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Nutrição de pets na velhice precisa mudar, alerta especialista
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Nutrição de pets na velhice precisa mudar, alerta especialista

A veterinária especialista em medicina esportiva e reabilitação Dr. Kelly Fishman alerta sobre como as necessidades nutricionais dos animais idosos estão mudando e por que as dietas sênior tradicionais podem não ser as mais adequadas. De acordo com a especialista, o envelhecimento varia conforme o porte do animal.    Cães de pequeno porte entram na meia-idade por volta dos 10 anos e se tornam idosos entre 11 e 13 anos. Já os cães grandes chegam à meia-idade aos sete anos e passam à fase sênior entre oito e 11 anos.  Os gatos seguem um padrão semelhante ao dos cães pequenos, tornando-se idosos por volta dos 11 a 13 anos.   Apesar de muitos tutores associarem o envelhecimento a doenças internas, a principal preocupação atualmente é a fragilidade física.  'Os cães começam a apresentar dificuldades de mobilidade: têm mais dificuldade para entrar no carro, subir e descer escadas, escorregam em pisos lisos e já não conseguem fazer caminhadas como antes. Internamente, muitas vezes, eles estão perfeitos', afirma a Dra. Kelly Fishman.   Com a maior longevidade, novas doenças também vêm sendo observadas. Um exemplo é a GOLPP — paralisia laríngea de início geriátrico associada à polineuropatia — comum em cães de grande porte, como labradores e golden retrievers.  'É uma doença que nós, veterinários, quase não víamos há cerca de 10 anos, mas que hoje observo com frequência nos meus pacientes de grande porte', relata a especialista.   A veterinária também faz um importante alerta sobre os alimentos formulados para pets idosos. Segundo ela, a redução de proteína nesses produtos pode ser prejudicial.  'Quando as pessoas acham que estão fazendo a coisa certa ao oferecer uma ração sênior, acabam reduzindo proteína e gordura. Ao mesmo tempo, esse cão idoso está perdendo músculo. Ele tem sarcopenia. Na prática, estão fazendo exatamente o oposto do que deveriam', explica.    De acordo com a especialista, cães idosos saudáveis podem precisar de até o dobro de proteína em relação aos adultos. Quando o assunto é suplementação articular, o destaque vai para os ácidos graxos ômega 3.  'Os ômega 3 têm comprovação científica muito sólida no auxílio à mobilidade de cães com artrite e também de gatos. É o suplemento número um que eu recomendo', afirma a Dra. Kelly.    Para pets sensíveis ao óleo de peixe, o mexilhão de lábios verdes, da Nova Zelândia, surge como alternativa natural. A nutricionista veterinária ressalta ainda que diferentes condições articulares exigem abordagens distintas.    Enquanto o ômega 3 é indicado para animais com artrite, o colágeno tipo 2 é mais apropriado para cães ativos sem doença articular, auxiliando na prevenção da inflamação da cartilagem.  Já o colágeno bovino pode beneficiar tanto articulações quanto a saúde da pele. O suporte à musculatura também é essencial na velhice. Ingredientes como o fortetropin, segundo a especialista, têm comprovação científica na preservação e no ganho de massa muscular em cães e gatos idosos, ajudando a minimizar a fragilidade.   Outro ponto de atenção destacado é a falta de regulação do mercado de suplementos para pets.  'Um suplemento pode dizer qualquer coisa. Eles podem fazer praticamente qualquer alegação. Ao mesmo tempo, nem sempre o que está no rótulo corresponde ao que realmente está no produto', alerta. Por fim, a veterinária defende que a classe veterinária esteja mais aberta ao diálogo sobre diferentes tipos de alimentação, além da ração tradicional.    'Como comunidade veterinária, eu espero que a gente não descarte tanto dietas frescas, congeladas, levemente cozidas ou liofilizadas. Muitas pessoas querem discutir alternativas além da ração, e é nosso papel aprender mais sobre o que devemos, de fato, oferecer aos nossos cães', conclui.   Fonte:  Cães & Gatos

"Porque é que o meu cão sofre de obstipação?" e outras perguntas de natureza gastrointestinal
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"Porque é que o meu cão sofre de obstipação?" e outras perguntas de natureza gastrointestinal

"O que define a obstipação?" e "Porque é que o meu cão tem obstipação?" são perguntas muitas vezes feitas pelos tutores de animais de companhia. No extremo oposto do espetro gastrointestinal (GI) encontra-se a diarreia, e ambas podem ser desagradáveis e ter muitas causas subjacentes. Ambos os problemas gastrointestinais podem causar letargia, edema e desconforto extremo em cães. Embora proporcionar ao seu cão uma alimentação nutricionalmente equilibrada e evitar uma gastroenterite (como comer algo do lixo, ingerir brinquedos ou restos de comida) possa minimizar os problemas gastrointestinais, a obstipação e a diarreia são condições comuns a que os tutores de animais de companhia devem estar atentos e saber quando é altura de consultar o veterinário. O seu veterinário pode ajudar a identificar a causa da obstipação ou diarreia do seu cão e a melhor forma de a tratar.   O que é a obstipação? A maioria dos cães tem um padrão diário habitual de movimentos intestinais. Provavelmente já conhece bem este padrão pelo número de sacos que o seu animal de companhia utiliza quando o leva a passear. Manter um registo dos hábitos normais do seu cão pode ajudá-lo a identificar quando existe algo errado. Antes de perguntar "Porque é que o meu cão sofre de obstipação?", deve saber identificar os sinais. A obstipação refere-se à eliminação pouco frequente ou difícil das fezes. As fezes são frequentemente duras e secas e podem conter sangue. Um cão que defeca ocasionalmente uma ou duas vezes menos do que o habitual geralmente não é motivo de alarme, mas se o seu cão não defecar há mais de um dia e mostrar sinais de esforço ou falta de apetite, contacte o seu veterinário.   Porque é que o meu cão sofre de obstipação?   A pergunta relativamente ao motivo pelo qual o seu cão sofre de obstipação pode ter muitas respostas. Um exame físico realizado pelo veterinário, bem como exames complementares como raio-X, podem ajudar a descobrir ou a excluir os seguintes problemas: Ingestão de corpos estranhos (roupa, brinquedos, ossos, pedras, erva, pelo, cabelo humano) Movimento intestinal lento Desidratação Bolas de pelo a bloquear o ânus Aumento da glândula prostática em cães machos Hérnias (quando uma lesão ou esforço empurra uma pequena parte de um órgão interno através do músculo que o envolve) Tumor ou massa no trato intestinal Sacos anais infetados ou impactados Efeito secundário de medicamentos Condições ortopédicas e neurológicas, como artrite, que afetam a capacidade do cão se agachar   Fonte: Hill's Pet