constante é essencial para garantir que as medidas preventivas permaneçam adequadas.
Modificações estruturais aumentam o risco de patógenos
Alterações em estruturas físicas ou substituição de equipamentos estão entre os principais fatores associados ao surgimento de riscos sanitários. Intervenções em paredes, passagens ou áreas técnicas podem expor pontos previamente ocultos de contaminação. Por isso, recomenda-se higienização antes e depois das obras, além de protocolos rigorosos para equipes terceirizadas.
Maior inclusão de proteínas requer revalidação
O aumento no uso de carnes frescas e farinhas de origem animal em formulações premium pode exigir reavaliação das etapas de controle de patógenos. Estudos de validação realizados com níveis menores de inclusão proteica podem não refletir o risco atual, especialmente quando há cargas microbianas superiores às inicialmente consideradas.
Estudos internos são fundamentais
Estudos de desafio conduzidos internamente são importantes para correlacionar dados laboratoriais com a produção em escala industrial. Como plantas-piloto não reproduzem integralmente as condições de extrusoras comerciais, é necessário gerar dados próprios que comprovem equivalência em parâmetros como tempo, pressão e umidade.
Controles preventivos não podem ser flexibilizados
Pressões por aumento de produtividade não devem comprometer parâmetros críticos de controle. Ajustes para ganho de eficiência devem ocorrer por meio de pesquisa e otimização de processos — como configuração de pré-condicionadores ou ajustes de velocidade — e não pela redução de medidas de segurança.
Avaliação externa amplia objetividade
Equipes internas podem perder a capacidade de identificar vulnerabilidades ao longo do tempo. A contratação de auditorias externas e certificações independentes é considerada estratégica para garantir avaliação imparcial de riscos.
Cultura começa na liderança
A coerência entre discurso e prática da gestão é determinante para consolidar a cultura de segurança. Inconsistências no uso de equipamentos de proteção individual por parte de gestores, por exemplo, sinalizam fragilidade no alinhamento institucional.
Treinamento deve ser acessível e contínuo
Programas de capacitação simples, atualizados e integrados à rotina operacional tendem a gerar maior adesão. Sistemas digitais com alertas automáticos de atualização de procedimentos podem reforçar a cultura de melhoria contínua, desde que complementados por treinamentos práticos.
Verificação de fornecedores é inegociável
A consistência de ingredientes influencia diretamente a segurança e a estabilidade do processo. Variações regionais em matérias-primas, como trigo, podem afetar densidade, comportamento na extrusão e carga microbiana. Auditorias anuais, exigência de certificados de análise e comunicação transparente sobre mudanças de origem são medidas consideradas essenciais.
FAQ sobre segurança de alimentos pet
Por que mudanças estruturais aumentam o risco sanitário?
Porque podem expor áreas previamente contaminadas ou criar novos pontos de abrigo para patógenos.
Com que frequência o sistema de segurança deve ser revisado?
Recomenda-se ao menos uma revisão anual completa, além de avaliações sempre que houver mudanças operacionais.
Qual é o papel da liderança na segurança de alimentos?
A gestão deve demonstrar, na prática, o padrão de conduta esperado, fortalecendo a cultura organizacional.
Fonte: Cães & Gatos
20/03/2026
Recentemente, as micotoxinas voltaram a ser foco das discussões no pet food. O motivo é a aprovação da portaria SDA/MAPA nº 1.412 pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), que define novos limites máximos de micotoxinas em produtos destinados à alimentação de cães e gatos.
Mas, afinal, o que muda com essa nova portaria e o que são as micotoxinas? Para responder esses questionamentos conversamos com a médica-veterinária mestre e doutora em Nutrição de cães e gatos e membro do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal Pet (CBNA PET) e da Sociedade Brasileira de Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos (SBNutriPet), Luciana Domingues de Oliveira.
'A portaria nº 1.412, de 3 de outubro de 2025, determina de forma inédita os limites máximos de aflatoxinas B1 e de aflatoxinas totais (somatória das aflatoxinas B1, B2, G1 e G2) em produtos destinados à alimentação de cães e gatos. Essa mudança é positiva e aumenta a segurança de alimentos para as espécies, trazendo também mais segurança aos responsáveis que preferem usar rações e produtos industrializados na alimentação de seus animais', explica.
Ainda segundo a profissional, a existência de limites claros e fiscalizáveis permite um controle de qualidade mais rigoroso por parte da indústria e dos órgãos de fiscalização, reduzindo os riscos de doenças e óbitos em pets causados pelo consumo de alimentos contaminados.
Entendo as micotoxinas
Basicamente, as micotoxinas são metabólitos secundários tóxicos produzidos por fungos filamentosos.
Luciana esclarece que elas podem contaminar alimentos usados tanto para alimentação humana, quanto animal, quando esses microrganismos estão na presença de condições adequadas de umidade e calor.
'Parte das micotoxinas são resistentes ao processamento térmico e podem estar presentes mesmo em produtos industrializados. Os principais fungos produtores de micotoxinas em alimentos para cães e gatos são os gêneros Aspergillus, Penicillium e Fusarium', pontua.
Esses fungos estão presentes em diferentes alimentos, como milho, trigo, cevada, aveia, amendoim, nozes, castanhas, café, frutas secas e produtos derivados, como suco de maçã.
Com isso, as rações podem conter micotoxinas devido ao uso de ingredientes que contenham essas substâncias ou porque o processamento não foi adequado e a ração acabou retendo mais umidade que o ideal.
'As micotoxinas mais comuns encontradas em alimentos para pets são aflatoxinas, fumonisinas, ocratoxina A, zearalenona e deoxinivalenol (DON)', informa a especialista.
Perigos envolvidos
A contaminação por micotoxinas pode tornar os alimentos verdadeiros vilões para a saúde de cães e gatos.
Conforme relata Oliveira, os riscos da ingestão vão desde problemas agudos e crônicos até óbito em casos mais graves. Dentre eles estão:
Sintomas gastrointestinais agudos: náuseas, vômitos e diarreia;
Sintomas neurológicos agudos: tremores musculares, convulsões, ataxia, fraqueza, agitação ou depressão e letargia;
Outros sintomas agudos: temperatura corporal alterada, aumento da frequência cardíaca e respiratória e salivação excessiva;
Sintomas crônicos: hepatopatias, câncer, redução da imunidade, perda de peso, diminuição do crescimento, hemorragias, etc.
Controle no processo de produção
Para evitar que os alimentos sejam contaminados pelas micotoxinas é preciso realizar um controle multimodal, que acontece em diferentes pontos do processo de produção.
A médica-veterinária explica que tudo começa com a qualidade dos fornecedores de matérias-primas. Também é importante analisar cada novo lote de insumos. Para isso é indicado testar todos os lotes de ingredientes que têm potencial de contaminação por micotoxinas antes da descarga.
'Deve-se, ainda, controlar o processo de produção através da mensuração contínua da umidade e atividade de água dos alimentos durante sua produção. Já quando o produto final estiver pronto, é necessário garantir teores adequados de umidade, atividade de água e temperatura durante o envase dos alimentos. Assim, evita-se a formação de gotículas de água dentro da embalagem', afirma.
Inclusive, a embalagem é uma peça-chave para prevenir as contaminações. Dessa forma, é fundamental que não apresente furos, que permitam o surgimento de umidade enquanto o produto está na prateleira das lojas.
Outro ponto que faz parte da prevenção às micotoxinas é o uso dos antifúngicos nos alimentos para pets. De acordo com a especialista, alguns antifúngicos utilizados para essa finalidade são: propionato de cálcio, ácido propiônico, ácido cítrico e ácido sórbico.
Também há os adsorventes de micotoxinas, que podem ser usados sozinhos ou em associação aos antifúngicos.
'Dentre esses, temos os adsorventes inorgânicos, que incluem principalmente os aluminossilicatos como argilas e zeólitas, e os orgânicos, que são mais recentes e produzidos à base de algas ou leveduras modificadas', cita.
Cuidados com o armazenamento
O armazenamento adequado dos alimentos para pets é uma ação indispensável quando se fala em prevenção de micotoxinas.
Oliveira recomenda a realização de ações para orientar os responsáveis pelos animais sobre a importância de manter os alimentos em condições ideais de acondicionamento e longe de umidade e do calor.
'As micotoxinas podem surgir nas rações quando existe um ambiente que permita o crescimento de fungos. Isso ocorre em condições ambientais como temperaturas elevadas (entre 20ºC e 30ºC) e alta umidade, que são situações muito comuns em países tropicais como o Brasil, principalmente, depois que as pessoas abrem a embalagem e não a mantém em ambiente seco, fresco e arejado como recomendado pelos fabricantes', explica.
Logo, as embalagens devem sempre ficar fechadas e armazenadas em ambiente seco, fresco, arejado e longe de umidade e da luz solar direta.
Também é importante que as rações sejam conservadas em suas embalagens originais, pois existe um trabalho dos fabricantes em desenvolver pacotes que ajudem a manter a qualidade dos seus alimentos.
'Quando retiramos os alimentos de suas embalagens originais, além do fabricante não poder garantir a qualidade dos alimentos, caso haja qualquer problema com a ração, o consumidor não terá as informações necessárias para fazer a solicitação de troca ou reclamação, como número de lote, data de fabricação e data de validade', finaliza.
11/02/2026
Matérias-primas como origem dos principais riscos
Nos últimos anos, muitos países registraram diversos episódios de recall em produtos destinados à alimentação animal, e a literatura científica confirma um padrão que o setor já conhece bem: a maioria das contaminações em pet food tem origem em matérias-primas mal monitoradas ou adquiridas sem histórico técnico adequado (Witaszak et al., 2020; Cheli et al., 2020).
A ocorrência crescente de micotoxinas como aflatoxinas, DON, fumonisinas e zearalenona, ou outros contaminantes em rações para cães e gatos demonstra que ingredientes agrícolas e subprodutos animais representam riscos concretos para a segurança e a qualidade do alimento (Witaszak et al., 2020). Esses dados reforçam algo essencial: não existe planta conectada sem fornecedor conectado.
Os limites do controle isolado nas fábricas
Quando um fabricante, especialmente industria menor, tenta construir um sistema de controle de qualidade isolado, sem colaboração técnica upstream, rapidamente encontra seus limites. Isso ocorre porque a variabilidade natural de ingredientes como milho, farinhas proteicas, subprodutos animais e óleos não pode ser completamente controlada apenas com inspeção no recebimento.
A literatura de segurança alimentar mostra que a especificação das matérias-primas é um dos pilares da prevenção de riscos, embora ainda seja negligenciada especialmente por fábricas menores (Cheli et al., 2020). Muitos fabricantes operam com descrições simplificadas das matérias-primas, sem limites analíticos, sem histórico estatístico e sem compreensão dos riscos específicos de cada origem ou safra.
O fornecedor como elo inteligente da cadeia
É justamente nesse ponto que o fornecedor se transforma não apenas em um vendedor de insumos, mas em verdadeiro elo inteligente da cadeia. Fornecedores tecnificados têm acesso a bancos de dados internos, análises por lote, curvas de variação, registros de safra, monitoramentos sazonais e processos industriais certificados.
Quando esses dados são compartilhados, o fabricante ganha acesso imediato a uma camada de inteligência que dificilmente conseguiria construir sozinho. E é essa troca estruturada de informações que caracteriza a planta verdadeiramente conectada, não apenas integrada internamente, mas estendida a toda a cadeia produtiva (Integrated Mycotoxin Management System, 2021; Aung & Chang, 2014).
Construção conjunta de especificações técnicas
A construção conjunta de especificações técnicas é um bom exemplo de como essa conexão muda o cenário. Especificações baseadas em dados históricos são significativamente mais eficazes na redução de desvios do que modelos genéricos aplicados a todas as origens (Cheli et al., 2020).
Um fornecedor preparado pode ajudar o fabricante a entender:
a variabilidade natural dos ingredientes
os limites de micotoxinas e outros contaminantes esperados por região
as tendências de umidade e composição ao longo do ano
os métodos analíticos adequados para cada risco
Essa colaboração reduz rejeições desnecessárias, minimiza variações no processo e diminui custos de formulação.
Micotoxinas: um exemplo de parceria estratégica
No caso das micotoxinas, um dos contaminantes críticos para pet food, essa parceria se torna ainda mais estratégica. O BIOMIN Mycotoxin Survey e outros estudos demonstram que a ocorrência de aflatoxinas, DON e fumonisinas varia intensamente entre safras, regiões e condições climáticas, reforçando a necessidade de monitoramento contínuo e compartilhado (Cheli et al., 2020; Witaszak et al., 2020). Ou seja, um fabricante que analisa apenas o que chega à sua porta está sempre atrasado. Programas de monitoramento baseados em tendências sazonais são muito mais eficazes do que análises pontuais (Cheli et al., 2020). E quem melhor conhece essas tendências do que o próprio fornecedor, que acompanha desde o campo até o beneficiamento?
Rastreabilidade que nasce no fornecedor
A conectividade também se manifesta na rastreabilidade. Cada lote que chega à fábrica leva consigo uma história: origem, data de produção, tempo de estocagem, rota logística, análises laboratoriais e condições de processamento.
Quando o fornecedor disponibiliza esses dados de forma estruturada, seja por QR codes, relatórios digitais ou sistemas integrados,o fabricante passa a operar com velocidade e segurança muito superiores. A rastreabilidade upstream é um dos pontos mais frágeis da cadeia global de pet food, e a maneira mais eficiente de fortalecê-la é garantir que o fluxo de informações nasça no fornecedor (Aung & Chang, 2014).
Treinamento e capacitação como parte da conexão
Essa relação não se limita a documentos; ela se expande para a capacitação técnica. Muitos dos erros que levam pequenas fábricas a aceitar lotes irregulares são resultado de amostragem inadequada, interpretação errada de laudos ou desconhecimento dos riscos mais prováveis. Estudos mostram que treinamentos simples para equipes de recebimento já reduzem significativamente a entrada de matéria-prima fora de especificação (Integrated Mycotoxin Management System, 2021).
Quando o fornecedor oferece esse suporte, seja com treinamentos, consultorias ou visitas técnicas, ele está, na prática, elevando o nível de maturidade da planta, ajudando-a a operar como um sistema conectado mesmo sem grandes investimentos em tecnologia.
Ferramentas analíticas híbridas
Outro ponto em que a conectividade entre fornecedor e fabricante se traduz em inovação realista é o uso de ferramentas analíticas híbridas. Kits rápidos para triagem de micotoxinas, quando validados, apresentam boa correlação com métodos confirmatórios e são recomendados como parte de sistemas de triagem (Cheli et al., 2020). Pequenas fábricas podem adotar uma combinação eficiente: triagem rápida no recebimento, validação periódica em laboratório acreditado e relatórios analíticos contínuos fornecidos pelo parceiro upstream. Isso reduz desperdícios, acelera a tomada de decisão e permite uso mais inteligente dos recursos.
Conclusão
A literatura também evidencia que fábricas que operam com dados compartilhados de fornecedores têm melhor previsibilidade produtiva e menor variabilidade de custos (Integrated Mycotoxin Management System, 2021).
Quando fornecedor e fabricante operam como uma única rede de informações, a indústria ganha em segurança, previsibilidade, inovação e competitividade. O mercado global de pet food, cada vez mais exigente e sensível a riscos, depende exatamente dessa integração inteligente, que começa muito antes da linha de produção e termina no alimento seguro, rastreável e estável que chega ao comedouro.
Por Ludmila Barbi Trindade Bomcompagni – All Pet Food
Fonte: All Pet Food Magazine
Referências
• Aung, M. M., & Chang, Y. S. (2014). Traceability in a food supply chain: Safety and quality perspectives. Food Control, 39, 172 184. https://doi.org/10.1016/j.foodcont.2013.11.007
• Cheli, F., Campagnoli, A., Dell'Orto, V. (2020). Mycotoxin contamination management tools and efficient strategies in feed industry. Toxins, 12(8), 480. https://doi.org/10.3390/toxins12080480
• Witaszak, N., Waśkiewicz, A., Bocianowski, J., & Stępień, Ł. (2020). Contamination of Pet Food with Mycobiota and Fusarium Mycotoxins—Focus on Dogs and Cats. Toxins, 12(2), 130. https://doi.org/10.3390/toxins12020130
• Integrated Mycotoxin Management System in the Feed Supply Chain: Innovative Approaches. (2021). Toxins, 13(8), 572. https://doi.org/10.3390/toxins13080572
Por
12/01/2026
Até 2026, o cuidado e a convivência com animais de estimação evoluirão para uma abordagem mais consciente, inovadora e responsável em todos os níveis. Nesse sentido, a Tiendanimal antecipa as tendências que se consolidarão no próximo ano, marcadas por uma visão mais holística do bem-estar, a busca por produtos premium e personalizados, a integração da tecnologia no cotidiano e um firme compromisso com a sustentabilidade.
Caroline Arrú, Diretora de Marketing e Atendimento ao Cliente e copatrocinadora do Comitê ESG da Tiendanimal, afirma que essas tendências refletem uma relação cada vez mais próxima entre pessoas e animais, onde qualidade, inovação e respeito se tornam os pilares da convivência. Esse vínculo está se expandindo nos lares espanhóis, estando presente em mais de 50% deles.
BEM-ESTAR FÍSICO E EMOCIONAL: UMA PRIORIDADE CRESCENTE
Até 2026, o bem-estar será o foco central em nossa relação com os animais. Não se trata apenas de atender às necessidades básicas, mas de garantir uma vida plena e equilibrada, onde nutrição especializada e funcional, suplementos específicos, rotinas de exercícios adaptadas às necessidades individuais e medicina preventiva desempenharão um papel fundamental.
Nessa mesma linha, destaca-se a importância contínua da saúde emocional, que se traduz na busca por brinquedos interativos, espaços seguros e serviços voltados para a redução do estresse e da ansiedade.
"Cada vez mais pessoas entendem que a saúde emocional é tão importante quanto a saúde física e, portanto, em 2026 veremos um aumento nas soluções que promovem a calma e a estimulação positiva ", afirma Arrú a esse respeito.
PREMIUMIZAÇÃO E PERSONALIZAÇÃO: PRODUTOS FEITOS SOB MEDIDA
Por outro lado, a tendência de premiumização também continuará a crescer, com o aumento da procura por produtos de alta qualidade, feitos com ingredientes naturais e processos sustentáveis. Neste contexto, a personalização será fundamental, com dietas adaptadas à idade, tamanho e necessidades específicas, acessórios concebidos para cada estilo de vida e serviços exclusivos que fortalecem o vínculo entre humanos e animais.
TECNOLOGIA: INOVAÇÃO A SERVIÇO DO CUIDADO
Ao longo do próximo ano, a digitalização transformará significativamente a forma como as pessoas cuidam e interagem com seus animais de estimação. Veremos um aumento no uso de ferramentas como dispositivos inteligentes de monitoramento de saúde, aplicativos que simplificam o gerenciamento de rotina e serviços de consulta veterinária online.
"A tecnologia não só proporcionará conveniência, mas também a segurança e a prevenção necessárias para o bem-estar dos animais de estimação, oferecendo muitos benefícios que não poderíamos alcançar de outra forma. Entre eles, a antecipação de problemas de saúde e a melhoria da qualidade de vida ", afirma Arrú, que insiste que "a tecnologia aplicada ao mundo animal não é apenas mais uma moda passageira, mas uma ferramenta perfeita para melhorar significativamente o bem-estar e a qualidade de vida dos animais".
SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL: UM COMPROMISSO INEVITÁVEL
Em 2026, a consciência ambiental também será essencial na escolha de produtos e serviços para ajudar a minimizar o impacto ambiental. Fatores como o uso de materiais reciclados, embalagens biodegradáveis e processos de produção ecologicamente corretos farão a diferença e serão decisivos nas decisões de compra.
"O compromisso ambiental é inegociável, e cada vez mais setores estão se comprometendo com a economia circular e a redução de resíduos. Isso não é, e não deveria ser, algo estranho ao mundo dos animais de companhia, porque querer o melhor para o nosso planeta é também querer o melhor para todos nós: humanos e animais ", conclui Arrú.
Fonte: IM VETERINARIA